Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 4 de março de 2020

Grécia – O porto do Pireu já é o quarto maior da Europa

O porto do Pireu cresceu 15% em 2019 e, com isso, tornou-se o maior do Mediterrâneo e o quarto maior da Europa no movimento de contentores



O porto do Pireu, sob gestão da Cosco, continua a sua cavalgada no ranking dos maiores portos europeus de contentores. No ano passado foi, de muito longe, o que mais cresceu no top 15 e, com isso, galgou duas posições, ultrapassou Valência e Bremerhaven e assumiu o quarto posto, atrás dos “gigantes” Roterdão, Antuérpia e Hamburgo.

De acordo com os resultados elaborados por Theo Notteboom, no ano passado os 15 maiores portos de contentores europeus processaram 79 071 TEU, mais 2,8% que em 2018. Os três maiores somaram 25 929 TEU, num crescimento homólogo de 4,6%.

O crescimento do topo 15 em 2019 compara com os 4,7% verificados em 2018 e os 4,6% de 2017, nota o especialista. Mas superam os 2,1% de 2016 e, por maioria de razão, os -1,6% de 2015.

Comparando com 2007, o ano anterior à crise financeira global, o top 15 de 2019 aumentou a sua produção 29%. Mas Gioia Tauro, Hamburgo e Bremerhaven ainda não atingiram os  números de então. Na inversa, Gdansk cresceu 20 vezes e o Pireu triplicou-os.

Olhando para o alinhamento dos 15 maiores portos europeus de contentores em 2019, são poucas as diferenças relativamente a 2018. Nas subidas destaca-se o Pireu, de 6.º para 4.º, enquanto Algeciras passou de 7.º para 6.º, Le Havre de 11.º para 10.º e Gdansk de 16.º para 15.º. Na inversa, Bremerhaven, Marsaxlokk e Southampton perderam posições, o que no caso do porto britânico lhe custou mesmo a presença no restrito “clube”.

Na sua análise, Notteboom sublinha os diferentes perfis dos portos, com o Pireu e Algeciras quase exclusivamente hubs de transhipment, e Felixtowe, Génova ou S. Petersburgo quase exclusivamente portos gateway.

Os desafios de Sines

Sines integrou o top 15 europeu em 2016, então com uma produção de 1,5 milhões de TEU e um crescimento de 908,7% (!) na comparação com 2007.

O porto português não figura agora entre os 15 maiores, mas Theo Notteboom assinala que tem potencial para lá regressar. A par da Southampton, Londres, Zeebrugge, La Spezia ou Marselha, todos com resultados entre os 1,4 e os 2 milhões de TEU em 2019.

Mas Sines, como Algeciras e Valência, terá de haver-se com a “concorrência” de Tanger Med, que no ano findo cresceu 38% e tocou os 4,8 milhões de TEU, e que este ano deverá andar a ampliar a sua capacidade, assinala o especialista. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sexta-feira, 2 de março de 2018

Marrocos - APM Terminals recebe primeiros pórticos STS para o MedPort Tangier

A APM Terminals recebeu os primeiros pórticos de cais automatizados para o terminal de MedPort Tangier, com abertura prevista para 2019.

Os novos pórticos têm um alcance de 72 metros, o que os torna capazes de operar navios porta-contentores de 22 mil TEU. São, no seu género, os maiores pórticos STS do mundo.

“Estes guindastes usam tecnologia digital para garantirem a maior eficiência nos seus movimentos. Isto ajudar-nos-á a oferecer uma produtividade acrescida ao longo de todo o processo, desde a retirada do contentor do navio até ao seu depósito no parque, e vice-versa”, referiu a propósito o MD do terminal, Dennis Olesen, citado num comunicado da companhia.

O operador portuário encomendou, em 2016, 12 pórticos de cais e 32 pórticos de parque automatizados (ARMG) para o novo terminal.

O terminal de MedPort Tangier, um hub de transhipment com início de operação agendado para 2019, foi desenhado e está a ser implementado à imagem das necessidades da Maersk Line, que ali operará com os seus parceiros de aliança (desde logo, a MSC). In “Transportes & Negócios” - Portugal



quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Internacional - MSC “estica” navios de 14000 até aos 17000 TEU



As operações serão realizadas nos estaleiros chineses da Beihai Shipbuilding Industry. O contrato assinado abrange nove navios, podendo a MSC alargá-lo a mais dois, em Janeiro do próximo ano.

Para aumentar a respectiva capacidade de transporte, os navios serão alongados, dos actuais 365,5 metros para 394,4 metros de comprimento, mediante a inserção de uma nova secção central com mais slots.

A MSC tem encomendados na Coreia do Sul 11 navios de 22 000 TEU, que, afinal, serão de 23 356 TEU, segundo a Alphaliner.

O aumento da capacidade dos navios mediante a inserção de novas secções não é novidade. A própria MSC já recorreu a tal expediente. Todavia, não há memória de um contrato do género envolvendo tantos navios. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sábado, 7 de outubro de 2017

Holanda – Metade dos contentores descarregados em Roterdão foram transportados por super porta-contentores

Em 2016, mais de 900 dos dois maiores tipos de navios porta-contentores escalaram o porto de Roterdão para descarregar contentores. São 2,5 vezes mais porta-contentores de grande porte que em 2011. Juntos, estes navios porta-contentores transportaram quase metade de todos os contentores descarregados em Roterdão. O Instituto holandês de Estatística (CBS) informa baseado em novas fontes existentes (grandes dados) como parte do seu programa de inovação.

Os super porta-contentores têm uma capacidade de carga superior a 10 mil TEU (a unidade de capacidade padrão para navios porta-contentores). Podem descarregar em média quase 3 mil contentores por visita nos cais holandeses. Em 2016, um número relativamente pequeno de super porta-contentores - 8% de todos os porta-contentores recebidos - entregou mais de 2,5 milhões de TEU com carga. Os navios porta-contentores menores transportaram 2,8 milhões de TEU. Em 2011, os super porta-contentores foram responsáveis ​​por 16% do transporte de contentores recebidos.

Donde vêm estes super porta-contentores?

A maioria destes gigantes transportadores de contentores têm origem nos portos da China. Depois de escalarem outros portos asiáticos, chegam à Europa, onde a sua carga também é descarregada em diversos portos. Cerca de 22% do total de contentores são descarregados em Roterdão para um transbordo para pequenos porta-contentores para seguirem para outros portos marítimos; envolve uma média de 23 outros navios, transportando principalmente os contentores para os portos de outros países europeus, como o Reino Unido (20%), a Rússia (16%), a Irlanda (11%) e a Suécia (11%). In “Centraal Bureau voor de Statistiek” - Holanda


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Brasil – Porto de Suape registra recorde na movimentação de contêineres


Julho foi um excelente mês para a movimentação de contêineres no Porto de Suape. Pela primeira vez, desde outubro de 2011, o atracadouro ultrapassou os 40 mil TEU em um único mês. Com isso, Suape segue firme no caminho para bater o recorde anual na movimentação de contêineres, registrado naquele mesmo ano (434 mil TEU). Os produtos são movimentados no Tecon Suape, terminal privado instalado no atracadouro pernambucano.

O crescimento foi puxado pelas operações de cabotagem, que contabilizaram aproximadamente 27,7 mil TEU, seguido pelas importações, com aproximadamente 8,8 mil TEU. As exportações chegaram a 3,6 mil TEU. Em peso bruto, a movimentação alcançou 469.349 toneladas e em unidades, 24.734 contêineres.

Em julho de 2016, o registro da movimentação foi de 33.247 TEU.

“Comemoramos a notícia e estamos otimistas com os dados registrados. Temos a movimentação de graneis líquidos como carro-chefe e, por isso, é importante que alcancemos resultados expressivos nas demais cargas. Esse dado mostra que podemos diversificar nossas operações e que estamos sendo bem avaliados por grandes empresas marítimas que escolhem atracar seus navios em nosso porto”, ponderou o presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Marcos Baptista. 

Semestre

Os números da movimentação de contêineres também foram expressivos no primeiro semestre. De janeiro a junho de 2017, o porto pernambucano cresceu 22,9% na movimentação deste tipo de carga, quando registrou 220.305 mil TEU movimentados, ante 179.260 mil TEU do mesmo período em 2016. A marca entra para os maiores recordes já registrados desde o início da operação do Tecon Suape em 2002.

No semestre, o incremento na movimentação se deveu, principalmente, às operações de cabotagem, que contabilizaram 154.438 mil TEU. As importações também registraram números significativos, com 47.940 TEU, seguido pelas operações de exportação com 17.927 TEU.

Entre as principais mercadorias movimentadas entre as cargas conteinerizadas estão os plásticos que lideram a lista com 451.995 mil toneladas; seguido pelos cereais com 240.998 mil toneladas; produtos químicos e orgânicos com 166.510 mil toneladas. Na sequência aparecem ferro fundido e aço com 119.166 mil toneladas; sal, enxofre, cal e cimento com 112.632 mil toneladas; bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres com 89.047 mil toneladas, entre outros. No total, o porto registrou a movimentação de 2.576.897 toneladas no primeiro semestre de 2017.

Portos públicos

No cenário nacional, Suape se manteve em 4º lugar entre os principais portos públicos na movimentação de contêineres nos seis primeiros meses do ano, com 220 mil TEU. Em 1º lugar está o Porto de Santos com 1.391.101 TEU movimentados, seguido pelo Porto de Paranaguá com 357 mil TEU e, Rio Grande com 345 mil TEU. In “Portos e Navios” - Brasil

terça-feira, 18 de julho de 2017

Internacional - Transporte marítimo: cresce a concentração

SÃO PAULO – Quem acompanha o dia a dia do comércio exterior sabe que ocorre a nível mundial uma intensa concentração no mercado de transporte marítimo, deflagrada por uma nova onda de fusões e aquisições de uma empresa por outra, o que se tem dado especialmente entre as grandes armadoras que transportam contêineres.

Segundo dados da empresa de consultoria inglesa Drewry, a fusão entre K-Line, MOL e NYK, que resultou na nova Ocean Network Express (ONE), colocará este grupo em quinto lugar no ranking mundial de empresas transportadoras de contêineres, com capacidade para 1,7 milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), à frente da Hapag-Lloyd, que se fundiu com a UASC, com 1,6 milhão de TEUs, e da Evergreen, com 1,3 milhão.

Embora a CMA CGM tenha adquirido a Mercosul Line, subsidiária brasileira da Maersk, esta armadora continua dominando o mercado, com 4,2 milhões de TEUS (ou 18,4% do total), seguida pela MSC, com 3,1 milhões de TEUs ( 13,5%). A CMA CGM, que vem expandindo seus negócios na América do Sul, ocupa a terceira colocação, com 2,4 milhões de TEUS (10,4% do mercado). A compra da Mercosul Line representou a décima segunda aquisição pela armadora desde  1996, quando a CMA comprou a estatal francesa CGM.

É de se lembrar que essas três armadoras, em 2005, detinham 26% do mercado global, mas hoje já controlam 42%. Em quarto lugar, está a chinesa CoscoCS, que se fundiu com a CSCL, com 1,8 milhão de TEUs. Ressalte-se ainda que a Maersk comprou a Mercosul Line há uma década, mas teve de deixá-la como concessão, negociando-a com a CMA CGM, para seguir com seus planos de adquirir a Hamburg Sud, que é líder no Norte da Europa e na América Latina e opera a armadora brasileira Aliança, líder no setor de cabotagem no Brasil e no continente sul-americano. Hamburg Sud e Aliança são responsáveis por 80% do serviço de cabotagem brasileiro, à frente da Log-In Logística.  

Em resumo: as 25 maiores operadoras de carga em contêineres do mundo (incluindo subsidiárias, afiliadas e coligadas) controlam mais de 65% de todos os navios porta-contêineres disponíveis para uso em serviços comerciais. Desde já, o setor alega que esse é um preço a pagar, já que os seus clientes teriam se favorecido durante anos de fretes desvalorizados. Essa seria a razão pela qual as grandes companhias de navegação teriam buscado saída nas fusões e incorporações de concorrentes.

Em função dessa concentração que só cresce, é provável que haja neste segundo semestre de 2017 um melhor desempenho dessas empresas de navegação, mas não é preciso ser especialista para concluir que uma das consequências desse fenômeno é que haverá menores opções para os exportadores/importadores na hora de reservar espaços nos navios. E, com certeza, maiores custos, diante da falta de concorrência mais acirrada. Milton Lourenço - Brasil


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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Brasil - Portonave está entre os 20 maiores portos da América Latina

Líder de mercado em Santa Catarina desde 2010 e segundo maior movimentador de contêineres do Brasil desde o ano passado, a Portonave integra agora a lista dos 20 maiores portos da América Latina, está na 16ª posição. O Terminal Portuário de Navegantes é um dos três brasileiros no ranking divulgado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), divulgado esta semana, em Santiago, no Chile.

Segundo o levantamento, que avaliou 120 portos, o primeiro colocado é o Porto de Santos (SP), com mais de 3,3 milhões de TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés). Em seguida estão os complexos panamenhos de Colón (3,25 milhões de TEUs) e Balboa (2,98 milhões de TEUs).

Considerando os 20 maiores portos, o segundo brasileiro no ranking é a Portonave, em 16º lugar, com 895.375 TEUs movimentados segundo a Cepal – são 910.870 TEUs conforme levantamento do Terminal. O Brasil ainda aparece na lista com Paranaguá (PR), em 20º, com 725.041 TEUs.

A Cepal é uma unidade da Organização das Nações Unidas (ONU) criada para incentivar a cooperação econômica entre os países da América Latina e o Caribe. O órgão organiza essa pesquisa desde 1999, a partir de dados coletados com autoridades portuárias e terminais.

O estudo apontou ainda que a movimentação de contêineres na América Latina e no Caribe caiu 0,9% no ano passado, chegando a 47,5 milhões de TEUs. A queda se deve, segundo a unidade da ONU, à desaceleração do comércio exterior. O Brasil recuou 4,4% na atividade portuária e o Panamá 9,1%. In “Informativo dos Portos” - Brasil

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Brasil – Porto Itapoá tem aumento de 25,5% no volume de contêineres

O Porto Itapoá registrou um aumento de 25,5% no volume de contêineres no longo curso neste primeiro trimestre de 2017, em comparação ao mesmo período do ano passado.

Apesar da recessão da economia, que causou uma baixa significativa nos volumes no final do ano passado, o Terminal conseguiu superar as expectativas na movimentação de contêineres de exportação e importação nesses três primeiros meses do ano.

O destaque foi para as mercadorias importadas, cujo aumento chegou a 40% no período. As exportações registraram alta de 17,2%. As demais operações contabilizadas pelo porto como transbordo, contêineres vazios e remoções tiveram uma redução de 22%.

A movimentação de cabotagem se manteve praticamente estável no período, com um aumento de 2% do volume de contêineres.

O Porto Itapoá começou a operar em junho de 2011 e hoje é o sexto maior terminal de contêineres do País, segundo a ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).

Vale destacar que o Porto Itapoá iniciou suas obras de expansão em outubro de 2016. O projeto prevê a ampliação da área do porto dos atuais 150 mil metros quadrados para 450 mil metros quadrados. A capacidade de movimentação, ao final da expansão, deve ser quatro vezes maior, dos atuais 500 mil TEUs movimentados por ano, para cerca de 2 milhões de TEUs. In “Antaq” - Brasil

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Portugal – Porto de Sines ocupa o 15º lugar na Europa em contentores

Porto de Sines
Fechado o ano de 2016, é tempo de fazer balanços. Na Europa, não há grandes novidades relativamente aos Portos que mais contentores movimentaram: Roterdão lidera, seguido agora por Antuérpia e depois por Hamburgo. Os três 'gigantes' deixam bem longe todos os outros. Já o Porto de Sines ocupa a 15ª posição e foi o segundo que mais cresceu no top-15.

Com um total de 1,513 milhões de TEU movimentados, o Porto de Sines surge na 15ª posição do ranking europeu. Em comparação com os números de 2015, o Porto português registou um crescimento de 13,8%, apenas suplantado pelo crescimento homólogo do Porto de Barcelona (+14,6%). Mas falando ainda de crescimento, os números do Porto de Sines têm ainda maior impacto numa comparação a 10 anos: desde 2007, o Porto português cresceu 908,7%, num registo que não encontra sequer algo semelhante no top-15. Todos os outros 14 Portos da lista já eram importantes 'hub's' de contentores em 2007, excepção feita ao Porto do Piréu, na Grécia, que cresceu 167,7% nos últimos 10 anos.

Na frente da lista continua o Porto de Roterdão, com um total de 12,385 milhões de TEU movimentados no ano passado, num crescimento homólogo de 1,2% (face a 2007, o crescimento foi de 14,8%). No segundo lugar aparece agora o Porto de Antuérpia, com 10,037 milhões de TEU (crescimento de 4% face a 2015 e de 22,7% nos últimos 10 anos). No último lugar do pódio está o Porto de Hamburgo (que era 2º em 2015), agora com 8,910 milhões de TEU - valor que representa um crescimento de 1% face a 2015 mas um decréscimo de 9,9% face a 2007.

De referir ainda que não será fácil para o Porto de Sines subir muito na tabela. Com 1,5 milhões de TEU, o Porto português tem no Porto de Southampton o mais próximo, com quase 2 milhões de TEU (1,957 milhões), embora com uma evolução relativamente estagnada (+0,2%). No 13º lugar está o Porto de Barcelona, já com 2,238 milhões de TEU que não só tem mais 700 mil TEU que Sines como também teve um crescimento forte no ano passado. Pelo resultado de Janeiro, com pouco mais de 160 mil TEU manuseados no Terminal XXI, em situação normal Sines deverá colar-se a Southampton e, quiçá, chegar ao 14º lugar. In “Cargo Edições” - Portugal

Top 15 europeu:

 1- Roterdão (HOL), 12385 M TEU;
 2- Antuérpia (BEL),10037 M TEU;
 3- Hamburgo (ALE), 8910 M TEU;
 4- Bremerhaven (ALE), 5487 M TEU;
 5- Algeciras (ESP) 4760 M TEU;
 6- Valência (ESP), 4722 M TEU;
 7- Felixstowe (UK), 3745 M TEU;
 8- Piréu (GRE), 3675 M TEU;
 9- Marsaxlokk (MAL), 3064 M TEU;
10- Gioia Tauro (ITA), 2797 M TEU;
11- Le Havre (FRA), 2519 M TEU;
12- Génova (ITA), 2298 M TEU;
13- Barcelona (ESP), 2238 M TEU;
14- Southampton (UK), 1957 M TEU;
15- Sines (POR), 1513 M TEU.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Internacional - Transporte marítimo de contentores crescerá até 3,8% ao ano

O transporte marítimo internacional de contentores deverá crescer entre 2,2% e 3,8% ao ano até 2020, de acordo com o The Boston Consultancy Group (BCG).

No mesmo horizonte, a frota mundial de navios porta-contentores deverá passar dos actuais 20,5 milhões para cerca de 24 milhões de TEU de capacidade, prevê a consultora.

Mas uma coisa são os volumes e outra, bem diferente, a rendibilidade do negócio. O que dependerá em grande parte do reequilíbrio entre oferta e procura de capacidade.

O BCG estima que tenham de ser retirados do mercado entre dois milhões e 3,3 milhões de TEU. O sector terá de acelerar o ritmo de desmantelamento de navios e resistir à tentação do crédito e à colocação de mais encomendas de novos navios, avisa.

Imprescindível será também por termo à guerra de preços que tem assolado a indústria nos últimos 15 anos. O BCG sublinha a propósito que “com o fim dos GRI [General Rate Increases] na UE, o risco de guerra de preços é maior”.

Num ambiente difícil, as companhias com mais probabilidades de sobreviver serão aquelas que consigam mais economias de escala (casos das gigantes Maersk Line, MSC ou CMA CGM) e também aqueloutras que apostem em nichos de mercado, casos da Wan Hai e da SITC.

As observações e avisos do BCG foram deixados na recente conferência Global Liner Shipping, em Singapura, pela sócia e directora-geral, Camille Egloff. In “Transporte & Negócios” - Portugal

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Portugal – Porto de Sines no top 100 mundial nos contentores

O porto de Sines e o seu Terminal XXI classificaram-se no top 100 mundial dos maiores portos de contentores no final de 2015, de acordo com o ranking elaborado pela espanhola “Transposte XXI”



Tendo movimentado 1330000 TEU em 2015, Sines classificou-se como o 100.º maior porto do mundo, o 18.º europeu e o terceiro ibérico.

Com um crescimento de 8,3% face a 2014, o porto português ganhou terreno a vários portos que o precedem imediatamente no ranking, sendo por isso possível que ultrapasse alguns deles no final do ano em curso.

Porém, há que contar também com o rápido crescimento de outros portos. Em 2015, por exemplo, Sines foi ultrapassado por Puerto Califa (Emiratos Árabes Unidos), que cresceu 31,9% e saltou para a 93.ª posição do ranking,com 1,5 milhões de TEU, e pelo porto chinês de Tangshan (92.º com 1,5 milhões de TEU, a subir 37%).

Portos chineses dominam

Sem surpresa, os portos chineses monopolizam os primeiros lugares do ranking, com sete presenças no top 10.

Xangai reforçou o primeiro lugar, com 36,4 milhões de TEU (mais 3,5% em termos homólogos), afastando-se de Singapura, que perdeu 8,7% para 30,9 milhões de TEU. O terceiro lugar do pódio é de Shenzhen, com 24,2 milhões de TEU (mais 0,7%).

Nos lugares imediatos classificaram-se Ningbo (20,6 milhões de TEU, mais 6%), Hong Kong (20,1 milhões, menos 9,6%), Busan (19,5 milhões,mais 4,2%), Guangzhou (17,6 milhões, mais 5,8%), Qingdao (17,4 milhões, mais 4,9%), Dubai (15,6 milhões, mais 2,2%) e Tianjin (14,1 milhões, mais 0,4%).

Roterdão (11.º) é o primeiro porto europeu e Los Angeles (19.º) o primeiro norte-americano no ranking mundial.

Europa com 18 portos no top

A Europa coloca 18 portos no ranking dos 100 maiores do mundo. Dez são do Norte e oito do Sul. Os do Norte movimentaram 51,6 milhões de TEU, os do Sul apenas 23,4 milhões de TEU mas cresceram mais depressa. Sines é, claro, o 18.º.

Roterdão lidera com 12,2 milhões de TEU (menos 0,5% em termos homólogos), seguido de Antuérpia com 9,6 milhões (mais 6,9%) e de Hamburgo com 8,8 milhões (menos 9,3%).

Entre os portos do Velho Continente que mais cresceram, destaca-se Sines, com um ganho homólogo de 8,3%, só superado por Southampton, que deu um salto de 41,7% até aos 2,1 milhões de TEU (14.º).

Entre os perdedores avultam os casos de São Petersburgo (a cair 27,8% para 1,7 milhões de TEU; 16.º classificado), de Zeebrugge (menos 23,8%, 1,6 milhões de TEU e 17.º classificado) e de Gioia Tauro (menos 14,1%, 2,6 milhões de TEU e 12.º). In “Transportes & Negócios” - Portugal

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Portugal – Porto de Sines o quarto porto ibérico em contentores

Durante o primeiro semestre de 2016 o porto de Sines movimentou 692866 TEU (unidade equivalente a um contentor de 20 pés), um aumento de 2,35% face ao primeiro semestre de 2015, sendo o quarto porto da península ibérica em mercadorias transportadas por contentores.

Os portos espanhóis atingiram no conjunto dos portos um total de 7,38 milhões de TEU, um ganho homólogo de 6,42%. O porto de Valência com o movimento de 2373193 TEU e com um crescimento homólogo de apenas 0,93% foi o primeiro porto ibérico, logo seguido do porto de Algeciras, situado no sul de Espanha com 2354075 TEU, com um aumento face ao mesmo período do ano passado de 13,07%. O porto de Barcelona foi o terceiro com um movimento de 1069865 TEU, uma subida de 12,54% em relação ao ano transacto.

Pela sua posição estratégica, a península ibérica encontra-se na rota das principais linhas de porta-contentores que navegam entre o ocidente e o oriente, os seus portos procuram oferecer as melhores condições para a movimentação de contentores em trânsito para outros países.

Porto de Sines
No movimento de contentores “em trânsito” o porto de Sines ocupa o terceiro lugar ibérico com um movimento de cerca de 500 mil TEU no primeiro semestre de 2016, sendo ultrapassado pelo porto de Algeciras com 2174054 TEU e um aumento de 15,75% em relação a igual período do ano passado e o porto de Valência com um movimento de 1259174 TEU, uma quebra de -3,34% face ao período homólogo. Baía da Lusofonia

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Brasil - Porto de Santos em crescimento

SÃO PAULO – O relatório que a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), organismo criado em 1948 pelo Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas (ONU), prepara a cada ano mostra que o porto de Santos continuou a ocupar em 2015 o primeiro lugar na movimentação de contêineres no continente, com 3,6 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), o que representou um crescimento de 2,1% em relação a 2014 (3,5 milhões de TEUs). Segundo a Cepal, nos 120 portos da região analisados, a atividade cresceu 1,7%, com um volume aproximado de 48 milhões de TEUs.

Responsável pela movimentação de 27% do comércio exterior brasileiro, o porto santista está à frente de Colón (3,5 milhões de TEUs) e Balboa (3,2), ambos no Panamá, Cartagena (2,6), na Colômbia, Manzanilla (2,4) no México, Callao (1,9), no Peru, Guayaquil (1,7), no Equador, Kingston (1,6), na Jamaica, Buenos Aires (1,43), na Argentina, e Freeport (1,4), nas Bahamas.  O segundo porto brasileiro a aparecer no ranking é o de Paranaguá-PR, em 20º lugar, com 782 mil de TEUs, seguido por Rio Grande-RS, com 726 mil, em 21º lugar, e TUP Portonave-SC, com 662 mil, em 22º.

Embora a diferença na movimentação em relação aos dois portos panamenhos não seja significativa, a tendência é que Santos continue a liderar o ranking da Cepal em 2016, apesar da crise econômica que o País atravessa em função dos desacertos econômicos dos últimos governos, que decidiram priorizar a ideologia na condução da política externa, incluindo o comércio exterior. Basta ver que os recursos que o BNDES emprestou a juros camaradas a países ideologicamente “amigos” e empresas favoritas agora fazem falta no caixa do governo.

Mesmo assim, é de se ressaltar que as cargas exportadas até maio de 2016 pelo porto de Santos – e não só em contêineres – alcançaram US$ 22,2 bilhões, segundo dados da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), valor superior em US$ 2 bilhões ao registrado no mesmo período de 2015. Isso mostra que está mantida a tendência de crescimento no valor comercial das exportações pelo cais santista.

Nesse quesito, segundo a Codesp, o porto de Santos ampliou sua participação na movimentação de todos os portos nacionais, alcançando o índice de 30,2%, favorecido principalmente pelo volume registrado em maio de 7,57 milhões de toneladas, o maior de todo o primeiro semestre até então. Portanto, esses números deixam clara a necessidade premente de revitalização das conexões de acesso ao porto de Santos, o que inclui as obras de dragagem. Neste caso, a melhor solução parece a que é defendida pelo governo interino, ou seja, a privatização da gestão da dragagem. Milton Lourenço - Brasil


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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Brasil – Porto de Santos movimentou 50 milhões TEU desde 1970

O Porto de Santos deve atingir neste mês de maio de 2016 a marca de 50 milhões TEU na movimentação de contêineres. TEU (Twenty Foot Equivalent Unit) é a unidade padrão deste tipo de transporte e equivale a um contêiner de 20 pés. De acordo com os números registrados pela Companhia Docas do Estado de São Paulo, até março foram 49,6 milhões TEU movimentados no cais santista. A média mensal nos últimos três anos está acima de 300 mil TEU.

As estatísticas para aferição da movimentação de contêineres no Porto de Santos partem de 1970, embora os dois primeiros contêineres tenham chegado a este porto em 1965, ainda de forma experimental. Eles foram descarregados pela cábrea Sansão, de propriedade da Codesp. Nos primeiros dez anos, este tipo de carga apresentou uma movimentação incipiente. O primeiro avanço acontece em 1981, quando instala-se o Terminal de Contêineres (Tecon), hoje administrado pela Santos Brasil, na margem esquerda do Porto de Santos. Daquele ano até hoje, outros terminais especializados, com equipamentos modernos (transtêineres, portêineres), foram instalados, sendo os últimos o Brasil Terminal Portuário (BTP) e a Embraport, ambos entrando em operação em 2013.

Naquele ano, Santos foi apontado como maior porto da América Latina na movimentação de contêineres, superando o Porto de Balboa, no Canal do Panamá. No ano passado, em julho, foi batido o recorde mensal do Porto, com o registro de 360 mil TEU. O crescimento tem se dado não somente pelo aumento na capacidade de movimentação, mas também pela produtividade.

Os terminais de contêineres de Santos vêm batendo recordes sucessivos. A principal marca é do líder no market share, com 34,5% de participação (dados relativos a 2015): a empresa Santos Brasil fechou o mês de março de 2016 com uma média de 110,02 movimentos por hora (MPH), sendo que Anteriormente, a maior marca mensal no Porto de Santos havia sido registrada em novembro de 2014 pela própria Santos Brasil, quando o Tecon Santos atingiu 109 MPH em média.

Na operação específica, o Tecon atingiu o recorde em 6 de abril 225,25 MPH na operação do navio MSC Bremen. Outro operador, a Brasil Terminal Portuário (BTP) iniciou 2016 estabelecendo dois novos recordes na movimentação de contêineres. Segundo a empresa, em janeiro deste ano, a média de produtividade alcançou o patamar de 35,66 MPH/STS (movimentos por hora por portêiner – STS), superando o maior indicador já atingido pela empresa, que foi de 34,11 MPH/STS registrado em maio de 2015. Já em fevereiro deste ano, foi a vez da equipe bater o recorde no navio. Foram 206,82 movimentos por hora durante as descargas e embarques do navio MSC Geneva, o que corresponde a uma produtividade média de 44,53 MPH por equipamento portuário (STS).

A carga conteinerizada responde atualmente por cerca de ¼ da movimentação total em toneladas do Porto de Santos. O principal produto transportado por contêiner no Porto de Santos é o café, com mais de 1,6 milhão de toneladas em 2015. In “Porto de Santos” - Brasil

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Brasil - Transporte de containers aumenta na ferrovia

Em um período pautado pela busca de redução nos custos operacionais e uma saída em meio à crise econômica e política que afeta o Brasil, a MRS Logística aparece com números “agressivos” no transporte de containers.

A companhia abriu 2016 com forte crescimento na demanda de containers, uma alta de 30%. Em 2015, foram transportados 67,7 mil Teus, volume 31,4% superior à produção anual de 2014. De acordo com a companhia em todas as rotas houve ainda crescimento, sem nenhum caso de roubo de cargas registrado. O melhor resultado anual da ferrovia com as ‘caixas’ desde 2010. Para 2016, a empresa já aponta novos recordes: neste primeiro trimestre do ano, a ferrovia já transportou 63% mais contêineres do que em relação ao mesmo período do ano passado.

Como conta Guilherme Alvisi, Gerente Geral de Negócios para Carga Geral da MRS, nos dois últimos anos o crescimento registrado é resultado “de uma convergência”.

“De um lado, houve um movimento estratégico, uma remodelagem dos serviços e investimentos por parte da MRS. Por outro, estamos experimentando uma certa redescoberta das vantagens da ferrovia pelo setor produtivo, que precisa mais do que nunca de eficiência e custos reduzidos. A ferrovia oferece aquilo de que o mercado mais está precisando”, sintetiza.

Entre os setores mais movimentados estão em destaque o transporte por containers de produtos industrializados, em janeiro e fevereiro desse ano com incremento de 244% em relação a 2015 e o de papel e celulose, que mais que dobrou (aumento de 112%) em relação à média mensal no mesmo período.

Porto de Santos

Nas rotas ligadas ao Porto de Santos, a companhia informou que considerando os fluxos nos dois sentidos (importação e exportação), o volume total em 2015 foi de 57 mil Teus. Um crescimento de 57% com relação ao ano anterior. Especificamente na rota entre Campinas e Santos, o crescimento foi de 79% no volume total transportado.

Ainda de acordo com Alvisi, além do crescimento em volume, outro aspecto foi importante nos resultados de 2015: a diversificação das cargas. Segundo ele, o contêiner aceita virtualmente qualquer carga facilitando qualquer operação. Além disso, aponta, por ser um ativo comum a todos os modais, é ideal para a intermodalidade. “No ano passado, conquistamos ao todo 34 novos clientes regulares, em segmentos que ainda não tinham experimentado a ferrovia em suas cadeias. Peças plásticas, componentes automotivos, diversos outros produtos industrializados, até́ sucata foram incluídos ao portfólio de produtos mais tradicionais", completou. In “Guia Marítimo” - Brasil

sábado, 16 de abril de 2016

Portugal - Porto de Sines reforça posição no ‘top 20’ europeu de contentores

O porto de Sines reforçou a sua posição no ‘top 20’ dos maiores portos europeus no segmento de contentores em 2015

Com um crescimento de 8% no ano passado neste segmento de mercadorias, o porto alentejano subiu da 20ª para a 17ª posição do ‘ranking’ elaborado pela publicação espanhola especializada “Transporte XXI”, a que o Económico teve acesso.

Segundo esta listagem, o porto de Sines passou da movimentação de 1228 milhões de TEU (unidade-padrão equivalente a contentores com 20 pés de comprimento) em 2014 para 1330 milhões de TEU no ano passado.

Com este desempenho, o porto liderado por João Franco consolidou a sua posição no ‘top 20’ europeu de contentores, protagonizando a terceira maior subida no conjunto dos 30 maiores portos europeus neste segmento em 2015.

Em termos de subida percentual, o porto de Sines foi apenas superado pelos congéneres de Koper (Eslovénia), com um crescimento de 17%, de 674 mil para 791 mil TEU e de Livorno (Itália), com uma subida de 35%, de 577 mil para 781 mil TEU.

Quer o porto de Koper (24º), quer o de Livorno (25º) se encontram atrás do porto português, pelo que nesta tabela referente à movimentação de contentores nos portos europeus no ano passado, nenhum porto colocado à frente de Sines registou melhor subida.

Com isto, o porto de Sines aproximou-se dos seus principais rivais espanhóis, em particular de Barcelona, que cresceu apenas 3%, de 1893 milhões para 1953 milhões de TEU, posicionando-se em 14º lugar.

Também os dois principais portos espanhóis neste segmento de contentores, apesar de continuarem bem à frente do porto de Sines, protagonizaram comportamentos menos positivos: o porto de Algeciras (6º lugar), caiu1%, de 4,556 milhões para 4511 milhões de TEU, enquanto o porto de Valência (5º posto), cresceu apenas 4%, de 4442 milhões para 4615 milhões de TEU.

Com este desempenho no ano passado no segmento de contentores, o porto de Sines manteve-se à frente de outros portos europeus de referência, como o de La Spezia, em Itália (18º); Marselha, em França (19º), Gdansk, na Polónia (20º), Liverpool, em Inglaterra (25º), ou Bilbau e Las Palmas, em Espanha (respectivamente 22º e 28), entre outros.

Com comportamento inverso, esteve o porto de Leixões. Apesar de se manter no ‘top 30’ deste ‘ranking’, registou uma queda de 6%, de 667 mil para 624 mil TEU.

Em resultado, o porto de Leixões baixou de 25º para 29º lugar neste ‘ranking’.

O ‘top’ europeu nos portos de contentores foi afectado por um decréscimo da movimentação de contentores nos portos do Norte da Europa, com excepção para o porto de Antuérpia (Bélgica).

A queda do tráfego com a Rússia, devido ao embargo da União Europeia, assim como com a China e a Polónia, explicam essa quebra.

Do lado positivo para os portos europeus no segmento de contentores no ano passado estiveram mercados como a Malásia, Índia, Emirados Árabes Unidos ou México.

No continente europeu, para contrabalançar a quebra da generalidade dos portos do Norte do continente, a Península Ibérica, com os portos espanhóis e Sines estiveram a crescer, assim como os do Reino Unido.

No topo desta tabela manteve-se o porto de Roterdão, na Holanda, com 12235 milhões de TEU, apesar de uma descida de 1% face a 2014.

O porto de Antuérpia ultrapassou o de Hamburgo, ocupando agora a segunda posição, após uma subida de 7%, para 9,6 milhões de TEU.

O referido porto de Hamburgo foi relegado para o terceiro lugar, após um recuo 9%, para 8824 milhões de TEU. 

As previsões para o primeiro semestre deste ano de um consórcio entre a consultora internacional Hackett Associates e o Institute of Shipping, Economics and Logistics (ISL) apontam para nova quebra na movimentação de contentores no continente europeu, motivada essencialmente pela continuação do recuo dos portos do Norte da Europa.

Em sentido contrário, nos primeiros dois meses deste ano, o porto de Sines registou uma subida de 4% face ao período homólogo de 2015, atingindo um valor recorde de quase 200 mil TEU movimentados. Nuno Silva – Portugal in “Económico”

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Brasil – Rota da América do Sul aumenta o fluxo marítimo para a Europa

Com a desvalorização do real, commodities brasileiras lideram o fluxo de mercadorias e invertem os volumes tradicionalmente transportados na rota

O tráfego de contêineres da Costa Leste da América do Sul para os portos da Europa aumentou com tamanha intensidade nos últimos meses que as viagens northbound são hoje dominantes na rota, de acordo com pesquisa levantada pela Drewry Maritime Research.

A situação é principalmente atribuída à implacável depreciação da moeda brasileira, que levou o mercado a se estabilizar em setembro de 2015, depois de enfrentar quedas anuais de 2008 a 2014, de acordo com a consultoria britânica.

O salto ocorreu de repente, em novembro, quando os exportadores para o mercado europeu dispararam, de uma taxa de 14% de aumento anual para 14,5% em dezembro e 19,7% em janeiro de 2016.

Em contraste, a rota sul, tradicionalmente dominante, agora navega em águas paradas, com quedas mensais que chegam a dois dígitos desde setembro. Os embarques com origem no norte da Europa, destinados à América do Sul, encolheram a uma taxa de 9,6% na comparação anual de janeiro de 2015 a janeiro de 2016, chegando a 37600 Teus, enquanto as exportações do Mediterrâneo chegaram a registrar quedas de 15,6%, passando para 16400 Teus.

No sentido oposto, as cargas transportadas para a Europa somaram 437000 Teus na segunda metade de 2015, contra 381000 Teus na direção oposta, o que reverteu a balança existente desde o primeiro semestre de 2012. As mercadorias que lideraram a reversão do tráfego foram as commodities tradicionais brasileiras, como café, açúcar e tabaco, de acordo com a Drewry, que prevê também outro aumento no fluxo com a safra da soja: “com um aumento de 12% na colheita esperada para este ano, há uma grande chance de que o transporte de contêineres tenha de ser complementado por operadores de graneleiros, para escoar quantidades que vão superar os volumes de 2015”, relatou a publicação.

Apesar do aumento no tráfego, no entanto, a capacidade dos navios, em slots, em ambas as direções, aumentou somente 1,7% na comparação entre fevereiro deste ano e do ano passado. Os armadores não se beneficiaram de maiores tarifas de fretes, o que, de acordo com o colunista do Journal of Commerce, Bruce Barnard, aconteceu em decorrência de “inabilidade de equilibrar a oferta com as flutuações mensais da demanda, o que gerou baixa utilização dos navios, mesmo no tráfego northbound”. Cleci Leão – Brasil in “Guia Marítimo”

sábado, 9 de abril de 2016

Internacional - Tráfego mundial de contentores crescerá 4,1%

O tráfego marítimo de contentores deverá crescer 4,1% em 2016, depois de no ano passado ter tido a evolução mais lenta desde 2009, prevê a Clarksons.

O relatório da Clarksons prevê uma movimentação mundial de 182,5 milhões de TEU em 2016, que comparará com os 175,4 milhões de TEU registados no ano passado. A consultora coloca, porém, as previsões para este ano sob reserva, devido aos vários riscos que afectam a economia mundial.

No Ásia-Europa, a Clarksons aponta para um crescimento de 3,8%, para 15,4 milhões de TEU. Será um regresso a terreno positivo depois da quebra de 3,7% verificada em 2015, consequência dos ajustes dos níveis de inventário, da fraca procura europeia e das baixas importações russas.

No Trans-Pacífico, o westbound também deverá recuperar em 2016, com um crescimento esperado de 1,4%, após ter caído 3,4% no ano passado. Já no sentido inverso, a estimativa é de um crescimento de 4,6%, inferior aos 6% de 2015, mas, ainda assim, satisfatório.

Já no intra-Ásia, o crescimento previsto para 2016 é de 4,4%, acima dos 3,1% registados no ano passado, quando se verificou a subida menor desde 2009, devido ao abrandamento da economia chinesa.

As ligações Norte-Sul, que no ano passado “penaram” e viram os volumes caírem 1,4%, em 2016 deverão crescer 3,4% este ano, prevê a Clarksons. Mas a queda do preço das commodities pode ameaçar esse desempenho, avisa.

Nas rotas secundárias, o crescimento em 2016 deverá ser de 5,4%, contra 7,6% no ano passado. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Internacional – África Ocidental aumenta a capacidade de terminais de contentores

A África Ocidental terá pelo menos seis novos terminais de contentores com capacidade para movimentar um milhão de TEU na próxima década. E vários dos terminais existentes aumentarão a capacidade instalada.

De acordo com a IHS Media, esse cenário justifica-se pela crescente concorrência entre as companhias de transporte marítimo europeias e chinesas no desenvolvimento de novos hubs naquela região de África, onde o tráfego de contentores tem aumentado.

Os seis maiores portos da África Ocidental movimentaram mais de metade dos 7,5 milhões de TEU registados pelos 18 países da região em 2014. Segundo os números da Drewry, Lagos, na Nigéria, movimentou 1,5 milhões de TEU, seguido por Luanda, com 950 mil TEU, e Tema, no Gana, com 850 mil TEU. Pointe Noire (Congo), Abidjan (Costa do Marfim) e Dacar (Senegal) fecham o “top” seis.

Até 2020, os novos portos de águas profundas poderão acrescentar 12 milhões de TEU aos actuais 10 milhões de TEU de capacidade instalada dos portos da África Ocidental.

A aposta nesses terminais hub justifica-se, segundo a Drewry explica, porque a maioria dos portos da região não tem capacidade para receber navios de mais de 5 000 TEU.

Entre os projectos de novos terminais destacam-se os casos de Lomé (Togo), Lekki e Badagry, na Nigéria, cada um a rondar os mil milhões de dólares (927,8 milhões de euros) de investimento e, por isso, a justificar o estabelecimento de parcerias para o seu desenvolvimento.

O maior desses projectos é o de Lekki, que está a ser desenvolvido pela ICTSI e a CMA CGM e que terá capacidade para 2,5 milhões de TEU anuais. Já Badagry (consórcio de APMT, TIL-MSC, Oando, Orlean Invest e Macquarie) aportará dois milhões de TEU. Quanto ao Lomé Container Terminal, terá capacidade para 1,9 milhões de TEU por ano.

Além das construções de raiz, haverá ainda que contar com o aumento da capacidade de alguns dos terminais já existentes. São os casos de Dacar (mais 1,6 milhões de TEU/ano), Abidjan II (1,4 milhões de TEU/ano) Tema (um milhão de TEU/ano), Kribi (nos Camarões, mais 800 mil TEU/ano) e Pointe Noire (mais 600 mil TEU/ano). In “Transportes & Negócios” - Portugal