Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Brasil - Portonave está entre os 20 maiores portos da América Latina

Líder de mercado em Santa Catarina desde 2010 e segundo maior movimentador de contêineres do Brasil desde o ano passado, a Portonave integra agora a lista dos 20 maiores portos da América Latina, está na 16ª posição. O Terminal Portuário de Navegantes é um dos três brasileiros no ranking divulgado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), divulgado esta semana, em Santiago, no Chile.

Segundo o levantamento, que avaliou 120 portos, o primeiro colocado é o Porto de Santos (SP), com mais de 3,3 milhões de TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés). Em seguida estão os complexos panamenhos de Colón (3,25 milhões de TEUs) e Balboa (2,98 milhões de TEUs).

Considerando os 20 maiores portos, o segundo brasileiro no ranking é a Portonave, em 16º lugar, com 895.375 TEUs movimentados segundo a Cepal – são 910.870 TEUs conforme levantamento do Terminal. O Brasil ainda aparece na lista com Paranaguá (PR), em 20º, com 725.041 TEUs.

A Cepal é uma unidade da Organização das Nações Unidas (ONU) criada para incentivar a cooperação econômica entre os países da América Latina e o Caribe. O órgão organiza essa pesquisa desde 1999, a partir de dados coletados com autoridades portuárias e terminais.

O estudo apontou ainda que a movimentação de contêineres na América Latina e no Caribe caiu 0,9% no ano passado, chegando a 47,5 milhões de TEUs. A queda se deve, segundo a unidade da ONU, à desaceleração do comércio exterior. O Brasil recuou 4,4% na atividade portuária e o Panamá 9,1%. In “Informativo dos Portos” - Brasil

domingo, 28 de junho de 2015

Internacional - Portos na América Latina: um diagnóstico

SÃO PAULO – Relatório preparado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), organismo criado em 1948 pelo Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas (ONU) para monitorar políticas de desenvolvimento na região, mostra que a situação da infraestrutura dos portos no Brasil não é diferente daquela que se vê no resto do continente. Ou seja, há uma indefinição quanto à infraestrutura que se quer para as próximas décadas, diante de uma realidade a que não se pode fugir: a região exporta hoje menos produtos de valor agregado que há quinze anos.

Diante disso, as autoridades latino-americanas, de um modo geral, não sabem se continuam a avançar na criação de uma infraestrutura para escoar commodities ou para exportar produtos de valor agregado. Até porque a tendência de cargas a granel que passam para contêineres parece ter chegado a um momento-limite e não deverá ir muito mais além.

Na verdade, apostar na expansão da infraestrutura para a exportação de matérias-primas significa admitir a submissão aos padrões impostos pelos países mais desenvolvidos, ou seja, aceitar como inevitável uma nova forma de colonialismo. Só que avançar na direção contrária pode significar também desperdício de investimentos na medida em que o continente passa hoje de uma fase de desindustrialização para uma total quebra das empresas. Basta ver que, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a indústria brasileira de bens de capital vem apresentando resultados cada vez mais baixos de ocupação de sua capacidade instalada, chegando a 65,7% em maio de 2015.

Seja como for, segundo o relatório da Cepal, o que se tem hoje na América Latina é resultado de pouco investimento em infraestrutura portuária. Na década de 1980, esse investimento alcançou 4% do Produto Interno Bruto (PIB), mas na década de 1990 caiu para 2%, tendo ocorrido uma melhora para 3,7% ao final do século XX, o que levou muitos especialistas a imaginar que a substituição do investimento público pelo privado seria a solução. Só que essa substituição não ocorreu na medida em que se esperava e, atualmente, a demanda de transporte é maior que a oferta. Ou seja, lamentavelmente, os latino-americanos vivem hoje da infraestrutura deixada por seus avós. Com isso, é grande a possibilidade de que muitos navios de 10 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) comecem a chegar à América do Sul com muita capacidade ociosa.

Os números da Cepal mostram ainda que houve, na América Latina, de 2000 a 2013, um crescimento de 68% na construção de cais nos portos, passando-se de 13.600 metros para 22 mil metros. E que, em termos de volumes, no mesmo período, passou-se a movimentar de 4,39 milhões de TEUs para 24 milhões, com um aumento de 460% na produtividade. Se se tomar como parâmetro o ano de 1990, essa produtividade cresceu 770%. Hoje, porém, diante do atual quadro desfavorável e da falta de perspectivas, duvida-se que seja possível crescer nesse ritmo por falta de infraestrutura portuária suficiente. Milton Lourenço – Brasil

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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Atividade portuária na América Latina e Caraíbas

A movimentação de carga nos portos cresce 1,7% em 2013 e confirma desaceleração do comércio exterior na região.

Contexto geral de crescimento económico mais lento continuou a afetar a atividade portuária, indica nova classificação da agência das Nações Unidas.

A desaceleração do comércio internacional da América Latina e do Caribe continuaram a afetar a atividade portuária, no final de 2013, ano em que se registou um crescimento de 1,7%, segundo dados divulgados hoje pela CEPAL.

Na última edição de seu ranking de atividade portuária, a Comissão Económica para a América Latina e Caribe (CEPAL), assinala que este número confirma o declínio da atividade nos portos de vários países da região. Em 2010 e 2011 o aumento foi de 14% ao ano e 5,9% em 2012.

O ranking de movimentação de contentores mostra o detalhe da atividade deste tipo de carga em 80 terminais na região, cujas operações em 2013 chegou a 46,6 milhões de TEUs (unidades de medida padrão, equivalentes a contentores de vinte pés, ou 6,25 metros). Informação obtida com dados coletados pela CEPAL diretamente das autoridades portuárias locais e nacionais.

Os primeiros 30 portos classificados, com os níveis de atividade na faixa de 500.000 a 3.000.000 TEUs, representam cerca de 82% das operações de contentores na região.

O declínio da atividade em relação aos anos anteriores concentrou-se sobretudo em portos de cinco países do Caribe: Colômbia, com queda anual de 6,9%, Jamaica (-8,2%), Venezuela (-8,2%), Panamá (-4,1%) e República Dominicana (-21,7%).

Em contraste, os terminais de cinco países da América do Sul e um da América Central mantiveram seu nível de crescimento: Argentina, com uma alta de 9,8% em comparação a 2012, Brasil (6,2%), Uruguai (9,7%), Chile (6%), Equador (3,9%) e Costa Rica (37,5%).

De acordo com a análise da CEPAL, o comportamento dos portos em 2013 era muito heterogénea e existem diferenças significativas entre os terminais dos países. Por exemplo, os portos chilenos de Angamos, Arica, Coronel e San Antonio registaram um crescimento positivo devido ao sucesso dos seus projetos e gestão comercial.

Os portos de Freeport (Bahamas) e Havana (Cuba) são os únicos terminais de contentores que mostraram aumentos na região do Caribe, enquanto no Brasil, os portos com maior expansão foram Itapoá (72,1%) e Chibatão (32, 6%).

O porto com o maior crescimento na região em 2013 foi o de Caldera, na Costa Rica, com um movimento de carga superior a 246% face a 2012. Seguiram-se Coronel, no Chile (135%) e Itapoá, no Brasil.

As quedas mais pronunciadas foram registadas nos terminais de Puerto Plata e Santo Domingo na República Dominicana (com reduções de 83,2% e 58,5%, respectivamente) e São Francisco do Sul, no Brasil (-37,2%). CEPAL – Chile

Poderá aceder ao ranking dos 80 portos aqui.