Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 25 de julho de 2026

Cabo Verde - Liliane Reis apresenta “Memórias da Aurora” na Cidade da Praia

A artista multidisciplinar e designer cabo-verdiana Liliane Reis inaugurou esta quinta-feira, 23, na Cidade da Praia, a sua terceira exposição, intitulada “Memórias da Aurora”, depois de ter apresentado as obras na cidade do Mindelo. As obras ficarão patentes ao público até 6 de Agosto, na Livraria Nhô Eugénio


Segundo a autora, esta exposição surgiu da sua jornada interior para contar a sua aurora, o seu equilíbrio interior. “A escrita começou simplesmente por despertar a escritora em mim e as ilustrações, a artista, mas, depois, quando vi que já tinha uma colecção consistente, lancei-me o desafio de fazer a exposição”.

A exposição reúne poesia e ilustração. Além dos quadros clássicos, inclui também desenhos e livros que proporcionam uma experiência vintage, produzidos em edição limitada de apenas 23 exemplares.

“Cada livro foi feito manualmente, segundo métodos de ilustração antiga. Fiz todos os desenhos e tentei proporcionar essa experiência, para que não fosse apenas um livro, mas também uma experiência sensorial”, relata.

O livro, feito à mão pela autora, conta com apenas 23 exemplares. Cada unidade inclui um marcador de livro único, uma peça artística criada pela autora, assinada e acompanhada de uma dedicatória especial para o comprador.

“Cada marcador é uma peça de arte única, que faz parte também da exposição. O livro é uma experiência de viagem para um universo vintage, porque hoje em dia temos tanto acesso ao digital que nos esquecemos da memória simples de tocar e ler um livro. Por isso, a experiência do livro é única, não apenas pelo conteúdo, mas por todos os detalhes do seu design”, realça.

Os livros são também acompanhados de postais com todas as peças da exposição, assinados pela autora. “A exposição propõe um encontro imersivo entre ilustração, poesia e design, reunindo diferentes linguagens artísticas numa experiência sensorial que atravessa a imagem, a palavra e o som”.

Durante a inauguração, será também apresentado o livro de autor Memórias da Aurora, uma edição bilingue (inglês e português), artesanal e experimental, concebida e produzida manualmente pela autora.

Ao longo da exposição, decorrerão ainda pequenos eventos paralelos ligados ao processo criativo, à poesia, ao design e à experimentação da autora. No dia 30 de Julho, realiza-se um workshop exclusivo para despertar o artista que existe dentro de nós.

“O workshop pretende despertar o artista que existe em cada um de nós, através de exercícios criativos que promovam a ligação com a emoção e a transformação dessa emoção numa forma de expressão, quer através do desenho, quer das palavras”, realça.

Em relação ao workshop, a autora informa que as inscrições são limitadas devido ao espaço disponível. A iniciativa é aberta ao público em geral.

No dia 6 de Agosto, realiza-se a sessão de encerramento da exposição, durante a qual será lançada a obra poética de Liliane Reis O Nascer do Sol, em língua cabo-verdiana, que complementa o livro principal da exposição.

Natural de São Vicente, Liliane Reis conta que, desde muito cedo, teve interesse por desenhar, pintar, cantar e dançar.

Liliane Reis frisa que escolheu ser designer porque é extremamente criativa. “E acho que também é uma forma de dar vida a essa criatividade”.

Na sua mensagem final, a artista salienta que, por vezes, as pessoas pensam que a arte é apenas pintar. “Mas a arte é uma forma de expressão. E expressamos essa arte no nosso dia-a-dia de diferentes formas”.

“Venham visitar e tenham a experiência de ver os desenhos ao vivo e de apreciar o detalhe de cada ilustração, porque cada linha é uma emoção, uma história, uma poesia e o despertar da aurora”, convida.

Liliane Reis é uma artista multidisciplinar cabo-verdiana, com origens na ilha de Santo Antão, criada na Cidade da Praia e marcada pela vivência entre Cabo Verde e Portugal.

A sua prática atravessa a ilustração, a poesia, a mixed media e o design, explorando emoções, memórias, identidade e a relação entre o eu e o todo. Interessa-se pelos detalhes e pelas pequenas nuances da experiência humana, construindo narrativas através da imagem, da palavra e do som. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Cabo Verde - Associação satisfeita com campanha de recolha de livros para biblioteca em Chã de Alecrim no município de Porto Novo

Porto Novo – A associação “Nós zona ma Nós”, na Ribeira das Patas, Porto Novo, manifestou-se hoje satisfeita pelo envolvimento das pessoas na campanha de recolha de livros para a biblioteca de Chã de Alecrim, cuja abertura acontece em Maio.


O presidente desta associação, Hernany Neves, informou que “Nós zona ma Nós” (Nossa zona Connosco, em português) já recolheu “uma grande quantidade de livros”, com destaque para livros infantojuvenis, que viabilizará o projecto da biblioteca, muito aguardada pelos habitantes de Chã de Alecrim.  

“A nossa associação já dispõe de uma grande quantidade de livros, mas continuamos a pedir as pessoas para colaborar na recolha de mais livros para a nossa biblioteca, que terá ainda uma sala de estudo”, sublinhou este líder associativo.

A associação “Nós zona ma Nós” traçou como um dos propósitos colaborar com as estruturas da educação na Ribeira das Patas no combate ao analfabetismo e no abandono escolar. 

Esta associação tem ainda como foco ajudar na resolução dos problemas que a comunidade de Chã de Alecrim enfrenta nos diferentes domínios, sobretudo, a nível de habitação social, apoiando as famílias em situação de vulnerabilidade. In “Inforpress” – Cabo Verde


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Angola - Entrega livros de autores angolanos ao Instituto Cervantes

A Embaixada de Angola no Egipto procedeu, quarta-feira, à entrega, a título de doação, de 16 obras de consagrados autores angolanos, ao instituto Cervantes, instituição do Governo de Espanha, especializado no ensino da língua espanhola e difusão da cultura


Da oferta constam obras de Óscar Ribas, Costa Andrade, Roderick Nehone, Manuel Rui Monteiro, Luandino Vieira, Uanhenga Xitu, entre outros, produzidos na base de contos e relatos da vida real que expressam, na generalidade, a objectividade, subjetividade, sentimentos e emoções, descritos em crónicas, contos, poesia e romance.

A iniciativa, segundo um comunicado de imprensa, enquadra-se no programa local de celebração do 65.° aniversário do Início da Luta Armada de Libertação Nacional, e visa reforçar o acervo da biblioteca da referida instituição, com obras literárias angolanas traduzidas em espanhol.

Na ocasião, a segunda-secretária da Embaixada de Angola, Maria Madalena, em representação do embaixador Maquento Lopes, afirmou que o gesto é o seguimento dos contactos iniciados em Setembro de 2025, altura em que o Instituto Cervantes cedeu, a título de patrocínio, as suas instalações, para que a Embaixada de Angola realizasse o evento alusivo ao Dia do Herói Nacional.

Chefiando uma missão de diplomatas, Maria Madalena lembrou que na altura, em Setembro, as duas instituições iniciaram uma parceria, que ambos pretendem que produza benefícios recíprocos.

“É neste sentido, que hoje cá viemos, para visitar as vossas instalações e, juntos, celebrar a entrega de 16 obras de consagrados autores angolanos, traduzidos em espanhol”, salientou.

Além dos livros, a Embaixada de Angola ofereceu cinco CDs do álbum “Kené kimoxi”, do grupo Kituxi, fundado em 1980, um dos mais emblemáticos agrupamentos da música tradicional de Angola, que utilizam instrumentos tradicionais como a dikanza, o hungu, a puíta, o kissanje e diversos tipos de tambores.

O director do Instituto Cervantes, José Alba Pastor, por sua vez, louvou a iniciativa de Angola. In “Jornal de Angola” - Angola


sexta-feira, 25 de julho de 2025

Angola - Escritor Fragata de Morais doa colecção valiosa ao Arquivo Nacional de Angola

O Arquivo Nacional de Angola (ANA) recebeu, na quarta-feira, a doação de uma colecção de selos, livros e documentos raros oferecida pelo escritor, investigador e diplomata Fragata de Morais


De acordo com uma nota do Ministério da Cultura, consultada pelo JA Online, a colecção inclui exemplares únicos e de elevado valor histórico que irão enriquecer significativamente o acervo do ANA, na promoção e acesso à informação, à pesquisa científica e à valorização do património documental do país.

A cerimónia oficial de entrega decorreu nas instalações do Arquivo Nacional de Angola, na presença de distintas personalidades do mosaico académico, cultural e governamental, assim como do director-geral adjunto do referido espaço, Heliodoro Abambres, bem como da directora adjunta para a área administrativa e financeira, Domingas Rodrigues.

Segundo Fragata de Morais, o gesto representa um compromisso com a preservação da memória histórica nacional.

Nesta fase inicial, foi entregue 10% do acervo, enquanto os 90% restantes serão formalmente entregues, após serem devidamente inventariados pelos técnicos da instituição.

Já Heliodoro Abambres enalteceu o papel de Fragata de Morais na preservação da identidade cultural angolana e apelou a outros coleccionadores para que sigam este exemplo, sendo o ANA o guardião legítimo do espólio da cultura nacional. In “Jornal de Angola” - Angola


sexta-feira, 30 de maio de 2025

França – Biblioteca na cidade de Rennes conta com livros de autores angolanos

A Bibliothèque des Champs Libres, na cidade de Rennes, em França, conta desde a semana passada com 20 livros de autores angolanos, doados pelo projecto Leitura ao Domicílio, durante a terceira edição da “Semana de África”, que decorreu de 19 a 24 deste mês



Durante o evento, que contou com a participação da República Democrática do Congo, Burundi, Nigéria, Côte d’Ivoire e França, país organizador, as obras, que narram vários elementos que compõem a riqueza histórica e cultural destacadas pelos escritores, foram expostas ao grande público.

O presidente do projecto Leitura ao Domicílio, Aniceto da Silveira, disse que a doação teve como objectivo dar a conhecer a literatura angolana à população francesa e aos visitantes que se dirigiram ao espaço.

No decorrer da exposição, avançou, os livros foram apreciados por vários cidadãos estrangeiros, o que permitiu ainda o intercâmbio com os demais expositores. “Em relação ao intercâmbio, está a ser muito bom, tive a oportunidade de falar sobre o projecto e como nasceu”, frisou.

Parceria

Aniceto da Silveira fez saber que a visita resulta da cooperação entre a Associação Kalissoki, com sede em França, e o projecto Leitura ao Domicílio, existente há três anos.

Ao longo da estadia, a comitiva angolana e a co-presidente da Associação Kalissoki, Elsa Valentina, reuniram com a responsável da livraria Librairie Comment Dire, onde debateram estratégias para a promoção e divulgação da literatura angolana no exterior. A viagem vai estender-se até Junho e inclui encontros com parceiros institucionais, embaixadores e cônsules, visando ampliar a rede de apoio ao projecto. Engrácia Francisco – Angola in “Jornal de Angola”


domingo, 14 de julho de 2024

Goa - Communicare Trust distribui livros em português

Todos os anos, a Communicare Trust distribui livros em português a diferentes escolas de Goa. No passado sábado, dia 6 de julho de 2024, foram distribuídos 250 livros por cinco escolas diferentes.


A viagem começou no HSSE de Carmel, onde tivemos uma sessão de debate com os alunos sobre as várias atividades que os livros poderiam levar. Do Carmel visitámos o Pe. Escola Secundária do Agnelo, Navelim HSSE, Escola Secundária do Loyola – onde tivemos uma simpática recepção por parte do professor de Português, Constâncio Cecil de Melo – e por fim a Escola Secundária do Convento de Fátima.

Estamos confiantes que este ano trará belas criações inspiradas nestes livros.

Um muito obrigado à Fundação Oriente Índia e ao seu dinâmico diretor, Paulo Gomes, pelo apoio prestado a este projeto. In “Communicare Trust” - Goa




sexta-feira, 5 de julho de 2024

Luxemburgo - Livros portugueses chegam às escolas

No âmbito do Plano de Incentivo à Leitura (PIL) do Instituto Camões, a Coordenação de Ensino Português no Luxemburgo, Bélgica e Países Baixos procedeu, na semana passada, à entrega de várias “bibliotecas” no norte do Luxemburgo


O objetivo é enriquecer o acervo bibliográfico em língua portuguesa das instituições que acolhem os cursos em/de português nesta região.

O périplo iniciou-se em Ettelbruck, com uma oferta à Associação de Pais de Ettelbruck, que festeja os seus 40 anos de existência, parceira da Coordenação de Ensino na oferta de cursos de língua e cultura portuguesas nesta localidade.

Com vista à integração dos livros em português em bibliotecas escolares, permitindo o acesso a todos os alunos, independentemente de frequentarem os cursos em/de língua portuguesa, procedeu-se à oferta de “bibliotecas” nas escolas fundamentais das localidades seguintes:

• Reisdorf, onde os alunos podem usufruir do interveniente de língua portuguesa no ciclo 1, dos cursos complementares de língua portuguesa e de cursos de Português como Língua Estrangeira;

• Diekirch, cuja escola oferece cursos integrados em língua portuguesa;

• e Vianden, onde são oferecidos cursos complementares de língua portuguesa.

O PIL arrancou em 2015 e, até à presente data, o Camões, I.P., através da CEPE Benelux, procedeu já à entrega de cerca de 150 “bibliotecas” no Luxemburgo, Bélgica e Países Baixos. Estas “bibliotecas” estão organizadas por idade e nível de proficiência em língua portuguesa, abarcando desde o público infantil (níveis A1 e A2, do ensino pré-escolar e 1° e 2° ciclos do ensino básico), até um público juvenil (níveis B1, B2 e C1, do 3° ciclo do ensino básico e secundário) e adulto (nível C2, do ensino universitário, e público em geral).

“Trata-se de uma iniciativa que pretendemos continuar a desenvolver, dado o seu valioso contributo no desenvolvimento de atividades de promoção da leitura, não só pelos professores EPE, mas também por instituições parceiras”, disse Joaquim Prazeres, responsável pela Coordenação do Ensino de Português do Benelux. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


quarta-feira, 3 de abril de 2024

Brasil - Museu da Língua Portuguesa estreia feira de troca de livros e de clube de leitura

A estreia de dois projetos gratuitos ligados a livros e à literatura marca a programação do Museu da Língua Portuguesa em abril, assim como o retorno da contação de histórias para a criançada e suas famílias. Além disso, a instituição promoverá novas apresentações do Sarau Africanizar no Museu e da Plataforma Conexões e visitas temáticas organizadas pelo Núcleo Educativo. 


Localizado no centro de São Paulo, no histórico prédio da Estação da Luz, o Museu da Língua Portuguesa é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. 

Livros e Literatura

No dia 13 de abril (sábado), às 11h, o Papo Literário passa a integrar a programação do Museu. Trata-se de um clube de leitura, um antigo pedido do público, que acontecerá mensalmente no Saguão B, com entrada gratuita. Este ano, o tema central é Narrativas negras em língua portuguesa. A cada edição, um livro de uma autora ou autor negro será destacado. As obras serão selecionadas pela mediadora de leitura Camilla Dias, curadora do Papo Literário em 2024. Ela é integrante dos coletivos Lendo Escritores Negros-Brasileiros e Leituras Decoloniais, além de autora do perfil @camillaeseuslivros no Instagram. Com mediação da escritora Juliana Borges, o livro Luanda, Lisboa, Paraíso (Companhia das Letras), de Djaimilia Pereira de Almeida, será o primeiro a ser debatido.  

Outra ação com data de estreia em 13 de abril (sábado) é a Feira de Trocas de Livros. Também mensal e gratuita, a atividade tem como objetivo proporcionar um espaço de encontro por meio do livro e da literatura e ainda incentivar a leitura. Vai acontecer das 14h às 17h, no Saguão e Pátio B e na Calçada do Museu. 

A cada edição da feira, os participantes serão estimulados a doar seus livros para o Museu – a cada livro doado, em bom estado, a pessoa ganhará um ingresso para visitá-lo até 29 de dezembro de 2024 (atenção: limite de quatro ingressos por pessoa). Os livros doados ficarão disponíveis para troca ou serão oferecidos a pessoas em situação de vulnerabilidade. Com esta atitude, o Museu pretende tornar a feira um evento acolhedor e acessível a todos os públicos. Quem estiver presente na feira também poderá realizar as trocas de seus livros entre si, sem a intermediação da equipe do Museu. 

Sarau Africanizar e Plataforma Conexões

No 2º Sarau Africanizar no Museu, no dia 20 de abril (sábado), das 12h às 14h, o Samba D’Ketu receberá como convidados a DJ Bruu e o grupo Nganga Kabula, que promoverá uma roda de samba. Já o professor Brandão, do Grupo Abadá, oferecerá uma aula de capoeira a todos os presentes. Realizado mensalmente no Saguão Central da Estação da Luz, o Sarau Africanizar no Museu destaca a cultura afro por meio da poesia, da música, da dança, da moda e das artes visuais. Os trabalhos exibidos estão em diálogo com o tema Línguas Africanas no Brasil, o mesmo da próxima exposição temporária do Museu. A entrada é gratuita.

A cia. Cambona mostra o espetáculo Dançando os Orixás, Cantando pro Santo, na segunda apresentação do projeto Plataforma Conexões deste ano, no dia 27 de abril (sábado), das 12h às 13h, no Saguão Central da Estação da Luz. O principal elemento do trabalho é a dança afro-brasileira, que coloca em diálogo movimentos ancestrais e contemporâneos, embalados por uma trilha sonora percussiva e cantos de domínio público e autoral. Também não precisa pagar nada para participar desta atividade.

Contação de histórias

O projeto de contação de histórias É Hora de História retorna à programação do Museu em abril. No dia 23 (terça-feira), às 10h, a poeta e pedagoga Carolina Peixoto apresenta a peça Brincadeiras Poéticas, na qual convida a todas as pessoas a mergulharem nas histórias de seus livros Mexe a Mão e BOLA, LÁPIS E PAPEL. Em uma grande roda, ela e as crianças brincam e fazem sarau e cantigas. Realizada pelo Núcleo Educativo do Museu, a atividade É Hora de História será mensal e acontecerá no Saguão B da instituição, com entrada gratuita.

Dia dos Povos Indígenas

Quem civiliza quem? é o título da visita mediada especial que o Núcleo Educativo promove em 13 e 20 de abril (aos sábados), às 10h, para lembrar o Dia dos Povos Indígenas (19 de abril). A atividade visa destacar a presença da cultura indígena em nosso cotidiano por meio do conteúdo da exposição principal do Museu. Grátis (grupos serão formados 15 minutos antes do início do passeio, perto da bilheteria do Pátio A).

Em Belém, no Museu Paraense Emílio Goeldi, segue em cartaz a exposição Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação. A mostra na capital paraense sobre línguas indígenas do Brasil é uma realização do Museu da Língua Portuguesa, com articulação e patrocínio máster do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet. A curadoria é da artista indígena e mestre em Direitos Humanos Daiara Tukano, e a cocuradoria é da antropóloga Majoí Gongora. Há uma versão on-line da exposição que esteve em cartaz no Museu da Língua Portuguesa entre outubro de 2022 e abril de 2023: para visitá-la, basta acessar aqui

Acessibilidade

O Núcleo Educativo prepara a visita temática Pertencer, voltada preferencialmente a pessoas com Transtorno de Espectro Autista (TEA), no dia 6 de abril (sábado), às 10h. Neste passeio, a ideia é conectar as imagens, os sons e o conteúdo da exposição principal do Museu por meio de um mapa sensível. Para participar, não precisa pagar nada: os grupos são formados 15 minutos antes do início da visita. O Dia Mundial de Conscientização do Autismo é celebrado em 2 de abril.

Terceira idade

O Falas do Corpo organiza quatro encontros voltados para o público da terceira idade, principalmente, em abril. Haverá aula de yoga com Vanessa Joda (dia 4), oficina de dobradura (dia 11), visita pela exposição principal do Museu (dia 18) e Baile da Terceira Idade com o tema Jogo das Cores (dia 25). O projeto é organizado pelo Programa de Articulação Social do Museu em parceria com o educador físico Denny Tavares e acontece às quintas-feiras, das 14h às 16h, no Saguão B do Museu. In “Museu da Língua Portuguesa” - Brasil

Mais informações aqui.


sábado, 2 de setembro de 2023

Alemanha - 17 de setembro é dia dos mais pequenos em Ludwigshafen

A Associação de Pós-Graduados Portugueses na Alemanha e.V. (ASPPA e.V.) vai organizar dia 17 de setembro, às 11 horas, um evento para meninas e meninos dos 3 aos 8 anos, o Mini-ASPPAs, encontro à volta de livros em português


Neste encontro os participantes vão ouvir o livro “A Árvore”, uma história intemporal sobre novos começos… Os participantes vão poder espreitar pelos buracos na árvore e descobrir um mundo natural em constante mudança, através da chuva e do sol, do vento e da neve. A autora do livro dá vida a cada estação do ano através das suas magníficas ilustrações.

Segue-se uma discussão sobre a natureza e as estações do ano e de uma atividade manual com materiais naturais.


Depois do Mini-ASPPAs acontece, às 13 horas, um segundo evento para meninas e meninos dos 9 aos 14 anos, o Midi-ASPPAs – Encontro de Jovens Cientistas Em Português.

“Pequeno, pequeníssimo, infinitesimal”: os participantes vão conhecer o trabalho de um cientista que desenvolve detectores de partículas e fazer experiências divertidas sobre a estrutura da matéria com Elisabete Braga.

Os dois eventos acontecem no Wildpark Rheingönheim, Neuhöfer Str. 48, Ludwigshafen.

Os participantes são convidados a levarem um farnel, se quiserem almoçar lá.

Inscrições aqui. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo




quinta-feira, 5 de maio de 2022

Portugal - Festival internacional em Lisboa celebra a literatura e a língua


Lisboa – O Festival Internacional de Língua Portuguesa – 5L arrancou ontem em Lisboa com várias actividades como debates, mesas de autor, exposições, cinema e espectáculos de música e teatro, contando com a participação do cabo-verdiano Mário Lúcio.

De acordo com a organização, o festival literário, uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa, que já vai na sua segunda edição, a decorrer de 04 a 08 deste mês, propõe celebrar simultaneamente a língua, a literatura, os livros, as livrarias e a leitura.

“O festival tira partido da vida cultural da cidade, mas pretende, ao mesmo tempo, convidar novos públicos para que descubram autores tanto antigos como modernos, livros tanto recentes como esquecidos e tópicos desafiantes em torno do tema da língua e dos seus falantes”, explicou a organização.

No programa que inclui debates, mesas de autor, exposições, cinema e espectáculos de música e teatro, com prosa e poesia de autores portugueses e estrangeiros, Mário Lúcio, juntamente com “Os Kriols”, estará no Teatro Inatel para um concerto, hoje, 05 de Maio, Dia Mundial da Língua Portuguesa.

Também para celebrar a efeméride, o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua Portuguesa promove um conjunto de actividades da Rede Camões em 52 países, nomeadamente Cabo Verde, Angola, Argélia, Egipto, Etiópia, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Brasil, Luxemburgo, entre outros.

Entre as actividades estão programadas, de entre outras, festivais de cinema, teatros, leituras, conferências, exposições, concertos, workshops, concursos de fotografias, palestras, jornadas científicas e simpósios, todas versando sobre a língua portuguesa.

A data de 05 de Maio foi oficialmente estabelecida em 2009 pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), como sendo Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP.

Em Novembro de 2019, na 40ª Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), foi proclamado o 05 de Maio como Dia Mundial da Língua Portuguesa, na sequência da proposta de todos os países lusófonos, apoiada por mais 24 Estados, incluindo países como a Argentina, Chile, Geórgia, Luxemburgo ou Uruguai.

Este dia celebra a projecção da quarta língua mais falada no mundo. Com mais de 265 milhões de falantes, é língua oficial de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

É também um dos idiomas oficiais de Macau. Existem importantes comunidades falantes do português na América do Norte. As Nações Unidas estimam que, em 2050, 387 milhões de pessoas falem português. In “Inforpress” – Cabo Verde


 

terça-feira, 19 de abril de 2022

Portugal - Festival literário Lisboa 5L quer ser uma referência na língua portuguesa


O festival literário Lisboa 5L, previsto para maio, tem uma programação com uma “ambição desmedida” e quer ser “um festival de referência” da língua portuguesa, segundo disse o diretor artístico, José Pinho.

O Festival Internacional Literatura e Língua Portuguesa – Lisboa 5L – cumprirá a terceira edição de 04 a 08 de maio, mas será a primeira verdadeiramente presencial, ocupando quase trinta espaços da cidade, depois de duas edições afetadas pela pandemia da covid-19.

A programação deste ano, apresentada na Estufa Fria, em Lisboa, divide-se por dez eixos, entre conversas, exibição de cinema, teatro em livrarias, uma feira do livro ao ar livre, exposições, tertúlias, oficinas para os mais novos, apresentações e lançamentos literários, convocando mais de uma centena de convidados.

“Quando temos isto como eixo de programação, cada um deles já é uma ambição por si só, agora todos juntos é uma ambição desmedida”, admitiu José Pinho.

A longa lista de autores convidados inclui vários autores portugueses como Joana Bértholo, Filipa Leal, Patrícia Portela, Afonso Reis Cabral, Valério Romão, Catarina Sobral, Tânia Ganho, Isabel Minhós Martins, Maria do Rosário Pedreira e Nuno Júdice, mas também autores do universo lusófono, como o angolano José Eduardo Agualusa e o cabo-verdiano Mário Lúcio Sousa.

A autora alemã Anne Weber, a escritora marroquina Leila Slimani e o romancista cubano Leonardo Padura também estarão nesta edição do 5L.

A extensa programação do festival – “para todo o público” – contará ainda com uma feira do livro no Largo de São Carlos, encenações de teatro em duas livrarias e num hotel e vários concertos, como o “Palavra Prima – Tributo a Chico Buarque”, no Teatro Municipal São Luiz, com Jorge Palma, Luísa Sobral, Luca Argel, Garota Não e Alice Neto de Sousa.

Na apresentação, José Pinho explicou que fez o convite a Chico Buarque, mas o Prémio Camões 2019 não poderá estar presente. “Voltaremos a convidá-lo”, disse à Lusa.

Destaque ainda para um ciclo de cinema no Cinema Ideal e uma exposição de ilustração portuguesa no largo José Saramago, no âmbito do centenário do Nobel da Literatura 1998.

O festival irá ainda celebrar o centenário do nascimento das escritoras Salette Tavares e Maria Judite de Carvalho.

“Aquilo que nós queríamos e pudemos sonhar é que este festival se torne num festival de referência em Portugal e no mundo, como há outros”, disse José Pinho, sublinhando que Lisboa tem capacidade para acolher um evento que consiga “agregar a língua portuguesa, nas diferentes formas e diferentes países”.

Na apresentação, José Eduardo Agualusa disse que o Lisboa 5L vem colmatar uma falha, porque “não havia um grande festival literário em Lisboa”.

“Espero que este festival cresça mais, porque continua a faltar ao mundo de língua portuguesa, no universo da língua portuguesa, um grande festival literário capaz de atrair não só os leitores, mas capaz de atrair, por exemplo, agentes literários, jornalistas culturais do mundo todo”, disse o escritor.

O Festival Lisboa 5L é organizado pela câmara municipal de Lisboa e, segundo José Pinho, tem um orçamento de cerca de 200 mil euros.

O título 5L diz respeito a “Língua, Literatura, Livros, Livrarias, Leitura”.

Toda a programação, locais das atividades e lista de autores convidados encontra aqui. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”


 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Guiné-Bissau - Fundação João XXIII doa materiais escolar para a biblioteca do liceu Nacional Kwame N'krumah


Bissau - A Fundação João XXIII / Casa do Oeste de Portugal entregou hoje um donativo constituído por materiais escolares para a biblioteca do Liceu Nacional Kwame N'krumah.

Na ocasião, o delegado da Fundação e igualmente  Director da Cooperativa Escolar São José, Raul Daniel Silva disse que a tarefa de aprendizagem é para todos os guineenses e que não estão lá para particularizar as escolas, acrescentando que devem ser criadas as condições, tanto para os professores como para alunos que possam proporcionar cada vez mais ensino de qualidade.

"O Liceu Nacional Kwame N'krumah tem, a partir de hoje, condições para criar matérias para alunos e professores, a exemplo da Escola São José. Convidamos os responsáveis do Liceu e governantes no sentido de apoiarem este Liceu porque nenhum agricultor vai para o campo sem arado”, disse.

Raul Silva frisou que a Guiné-Bissau ratificou o acordo ortográfico a nível de Países Africanos da Língua Oficial Portuguesa (PALOP) mas  que, até hoje, cada um continua a escrever à sua maneira, e que o Liceu Nacional, enquanto referência e património nacional deve ser  capaz de levar os professores e alunos a respeitarem as regras deste acordo que estão nos livros entregues. Afirmou ainda que os responsáveis do Liceu devem solicitar o bom uso dos livros doados.

Idrissa Cassamá, Director do Liceu Nacional Kwame N'krumah, agradeceu à Fundação pelo gesto e disse que é com enorme prazer que a direcção da sua instituição recebeu estes donativos em livros de todos os níveis para reequipar a biblioteca que deixou de funcionar há muitos anos.

Aquele responsável disse que esses materiais vão mudar significativamente o desempenho de todos os servidores daquela casa assim como a comunidade escolar pelo que promete fazer o bom uso dos mesmos.

O Director-geral do Ensino, Beto Gomes Lopes Embassa, em representação do governo agradeceu à Fundaçâo João XXIII e ao seu delegado Raul Silva pela resposta rápida ao pedido do Director do Liceu Nacional Kwame N'krumah, Idrissa Cassamá.

Disse crer que esta cooperação entre as duas partes terá pernas para andar tendo em conta a resposta rápida e sábia do representante da Fundação, Raul Silva, em disponibilizar materiais que vão servir de suporte para professores, alunos e toda a comunidade educativa do país.

Beto Embassa louvou a iniciativa e pediu que não ficasse só no Liceu Kwame NKrumha já que a Fundação tem capacidade para responder às necessidades, de acordo com as expectativas dos directores das escolas.

Os materiais escolares entregues ao Liceu Nacional resultaram da solidariedade de diversos professores de agrupamentos escolares do Conselho da Mafra e Sobral de Monte Agraço em Portugal. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau


 

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Cabo Verde - Universidade de Cabo Verde recebe doação de livros de universidade brasileira

 


Cidade da Praia – A Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) recebeu uma doação de livros por parte da Universidade Federal de Santa Maria, do Estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, informou a universidade pública cabo-verdiana em seu sítio na internet.

Este acto, revelou a mesma fonte, foi permitida pela colaboração e pela “benevolência” da Direcção Nacional de Educação (DNE), que beneficiou inicialmente desta doação, através da fase II do seu projecto “Escola de Todas”, em parceria com o Brasil, e que, em seguida, decidiu encaminhar os livros para a Uni-CV.

“Trata-se de um conjunto de 17 livros da área de Educação Especial, que poderão contribuir para a qualidade da formação de professores na área de Educação Especial na Uni-CV”, lê-se no comunicado.

Citada na comunicação, a Directora Nacional da Educação, Eleonora Sousa, realçou que a DNE achou por bem doar parte dos mesmos à Uni-CV por entender ser uma mais-valia para esta área de intervenção.

Entre os livros mencionados, encontra-se obras sobre diversas temáticas da área de Educação Especial, como Atendimento Educacional Especializado, Educação a Distância, Estratégias Pedagógicas Inclusivas, Formação de Professores, entre outros.

A Universidade de Cabo Verde agradeceu, ainda na mesma nota, a Universidade Federal de Santa Maria e a Direcção Nacional de Educação de Cabo Verde pela “generosidade” e pela atenção, garantindo que será feito bom uso dos livros em questão, para participar da missão de ensino e aprendizagem da nossa instituição. In “Inforpress” – Cabo Verde

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Cabo Verde - Escola Técnica da Praia recebe livros e equipamentos de climatização para melhoria do novo ano lectivo

 


Cidade da Praia – A Escola Secundária Polivalente Cesaltina Ramos, na Cidade da Praia, recebeu ofertas em manuais, ferramentas e equipamentos de climatização para formação técnica na área da refrigeração nessa instituição.

Na ocasião, Amadeu Cruz, secretário de Estado Adjunto da Educação, afirmou que é uma satisfação enorme fazer a entrega dos equipamentos, material bibliográfico e outros para o reforço do ensino técnico no país.

Conforme referiu o governante, o trata se de um momento importante para a escola o reforço das capacidades do ensino técnico na Praia, mas também de fortalecimento de mais escolas técnicas de Cabo Verde.

Amadeu Cruz, realçou ainda, que esse reforço vem em linha com a implementação do projecto educativo, “reforma do sistema educativo nacional” que está em curso, porquanto, disse, o Governo de Cabo Verde estabeleceu como objectivo ter jovens e quadros capacitados a todos os títulos com capacidade de inserção no mercado cabo-verdiano dinâmico de trabalho, mas também de sua inserção internacional.

O governante referiu, por outro lado, que a entrega desses equipamentos vem beneficiar um sector muito importante, do dinamismo económico do país, afirmando que até Fevereiro deste ano a economia era dinâmica e estava a crescer com a procura de mão de obra qualificada especialmente na área da manutenção de vários tipos de equipamentos “foi nesta perspectiva de alinhamento entre aquilo que são as perspectivas do mercado de trabalho e aquilo que são as necessidades de formação adequada nos planos de estudos, que temos estado a trabalhar na reforma do sistema no seu todo” revelou.

Lembrou ainda, que o Luxemburgo tem sido um parceiro importante na construção das escolas técnicas, concretamente as escolas de Assomada e Santo Antão, mas também na construção dos internatos, residências estudantis que servem de suporte para as escolas técnicas.

Para António Afonso, director da Escola Secundária Polivalente Cesaltina Ramos, estes equipamentos e materiais hoje oferecidos chegaram numa boa hora, embora o ano lectivo não tenha iniciado ainda, devido à pandemia, mas garante que estão a preparar para melhor receberem os alunos.

“É com muita orgulho e com imensa satisfação, com sentimento de festa que estamos a receber esses materiais e equipamentos”, disse, sublinhando que “quando entramos nessa escola em 2018 sempre quisemos torna-la efectivamente numa escola técnica de raiz” explicou, lembrando que os alunos têm aumentado consideravelmente na via técnica.

Conforme realçou, a direção está a trabalhar todos os dias para tornar a Escola Secundária Polivalente Cesaltina Ramos num ensino técnico de referência a nível nacional. In “Inforpress” – Cabo Verde

terça-feira, 18 de junho de 2019

Macau - Instituto Politécnico de Macau lança livros para apoiar ensino de português na China

Macau - O Instituto Politécnico de Macau (IPM) lançou cinco novos livros para divulgar e promover o ensino da língua portuguesa em Macau, na região da Grande Baía e na China.

"O objetivo é divulgar a língua portuguesa e reforçar o seu ensino em Macau, na área da Grande Baía [Guangdong-Hong Kong-Macau] e na China", afirmou o coordenador do Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa (CPCLP), professor Zhang Yunfen.

Todas as obras foram produzidas por professores do CPCLP, "com temáticas diferentes mas complementares" para que possam ser usados em "qualquer nível de aprendizagem" e "por qualquer falante de português".

Os livros agora lançados vão estar disponíveis em Macau e enviados para estabelecimentos de ensino de português na região da Grande Baía.

"O IMP mantém contactos com quase todas as instituições de ensino superior onde se ensina português na China", sublinhou o responsável. "

Zhang Yunfen destacou também o lançamento, "ainda este ano", da "revista científica Orientes do Português, a primeira sobre a área da língua portuguesa na Ásia".

A apresentação dos cinco livros integra o programa oficial das comemorações "Junho, Mês de Portugal", num ano em que Macau assinala o 20.º aniversário da transferência de administração de Portugal para a República Popular da China, países que por sua vez comemoram os 40 anos do estabelecimento de relações diplomáticas.

"Fonética e Fonologia para o Ensino do Português como Língua Estrangeira" e "Exercícios Práticos de Fonética de Português Língua Estrangeira", ambos da autoria de Adelina Castelo, "Português com Textos 2 -- Textos narrativos para o ensino do Português como Língua Estrangeira", de Sara Augusto e Caio Christiano; "Português em Uso", de Rui Pereira, e "Guia de Preparação para o DAPLE -- Diploma Avançado de Português", de Liliana Inverno, são os títulos publicados pelo IPM.

A língua portuguesa está presente em quase meia centena de estabelecimentos do ensino superior na China. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”

sábado, 5 de janeiro de 2019

Macau – Fundo das indústrias culturais avança com apoio para publicação de livros

É a primeira vez que o Fundo das Indústrias Culturais avança com projectos de apoio financeiros específicos para a criação de plataformas de serviços no âmbito da publicação de livros, bem como de televisão e cinema. Para entrada no mercado chinês, Leong Heng Teng diz que “os editores de publicações de livros têm de ter a consciência de respeitar a lei do Interior da China”



O Fundo das Indústrias Culturais (FIC) abriu candidaturas para apoio financeiro a uma “Plataforma de Serviço Integrada de Publicação”, que visa a atribuição de um montante limite de cinco milhões de patacas no espaço de dois anos, período durante o qual devem ser publicados 40 livros originais. A iniciativa foi lançada a par de outros dois programas específicos de apoio financeiro, um voltado para a criatividade cultural nos bairros comunitários e uma “Plataforma de Serviço Integrada de Televisão e Cinema”.

No caso da plataforma de publicação, a entidade que assegurar os seus serviços fica encarregue do planeamento, edição, tipografia e revisão de livros de artes, história e cultura de Macau, devendo estes ser informatizados para introdução em plataformas electrónicas do exterior, sendo dada preferência à sua disponibilização no Interior da China. De resto, espera-se que a plataforma organize a participação de profissionais do sector em duas ou mais feiras de livros a realizarem-se aí.

“Temos de coordenar com as políticas definidas pelo Estado sobre a Grande Baía. Os editores de publicações de livros têm de ter a consciência de respeitar a lei do Interior da China e conhecer o mercado, a tendência de desenvolvimento económico”, disse Leong Heng Teng, quando questionado sobre as dificuldades de acesso ao mercado editorial da China. O presidente do conselho de administração do FIC reconhece que o mercado de Macau é pequeno, pelo que “temos de abrir caminho, ninguém consegue garantir 100% de sucesso”.

A entrada na China não é obrigatória, sendo apenas requisito tentar, dada a dimensão do mercado. No entanto, a venda no exterior pode dar-se noutros locais, como em Portugal, tendo Davina Chu, membro do conselho de administração do FIC, exemplificado que tal pode ser feito através de plataformas como a Amazon. Já a escolha das áreas de história, artes e cultura, deveu-se à sua falta de popularidade mas importância para preservação de herança cultural. “Todos os países dão apoio a este tipo de livros porque a nossa cultura e história têm de permanecer e de ser publicados para todas as pessoas conhecerem”, frisou.

Foi também assumida a importância de Macau como plataforma sino-lusófona, com Davina Chu a notar que seria “um bom trabalho” a publicação de livros portugueses que fossem traduzidos para integrar o mercado chinês. Os livros, ou até mesmo os filmes “são os produtos [culturais] que pensamos que futuramente podemos abrir novos caminhos para entrarem em contacto”.

Os critérios de selecção incluem, nomeadamente, a racionalidade dos objectivos do projecto e a viabilidade de concretização, a capacidade técnica das equipas e as funções do projecto para o desenvolvimento das indústrias culturais.

“Estamos a apoiar pessoas de Macau porque todos sabemos que a cultura é uma área muito difícil de desenvolver. A cultura normalmente não ganha dinheiro, as pessoas que escrevem dinheiro, não são todos um Harry Potter. O que tentamos fazer é encorajar muito mais pessoas, porque desde que haja uma plataforma então os seus livros podem ser publicados e vendidos”, disse Davina Chu, que mostrou confiança na existência de “muitas pessoas que escrevem livros” para atingir a meta de 40 obras no espaço de 24 meses. De momento, aponta, “são só para serem oferecidos ou poucos são para serem vendidos nas livrarias ou feira de livros”.

Caso as metas não sejam cumpridas, o financiamento é cortado, uma vez que é dado em diferentes prestações, no seguimento de relatórios que os beneficiários têm de entregar em diferentes fases. Note-se, porém, que a candidatura pode ser conjunta.

Uma aposta no futuro

A nível da indústria cinematográfica, surge também um novo apoio da FIC direccionada ao apoio a empresas culturais e criativas na exploração de plataformas de serviço integrantes da indústria cinematográfica a fim de prestar serviços de assistência na pós-produção aos sectores profissionais cinematográficos de Macau e auxiliá-los na exploração do mercado. Em causa está um apoio de seis milhões de patacas, prestado num prazo de execução de dois anos.

“Acredito que as verbas pareçam limitadas, mas temos de olhar para a dimensão efectiva da indústria cinematográfica”, indicou Leong Heng Teng, apontando ser uma quantia adequada já que os profissionais do sector também têm de investir. É requisito para candidaturas, cujo prazo dura até ao final deste mês, que a entidade seja uma empresa comercial, pertencente ao sector das indústrias culturais e com mais de 50% do capital social detido por residentes da RAEM.

Entre as responsabilidades encontra-se a capacidade de assistência e serviços em pós-produção, sendo necessário equipamento como uma sala de projecção de filmes, e capacidade para efeitos especiais, tonificação ou legendas. A FIC pretende também que haja promoção do intercâmbio da cinematografia sino-portuguesa. “Nós achamos que através dos filmes no futuro vamos poder ter mais possibilidades em colaborar”, disse Davina Chu, indicando que é um desejo não apenas vender filmes de Macau ao exterior mas também trazer filmes portugueses para serem vendidos no território ou à China.

Note-se que em qualquer um dos projectos é exigido que as verbas de financiamento sejam geridas através de uma conta bancária específica fechada, com as respectivas contas sujeitas à auditoria de companhia profissional, para assegurar o uso eficiente do erário público.

Por contraste, volta a ser lançado um programa de apoio para a criatividade cultural em bairros comunitários, sendo prestado apoio a um máximo de 30 projectos. Podem realizar candidatura conjunta empresas culturais e criativas constituídas há pelo menos três anos, e lojas com características a funcionar há oito anos. As empresas aprovadas podem receber até 100 mil patacas para despesas de construção e planeamento, para além de 50% das despesas de execução até a um limite de 200 mil.

Serve este apoio para incentivar a que as lojas cultivem as suas estórias “integrando elementos culturais e criativos, por forma a melhorar o ambiente comercial da loja, para que os tais elementos fiquem implementados nos bairros comunitários”. No ano passado, das 42 candidaturas foram aprovadas 23, tendo 21 empresas aceite o apoio financeiro. Daqui resultou a implementação dos respectivos projectos por 11 empresas culturais e criativas. Espera-se que os projectos beneficiários estejam concluídos na primeira metade de 2019. Salomé Fernandes – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Angola - Campanha Slice of África angaria verbas para promoção da Leitura

Cerimónia simbólica de entrega marcou o fim da campanha no país



Após o lançamento do projeto a 5 de Abril, o Slice of África – projecto da Pizza Hut, que visa incentivar as crianças à leitura, envolvendo os consumidores da Marca Pizza Hut, no desafio de combate ao analfabetismo – chegou ao fim com a entrega, no passado dia 12 de Outubro, do donativo angariado.

Consubstanciados em mais de 600 mil Kwanzas, o donativo angariado foi entregue aos Responsáveis do Complexo Escolar Irmão Carlos Tesché/Escola das Caritas Angola (6008), no Golfe 1. A instituição de ensino primário foi a identificada, nesta primeira edição, para ser contemplada pelo projecto.

O evento de entrega dos donativos contou com a presença do Vice-Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ibersol, Dr. António Alberto Guerra Leal Teixeira, do Dr. Geral da Ibersol Angola, Eng. José Santos Cunha, Responsáveis da Pizza Hut Angola e do Director Geral da Caritas Angola, Sr. Eusébio Abrantes.

Cerca de cinquenta estudantes, com idades entre os cinco aos 10 anos, assim como alguns professores, e o Responsável do Complexo escolar Sr. António de Jesus Miranda, testemunharam a cerimónia.

Parceiro do projecto, o Centro de Apoio Pedagógico Rota do Saber também se juntou ao certame, oferecendo cerca de 200 manuais didácticos aos alunos da referida escola.

No terreno, aquando do seu lançamento, o Slice of África foi liderado por Ewan Davenport – Director Geral da Pizza Hut África – que percorreu os restaurantes da rede no continente, oferecendo caixas de leitura, as denominadas “Caixas de Leitura Vermelhas” (Red Reading Boxes), com o claro desafio de combater o lamentável número de 268 milhões de pessoas analfabetas que África verifica.

A nível continental, 14 cidades africanas de 12 países foram contempladas por este projecto de responsabilidade social, que entre outros, passou pela Cidade do Cabo, Accra, Djibouti, Durban. In “Correio da Kianda” - Angola