Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Macau – Universidade de Macau lançou ‘podcast’ dedicado à língua portuguesa

No âmbito das celebrações do 45.º aniversário da Universidade de Macau, o Centro de Ensino e Formação Bilíngue Chinês-Português lançou o ‘podcast’ intitulado “Diz Lá Dá Cá”. Com dois episódios já disponíveis, as conversas entre académicos, tradutores e profissionais da área incidem sobre a língua, a literatura e a interculturalidade


O Centro de Ensino e Formação Bilíngue Chinês-Português (CPC) da Universidade de Macau (UM) lançou um ‘podcast’ de conversas em língua portuguesa, de modo a assinalar o 45.º aniversário da UM. Para cada episódio do programa “Diz Lá Diz Cá” são convidados académicos, tradutores e profissionais da área da cultura de Macau, do Interior da China, de Portugal, do Brasil e outros países de língua portuguesa (PLP), para discussões sobre temas como a língua, a literatura e a interculturalidade, segundo uma nota da UM.

Os dois primeiros episódios contaram com a participação de Maria José Grosso, professora associada adjunta do Departamento de Português da UM e primeira directora do CPC, e Ana Cristina Alves, investigadora auxiliar e coordenadora do serviço educativo do Centro Científico e Cultural de Macau de Portugal. As convidadas falaram sobre assuntos “como os princípios fundamentais do ensino de línguas, os desafios da tradução de obras literárias clássicas e o intercâmbio cultural entre a China e Portugal”, refere a nota.

O nome do programa foi inspirado no cantonês, numa expressão que significa “fala disso e fala daquilo” e que “reflecte a paisagem linguística única da cidade”, ao mesmo tempo que “transmite o estilo relaxado das conversas do programa”. O ‘podcast’ oferece “uma plataforma auditiva dos contextos autênticos, que combina conhecimento e diversão” a alunos chineses que estudam a língua portuguesa, educadores e entusiastas da cultura sino-portuguesa, para além de constituir “um espaço de intercâmbio de vozes académicas dinâmicas”.

Os episódios podem ser reproduzidos nas plataformas “Ximalaya” e “Apple Podcasts”, assim como no sítio oficial do CPC, no qual os interessados podem obter mais informações e conteúdos complementares ao programa. A “Ximalaya” dispõe de uma função de compreensão assistida por inteligência artificial que auxilia os ouvintes “a acompanhar os pontos principais das entrevistas simultaneamente” e a reduzir a barreira linguística.

Ao possibilitar a partilha de experiências e de perspectivas que vão “além dos livros didáticos”, o “Diz Lá Dá Cá” constrói “uma nova ponte entre as culturas chinesa e dos PLP para professores, estudantes e entusiastas do português”, pode ler-se na nota.

Desde que foi estabelecido em 2017, o CPC tem-se dedicado a promover colaborações com o Interior da China e os PLP, estabelecendo ligações na formação de professores e dando ênfase à formação de talentos bilíngues de chinês-português. Além disso, tem fomentado investigações conjuntas no domínio do ensino da língua portuguesa e promovido o intercâmbio cultural sino-lusófono. Pedro Milheirão – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


terça-feira, 5 de maio de 2026

Macau - Exposição de poemas ilustrados abre Festival da Língua Portuguesa

Uma exposição de poemas de vários escritores portugueses, seleccionados por Pedro D’Alte e ilustrados pelo artista Joaquim Franco, assinala o arranque da primeira edição do Festival de Língua Portuguesa, promovido pela Casa de Portugal. A mostra na Casa Garden serve também para celebrar o Dia Mundial da Língua Portuguesa. O festival, que se prolongará até 18 de Junho, inclui ainda momentos de leitura, histórias contadas nas escolas, workshops de escrita criativa, espectáculo de marionetes, um concerto e uma peça de teatro. Para Elisa Vilaça, “é necessário haver algo que nos lembre a importância da língua portuguesa e da sua preservação, sendo a poesia um elemento de referência”


Pela primeira vez, a Casa de Portugal promove o Festival de Língua Portuguesa, organizando uma série de actividades que têm hoje início, precisamente no Dia Mundial da Língua Portuguesa, com a inauguração de uma exposição na Casa Garden, pelas 18h30. A mostra combina 16 poemas de vários escritores portugueses e outros países de expressão portuguesa, como Fernando Pessoa, Eugénio de Andrade, Mia Couto, José Luís Peixoto e José Craveirinha, que abrangem desde o século XVI até à actualidade, seleccionados pelo académico Pedro D’Alte, com a ilustração de igual número de pinturas de acrílico em tela produzidas pelo artista Joaquim Franco.

“As ilustrações vão ser expostas em paralelo com os poemas, cujos textos acompanham a interpretação do artista”, disse ao Jornal Tribuna de Macau a curadora da exposição Elisa Vilaça.

O objectivo nesta exibição, em conjunto com o restante programa do festival, é dar “maior ênfase à língua portuguesa, que é bem importante hoje, mais do que nunca”, sublinhou a directora artística da Casa de Portugal.

Ao abordar o Dia Mundial da Língua Portuguesa, Elisa Vilaça considera que a preservação da língua é fundamental. “Para tudo, não só como uma profunda raiz daquilo que foi feito em Macau, ao longo de 450 anos, mas principalmente agora, com todo esse sistema de globalização, que nós temos a consciência de que a língua portuguesa é falada em imensos países”, sublinha.

Lembrando que o Português é a quinta língua mais falada em todo o mundo, admite que “por vezes nós esquecemo-nos disso, da importância que temos a nível de linguística e do que tem sido feito pelos escritores”. Nesse sentido, defende, “é necessário haver algo que nos lembre a importância da língua portuguesa e da sua preservação, sendo a poesia um elemento de referência”.

Por tudo isso, diz, “há uma mensagem que tem de ser passada sobre a preservação da nossa língua e no cruzamento com as diferentes culturas que nós encontramos em Macau”.

Para a curadora da exposição, “a única coisa que é muito importante fazer neste momento é tentar cativar cada vez mais a população jovem, que, quem sabe, poderá permanecer por aqui, ou procurar os seus empregos, o seu futuro, noutras paragens”. Para além da comunidade portuguesa e de representantes de outros países lusófonos estabelecidos em Macau, “a comunidade chinesa, desenvolvendo e interessando-se pela língua, ela própria também terá, no futuro, um meio e uma ferramenta importante na inter-relação com os diferentes países, inclusivamente Portugal”.

Mesmo considerando que “a história é uma coisa que se vai esquecendo”, considera que a língua é “um elo importantíssimo” e faz parte dessa história. “Por isso, afirma que “devemos fazer uma sensibilização cada vez maior em termos da divulgação da cultura e da língua, não só entre a comunidade portuguesa, mas principalmente na comunidade chinesa que é a maior em Macau”.

Histórias com marionetas contadas nas escolas

Assim sendo, o Festival da Língua Portuguesa, que começa esta tarde com a inauguração da exposição, que se manterá até ao dia 24 deste mês, “surge nesse sentido de sensibilizar para a importância da preservação, contando inclusivamente histórias aos alunos e às crianças de algumas escolas, como forma de os motivar a familiarizarem-se com a língua portuguesa”, menciona.

Os estabelecimentos abrangidos pelas conversas, intituladas “Contar Histórias”, da responsabilidade da própria Elisa Vilaça, são o Jardim de Infância D. José da Costa Nunes, a Escola Sir Robert Ho Tung e a Escola Luís Gonzaga Gomes, onde haverá espectáculos de marionetas a partir de 13 de Maio e prolongando-se até Junho.

Trata-se de uma mistura das marionetas com o texto em si, numa “história mimada”, porque tem “a minha participação, não só como manipulador, mas como próprio autor”, refere, acrescentando que, “contrariamente ao que acontece quando faço espectáculos de marionetas em Macau, em que não tenho palavra, apenas música, neste caso, como é dedicado à língua portuguesa, o português vai ter maior predominância, utilizando no fundo a marioneta como um elemento de comunicação entre as crianças”.

Nos restantes pontos do programa do Festival, destaque para “Pausa para Ler”, que terá por palco a Casa Garden, no dia 8 de Maio, das 18h30 às 20h00, e para dois workshops de “Escrita Criativa”. O primeiro no dia 15, entre as 19h00 e as 21h00, para maiores de 18 anos, e o segundo, a 16, entre as 15h00 e as 17h00, para maiores de 15 anos, orientados por Paula Pinto. Ambos serão realizados na sede da Casa de Portugal.

Enquanto isto, está agendado um concerto para o dia 16, a partir das 19h00, na Casa Garden, com Tomás Ramos de Deus, Miguel Andrade, Paulo Pereira, Irawan Kusuma, Luís Bento e outros músicos convidados.

O festival, que conta com o apoio da Fundação Macau e da Fundação Oriente, encerrará a 18 de Junho com a peça “O Pior Professor do Mundo” protagonizada pelo Teatro João de Brito, no Auditório da Escola Portuguesa de Macau, pelas 19h00, estando reservada uma sessão para os alunos e outra aberta ao público.

Conversas em Português no Café do IPOR

Por forma a celebrar o Dia Mundial da Língua Portuguesa e os 30 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, o Instituto Português do Oriente (IPOR) vai organizar hoje e amanhã, entre as 18h30 e as 20h30, um evento especial em formato de conversas rápidas. As “Conversas em Português à Volta do Mundo” decorrerão no Café Oriente no IPOR e destinam-se a estudantes ou “curiosos” que não têm o Português como língua materna. Segundo o IPOR, os participantes poderão, em várias mesas, conversar durante 5 a 7 minutos com falantes nativos de Português. Quem passar por todas as mesas terá direito a um prémio. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


terça-feira, 19 de agosto de 2025

Moçambique - Ana Bárbara Pedrosa e Lucílio Manjate trocam impressões literárias

Nesta quarta-feira, 20, a partir das 18 horas, na Fundação Fernando Leite Couto, Cidade de Maputo, os escritores Lucílio Manjate e Ana Bárbara Pedrosa vão trocar impressões sobre livros.

Numa sessão aberta ao público, os dois autores deverão partilhar processos criativos, dando a conhecer particularidades inerentes à oficina literária.

A escritora portuguesa Ana Bárbara Pedrosa encontra-se pela segunda vez em Moçambique, depois de, ano passado, ter estado em Maputo para uma residência literária, iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa e do Camões – Centro Cultural Português em Maputo.

Ana Bárbara Pedrosa é romancista portuguesa. Desde 2019, escreveu e publicou três romances, com selo da Bertrand Editora: “Lisboa, chão sagrado” (2019, finalista do prémio literário Fundação Eça de Queiroz), “Palavra do Senhor” (2021) e “Amor estragado”.

A autora escreve regularmente para vários órgãos de comunicação social, é cronista no jornal Mensagem de Lisboa, faz crítica literária no Observador e copywriting na Wook. É doutorada em Ciências Humanas, mestre em Estudos Portugueses, pós-graduada em Linguística, pós-graduada em Economia e Políticas Públicas e licenciada em Línguas Aplicadas. Actualmente, dedica-se exclusivamente à escrita.

Lucílio Manjate nasceu em Maputo, a 13 de Janeiro de 1981. É licenciado em Linguística e Literatura e Mestre em Filosofia pela Universidade Eduardo Mondlane, onde lecciona Literatura na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da mesma Universidade. É membro da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO) e da Sociedade Moçambicana de Autores (SOMAS).

Participa também de eventos internacionais como jornadas literárias e outros encontros culturais. Escreve matérias para jornais e revistas e livros, alguns premiados, como Rabhia. É autor de obras em prosa para adultos e para crianças.

Manjate venceu o Prémio Revelação Telecomunicações de Moçambique, Prémio 10 de Novembro e Prémio Literário Eduardo Costley-White. In “O País” - Moçambique


quinta-feira, 22 de junho de 2023

Fundação Calouste Gulbenkian - Conversa com Djamila Ribeiro


Esta conversa traz, pela primeira vez, a Portugal, a filósofa política e ativista brasileira Djamila Ribeiro, para abordar os temas fundamentais da sua obra, que é já uma referência incontornável no âmbito dos Estudos Feministas, Feminismo Negro e ativismo político antirracista.

Autora de Lugar de Fala, Pequeno manual antirracista e Quem tem medo do Feminismo Negro?, coordenadora da plataforma Feminismos Plurais, Djamila Ribeiro foi considerada, pela BBC, uma das 100 mulheres mais influentes do mundo.

A conversa, inserida na programação do Jardim de Verão Gulbenkian, com curadoria da Lisboa Criola, será moderada pela atriz, encenadora e apresentadora Cláudia Semedo.


 

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Angola – Escritores José Eduardo Agualusa e Mia Couto estiveram em Luanda na iniciativa "Conversa A 3"

O escritor angolano José Eduardo Agualusa e o moçambicano Mia Couto mostraram-se sábado à noite "impressionados" com a 'sede' de literatura manifestada por jovens nos dois países, lamentando a dificuldade no acesso ao livro



José Eduardo Agualusa e Mia Couto falavam à agência Lusa após terem participado, no teatro Elinga, em Luanda, totalmente cheio, na iniciativa "Conversa A 3", em que o autor angolano apresentou, pela segunda vez em quatro dias, o livro "A Sociedade dos Sonhadores Involuntários", lançado em Portugal em 2017, mas que só agora foi possível divulgá-lo na capital de Angola.

"Todo o evento correu bastante bem, superou as nossas expectativas, do Mia e minhas também. [Em Luanda, onde está desde terça-feira e de onde parte de regresso à ilha de Moçambique, onde reside actualmente] fiz uma oficina literária, foi incrível, fizemos um conto durante essa oficina, depois fizemos um livro com designers, artistas gráficos e ilustradores e os encontros com escritores também correram muito bem e superou largamente todas as minhas melhores expectativas", explicou Agualusa.

Questionado pela Lusa sobre o facto de os dois encontros - o primeiro decorreu quarta-feira no mesmo espaço -, terem registado casa cheia e uma juventude ansiosa por ter acesso ao livro, cujos custos são elevados para o nível de vida local, Agualusa considerou um "desafio" conseguir levar as obras aos leitores.

"Isso é uma coisa que se sente aqui em toda a parte. As pessoas querem muito ler. Não concordo nada com essa história de que os angolanos não querem ler. O que vejo são pessoas que querem ler, mas não têm livros, não têm acesso ao livro. O grande desafio é saber como fazer com que os livros cheguem aos seus leitores", respondeu.

Agualusa admitiu que o custo, por exemplo, de um exemplar do livro que apresentou em Luanda, "A Sociedade dos Sonhadores Involuntários", está a ser vendido em Angola a 10.000 kwanzas, preço muito elevado para uma população que tem como ordenado mínimo nacional, recentemente actualizado, de 33.000 kwanzas, ressalvando nada ter a ver com a situação.

Sobre a presença de Mia Couto na iniciativa, que empolgou a assistência, o escritor angolano disse assumir, "com franqueza", que não seria de esperar outra coisa.

"Bom, digo com franqueza: todas as nossas conversas correm bem porque o Mia, bem, é o Mia Couto e então correm sempre bem. Mas o público, e é preciso dizer isso, foi muito bom, as pessoas estavam muito interessadas, com muito entusiasmo, e isso é ótimo", comentou.

Por seu lado, Mia Couto disse sentir-se rejuvenescido durante a participação na sessão, salientando a "inquietação" de uma juventude que quer ter acesso à literatura e ao livro.

"Acho que me senti mais jovem mesmo porque essa inquietação, essa busca existe em Angola, em Moçambique, no mundo, traduz a esperança que a gente pode colocar no mundo. De facto, se os jovens procuram livros é sinal de que o mundo ainda tem salvação", referiu.

Ainda sobre a procura da juventude em chegar a patamares mais elevados na leitura, o escritor moçambicano considerou ser importante que os jovens sonhem.

"É um enorme prestígio que a literatura tem, que os escritores têm à boleia da literatura, e que há muita gente em Moçambique que quer ser escritor. No fundo, eu interpreto isso como as pessoas que querem ser sujeitos de uma história, querem produzir uma versão da história do mundo e da sua própria história e isso é uma coisa que só me pode dar grande felicidade", concluiu Mia Couto, que passou por Angola a caminho do Brasil, para onde partiu sábado à noite. In “Novo Jornal” – Angola com “Lusa”

terça-feira, 26 de junho de 2018

UCCLA - Workshop “Arte e Empreendedorismo no Feminino”



Vai decorrer no dia 27 de junho, às 10h30, o Workshop “Arte e Empreendedorismo no Feminino - Europa, África e América Latina”, organizado pela UCCLA, Casa da América Latina e Associação Mulheres Empreendedoras Europa África, e que contará com a presença de várias personalidades femininas que têm vindo a desenvolver um papel relevante no setor cultural e empresarial.

Neste encontro será abordada a arte como modo de vida e negócio no género feminino, incluindo a discussão de problemáticas como progressão na carreira, remuneração, família, entre outras, bem como a visão das participantes sobre as especificidades desta vertente de negócio.

Será uma conversa matinal, num ambiente informal, uma partilha de experiências!



Morada:
Casa das Galeotas
Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém
Comboio: Estação de Belém
Elétrico: 15E - Altinho
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W

terça-feira, 3 de julho de 2012

Culturas


«Foi muito complicado deixar a família, temos que fazer sacrifícios pelos estudos, mas nós africanos são muito unidos, por aqui vemos os moradores muito sozinhos, como se estivessem abandonados neste bairro do Barreiro, estranhamos e perguntamos-lhes pelos filhos. Notamos que os idosos estão sempre à procura de conversa.» Popular - Angola