Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Estados Unidos da América - Depois da Copa, os discos voadores

Assim que terminar o Mundial de Futebol, o presidente Trump já criou uma alternativa para a imprensa esquecer seu fiasco por não ter conseguido derrubar a teocracia islâmica iraniana, também conhecida como a ditadura dos molás.

Trata-se da divulgação gradativa, já iniciada, de documentos até agora considerados secretos, nos arquivos do Departamento de Defesa ou das Forças Armadas dos EUA, Pentágono, relacionados com o aparecimento, ainda durante a Segunda Guerra Mundial, dos chamados Discos Voadores ou Unidentified Flying Objects ou ainda OVNI Objeto Voador Não Identificado.

Embora muitos pilotos aliados dos aviões de caça da época tenham relatado a presença de objetos luminosos que os seguiam, alimentando o imaginário da imprensa, os aliados atribuíam aos nazistas alemães a invenção e utilização de armas voadoras desconhecidas, descartando-se como delírio imaginativo a hipótese de serem observadores extraterrestres.

Essa explicação continuou com a de que os russos comunistas ao entrarem na Alemanha teriam se apoderado dos cientistas alemães e de suas invenções aéreas militares, aperfeiçoadas e visíveis em muitos países durante o período da Guerra Fria.

Mas, nos dias de hoje, as grandes potências têm praticamente os mesmos avanços tecnológicos aéreos seja em termos de mísseis, drones e aviões supersônicos, porém nada comparáveis com os relatos de testemunhos visuais de aparelhos voadores, cuja velocidade e manobras são inexplicáveis.

Existiriam também destroços de aparelhos caídos, tripulados por seres não semelhantes aos humanos ou extraterrestres. Os documentos, que começam a se tornar públicos, irão confirmar a existência de uma realidade até agora ignorada sobre a visita ao nosso planeta de naves vindas de regiões distantes do universo? Ou serão documentos inconsistentes, nos deixando a constatação de estarmos sós no espaço sem visitas, mas com muita imaginação!

Seja como for e até surgir prova definitiva, existe um podcast recente com cerca de quatro milhões de inscritos, produzido pelo informador inglês Steven Bartlett, cujo título ousado é um eficaz chamariz - Um físico da CIA prova que os extraterrestres existem!

Quem é ele? O dr. Hal Puthoff, especialista em física quântica do NSA (National Security Agency), principal agência de informação eletromagnética dos EUA, especialista na interceptação e descodificação de comunicações mundiais e na proteção das redes informativas do governo norte-americano.

Junto com Hal Puthoff está, numa mesa-redonda, Dan Farah, o cineasta realizador do documentário The Age of Disclosure, produzido em três anos com investigações e informações colhidas junto de Marco Rúbio, secretário de Estado dos EUA, pilotos de caça da Marinha norte americana, almirantes, generais e depoimentos de diversos responsáveis de informações.

Nessa mesa-redonda, ambos discutem porque o governo norte-americano dissimulava a existência de vida inteligente não humana nos anos 1940, certos objetos aeroespaciais não identificados (PAN) acidentados foram recuperados com corpos não humanos no interior, foram identificados aparelhos PAN sobre os depósitos de armas nucleares norte-americanos, a decisão de Trump de revelar tais documentos pode se tornar histórica, o grande público está ou não preparado para uma revelação de vida não humana no universo e qual seria o significado dessa revelação para as religiões? Rui Martins – Suíça

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Rui Martins é jornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura. Criador do primeiro movimento internacional dos emigrantes, Brasileirinhos Apátridas, que levou à recuperação da nacionalidade brasileira nata dos filhos dos emigrantes com a Emenda Constitucional 54/07. Escreveu Dinheiro sujo da corrupção, sobre as contas suíças de Maluf, e o primeiro livro sobre Roberto Carlos, A rebelião romântica da Jovem Guarda, em 1966. Foi colaborador do Pasquim. Estudou no IRFED, l’Institut International de Recherche et de Formation Éducation et Développement, fez mestrado no Institut Français de Presse, em Paris, e Direito na USP. Vive na Suíça, correspondente do Expresso de Lisboa, Correio do Brasil e RFI.

 

sábado, 1 de novembro de 2025

Macau - “Civic Pulse” quer fazer “eco” da agenda cultural da Lusofonia

José Basto da Silva lançou recentemente a página “Civic Pulse”, com a intenção de agrupar os anúncios das actividades recreativas e culturais da comunidade de matriz portuguesa num único sítio. Partindo de uma ideia cogitada “há muito tempo”, o propósito da plataforma é auxiliar tanto o público como os organizadores de eventos, segundo disse ao Tribuna de Macau

José Basto da Silva é o autor do recém-lançado sítio “Civic Pulse”, uma plataforma através da qual o macaense tenciona agregar todos os eventos culturais da comunidade lusófona, num lugar só. Para além de contribuir para a divulgação dos mesmos, Basto da Silva quer também ajudar as entidades organizadoras a evitarem sobrepor eventos nas mesmas datas, em prol do público.

Como explica o autor, “o projecto consiste numa página na Internet onde as pessoas podem aceder, num único sítio, a informações sobre eventos locais, mais concretamente, eventos organizados por associações ou grupos de matriz portuguesa, que podem estar disponíveis em variados locais”. “Outra questão tem a ver com o facto de a nossa comunidade, de matriz portuguesa, e não me refiro apenas a falantes de português, ser muito presente e vibrante”, realça Basto da Silva ao Jornal Tribuna de Macau.

“Por exemplo, a Fundação Rui Cunha organiza muitos eventos e costuma fazer a divulgação através do Facebook. A Casa de Portugal também. Mas ainda que usem a mesma plataforma, as informações não estão na mesma página”, lamenta José Basto da Silva. “Uma pessoa tem que ir ver [à página] da Fundação, ou da Casa de Portugal, ou do Instituto Internacional de Macau, ou da ADM”. “Depois ainda há casos em que os eventos são divulgados por e-mail ou estão nas próprias páginas das organizações e, portanto, a informação está dispersa”.

“Um dos comentários que tenho ouvido, de forma recorrente ao longo dos anos, é que há muitas actividades organizadas pelas associações, não apenas portuguesas”, afirma Basto da Silva. “Organizam-se tantas actividades. Às vezes, umas associações nem sabem o que as outras estão a fazer”.

“Podem ser eventos, lançamentos de livros, que acontecem no mesmo dia, à mesma hora, em sítios diferentes. Isso tem acontecido várias vezes. A Fundação [Rui Cunha] está a lançar um e, entretanto, no Clube Militar está a haver outro lançamento. Ou na livraria portuguesa”. “Torna-se difícil para nós, a comunidade, conseguir aproveitar, participar em todos os eventos que possa interessar. Foi daí que surgiu esta ideia”.

José Basto da Silva confessou também que era um projecto que “já tinha em mente há muito tempo”. “Vim de férias, a oportunidade surgiu, as coisas conjugaram-se. E agora, tirando partido das ferramentas de inteligência artificial, é muito mais fácil. Desde que uma pessoa tenha ideias e vontade de fazer, consegue criar muitas coisas interessantes”.

Outro objectivo do projecto foi criar um espaço mais comunitário, segundo Basto da Silva. “A característica principal deste sítio é que não tem uma organização centralizada, ou seja, qualquer pessoa da comunidade, desde que se registe no “Civic Pulse”, pode criar um registo de um evento”, esclarece. “Alguém lançou um evento no Facebook e eu vi o anúncio. Posso ir ao sítio da ‘Civic Pulse’ e fazer a referência a esse evento. Coloco lá o cartaz, o título e uma descrição. Se existir, é só copiar um ‘link’, data, hora e local. Uma coisa que demora menos de um minuto a criar. Os eventos são organizados pelas entidades. A comunidade tem aqui, digamos, uma plataforma onde faz eco dos eventos que vai descobrindo”.

Nas linhas orientadoras da comunidade da plataforma, é solicitado que a mesma não seja usada para efeitos de promoção comercial ou política. “Como moderador da página, tive o cuidado de criar uma política de utilização”. “Não usar este sítio para fazer política ou autopromoções. É para ajudar a divulgar eventos”, sublinha José Basto da Silva. “Fazer política, campanha publicitária de um ou outro produto ou autopromoção, não”, reitera o criador da página. “Como administrador do sítio, posso lá ir e, se tiver havido utilização indevida, apagar o registo”.

Relativamente ao investimento, o autor do projecto assume estar a pagar do “próprio bolso”. “É uma coisa que eu faço em prol da comunidade de matriz portuguesa, em Macau, tendo em conta a minha própria disponibilidade financeira”. “O facto de ser de gestão comunitária também baixa os custos [financeiros] e de tempo”. “O facto de as pessoas se envolverem mais também é uma vantagem”, frisa.

Quanto aos efeitos da plataforma, Basto da Silva espera que o investimento “tenha alguma utilidade”. “Promove a inclusão, a diversidade de interesses. Este sítio não é só para falantes de português”. “Por isso é que eu tive o cuidado de usar inglês. Pretendo que seja inclusivo e diversificado”, assevera.

Sobre a recepção por parte da comunidade, o macaense revela-se “um bocado surpreendido”. “Tenho recebido mensagens de organizações a felicitar, a dizerem que a ideia foi boa e que é útil. Inclusive, já há pessoas a colocarem eventos”. “Parece-me que estão a ter uma boa impressão desta página e que é capaz de resultar”.

Relativamente a novos projectos ou funcionalidades para o sítio, José Basto da Silva afirma ter “mais ideias”, ainda em desenvolvimento. Contudo, assume que falará sobre as mesmas depois de serem concretizadas. “Prefiro falar menos e fazer mais”, remata. Pedro Milheirão – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

sábado, 30 de agosto de 2025

Brasil - Prêmio Candango de Literatura divulga lista de classificados

Da América à África e Europa, diversidade internacional movimenta premiação


O Prêmio Candango de Literatura, realizado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF), acaba de divulgar a relação de classificados da premiação, alcançando 2080 inscrições classificadas. Deste total, 168 são livros independentes e 1853 publicados por editoras e disputam nas seguintes categorias: Capa (300), Iniciativa de Incentivo à Leitura (60), Livro de Contos (310), Livro de Poesia (718), Prêmio Brasília (80), Projeto Gráfico (117) e Romance (495). Os finalistas, 10 de cada uma das categorias, serão conhecidos em 1º de outubro, com publicação no sítio do Prêmio.

As obras classificadas refletem uma participação internacional significativa. O Brasil lidera com 1988 trabalhos, seguido por Portugal com 41, Angola com 19, Moçambique com 17 e Cabo Verde com 4. Outros países também estão representados, ainda que em menor número: Estados Unidos (3), Suíça (2), e com uma obra cada de São Tomé e Príncipe, Colômbia, Países Baixos, Uruguai, França e Itália. Essa diversidade evidencia o alcance global do prêmio e a riqueza de perspectivas culturais entre os selecionados.

Parte das quase três mil inscrições não seguiram adiante. Algumas foram desclassificadas por motivos como desenquadramento nas categorias escolhidas, ausência de comprovação de versão impressa ou por não atender ao critério de publicação em 2024. Para as próximas edições, a organização reforçará ainda mais a divulgação das orientações e ampliar o suporte aos participantes, de forma a minimizar essas situações.

Idealizado pela Secec-DF em parceria, por processo público de seleção, com o Instituto Casa de Autores, o Prêmio Candango de Literatura nasceu para dar protagonismo à criação literária em língua portuguesa. Nesta edição, o Prêmio reafirma seu papel como ponte entre culturas, vozes e territórios, celebrando a escrita como patrimônio vivo e pulsante da língua portuguesa.

A curadoria da edição é assinada por João Anzanello Carrascoza, autor premiado e referência na literatura brasileira contemporânea. Sob a coordenação do escritor e jornalista Maurício Melo Júnior, a seleção das obras está sendo conduzida por um corpo técnico de 45 jurados: 30 na etapa inicial e 15 na fase final.

Premiação e contrapartidas

O 2º Prêmio Candango de Literatura distribuirá R$ 195 mil entre sete categorias, organizadas em três eixos:

  • Literário: Melhor Romance, Melhor Livro de Contos, Melhor Livro de Poesia e Prêmio Brasília (total de R$ 140 mil)
  • Editorial: Melhor Capa e Melhor Projeto Gráfico (R$ 20 mil cada)
  • Iniciativas Pedagógicas: Prêmio de Incentivo à Leitura (R$ 15 mil)

Como contrapartida, os vencedores das categorias literárias e editoriais deverão doar 20 exemplares de suas obras para bibliotecas públicas do Distrito Federal. Já os premiados na categoria de incentivo à leitura oferecerão uma atividade formativa online, com, no mínimo, 4 horas de duração.

Histórico

Em sua primeira edição, realizada em 2022, distribuiu R$ 174 mil entre oito categorias e consagrou os seguintes vencedores:

  • Marcílio Godoi, com a obra Etelvina (Melhor Romance);
  • Alexei Bueno, com O Sono dos Humildes (Melhor Livro de Poesia);
  • João Anzanello Carrascoza, com Tramas de Meninos (Melhor livro de Contos);
  • Alexandre Pilati, com Tangente do cobre (Prêmio Brasília);
  • Gláucio Ramos Gomes, com o projeto Leitura na Esquina (Incentivo à leitura);
  • Gisela Maria de Castro Teixeira, com O Livro das Capitais (Incentivo à Leitura para Pessoas com Deficiência);
  • Design Estúdio Beatriz Mom, pelo livro Poesia é um Saco, de Nicolas Behr (Projeto Gráfico);
  • Jéssica Iancoski, pelo trabalho no livro As Laranjas de Alice Mazela, de Géssica Menino (Capa). Donna Mídia Comunicação - Brasil

Serviço

2º Prêmio Candango de Literatura

Premiação total: R$ 195 mil

Categorias: Romance, Contos, Poesia, Prêmio Brasília, Capa, Projeto Gráfico e Incentivo à Leitura

Divulgação dos finalistas: 1º de outubro

Cerimônia de premiação: 31 de outubro, Sala Martins Pena (Teatro Nacional Cláudio Santoro) – Brasília-DF

Sítio




sexta-feira, 20 de junho de 2025

China - Sinólogo brasileiro Giorgio Sinedino premiado por promover a cultura chinesa no mundo lusófono

O sinólogo e tradutor brasileiro Giorgio Sinedino foi um dos galardoados do 18.º Special Book Award of China, realizado em Pequim. No total, o evento distinguiu 16 autores, tradutores e editores, oriundos de 12 países, pelos seus contributos para a divulgação do pensamento, cultura e imagem da China entre o público internacional.


No discurso de agradecimento, Giorgio Sinedino – membro do Conselho Executivo da Associação Confuciana Internacional e vogal do Conselho Mundial de Sinólogos – partilhou o seu percurso desde a chegada à China, em 2005, e reiterou o seu compromisso em dar continuidade ao intercâmbio cultural sino-lusófono efectuado desde então.

Sinedino, cujo nome chinês é Shen Youyou, é doutorado em Filosofia pela Universidade Renmin da China, tendo trabalhado na Embaixada do Brasil em Pequim entre 2005 e 2012. Em 2013, fixou residência em Macau e exerceu funções de docente no Instituto Politécnico de Macau e na Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau. Actualmente, é professor na Faculdade de Letras/Departamento de Língua Portuguesa da Universidade de Macau.

Ao longo da sua prolífica carreira, dedicou-se à área de tradução e investigação de clássicos chineses e publicou uma quantidade expressiva de obras que se tornaram importantes referências para a compreensão da cultura chinesa nos países lusófonos. Entre estas, destacam-se as edições comentadas de “Dao de Jing de Laozi: Escritura do Caminho e Escritura da Vertude com os comentários do Senhor às Margens do Rio” e “O Imortal do Sul da China – Uma Leitura Cultural do Zhuangzi”. A sua edição comentada de “Os Analectos”, com tradução directa do chinês arcaico para português, será, provavelmente, o trabalho mais famoso no seu repertório e um marco indelével no mundo da tradução literária.

No ano passado, as três obras em questão foram lançadas na China em edições revistas e integradas na colecção “Compreendendo a China” da Edições em Línguas Estrangeiras, a maior editora pública do ramo, evidenciando a importância do trabalho de Giorgio Sinedino na difusão de clássicos chineses junto do público lusófono. O seu próximo trabalho a ser publicado, “Grito de Lu Xun – tradução dramatizada e estudos críticos de Giorgio Sinedino”, contou com o apoio do Ministério da Educação da China.

Instituído em 2005, o Special Book Award of China é o mais importante prémio chinês atribuído a estrangeiros no campo das publicações, tendo já agraciado 219 especialistas de 63 países desde a primeira edição em 2005. Carolina Baltazar – Macau in “Ponto Final”


terça-feira, 1 de abril de 2025

Galiza - Jornadas abertas à participaçom para comemorar confluências com Portugal

Sob o título de “Cravos e Rosas”, decorrerám umha série de eventos entre 25 de abril e 17 de maio



A proposta, é um convite aberto para fazer achegar, segundo defendem da organizaçom “é um espaço horizontal, colaborativo, auto-gerido e expansivo onde qualquer pessoa, associação, coletivo, instituição pública ou privada pode compartilhar o seu evento para um maior conhecimento, divulgação e retroalimentação de todas as iniciativas.”

A ideia á que possam acontecer o maior número possível de eventos sobre Portugal na Galiza e, reciprocamente, sobre a Galiza em Portugal. De temática livre, sendo apenas imprescindível a conexão galego-portuguesa e “o respeito polo ser humano e ao planeta”, sinala a convocatória, que convida a fazer achegas nas áreas da “educação, cultura, artes, turismo, política, desporto, economia, tradições, espetáculos, rádio, concertos, exposições, encontros sectoriais, profissionais, institucionais….”

Como colaborar em Cravos e Rosas?

Para fazer parte é só enviar a informaçom básica do evento: nome, local, horário, organizador, uma imagem (fotografia, cartaz, etc.) e duas linhas de informação que descrevam o evento antes do domingo 13 de abril para o correio info@cravoserosasptgal.eu

Uma vez fechado o programa será criado um banner, um cartaz geral e uma brochura que incluirá todos os eventos. O cartaz e a brochura serão enviados em formato pdf para imprimir e distribuir autogestionariamente. Também serão ativadas diferentes redes sociais a partir das quais serão divulgados os eventos antecipadamente e será feita a cobertura posterior, sempre que os organizadores enviem informações e imagens do mesmo. In “Portal Galego da Língua” - Galiza


sexta-feira, 14 de março de 2025

Macau vai ajudar a China a desenvolver a modalidade desportiva de hóquei em patins

A Associação de Patinagem de Macau vai assinar acordos de cooperação com algumas províncias da China para desenvolver o hóquei em patins. A modalidade precisa de um maior impulso no Continente e a RAEM pode assumir um papel importante na sua divulgação, nomeadamente com apoio técnico. Na permuta de colaboração, Macau pode beneficiar da ajuda chinesa em “skateboarding” e “inline free style”. A associação foi pela primeira vez convidada para participar na reunião bienal da Federação de Patinagem da China e teve oportunidade de “iniciar contactos para futuras parcerias”, revelou ao Jornal Tribuna de Macau o dirigente António Aguiar



O hóquei em patins de Macau vai poder contribuir para o desenvolvimento da modalidade no Continente, tendo mantido contactos nesse sentido na reunião bienal da Federação de Patinagem da China, que reuniu as várias províncias do país. No decorrer dos trabalhos, para os quais a RAEM foi convidada pela primeira vez, os dirigentes da Associação de Patinagem de Macau (APM), António Aguiar (presidente) e Sónia Silva (secretária), que são igualmente membros da “World Skate”, respectivamente para o hóquei em patins e para o “inline”, mostraram-se disponíveis para ajudar a impulsionar o hóquei em patins chinês.

Nesse sentido, durante os dois dias de trabalhos em Shunde, zona do distrito de Foshan, Província de Guangdong, os representantes do território promoveram vários contactos e negociações com homólogos chineses, tendo em vista a assinatura, a breve trecho, de acordos de colaboração, para além de terem visitado instalações desportivas.

Em declarações ao Jornal Tribuna de Macau, António Aguiar disse que a intenção das parcerias serve os dois lados, ou seja, “Macau oferece o que tem de mais forte, que é o hóquei em patins, e a China ajuda-nos a incrementar e a reforçar modalidades em que eles são muito fortes, concretamente ‘skateboarding’ e ‘inline free style’”.

O dirigente, que é igualmente membro do Comité Internacional de Hóquei em Patins, responsável pela modalidade na Ásia-Oceânia, sublinha que a ideia é também “poder ter competições regionais” que envolvam várias cidades do Interior da China, Macau e Hong Kong.

A patinagem de Macau tem mantido colaboração principalmente com Cantão, mas pretende alargar a outros locais da província, assim como reforçar os acordos existentes. Para além de Guangdong, foram estabelecidas anteriormente parcerias com Shandong, Hebei e Heilongjiang, assim como com a zona de Pequim, “que é importante”, considera Aguiar, destacando o objectivo de “reforçar estes acordos e assinar outros”.

Segundo o número um da APM, a primeira grande concretização será a participação de Macau na co-organização dos Campeonatos Nacionais de Patinagem, em Agosto, com os desportos distribuídos por várias cidades da China.

Em 2024 o hóquei em patins não foi integrado e agora a APM faz “muito questão” que a modalidade esteja presente naqueles campeonatos.

Macau candidatou-se a ser o palco da prova, mas não é possível haver uma competição nacional fora do Continente. Assim, a associação do território está disponível a organizar o torneio numa cidade perto da RAEM. “Zhuhai, por exemplo, é uma possibilidade que estamos a discutir, uma vez que envolvem verbas que obviamente têm de ser patrocinadas, existindo também outros locais como Shunde”, aponta António Aguiar.

Além disso, Macau tenciona organizar um campeonato, talvez em 2026 ou 2027, com formações da Grande Baía. “Isso está a ser pensado para quando houver estabilidade de equipas, quatro ou cinco”, declara o dirigente da patinagem do território.

Troca de apoios para hóquei e skate

Neste momento, o “skateboarding” é a modalidade da patinagem em maior expansão no Interior da China, principalmente por ser um desporto olímpico, com muitos atletas de elevado nível.

Já o hóquei em patins precisa de se desenvolver, havendo apenas quatro regiões onde se pratica. “Queremos alargar a mais províncias, mas para que isso seja uma realidade são necessários patrocinadores que estejam dispostos a financiar o desenvolvimento da modalidade, entrando nós com o apoio técnico”, garante o presidente da APM.

Macau tem actualmente cerca de meio milhar de praticantes no hóquei tradicional e no hóquei em linha, incluindo as escolas de patinagem, sendo que no primeiro desporto há 200 atletas.

No que se refere ao hóquei em patins, as selecções vão disputar o Interport com Guangdong provavelmente em Outubro ou Novembro deste ano, mas já no próximo período da Páscoa, entre 17 e 20 de Abril, as equipas seniores masculina e feminina e os rapazes Sub-19, participarão no Torneio de Taichung, Taiwan. Esta competição servirá de preparação para o Campeonato Asiático, agendado para a Coreia do Sul, de 20 a 30 de Junho.

Nesta altura decorre o campeonato de hóquei em patins de Macau, em três categorias, Open masculino e feminino e ainda Sub-16, com a participação de três equipas: Lusitânia Sport Clube, FC Porto e Vitória Clube.

Em “skateboarding” há apenas três ou quatro atletas em condições de competir, havendo um clube inscrito na APM e outro que solicitou a filiação. Na disciplina de velocidade, neste momento não há actividade, uma vez que “há dificuldade em treinar na rua e em Macau não existe nenhum local específico para isso”, lamenta António Aguiar. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


terça-feira, 29 de outubro de 2024

Venezuela - Editora quer ver livros em português no mercado do país

Fundada há 14 anos, a Araca Editores quer ver livros em português no mercado da Venezuela, estando disponível para colaborar nesse sentido com as autoridades portuguesas, disse uma dirigente da empresa à Lusa


“Araca põe à disposição da representação diplomática de Portugal todos os seus recursos, a nossa equipa editorial e de distribuição para que, em cooperação, possamos materializar publicações em português ou bilingues [em português e castelhano], que seriam de interesse para nós [venezuelanos] e também para a comunidade portuguesa”, disse a gestora de edições.

Felgris Araca falava na segunda-feira, à margem da 21.ª Feira Internacional do Livro da Universidade de Carabobo, que durante cinco dias assinalou, com diversos atos culturais, o quinto centenário do nascimento do poeta português Luís Vaz de Camões, na cidade venezuelana de Valência, estado de Carabobo (170 quilómetros a oeste de Caracas).

“Desde há dois anos que tenho visto que as representações diplomáticas europeias, nomeadamente a francesa, italiana e a alemã, mais ativas na vida cultural venezuelana, mas percebo que Portugal é um pouco mais conservador e convido-os a que sejam mais ativos, a que nos mostrem os benefícios do seu país, da sua cultura”, disse.

Felgris Araca explicou que, quando os venezuelanos pensam em aprender português, pensam no Brasil, porque está mais perto.

“Eu, por exemplo, estou a estudar português e descobri que o idioma que se fala no Brasil é diferente do que falam em Portugal, em entonação, em cor, em modismos, em música (…) seria interessante poder disponibilizar o arco-íris cultural luso para poder conhecê-lo”, disse.

Felgris Araca explicou ainda que procurou, sem sucesso, textos em idioma português nas principais livrarias da capital, Caracas.

“Fiz uma busca de textos para exercitar a minha leitura e a prática do idioma e não consegui nada nas livrarias. Tive de comprar textos através da Internet, em formato digital, quando prefiro ler em formato impresso”, explicou, precisando que foi através da Internet que conseguiu encontrar “uma academia de português brasileiro” há um ano.

Segundo Rainer Sousa, coordenador do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua na Venezuela, atualmente mais de 11 mil estudantes estão a aprender a língua portuguesa em dezenas de instituições educativas venezuelanas e inclusive no sistema educativo oficial local.

“De sublinhar a aposta que o Camões faz no ensino do português aqui na Venezuela, enviando todos os anos algumas toneladas de manuais que depois são distribuídos pelas escolas ou instituições que adotaram o português tanto a nível curricular como extracurricular. São manuais didáticos para jovens e dicionários que oferecemos às escolas que depois põe à disposição dos estudantes”, disse. In “Sapo Mag” – Portugal com “Lusa”


sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Portugal - Dia Paralímpico Jovem quer mobilizar jovens de todo o país, promover prática desportiva e captar novos talentos

Evento realiza-se no próximo sábado, dia 7 de outubro, no Centro Desportivo Nacional do Jamor, em Oeiras


O Comité Paralímpico de Portugal vai promover a primeira edição do Dia Paralímpico Jovem já no próximo sábado, dia 7 de outubro, no Centro Desportivo Nacional do Jamor, em Oeiras.

O evento destina-se a jovens com deficiência elegíveis para o desporto paralímpico e surdolímpico e irá disponibilizar 19 modalidades para experimentação gratuita, paralímpicas e surdolímpicas, com o objetivo de introduzir a prática desportiva para jovens, entre os 9 e os 24 anos, com deficiência, e captar novos talentos.

São elas o atletismo, basquetebol, canoagem, ciclismo, curling, escalada, futebol, goalball, judo, luta greco-romana, natação, remo, ténis, ténis de mesa, tiro, tiro com arco e voleibol.

As ações de experimentação serão acompanhadas por atletas que vão estar disponíveis para trocar impressões com os participantes. O Dia Paralímpico Jovem pretende assim mobilizar jovens de todo o país. A iniciativa conta com o alto patrocínio do Presidente da República.

Apesar de não poder marcar presença no evento, o Presidente da República fez um apelo à participação e à iniciativa. Marcelo Rebelo de Sousa frisa que "o facto de muitos dos presentes não praticarem desporto não é desculpa", começa por dizer, prosseguindo.

"Devem praticar, as limitações impostas pelas nossas diferenças não são limitações que impeçam o acesso e o cultivar do desporto, porque somos todos diferentes, todos nós temos limitações que mudam ao longo da vida. Umas que não tínhamos passamos a ter, outras tínhamos (...) ou deixamos de ter", acrescentou, antes de transmitir o total apoio a esta iniciativa.  "O apoio do Presidente da República" significa "o apoio de todos os portugueses", finalizou.



O objetivo desta iniciativa passa por divulgar as modalidades e valores paralímpicos; sensibilizar e estimular a prática desportiva em pessoas com deficiência; criar dinâmicas potenciadoras da captação de novos atletas num evento com abrangência nacional.

O público-alvo destina-se a jovens com deficiência elegíveis para a competição em Jogos Paralímpicos e Jogos Surdolímpicos (áreas da deficiência motora, paralisia cerebral, intelectual, visual e surdez). In “Sport Informa” - Portugal

Para se inscrever no evento clique aqui.


sábado, 25 de março de 2023

Macau - Associação de Estudos Macaenses quer divulgar patuá junto dos jovens

É uma das mais recentes associações criadas em Macau e por isso, em menos de cinco meses de existência, “há ainda pouco trabalho” para mostrar, segundo a presidente, Elisabela Larrea. Mas, a Associação de Estudos da Cultura Macaense tem planos a curto prazo e, para o Verão, está previsto o início de uma parceria com o grupo de teatro Dóci Papiaçám di Macau, para realizar workshops de divulgação do patuá junto de crianças e jovens. Em Maio tenciona também produzir “podcasts” para interagir melhor com a comunidade, assim como reforçar a informação nas redes sociais “para chegar ao maior número possível de pessoas” e, mais tarde, criar um arquivo oral da cultura macaense


Com poucos meses de existência, depois de ter sido fundada em pleno final de pandemia, em Novembro do ano passado, a Associação de Estudos da Cultura Macaense tem ainda pouco a mostrar relativamente ao seu curto trabalho, naquele que é um dos principais objectivos: a divulgação da cultura macaense e o apoio às associações já existentes.

Elisabela Larrea é a presidente da associação, cuja sigla é MACRA (“Macanese Culture Research Association”). Ao Jornal Tribuna de Macau, aquela dirigente fez um balanço do pouco tempo de trabalho efectuado até agora pela sua equipa, salientando que “é preciso primeiro planear as nossas actividades para curto prazo, recolher equipamentos, o que leva algum tempo e só em Janeiro é que na prática começámos a trabalhar, depois de realizada a Assembleia Geral”.

A associação tem sete elementos inseridos neste projecto “e todos estão empenhados em ajudar a divulgar a nossa cultura, mas para isso teremos de explorar bem a forma como o iremos fazer”. E uma das principais prioridades é chegar o mais possível a diferentes comunidades, “promovendo a cultura macaense, que não é conhecida por todos, uma vez que muitas pessoas não falam português”.

A ideia é por isso divulgar a cultura e os objectivos da associação em forma trilingue, ou seja, em português, chinês e inglês, “porque é assim que os macaenses falam”.

A MACRA tem projectos para este primeiro ano de trabalho, a maioria dos quais para interagir com as pessoas, usando as redes sociais e criando “podcasts”, em inglês e chinês, “porque há muita gente que não domina a língua portuguesa”, convidando figuras da cultura macaense a divulgarem as suas experiências. “As pessoas precisam de saber mais sobre a história da nossa cultura, da comida, do patuá, entre outros aspectos”, salienta a investigadora.

Dar apoio a outras associações

Para este ano de 2023, a MACRA tem previsto um projecto de parceria com o grupo de teatro Dóci Papiaçám di Macau, destinado à aprendizagem do patuá por parte dos mais novos.

“Queremos começar a organizar workshops no Verão, para que as crianças e os jovens possam aprender o patuá como um teatro. Tencionamos fazer aos fins-de-semana”, revela a líder associativa, para quem várias associações já estão a fazer muito trabalho, a reunir convidados e organizar festas, o que “é muito importante”. “Por isso queremos partilhar opiniões, porque ninguém consegue fazer tudo sozinho”, acentua.

Dar esse apoio às instituições já existentes foi a grande razão para a fundação da MACRA. “Sabemos que podemos contribuir, dando palestras, seminários, ou outras actividades, porque temos gente a trabalhar connosco que pode ajudar”. Algumas instituições foram já contactadas, diz Elisabela Larrea, como a Associação dos Jovens Macaenses ou o Instituto para os Assuntos Municipais, “no sentido de planearmos actividades em conjunto para este primeiro ano do nosso trabalho”.

Existe ainda alguma confusão de nomes e objectivos de associações ligadas à cultura macaense, pelo que “é importante esta primeira fase das nossas actividades, explicar às pessoas quem somos, o que pretendemos”, comenta a presidente da MACRA.

Quanto a subsídios, “nada”. “É tudo para já do nosso bolso”, garante, explicando que a associação irá fazer primeiro o seu trabalho “e então mais tarde pedir apoios oficiais”.

Elisabela Larrea, nascida em Itália e a viver em Macau desde os dois anos de idade, filha de pai espanhol, do País Basco, que jogou pelota basca no território na segunda metade dos anos 70, e mãe macaense, termina a conversa com este jornal, explicando, em traços gerais, o que é para si ser macaense: “É ter amor pela sua cultura, pela sua terra e pela sua comunidade”. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Moçambique - A Associação Moçambicana de Juízes e a Alcance Editores assinaram Memorando de Entendimento

A Associação Moçambicana de Juízes (AMJ) e a Alcance Editores assinaram, na passada terça-feira, 28 de Setembro, em Maputo, um Memorando de Entendimento (MdE), que tem por objectivo a materialização da colaboração institucional entre as duas entidades, por um período de dois anos.

Trata-se de um acordo, com o qual se pretende estimular a publicação e a divulgação de trabalhos dos associados da AMJ e ainda a edição de obras de literatura jurídica e geral pela editora Alcance Editores.

Na ocasião, o presidente da AMJ, Carlos Mondlane, explicou que a parceria com a Alcance Editores visa disponibilizar aos juízes uma plataforma para a colocação e difusão dos seus pensamentos, devido ao embaraço da doutrina de outros países, que não são necessariamente consentâneos com a evolução do direito moçambicano.

“Com este acordo, pretendemos por um lado elevar o nível técnico dos magistrados judiciais e, por outro, disponibilizar à sociedade moçambicana tudo aquilo que resulta de uma reflexão por parte dos aplicadores do direito em Moçambique. A parceria é importante para nós, na vertente de permitir que os juízes moçambicanos passem a escrever sobre matérias de interesse e, ao mesmo tempo, oferecer à sociedade moçambicana tudo aquilo que versa sobre o direito moçambicano”, referiu Carlos Mondlane.

Por sua vez, em representação da Alcance Editores, Sérgio Pereira, indicou que o MdE é oportuno para a sua instituição na medida em que passarão a produzir mais livros que venham da AMJ, quer sejam de direito, literatura ou contos infantis.

“Nós, como editora, vamos no âmbito deste MdE identificar a qualidade dos livros, que possam surgir e ainda dar uma resposta positiva daquilo que serão as obras finais resultantes deste acordo em momento oportuno”, concluiu Sérgio Pereira.

Importa referir que a AMJ e a Alcance Editores comprometem-se em realizar seminários envolvendo diversas individualidades nacionais e internacionais na difusão de temas que visam estimular a literatura jurídica e geral. In “Olá Moçambique” - Moçambique

 

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Macau – Divulgação de danças tradicionais moçambicanas como preparação para a Lusofonia

A Associação dos Amigos de Moçambique está a organizar workshops de cultura moçambicana com danças e jogos tradicionais. Coorganizado pelo Fórum Macau, o evento pretende proporcionar ao público de Macau uma viagem cultural a Moçambique


Esta sexta-feira e sábado prometem animação e ritmo de dança. A delegação de Moçambique do Fórum de Macau conjuntamente com a Associação dos Amigos de Moçambique, vão organizar os dois últimos dias de workshops integrados na 13.ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa com uma mostra do que há de tradicional na dança em Moçambique.

Esta actividade vai realizar-se simultaneamente durante a exposição de obras do artista de Moçambique José Estevão Manhiça, no ciclo de exposições “Policromias lusófonas”. ”Nós realizámos o primeiro workshop no dia 4, depois temos mais dois no dia 10, das 18h às 20h, e outro no dia 11, das 15h às 17h”, começa por explicar ao Ponto Final a presidente da Associação dos Amigos de Moçambique, Helena Brandão. “Quem está a fazer a publicidade destes workshops é o Fórum de Macau, porém, quem quiser saber mais informações, a nossa associação tem uma página de Facebook com informações”, prosseguiu.

Helena Brandão explica que a associação foi convidada, como normalmente é, para as actividades dos países de Língua Portuguesa nesta altura de comemorações lusófonas. “Quando fomos convidados pediram-nos que o workshop se incidisse sobre temáticas realizadas com a identidade cultural de cada país. Relativamente ao facto de termos escolhido a dança foi porque nós só conseguimos a disponibilidade de momento. Com esta oportunidade, nós vamos apresentar danças tradicionais moçambicanas ao público de Macau”, referiu.

O grupo nomeado a executar os workshops este ano é o próprio grupo de dança de estudantes moçambicanos – Pérolas do Índico -, que foi formado o ano passado para a mesma ocasião, tendo até representado Moçambique nos palcos da Lusofonia. “Tivemos de formar este grupo devido à pandemia pois não podíamos receber nem convidar grupos profissionais de fora. Juntaram-se uns tantos estudantes que actuaram na Lusofonia e mantém-se até hoje, embora desfalcados, porque alguns já regressaram a Moçambique, tendo já cumprido os seus objectivos cá em Macau”, reitera.

O grupo é constituído por cinco raparigas que irão demonstrar estas três danças nos workshops. “A duração do workshop depende de vários factores, nomeadamente dos participantes, porque eles fazem a dança, que é de normalmente quatro ou cinco minutos, e o resto do tempo é passado com uma interacção entre os participantes e as nossas dançarinas. Elas explicam como se dança, convidam as pessoas a participar, e é nisto que consiste o nosso workshop”, resume Helena Brandão.

O primeiro dos três workshops “correu muito bem”, de acordo com Helena Brandão, com quase 30 participantes, com um excelente ‘feedback’. “Nós apresentamos a dança, falamos do que consiste e damos uma parte histórica da dança. Depois, há um interagir com os participantes, com explicações passo a passo”, explicou.

No primeiro dia foi feita a dança Tufo, que é a dança tradicional do norte de Moçambique. Os grupos de dança de Tufo compreendem entre 15 a 20 mulheres, que são acompanhadas por quatro homens ou mulheres com pandeiretas planas semelhantes a tambores. Todas as dançarinas cantam, mas há sempre uma cantora principal. Tradicionalmente, os dançarinos de Tufo dançavam enquanto estavam ajoelhados, movendo ritmicamente as metades superiores de seus corpos, mas recentemente a coreografia evoluiu e as dançarinas agora podem levantar-se e movimentar inteiramente os seus corpos. As músicas de Tufo são cantadas geralmente na língua macua. Os dançarinos devem usar lenços e capulanas correspondentes e cada dança requer o uso de uma nova capulana.

Na sexta-feira vai ser feita a dança dos guerreiros denominada Xigubo, que consiste no alinhamento de um determinado número de homens – dançarinos – em uma ou duas filas, devidamente adornados com objectos de fibras e peles nos braços e nas pernas, colares de sementes, entre outros signos, vestindo saiotes confeccionados com peles de animais, as quais se fazem acompanhar de um instrumento de defesa denominada xitlhango ou azagaia.

Finalmente, no sábado, vai ser ensinada a dança tradicional Marrabenta, que é a mais conhecida internacionalmente. O seu nome foi derivado da palavra portuguesa “rebentar” e incorpora vários ritmos folclóricos como os Magika, Xingombela e Zukuta, sendo também sujeita à influência ocidental. Foi desenvolvida em Maputo, a capital de Moçambique. Além das danças serão apresentados vários jogos tradicionais, como o jogo Pindjonce, o jogo Neca e o xadrez africano N’Tuxa. Joana Chantre – Macau in “Ponto Final”

joanachantre.pontofinal@gmail.com


quinta-feira, 6 de maio de 2021

Macau - Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau anuncia acções promocionais de produtos lusófonos


O Centro de Exposição dos Produtos Alimentares dos Países de Língua Portuguesa (conhecido por “Casa de Vidro”), na Praça do Tap Seac, será palco de actividades promocionais entre 7 de Maio e 25 de Julho, anunciou o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM). Divididas em seis sessões, durante 12 semanas, as actividades contarão com a presença de mais de 20 agentes de produtos alimentares dos países lusófonos em Macau e empresas de produtos com características de Macau.

Com esta iniciativa, o IPIM espera “promover o papel e o posicionamento da Plataforma Sino-Lusófona, divulgar os produtos característicos de Macau, apoiar as empresas de Macau na procura de parcerias e na exploração de mais canais de marketing”.

Cada sessão contará com 8 a 13 empresas expositoras do Centro de Exposição dos Produtos Alimentares dos Países de Língua Portuguesa e de Macao Ideas, que irão apresentar e vender produtos com “características próprias”, incluindo café, bebidas alcoólicas e as outras bebidas, lembranças, alimentos enlatados, temperos e molhos, produtos alimentares saudáveis, óleos essenciais, acessórios de moda, artigos de calçado, entre outros. Além disso, durante o evento, será realizado um sorteio para os visitantes que consumam determinado montante.

Desde 2016, o Centro de Exposição tem-se empenhado na promoção e divulgação dos produtos alimentares dos países lusófonos, garante o IPIM, recordando ainda que, em Novembro de 2020, passou a integrar uma Zona de Exposição dos Produtos Característicos de Macau. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


 

terça-feira, 18 de junho de 2019

Macau - Instituto Politécnico de Macau lança livros para apoiar ensino de português na China

Macau - O Instituto Politécnico de Macau (IPM) lançou cinco novos livros para divulgar e promover o ensino da língua portuguesa em Macau, na região da Grande Baía e na China.

"O objetivo é divulgar a língua portuguesa e reforçar o seu ensino em Macau, na área da Grande Baía [Guangdong-Hong Kong-Macau] e na China", afirmou o coordenador do Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa (CPCLP), professor Zhang Yunfen.

Todas as obras foram produzidas por professores do CPCLP, "com temáticas diferentes mas complementares" para que possam ser usados em "qualquer nível de aprendizagem" e "por qualquer falante de português".

Os livros agora lançados vão estar disponíveis em Macau e enviados para estabelecimentos de ensino de português na região da Grande Baía.

"O IMP mantém contactos com quase todas as instituições de ensino superior onde se ensina português na China", sublinhou o responsável. "

Zhang Yunfen destacou também o lançamento, "ainda este ano", da "revista científica Orientes do Português, a primeira sobre a área da língua portuguesa na Ásia".

A apresentação dos cinco livros integra o programa oficial das comemorações "Junho, Mês de Portugal", num ano em que Macau assinala o 20.º aniversário da transferência de administração de Portugal para a República Popular da China, países que por sua vez comemoram os 40 anos do estabelecimento de relações diplomáticas.

"Fonética e Fonologia para o Ensino do Português como Língua Estrangeira" e "Exercícios Práticos de Fonética de Português Língua Estrangeira", ambos da autoria de Adelina Castelo, "Português com Textos 2 -- Textos narrativos para o ensino do Português como Língua Estrangeira", de Sara Augusto e Caio Christiano; "Português em Uso", de Rui Pereira, e "Guia de Preparação para o DAPLE -- Diploma Avançado de Português", de Liliana Inverno, são os títulos publicados pelo IPM.

A língua portuguesa está presente em quase meia centena de estabelecimentos do ensino superior na China. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”