Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Angola - Aposta em iniciativa para transformar setor agrícola

AgriConnect Angola visa impulsionar produtividade, segurança alimentar, emprego e crescimento nas zonas rurais angolanas, o apoio foca-se nos corredores do Lobito e de Malanje


O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, IFAD, lançou, em parceria com as autoridades angolanas e o Grupo Banco Mundial, a iniciativa AgriConnect Angola, um plano inovador que visa a transformação dos sistemas agroalimentares do país africano.

A iniciativa vem reforçar os ecossistemas agrícolas, ao fortalecer as organizações de agricultores, melhorar as ligações aos mercados, expandir o acesso ao financiamento e às soluções digitais e promover uma maior participação do setor privado nas redes dos sistemas alimentares.

Desenvolvimento rural inclusivo

Em Angola, o AgriConnect irá apoiar o desenvolvimento agrícola nos Corredores do Lobito e de Malanje. Ao incentivar as parcerias entre instituições e o setor privado, o programa procura libertar o potencial agrícola do país e acelerar o desenvolvimento rural inclusivo.

Para o diretor do IFAD em Angola, Custódio Mucavele, a iniciativa representa uma oportunidade única de transformação dos meios de subsistência rurais, ao permitir o acesso a mercados, financiamento e infraestruturas produtivas por parte dos pequenos agricultores.

O responsável acrescenta ainda que o programa procura “garantir que as mulheres, os homens e os jovens de zonas rurais possam participar e beneficiar de uma economia agrícola mais produtiva, resiliente e inclusiva”.

Parceria para o desenvolvimento rural

Enquanto parceiro de longa data do desenvolvimento rural de Angola, o IFAD conta com décadas de experiência no apoio aos pequenos agricultores, no reforço das cadeias de valor e na melhoria do acesso aos mercados e aos serviços financeiros.

A agência prevê que estes investimentos aumentem a produtividade, reforcem a segurança alimentar, criem oportunidades de emprego e estimulem o crescimento económico nas zonas rurais.

Lançada em outubro de 2025, a iniciativa AgriConnect é concebida para ajudar 300 milhões de pequenos agricultores em todo o mundo a passar de uma produção de subsistência para uma produção excedentária. ONU News – Nações Unidas


quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Guiné Equatorial – Governante lidera diálogo com a CPLP e o BAD sobre o futuro económico do país

O Primeiro-Ministro, responsável pela Coordenação Administrativa, presidiu a uma reunião em Bata com representantes do Banco Africano de Desenvolvimento e da Confederação dos Países de Língua Portuguesa, com foco em estratégias para diversificar a economia do país e fortalecer a cooperação internacional

O Governo da Guiné Equatorial continua a fortalecer as suas parcerias internacionais na procura de um crescimento económico mais equilibrado e sustentável. Na passada quinta-feira, o Primeiro-Ministro Manuel Osa Nsue Nsua, responsável pela Coordenação Administrativa, liderou uma reunião com as delegações do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e da Confederação dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na sede da Presidência do Governo de Ntobo, em Bata.

Durante o encontro, as partes abordaram os desafios e oportunidades que o país enfrenta no seu processo de diversificação económica, com especial atenção ao projeto da Zona Económica Especial de Djibloho, considerado um eixo estratégico para promover novas áreas produtivas e reduzir a dependência do petróleo.

"Estamos a trabalhar arduamente no plano de diversificação económica, envolvendo todos os setores necessários para impulsionar esse processo. É hora de explorar e desenvolver outros recursos disponíveis para o país", afirmou o Primeiro-Ministro, que enfatizou que o governo já consolidou a infraestrutura essencial para facilitar os investimentos.

Representantes da CPLP e do BAD elogiaram o comprometimento da Guiné Equatorial e concordaram com a importância de aproveitar o potencial agrícola e natural do país.

"A Guiné Equatorial possui terras férteis, um território fantástico e uma infraestrutura que pode servir de modelo na África Central. As condições básicas estão reunidas para avançar em direção a uma economia mais diversificada", enfatizou um dos delegados.

O Banco Africano de Desenvolvimento reafirmou a sua disponibilidade para colaborar no financiamento de projetos prioritários, salientando que dispõe de instrumentos específicos para apoiar os países-membros da CPLP nas suas estratégias de crescimento sustentável.

A reunião também contou com a presença do vice-primeiro-ministro e dos ministros do Turismo, Pesca e Finanças, que concordaram sobre a necessidade de fortalecer a cooperação técnica e financeira com parceiros internacionais para acelerar a transformação económica do país.

Com este diálogo, o Governo da Guiné Equatorial reafirma o seu compromisso com um modelo de desenvolvimento inclusivo e diversificado, baseado na cooperação e no uso responsável dos seus recursos naturais. Sinforosa Esodja – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


segunda-feira, 7 de julho de 2025

Cabo Verde - Quer “mais e melhor” investimento chinês

O ministro da Administração Interna de Cabo Verde disse à Lusa que Cabo Verde quer atrair investimento da China, que descreveu como “um dos principais parceiros” no desenvolvimento do país desde a independência. “Neste momento, já temos uma comunidade chinesa em Cabo Verde, essencialmente de pequenos e médios empresários”, afirmou Paulo Rocha.


O ministro disse que o próximo alvo é “atrair mais e melhor investimento [chinês] em diferentes sectores”, para diversificar a economia, muito dependente do turismo. O mar é uma prioridade e o Governo “procura parcerias” para implementar a Zona Económica Especial Marítima de São Vicente, cujo estudo foi feito com o apoio da China, recordou Rocha, durante uma passagem por Macau.

Também em Macau, em Março, o presidente da agência cabo-verdiana para o investimento externo, José Almada Dias, desafiou a empresa estatal chinesa Shaanxi Construction a aproveitar os 20 mil hectares que o país colocou ao serviço do turismo.

Paulo Rocha disse que seria “perfeitamente realista” Cabo Verde querer atrair turistas da China e de outros países asiáticos, sublinhando a presença forte de visitantes chineses na Europa e “ainda mais longe”. “Continuamos a fomentar investimentos neste domínio, crescem o número de hotéis em construção, o número de resorts, particularmente nas duas ilhas mais turísticas, do Sal e da Boavista”, disse.

Rocha defendeu que a China é, “sem dúvida, um parceiro confiável” de Cabo Verde e que tem sido “essencial no processo de desenvolvimento em diferentes setores” ao longo dos 50 anos de independência.

Cabo Verde beneficiou de múltiplos perdões de dívida por parte da China – nomeadamente cerca de 1,18 milhões de euros em 2007 e mais 1,39 milhões em 2016. Nas últimas décadas, a China consolidou a sua presença em Cabo Verde através de investimentos em obras públicas, incluindo o Estádio Nacional e a nova sede da Assembleia Nacional.

“Já nos próximos meses, iremos inaugurar uma importante maternidade na ilha de São Vicente, feita com o apoio do Governo da China, estruturante para toda a região do Barlavento”, realçou o ministro.

A cooperação estende-se à área da educação, com mais de uma dezena de bolsas atribuídas anualmente pelo Governo chinês. Desde 2010, centenas de estudantes cabo-verdianos frequentaram instituições de ensino superior na China. Alguns acabaram por ficar por terras chinesas, incluindo em Macau, e tornaram-se “verdadeiros diplomatas do (…) país, além daquilo que é a diplomacia oficial”, elogiou.

A diáspora cabo-verdiana é uma enorme reserva “em termos de capital humano” e que “contribui muito mais do que com as remessas, [ao] investir no sector produtivo do país”, acrescentou.

Paulo Rocha disse também que o país está a negociar com a China o financiamento do alargamento do sistema de videovigilância Cidade Segura a mais três cidades: Porto Novo, na ilha de Santo Antão, e Assomada e Tarrafal, na ilha de Santiago.

Fórum continuará a fomentar intercâmbio

Paulo Rocha foi um dos presentes na “Palestra alusiva ao 50º Aniversário da Independência Nacional de Cabo Verde”, co-organizada pela Embaixada de Cabo Verde na China e pelo Secretariado Permanente do Fórum de Macau. Subordinada ao tema “Cabo Verde: 50 Anos de Conquistas e Desafios – Papel de Diáspora e a Experiência de Macau”, contou com a participação de diversas personalidades.

O secretário-geral do Fórum de Macau, Ji Xianzheng, disse que o organismo continuará “a tirar o melhor proveito do papel de Macau enquanto plataforma sino-lusófona, contribuindo para fomentar o intercâmbio e a cooperação em diferentes domínios entre a China e Cabo Verde”.

Por sua vez, o embaixador de Cabo Verde na China, Arlindo Nascimento do Rosário, afirmou que o momento “não significa apenas uma data histórica para o seu país, mas também uma oportunidade para Cabo Verde mostrar ao mundo a força de uma nação que, apesar das dificuldades, persevera, reinventa-se e prospera”. “O Governo de Cabo Verde valoriza a relação com a China, especialmente com a RAEM, e a nossa diáspora. Macau ocupa um lugar especial no coração do povo cabo-verdiano, a diáspora cabo-verdiana em Macau e as suas associações não só fortalecem os laços de amizade entre os povos, como também promovem a integração social e económica da comunidade cabo-verdiana na RAEM”, prosseguiu.

Já Helena de Senna Fernandes, directora dos Serviços de Turismo, que esteve em representação do Secretário para a Economia e Finanças, referiu que “Macau e Cabo Verde são territórios aliados, desde sempre, por laços históricos, prosseguindo unidos pela vontade de se aliarem para trabalhar em prol da criação de mais e diversas oportunidades de desenvolvimento para as suas gentes e economias”.

O ministro Paulo Rocha, por seu turno, manifestou “gratidão” ao Governo da RAEM pelo “contributo valioso” que tem dado na aproximação entre a China e os países lusófonos, designadamente por via dos mecanismos do Fórum de Macau. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


sexta-feira, 14 de março de 2025

Macau vai ajudar a China a desenvolver a modalidade desportiva de hóquei em patins

A Associação de Patinagem de Macau vai assinar acordos de cooperação com algumas províncias da China para desenvolver o hóquei em patins. A modalidade precisa de um maior impulso no Continente e a RAEM pode assumir um papel importante na sua divulgação, nomeadamente com apoio técnico. Na permuta de colaboração, Macau pode beneficiar da ajuda chinesa em “skateboarding” e “inline free style”. A associação foi pela primeira vez convidada para participar na reunião bienal da Federação de Patinagem da China e teve oportunidade de “iniciar contactos para futuras parcerias”, revelou ao Jornal Tribuna de Macau o dirigente António Aguiar



O hóquei em patins de Macau vai poder contribuir para o desenvolvimento da modalidade no Continente, tendo mantido contactos nesse sentido na reunião bienal da Federação de Patinagem da China, que reuniu as várias províncias do país. No decorrer dos trabalhos, para os quais a RAEM foi convidada pela primeira vez, os dirigentes da Associação de Patinagem de Macau (APM), António Aguiar (presidente) e Sónia Silva (secretária), que são igualmente membros da “World Skate”, respectivamente para o hóquei em patins e para o “inline”, mostraram-se disponíveis para ajudar a impulsionar o hóquei em patins chinês.

Nesse sentido, durante os dois dias de trabalhos em Shunde, zona do distrito de Foshan, Província de Guangdong, os representantes do território promoveram vários contactos e negociações com homólogos chineses, tendo em vista a assinatura, a breve trecho, de acordos de colaboração, para além de terem visitado instalações desportivas.

Em declarações ao Jornal Tribuna de Macau, António Aguiar disse que a intenção das parcerias serve os dois lados, ou seja, “Macau oferece o que tem de mais forte, que é o hóquei em patins, e a China ajuda-nos a incrementar e a reforçar modalidades em que eles são muito fortes, concretamente ‘skateboarding’ e ‘inline free style’”.

O dirigente, que é igualmente membro do Comité Internacional de Hóquei em Patins, responsável pela modalidade na Ásia-Oceânia, sublinha que a ideia é também “poder ter competições regionais” que envolvam várias cidades do Interior da China, Macau e Hong Kong.

A patinagem de Macau tem mantido colaboração principalmente com Cantão, mas pretende alargar a outros locais da província, assim como reforçar os acordos existentes. Para além de Guangdong, foram estabelecidas anteriormente parcerias com Shandong, Hebei e Heilongjiang, assim como com a zona de Pequim, “que é importante”, considera Aguiar, destacando o objectivo de “reforçar estes acordos e assinar outros”.

Segundo o número um da APM, a primeira grande concretização será a participação de Macau na co-organização dos Campeonatos Nacionais de Patinagem, em Agosto, com os desportos distribuídos por várias cidades da China.

Em 2024 o hóquei em patins não foi integrado e agora a APM faz “muito questão” que a modalidade esteja presente naqueles campeonatos.

Macau candidatou-se a ser o palco da prova, mas não é possível haver uma competição nacional fora do Continente. Assim, a associação do território está disponível a organizar o torneio numa cidade perto da RAEM. “Zhuhai, por exemplo, é uma possibilidade que estamos a discutir, uma vez que envolvem verbas que obviamente têm de ser patrocinadas, existindo também outros locais como Shunde”, aponta António Aguiar.

Além disso, Macau tenciona organizar um campeonato, talvez em 2026 ou 2027, com formações da Grande Baía. “Isso está a ser pensado para quando houver estabilidade de equipas, quatro ou cinco”, declara o dirigente da patinagem do território.

Troca de apoios para hóquei e skate

Neste momento, o “skateboarding” é a modalidade da patinagem em maior expansão no Interior da China, principalmente por ser um desporto olímpico, com muitos atletas de elevado nível.

Já o hóquei em patins precisa de se desenvolver, havendo apenas quatro regiões onde se pratica. “Queremos alargar a mais províncias, mas para que isso seja uma realidade são necessários patrocinadores que estejam dispostos a financiar o desenvolvimento da modalidade, entrando nós com o apoio técnico”, garante o presidente da APM.

Macau tem actualmente cerca de meio milhar de praticantes no hóquei tradicional e no hóquei em linha, incluindo as escolas de patinagem, sendo que no primeiro desporto há 200 atletas.

No que se refere ao hóquei em patins, as selecções vão disputar o Interport com Guangdong provavelmente em Outubro ou Novembro deste ano, mas já no próximo período da Páscoa, entre 17 e 20 de Abril, as equipas seniores masculina e feminina e os rapazes Sub-19, participarão no Torneio de Taichung, Taiwan. Esta competição servirá de preparação para o Campeonato Asiático, agendado para a Coreia do Sul, de 20 a 30 de Junho.

Nesta altura decorre o campeonato de hóquei em patins de Macau, em três categorias, Open masculino e feminino e ainda Sub-16, com a participação de três equipas: Lusitânia Sport Clube, FC Porto e Vitória Clube.

Em “skateboarding” há apenas três ou quatro atletas em condições de competir, havendo um clube inscrito na APM e outro que solicitou a filiação. Na disciplina de velocidade, neste momento não há actividade, uma vez que “há dificuldade em treinar na rua e em Macau não existe nenhum local específico para isso”, lamenta António Aguiar. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

China – Pretende mais parcerias e cooperação com Portugal, diz embaixador chinês em Lisboa

O embaixador chinês em Portugal afirmou ontem que a China pretende desenvolver as “excelentes” relações de cooperação e as parcerias com Portugal, que têm registado uma “boa tendência de desenvolvimento”, com “grande intensidade e com resultados promissores”.

Zhao Bentang falava ao abrir a 3.ª Conferência Internacional de Cooperação Portugal-China, que decorre até hoje presencial e virtualmente a partir da sede da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), em Lisboa, e cujos temas dizem respeito à cooperação económica, social, científica e tecnológica.

Na iniciativa promovida pela União das Associações de Cooperação e Amizade Portugal-China e pelo Observatório da China, que conta com a presença do ministro do Mar português, Ricardo Serrão Santos, e do secretário de Estado para a Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, o embaixador da China em Lisboa enfatizou o facto de Portugal ser “um parceiro endógeno” de Pequim.

“Tendo como ponto importante o reforço da Rotas da Seda, quer terrestre quer marítima, Portugal é um parceiro endógeno dessa construção. Há centenas de anos, os corajosos portugueses navegaram ao longo da Rota da Seda marítima para o Oriente, abrindo a porta para o comércio marítimo. Nos últimos anos, Portugal tem estado a participar activamente na construção desta nova fase económica, dando continuidade a este capítulo maravilhoso da conversão das relações”, salientou Bentang.

O diplomata chinês destacou que Portugal foi um dos 57 países fundadores do Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas (BAII) e dos primeiros Estados europeus a assinar documentos de cooperação em construção de infraestruturas com a China, o que tem permitido trazer benefícios multilaterais e com países terceiros.

“A China é o maior parceiro comercial de Portugal na Ásia, bem como o maior destino das exportações de carne de porco portuguesa. Nos primeiros nove meses deste ano, o volume comercial aumentou e atingiu os 6387 milhões de dólares [5660 milhões de euros], um valor superior ao de todo o ano de 2019. O investimento direto da China em Portugal este ano aumentou 47,76%”, exemplificou.

“Nos últimos anos, as relações sino-portuguesas têm apresentado uma boa tendência de desenvolvimento e, através de um diálogo de alto nível, a cooperação tem sido muito intensa, com resultados promissores e uma cooperação estreita ao nível multilateral”, acrescentou, realçando a criação, em menos de seis meses, de uma nova parceria estratégica.

Bentang destacou também que, a 27 de Agosto passado, o Presidente da China, Xi Jinping, manteve “mais uma conversa telefónica” com Marcelo Rebelo de Sousa, tendo ficado acordado um “reforço estável e sustentável da cooperação bilateral”.

“Nos últimos oito anos, desde o lançamento da iniciativa da nova Rota [da Seda], o crescimento da cooperação em Portugal tem trazido muitos benefícios económicos e bilaterais, assim como resultados em mercados terceiros”, salientou.

Nesse sentido, Bentang indicou que quer Marcelo Rebelo de Sousa quer o primeiro-ministro português, António Costa, expressaram em várias ocasiões a vontade de reforçar a cooperação com a China no âmbito da Rota da Seda e de “criar maiores sinergias e eficácia nas estratégias de desenvolvimento”.

“A parte chinesa atribui grande importância ao papel marcante que Portugal desempenha na construção e no desenvolvimento da Rota [da Seda] e está disposta a trabalhar, em conjunto, com a parte portuguesa, para promover a cooperação programática bilateral em todas as áreas, para atingir novos patamares”, afirmou.

Na área dos oceanos, Bentang realçou a cooperação já existente através de protocolos de defesa e promoção do mar, preservação da biodiversidade, combate à poluição marítima ou ainda de expedições marítimas assinados entre universidades e instituições chinesas e portuguesas para o desenvolvimento da “economia azul”.

“O mar promove desenvolvimento e a China e Portugal estão a desenvolver activamente a parceria azul com o desejo de que os oceanos venham a beneficiar as gerações do futuro”, concluiu Bentang.

A conferência conta com três mesas redondas sobre temas como “Uma Nova Era de Crise Ambiental e de Transição Energética”, “O Futuro da Europa à Luz da Crise Civilizacional e Ambiental e do Conceito Chinês de Uma Nova Era” e “A Cooperação Política, Económica, Financeira, Cultural, Científica e Tecnológica”. In “Ponto Final” - Macau

 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Câmara Agrícola Lusófona – Moçambicano Agostinho Vuma é o novo presidente



O empresário moçambicano Agostinho Vuma foi eleito, no passado dia 5 de Dezembro, em assembleia geral, presidente da CAL — Câmara Agrícola Lusófona, sucedendo a Jorge Correia Santos. A nova direcção conta com a representação de todos os países da CPLP — Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Agostinho Vuma é também o presidente da CTA — Confederação das Associações Económicas de Moçambique, a principal estrutura associativa do patronato moçambicano.

No fim da assembleia geral, que se realizou nas instalações do CEC – Conselho Empresarial do Centro — CCIC – Câmara de Comércio e Indústria do Centro, em Coimbra, Agostinho Vuma disse ao “agriculturaemar.com” que “a primeira coisa a fazer é definir um plano estratégico, para os próximos três anos, com todos os associados desta organização empresarial associativa”. Um encontro que contou com a presença do Cônsul de Moçambique no Porto, Agostinho Milton.

Por outro lado, Agostinho Vuma realçou que há que “voltar a dar credibilidade à CAL, junto das instituições”, referindo-se às acusações feitas na RTP, ao presidente cessante. Jorge Correia Santos, no programa “Sexta às 9”, de Sandra Felgueiras, foi acusado de corrupção, o que nunca se provou, não tendo sequer o caso seguido para os tribunais. Na verdade, as contas da CAL mereceram o parecer favorável do Revisor Oficial de Contas Paulo José Alves Ferreira.

Reforçar ligações à UE e ao BAD

Assim, para ultrapassar os “prejuízos” causados pelas alegadas irregularidades “que não aconteceram”, Agostinho Vuma defende tornar este movimento associativo mais dinâmico, dando mais espaço aos PALOP”, Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.

O novo presidente da Câmara Agrícola Lusófona quer desenvolver uma associação “mais exigente, mais rigorosa e promotora de políticas favoráveis à agricultura e a realização de diversas parcerias com a União Europeia (UE) e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), no contexto lusófono e através da FAO [Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura]”.

Agostinho Vuma diz que “os desafios que enfrentamos na CAL são muitos sérios e reais. Temos de fazer desta Câmara um instrumento de serviço aos associados. Temos de desenvolver um serviço de apoio técnico aos associados. Vamos fortalecer o nosso movimento associativo”.

Apoiar empresários lusófonos com fundos da UE

Outro dos objectivos do novo presidente da CAL passa por os apoios comunitários poderem chegar também aos pequenos e médios empresários agrícolas dos países lusófonos. “As empresas portuguesas têm apoios da UE à internacionalização, mas a CAL pode negociar um pacote, com parcerias entre diversas empresas, para desenvolver os seus mercados nos PALOP. Parcerias essas que podem contar com empresas lusófonas”.

Agostinho Vuma pretende ainda que esses apoios aos países africanos cheguem também através do financiamento para participações das empresas lusófonas em feiras internacionais.

Por fim, Agostinho Vuma agradeceu o facto do presidente cessante, Jorge Correia Santos, ter aceitado continuar a fazer parte da direcção da CAL. Câmara Agrícola Lusófona

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Portugal - Deve ter parcerias com Brasil e Espanha para promover o ensino da língua



O presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua defendeu uma parceria entre Portugal e Espanha para a promoção da língua portuguesa, não só nas zonas fronteiriças, mas também nos países da América Latina.

“Portugal deve ter parcerias com dois países, o Brasil e Espanha, para promover o ensino da língua portuguesa”, afirmou o embaixador Luís Faro Ramos, realçando que com o Brasil trata-se de “dar continuidade a uma parceria já existente”, que já levou ao ensino conjunto do português nas Nações Unidas.

Já no caso de Espanha, o objetivo “é promover o ensino do português nas zonas fronteiriças entre os dois países, mas também nos países da América Latina”, revelou.

O diplomata defendeu as duas parcerias na sua intervenção na sessão de abertura do Seminário sobre Cooperação, Cultura e Língua, organizado pelo Camões.

Em declarações à Lusa, o Presidente do Camões disse que no próximo dia 21 receberá em Lisboa o novo Diretor do Instituto Cervantes e “o assunto será abordado”.

O seminário que O Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. realizou nos dias 7 e 8 de janeiro de 2019, em Lisboa sobre Cooperação, Cultura e Língua, destinava-se a adidos, conselheiros e técnicos setoriais de cooperação para o desenvolvimento, coordenadores de projetos de cooperação bilateral e delegada, adidos e conselheiros culturais, responsáveis de cátedras, leitores e coordenadores de ensino de português no estrangeiro e adjuntos. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Desavergonhado


Estava nas minhas horas de lazer e decidi ver um pouco de televisão, que acontece esporadicamente, quando entra em minha casa, pelo televisor, um senhor sorridente a afirmar que a contratação de enfermeiros tinha sido realizado por um transparente concurso público, tendo sido acautelados os interesses do Estado e dos contribuintes (o meu), e como tal, tinha sido aceite a proposta mais vantajosa.
Veio-me à memória os tempos idos de 1985, quando nos falavam da melhoria salarial que seria a entrada no ano seguinte na CEE, para auferirmos vencimentos condignos, idênticos aos praticados nos futuros parceiros comunitários.
No dia seguinte encontrei um amigo meu, comerciante, do ramo do pronto-a-vestir, que tinha visto um programa com comentadores e políticos a falarem sobre umas certas parcerias, ele não percebeu bem, mas ficou com a ideia que havia uma grande trapaça.
Resolvi explicar-lhe que estava a falar de contratos de parceria público-privadas e para melhor compreender iria criar um cenário, em que ele arranjava uma boa loja, o Estado pagava-lhe as obras, ele apetrechava o espaço com a roupa e quando chegasse o fim da estação, o Estado lhe pagaria as roupas que entretanto não tinha vendido.
Respondeu-me que não havia ninguém que fizesse um contrato assim, e eu sorri, com aquele sorriso que tinha visto num desavergonhado, que tinha entrado sem licença, pela minha casa adentro, através do visor da televisão. Baía da Lusofonia

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Feudalismo

“De facto, nos últimos anos a economia portuguesa tem assistido a um crescimento na criação de monopólios públicos e privados, cujos exemplos paradigmáticos são as parcerias público-privadas nas suas mais diversas formas (rodoviárias, ferroviárias, portuárias e saúde). Nestas parcerias, o privado vê garantida a receita adveniente da exploração desses activos durante algumas dezenas de anos. Em caso de entrada de algum concorrente nas proximidades da área geográfica de influência do actual monopolista, o Estado indemniza a eventual queda de receita. Se a procura descer abaixo de um nível mínimo de rendibilidade, o Estado indemniza a  diferença. Por sua vez, os clientes desses serviços vêem-se forçados a pagar o preço imposto pelo monopolista. No caso da saúde, têm que utilizar o hospital de residência. No caso das autoestradas, ferrovias e portos, são também limitadas as alternativas ou até mesmo inexistentes.” JoãoCarlos Fonseca - Portugal