Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Portugal – Cidade de Lisboa debate clima e segurança no Atlântico antes da COP30 no Brasil

Especialistas de todo o mundo reuniram-se em Lisboa nas vésperas da COP30, para debater forma como as alterações climáticas estão a transformar a segurança no espaço atlântico. O clima deixou de ser apenas um desafio ambiental, é uma questão estratégica de segurança e estabilidade global


Especialistas de todo o mundo reuniram-se em Lisboa este dia 30 de outubro para discutir a ligação entre segurança, defesa e alterações climáticas.

Nas vésperas da COP30, que decorrerá em novembro em Belém do Pará, no Brasil, o Atlantic Centre promoveu um seminário internacional, reforçando a ideia de que a crise climática deve ser tratada não apenas como uma urgência ambiental, mas como uma prioridade estratégica para garantir um Atlântico mais seguro, estável e próspero.

O Atlantic Centre é uma iniciativa portuguesa que promove a cooperação entre países do Atlântico nas áreas da segurança, defesa, governação marítima e desenvolvimento sustentável. Atualmente tem 27 Estados signatários, funcionando como plataforma de diálogo e formação sob a tutela do Ministério da Defesa Nacional.

Clima como nova fronteira da segurança

O coordenador do Atlantic Centre, o contra-almirante Nuno Noronha de Bragança, sublinha que as alterações climáticas tornaram-se parte central dos desafios comuns que atravessam o Atlântico.

Entre os principais fatores de risco, o responsável destaca a desertificação no Sahel, o impacto crescente dos eventos meteorológicos extremos, a migração irregular e as tensões sobre os recursos naturais.

Em entrevista à ONU News a partir de Lisboa, Noronha de Bragança dá alguns exemplos. “Olhamos para as alterações climáticas, naquilo que é o impacto nas megacidades do continente africano que, fruto daquilo que são as alterações climáticas, transportam as pessoas e os jovens para as cidades superpovoadas”.

Infraestruturas vulneráveis e impacto humano

A vulnerabilidade das infraestruturas marítimas e costeiras é um dos pontos de maior preocupação. “Sessenta por cento do produto interno bruto depende de infraestruturas que sofrem com as alterações climáticas”, referiu Noronha de Bragança, recordando episódios de cheias e tempestades recentes na Europa e nas Américas.

O impacto chega também às comunidades dependentes do mar, sobretudo na África Ocidental e nas Caraíbas, onde as alterações nos ecossistemas marinhos afetam a pesca e o sustento das populações, obrigando a uma migração forçada. “Em 2040 teremos 12 milhões de jovens a entrar no mercado de trabalho africano e o impacto da migração irregular numa das rotas mais mortíferas para a Europa que é a rota das Canárias”, referiu.

Cooperação e resposta integrada

O seminário pretendeu destacar a necessidade de respostas coordenadas entre governos, forças armadas, proteção civil, ciência e sociedade civil. Para o contra-almirante, a segurança climática exige uma “abordagem de toda a sociedade”, capaz de responder de forma rápida a catástrofes e construir resiliência coletiva.

“Não há país isolado, não há agência isolada que consiga fazer face a estes desafios comuns. Exige de todos, e desta comunidade atlântica,”, defendeu.

Ciência, governação e tecnologia

Para o Atlantic Centre, o combate às alterações climáticas no Atlântico deve assentar em três pilares fundamentais: ciência, boa governação e tecnologia. “Escutar a ciência, escutar aquilo que é a perspetiva nacional. E, de facto, a perspetiva de segurança e defesa entra nisto”.

Entre os exemplos de cooperação nacional e internacional, destacou o Centro de Dados Oceanográficos Nacional, que reúne informação recolhida por várias instituições portuguesas e internacionais para apoiar políticas públicas e decisões estratégicas.

“É mais fácil inovar na tecnologia do que inovar nas pessoas. Falamos muito, mas é preciso agir”, alertou, sublinhando que a tecnologia, incluindo inteligência artificial e computação quântica, pode ser uma aliada fundamental para antecipar riscos e planear respostas.

Propostas para a COP30

Embora o Atlantic Centre não vá participar diretamente na COP30, há ideias e recomendações que a instituição gostaria de ver debatidas em Belém. Entre elas está a revisão do direito internacional para lidar com a perda de território provocada pela subida do nível do mar, um fenómeno que ameaça a soberania de vários pequenos Estados insulares.

Outra proposta é reforçar o diálogo entre ciência, governação e tecnologia e garantir que o debate global sobre o clima inclua a dimensão de segurança. “Não há país nem agência isolada que consiga responder a estes desafios. É preciso cooperação, diálogo e, sobretudo, ação”, afirmou.

Parceria com as Nações Unidas

O Atlantic Centre tem vindo a reforçar a cooperação com as Nações Unidas e várias das suas agências, num esforço de convergência entre agendas de defesa, clima e segurança. “Temos trabalhado com inúmeras agências externas das Nações Unidas. É fundamental ter sempre presente o princípio da complementaridade”, referiu Noronha de Bragança.

O responsável destacou o papel central das Nações Unidas neste domínio e defendeu uma articulação constante. “A ONU tem um papel importantíssimo e continuará a tê-lo. O Atlantic Centre é mais uma iniciativa que trabalha em consonância com esses mesmos objetivos comuns, apoiando as convenções e tratados internacionais relacionados com o clima e o mar.”

Entre os temas ainda em aberto, Noronha de Bragança lembrou a necessidade de fortalecer a agenda clima-segurança no quadro das Nações Unidas e de integrar esta dimensão em convenções internacionais como a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar ou a nova Convenção para a Proteção do Alto Mar. ONU News – Nações Unidas



quarta-feira, 4 de junho de 2025

Angola - Lançada a 2.ª edição do Prémio Nacional de Ciência e Inovação

Com esta iniciativa, que já vai na sua 2ª edição, o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) quer incentivar a criatividade na busca de soluções para os desafios sociais, económicos e ambientais. O prémio tem, no total, sete categorias


O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) lançou a 2ª edição do Prémio Nacional de Ciência e Inovação 2025 (CTI) com objectivo de incentivar a participação de jovens e de mulheres nas actividades de investigação científica, invenção e inovação tecnológica, estimular e reconhecer a contribuição dos investigadores científicos, inventores e inovadores na ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento sustentável de Angola.

Podem candidatar-se ao prémio particulares, grupos ou instituições, com trabalhos que constituam, na sua área, "um valioso e relevante contributo para o desenvolvimento sustentável de Angola".

As candidaturas vão de 3 de Julho de 2025 a 3 de Agosto de 2025, através do correio pnci25.candidaturas@ciencia.ao. Para pedidos de informações, os candidatos podem utilizar o correio: pnci25.informacoes@ciencia.ao.

Os candidatos devem ser investigadores científicos, inventores e inovadores ou outros actores do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, consoante a natureza do prémio a atribuir.

Já as instituições ou organizações candidatas devem ser aquelas cujo objecto social prevê a realização de actividades de investigação e desenvolvimento, transferência de tecnologia, inovação e empreendedorismo de base tecnológica ou apoiam a sua concretização.

Os prémios de CTI podem ser outorgados na categoria de prémio de investigação científica, prémio de invenção, de promoção da ciência, tecnologia e inovação, de educação e popularização da ciência e prémio carreira científica.

Quanto às áreas ou sectores, estão definidas as ciências exactas, ciências naturais, ciências da engenharia e da tecnologia, ciências médicas e da saúde, ciências agrárias, ciências sociais e humanidades.

Quanto aos princípios para a premiação, os trabalhos devem ser de interesse público, o que significa que os trabalhos a premiar concorrem, para a solução de problemas locais ou nacionais, rigor científico, igualdade de tratamento e o princípio da imparcialidade, o que significa que a avaliação dos trabalhos deve ser isenta e objectiva, devendo evitar-se conflitos de interesse.

Os prémios a atribuir podem contemplar os três melhores classificados de cada uma das categorias previstas e com possibilidade da organização poder abranger mais canditados em função da sua classificação. Já o financiamento dos prémios de CTI deve ser assegurado pelo organizador do respectivo prémio. Alexandre Lourenço – Angola in “Expansão”


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Timor-Leste - Em 2025, a diplomacia quer expandir áreas de atuação na ONU

Dentre as prioridades estão o desenvolvimento sustentável, crescimento económico, finanças públicas, alteração climática e o aumento do nível do mar. O representante permanente nas Nações Unidas ressalta que o país avançou em segurança e estabilidade e vai seguir focando na cooperação com as nações de língua portuguesa

Para Timor-Leste, uma das nações mais jovens do planeta, o ano de 2025 será marcado por uma atuação bastante ativa nas Nações Unidas.

A avaliação é do embaixador do país junto à organização, Dionísio Babo Soares. Ele falou à ONU News sobre as prioridades de Timor este ano na diplomacia internacional.


Foco em desenvolvimento sustentável e alteração climática

“O programas que estamos a preparar, principalmente na Missão, para nos próximos dois ou três anos começarmos a investir mais nas áreas de desenvolvimento sustentável, crescimento económico, programas de debates das finanças públicas e também dar muita atenção à questão que tem a ver com a alteração climática e o “sea level rise”, a subida do nível da água do mar. E para além do desenvolvimento nas áreas que são áreas produtivas e que servem para estimular a economia de Timor, para além do petróleo”.

O embaixador explicou que logo após a restauração da independência em Timor-Leste, em 2002, a nação asiática iniciou uma missão diplomática nas Nações Unidas.

Ele afirmou que o país empenhou-se em retribuir o apoio dado pela ONU durante o período de resistência à ocupação indonésia, de 1975 a 1999, e na realização de um referendo de autodeterminação, que culminou no processo de independência.

Para Babo Soares, esta fase inicial da missão foi um período para consolidar a presença timorense no cenário multilateral, contribuir com as metas da ONU e representar o país nos vários temas de trabalho da organização. ONU News – Nações Unidas


quinta-feira, 4 de julho de 2024

Europa - A falta de comboios diretos na Europa está a levar as pessoas a viajarem de avião, dizem os ativistas

A organização Greenpeace está a pedir mais investimentos nas ferrovias europeias para criar mais rotas ferroviárias diretas e incentivar as pessoas a voar menos


Há seis vezes mais conexões aéreas diretas entre cidades europeias do que conexões ferroviárias diretas, segundo uma nova análise do Greenpeace.

Em várias grandes cidades europeias não há comboios diretos para nenhuma das outras cidades incluídas no estudo.

Existem muito mais rotas de voos diretos do que rotas de comboio na Europa

Os ativistas analisaram 990 rotas entre 45 grandes cidades europeias e descobriram que 114 rotas (12 por cento) são servidas por conexões ferroviárias diretas. Há outras 305 rotas (31 por cento) onde uma conexão direta seria possível usando as linhas existentes, mas o percurso não é usado atualmente.

Por outro lado, 69 por cento das 990 rotas são servidas por voos diretos. O Greenpeace alega que isso encoraja as pessoas a voar em vez de tomar o comboio.

“Durante anos, a Europa estendeu o tapete vermelho para as viagens aéreas prejudiciais ao clima, cobrindo-as com isenções fiscais, enquanto os comboios e a infraestrutura ferroviária definharam”, diz Herwig Schuster, um ativista de transportes do Greenpeace na Europa Central e Oriental.

Onde na Europa é mais fácil apanhar um comboio direto?

O Greenpeace afirma que nenhuma das cidades analisadas está a explorar totalmente o seu potencial de conexões ferroviárias diretas.

Viena ficou em primeiro lugar como a cidade com mais conexões ferroviárias diretas, com 17. Munique ficou em segundo lugar, com 15 conexões, e Berlim, Zurique e Paris completaram as cinco primeiras com 13 conexões cada.

No outro extremo da escala, há seis cidades que não têm conexões ferroviárias diretas com nenhuma das outras cidades analisadas: Atenas, Lisboa, Pristina, Sarajevo, Skopje e Tallinn.

Como as ferrovias da Europa podem ser melhoradas?

Numa entrevista à Euronews no mês passado, o Dr. Alberto Mazzola, diretor executivo da Comunidade Europeia de Empresas Ferroviárias e de Infraestrutura (CER), um grupo de defesa que representa as empresas ferroviárias europeias, enfatizou a importância da duração da viagem para os passageiros.

“Se a viagem durar 18 horas, muito poucos pegarão o comboio, mesmo que consigamos vender a passagem”, diz ele.

“Para resolver isso, gostaríamos de conectar todas as capitais e grandes cidades europeias por comboio de alta velocidade”, acrescenta.

Mazzola está a pressionar a UE a fornecer mais financiamento para infraestrutura para criar essas ligações.

Um relatório da Comissão Europeia descobriu que o número total de serviços transfronteiriços de passageiros de longa distância na UE permaneceu o mesmo de 2001 a 2019 e, no geral, eles representam apenas cerca de sete por cento das viagens de comboio na Europa.

Enquanto isso, o número total de comboios noturnos de passageiros na Europa caiu de 1257 por semana em 2001 para 445 em 2019, embora algumas linhas tenham sido reintroduzidas desde 2019, como Bruxelas-Praga.

Para aumentar esses números e incentivar mais pessoas a apanhar comboios, o Greenpeace está a pedir aos governos nacionais e à UE que apoiem o desenvolvimento de serviços ferroviários diretos por meio de investimentos em infraestrutura, melhor cooperação entre empresas ferroviárias e obrigatoriedade de comboios diretos onde eles ainda não são comercialmente viáveis.

“É hora de os governos europeus e a UE corrigirem esse desequilíbrio histórico”, diz Schuster.

“Os europeus merecem ter acesso a transportes públicos limpos, eficientes, confortáveis ​​e acessíveis que sejam bons para eles e para o planeta.” Euronews.green

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Fundação Calouste Gulbenkian - Planeta A nomeado para os conceituados Prix Europa

A série documental coproduzida pela Fundação Calouste Gulbenkian e a RTP, dedicada ao Desenvolvimento Sustentável, foi nomeado para o Prix Europa na categoria “Documentário televisivo”


Dividida em nove episódios, a série debruça-se sobre o desafio da sustentabilidade e explora as soluções que, a nível local e global, estão a ser postas em prática para combater os problemas que se colocam a toda a Humanidade.

O ator João Reis é o narrador da série, que conta ainda com a participação de cientistas, investigadores e pessoas e organizações que, localmente, já estão a produzir mudanças. Cada episódio aborda um tema específico: Ep.1 Alterações Climáticas, Ep.2 instituições Democráticas, Ep.3 Produção e Consumo, Ep.4 Pobreza e Desigualdade, Ep.5 Cidades Sustentáveis, Ep.6 Oceano, Ep.7 Educação, Ep.8 Inovação, Infraestruturas e Comunicação e Ep.9 Água, todos disponíveis no nosso website.

A esta edição do Prix Europa candidataram-se 606 produções, de 255 órgãos de comunicação social, dos quais foram selecionados 187, oriundos de 28 países. A série documental Planeta A concorre com 20 outros candidatos, sendo a única produção portuguesa na categoria “Documentário televisivo”.

O Prix Europa foi criado pelo Parlamento Europeu, a Comissão Europeia e a European Cultural Foundation, em 1987, e tem desde então premiado o que de melhor se faz na Europa no campo da televisão, da rádio e do digital. Os prémios Prix Europa 2022 serão entregues entre 23 e 29 de outubro, em Potsdam.

Veja ou reveja a série de nove episódios que aborda o desafio da sustentabilidade e explora algumas soluções inovadoras que estão a ser postas em prática, a nível local e global. Fundação Calouste Gulbenkian - Portugal


quinta-feira, 9 de junho de 2022

Portugal – Universidade do Porto recebe cátedra da UNESCO para o estudo dos Oceanos

A Universidade do Porto acaba de ver aprovada a atribuição de uma cátedra da UNESCO dedicada à investigação e à literacia dos Oceanos, resultado de uma candidatura liderada por investigadores do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da U.Porto (CIIMAR-UP).

Com a atribuição da UNESCO Chair “Ocean Expert – Science Education of Children for Ocean Stewardship: in Support of the Sustainable Ocean Economy”, a U.Porto terá a responsabilidade de promover um sistema integrado de investigação, formação, informação e documentação sobre educação em ciências do Oceano, literacia dos Oceanos e economia sustentável dos recursos marinhos, que beneficie a colaboração entre os investigadores e docentes de universidades portuguesas e instituições da Europa, África, Ásia e Pacífico.

Incluída no University Twinning and Networking Programme (UNITWIN) da UNESCO, a cátedra “Ocean Expert” tem entre os seus objetivos o desenvolvimento de uma rede de cooperação com países do Hemisfério Sul, atuando como um ponto de ligação entre governos, empresas e organizações não governamentais para a área das Ciências dos Oceanos.

De facto, o objetivo primordial desta cátedra será colmatar as falhas críticas na Ciência dos Oceanos, da sua governação e das práticas para enfrentar desafios na implementação das metas da Década das Ciências dos Oceanos para o Desenvolvimento Sustentável, através de projetos de investigação inovadores e novas áreas de investigação.

Outro objetivo passa por envolver a sociedade civil, promovendo a sua educação e formação no domínio das Ciências dos Oceanos. Nesse sentido, será dada especial atenção aos grupos desfavorecidos a nível nacional e regional, privilegiando-se igualmente o recurso a plataformas de ensino à distância.


A pensar nas “gerações futuras”

A cátedra “Ocean Expert” será coordenada por Laura Guimarães, coordenadora do grupo de investigação em Toxicologia Ambiental Marinha e Costeira do CIIMAR e docente da Faculdade de Ciências da U.Porto FCUP).

O CIIMAR será, de resto, a instituição executiva do projeto, em resultado de “um trabalho que tem vindo a ser desenvolvido há vários anos na Universidade” nos domínios da ciência do oceano, educação para o oceano e a sua sustentabilidade. Entre as iniciativas implementadas incluem-se “atividades de investigação sobre a educação de temas do Oceano, o desenvolvimento de recursos e formação avançada para os professores do ensino básico e secundário e outros educadores e várias ações de divulgação realizadas com o intuito de fazer compreender a importância do oceano para a sustentabilidade da vida na terra, para as nossas vidas, e a nossa influência sobre o oceano”.

Para Laura Guimarães, a atribuição da nova cátedra à U.Porto é por isso “especial”, mas também uma oportunidade de fazer a diferença numa área premente. “Temos de ser capazes de beneficiar destes recursos preservando-os para as gerações futuras, mas também temos de perceber o nosso impacto nesse mesmo oceano”, afirma.

Apoios de peso

Para além do CIIMAR, a nova cátedra conta com o apoio do Ministério do Mar de Portugal, Ministério das Pescas e do Mar de Angola, APDL – Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, Câmara Municipal de Gaia, Câmara Municipal de Vila do Conde, Câmara Municipal de Viana do Castelo, Câmara Municipal de Angra do Heroísmo e da Biblioteca Pública e Arquivo Regional, Açores.

Entre os parceiros da cátedra contam-se ainda as faculdades de Ciências e de Letras da U.Porto, o Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), o INESC-TEC, a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), a Direção Geral da Política do Mar e internacionais, a Casa das Ciências, a Rede Nacional de Escolas Associadas da UNESCO, YScience, ou o teatro de marionetas Historioscopio.

A 15.ª Cátedra UNESCO em Portugal. A primeira dedicada à Ciência dos Oceanos

Lançado em 1992, o Programa de Cátedras UNESCO uniTwin promove a cooperação e interligação entre universidades a nível internacional, com o objetivo de reforçar as capacidades institucionais através da partilha de conhecimento e do trabalho colaborativo. A Rede uniTwin (University Twinning and Networking Programme) reúne atualmente mais de 700 instituições de 114 países.

Em Portugal, existem 15 cátedras UNESCO ativas. Para além da Cátedra “Ocean Expert”, a U.Porto acolhe ainda a Cátedra “Património, Cidades e Paisagens. Gestão sustentável, Conservação, Planeamento e Projeto”, coordenada pela Faculdade de Arquitetura (FAUP) e a Cátedra “Vida na Terra”, coordenada pelo Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da U.Porto (CIBIO-InBIO). In “Universidade do Porto” - Portugal


sexta-feira, 28 de maio de 2021

Moçambique - Vice-chefe da ONU lidera mobilização internacional em favor do país

Amina Mohammed junta-se a personalidades regionais e internacionais numa visita virtual para aumentar a mobilização de mulheres, incentivar a liderança feminina e promover o desenvolvimento sustentável no país africano de língua portuguesa


A subsecretária-geral da ONU junta-se a líderes femininas e organizações internacionais numa missão de solidariedade a Moçambique. 

A meta é envolver o grupo no enfrentar da crise e mobilizar mais apoio humanitário para o norte da nação, que enfrenta um conflito humanitário com a violência entre grupos extremistas e forças militares do país.

Progressos 

Na visita virtual de alto nível desta quinta-feira, Amina Mohammed reuniu-se com personalidades regionais e da Rede de Mulheres Líderes Africanas.

As Nações Unidas apoiam a maior mobilização feminina, o reforço da liderança e da representação do grupo para promover progressos e a implementação de respostas inclusivas e sustentáveis. A violência na província de Cabo Delgado teve início em 2017. 

No evento foram apresentadas mensagens de solidariedade das ex-presidentes do Malawi, Joyce Banda, da República Centro-Africana, Catherine Samba-Pandza e das Maurícias, Ameena Gurib-Fakim.

A ativista social moçambicana Graça Machel, antiga primeira-dama de Moçambique, uniu-se à antiga primeira-ministra Luísa Diogo na sessão com Mohammed.

Mais de 714 mil pessoas, a maioria mulheres e jovens, foram obrigadas a deixar as suas casas devido às ações de terroristas e extremistas em Cabo Delgado.


Subsistência 

Segundo o governo moçambicano, os extremistas praticam violações dos direitos humanos incluindo violência sexual e de género.

Milhares de crianças foram obrigadas a abandonar a escola e a crise humanitária ameaça os meios de subsistência das comunidades. 

Um dos maiores receios é que a situação afete mais jovens e prolongue a crise.

Em 24 de março, terroristas atacaram a vila de Palma, ao norte da capital de Cabo Delgado forçando dezenas de milhares a fugirem das suas casas.

A Comissão Económica para África, ECA, destaca a queda do rendimento per capita em 2019 para US$ 504 em Moçambique após a passagem dos poderosos ciclones Idai e Kenneth pelo país. 

Em 2020, o país prevê que haja uma queda de rendimento de 3,4% devido à pandemia. A Covid-19 empurrou mais 850 mil pessoas para a pobreza, aumentando a taxa nacional para 63,7% da população moçambicana. ONU News – Nações Unidas




sábado, 14 de setembro de 2019

Nações Unidas – Assembleia Geral aprova resolução sobre cooperação com a CPLP

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou no dia 12 deste mês, por aclamação, uma resolução sobre cooperação com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)



O documento foi apresentado por 17 países. Além dos Estados-membros da CPLP, nações como Espanha, França ou Venezuela foram consignatárias da proposta.

A resolução foi apresentada pelo representante permanente de Cabo Verde junto da ONU, José Luís Rocha.

O embaixador sublinhou a importância desta iniciativa e explicou que esta “é um reafirmar da importância da cooperação regional, ao abrigo do capítulo 8º da Carta das Nações Unidas, através da qual as Nações Unidas estabelecem relações com organizações regionais com os mesmos objetivos, neste caso estamos a falar dos direitos humanos, do desenvolvimento sustentável, da erradicação da pobreza, da paz.”

No seu discurso na ONU, o José Luís Rocha lembrou que a CPLP oficializou sua relação com a ONU há 20 anos, quando a Assembleia Geral aprovou seu estatuto de observador em 18 de novembro de 1999.

Objetivos

O representante de Cabo Verde, país que detém atualmente a presidência da CPLP, afirmou que “o português contribui bastante para o reforço do multilinguismo à escala mundial, um tema acolhido pelas Nações Unidas.”

Na resolução, os Estados-membros reconhecem a relevância da língua portuguesa nas relações internacionais, dizendo que “unifica mais de 278 milhões de pessoas em nove países e quatro continentes.”

O documento destaca o compromisso da CPLP em resolver questões universais como segurança alimentar, promoção e proteção dos direitos humanos e igualdade de género.

A resolução lembra igualmente a 12ª Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Portuguesa, que aconteceu em Santa Maria, Cabo Verde, em julho do ano passado. O tema do evento foi “O povo, a cultura e os oceanos”.

Durante o encontro, a CPLP deu o estatuto de observador a oito novos países e instituições, como Andorra, Argentina, Chile, França, Itália, Luxemburgo, Sérvia, Reino Unido e Organização dos Estados Ibero-americanos de Educação, Ciência e Cultura.

Alterações climáticas

A resolução reconhece “o impacto de eventos climáticos extremos e a importância da assistência humanitária prestada recentemente a países da comunidade”. O texto dá o exemplo de Moçambique, que foi afetado por dois ciclones no início do ano, e Cabo Verde, que está a ser fustigado por secas extremas.

Quanto a esta temática, o documento “enfatiza a necessidade de uma abordagem articulada e multidisciplinar em resposta a esses fenómenos, a fim de fortalecer as capacidades nacionais e abordar as suas consequências de maneira rápida e eficaz.”

Paz e segurança

Em relação à cooperação na área da construção e manutenção da paz, a resolução destaca que é importante “aumentar sinergias e garantir a coerência e complementaridade desses esforços.”

Sobre a Guiné-Bissau, defende que é necessário “continuar a tomar medidas concretas em direção à paz, segurança e estabilidade política”, segundo o Acordo de Conacri, assinado em 14 de outubro de 2016.

O documento enfatiza igualmente o “apoio contínuo da comunidade internacional” àquele país.

Segundo a resolução, o Escritório Integrado de Construção da Paz das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Uniogbis, tem tido um papel importante na promoção do diálogo, na consolidação da ordem constitucional, na implementação de reformas e no combate ao narcotráfico e à impunidade. In “Revista Port. Com” - Portugal

terça-feira, 8 de maio de 2018

Conferência "Apresentação do Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável de Cabo Verde 2017-2021"

A UCCLA vai ser palco, no dia 10 de maio, às 17 horas, da Conferência "Apresentação do Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável de Cabo Verde 2017-2021" com o Vice-Ministro e Ministro das Finanças de Cabo Verde, Olavo Correia.

O Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável de Cabo Verde é o instrumento que fixa metas desafiantes para o período 2017-2021, assente em 4 objetivos estruturantes: fazer de Cabo Verde uma economia de circulação no Atlântico Médio; garantir a sustentabilidade económica e ambiental; assegurar a inclusão social e a redução das desigualdades e assimetrias sociais e regionais; reforçar a soberania, valorizando a democracia e orientando a diplomacia para os desafios do desenvolvimento do país.

Programa:

17h00 - Receção aos convidados
17h15 - Boas-Vindas pelo Secretário-Geral da UCCLA, Vitor Ramalho
17h30 - “Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável de Cabo Verde 2017 - 2021” - Vice-Ministro e Ministro das Finanças de Cabo Verde, Olavo Correia
Moderador: Professor da Universidade de Economia e Gestão, João Estevão
18h50 - Encerramento - Embaixador de Cabo Verde em Portugal e Representante Permanente junto à CPLP, Eurico Monteiro

Agradece-se confirmação de presença para o email:


Morada:

Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém
Comboio: Estação de Belém
Elétrico: 15E - Altinho
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W