Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 4 de junho de 2025

Angola - Lançada a 2.ª edição do Prémio Nacional de Ciência e Inovação

Com esta iniciativa, que já vai na sua 2ª edição, o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) quer incentivar a criatividade na busca de soluções para os desafios sociais, económicos e ambientais. O prémio tem, no total, sete categorias


O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) lançou a 2ª edição do Prémio Nacional de Ciência e Inovação 2025 (CTI) com objectivo de incentivar a participação de jovens e de mulheres nas actividades de investigação científica, invenção e inovação tecnológica, estimular e reconhecer a contribuição dos investigadores científicos, inventores e inovadores na ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento sustentável de Angola.

Podem candidatar-se ao prémio particulares, grupos ou instituições, com trabalhos que constituam, na sua área, "um valioso e relevante contributo para o desenvolvimento sustentável de Angola".

As candidaturas vão de 3 de Julho de 2025 a 3 de Agosto de 2025, através do correio pnci25.candidaturas@ciencia.ao. Para pedidos de informações, os candidatos podem utilizar o correio: pnci25.informacoes@ciencia.ao.

Os candidatos devem ser investigadores científicos, inventores e inovadores ou outros actores do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, consoante a natureza do prémio a atribuir.

Já as instituições ou organizações candidatas devem ser aquelas cujo objecto social prevê a realização de actividades de investigação e desenvolvimento, transferência de tecnologia, inovação e empreendedorismo de base tecnológica ou apoiam a sua concretização.

Os prémios de CTI podem ser outorgados na categoria de prémio de investigação científica, prémio de invenção, de promoção da ciência, tecnologia e inovação, de educação e popularização da ciência e prémio carreira científica.

Quanto às áreas ou sectores, estão definidas as ciências exactas, ciências naturais, ciências da engenharia e da tecnologia, ciências médicas e da saúde, ciências agrárias, ciências sociais e humanidades.

Quanto aos princípios para a premiação, os trabalhos devem ser de interesse público, o que significa que os trabalhos a premiar concorrem, para a solução de problemas locais ou nacionais, rigor científico, igualdade de tratamento e o princípio da imparcialidade, o que significa que a avaliação dos trabalhos deve ser isenta e objectiva, devendo evitar-se conflitos de interesse.

Os prémios a atribuir podem contemplar os três melhores classificados de cada uma das categorias previstas e com possibilidade da organização poder abranger mais canditados em função da sua classificação. Já o financiamento dos prémios de CTI deve ser assegurado pelo organizador do respectivo prémio. Alexandre Lourenço – Angola in “Expansão”


domingo, 24 de novembro de 2024

Portugal – Cerimónia de entrega do “Prémio Mário Ruivo - Gerações Oceânicas”

Realizou-se na passada semana na Cinemateca Nacional a cerimónia de entrega do “Prémio Mário Ruivo - Gerações Oceânicas”, assinalando o Dia Nacional do Mar.

No âmbito da quarta edição da iniciativa que procura sensibilizar a sociedade para a importância do oceano como sistema de suporte de vida no planeta, assim como homenagear Mário Ruivo, pioneiro na defesa do oceano e no lançamento das temáticas ambientais em Portugal, foram recebidas 44 candidaturas nas categorias “Mensagem”, “Criatividade”, “Cultura Científica” e “Futuro”.

Subordinados ao tema “O Oceano e as Alterações Climáticas”, os trabalhos premiados estão já disponíveis em www.premiomarioruivo.pt, tendo o júri optado por eleger dois vencedores por categoria.

O “Prémio Mário Ruivo - Gerações Oceânicas” é uma iniciativa da responsabilidade da Comissão Organizadora do Prémio (COP), coordenada pela Direção-Geral de Política do Mar (DGPM), que integra o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), a Cinemateca Portuguesa, a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), a Direção-Geral de Educação (DGE) e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Instituto Português do Mar e da Atmosfera - Portugal


terça-feira, 3 de outubro de 2023

Goa - Tarushee Mehra: estimular a criatividade nas crianças e adultos

Tarushee Mehra é ilustradora, designer e educadora com experiência em planeamento e criação de conteúdo para diversas organizações com foco na arte, educação, desenvolvimento intelectual e bem-estar mental. Ela trabalhou com ONG como Sakshi.org, Saathi Haath Badhaana e Mithra Trust, com o objetivo de despertar a imaginação e a criatividade no público mais jovem.


Mehra também trabalhou com crianças, escolas e estudantes universitários como contadora de histórias de artefactos de museu e educadora artístico. Ela frequentemente concentra-se em temas e ideias para contar histórias por meio de workshops, permitindo aos participantes desenhar, rabiscar, pintar e criar colagens com mídia mista.

Atualmente radicada no sul de Goa, Mehra é apaixonado por criar espaços de expressão e melhorar a aprendizagem.

Para Tarushee, a arte é uma saída poderosa para a percepção e criatividade individual, oferecendo vários meios para adultos e crianças. Acende a criatividade, permite a apreciação de nuances e aprimora a percepção.

Incentivar as pessoas de todas as idades a explorar a arte pode trazer alegria e magia. Ela fala sobre a sua inspiração por trás do seu trabalho. “Os educadores da minha família e do meu local de trabalho são a fonte de inspiração pessoal e orientação na minha jornada como educadora criativa. Além disso, as áreas relacionadas de liderança, treinamento, educação, pesquisa e inovação constituem as inúmeras pedras de toque dos requisitos essenciais de proficiência”, diz ela.

Continua: “Estou inclinada a trabalhar com iniciativas que procurem integrar o design como ergonomia inerente e aprimoramento para pessoas de todas as esferas da vida”.

A arte em oficinas é inspiradora, pois integra vários tópicos e promove a aprendizagem não apenas para Tarushee, mas também para as crianças para quem ela projeta essas oficinas.

Ela diz: “As inúmeras formas de expressão através de campanhas de mídia social, websites, iniciativas de design digital, exposições públicas e workshops necessariamente me inspiram a evoluir constantemente como uma entidade criativa”.

Tarushee considera a arte como a expressão de ideias e imaginação significativas, muitas vezes nascidas do desejo de criar algo de novo. Pode ser considerado perfeito se capta e emula as imperfeições da vida, embora a apreciação das suas nuances possa variar.

Falando sobre os meios com os quais trabalha, ela diz: “A minha preferência sempre será a caneta e tinta e mídia tradicional. Também crio trabalhos em aquarela sobre papel e ilustrações digitais em mesa digitalizadora. Esboços rápidos, anotações e anotações de esboços são maneiras pelas quais tenho conseguido comunicar-me de maneira eficaz com os clientes nos estágios iniciais de qualquer projeto. Na minha prática, registar um diário com papel de rascunho, recortes de revistas e usar pastéis com desenhos de caneta e tinta é o meu lugar feliz!”

Tarushee fala sobre a sua prática artística pessoal, que envolve manter sempre um pequeno diário, ferramentas essenciais e um caderno de desenho.

Inspirada nos esboços e pinturas de Abhimanyu Ghumiray, ela considera esta prática agradável e livre de stresse. Ela também menciona os benefícios de desafios diários como o Inktober e o desafio 100 Dias de Sketching, que ajudam os artistas a manterem-se motivados e conectados a uma comunidade de apoio.

Ela acrescenta ainda: “O meu suposto ritual é ler e escrever muito e guardar partes da minha viagem, como canhotos de passagens e fotografias que me ajudam a manter-me inspirada. Também faço anotações nos meus diários com notas de workshops e trechos de conversas com amigos. Algo que estou a tentar fazer mais é tornar reais (e não enrolar) as ideias que vêm à minha cabeça com a maior frequência possível. Não deixe que essa ideia seja um “poderia ter sido” ou um “teria sido”! Vá lá e faça a coisa!

Tarushee sente que criar para si mesmo e ajudar os outros a criar são experiências diferentes. Planear atividades com crianças envolve definir objetivos e envolvê-las em atividades criativas com ferramentas básicas como lápis e papel.

O seu objetivo ao ensinar arte para crianças é fornecer conhecimento sobre ferramentas como pincéis e tintas e ajudá-las a explorar e aplicar a sua jornada criativa, garantindo ao mesmo tempo uma experiência divertida e envolvente.

Tarushee sentir-se-ia perdida sem a habilidade de desenhar, pintar, criar e fazer.

Ela diz: “É uma forma de expressar os meus pensamentos e emoções mais íntimas, enquanto melhora a minha compreensão de pessoas, lugares e eventos. Criei uma personagem não binária chamada Chalchal em 2019, que me fornece uma maneira de me expressar como personagem na minha jornada de aprendizagem.”

“É uma pessoa curiosa, entusiasmada e ávida, sensível e gentil nas suas interações com o mundo. Eu gostaria de pensar que tal pessoa também atrairia as crianças! Chalchal começou num caderno enquanto pensava em voz alta e finalmente ganhou forma enquanto desenvolvia a ideia como uma série ilustrativa!” Ela explica.

Como uma pessoa criativa, Tarushee descobre que o seu maior desafio é apenas começar uma obra de arte. Ela quase não teve dificuldade em instruir crianças.

Ela diz: “As crianças são realmente muito interativas! O envolvimento com crianças mais novas definitivamente precisa de ser orientado e estruturado, com bastante espaço para improvisar e expandir o envelope convencional.”

Se Tarushee não pinta ou ensina arte, ela trabalha como freelancer, como criadora de conteúdo e aceita projetos para iniciativas digitais personalizadas.

Tarushee está animada para trabalhar no espaço de arte e educação do Museu de Arte Cristã de Velha Goa, com foco no programa “Kids at MoCA”, que inclui caminhadas com curadoria, atividades práticas e intercâmbios interativos.

Tarushee incentiva artistas autodidatas ou aqueles que estudam ou pensam em mudar de profissão. Ela diz: “Eu encorajaria todos a darem o salto de fé! Eu não estaria onde estou sem o apoio dos mentores que conheci na minha jornada profissional e durante a minha formação.”

“Não existe um caminho único para explorar e se equipar para o tipo de trabalho que deseja fazer. Ajuda imaginar o tipo de espaço onde sente que pode contribuir mais e as etapas necessárias para chegar lá”, finaliza.

Fazer arte é uma jornada pessoal, seja para portfólios pessoais, projetos autofinanciados, voluntariado ou inscrição numa instituição, mas também fomenta a comunidade.

Tarushee disse: “Procure oportunidades em livrarias, museus e centros comunitários locais e pergunte como você pode contribuir. As oportunidades também podem surgir em espaços online. Fale sobre o seu trabalho para qualquer pessoa disposta a ouvir e encontrar o seu pessoal. Explore exposições na sua área. Por último, mas não menos importante, documente extensivamente o seu trabalho. Da concepção ao produto final, o que torna um artista único é a forma como pensa e a motivação com que consegue criar.” Padre Carlos Luís – Goa in “Gomantak Times”


domingo, 5 de dezembro de 2021

Lusofonia – Ramos-Horta sugere uma televisão online para jovens conheceram melhor os países de língua portuguesa

O Nobel da Paz José Ramos-Horta antecipou que a CPLP não vai ter uma grande dimensão económica e sugeriu a criação de uma televisão ‘online’ da lusofonia para os jovens dos nove Estados-membros se conhecerem melhor

Ramos-Horta falava numa entrevista gravada e exibida por vídeo no V Congresso da SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, que decorre desde sexta-feira e até domingo em Carcavelos, concelho de Cascais

Questionado, num painel sobre o futuro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), sobre a intenção da presidência rotativa angolana da organização lusófona de intensificar a sua componente económica, Ramos-Horta lembrou que a dimensão económica da CPLP é defendida há muito, mas “a realidade entretanto impõe-se: a CPLP não vai ter uma grande dimensão económica”.

O ex-Presidente timorense lembrou que mesmo Portugal, que tem uma presença diplomática forte em Timor-Leste e que tem relações fraternas profundas com Díli, “não tem um grande investimento” no país.

Para Ramos-Horta, a integração económica dos países da CPLP deve ser nos seus mercados regionais.

“Sentimentalismos à parte, cultura e romantismos à parte, cada um de nós tem de se habituar à sua região, como Portugal faz na União Europeia”, disse, lembrando que Timor-Leste se prepara para aderir à Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), um mercado económico de 700 milhões de pessoas e com um PIB conjunto de quase três biliões de dólares.

O ex-chefe de Estado defendeu por outro lado que a CPLP não deve copiar as organizações regionais, como a União Europeia ou a União Africana.

“A CPLP praticamente replica a organização das organizações regionais, com reuniões ministeriais de ministros de defesa, do turismo, comandantes da polícia. Francamente para quê? Eu não me importo. Se me convidarem para uma reunião de ministros de turismo na Foz de Iguaçu, no Brasil, eu alegremente vou (…), mas não pode ser”, disse, motivando gargalhadas na audiência.

Para o Nobel da Paz, a organização lusófona deve concentrar-se primeiro no esforço da expansão da língua portuguesa, no enraizamento da língua portuguesa, mas também na área da educação, da saúde publica, na área da investigação médica, na área das vacinas.

E para fazer isso “é preciso criatividade”, afirmou, sugerindo a criação de “uma televisão ‘online’ para jovens”.

“Os jovens dos países da CPLP, quando chega a hora de um programa CPLP, eles sentem curiosidade e vão para o seu ‘tablet’ ou celular e vão fazer um clique para ver o programa, para ver como vivem os povos nas aldeias em Moçambique ou os sertanejos lá no Brasil ou nas aldeias de Timor”, afirmou.

“Se for ao Brasil, quantos brasileiros sabem o que é a CPLP ou ouviram falar sequer de Timor-Leste”, questionou.

Para Ramos-Horta, a melhor forma de unir os povos lusófonos é aumentar o conhecimento que têm uns dos outros, e essa televisão ‘online’, que o entrevistador comparou a uma ‘netflix lusófona’, seria a resposta.

“É preciso unir primeiro todas essas comunidades através da nossa inteligência e criatividade, fazendo uso das tecnologias da comunicação do século 21, não é através de reuniões de burocratas de ministros de turismo ou da defesa”, concluiu.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os nove Estados-membros da CPLP, que este ano celebrou o seu 25.º aniversário, contando já com 32 países e organizações como observadores associados. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Macau - Celebrar Pessanha, a poesia e a criatividade

O edifício do Antigo Tribunal vai ser palco, no início de Setembro, de um evento que reúne conferências, exposições e lançamentos de livros em celebração dos 150 anos do nascimento de Camilo Pessanha. Carlos Morais José, o organizador, pretende que o evento se paute por uma componente “literária e artística”, não apenas para celebrar o “mais ilustre português que passou por Macau” mas também para fomentar novos talentos



O Edifício do Antigo Tribunal será palco do evento “Camilo Pessanha – 150 anos”, uma comemoração do escritor português que viveu e morreu em Macau. “A opção aqui foi fazer uma celebração com uma componente mais literária e artística, portanto, menos académica, até porque vai haver um congresso sobre Camilo Pessanha organizado pelo Instituto Politécnico de Macau que vai focar-se nessa componente”, explicou Carlos Morais José, director do jornal Hoje Macau, organizador do evento, ao Jornal Tribuna de Macau.

Para tal, foram convidados escritores e artistas plásticos. “Vêm escritores como Amélia Vieira, António Cabrita, Paulo José Miranda, Valério Romão, António de Castro Caeiro, António Falcão e Pedro Barreiros”, indicou o mesmo responsável, frisando que todos abordarão questões diferentes relacionadas com o autor em destaque.

Além disso, serão lançadas várias obras. “Vamos começar no dia 31, no Consulado-geral de Portugal, com o lançamento de uma nova edição da “Clepsidra” de Camilo Pessanha, em português e, no dia seguinte, dia 1, vamos ter o lançamento da “Clepsidra”, em chinês, já no Antigo Tribunal”, explicou Carlos Morais José. “Depois vamos lançar mais livros que são “O Exorcismo”, de José Drummond, “Abril”, de Amélia Vieira e “Karadeniz - Entrevista com um Assassino”, de Paulo José Miranda”.

“Estas pessoas vêm cá e entendo que ao celebrarmos Camilo Pessanha devemos também celebrar a poesia e a criatividade e não estarmos só a falar do passado porque também interessa que as celebrações sejam um pretexto para a erupção de novos talentos e novos livros”. “Interessa-me não só falar de Camilo Pessanha mas que ele seja uma inspiração para hoje em vez de ser remetido para o passado”, defendeu o organizador indicando que será ainda lançada uma nova obra de Rui Cascais intitulada “Returning Home Dirty With Light” e o livro “Morri”, de António Falcão.

Apesar de se afastar do campo académico, a iniciativa inclui conferências que “são sobretudo sobre poesia e literatura”. “As pessoas não se vão cingir a Camilo Pessanha, vão ultrapassar isso e vamos falar da questão da literatura hoje”, sublinhou Carlos Morais José.

Por outro lado, o evento inclui várias exposições. “Existe uma exposição colectiva de artes plásticas” subordinada ao tema “Pessanha – A última fronteira” e haverá uma mostra de fotografia de António Falcão que se chama “Cleptocronos”, além de uma mostra no Instituto Português do Oriente também subordinada ao escritor, que vem do Camões – Instituto de Cooperação e Língua, em Portugal.

O evento inclui ainda uma visita à campa do autor. “No dia 7 [de Setembro], exactamente data do aniversário de Camilo Pessanha, vamos fazer uma romagem ao Cemitério pela manhã, seguida de um almoço com a família sobrevivente de Camilo Pessanha, com o apoio da Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC) porque eles são sócios”.

No mesmo dia decorre a sessão de encerramento, às 18:30, no Antigo Tribunal, e um jantar de gala na Residência Consular.

No campo artístico, está ainda a ser preparada uma exposição chamada “Macau no tempo de Camilo Pessanha:1894 – 1926”, com o apoio e patrocínio da Associação de Promoção da Instrução dos Macaenses. Por outro lado, o Largo do Senado, o Jardim Triangular e o Albergue da Santa Casa da Misericórdia vão ser a “casa” de três esculturas assinadas por Carlos Marreiros.

A integração de outros tipos de arte além da literatura no evento dedicado a Camilo Pessanha faz sentido, entende Carlos Morais José, quanto mais não seja porque “a literatura e a pintura sempre estiveram juntas”. “Existe um manancial de obras de Pessanha que têm inspirado bastantes artistas. A literatura e a pintura são muito próximas”, frisou o organizador.

Além disso, a vinda de mais artistas dá “uma dimensão maior às próprias celebrações porque Camilo Pessanha merece que se faça isto”. “Enquanto cidadãos de Macau temos algum dever de lembrar estas figuras que nos antecederam e Camilo Pessanha é talvez o mais ilustre português que alguma vez passou por Macau”, defendeu Carlos Morais José. Inês Almeida – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

Sobre o evento “Camilo Pessanha – 150 anos” poderá aceder a mais informação no jornal Hoje Macau