Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Brasil – População acredita que economia verde trará novos empregos

Pesquisa da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial e Nexus aponta poio da população à economia verde


A tão debatida transição para uma economia sustentável – ou verde – tem amplo apoio da população brasileira, que confia nesta mudança e crê que haverá geração de novos postos de trabalho. Para 75% – ou 3 em cada 4 pessoas –, esta transformação vai gerar novos empregos. Para a maioria desses entrevistados (54%), haverá o surgimento de “muitos empregos”, sendo que 21% esperam “poucos novos empregos”.

A pesquisa feita pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e pela Nexus também mostra quem não acredita que a transição para a economia sustentável promoverá novas oportunidades de trabalho. Para apenas 16%, a mudança pode piorar a oferta de empregos. Desses, 9% disseram que a geração de trabalho vai diminuir, 5% acreditam que “diminuirá muito” e, para 2%, vai acabar.

O estudo mostra ainda que a crença na ampliação da oferta de empregos aumenta quando a renda do entrevistado é maior. Nessa categoria estão 78% dos entrevistados que ganham acima de cinco salários mínimos. Também se encaixam aí 78% daqueles que recebem entre 2 e 5 salários mínimos. Aliás, o mesmo vale para 76% dos que recebem entre 1 e 2 salários mínimos. Já entre quem ganha até 1 salário mínimo, 67% apostam no aumento da oferta de empregos a partir de uma economia sustentável.

Assim, a pesquisa exibe ainda dados ligados à escolaridade dos entrevistados em relação à transição econômica. Entre aqueles que têm ensino superior completo, 79% pensam que uma economia sustentável será benéfica para a criação de empregos. Já entre quem tem ensino médio, 78% tem a mesma opinião. Para as pessoas pesquisadas com ensino fundamental completo, 68% pensam que haverá melhorias com a chegada da economia verde.

Para Ricardo Cappelli, presidente da ABDI, numa economia sustentável haverá a necessidade de profissionais mais qualificados e, portanto, com salários maiores.

“Assim, é natural que quem tem mais estudo e renda percebe melhor as oportunidades que essa mudança pode trazer”, disse em comunicado oficial.

A pesquisa apresenta ainda dados complementares, por sexo, idade e regiões do país. Homens acreditam mais (59%) no surgimento de novos postos de trabalho do que as mulheres (49%). Além disso, a confiança na transformação cresce entre os mais jovens, com 62% entre quem tem de 16 a 24 anos e 59% entre os de 25 a 40 anos. Na faixa de 41 a 59 anos, a crença vai para 49%. A percentagem cai para 46% entre os maiores de 60 anos.

Contudo, os números de quem aposta na economia verde produzindo empregos são altos nas diferentes regiões brasileiras. No Sudeste e no Sul, são 78% de quem acredita na tendência. Já no Norte e Centro Oestes, são 73%. No Nordeste, o número chega a 67%.

Portanto, para a elaboração desta pesquisa, a Nexus afirma ter feito 2021 entrevistas face a face com pessoas maiores de 18 anos em 27 estados do país. O trabalho foi realizado entre os dias 14 e 21 de julho deste ano. In “Boqnews” – Brasil com “Agência Brasil”


terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Cabo Verde - Governo cria Fundo Climático e Ambiental

O fundo, que inicia com um capital social de 100 milhões de escudos, procura mobilizar e acelerar o financiamento de projectos e programas que promovam resiliência climática, conservação ambiental e transição para uma economia verde e azul



Conforme o Boletim Oficial, o Fundo Climático e Ambiental (FCA) está estruturado como uma sociedade anónima unipessoal e integra o sistema de governança climática do país de modo a cumprir os compromissos assumidos no âmbito do Acordo de Paris e da Convenção sobre Diversidade Biológica.

Além disso, permitirá captar recursos de parcerias público-privadas, fundos internacionais e conversões de dívida em investimentos sustentáveis.

Segundo o governo, o FCA tem como objectivos reduzir emissões de gases de efeito estufa, promover energias renováveis, agricultura sustentável e resiliência costeira. O fundo também visa posicionar Cabo Verde como líder em acção climática entre os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS).

O BO explica que além do capital inicial integralmente subscrito pelo Estado, o fundo poderá expandir a sua capacidade financeira por meio de contribuições de parceiros internacionais e receitas diversas, como donativos, rendimentos de serviços prestados e taxas associadas a projectos ambientais.

Refere-se que em Outubro deste ano, o diploma que cria o Fundo Climático e Ambiental foi aprovado na especialidade pela 1ª e 3ª comissão especializada, tendo o ministro da Agricultura e Ambiente considerado que é um passo “significativo” para uma boa governação climática.

Em Janeiro, o FCA foi apresentado às Missões Diplomáticas, Organizações Internacionais e Regionais e em Julho, o Governo garantiu que o mesmo seria uma “operação financeira inovadora” e com “impacto zero” na dívida pública. Sheilla Ribeiro – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Brasil - ESG: além da obrigação

O conceito da sustentabilidade e a sigla ESG tem dominado grande parte da pauta de encontros empresariais, seminários e congressos de negócios. O discurso garante não ser apenas mais um modismo, como tantos outros no passado, e sim um conceito que teria vindo para ficar, até porque não teríamos escolha, se quisermos salvar o planeta. Além disso, as gerações Y e Z estão mais atentas ao assunto e cobrando maior responsabilidade ambiental, social e de governança das empresas.  O mercado financeiro e as certificadoras também observam esse novo momento para oferecer vantagens e reconhecer as companhias que demonstrarem maior comprometimento com a sustentabilidade.

Para maior compreensão e melhor avaliação, é importante entender a amplitude do conceito, que pode ser olhado em três horizontes. No primeiro, no extremo, deveríamos repensar valores da sociedade, padrões de consumo, o conceito da obsolescência planejada, e nos perguntarmos até quando o planeta suporta esse modelo, que é hoje o motor do crescimento. No segundo, num plano intermediário, as empresas passam a redefinir os seus modelos de negócios, com mudanças importantes direcionadas pela tecnologia, onde a sustentabilidade seja um vetor relevante. Um exemplo é o da Volkswagen, que divulgou recentemente que a partir de agora ela consideraria como concorrentes as empresas de tecnologia e não mais as outras montadoras. Nesse horizonte estão as tecnologias disruptivas, como a inteligência artificial, a internet das coisas, a computação quântica, o blockchain e o metaverso, que vem permitindo inovações transformadoras em processos, produtos e modelos. É um cardápio que permite variadas combinações e distintas abrangências.

Num terceiro horizonte, uma realidade mais próxima e mais difundida, estão os esforços crescentes para desenvolver soluções e iniciativas que olhem o ESG. É a inovação incremental que permite essa evolução. A pauta ambiental, por exemplo, oferece inúmeras dores e oportunidades para a busca de soluções novas. Já se criou até o termo inovabilidade para se referir à inovação que busca a sustentabilidade. A inovação aberta, parcerias com startups, como as ESG Techs, podem ajudar as empresas. E aqui é necessário frisar a importância da aprovação da Lei das Startups (Lei Complementar nº 182/2021) no ano passado.

Nessa pauta, um dos principais desafios é desenvolver tecnologias que sejam sustentáveis, tanto economicamente viáveis quanto atraentes para o mercado.  Hitendra Patel, diretora do IXL Center da Hult International Business School, e que no Brasil é parceiro da Revista Amanhã em um ranking de inovação, criou o termo “greenovations” para essas soluções, e destaca a necessidade da viabilidade financeira para o assunto ganhar relevância entre as empresas. Patel publicou, já há quinze anos, o livro “Greenovate! – Companies Innovating to Create a More Sustainable World”, em que afirma que boas ideias e tecnologias não são suficientes para criar produtos e serviços ambientalmente sustentáveis. É preciso torná-los lucrativos e atrativos, criando um círculo virtuoso. Greenovation, segundo Patel, é o que “cria e captura valor ao atender as necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as futuras gerações atenderem às suas próprias necessidades”. Também chama a atenção para o que chama de falsa tensão entre rentabilidade e sustentabilidade, e critica os que dizem que inevitavelmente o lucro agride o meio ambiente. O lucro é o que emprega e sustenta as pessoas e por isso um dos pilares para as “greenovations”.

Patel alerta que as inovações radicais podem encontrar mercados não preparados e por isso não devem ser a principal aposta dessa pauta. De maneira geral as inovações incrementais viabilizam uma transição gradual para a economia verde, como:

          ● substituir recursos escassos por outros abundantes;

          ● ampliar a utilização de produtos recicláveis e reutilizáveis;

          ● aumentar a eficiência para produzir mais com menos recursos;

          ● criar materiais e processos ambientalmente corretos. 

As empresas precisam transformar essa pauta em cultura para que ela permeie os novos modelos de negócios. Os setores público e privado devem trabalhar juntos para evitar excessos na legislação, buscar eficiência nos licenciamentos, equilíbrio e ponderação nas fiscalizações e oferecer estímulos à inovabilidade. É a melhor maneira de transformar o que muitas vezes ainda é visto como moda, ou como um fardo a carregar, em um compromisso espontâneo e duradouro. Carlos Schneider – Brasil

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Carlos Rodolfo Schneider - Bacharel e Mestre em Administração pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), dirige hoje o Grupo H. Carlos Schneider, que inclui empresas como Ciser Fixadores, Ciser Automotive e Hacasa Empreendimentos Imobiliários.

 

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

São Tomé e Príncipe – Nações Unidas disposta a estimular economia inclusiva

O coordenador do sistema das Nações Unidas diz haver oportunidades para apostar em economias verde e azul. O novo ciclo de governação deve definir valores para projetos de cooperação, empregos para jovens e mulheres serão destaque na parceria


As Nações Unidas em São Tomé e Príncipe apostam em estimular uma economia inclusiva alavancando o desenvolvimento sustentável e a inclusão.

Após as eleições legislativas de setembro, o país com mais de 215 mil habitantes prepara-se para dar início a um novo ciclo. A posse dos parlamentares é esperada para os próximos dias e, na sequência, a operação do novo governo formado após o pleito deste ano.

Prioridades

A ONU News, em Nova Iorque, falou com o coordenador residente das Nações Unidas em São Tomé e Príncipe.  Eric Overvest disse que, ainda na expectativa de detalhes finais sobre aplicação de fundos, já foi observado como mulheres e jovens precisam de atenção.



“Primeiro, o tema económico. É importante dar mais atenção ao setor da economia e do emprego para mulheres e a participação dos jovens na vida económica. As Nações Unidas ajudam com a solução de problemas específicos em formações para fomentar a participação de jovens e mulheres nesses setores. Está ainda o tema da proteção social, onde a ONU, em parceria com o Banco Mundial, também apoiou o processo de registos sociais. Para que pessoas não sejam deixadas para trás: as pessoas com deficiência, na situação da pobreza, tenham serviços médicos, de saúde de educação. Que as crianças mais pobres possam ir à escola e que pessoas com deficiência tenham acesso a serviços públicos.”

A cooperação com a ONU envolveu cerca de US$ 23 milhões em 2021. Para o novo ano, o quadro de financiamento para um período mais amplo da parceria ainda será confirmado após a nomeação do novo governo.

No entanto, o chefe das Nações Unidas em São Tomé e Príncipe diz haver potencial para crescimento e que os contatos estabelecidos até agora asseguram haver espaço para uma nova dinâmica económica.

“O governo começa o mandato no fim deste ano e as Nações Unidas iniciam um novo quadro de cooperação que cobre quatro áreas. Primeiro é a área social: educação e saúde de um país, é a economia azul e a economia verde. São dois setores muito importantes para São Tomé e Príncipe. São ilhas maravilhosas que têm muitos recursos na economia azul e na economia verde.”

Cargos parlamentares e ministeriais

Uma das medidas mais recentes pela inclusão no país foi o aumento da participação política das mulheres. A Assembleia da República adotou uma nova lei da paridade prevendo que uma cota de 40% assuma cargos parlamentares e ministeriais.

Eric Overvest vê o intercâmbio local com autoridades, jovens, mulheres e grupos vulneráveis como um dos maiores impulsos para o cumprimento dos alvos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em diferentes áreas.

“Agricultura biológica, ecológica e o turismo ecológico. Em terceiro lugar está o tema da governação e a importância de reforçar as capacidades das instituições públicas da justiça e do meio ambiente. Este é um país de carbono negativo que sofre com as ações das alterações climáticas. As Nações Unidas têm ações práticas para a questão de adaptação do país às alterações climáticas.”

A caminho do 47º ano de presença das Nações Unidas em São Tomé e Príncipe, o Quadro de Cooperação que cobriu o período de 2017-2021 mobilizou cerca de US$ 42 milhões da organização. ONU News – Nações Unidas


sábado, 30 de março de 2019

Timor-Leste – Pretende renováveis a garantirem 70% da produção de energia em 2030


“Precisamos de investimento direto externo (…) para desenvolver as indústrias sustentáveis (...) e precisamos de melhorar as infraestruturas”, afirmou João Carlos Soares no discurso de abertura de uma das sessões do Fórum e Exposição Internacional de Cooperação Ambiental de Macau (MIECF).

O responsável timorense sublinhou que esta aposta visa assegurar o desenvolvimento do país e que a meta é ter “70% de energia renovável em 2030”.

Na abertura de um painel destinado a discutir a importância da cooperação regional nos projetos ambientais e da economia verde, o diretor-geral do Ambiente de Timor-Leste frisou o trabalho que tem sido efetuado com outros países.

João Carlos Soares destacou as parcerias em áreas que vão desde o combate às alterações climáticas, à proteção da biodiversidade e das zonas costeiras, numa estratégia de conservação dos recursos naturais.

As sessões no MIECF integram oradores de cerca de 70 pioneiros ambientais, líderes de empresas multinacionais e criadores de políticas, provenientes de sete países e regiões, nomeadamente, da China interior, Holanda, Portugal, Timor-Leste, Reino Unido, Hong Kong e Macau. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”

sexta-feira, 18 de maio de 2018

OIT - 24 milhões de empregos serão criados na economia verde

GENEBRA – 24 milhões de novos postos de trabalho serão criados no mundo até 2030 se as políticas certas para promover uma economia mais verde forem implementadas, afirma um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

De acordo com a publicação Perspectivas Sociais e de Emprego no Mundo 2018: “Greening with Jobs”, a ação para limitar o aquecimento global a dois graus Celsius resultará numa criação de empregos muito maior do que o necessário para compensar as perdas de seis milhões de postos de trabalho em outros setores.



Novos empregos serão criados com a adoção de práticas sustentáveis no setor de energia, incluindo mudanças no mix de energia, promovendo o uso de veículos elétricos e melhorando a eficiência energética dos edifícios.

Os serviços de ecossistemas – incluindo purificação do ar e da água, renovação e fertilização do solo, controle de pragas, polinização e proteção contra condições climáticas extremas – sustentam, entre outros, atividades agrícolas, pesqueiras, florestais e turísticas que empregam 1,2 bilhão de trabalhadores.

No entanto, os aumentos de temperatura projetados farão com que o estresse térmico, particularmente na agricultura, seja mais comum. Isso pode levar a várias condições médicas, incluindo exaustão e derrame. O relatório calcula que o estresse térmico causará uma perda global de 2% nas horas trabalhadas até 2030 devido a doenças.

“As conclusões do nosso relatório reforçam o fato de que os empregos dependem fortemente de um ambiente saudável e dos serviços que ele fornece. A economia verde pode permitir que milhões de pessoas superem a pobreza, além de proporcionar condições de vida melhores para a atual geração e também para futuras. Esta é uma mensagem de oportunidade muito positiva em um mundo de escolhas complexas”, disse a Diretora-Geral Adjunta da OIT, Deborah Greenfield.

No nível regional, haverá criação líquida de cerca de 3 milhões de empregos nas Américas, 14 milhões na Ásia e no Pacífico e 2 milhões na Europa, graças a medidas tomadas na produção e uso de energia.

Em contraste, pode haver perdas líquidas de empregos no Oriente Médio (-0,48%) e na África (-0,04%) se as tendências atuais continuarem, devido à dependência dessas regiões de combustíveis fósseis e mineração, respectivamente.

O relatório pede aos países que tomem medidas urgentes para treinar os trabalhadores nas habilidades necessárias para a transição para uma economia mais verde, além de lhes oferecer uma proteção social que facilite a transição para novos empregos, contribua para prevenir a pobreza e reduza a vulnerabilidade das famílias e comunidades.

“Mudanças de políticas nessas regiões poderiam compensar as perdas de empregos antecipadas ou seu impacto negativo. Os países de renda baixa e média ainda precisam de apoio para desenvolver a coleta de dados e adotar e financiar estratégias para uma transição justa para uma economia e sociedade ambientalmente sustentáveis, que inclua todas as pessoas de todos os grupos da sociedade”, diz a principal autora do estudo, Catherine Saget.

Outras descobertas importantes

A maioria dos setores da economia se beneficiará da criação líquida de empregos: dos 163 setores econômicos analisados, apenas 14 perderão mais de 10 mil empregos em todo o mundo.

Apenas dois setores, extração e refino de petróleo, apresentam perdas de 1 milhão ou mais de empregos.

2,5 milhões de postos de trabalho serão criados em eletricidade baseada em fontes renováveis, compensando cerca de 400.000 empregos perdidos na geração de eletricidade baseada em combustíveis fósseis.

6 milhões de empregos podem ser criados através da transição para uma “economia circular”, que inclui atividades como reciclagem, reparos, aluguel e remanufatura – substituindo o modelo econômico tradicional de “extração, fabricação, uso e descarte”.

Nenhum ganho sem as políticas certas

Embora as medidas para lidar com as mudanças climáticas possam resultar em perdas de empregos no curto prazo em alguns casos, seu impacto negativo pode ser reduzido por meio de políticas apropriadas.

O relatório pede sinergias entre a proteção social e as políticas ambientais que apoiam os rendimentos dos trabalhadores e a transição para uma economia mais verde. Uma combinação de políticas que inclua transferências de renda, seguros sociais mais fortes e limites no uso de combustíveis fósseis levaria a um crescimento econômico mais rápido, maior geração de empregos e uma distribuição de renda mais justa, bem como menores emissões de gases de efeito estufa.

Os países devem tomar medidas urgentes para antecipar as habilidades necessárias para a transição para economias mais verdes e oferecer novos programas de treinamento. A transição para sistemas agrícolas mais sustentáveis poderia criar empregos em fazendas orgânicas de médio e grande porte, além de permitir que os pequenos proprietários diversifiquem suas fontes de renda, especialmente se os agricultores tiverem as habilidades certas.

O relatório também mostra que leis, regulamentos e políticas ambientais que incluem questões trabalhistas oferecem um meio poderoso para promover a Agenda do Trabalho Decente da OIT e os objetivos ambientais.

“O diálogo social, que permite aos empregadores e aos trabalhadores participar do processo de tomada de decisão política junto com os governos, desempenha um papel fundamental na conciliação dos objetivos sociais e econômicos com as preocupações ambientais. Há casos em que esse diálogo não só ajudou a reduzir o impacto ambiental das políticas, como também evitou um impacto negativo no emprego ou nas condições de trabalho”, conclui Saget. Organização Internacional do Trabalho - Brasil