Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 22 de agosto de 2024

Portugal - Eco Wave Power lança primeiro projeto de energia das ondas à escala de MW

A Eco Wave Power Global AB, uma empresa especializada em tecnologia de energia das ondas onshore, iniciou oficialmente o seu primeiro projeto de energia das ondas à escala de megawatts (MW) no Porto, Portugal


Especializada em tecnologia de energia das ondas onshore, a Eco Wave Power Global anunciou o início oficial do seu primeiro projeto de energia das ondas à escala de MW, em Portugal.

Integrado num Contrato de Concessão mais alargado de 20 MW com a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), este projeto incluirá um museu subaquático educativo sobre a energia das ondas.

O começo do projeto foi marcado por uma reunião entre o diretor-executivo da Eco Wave Power, Inna Braverman, e a equipa de engenharia da empresa com a APDL e outros stakeholders.

Após a reunião, a equipa de engenharia visitou o local do quebra-mar e a zona por baixo do mesmo, conhecida como "A Galeria". É ali que os equipamentos de conversão de energia serão instalados.

“Acreditamos que este será o primeiro projeto de energia das ondas no mundo a mostrar uma produção significativa de energia a partir da força das ondas.

Acredito sinceramente que este projeto revolucionário posicionará a Eco Wave Power como líder no desenvolvimento de energia das ondas e servirá como um marco significativo para a comercialização da nossa tecnologia de energia das ondas a nível global.”

Disse Inna Braverman, agradecendo o apoio do Município do Porto e da APDL, e destacando o potencial do projeto para reduzir a pegada de carbono do porto e criar novos postos de trabalho.

Este projeto vai ao encontro dos objetivos de Portugal em matéria de energias renováveis, que incluem a produção de 85% da sua eletricidade a partir de fontes renováveis até 2030.

A primeira fase deste projeto surge na sequência da aprovação recebida em março de 2024 da APDL para a construção, apoiada por uma garantia de desempenho emitida pela Eco Wave Power para assegurar a conclusão do projeto no prazo de dois anos. In “Pplware” - Portugal


sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Escócia - Dispositivo semelhante a um caranguejo que gera energia a partir das ondas do mar

O tempo é de cortar amarras com ideias e conceitos do passado. A engenharia quer-se arrojada na procura de novas fontes de energia. É importante conhecer a forma de a gerar, captar, transportar e armazenar. Um exemplo é o mostro marinho mecânico que tem semelhanças com um caranguejo e gera energia a partir das ondas do mar. Conheça o Blue X e o Projeto RSP


Sobre o Projeto RSP

O projeto RSP é uma iniciativa de colaboração que visa demonstrar o potencial da combinação da energia das ondas e do armazenamento de energia subaquática para alimentar equipamentos oceânicos.

Este projeto, atualmente a funcionar ao largo da costa de Orkney, na Escócia, associou com êxito o conversor de energia das ondas Blue X, concebido pela Mocean Energy, com sede em Edimburgo, ao sistema de armazenamento de baterias submarino Halo, desenvolvido pelos especialistas em gestão inteligente de energia Verlume, com sede em Aberdeen.

Localizado a 5 km a leste do continente de Orkney, este protótipo de 2 milhões de libras (aproximadamente 2,3 milhões de euros) visa demonstrar como as tecnologias verdes podem ser combinadas para fornecer uma fonte fiável e com baixo teor de carbono de energia e comunicação para equipamentos submarinos.

Participantes conhecidos neste projeto

O envolvimento da Shell no projeto RSP, através do seu Programa de Tecnologia de Energias Renováveis Marinhas, traz não só um investimento significativo, mas também uma riqueza de experiência global em investigação e desenvolvimento.

Este esforço conjunto junta a Shell aos líderes do projeto, como a Mocean Energy e a Verlume, e a outros importantes intervenientes da indústria, incluindo a Baker Hughes, a Serica Energy, a Harbour Energy, a Transmark Subsea, a PTTEP, a TotalEnergies e o Net Zero Technology Centre (NZTC), reforçando o desenvolvimento e a aplicação das tecnologias envolvidas.


Benefícios e Objetivos do Projeto

O projeto RSP destaca-se pela sua abordagem inovadora para fornecer uma alternativa eficiente e de baixo carbono para a alimentação e comunicação de equipamentos submarinos.

Ao afastar-se dos tradicionais cabos umbilicais, que são intensivos em carbono e requerem longos prazos para aquisição e instalação, este projeto promete reduzir significativamente a pegada de carbono associada às operações submarinas. Além disso, procura demonstrar a viabilidade técnica e comercial das soluções de energia renovável em ambientes difíceis.

Desenvolvimento e resultados até à data

Conforme referem as empresas envolvidas, desde o seu lançamento, o projeto RSP alcançou resultados notáveis, operando com sucesso durante quase 12 meses e demonstrando a eficácia da combinação da energia das ondas e das tecnologias de armazenamento de baterias submarinas.

O investimento da Shell dá um impulso crucial para continuar os testes num ambiente real e explorar novas aplicações para a tecnologia RSP, expandindo assim o seu potencial impacto.

As tecnologias desenvolvidas no âmbito do projeto RSP têm o potencial de transformar a forma como o equipamento submarino é alimentado e comunicado globalmente. O envolvimento e apoio da Shell, juntamente com o compromisso contínuo dos outros parceiros, refletir o reconhecimento do potencial significativo que estas inovações representam para o sector energético e para a economia azul em geral.

O projeto Renewables for Subsea Power (RSP) representa um desenvolvimento promissor no campo das energias renováveis, demonstrando o potencial de soluções inovadoras para enfrentar os desafios energéticos e ambientais do século XXI.

A colaboração entre várias empresas e a integração de tecnologias avançadas sublinham a importância da sinergia empresarial e da inovação aberta para alcançar um futuro energético sustentável. À medida que o projeto continua a desenvolver-se, o seu sucesso reforçará não só a viabilidade das energias renováveis em aplicações submarinas, mas também o compromisso global com a transição para uma economia mais ecológica e sustentável. In “Pplware” - Portugal




quinta-feira, 17 de agosto de 2023

Internacional – Energia das ondas através de flutuadores

A energia das ondas pode produzir muito mais energia do que a energia eólica, com muito menos espaço, por que não a usamos?


De acordo com as Nações Unidas, 60% das emissões globais de gases de efeito estufa vêm diretamente da maneira como atualmente produzimos a nossa eletricidade.

A popularidade das energias eólica e solar está a aumentar, mas à medida que a procura global aumenta, a inovação é necessária para melhorar a produção de energia limpa.

71 por cento da terra é coberta por água, mas apenas cerca de 1,5 por cento da energia global é produzida através da energia das ondas.

Nos Estados Unidos, estima-se que 66% de todas as necessidades de energia poderiam ser atendidas usando a energia das ondas. Então, por que não estamos a fazer mais?

A Euronews Green falou com a CEO da Eco Wave Power, Inna Braverman, sobre como ela está a encarar o desafio.

Inspirada para criar energia de onda simples

Inna não é engenheira, cientista ou financeira bilionária. Quando questionada sobre o que a levou a seguir este caminho, ela falou sobre os seus primeiros anos como bebé na Ucrânia.

Duas semanas depois de ela nascer, em 1986, ocorreu o desastre nuclear de Chernobyl.

“Fui um dos bebés que sofreu com os efeitos negativos da explosão. Na verdade, tive uma paragem respiratória e uma morte clínica”, explica Inna.

Felizmente, a sua mãe era enfermeira e conseguiu ressuscitá-la.

“Então, eu me vi crescendo com o sentimento de propósito, como se realmente devesse mudar o mundo porque tive uma segunda oportunidade na vida.”

A família de Inna emigrou e desde os quatro anos ela cresceu em Israel. A princípio, pensou que mudaria o mundo por meio da política e escolheu estudar ciências políticas na universidade.

Ao formar-se teve dificuldade em encontrar um emprego e acabou a trabalhar como tradutora para uma empresa de energia renovável. Foi aqui que ela se inspirou.

“Eólica e solar eram campos que todos conheciam, já estavam cheios de concorrência e não havia muito para inovar”, explica ela.

“A energia das ondas era algo em que todos os engenheiros e cientistas realmente acreditavam. No entanto, nenhuma empresa, não importa o tamanho, não importa os seus recursos financeiros, recursos humanos, conhecimento técnico, não importa o que eles tivessem... foi capaz de torná-la uma realidade...”

Pensando nesse desafio, Inna começou a pesquisar.

“Eu disse a mim mesmo: 'Não tenho dinheiro, nem formação técnica e nem contactos, mas posso fazer acontecer.'”

Como a Eco Wave Power resolve os problemas da energia das ondas?

Inna descreve os pontos-chave que atrasaram a energia das ondas como 'os cinco fatores do medo'.

“99% dos desenvolvedores da indústria de energia das ondas decidiram explorar tecnologias offshore”, explica ela.

Ao optar por construir centrais offshore, os custos de instalação e manutenção são enormes. E quando as tempestades chegam, as estações ficam incrivelmente vulneráveis.

As seguradoras perceberam que danos causados ​​por tempestades e colapso total eram uma ocorrência regular. Tornou-se quase impossível conseguir seguro e, consequentemente, financiamento.

Com todos estes problemas de interligação, poucos chegaram a conectar-se à rede. Alguns começaram a duvidar se a energia das ondas era mesmo possível.

Apesar de ser uma fonte de energia renovável, as centrais de energia das ondas offshore também se tornaram impopulares entre os ambientalistas, pois a construção perturbou o fundo do mar e os ecossistemas que ali vivem.

Para combater esses problemas, a Eco Wave Power trouxe a central para terra.

A única parte do sistema na água são os flutuadores que sobem e descem com as ondas. Estes empurram os cilindros hidráulicos que aumentam a pressão nos acumuladores onde a energia é armazenada.

Os flutuadores estão ligados a estruturas artificiais existentes, como cais, quebra-mares e molhes.

“Pegamos algo que só serve para quebrar as ondas e não é tão bom para o meio ambiente e transformamos numa fonte de eletricidade limpa”, explica Inna.

A simplicidade do projeto torna mais barato instalar e manter, além de ser mais bem protegido contra intempéries e, portanto, segurável.

Com um produto confiável desenvolvido, a Inna passou a participar na bolsa Unreasonable Impact em 2020, que oferece uma rede de apoio para atingir negócios que estão a criar soluções para crises globais.

Quanto custa o Eco Wave Power para os clientes?

Se você está a perguntar como a energia das ondas afetará o custo das suas contas de eletricidade, Inna sugere que, uma vez instalada uma central comercial de 20 megawatts ou mais (suficiente para 20000 residências), o custo unitário reduz significativamente.

“O nosso [preço mínimo médio] de energia diminui para cerca de US$ 0,05 (€ 0,05) por quilowatt-hora, o que é comparável aos preços da energia eólica onshore”, explica Inna.

O que vem a seguir para a Eco Wave Power?

Uma estação piloto foi instalada em Gibraltar em 2016. Foi o primeiro sistema de energia das ondas a ser conectado à rede na Europa e produziu energia por seis anos. O sistema de 100 quilowatts produziu energia suficiente para 100 casas.

Durante esse tempo, a Eco Wave Power continuamente realizou testes para atualizar e melhorar o sistema.

A estação piloto já foi removida e enviada para Los Angeles, onde aguarda instalação.

E Gibraltar está atualmente a planear construir uma nova marina numa área com ondas óptimas onde eles esperam instalar uma central de energia de ondas maior. Poderá produzir cerca de 5 megawatts, ou o suficiente para 5000 residências.

A Eco Wave Power também acaba de conectar a sua primeira estação de energia de ondas à rede elétrica em Israel.

Inna espera continuar a expandir-se na Europa e nos EUA, acrescentando que 'o Reino Unido é, na verdade, um dos locais mais adequados do mundo para a geração de energia das ondas'. Euronews.green



segunda-feira, 20 de junho de 2022

Portugal - Cientistas da Universidade de Coimbra criam dispositivo inovador para produção de energia a partir das ondas

Uma equipa da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveu um dispositivo inovador para converter a energia armazenada nas ondas do mar em energia elétrica. A invenção já está protegida por patente internacional.

O dispositivo, designado REEFS, acrónimo de Renewable Electric Energy From Sea (energia elétrica renovável a partir do mar), resulta de oito anos de investigação desenvolvida no Laboratório de Hidráulica, Recursos Hídricos e Ambiente do Departamento de Engenharia Civil (DC), da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).


Este conversor de energia das ondas desenvolvido na UC, já com patente internacional concedida, é um dispositivo costeiro modular que fica totalmente submerso, invisível à superfície do mar. «É apoiado em pilares e o resto do fundo do mar fica livre para todo o tipo de processos marinhos», explica o líder do projeto, José Lopes de Almeida.

Por outro lado, sublinha, é um dispositivo que «procura utilizar tecnologias que já existem, nomeadamente as turbinas de ultrabaixa queda que são aplicadas nos aproveitamentos mini-hídricos e que recentemente se tornaram competitivas em termos comerciais. É possível migrar essa tecnologia para o mar e aplicá-la precisamente para aproveitar os desníveis criados pelas ondas, que na nossa costa ocidental apresentam frequentemente alturas de 1 a 5 metros».

Basicamente, sintetiza o cientista, «o que o dispositivo faz é transformar o movimento alternado das ondas do mar num fluxo de água contínuo no interior do conversor REEFS. Esse fluxo, criado entre a crista e a cava das ondas, pode ser usado para acionar as referidas turbinas mini-hídricas de ultrabaixa queda», o representa um salto tecnológico considerável, pois «não precisamos de desenvolver uma tecnologia de raiz, podemos adaptar uma tecnologia hidroelétrica já existente».

Além disso, esta tecnologia contribui para mitigar a erosão costeira, uma vez que pode funcionar como um recife artificial, induzindo a rebentação precoce das ondas para assim retirar, logo à partida, alguma da sua energia antes que atinjam a linha de costa.


José Lopes de Almeida lembra que a investigação nesta área assume hoje particular relevância tendo em conta a atual conjuntura internacional causada pela guerra na Ucrânia. «A situação atual chama a atenção para a extraordinária vulnerabilidade da Europa em relação à sua dependência energética. Por exemplo, no caso de Portugal, o país importa ainda hoje cerca de 2/3 dos seus recursos energéticos.  Portanto, olhar para os recursos endógenos marinhos e procurar utilizá-los, criando valor para a economia, é um desiderato que se impõe, particularmente em Portugal, porque é um país que tem uma linha de costa bastante extensa relativamente à sua área territorial».

No entanto, para que esta solução tecnológica possa chegar ao mercado, ainda são necessários novos estudos e testes, esclarece o coordenador do projeto: «o conceito está provado. Demonstrámos em laboratório a transformação de toda a cadeia – desde a onda até à produção de energia elétrica. Contudo, para chegar à fase comercial, o dispositivo tem de ser otimizado e testado a escalas sucessivamente maiores até instalarmos um projeto piloto no mar, só depois é que poderemos passar à fase de comercialização da tecnologia».

Nesse sentido, a equipa, que, além de José Lopes de Almeida, integra Fernando Seabra Santos, Aldina Santiago, Maria Constança Rigueiro e Daniel Oliveira, está a concorrer a financiamentos, com o apoio da UC Business – Gabinete de Transferência de Tecnologia da UC –, que permitam efetuar uma instalação no mar, na costa portuguesa, «um passo muito importante para testar, em condições reais, a performance do dispositivo e avaliar todas as condicionantes que poderão advir da sua instalação em ambiente marinho».

Apesar do caminho que o projeto ainda tem pela frente, a estimativa é que, quando o produto estiver apto a ser instalado no mar, evoluirá em competitividade, como ocorreu com a energia eólica. «Do ponto de vista concorrencial, tem um potencial comparável ao da energia eólica, embora o mercado não seja tão abrangente, com a vantagem de não ter impacto paisagístico, proporcionar maior previsibilidade na produção e se localizar no litoral onde usualmente se concentra a maior parte da atividade económica», conclui José Lopes de Almeida.

O vídeo de apresentação do projeto está disponível aqui. Universidade de Coimbra - Portugal




terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Portugal – Projeto de energias das ondas em Viana do Castelo financiado pela União Europeia

A construção de um centro de Investigação e Desenvolvimento (I&D) em Viana do Castelo para a produção de conversores da energia das ondas garantiu um financiamento de 7,3 milhões de euros, informou a entidade gestora do Norte 2020



Em comunicado, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) explicou a empresa tecnológica sueca CorPower Ocean está a investir 16 milhões de euros na criação daquele centro, no porto de mar da capital do Alto Minho, resultado de um acordo estabelecido com Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).

O presidente da CCDR-N, a autoridade administrativa do Norte 2020, António Cunha, citado na nota, disse ser “gratificante constatar que o projeto contou com um apoio da União Europeia de 7,3 milhões de euros”.

“Os próximos anos serão cruciais na aplicação das energias limpas, que permitirão apostar numa economia mais verde. Este desafio é ainda mais importante quando estamos num país onde o mar representa um elemento essencial da economia, da sociedade e até da cultura. Com144 quilómetros de costa, a região Norte é, sem dúvida, o melhor lugar para um projeto deste tipo”, referiu António Cunha.

Para o presidente da CCDR-N, “projetos deste tipo são essenciais para o investimento na região Norte”.

“Através da CorPower, mais especificamente do projeto HiWave, será possível destacar o papel do Norte na vanguarda e na inovação em matéria de energias alternativas”, destacou.

Também a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) “saudou” o financiamento comunitário do projeto da empresa sueca, referindo que “Portugal tem conseguido atrair investimentos de empresas internacionais com projetos inovadores, graças às suas vantagens competitivas, com ênfase no talento”.

“O projeto HiWave-5 da CorPower, em Viana do Castelo, um investimento global de 16,3 milhões de euros, é um passo firme para a consolidação de Portugal na vanguarda mundial da inovação e das energias alternativas, concretamente na energia oceânica”, observou.

Para o administrador da CorPower Ocean, Patrik Möller, “a decisão de financiamento comunitário reafirma o empenho de Portugal no sector da energia oceânica”.

“Temos o prazer de anunciar este desenvolvimento positivo, que nos permitirá intensificar ainda mais as operações em Portugal. Estamos a ganhar um grande impulso com o nosso novo Centro de Investigação e Desenvolvimento, que se encontra em fase de conclusão, e uma equipa em rápida expansão”, afirmou o administrador citado no documento.

Patrik Möller acrescentou que, “embora Portugal ofereça condições naturais ideais para o projeto de demonstração, fundamentalmente também partilha da paixão e visão” da empresa “pela energia oceânica”.

“Existe uma vontade política firme de manter a posição de liderança em energias limpas, que se reflete neste recente investimento na CorPower. O nosso trabalho encontra-se bem alinhado com a Estratégia Industrial Portuguesa para as Energias Renováveis Oceânicas, que visa criar um cluster de exportação industrial competitivo e inovador”.

Em outubro de 2020, o representante em Portugal da tecnológica sueca, Miguel Silva Miguel Silva disse que no centro de Investigação e Desenvolvimento (I&D), que empregará 15 trabalhadores “altamente qualificados”, será produzido, em 2021, “o primeiro equipamento em escala real, capaz de produzir 300 kilowatts de energia”, a ser “instalado na Aguçadoura, ao largo da Póvoa de Varzim, para a realização de testes”.

Na altura, numa sessão de apresentação do projeto em Viana do Castelo, adiantou que naquele centro “vão ser desenvolvidos e produzidos todos os componentes necessários à produção do equipamento”, servindo ainda para centralizar “todas as operações marítimas de colocação, manutenção, observação e recolha de dados” que os mesmos irão produzir.

Na ocasião, apontou para 2024 o início da comercialização dos primeiros conversores de energia das ondas produzidos em Viana do Castelo, culminando um projeto iniciado em 2012 num investimento global de 52 milhões de euros. In “Rádio Alto Minho” - Portugal


segunda-feira, 29 de abril de 2019

Itália - ENI junta-se a parceiros para projecto industrial de energia das ondas

Juntamente com a Fincatieri, o Banco Cassa Depositi e Prestiti e a Terna, a ENI quer transformar o projecto-piloto ISWEC num projecto industrial



A ENI estabeleceu um acordo não vinculativo com a construtora naval Fincatieri, o Banco Cassa Depositi e Prestiti (CDP) e a energética Terna para o desenvolvimento de estações de energia das ondas à escala industrial, refere o Safety4Sea. Na prática, o acordo está orientado para transformar o projecto-piloto Inertial Sea Wave Energy Converter (ISWEC) num projecto de escala industrial para uso e aplicação imediata.

Recorde-se que o ISWEC, construído em colaboração com o Politécnico de Turim e a spin-off Wave for Energy, é um sistema inovador que converte energia gerada pelas ondas em electricidade, posicionado nas instalações offshore da ENI. No âmbito do acordo, a ENI partilhará a informação tecnológica, comercial e industrial deste sistema com os seus parceiros.

Segundo a publicação, numa primeira fase, o acordo prevê a criação de condições para a construção, instalação e manutenção do sistema em escala industrial. Depois disso, seguem-se as fases de construção e design, com a conexão da primeira instalação industrial a uma instalação de produção offshore da ENI prevista para 2020.

Os parceiros também consideram estender esta tecnologia a outras instalações italianas e construir estações de dimensão industrial que forneçam electricidade gerada a partir de fontes renováveis, especialmente junto a pequenas ilhas. In “Jornal de Economia do Mar” - Portugal

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Portugal - A engenharia nacional fornece turbina de ar com 1,5 MW para energia das ondas

A empresa tecnológica Kymaner anunciou hoje que firmou um contrato com a sociedade Bombora Wave Power Ltd, com sede no Reino Unido, para fornecimento daquela que é até à data a maior turbina de ar desenvolvida para aproveitamento da energia das ondas, com uma potência nominal máxima de 1,5 MW. A excelência da engenharia portuguesa na energia das ondas é reconhecida internacionalmente, sendo esta realização o culminar de mais de quarenta anos de investigação aplicada.

A turbina inicia agora o projeto e tem o fornecimento agendado para o final de 2019. O trabalho será desenvolvido em estreita relação com o Grupo de Energia das Ondas do Instituto Superior Técnico (IST) e será completamente produzida em Portugal. O fornecimento incluirá as condutas de circulação do ar, a instrumentação e o comando do sistema. A turbina de ar unidirecional integrará o inovador sistema mWave de conversão de energia das ondas em energia eléctrica, a instalar ao largo da costa do Pais de Gales para testes nos dois anos seguintes e será otimizada para responder aos requisitos particulares do sistema.

O sistema mWave é fixo ao fundo a profundidades de cerca de 10m, onde uma grande parte da energia das ondas está disponivel ao abrigo das fortes ações marítimas à superfície. O sistema dispõe de uma série de membranas insufláveis montadas numa estrutura fixa ao fundo que, por ação das ondas incidentes, faz circular o ar em circuito fechado através da turbina. O gerador acoplado completa a conversão da energia das ondas em energia elétrica. O ar é então reciclado nas membranas insufláveis, pronto para a próxima onda. In “WavEC” - Portugal



Sobre a empresa

A Kymaner, Tecnologias Energéticas, Lda. é uma empresa com capital 100% português, criada em 2005 para desenvolver tecnologias de aproveitamento de energia das ondas, em particular turbinas de ar especiais, e detem os direitos de desenvolvimento e comercialização de 2 patentes nacionais: a turbina biradial e um conversor flutuante de energia das ondas. O Grupo de Energia das Ondas do IST é um dos líderes a nível mundial na área e as suas atividades cobrem a maioria das áreas tecnologicas associadas à energia das ondas, detendo várias patentes nessa área de especialidade.



quarta-feira, 16 de maio de 2018

Açores – A história da Central de Energia das Ondas do Pico

A Central de Energia das Ondas do Pico, foi construída entre 1996 e 1999 como um projeto piloto de energia das ondas, financiado por programas de investigação e inovação da Comissão Europeia (Projetos JOULE1), mas também por financiamento nacional (Programa Energia) e pelas empresas EDP e Electricidade dos Açores (EDA). O projeto foi coordenado pelo Instituto Superior Técnico com cinco parceiros portugueses, a EDP e EDA (ambos donos da obra), as empresas Efacec (energia) e Profabril (projeto e engenharia), o INETI (atual Laboratório Nacional de Engenharia e Geologia) e dois parceiros estrangeiros, a Queen’s University of Belfast (Reino Unido) e a University College Cork (Irlanda). A Central do Pico foi o primeiro projeto de investigação e demonstração na área da energia das ondas financiado pela Comissão Europeia.

Ao longo da última década, a central foi um importante centro de teste europeu para tecnologias de energia das ondas à escala real. Proporcionou investigação científica sobre o aproveitamento de um recurso renovável com um grande potencial, mas cuja tecnologia está em fase de desenvolvimento e demonstração. Promoveu ações de formação, inovação e demonstração, acolheu equipas de investigadores de renome internacional, contribui para o desenvolvimento e divulgação deste tipo de tecnologia.



Sabia que?
Estiveram envolvidas 12 empresas na construção, manutenção e operação da central.
A central participou em 14 projetos de I&D nacionais e europeus.
50 centros de I&D e empresas estiveram envolvidas nos projetos de I&D.
Foram publicados 100 teses e artigos sobre a central.
A central produziu 140 MWh.
Foi faturado à EDA 36 MIL €, montante total pela produção de energia elétrica.

O WavEC, ao longo dos últimos anos, procurou desenvolver uma visão de futuro para a Central Piloto Europeia de Energia das Ondas do Pico como infraestrutura de demonstração e testes integrada em redes multinacionais de investigação. Procurou também promover a Central como um elemento dinamizador de lazer científico que, articulado com outros pontos de interesse na região, poderia ser promovido na ilha do Pico.

No entanto, esta visão de futuro implicaria uma recuperação da parte submersa da estrutura de betão, que ao longo dos anos foi revelando danos estruturais progressivos, em resultado principalmente de uma má execução da obra de construção civil em 1995. De facto, desde o início, a estrutura apresentou orifícios resultantes do não preenchimento completo da cofragem pelo betão, os quais foram sendo alargados pela ação continuada das ondas. A reparação significativa da parte submersa da sua estrutura, na ordem de um milhão de euros esteve fora do alcance do WavEC.

Nos últimos 4 a 5 anos o WavEC manteve a expetativa de identificar um mecanismo de financiamento e uma parceria público-privada para executar esta obra e deste modo alargar significativamente o tempo de vida da Central. Contudo, tal não se verificou, e a Direção do WavEC, consciente de que a central já cumprira os seus objetivos como projeto piloto de demonstração e temendo o colapso da estrutura, decidiu desativar a Central. In “WavEC” - Portugal

Leia os pormenores aqui.

sábado, 10 de março de 2018

Suécia – Nove estrutura para produzir energia das ondas

Energia das ondas é aproveitada por mecanismo inspirado no coração



Começou a ser testado, no litoral da Escócia, um novo sistema de geração de eletricidade renovável que aproveita a energia das ondas do mar.

O gerador, batizado de C3, aproveita todo o espectro de ondas, produzindo cinco vezes mais energia por tonelada que outros sistemas.

Conhecido na indústria de energia das ondas como um sistema do tipo "absorvedor pontual", o C3 consiste em uma boia, que absorve a energia das ondas, acoplada a um mecanismo que converte o movimento da boia em eletricidade.

Curiosamente, o mecanismo usa um princípio baseado nas pesquisas do cardiologista sueco Stig Lundback, algumas das quais lhe renderam patentes para a exploração de funções de bombeamento e controle similares às do coração humano.

Direção invertida

Para converter o movimento linear da boia - sobe e desce - em um movimento de rotação para o gerador de energia, o sistema usa uma caixa de engrenagem de cremalheira e pinhão que lembra o sistema de direção de um automóvel, só que ao contrário.

No carro, quando você gira o volante, no final da coluna de direção um pinhão - uma roda dentada - engrena-se a uma cremalheira alinhada com o eixo, movendo uma barra em um movimento horizontal de um lado para o outro, que empurra as rodas numa ou noutra direção. No sistema de conversão de ondas, é a cremalheira que é empurrada para cima e para baixo conforme a boia balança sobre as ondas. Esta ação então movimenta oito rodas de engrenagens pequenas ao longo da cremalheira.

Segundo o engenheiro Patrik Möller, um dos idealizadores do sistema, o segredo do projeto está na forma como os pinhões trabalham em conjunto com a engrenagem em unidades que flexionam autonomamente - é esse mecanismo que copia o funcionamento do coração. "Oito pinhões compartilham a força da cremalheira, que é distribuída uniformemente com a ajuda de um sistema patenteado que garante níveis extremos de robustez exigidos no severo ambiente operacional," disse ele.

Uma das vantagens é que o sistema consegue lidar tanto com forças elevadas quanto com alta velocidade, o que permite aproveitar todos os humores do mar.

Idealizado no Instituto Real de Tecnologia da Suécia, o projeto está passando para a fase piloto com a participação de sócios da indústria de Portugal, Escócia, Irlanda, Noruega, Suécia e Alemanha. O litoral da Escócia tem sido escolhido para a maioria dos testes com equipamentos de geração de eletricidade oceânica devido às grandes variações de maré e ondas que a região apresenta. In “Inovação Tecnológica” - Brasil

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Galiza – Eficiência na combinação das energias eólica e das ondas

Uma tese do Campus Terra mostra que estes parques mistos no mar são os mais eficazes

O uso e aproveitamento conjunto de duas energias renováveis como o são a eólica e a energia das ondas reduz para metade os custos de produção, de acordo com a conclusão da engenheira luguesa formada no Campus Terra da USC Sharay Astariz na tese de doutoramento intitulada "Combined wave and wind energy: Synergie and Implementation", uma pesquisa conduzida pelos professores Gregorio Iglesias e Rodrigo Carvalho que vêm defendendo na Escola Politécnica Superior de Lugo.

A pesquisa desenvolvida por Sharay Astariz ao abrigo do programa de doutoramento da USC "Energias renováveis e Sustentabilidade Energética” revela-se como um estudo que reforça o potencial das energias renováveis , em especial as energias marinhas como o são a produzida pelas ondas e a energia eólica offshore. A energia marinha é uma das alternativas mais promissoras para o uso dos combustíveis fósseis, devido, pelo menos em parte, à grande quantidade de recursos disponíveis.

As dificuldades que depara o aproveitamento deste tipo de energia e o elevado custo que este processo implica, devido, em parte, às duras condições do meio marinho e ao elevado custo de produção, em parte devido ao incipiente desenvolvimento da tecnologia que é necessária, são fatores que estão a questionar o aproveitamento dessas fontes de energia.

Frente a esta realidade e por razões de fomentar a competitividade dessas energias e o seu desenvolvimento, a pesquisadora luguesa propõe como alternativa o aproveitamento conjunto destas energias, pois, esta combinação depara com uma utilização mais racional do recurso disponível e melhora a sustentabilidade. Por um lado, diz Sharay Astariz, a combinação destes sistemas oferece a possibilidade de reduzir os custos da energia tendo em conta as sinergias tecnológicas que ocorrem entre as renováveis.

A pesquisa de doutoramento que Sharay Astariz está a presentar na Escola Politécnica Superior do Campus Terra da USC analisa, de um modo pormenorizado, através de simulação numérica, os benefícios que podem advir do uso de parques combinados de energia eólica e das ondas. Os resultados das pesquisas realizadas neste sentido são expressas em termos económicos, a fim de quantificar o impacto que têm estas sinergias no custo da energia.

Os resultados obtidos permitem afirmar que o custo de produção da energia poderia ser reduzido pela metade através do uso de parques combinados, em relação ao custo registado independentemente em parques eólicos e de ondas. Estes custos mais reduzidos dos processos de obtenção e produção coloca as energias marinhas em valores muito mais próximos das outras energias renováveis muito mais consolidadas, o que confirma as múltiplas possibilidades e a viabilidade económica do aproveitamento conjunto destas renováveis.

O professor titular do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Universidade da Corunha, Luis Carral Couce, presidiu ao júri encarregado de avaliar a tese de doutoramento apresentada por Sharay Astariz Núñez. O pesquisador do Instituto Geológico do Reino Unido Andrés Payo Garcia e professora do Departamento de Engenharia Agro-florestal da USC Montserrat Valcárcel, que atuou como secretária, completaram o elenco de membros. In “GCiência” - Galiza

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Internacional - Turbina inovadora gera energia barata com ondas do mar


Energia das ondas

Começou, no litoral da Espanha, o teste de mais uma tecnologia objetivando gerar eletricidade limpa e sustentável explorando as ondas do mar.

O projeto Opera, financiado pela União Europeia, lançou ao mar o primeiro protótipo do gerador Marmok, um novo tipo de gerador cujas turbinas podem gerar até 30 kW cada uma. O segundo protótipo deverá ser ancorado no mesmo local em 2017.

O dispositivo é descrito por seus idealizadores como um "absorvedor pontual" baseado no princípio da coluna de água oscilante - a força vem das ondas do mar, mas as turbinas são giradas por ar.

Trata-se de uma grande boia flutuante, com 5 metros de diâmetro, 42 metros de comprimento e 80 toneladas de peso. A boia, que acomoda duas turbinas com capacidade nominal de 30 kW, fica quase inteiramente submersa.


As ondas capturadas criam uma coluna de água dentro da estrutura central da boia, estrutura esta que se move como um pistão pelo movimento de ida e volta das ondas, comprimindo e descomprimindo o ar em uma câmara na parte superior do dispositivo.

O ar é então expelido pelo topo, onde é aproveitado por uma ou mais turbinas, cuja rotação aciona o gerador de eletricidade.

"Este projeto colaborativo europeu de demonstração da energia das ondas irá produzir dados importantes, que permitirão a próxima fase de comercialização da produção de energia a partir do oceano," disse Lars Johanning, da Universidade de Exeter e principal pesquisador do projeto.


A propósito, um dos grandes argumentos da equipa é que este dispositivo deverá produzir eletricidade a um custo muito baixo - eventualmente o menor custo dentre os vários projetos de geração de energia no mar atualmente em testes na Europa, envolvendo exploração das ondas, das marés e das correntes oceânicas.

A grande diferença é que trata-se de um projeto público, com dados compartilhados entre pesquisadores de várias universidades, enquanto a maioria dos outros testes são empreendimentos privados, o que torna virtualmente impossível dispor de dados confiáveis que permitam comparar as diversas tecnologias e traçar planos de longo prazo para a geração sustentável de energia.


No geral, o projeto Opera pretende desenvolver tecnologias que permitam uma redução de 50% nos custos operacionais em mar aberto, acelerando assim o estabelecimento de padrões internacionais e reduzindo as incertezas tecnológicas e os riscos técnicos e empresariais para adoção da tecnologia em larga escala. In “Inovação Tecnológica” - Brasil

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Austrália - Boias submersas para obter energia das ondas





















Uma empresa australiana acaba de lançar o projeto de uma planta de energia maremotriz, que aproveita a força do oceano para gerar energia. Criada pela Carnegie Wave Energy, a estrutura é uma nova versão de um modelo já executado e patenteado pela empresa, e é anunciada como “a planta mais importante e avançada tecnologicamente para testes e desenvolvimento de energia renovável de oceanos do mundo”. As informações são do jornal britânico The Guardian.

O sistema utiliza as bóias CETO, estruturas que se assemelham a grandes tanques circulares. Essas carcaças são amarradas a uma âncora no fundo do mar e permanecem totalmente submersas, característica que é o diferencial do complexo. Em entrevista ao The Guardian, Michael Ottaviano, diretor-gerente da Carnegie, explica que a estrutura foi desenvolvida para priorizar a sobrevivência a longo prazo dos tanques no oceano mais do que a eficiência na conversão de energia.

“Você pode ter a tecnologia mais eficiente, mas se acabar estragando após a primeira grande tempestade, não vale nada”, diz Ottaviano. “[O CETO] Nunca atinge a superfície. Podemos simplesmente acompanhar uma onda grande enquanto ela passa pela boia, que segue o fluxo para cima e para baixo”.

O movimento de subida e descida é a base da tecnologia de energia de ondas da Carnegie. Em harmonia com as ondas oceânicas, o movimento conduz água a uma bomba. Agora, na última geração das boias, a CETO 6, um sistema acoplado dentro do tanque irá converter a água pressurizada em eletricidade limpa, que será transportada para fora do oceano por um cabo.

Investimentos

Formada em 2006, a empresa australiana acaba de lançar seu projeto de energia ondas de US$ 90 milhões em Cornwall, no Reino Unido, depois de receber US $ 15,5 milhões do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional para executar a primeira fase.

Maior do que os modelos anteriores, cada unidade da CETO 6 tem diâmetro de 20 metros, uma capacidade de geração de 1 megawatt, e foi concebida para durar 12 meses.

O diretor vislumbra um futuro para o método principalmente para fornecimento de energia para ilhas, por estarem cercadas pelo mar. Ilhas também costumam ter grande dependência de combustíveis fósseis importados, o que os deixa em altas taxas de emissões de CO2 e volatilidade de preços, conforme Ottaviano.

Até então, a principal dificuldade da energia das ondas é o fato de ser “um recurso de densidade de energia bastante baixa em muitos lugares, por isso pode exigir uma quantidade razoável de infra-estrutura”, esclarece Stephen Doig, diretor do Instituto Rocky Mountain, que auxilia na implantação de energias renováveis em ilhas. Ainda assim, trata-se de um método a ser explorado, principalmente por ser inesgotável, renovável e promover energia sem emissão de poluentes. Cecília Tumler – Brasil in “Gazeta do Povo”

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Internacional – Energia das ondas, será desta vez?

Uma boia com dupla nacionalidade, portuguesa e sueca, que produz, pelo menos, três vezes mais energia que uma eólica

Uma parceria entre uma startup portuguesa e uma empresa sueca, a Corpower Ocean, permitiu desenvolver um novo sistema de geração de energia, através das ondas, mais resistente e mais barato do que os sistemas apresentados e testados até agora.

Foi criada uma boia, que embora ancorada ao fundo do oceano, consegue produzir energia com a oscilação provocada pelas correntes e pelas ondas.

Na primeira fase que agora termina, e que contou com a colaboração da startup portuguesa Composite Solutions, foram investidos seis milhões de euros. Na próxima etapa, que corresponde à montagem da eletrónica e à fase de testes, serão investidos 15 milhões de euros.

Quantia significativa, mas que o consórcio considera possível de reaver, uma vez que uma boia produz, pelo menos, três vezes mais energia que uma eólica.

A primeira novidade desta tecnologia está no peso. "É uma meia escala e só pesa três toneladas. Inicialmente, em aço, só a estrutura de fora eram 11 toneladas", explica Ricardo Neta, da Composite Solutions.

A boia construída em Portugal, com 11m de comprimento e 4m de diâmetro, está a caminho da Suécia, onde será testada durante cinco meses. "Vai ter um dry test, ou seja, um teste em seco, onde temos um equipamento a gerar o movimento das ondas. Quando tivermos duas semanas de funcionamento a 100%, com a carga máxima, colocamos o equipamento na água". O que deverá acontecer no norte da Escócia.

Ricardo Neta explica como funciona a produção de energia na boia: "Temos o movimento de subir e descer, e depois tem um cilindro no interior que guia uma caixa de mudanças, que movimenta geradores, que transmitem a energia por um cabo para terra".

Esta energia pode ser utilizada por qualquer pessoa, sendo inserida na rede sem qualquer processamento, uma vez que se trata de energia limpa.

E o que este projeto pode ter de bom para Portugal? "A nossa costa é enorme e as indústrias estão no litoral, por isso se tivermos maneira de gerar energia onde ela é necessária todos os custos podem baixar".

Ricardo Neta fala de um "filão" que Portugal não está a aproveitar: "olhamos para os países árabes que têm o óleo e também queríamos o óleo, mas nós temos o mar, que é capaz de gerar a mesma energia, com menos impacto para o ambiente".

A apresentação desta nova boia produtora de energia decorreu em Ílhavo, a bordo do navio-museu Santo André.

Na carteira dos benefícios está também a resistência, uma vez que esta tecnologia, construída em Portugal, oferece uma capacidade de enfrentar os piores cenários, como por exemplo tempestades marítimas durante vários dias consecutivos, algo que ainda não era possível até agora.

A energia das ondas é a energia limpa mais eficiente porque não depende do sol ou do vento. Mesmo com pequenas ondas, é seguro que a boia irá oscilar, e com isso produzir energia, sem interrupções.

A startup Composite Solutions iniciou funções em 2014, está sobretudo voltada para o oceano e para a criação de estruturas compósitas para aplicação marítima, e, esta nova boia, é um dos seus principais projetos. Miguel Midões – Portugal in “TSF”

Composite Solutions

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