Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Macau - Aposta na captação de investimento através da Exposição Global de Máquinas e Produtos Electrónicos de Inteligência Artificial

O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) estreou um novo modelo de promoção durante a primeira Exposição Global de Máquinas e Produtos Electrónicos de Inteligência Artificial (AIE)


O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) tem vindo a reforçar a estratégia de captação de investimento através de exposições internacionais, apostando num modelo integrado que combina a participação em feiras, visitas de estudo e prospecção e sessões de bolsas de contactos. A primeira iniciativa prática desta abordagem ocorreu na semana passada, com a realização da Exposição Global de Máquinas e Produtos Electrónicos de Inteligência Artificial (AIE), organizada em simultâneo em Macau e Zhuhai, reunindo empresas tecnológicas de renome mundial e milhares de compradores internacionais.

Aproveitando a dinâmica do evento, o IPIM coordenou a presença de empresas locais e promoveu contactos estratégicos, tendo visitado mais de 350 empresas tecnológicas do Interior da China, Portugal e Brasil, das quais 45 manifestaram interesse em estabelecer-se em Macau. Para ampliar as oportunidades de cooperação, o instituto organizou ainda uma visita empresarial à Província de Guangdong, permitindo a representantes dos setores da tecnologia, ‘big health’, convenções e restauração conhecer parques industriais e incubadoras, bem como aprofundar contatos com empresas de comércio eletrónico e tecnologia.

O recinto da AIE em Zhuhai, com 30 mil metros quadrados e 455 expositores, apresentou equipamentos de ponta, incluindo robôs industriais, drones, veículos inteligentes, carros autónomos e voadores, sistemas domésticos inteligentes e dispositivos de monitorização da saúde. As empresas tecnológicas do Interior da China mostraram otimismo em relação ao desenvolvimento do setor em Macau, destacando o interesse pelo Parque Industrial de Investigação e Desenvolvimento Científico e Tecnológico e pelas vantagens proporcionadas pela Plataforma Sino-Lusófona.

Também empresas de países lusófonos sublinharam a eficiência dos procedimentos administrativos de Macau e o apoio oferecido no âmbito da cooperação aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. Para empresas tecnológicas locais, a AIE revelou-se uma plataforma eficaz para expandir contactos internacionais, incluindo com compradores do Médio Oriente, Rússia e Tailândia. Empresários que visitaram os pavilhões de Macau e Zhuhai destacaram a complementaridade das áreas expositivas das duas cidades e o impacto das bolsas de contactos e visitas de prospecção no apoio à internacionalização, inovação e reconversão das empresas de Macau. In “Plataforma” - Macau


segunda-feira, 7 de julho de 2025

Cabo Verde - Quer “mais e melhor” investimento chinês

O ministro da Administração Interna de Cabo Verde disse à Lusa que Cabo Verde quer atrair investimento da China, que descreveu como “um dos principais parceiros” no desenvolvimento do país desde a independência. “Neste momento, já temos uma comunidade chinesa em Cabo Verde, essencialmente de pequenos e médios empresários”, afirmou Paulo Rocha.


O ministro disse que o próximo alvo é “atrair mais e melhor investimento [chinês] em diferentes sectores”, para diversificar a economia, muito dependente do turismo. O mar é uma prioridade e o Governo “procura parcerias” para implementar a Zona Económica Especial Marítima de São Vicente, cujo estudo foi feito com o apoio da China, recordou Rocha, durante uma passagem por Macau.

Também em Macau, em Março, o presidente da agência cabo-verdiana para o investimento externo, José Almada Dias, desafiou a empresa estatal chinesa Shaanxi Construction a aproveitar os 20 mil hectares que o país colocou ao serviço do turismo.

Paulo Rocha disse que seria “perfeitamente realista” Cabo Verde querer atrair turistas da China e de outros países asiáticos, sublinhando a presença forte de visitantes chineses na Europa e “ainda mais longe”. “Continuamos a fomentar investimentos neste domínio, crescem o número de hotéis em construção, o número de resorts, particularmente nas duas ilhas mais turísticas, do Sal e da Boavista”, disse.

Rocha defendeu que a China é, “sem dúvida, um parceiro confiável” de Cabo Verde e que tem sido “essencial no processo de desenvolvimento em diferentes setores” ao longo dos 50 anos de independência.

Cabo Verde beneficiou de múltiplos perdões de dívida por parte da China – nomeadamente cerca de 1,18 milhões de euros em 2007 e mais 1,39 milhões em 2016. Nas últimas décadas, a China consolidou a sua presença em Cabo Verde através de investimentos em obras públicas, incluindo o Estádio Nacional e a nova sede da Assembleia Nacional.

“Já nos próximos meses, iremos inaugurar uma importante maternidade na ilha de São Vicente, feita com o apoio do Governo da China, estruturante para toda a região do Barlavento”, realçou o ministro.

A cooperação estende-se à área da educação, com mais de uma dezena de bolsas atribuídas anualmente pelo Governo chinês. Desde 2010, centenas de estudantes cabo-verdianos frequentaram instituições de ensino superior na China. Alguns acabaram por ficar por terras chinesas, incluindo em Macau, e tornaram-se “verdadeiros diplomatas do (…) país, além daquilo que é a diplomacia oficial”, elogiou.

A diáspora cabo-verdiana é uma enorme reserva “em termos de capital humano” e que “contribui muito mais do que com as remessas, [ao] investir no sector produtivo do país”, acrescentou.

Paulo Rocha disse também que o país está a negociar com a China o financiamento do alargamento do sistema de videovigilância Cidade Segura a mais três cidades: Porto Novo, na ilha de Santo Antão, e Assomada e Tarrafal, na ilha de Santiago.

Fórum continuará a fomentar intercâmbio

Paulo Rocha foi um dos presentes na “Palestra alusiva ao 50º Aniversário da Independência Nacional de Cabo Verde”, co-organizada pela Embaixada de Cabo Verde na China e pelo Secretariado Permanente do Fórum de Macau. Subordinada ao tema “Cabo Verde: 50 Anos de Conquistas e Desafios – Papel de Diáspora e a Experiência de Macau”, contou com a participação de diversas personalidades.

O secretário-geral do Fórum de Macau, Ji Xianzheng, disse que o organismo continuará “a tirar o melhor proveito do papel de Macau enquanto plataforma sino-lusófona, contribuindo para fomentar o intercâmbio e a cooperação em diferentes domínios entre a China e Cabo Verde”.

Por sua vez, o embaixador de Cabo Verde na China, Arlindo Nascimento do Rosário, afirmou que o momento “não significa apenas uma data histórica para o seu país, mas também uma oportunidade para Cabo Verde mostrar ao mundo a força de uma nação que, apesar das dificuldades, persevera, reinventa-se e prospera”. “O Governo de Cabo Verde valoriza a relação com a China, especialmente com a RAEM, e a nossa diáspora. Macau ocupa um lugar especial no coração do povo cabo-verdiano, a diáspora cabo-verdiana em Macau e as suas associações não só fortalecem os laços de amizade entre os povos, como também promovem a integração social e económica da comunidade cabo-verdiana na RAEM”, prosseguiu.

Já Helena de Senna Fernandes, directora dos Serviços de Turismo, que esteve em representação do Secretário para a Economia e Finanças, referiu que “Macau e Cabo Verde são territórios aliados, desde sempre, por laços históricos, prosseguindo unidos pela vontade de se aliarem para trabalhar em prol da criação de mais e diversas oportunidades de desenvolvimento para as suas gentes e economias”.

O ministro Paulo Rocha, por seu turno, manifestou “gratidão” ao Governo da RAEM pelo “contributo valioso” que tem dado na aproximação entre a China e os países lusófonos, designadamente por via dos mecanismos do Fórum de Macau. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


sexta-feira, 21 de março de 2025

Macau - Criará “melhores condições” para atrair empresas lusófonas

O Secretário para a Economia e Finanças assegurou que “Macau irá despender esforços necessários para desempenhar de forma efectiva o seu papel” de plataforma sino-lusófona, sendo que um dos objectivos é criar “melhores condições” para atrair empresas lusófonas a instalarem-se na RAEM. Num encontro com os embaixadores dos países lusófonos na China, estes manifestaram o desejo de que se possam “explorar novas oportunidades de cooperação”



Cooperação económica e comercial nas áreas do investimento e do sector financeiro e desenvolvimento do papel de Macau como plataforma entre a China e os Países de Língua Portuguesa (PLP) foram alguns dos temas que estiveram em cima da mesa, num encontro entre o Secretário para a Economia e Finanças, Tai Kin Ip, e a delegação dos embaixadores dos PLP na China. Segundo um comunicado do Gabinete do Secretário, Tai Kin Ip pretende criar “melhores condições” para atrair empresas lusófonas para a RAEM.

O Secretário começou por sublinhar que “ao longo dos anos, Macau tem desenvolvido o seu papel” de plataforma – e esse caminho será para continuar a seguir. Assinalou depois que, nos últimos anos, as trocas comerciais bilaterais entre a China e os PLP aumentaram de forma estável e o intercâmbio cultural e humanístico tornou-se também mais frequente.

Tai Kin Ip disse ainda que o foco continuará a ser o posicionamento de desenvolvimento enquanto “Um Centro, Uma Plataforma, Uma Base”, e a participação “com afinco” na construção conjunta de “Uma Faixa, Uma Rota”. Além disso, a ideia é também continuar a “enriquecer” o conteúdo da plataforma entre a China e os países lusófonos.

Para tal, continuou, “Macau irá despender esforços necessários para desempenhar de forma efectiva o seu papel como ‘interlocutor com precisão’”, a fim de aprofundar a cooperação e intercâmbio internacionais, participar proactivamente na construção da Zona de Cooperação Aprofundada e da Grande Baía, bem como promover “com todo o empenho” o desenvolvimento das principais indústrias, “criando melhores condições para atrair empresas dos países de língua portuguesa a instalarem-se no território”.

Na ocasião, o governante aproveitou ainda para dirigir às empresas do Interior da China e dos PLP um convite para participação na 2ª edição da “Exposição Económica e Comercial China-Países de Língua Portuguesa (Macau)” (C-PLPEX) no corrente ano, “visando a plena potenciação do papel de Macau como plataforma sino-lusófona e exploração de mais oportunidades de negócios entre a China e os PLP”.

Por seu turno, a delegação dos embaixadores lusófonos, e segundo o comunicado divulgado pelo Gabinete de Comunicação Social, enalteceu a importância dada à parceria com a China. Apreciou igualmente o papel de plataforma desempenhado por Macau, como ponte de ligação na promoção económica e comercial entre a China e os PLP.

“Todas as partes manifestaram ainda o desejo de que, através das diligências do Fórum de Macau e da plataforma de Macau, se possa atrair mais investimento, e, ao mesmo tempo, explorar novas oportunidades de cooperação nos âmbitos da promoção económica e comercial e do intercâmbio cultural e humanístico, entre outros, fomentando a implementação de iniciativas e projectos nos dois sentidos”, pode ler-se. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau