Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Macau – Regressa amanhã o Festival da Lusofonia

Petiscos e bebidas, mas também artesanato, música e dança. É assim que o Festival da Lusofonia vai receber a comunidade junto às Casas-Museu da Taipa durante três dias


É já amanhã que se dá início àquela que é uma das festas mais esperadas por parte da comunidade lusófona no território – o Festival da Lusofonia. Estendendo-se até domingo, o evento promete música, dança, animação, artesanato e, como vem sendo habitual, comida e bebida. O Jornal Tribuna de Macau falou com algumas das associações que vão estar junto às Casas-Museu da Taipa para perceber o que é o público pode esperar este ano.

A presidente da Associação de Cabo Verde, Ada Sousa, explicou que aquilo que apresentam este ano “não difere muito” das edições anteriores. “Em princípio, a nossa barraca vai estar a representar uma rua de artes de produtos cabo-verdianos e teremos música cabo-verdiana”, começou por revelar. A título de exemplo, Ada Sousa disse que relativamente ao artesanato haverá peças em cerâmica feitas por cabo-verdianos residentes em Macau, bem como joias e carteiras, por exemplo.

Haverá ainda um grupo de estudantes que vai actuar com dança e música típica de Cabo Verde. Já quanto aos pratos tradicionais, no sábado haverá, no restaurante da Lusofonia, a conhecida cachupa. “E depois da gastronomia típica haverá, como sempre, os pastéis de massa tenra, vamos ter o bolo Vicente feito por uma conterrânea nossa que já vive há algum tempo em Macau, bolos de iogurte e chocolate. Não vai ser muito diferente dos anos anteriores, mas esperamos poder atrair a população de Macau para assistir à Lusofonia”, apontou Ada Sousa.

Na banca da Casa de Portugal, por sua vez, o público poderá encontrar à venda produtos artesanais que passam “pelas várias áreas”, como joalharia, cerâmica e porcelana. Além disso, estão também previstos os habituais jogos tradicionais e entretenimento para as crianças. “Para os mais pequenos teremos as pinturas faciais, eles acham sempre muita graça”, apontou Amélia António.

Segundo a presidente da Casa de Portugal, este ano vai continuar a haver sangria, mas deixam de estar disponíveis os chouriços e queijos devido à falta de verba.

Já Helena Brandão, presidente da Associação dos Amigos de Moçambique, revelou que o tema para representar o país este ano é o chá. “Escolhemos a região onde se produz o chá, mais ou menos entre o norte e centro de Moçambique, que é um dos maiores produtos de exportação do país. O chá é produzido numa vila que se chama Gurué e conseguimos que nos enviassem o chá de Moçambique”, afirmou. Assim, na barraquinha da associação, o público vai poder ver o chá, conhecer a história do produto e até mesmo prová-lo.

Em relação ao artesanato, desde que começou a pandemia, prosseguiu Helena Brandão, que não têm conseguido mandar vir produtos de Moçambique. “Com as amostras de tecidos que tínhamos cá, conseguimos arranjar duas ou três pessoas que fizessem malas de senhora e bolsas, esse género de produtos”, apontou.

As iguarias continuam a ser as mesmas “porque as pessoas gostam”. Segundo Helena Brandão, vai haver pudim de batata-doce, bem como pudim e bolo de mandioca. “Tentamos fazer doces com os produtos tradicionais de Moçambique e além disso temos os croquetes, chamuças, empadas e vamos fazer piri-piri, caril de galinha, o habitual”, concluiu.

Bebidas: o ponto forte

Apesar de estarmos em Dezembro, a Casa do Brasil promete “aquecer” quem passar pela barraca onde o samba vai ser o tema forte. “Este ano, o tema da barraca do Brasil é o samba, então fizemos um bar como era antigamente. É claro que vai ter outros tipos de música, mas esse é o tema principal”, contou Jane Martins, presidente da Casa do Brasil, à Tribuna de Macau.

E como não podia deixar de ser, o público pode deliciar-se com as famosas caipirinhas e limonada. “De dia está calor e à noite a caipirinha tanto aquece como refresca”, apontou Jane Martins. Mas há também petiscos como bolos e cachorro-quente e no sábado estará disponível a feijoada.

“Acredito que vai ter muita gente. Vai ser como no ano passado, mais pessoas locais e poucos turistas. Mas acho que a festa é muito para o povo local, para a comunidade daqui, tanto chinesa como lusófona e estrangeira. Vai ser uma festa boa”, concluiu.

O presidente da Associação dos Macaenses também aposta as fichas nas “populares” bebidas que vai oferecer. “Nestes últimos tempos, as bebidas da ADM têm causado um furor. As pessoas que passam pela barraquinha costumam consumir bastante. Algumas são de teor alcoólico, temos sabores a kiwi e pina colada. Isso vamos continuar a fazer porque têm bastante popularidade”, disse Miguel de Senna Fernandes. O expositor deste ano vai ser um ‘food truck’ com as cores alusivas a Macau.

30 grupos lusófonos

Segundo o Instituto Cultural, o programa de três dias do festival é “muito diversificado”, sendo que cerca de 30 grupos artísticos lusófonos de Macau e o Grupo de Dança Kylin de Dongguan vão proporcionar “diferentes géneros de música”. No local, o organismo vai ter uma série de actividades.

Os jogos tradicionais, como corrida de esquis, corrida de sacos, subida ao pau de sebo, tracção à corda, argolas à cruzeta, e cujos vencedores serão premiados com garrafas de vinho, bacalhau, latas de sardinha e chouriço, vão decorrer nas tardes de sábado e domingo. Nesses dias, têm também lugar os torneios de matraquilhos. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


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