Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Arquitetura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Arquitetura. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Japão – Pianista portuguesa Maria João Pires distinguida com Praemium Imperiale na área da Música

A pianista portuguesa Maria João Pires foi distinguida, na área da Música, com o Praemium Imperiale, um prémio internacional atribuído pela Associação de Arte do Japão, anunciou a organização.


O Praemium Imperiale reconhece anualmente o contributo internacional de cinco personalidades nas Artes e na Cultura e, na 35ª. edição, uma das artistas premiadas é a pianista portuguesa Maria João Pires.

Além da intérprete portuguesa, este ano o Praemium Imperiale reconhece o percurso artístico da artista plástica francesa Sophie Calle, da escultora colombiana Doris Salcedo, do arquiteto japonês Shigeru Ban e do realizador taiwanês Ang Lee.

Segundo a organização, o prémio tem um valor monetário de 15 milhões de ienes (cerca de 95.000 euros) e será entregue aos cinco laureados numa cerimónia marcada para 19 de novembro, em Tóquio.

Em 1998, o prémio referente à Arquitetura foi atribuído a Álvaro Siza.

Maria João Pires, que completou 80 anos em julho, é a mais internacional e reputada dos pianistas portugueses, com um percurso artístico que remonta a finais dos anos de 1940, quando se apresentou pela primeira vez em público, aos quatro anos.

Na próxima semana, prepara-se para iniciar uma digressão pela Coreia do Sul, que se estenderá até ao final de outubro, prosseguindo depois com uma dezena de atuações na Europa.

Entre os prémios conquistados pelo talento artístico contam-se o primeiro prémio do concurso internacional Beethoven (1970), o prémio do Conselho Internacional da Música, pertencente à organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO, 1970) e o Prémio Pessoa (1989).

Na década de 1970, o seu nome tornou-se recorrente nos programas das principais salas de concerto a nível mundial e nos catálogos das principais editoras de música clássica: a Denon, primeiro, para a qual gravou a premiada integral das Sonatas de Mozart (1974); a Erato, a seguir, nos anos de 1980, onde deixou Bach, Mozart e uma das mais celebradas interpretações das “Cenas Infantis”, de Schumann; e depois a Deutsche Grammophon, a partir de 1989.

Maria João Pires fundou ainda, em 1999, o Centro Belgais para o Estudo das Artes, em Escalos de Baixo, Castelo Branco, um projeto educativo, pedagógico e cultural dedicado à música.

O Praemium Imperiale foi criado em 1988 pela Associação de Arte do Japão para reconhecer “o trabalho excecional” em Pintura, Escultura, Arquitetura, Música e Teatro ou Cinema.

“O prémio homenageia personalidades de todo o mundo que transcendem as fronteiras nacionais e étnicas, dando corpo à cultura e às artes do nosso tempo”, lê-se na página oficial do prémio. In “Comunidade Cultura e Arte” – Portugal com “Lusa”


terça-feira, 30 de abril de 2024

Portugal - Universidade de Coimbra debate políticas e escassez de habitação acessível

O Departamento de Arquitetura (DARQ) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) vai realizar nos próximos dias 2 e 3 de maio o evento “HABIT.AÇÃO! Seminário sobre Projetos e Políticas do Habitar”, uma discussão sobre o problema da habitação em Portugal.


A iniciativa, organizada em colaboração com a Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP), está integrada no programa oficial das Comemorações dos 50 anos da Revolução de 25 de abril de 1974 e também nas celebrações dos 35 anos de Arquitetura na UC.

Este seminário conta com a participação de vários arquitetos nacionais e internacionais, que irão analisar as questões da escassez de habitação acessível, mas também apresentar e debater projetos de habitação, projetos académicos e políticas de habitação em Portugal. Haverá espaço para duas conferências sobre experiências de habitação pública na Catalunha e nos Países Baixos.

Mais informações e programa completo aqui. Universidade de Coimbra - Portugal




sábado, 28 de janeiro de 2023

Líbano – Obra do brasileiro Óscar Niemeyer entra em lista da ONU de patrimónios em perigo

A Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) adicionou a Feira Internacional Rachid Karami, na cidade libanesa de Trípoli, na lista de Património Mundial em perigo, informou a Agence France-Presse (AFP) nesta quarta-feira, 25. A obra é assinada por Óscar Niemeyer e é considerada uma das mais importantes da arquitetura moderna do século XX


“Pela escala e riqueza de sua expressão formal, a Feira é uma das obras mais representativas da arquitetura moderna do século XX no Oriente Médio árabe”, declarou a agência da ONU em comunicado.

O comitê do património mundial afirmou numa reunião extraordinária realizada nesta terça-feira, 24, que a decisão de colocar a obra na lista foi no intuito de alertar a todos sobre o seu “estado de conservação”. Obra idealizada em 1962 pelo arquiteto brasileiro.

De acordo com o comunicado, a obra é considerada um símbolo da “política de modernização iniciada pelo Líbano” em 1960. In “Milénio Stadium” – Canadá com “Veja”  


sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Portugal - Aluna de Arquitetura da Universidade de Coimbra distinguida com prémio internacional

Inês Nunes, aluna do Doutoramento em Arquitetura CoimbraStudio do Departamento de Arquitetura (DARQ) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) venceu o IASTE Lifchez-Berkeley Award para o melhor artigo apresentado no International Association for the Study of Traditional Environments (IASTE) Congress 2022 em Singapura, e ainda uma Attendence Grant de incentivo à sua investigação.


Intitulado “Female Disruptions Tropical Modernism” o artigo apresentado aborda a função social de duas arquitetas, de formação moderna, que souberam desafiar os paradigmas internacionalistas e tropicalistas do Movimento Moderno, através do seu trabalho realizado no oriente: Jane Drew, na Índia, e Minnette da Silva, no Sri Lanka.

A doutoranda recebeu um apoio de 1000 dólares, 500 pelo artigo premiado e restante como Attendence Grant.

O Prémio IASTE-Berkeley reconhece o melhor artigo submetido à conferência por um estudante ou bolsista júnior, desde que seja aceitável para publicação na revista TDSR. Universidade de Coimbra - Portugal


segunda-feira, 10 de outubro de 2022

UCCLA - Lançamento do livro “Teresa Simões”

Terá lugar amanhã, 11 de outubro, pelas 18 horas, o lançamento do livro “Teresa Simões” da luso-brasileira Teresa Simões, no auditório da UCCLA.

A apresentação do livro será transmitida em direto através da página do Facebook da UCCLA em:

https://www.facebook.com/UniaodasCidadesCapitaisLinguaPortuguesa 

O livro “Teresa Simões”, já no seu segundo volume, apresenta, de modo elegante e objetivo, uma seleção de projetos de autoria da Arquiteta Teresa Simões dos últimos anos. Com prefácio de Isabelle de Oliveira, esta coletânea é constituída por 36 projetos, os quais traduzem a essência da arquiteta: a ‘curiosidade insaciável’ combinada ao seu ‘sentido de minúcia’. Embora com foco em residências e escritórios, esta publicação é uma breve síntese dos muitos anos de conhecimento e dedicação de Teresa Simões no âmbito arquitetónico e filantrópico.

Com mais de 500 projetos desenvolvidos e executados ao longo da carreira, a maestria em combinar modernidade e funcionalidade no processo projetual e na execução em obra diferencia e destaca o trabalho de Teresa Simões.

No entanto, esta publicação também possibilita um maior contato com o lado pessoal. Na ‘bate papo rápido’, Teresa revela o seu grande carinho por Portugal e pela família e a constante vontade de descobrir algo novo e diferente para fazer.


terça-feira, 24 de maio de 2022

Portugal - Estudante da Universidade de Coimbra distinguida pela Ordem dos Arquitectos

Um projeto de intervenção para o Castelo de Monsanto, realizado por Joana Ferreira, do Departamento de Arquitetura (DARQ) da Universidade de Coimbra (UC), foi distinguido pela Ordem dos Arquitectos no âmbito da 1ª edição do “Prémio Colégio de Património Arquitectónico (CPA) - Um serviço prestado ao Património, à Arquitetura e ao País”.

O estudo, intitulado “A Envolvente do Castelo de Monsanto: Uma proposta de Intervenção”, foi efetuado no âmbito da dissertação de mestrado da estudante, orientada por Luís Miguel Correia. Corresponde «a uma investigação em torno do projeto, revelando altas competências de reflexão metodológica e domínio do processo de projeto», informa o júri do prémio.

«Utiliza o desenho como instrumento de trabalho para a compreensão do local e para desenvolvimento das ideias de projeto», acrescenta, destacando que a proposta «apresenta um método de análise e intervenção para o Castelo de Monsanto que tem por base a disciplina da arquitetura e as suas ferramentas», mas que, a par, revela uma «compreensão aprofundada das questões ligadas à preservação do património que não são meramente arquitetónicas».


Ainda de acordo com o júri do prémio, o trabalho «propõe uma leitura do objeto de estudo que é simultaneamente arqueológica, cultural e social. Tem a correta relação entre as várias pequenas intervenções e a compreensão dos percursos de território como descoberta e interpretação do local».

O projeto de Joana Ferreira é uma abordagem segura e equilibrada na «relação entre investigação e projeto», conclui o júri.

O Prémio CPA pretende «incentivar a qualidade dos trabalhos de investigação, no âmbito de Mestrado, com incidência na salvaguarda e valorização do património arquitetónico português ou de origem portuguesa, promovendo o seu reconhecimento público e o fortalecimento da relação do CPA com a Academia». Universidade de Coimbra - Portugal



 

segunda-feira, 25 de abril de 2022

Lusofonia - Património do século XX está ameaçado, avisa presidente dos arquitetos lusófonos

O presidente do Conselho Internacional dos Arquitetos de Língua Portuguesa (CIALP), Rui Leão, alertou que o património construído no século XX nos países lusófonos “está em grande risco de vir a desaparecer em massa.

“Em Portugal menos, mas nos outros países – incluindo em Macau – o património está muito mal protegido, porque não existe enquadramento suficiente, estudo contínuo e força política também”, disse à Lusa o arquiteto radicado em Macau.

“Já tem desaparecido património muito bom” em Angola, lamentou o presidente do CIALP, e também em Moçambique e Cabo Verde há a “tentação” de demolir edifícios do século XX “porque dá jeito em termos políticos ter mais dois ou três andares”.

Rui Leão lembrou ainda o caso do Palácio Gustavo Capanema, “das peças mais essenciais do património do século XX brasileiro”, que foi colocado pelo governo numa lista de imóveis a serem leiloados.

Em fevereiro, um tribunal do Rio de Janeiro deu razão ao Ministério Público Federal e proibiu o governo de aceitar qualquer proposta de compra do palácio, “o que poderia levar a alterações indesejadas”.

O Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vai discutir na primeira semana de maio uma proposta do CIALP para estabelecer uma listagem de “património notável” do século 20, revelou Rui Leão.

Há dois anos que um grupo de trabalho do CIALP tem vindo a discutir os critérios para cada país, disse o arquiteto.

Apesar da listagem não ter um caráter vinculativo, se for adotada pela CPLP, “vai-nos permitir trabalhar mais a fundo, aí já com equipa de pesquisa e universidades associadas”, acrescentou Rui Leão.

O presidente do CIALP diz ter esperança de que a Comissão do Património Cultural da CPLP, criada em 2017, possa ser um “interlocutor” na proteção do património arquitetónico lusófono.

O património do século 20 será o tema de uma das duas mesas redondas que o CIALP vai coorganizar em Luanda, entre 3 e 5 de maio, no âmbito da terceira edição da Capital da Cultura da CPLP.

A iniciativa, que irá celebrar o dia mundial da língua portuguesa, 5 de maio, vai decorrer na capital de Angola, que exerce atualmente a presidência rotativa da CPLP.

O CIALP tem como membros as ordens ou organismos profissionais de arquitetos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Goa, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

A organização não-governamental representa “mais de 230 mil arquitetos”, o que corresponde “a 18% dos arquitetos mundiais”, disse à Lusa em julho Rui Leão.

O CIALP, fundado em 1991, é uma associação de direito privado sem fins lucrativos, com sede em Lisboa, é parceiro institucional da União Internacional dos Arquitetos (UIA) e observador consultivo da CPLP. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

 

Islândia - Centro comunitário será desenhado por portugueses

O escritório de arquitetura português SaStudio venceu o concurso internacional de projeto para um centro comunitário em Hornafjörður, na Islândia. É o segundo concurso ganho pelo atelier na ilha atlântica, depois do concurso para um parque infantil


O projeto para o centro comunitário foi uma colaboração portuguesa com o estúdio islandês Hjark e a firma Landmotun. Será um edifício que subirá o nível do solo até ao topo do centro comunitário. Torna-se num espaço pedonal com um novo ponto de vista sobre a ilha, a comunidade e o mar.

O edifício terá 500 metros quadrados e contará com café, serviços de aluguer de caiaques e bicicletas, e ainda espaços que poderão servir para apoio às escolas, creches, ou um espaço de cinema. Houve ainda a proposta de recuperar um aterro que lá havia para fazer uma pequena lagoa no verão e um ringue de hóquei no inverno.

Na equipa de projeto do escritório Sastudio estão os portugueses Tiago Sá, Rodolfo Coelho, Francisco Calado e Clara Lobo. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo



sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Macau - Concluída classificação de 12 bens imóveis

O Instituto Cultural finalizou o processo de classificação do terceiro grupo de bens imóveis, cuja proposta de regulamento administrativo já foi discutida pelo Conselho Executivo. Entre os 12 novos itens, quatro localizam-se em Coloane, tais como a antiga leprosaria de Ká-Hó, a ponte-cais de Coloane e o Pagode de Sam Seng


Os itens classificados integram sete monumentos, quatro edifícios de interesse arquitectónico, bem como um na categoria de conjunto. Na categoria de monumentos estão dois sítios arqueológicos: os vestígios históricos encontrados em fosso aberto no substrato rochoso, na Rua de D. Belchior Carneiro, e as Ruínas do Colégio de São Paulo, que incluem os vestígios do Colégio, na Calçada de S. Paulo, os troços do Antigo Muro no Pátio do Espinho e o troço do Antigo Muro no Beco do Craveiro.

Ainda na categoria dos monumentos alvo de protecção inserem-se os pagodes de Seak Kam Tong Hang Toi, na zona do Patane, de Sam Seng, em Ká-Hó, e três ponte-cais (a nº 1 no Largo do Pagode da Barra, a antiga ponte-cais da Taipa e a de Coloane).

Segundo o regulamento, foram ainda classificados quatro novos edifícios com interesse arquitectónicos. Esse grupo integra o edifício na Calçada da Vitória, nº 55, o edifício na Estrada Nova, nº 2, o Lar de Nossa Senhora da Misericórdia e a Igreja de Nossa Senhora das Dores da Vila de Nossa Senhora em Ká-Hó. Nesta categoria, o edifício na Estrada Nova, também conhecido como “casa verde”, reflecte estilo português, tratando-se de um exemplo do Movimento da “Casa Portuguesa”. Este edifício também vai ter uma zona de protecção.

A lista inclui ainda a antiga Leprosaria de Ká-Hó da Vila de Nossa Senhora, classificada na categoria de conjunto, com a constituição de uma zona de protecção.

Recorde-se que, há um ano, na apresentação do 3º grupo de bens imóveis para a classificação, Leong Wai Man, vice-presidente do IC, revelou que só após a conclusão do processo de classificação haveria condições para avançar com um quarto grupo de propostas. Na consulta pública, os 12 bens imóveis foram bem recebidos pela sociedade, com as opiniões favoráveis a ocuparem sempre a maior percentagem, segundo indicou o relatório. Rima Cui – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”





quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Brasil - Espólio de urbanista Lúcio Costa, criador de Brasília, doado à Casa da Arquitetura no Porto


O espólio do arquiteto e urbanista brasileiro Lúcio Costa, criador de Brasília, foi doado à Casa da Arquitetura – Centro Português de Arquitetura, em Matosinhos.

A instituição fez o anúncio nesta quarta-feira, que se compromete a divulgar o acervo numa plataforma em 2022.

O acervo, doado pela família do arquiteto, engloba cerca de 11 mil documentos de 1910 a 1998, incluindo cinco cadernos de anotações e esboços que atestam as viagens de Lúcio Costa a Portugal, em 1948 e 1952.

Lúcio Costa, que morreu em 1998, no Rio de Janeiro, aos 96 anos, é autor do Plano Piloto de Brasília, projeto que deu origem à cidade e capital brasileira, inaugurada em 1960.

“É uma honra e uma distinção para a Casa da Arquitetura acolher o patrimônio desta figura ímpar do modernismo”, expressou o seu presidente, José Manuel Dias da Fonseca, citado numa nota de imprensa pela instituição portuguesa.

Do espólio doado à Casa da Arquitetura constam textos, desenhos pré-concurso e outros elementos do Plano Piloto de Brasília, assim como documentos relativos aos projetos da Casa do Brasil em Paris, do Jockey Club do Rio de Janeiro, do Museu das Missões e do Pavilhão do Brasil na Feira Mundial de Nova Iorque de 1939.

Há igualmente registos fotográficos e videográficos de caráter pessoal e familiar, troca de correspondência entre Lúcio Costa e os arquitetos Le Corbusier, incluindo desenhos originais deste, e Oscar Niemeyer, com os quais trabalhou.

O vasto acervo documental integra ainda artigos de jornais, revistas, cartazes, álbuns de família, postais, mapas, plantas, esboços, desenhos e apontamentos em envelopes, folhas de rascunho e cartões de visita.

A Casa da Arquitetura compromete-se a conservar o espólio e a divulgá-lo numa plataforma digital, com lançamento previsto para janeiro de 2022.

A documentação, que está a ser tratada e digitalizada, poderá, no entanto, ser consultada em suporte papel mediante marcação prévia, ficando a Casa da Arquitetura responsável pela gestão de empréstimos para fins diversos, como exposições ou publicações. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”


 

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Obra aborda a história da arquitetura do Brasil e Portugal através dos livros


Uma história da arquitetura portuguesa e brasileira através dos livros. Assim pode ser definido Livros, Leituras e Bibliotecas – História da Arquitetura e da Construção Luso-Brasileira, do professor Ricardo Rocha, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que a Editora da USP (Edusp) lança no dia 25 de agosto, quarta-feira, às 15 horas, em evento que será transmitido pelo canal da UFSM no Youtube.

Com 172 páginas, o livro de Ricardo Rocha traz análises sobre publicações datadas dos séculos 18, 19 e 20, que dão ao leitor uma boa ideia do desenvolvimento das técnicas de arquitetura e construção em Portugal e no Brasil. No capítulo 1, por exemplo, Rocha faz comentários sobre o livro Regras de Desenho para Delineação das Plantas, Perfis e Perspectivas Pertencentes à Arquitetura Militar e Civil, publicado em 1793 pelo capitão Antônio José Moreira (1751-1794) para uso na Real Academia de Fortificação, Artilharia e Desenho de Lisboa.

Um manual de desenho, essa obra se insere no que era classificado na época como “textos de natureza não literária e sim doutrinária e ou científica” e que tiveram sentido em virtude da intencionalidade do autor – o protocolo de leitura -, como escreve Rocha. “No início do livro, Moreira assinala, por exemplo, a tensão entre teoria e prática ao dizer que ‘é verdade que o desenho se adquire mais com o uso do que por meio de longas e fastidiosas descrições; mas também se não deve negar que os preceitos e regras para riscar qualquer planta explicados somente de viva voz, são esquecidos com facilidade e se não houver livros”, comenta o autor. “O que aponta para uma prática, semelhante a que os arquitetos ainda hoje chamam de ateliê, em que se aprende melhor desenhando do que estudando a teoria. Por sua vez, a tradição oral (ou extensivamente aquela dos manuscritos), em toda sua vitalidade (re)criativa, teria um caráter normativo inferior ao documento publicado, pelo menos entre o ambiente de formação dos engenheiros luso-brasileiros e na opinião de Moreira.”

No segundo capítulo, Rocha analisa o Guia do Engenheiro na Construção das Pontes de Pedra, publicado em 1844, de autoria de Luís da Silva Mousinho de Albuquerque. À semelhança do livro das Regras de Moreira, esse Guia é também um manual, mas se trata de uma publicação avançada, dirigida a profissionais, e não a estudantes. Preparada em Paris e publicada pela Academia Real das Ciências de Lisboa, é dividida em três partes. “A primeira parte trata dos elementos que compõem as pontes de pedra – arcos, abóbadas, embocaduras, avenidas etc. – seu traçado, espessura e forma. A segunda parte comenta os materiais empregados na construção das pontes de pedra – argamassas, madeiras etc. –, bem como outros temas relacionados, como a dragagem, as ensecadeiras e os fundamentos (fundações). A terceira parte traz as demonstrações geométricas – construção da elipse, da parábola, dos arcos tricêntricos, policêntricos – e questões como a teoria das abóbadas, a resistência das pedras ao esmagamento e fratura etc.”

Em A Nossa Casa por Morales de Los Rios Filho – terceiro capítulo do livro -, Rocha recolhe anotações sobre o livro A Nossa Casa: Apontamentos sobre o Bom Gosto na Construção das Casas Simples, do arquiteto português Raul Lino (1879-1974), feitas pelo arquiteto brasileiro Adolfo Morales de los Rios Filho (1887-1973), formado pela Escola Nacional de Belas Artes, atual Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, em 1914. “Para Raul Lino, em passagem marcada por Rios Filho, ‘o caráter essencial das fachadas duma residência reside nas suas proporções gerais e estas só podem ser determinadas depois de haver uma planta definitiva’. Outras passagens sobre a questão, marcadas no exemplar de A Nossa Casa de Rios Filho, espalham-se pelo livro. Na página 26, a palavra ‘proporção’, anotada na margem, remete ao trecho sublinhado sobre o tema, que retorna na página 28. Na página 30, em nota, uma marcação/sublinhado relaciona o problema das proporções com o do fingimento: ‘se tem copiado pormenores arquitetônicos isoladamente, adaptando-os tais como se encontram nas edificações originais. Dá-se, porém, o caso de que o que nos encanta nas antigas casas não são somente os pequenos pormenores separáveis, é acima de tudo o conjunto das proporções’”, escreve Rocha.

O quarto capítulo, intitulado Alcides Rocha Miranda, Leitor Ideal de Lúcio Costa: Sobre Arquitetura, reproduz análises do arquiteto carioca Alcides Miranda (1909-2001) a respeito do livro Sobre Arquitetura, publicado em 1962, a reunião mais completa de textos e projetos de Lúcio Costa até o aparecimento, 30 anos depois, da sua autobiografia. Segundo Rocha, esse livro traça o perfil de personagens importantes no panorama da cultura brasileira, no que se refere à tentativa de construção de um país desenvolvido por meio do modernismo arquitetônico e artístico. Destaque para a figura do arquiteto Alberto Xavier, que teve a iniciativa publicar os textos de Lúcio Costa, famoso pela aversão à publicação de seus próprios trabalhos. Para Rocha, o livro é, “sem sombra de dúvidas, não só personagem fundamental na trama da arquitetura moderna brasileira, mas um registro sofisticado dessa mesma trama e que a transcende de certo modo, enquanto objeto estético em si mesmo”.

Por fim, o quinto capítulo, Sobre Bibliotecas, trata dos volumes sobre arquitetura e construção da Casa Anunciada dos Condes de Rio Maior, uma das melhores coleções de livros privadas de Portugal, que foi dispersa depois da Revolução de Abril de 1974, e das bibliotecas de dois colecionadores brasileiros, o engenheiro Zake Tacla (1918-2009) e o arquiteto Gerson Pompeu Pinheiro (1910-1978). Claudia Costa – Brasil in “Mundo Lusíada” com “Jornal USP”

O livro será lançado no dia 25 de agosto, quarta-feira, às 15 horas, em evento que será transmitido pelo canal da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) no Youtube.


 

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Internacional - Arquitetos lusófonos representam 18% do setor mundial

Os arquitetos lusófonos representam 18% do total de profissionais mundiais, uma percentagem “significativa”, disse esta semana à Lusa Rui Leão, presidente do Conselho Internacional dos Arquitetos de Língua Portuguesa (CIALP), que assinala este ano 30 anos de existência


A organização não-governamental (ONG) é formada pelos membros das ordens profissionais de arquitetura dos países e territórios lusófonos, que “representam uma população de mais de 230 mil arquitetos”, o que corresponde “a 18% dos arquitetos mundiais”, afirmou Rui Leão.

O presidente do CIALP recordou que a ONG, criada em 1991, e de que fazem parte Brasil, Portugal, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Goa e Macau, “precede a criação da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa]”, fundada em 1996, defendendo a importância da associação para promover “a cultura partilhada” nestes territórios.

“A arquitetura, a comida e a língua são coisas que estão na raiz do nosso encontro”, afirmou. “O que nos liga é muito forte, tem a ver com uma maneira de estar e de entender o mundo, que é muito própria, e que ultrapassa todas as dimensões do colonial e do pós-colonial, porque de facto o que partilhamos é incomensurável”, defendeu.

“É uma expressão cultural que atravessa todos estes espaços, independentemente do que nos separa”, acrescentou.

Segundo Leão, que preside ao CIALP desde 2016, a organização tem promovido a troca de experiências entre os seus membros, a exemplo de “um programa de voluntariado com o Governo de Brasília, há quatro anos, de gestão urbana nas favelas”, que permitiu que “arquitetos africanos, portugueses e de Macau pudessem trabalhar diretamente com as comunidades nas 10 favelas principais” da capital brasileira.

“Uma aprendizagem enorme de um lado e de outro do Atlântico”, considerou Leão, que gostaria de “continuar a explorar” este tipo de abordagem também em África.

“O Brasil é muito inovador nessa área de reconversão das favelas e de aplicação do microfinanciamento e da autoconstrução, e isso são respostas que se aplicam completamente nas cidades de Angola, Cabo Verde, Moçambique e Guiné-Bissau”, defendeu o arquiteto, que vive em Macau.

Para assinalar o 30.º aniversário, a ONG organiza este ano uma série de quatro seminários na ‘web’ sobre o “património lusófono”, que arrancou hoje com uma palestra sobre o património arquitetónico português em África, com a participação do arquiteto angolano Francisco José Miguel e do moçambicano Luís Lage, além de Victor Leonel, vice-presidente do CIALP e presidente da União Africana dos Arquitetos.

A série, que se prolonga até dezembro, inclui ainda palestras sobre o património lusófono na Ásia, “com destaque para Goa e Macau”, Brasil e Portugal, em datas ainda a agendar, disse Rui Leão, sublinhando que, apesar de haver muitos estudos de arquitetos portugueses sobre o património arquitetónico colonial, é importante ouvir os profissionais nos países em que este se encontra.

“Alguns de nós têm voz há 500 anos e outros só ganharam voz há 40”, depois do 25 de abril, disse, defendendo que “é importante haver interpretações que partam de Angola, Moçambique” e de outros países membros sobre a herança patrimonial portuguesa.

No âmbito das comemorações dos 30 anos, o CIALP inaugura ainda, em 18 de julho, a vídeo-exposição “Diálogos Emergentes”, um filme que mostra o trabalho de 11 arquitetos de Macau, Goa, São Tomé, Guiné-Bissau, Moçambique, Cabo Verde, Brasil e Portugal, na área da habitação.

O filme, realizado em parceria com a Dinâmia’CET-IUL (Centro de Estudos sobre a Mudança Socioeconómica e o Território do Iscte), com o apoio do instituto Camões, “vai permitir mostrar a enorme diversidade que existe, nestes países, na forma de construir e de fazer cidade”, mostrando ao mesmo tempo muita coisa que os une, disse Rui Leão.

O CIALP, associação de direito privado sem fins lucrativos, com sede em Lisboa, é constituído pelas associações profissionais de arquitetos dos países e territórios de língua portuguesa, sendo parceiro institucional da União Internacional dos Arquitetos (UIA) e observador consultivo da CPLP. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sexta-feira, 2 de abril de 2021

Brasil – Distinguida obra coletiva sobre Hospitais e Saúde luso-brasileira


No passado dia 2 de fevereiro, o livro Hospitais e Saúde no Oitocentos: diálogos entre Brasil e Portugal, uma obra coletiva na área da História e Saúde que é resultado de um conjunto de trabalhos elaborados por investigadores luso-brasileiros sobre arquitetura, urbanismo, patrimônio cultural e saúde no séc. XIX, foi distinguido no âmbito do VI Encontro da Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo (ENANPARQ).

O VI ENANPARQ, um congresso internacional que se assume como um dos principais eventos da área de arquitetura e urbanismo do Brasil, que este ano se realizou de forma virtual, devido à pandemia, entre os dias 1 e 5 de março em Brasília, atribuiu à obra luso-brasileira uma menção honrosa na categoria coletânea. Segundo o júri do evento, o livro “contribui para o conhecimento e para o reconhecimento da arquitetura hospitalar no Brasil e em Portugal, durante o neoclassicismo, trazendo conteúdos novos sobre o tema”.

O livro, uma publicação da editora Fiocruz, que concentra a maior parte dos lançamentos da Fundação Oswaldo Cruz, a mais importante instituição de ciência e tecnologia em saúde da América Latina, localizada no Rio de Janeiro, é constituído por sete capítulos onde os cientistas sociais luso-brasileiros revisitam a benemérita rede de dezenas de associações de beneficência fundadas por emigrantes portugueses na transição do séc. XIX para o séc. XX, e que ainda hoje são instituições de referência no Brasil, principal destino da emigração lusa na época.

Refira-se que um dos capítulos da obra é assinado pelo historiador Daniel Bastos, colaborador do Mundo Lusíada, com o título “O Hospital da Misericórdia de Fafe e a Contribuição da Benemerência Brasileira em Portugal no Século XIX”. O investigador, cujo percurso tem sido alicerçado no seio das comunidades portuguesas, destaca no seu trabalho o percurso de mais de um milhão de portugueses que na transição do séc. XIX para o séc. XX emigraram para o Brasil, muitos deles provenientes do Minho, à procura de melhores condições de vida.

Os chamados “brasileiros de torna-viagem”, que quando retornaram ao torrão natal foram impulsionadores da construção de residências, de indústrias e obras filantrópicas, assim como dinamizadores da vida pública, económica, social e cultural. Daniel Bastos – Portugal in “Mundo Lusíada”


 

domingo, 28 de março de 2021

França - Portuguesa ilumina escadaria de Câmara de Paris

A artista plástica portuguesa Cátia Esteves criou um lustre monumental para adornar a escadaria de honra da Câmara do 11.º bairro de Paris, num cruzamento entre o estilo neoclássico do edifício e a arte contemporânea que agradou aos habitantes


“Sinceramente, não tive qualquer crítica. Para quem não conhecia antes o espaço, parece que a obra esteve sempre ali. Cátia conseguiu colocar uma obra contemporânea num local clássico e, ao mesmo tempo, criar algo que parece sempre ter ali estado”, afirmou o presidente da Câmara do 11.º bairro, François Vauglin, em declarações à agência Lusa.

Paris está dividida em 20 bairros e o 11.º vai desde a Praça da Bastilha até à Praça Republique, sendo um bairro boémio, com bastante vida noturna e onde vivem 150 mil pessoas. Todos os estes bairros são geridos localmente pelo equivalente de uma junta de freguesia, e estão depois reunidos administrativamente na Câmara Municipal de Paris.

O edifício da Câmara do 11.º bairro data de 1865, e foi palco de algumas das principais convulsões internas da capital, tendo mesmo servido de refúgio à Comuna de Paris em maio de 1871.

François Vauglin encontrou pela primeira vez uma obra de Cátia Esteves num festival de artistas locais, que decorre nos jardins do 11.º bairro, e sentiu que aquela seria a artista certa para adornar a escadaria monumental da Câmara.

“Vi a obra dela no jardim Truillot, um jardim que construímos há três anos, e era uma obra abstrata, relativamente pequena, em papel, eu disse-me que havia ali alguma coisa e que ela poderia fazer uma obra especial para a nossa escada de honra”, contou o responsável autárquico.

Cátia Esteves instalou-se há sete anos em Paris. Após os estudos de Arquitetura, em Lisboa, e um ano no Brasil, a portuguesa começou a trabalhar num ateliê de arquitetura em Bruxelas, mas, à parte, começou a fazer algumas esculturas por sentir necessidade de se expressar.

Uma das suas obras mais conhecidas, a “Gota”, surgiu em 2014, trazendo-a até à capital gaulesa. Nos seus trabalhos, a artista portuguesa utiliza matérias que à primeira vista não dariam origem a peças de arte.

“Gosto de transformar o que não tem valor para lhe dar uma segunda vida, especialmente recursos naturais como o papel, e que eu depois formalizo e volto a dar um corpo associado à natureza”, explicou a artista.

Papel, cartão, esferovite e latão são os principais materiais utilizados por Cátia Esteves, sempre associados à luz.

“A luz é algo importante para mim, talvez devido à minha formação de arquiteta, a luz permite-me intervir no espaço, ela consegue englobar a obra e todo um contexto”, relatou.

E luz era o que faltava na escadaria de honra desta Câmara onde os habitantes do bairro passam para falar com o seu autarca, mas também para se casarem ou para as cerimónias com mais pompa.

“Foi um desafio incrível. O desenho da obra foi inspirado no lugar, é uma arquitetura neoclássica, onde existe um espírito um pouco austero e que responde a uma ordem de proporções, e a minha peça foi desenhada em função do espaço”, explicou Cátia Esteves.


Foi assim que nasceu a peça “Transition”, um lustre que pesa quase 200 quilogramas, com 4,5 metros de altura e 2,78 metros de diâmetro. Uma estrutura onde vários tubos de latão acabam por se dobrar de forma anti-gravitacional, com as pontas cobertas de papel modelado.

Com um custo total de 20 mil euros, a peça foi instalada no início de dezembro e foi formalmente inaugurada há uma semana, com a presença do embaixador de Portugal em França, Jorge Torres Pereira.

No currículo, Cátia Esteves tem também uma presença na Noite Branca de 2020, uma iniciativa anual que decorre em outubro, nas ruas de Paris. “Sweet Dreams”, a instalação que nessa noite adornou uma das pontes junto a Notre Dame foi “uma semente que se planta” e que “os resultados chegam com o tempo”, segundo a artista.

Cátia Esteves está já a preparar a próxima exposição com a peça “Poesia”, patente na Galerie des Gobelins a partir de abril.

Devido às restrições sanitárias, num primeiro momento a exposição será virtual e, possivelmente, receberá visitas em maio, dependendo da evolução da pandemia.

Já para os autarcas parisienses, esta é a altura de dar visibilidade aos artistas, atingidos pela pandemia e oportunidades culturais aos habitantes impedidos de visitarem museus.

“Mesmo ao nosso nível modesto de Câmara de bairro, temos muito a fazer. Nós estamos em contacto com vários artistas para criar exposições ao ar livre, por exemplo, nas vedações dos nossos jardins. E também adquirimos obras regularmente para ajudar os artistas”, concluiu François Vauglin. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo




quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Brasil - Livro “Patrimônio Arquitetônico Brasil – Portugal” tem lançamento online



No dia 9 de setembro, às 13h30 (horário de Brasília), acontece o lançado online do livro “Patrimônio Arquitetônico Brasil – Portugal”, organizado por Alice Tavares, Aníbal Costa, C. Guimaraens, Diego Dias e Maria Rita Amoroso.

A atividade enquadra-se no 7º FIPA – Fórum Internacional de Patrimônio Arquitetônico Brasil – Portugal, que tem a chancela do comitê organizador da União Internacional dos Arquitetos para integrar o calendário de eventos culturais do Rio 2021 – Capital Mundial da Arquitetura.

A sessão de lançamento será transmitida online, no canal youtube do PROARQ UFRJ.

O 7º FIPA – Fórum Internacional de Patrimônio Arquitetônico Brasil – Portugal será realizado nos dias 13, 14 e 15 de julho de 2021, no Museu Histórico Nacional, Paço Imperial, Palácio Capanema e Sítio Burle Marx na cidade do Rio de Janeiro, no calendário de eventos culturais do Rio 2021-Capital Mundial da Arquitetura UNESCO UIA.

No tema do 7º FIPA, Todos os mundos – O Patrimônio que nos une.

​O Fórum dá continuidade às ações efetivadas desde 2014, com debates em mesas redondas ligadas à modelagem temática proposta pelo UIA: Diversidade e Mistura, Mudanças e Emergências, Fragilidades e desigualdades e transitoriedades e Fluxos.

Alem da construção do documento “Carta Patrimônio em Risco”, ações e propostas a serem enviadas ao Congresso UIA2021RIO para garantir a preservação do valor cultural e a qualidade da intervenção.

O FIPA é um evento que nasceu pelas mãos de duas arquitetas, a brasileira Maria Rita Silveira de Paula Amoroso e a portuguesa Alice Tavares.

Desde o início foi criado um convênio entre instituições brasileiras e portuguesas de forma a intercalar anualmente a realização do Fórum entre Brasil e Portugal, agregando profissionais nos campos científicos, técnicos e de gestão do patrimônio.

O objetivo principal do FIPA é promover debates interdisciplinares e interinstitucionais a fim de que o conhecimento científico decorrente da investigação, da prática de intervenção no “sítio” e da gestão e promoção do Patrimônio Cultural consigam um espaço de diálogo e de troca de informação relevante. In “Mundo Lusíada” - Brasil

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

UNESCO – Rio de Janeiro vai ser Capital Mundial da Arquitetura em 2020

A cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, foi designada Capital Mundial da Arquitetura em 2020, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), anunciou esta entidade, na sua sede, em Paris



O anúncio daquela que será a primeira Capital Mundial da Arquitetura foi feito na presença da diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, do presidente da câmara do Rio de Janeiro, Marcello Crivella, e de Thomas Vonier, presidente da União Internacional dos Arquitetos (UIA).

Esta escolha surge na sequência de uma parceria firmada entre a UNESCO e a UIA, no sentido de designar uma capital mundial da arquitetura, que deverá acolher o congresso mundial da União dos Arquitetos, evento que decorre a cada três anos.

O objetivo é que a Capital Mundial da Arquitetura se torne, em 2020, um fórum de debates sobre os desafios globais na perspetiva da cultura, do património mundial, do urbanismo e da arquitetura.

Neste sentido, o Rio de Janeiro irá ser palco de uma série de eventos sob o tema "Todos os mundos. Só um mundo", para promover o 11.º objetivo da Agenda Internacional 2030 para o Desenvolvimento Sustentável: "Tornar as cidades e aglomerados humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis".

A UNESCO, a UIA e as instituições locais vão organizar atividades para promover projetos que envolvem arquitetos e urbanistas, assim como responsáveis políticos, instituições sociais e profissionais de outros setores, incluindo artistas e escritores, num espaço de diálogo criativo e inovador.

Organização não-governamental com sede em Paris, a União Internacional dos Arquitetos (Union Internationale des Architectes, em francês) foi fundada em Lausana, na Suíça, em 28 de junho de 1948, logo após o final da II Guerra Mundial, com o objetivo de unir e representar os arquitetos de todo o mundo, independentemente da nacionalidade, raça, religião ou opção arquitetónica, bem como de federar as suas organizações nacionais.

A UIA - presidida pelo norte-americano Thomas Vonier - reúne atualmente organizações profissionais de 123 países e territórios, representando mais de 3,2 milhões de arquitetos em todo o mundo. In “Revista Port. Com” - Portugal