Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Singapura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Singapura. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Timor-Leste e Singapura reforçam diálogo político e cooperação em vários sectores

Timor-Leste e Singapura decidiram na sexta-feira reforçar o diálogo político e a cooperação nos setores da economia, educação e saúde no âmbito da primeira visita de um primeiro-ministro daquele país a Díli


“Singapura tem sido um parceiro de confiança e um amigo de Timor-Leste. Tem apoiado o nosso povo, as nossas instituições e a nossa preparação para a adesão à ASEAN [Associação das Nações do Sudeste Asiático]”, afirmou Xanana Gusmão, em conferência de imprensa, após um encontro com o seu homólogo, Lawrence Wong.

“Timor-Leste espera dar continuidade aos resultados desta visita, incluindo nas áreas da cooperação no âmbito da ASEAN, mobilidade laboral, educação, saúde, investimento, conectividade e assuntos regionais”, salientou o líder timorense.

Durante o encontro, Singapura anunciou também a intenção de abrir determinados setores da sua economia a trabalhadores timorenses. “É um anúncio importante. Representa um desenvolvimento muito significativo nas relações entre os nossos dois países”, afirmou Xanana Gusmão, que destacou que será uma oportunidade para os trabalhadores timorenses adquirirem competências e experiência profissional.

O primeiro-ministro de Singapura considerou a visita como “histórica” por ser a primeira que um chefe de Governo do seu país faz a Díli, mas também por se realizar durante o primeiro ano em que Timor-Leste é membro de pleno direito da ASEAN.

“Singapura sente-se privilegiada por poder acompanhar Timor-Leste no seu percurso de construção da nação”, disse Lawrence Wong, recordando que o apoio do seu país começou ainda antes da restauração da independência.

Lawrence Wong disse também que Singapura vai continuar a apoiar Timor-Leste na integração regional e reforçar o programa para preparar a presidência de Timor-Leste da ASEAN.

Sobre a mobilidade laboral, o chefe do Governo de Singapura salientou que é uma iniciativa “vantajosa para ambas as partes”. “Timor-Leste é uma nação jovem, mas acreditamos que possui um enorme potencial de desenvolvimento e crescimento. Singapura fará a sua parte para ajudar Timor-Leste a ter sucesso”, salientou.

No âmbito da visita foi também assinado um memorando de entendimento para estabelecer consultas bilaterais entre os ministérios dos Negócios Estrangeiros de ambos os países.

Lawrence Wong chegou quinta-feira a Timor-Leste para uma visita de 24 horas, que terminou sexta-feira com um banquete oficial.

Antes do encontro com o primeiro-ministro, Lawrence Wong recebeu o Grande Colar da Ordem de Timor-Leste no Palácio da Presidência e reuniu-se com o chefe de Estado, José Ramos-Horta. Na altura, José Ramos-Horta salientou que “Singapura tem sido um parceiro inabalável” no percurso de construção de Timor-Leste e disse estar convicto de que a visita de Lawrence Wong “abrirá novos e estimulantes capítulos” nas relações bilaterais. In “Ponto Final” - Macau


segunda-feira, 18 de maio de 2026

Ásia - Parceria entre advogados alarga cobertura jurídica

O escritório de advogados português Morais Leitão indicou à Lusa que a nova parceria com um escritório de Macau pretende consolidar a cobertura jurídica na Ásia.

Nuno Galvão Teles, secretário-geral da Morais Leitão, maior sociedade de advogados em Portugal, destacou que a parceria com a Lupi & Associados sucede à abertura de um escritório em Singapura e ao “estabelecimento de uma parceria estratégica em Timor-Leste” que ajudou a “consolidar a presença da sociedade na região APAC [Ásia-Pacífico]”.

Através da rede Morais Leitão Legal Circle, a sociedade portuguesa inclui uma equipa de mais de 250 advogados, com escritórios em Portugal, Angola, Hong Kong, Macau e Moçambique.

“A Morais Leitão é hoje a única sociedade portuguesa que assegura uma cobertura estruturada do mercado asiático através de uma combinação de escritórios próprios e parcerias, o que reforça de forma decisiva a capacidade da nossa rede para acompanhar clientes em operações transfronteiriças complexas, com foco em setores estratégicos”, destacou Galvão Teles.

O sócio-gerente da Lupi & Associados, José Lupi, afirmou à Lusa que a aliança representa um “marco importante” na internacionalização do escritório, e completa a rede Morais Leitão Legal Circle criando uma “cobertura jurídica integrada entre a China, Macau, África, Brasil, Singapura e Timor-Leste”.

Lupi acrescentou que para Macau, “o valor acrescentado é claro e estratégico”, ao reforçar o “papel central como plataforma privilegiada entre investidores chineses e os mercados africanos e brasileiros”, oferecendo um acompanhamento jurídico em “operações transfronteiriças nos setores das energias renováveis, petróleo e gás, mineração, infraestrutura, financeiro e ciências sociais”.

O responsável sublinhou ainda que se trata de “um passo decisivo” para apoiar a consolidação de Macau como plataforma jurídico-empresarial de referência entre a China e os países de língua portuguesa, “contribuindo para o seu desenvolvimento económico sustentável”. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Internacional - Índice de Perceção da Corrupção 2025

No Índice de Perceção da Corrupção 2025, publicado anualmente pela  Transparency International, Portugal — avaliado no contexto dos países da Europa Ocidental e União Europeia — obteve 56 pontos, posicionandose na 46.ª posição entre 182 países. O resultado representa uma descida de 1 ponto face a 2024 e uma perda de 3 lugares no ranking global. Embora Portugal continue entre os desempenhos mais baixos da Europa Ocidental, o resultado enquadrase numa tendência negativa gradual iniciada em 2022, refletindo desafios persistentes no reforço da integridade pública e na eficácia dos mecanismos de prevenção e controlo da corrupção.


A descida registada em 2025 resulta sobretudo da evolução menos favorável de algumas das fontes que compõem o Índice, evidenciando áreas onde persistem desafios no reforço das salvaguardas de integridade no exercício de funções públicas. Em comparação com outros EstadosMembros, Portugal continua a posicionarse abaixo da média da União Europeia no que diz respeito à perceção de transparência, fiabilidade institucional e qualidade da administração pública.

Embora tenham sido dados passos relevantes no plano legislativo ao longo dos últimos anos, a perceção internacional indica que a implementação das políticas anticorrupção e os mecanismos de acompanhamento e fiscalização permanecem insuficientemente consolidados. Este enquadramento é agravado pelo facto de, neste momento, não existir uma Estratégia Nacional Anticorrupção em vigor, o que limita a existência de um quadro estruturado e coordenado de prioridades, metas e instrumentos de execução.

Os resultados do CPI 2025 sugerem, assim, que subsistem fragilidades de natureza estrutural no sistema nacional de prevenção e controlo da corrupção. A ausência de progressos consistentes na aplicação das medidas já previstas, bem como a necessidade de reforçar a capacidade institucional para prevenir, monitorizar e responder a riscos de integridade, continuam a refletirse na avaliação internacional do país.

O avanço nestas áreas — designadamente através da definição de um novo enquadramento estratégico, da operacionalização efetiva das políticas existentes e do fortalecimento das entidades responsáveis pela sua execução — será determinante para melhorar a perceção externa sobre o compromisso de Portugal com a integridade pública nos próximos anos.

Resultados globais e regionais

O Índice de Perceção da Corrupção 2025 evidencia a persistência de uma tendência global de estagnação e retrocesso no combate à corrupção. A média global dos 182 países e territórios avaliados desceu para 42 pontos, o valor mais baixo da última década. Mais de dois terços dos países (68%) continuam a apresentar pontuações abaixo de 50, sinalizando níveis elevados de corrupção percebida no setor público em grande parte do mundo.

O ranking global mantém-se liderado pela Dinamarca, com 89 pontos, seguida da Finlândia (88), Singapura (84) e Nova Zelândia (81). Em contraste, países com democracias frágeis ou regimes autoritários concentram, de um modo geral, os piores resultados, confirmando a forte relação entre corrupção, fragilidade institucional e ausência de mecanismos eficazes de responsabilização.

Com uma pontuação média de 64 pontos, a Europa Ocidental e a União Europeia continuam a ser a região mais bem classificada a nível global. No entanto, o desempenho regional tem vindo a deteriorar-se: a média desceu de 66 para 64 pontos, com 13 países a registarem descidas significativas desde 2012 e apenas 7 a apresentarem melhorias relevantes.

Esta evolução evidencia disparidades crescentes entre os quadros legais existentes, a sua aplicação efetiva e os padrões de integridade no exercício de funções públicas. Persistem fragilidades ao nível da responsabilização política, da independência institucional e da transparência na tomada de decisão, com impactos diretos na confiança dos cidadãos nas instituições democráticas.

Num contexto marcado por desafios geopolíticos, conflitos armados, tensões internas e crescente polarização política, a necessidade de liderança responsável e de instituições fortes e independentes torna-se ainda mais premente. No entanto, em vários países europeus, continuam a observar-se falhas na prestação de contas, concentração de poder e enfraquecimento de mecanismos de controlo, incluindo ataques à sociedade civil, aos meios de comunicação social e à proteção de denunciantes.

Em dezembro de 2025, a União Europeia adotou a sua primeira Diretiva Anticorrupção, com o objetivo de harmonizar a legislação penal entre os Estados-Membros. Apesar da relevância da iniciativa, o texto final resultou no enfraquecimento de disposições essenciais, limitando o seu alcance. No processo de transposição, caberá aos Estados-Membros utilizar a Diretiva como base mínima, reforçando os respetivos quadros legais e políticas anticorrupção, em linha com a conclusão central do CPI 2025: a corrupção não é inevitável, mas o seu combate exige vontade política duradoura, recursos adequados e mecanismos robustos de responsabilização. “Transparência Internacional” – Portugal

A melhor posição na Perceção de Corrupção entre os países da CPLP pertence a Cabo Verde

Numa escala de zero (altamente corrupto) a 100 (muito íntegro), Cabo Verde obteve uma pontuação de 62, acima de Portugal (56), sendo os únicos países da CPLP com pontuação "positiva" (acima de 50)

Cabo Verde é o país da CPLP mais bem colocado e a Guiné Equatorial com pior classificação no Índice de Perceção da Corrupção (IPC) de 2025 divulgado esta terça-feira pela organização não-governamental Transparência Internacional.

O Índice de Perceção da Corrupção (IPC) classifica este ano 182 países e territórios de acordo com os seus níveis percecionados de corrupção no setor público numa escala de zero (altamente corrupto) a 100 (muito íntegro).

Cabo Verde (62) surge como a nação da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) com melhor classificação, seguida de Portugal (56), que cai um ponto em relação ao ano passado, sendo estes os únicos dois países a manterem-se acima dos 50 no IPC.

Os restantes países da CPLP obtêm classificações negativas: Timor-Leste (45), São Tomé e Príncipe (43), Brasil (35), Angola (32) – estando na ou acima da média de 32 em 100 na África Subsaariana –, Guiné-Bissau (21), Moçambique (21), Guiné Equatorial (15).

Este ano, a média global do IPC desceu pela primeira vez em mais de uma década, para apenas 42 em 100. O relatório da ONG revela que “a grande maioria dos países não está a conseguir manter a corrupção sob controlo”, sublinhando que “122 dos 182 países têm uma pontuação inferior a 50 no índice”.

Ao mesmo tempo, o número de países com pontuação acima de 80 diminuiu de 12 há uma década para apenas cinco este ano, destacando-se, em particular, “uma tendência preocupante de democracias que apresentam uma deterioração da perceção da corrupção”, enfatiza a ONG em comunicado.

Casos como os de Angola (32), que subiu 17 pontos no Índice de Perceção da Corrupção desde 2015, graças às medidas tomadas para combater a corrupção, são valorizados, mas, apesar dos progressos da última década, o relatório aponta o sentimento da população: “muitos angolanos classificam os esforços anticorrupção do Governo como insuficientes e acreditam que as pessoas comuns correm o risco de sofrer represálias por denunciarem a corrupção”.

Pela positiva, também Timor-Leste (44) é referido entre os países que apresentam uma ascensão consistente e estatisticamente significativa desde 2012, “devido a reformas estruturais que fortaleceram as instituições de supervisão”.

No entanto, estes países continuam a pontuar na faixa inferior do índice, “com muito espaço para melhorias”, refere.

Por outro lado, Moçambique (21) registou uma queda de 10 pontos na última década. A ONG cita os números oficiais que “registam 334 novos casos de corrupção no primeiro trimestre de 2025, a um custo de cerca de 4,1 milhões de dólares [cerca de 3,3 milhões de euros], o que demonstra a magnitude do desafio”, considera.

O escrutínio da ação governamental por parte da sociedade civil e pela imprensa, avaliado também pelo relatório, fornece aos eleitores as informações de que necessitam para sancionar a corrupção e recompensar a integridade nas urnas. O Brasil figura na lista de países que são “particularmente perigosos para os jornalistas que reportam sobre corrupção”, ao lado da Arábia Saudita, Peru, índia, México, Paquistão e Iraque.

François Valérian, presidente da Transparência Internacional, afirma que a investigação e experiência da ONG como movimento global de combate à corrupção “mostram que existe um plano claro de como responsabilizar o poder pelo bem comum, desde processos democráticos e supervisão independente até uma sociedade civil livre e aberta”.

“Numa altura em que assistimos a um perigoso desrespeito pelas normas internacionais por parte de alguns Estados, apelamos aos Governos e aos líderes para que atuem com integridade e cumpram as suas responsabilidades para proporcionar um futuro melhor às pessoas em todo o mundo”, salienta a organização. “Agência Lusa”


segunda-feira, 30 de junho de 2025

Portugal – Universidade do Porto estabelece parceria com a terceira melhor universidade asiática

Nanyang Technological University, de Singapura, é a segunda melhor do mundo na área da engenharia de materiais e vai colaborar com a FEUP no desenvolvimento de projetos na área da inovação industrial


A Universidade do Porto e a Nanyang Technological University (NTU), de Singapura, acabam de estabelecer um protocolo de cooperação na área da inovação industrial e na produção conjunta de investigação no domínio da manufatura avançada, a qual poderá qualificar substancialmente a capacidade de resposta da academia às necessidades da indústria.

O protocolo assinado pelo reitor da U.Porto, António de Sousa Pereira, prevê, para já, o intercâmbio de investigadores entre a Faculdade de Engenharia (FEUP) e o Singapore Center for 3D Printing, assim como a “colaboração bilateral” em domínios estratégicos como a indústria naval e offshore, a construção civil, a defesa e o desenvolvimento aeroespacial, a bioengenharia, a eletrónica e o design para impressão 3D.

A NTU, refira-se, é a 12ª classificada no ranking QS de universidades de 2026, divulgado este mês, o qual avalia anualmente 8467 instituições de ensino superior de todo o mundo. É a terceira melhor no continente asiático e ocupa o segundo lugar na área da engenharia de materiais. É ainda a quinta a nível mundial no domínio da ciência de dados e da Inteligência Artificial.

A Universidade do Porto, recorde-se, ocupa a 237ª posição deste ranking, tendo subido 41 lugares no último ano e entrado, pela primeira vez, no top 250 mundial.

Segundo António de Sousa Pereira, este protocolo dá sequência à estratégia de internacionalização traçado pela Universidade do Porto, o qual procura alavancar as capacidades próprias mediante a colaboração com estabelecimentos de ensino superior de referência a nível mundial nas mais diversas áreas, “conforme sucedeu, por exemplo, com a Aliança Europeia de Universidade para a Saúde Global (Eugloh), da qual fomos fundadores”.

“Neste caso, pode tratar-se do primeiro passo para a criação, no Porto, de um centro de investigação avançada para desenvolvimento de projetos em ligação com a indústria”, considera o reitor, acrescentando que, embora nesta primeira fase só a FEUP esteja incluída no protocolo, esta colaboração poderá ser alargada a outras unidades orgânicas da U.Porto.

Também o diretor da FEUP, Rui Calçada, enfatiza o “importante avanço” que este acordo representa para a estratégia de internacionalização da FEUP, acrescentando que o protocolo “reforça o nosso posicionamento em áreas de elevada intensidade científica e tecnológica, como a Manufatura Avançada”. “A parceria com uma universidade de referência mundial como a NTU permitirá potenciar sinergias em projetos de investigação e inovação com forte ligação à indústria, criando novas oportunidades para os nossos investigadores e estudantes”, sublinha o diretor da FEUP.

Rui Calçada diz ainda que, com este acordo, “a FEUP fortalece a sua presença na Ásia e estabelece uma ligação privilegiada com uma das mais prestigiadas instituições de ensino superior da região, reconhecida pelo seu dinamismo na investigação aplicada e pela forte ligação ao tecido empresarial”.

A colaboração agora formalizada será desenvolvida com base em iniciativas específicas, a definir por ambas as partes, que assegurem impacto científico, económico e social. A assinatura do Memorando de Entendimento teve lugar no campus da NTU e contou, de resto, com a presença de Carlos Pires, Embaixador de Portugal em Singapura, sublinhando a relevância institucional e diplomática deste marco para o reforço das relações científicas e tecnológicas entre Portugal e Singapura. Universidade do Porto - Portugal


terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Singapura - Líder da oposição condenado antes de eleições por mentir no parlamento

O líder da oposição de Singapura, Pritam Singh, foi condenado por mentir sob juramento no parlamento, podendo estar impedido de concorrer às eleições previstas para este ano. 

O juiz considerou o líder do Partido dos Trabalhadores culpado de duas acusações de mentir sob juramento, em dezembro de 2021, perante uma comissão parlamentar que investigava a então deputada do mesmo partido Raeesah Khan, informou o jornal The Straits Times. A acusação pede uma multa máxima de 7000 dólares de Singapura (4955 euros) por cada acusação contra Pritam Singh. 

A lei de Singapura impede que cidadãos que tenham recebido multas de pelo menos 10.000 dólares de Singapura (mais de 7053 euros) ou que tenham estado detidos durante pelo menos um ano sejam deputados durante cinco anos. O juiz ainda não proferiu a sentença, que vai determinar se este pode ou não candidatar-se às eleições que Singapura deverá realizar até novembro.

O caso contra o político de 48 anos, que manteve a inocência durante o julgamento, começou em outubro passado e centra-se num discurso feito pela antiga deputada Raeesah Khan no parlamento em agosto de 2021. Na altura, Khan afirmou que acompanhou uma vítima de violação para apresentar queixa à polícia e que um agente fez “comentários ofensivos sobre a sua roupa e consumo de álcool”. 

Mais tarde, Khan fez um desmentido e demitiu-se do partido e do cargo de deputada. O então chefe e líder do Partido dos Trabalhadores foi acusado de mentir ao dizer à comissão responsável por investigar Khan que tinha pedido à antiga deputada que esclarecesse não ter ido à esquadra da polícia e que o dissesse ao parlamento. A acusação alegou que, em vez disso e usando Khan como testemunha, Singh levou-a a manter “a mentira” de “forma intencional”. In “Ponto Final” - Macau


terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Timor-Leste - Governo paga parte da dívida a hospitais no estrangeiro

O vice-primeiro-ministro de Timor-Leste, Mariano Assanami Sabino, afirmou ontem que o Governo timorense já pagou parte das dívidas a hospitais da Malásia, Indonésia e Singapura, que recebem doentes timorenses. “No início deste ano, pagámos as dívidas aos hospitais de Singapura, Malásia e Indonésia, num montante total superior a 12 milhões de dólares [11,4 milhões de euros]”, disse à Lusa o vice-primeiro-ministro.



Questionado sobre a informação de que a dívida do Governo timorense a hospitais nos três países totaliza os 30 milhões de dólares (28,6 milhões de euros), Mariano Sabino esclareceu que, neste momento, a dívida não ultrapassa os 20 milhões de dólares (19,1 milhões de euros). “Já pagámos quase metade das dívidas que tínhamos. Agora, aguardamos que o Ministério da Saúde realize auditorias adequadas e verifique corretamente as evidências e os recibos, para que possamos continuar a pagar”, explicou. Mariano Assanami falava no parlamento, à margem da discussão da Conta Geral do Estado de 2023.

O vice-primeiro-ministro também assegurou que o Governo está a estudar mecanismos para melhorar as condições do Hospital de Lahane, em Díli, de forma a possibilitar o tratamento de pacientes com casos menos graves em Timor-Leste. Mas, salientou, os casos graves continuarão a ser enviados para tratamento no estrangeiro. “Estamos a olhar para o futuro e queremos reduzir custos, mas temos de garantir as condições necessárias para salvar vidas e gerir bem estes casos”, acrescentou.

Muitos cidadãos timorenses recebem anualmente tratamento no estrangeiro devido à incapacidade do sistema de saúde do país para realizar determinados procedimentos e tratamentos. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Singapura - Cooperação com a China é “especialmente valiosa” num mundo incerto

Num mundo incerto e conturbado, a cooperação entre Singapura e a China é “especialmente valiosa”, para benefício das respectivas populações, disse o ministro sénior Lee Hsien Loong ao Presidente chinês, Xi Jinping, numa reunião em Pequim, na terça-feira. 

Xi, pelo seu lado, apelou ao reforço da relação bilateral, dizendo que ambos os países devem aprofundar a sua colaboração e “dar novos e maiores contributos para a paz e a prosperidade regionais”. Foi o primeiro encontro entre os dois estadistas desde que Lee assumiu as funções de ministro sénior, após deixar, em Maio, o cargo de Primeiro-Ministro. 

Lee Hsien Loong está numa visita oficial de seis dias à China para celebrar o 30º aniversário de Singapura e o principal projecto na China, o Parque Industrial de Suzhou (SIP), e para se reunir com os líderes chineses. Falando antes de um jantar oferecido por Xi, Lee observou que as tensões entre as principais potências se intensificaram e que os países estão a enfatizar a segurança nacional e a resiliência da cadeia de abastecimento, em vez da integração económica e da cooperação multilateral internacional.

“E torna ainda mais importante, num ambiente como este, que países com ideias semelhantes, tanto grandes como pequenos, trabalhem em conjunto para desenvolver a nossa cooperação da melhor forma possível, em benefício dos nossos povos”, disse Lee, citado pela imprensa da Cidade-Estado. O líder chinês apelou ainda a mais colaboração, uma vez que Singapura e a China elevaram a sua relação bilateral em 2023 e que os dois países assinalam 35 anos de relações diplomáticas em 2025. 

Nos seus 20 anos como Primeiro-Ministro de Singapura, visitou a China 14 vezes, o que fez dele um dos líderes estrangeiros que mais visitam o país. O Presidente chinês disse estar feliz por ver Lee novamente. “De qualquer modo, costumávamos encontrar-nos frequentemente no passado”, disse o Presidente, sorrindo. Ao dar as boas-vindas a Lee no seu novo cargo de ministro sénior, Xi fez-lhe um elogio: “Internacionalmente e na Ásia, é considerado um político veterano”. Quer se trate das conquistas alcançadas por Singapura ou da promoção da cooperação internacional ou regional, Lee fez contribuições importantes, disse Xi, felicitando-o também pela transição bem-sucedida de poder na liderança de Singapura. “É um velho amigo do povo chinês, um bom amigo, e tem um interesse e apoio a longo prazo na cooperação China-Singapura”, frisou Xi, que mais tarde recebeu o senhor e a senhora Lee para jantar. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Macau - Considerado o segundo território mais rico do mundo, o primeiro lugar pertence ao Luxemburgo

Macau ficou em segundo lugar da lista dos países e territórios mais ricos do mundo, compilada pela revista Forbes. A lista é feita com base no cruzamento dos valores do PIB per capita com os valores da Paridade de Poder de Compra (PPC) e diz que esse índice na RAEM é agora de 134,140 dólares norte-americanos. O primeiro lugar desta lista pertence ao Luxemburgo


Macau é o segundo território mais rico do mundo, segundo a lista compilada pela Forbes, estando apenas atrás do Luxemburgo. A lista, que tem por base o cruzamento dos valores do PIB per capita com os valores da Paridade de Poder de Compra (PPC) de cada economia mundial, estimado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), foi divulgada ontem pela revista.

Macau está, então, na segunda posição, com 134,140 dólares norte-americanos e com um crescimento anual do PIB na ordem dos 13,9%, constata a Forbes. O Luxemburgo supera Macau com 143,740 dólares, apesar do crescimento anual de 1,3%.

A Forbes detalha que Macau tem, neste momento, um PIB de 54,68 mil milhões de dólares norte-americanos e uma população de 695,168 pessoas. A riqueza de Macau “provém principalmente dos seus mais de 40 casinos, o que a torna um dos principais destinos turísticos do mundo. Macau foi a primeira e última colónia europeia na Ásia”, descreve a Forbes, acrescentando que, “apesar de ter sofrido um tremendo golpe durante a crise da Covid-19 devido às restrições de viagem e aos frequentes confinamentos, a economia está a recuperar rapidamente graças à sua abordagem capitalista distinta, que difere das leis da China continental”.

Neste ranking, a Irlanda está na terceira posição, com a cifra de 133,900 dólares. Singapura e o Qatar fecham o top-5. Taiwan está em 14.º lugar e Hong Kong no 15.º.

No ano passado, um estudo levado a cabo pela revista Global Finance colocava Macau no quinto lugar dos territórios mais ricos do mundo. A RAEM ultrapassou o Qatar em 2014, e esteve em primeiro lugar até ser ultrapassada pelo Luxemburgo em 2019, caindo depois a pique durante a Covid-19 para 16.º lugar. Depois da reabertura das fronteiras, a posição de Macau voltou a subir, dizia a Global Finance na altura.

No mês passado, recorde-se, a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) divulgou os resultados do Inquérito às Despesas e Receitas Familiares, que mostram que, em Macau, o rendimento médio mensal por agregado familiar, incluindo os rendimentos do emprego, os rendimentos de propriedade, as transferências monetárias e as transferências não monetárias, está actualmente nas 58.835 patacas. Já o rendimento mensal per capita – receita média mensal do agregado familiar dividida pelo número médio de membros por agregado -, situa-se nas 20.815 patacas. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”


domingo, 22 de setembro de 2024

Singapura e a Grande Baía compartilham grande complementaridade e ampla vontade para colaboração, segundo Ong Ye Kung

"Ao longo dos anos, a colaboração de Singapura e Guangdong em setores-chave gerou efeitos secundários ao nível regional. Por exemplo, redes robustas de comércio e cadeia de suprimentos agora abrangem regiões", disse o Ministro da Saúde de Singapura, Ong Ye Kung, numa recente entrevista exclusiva com o GDToday.


"Compartilhamos boas relações económicas, com Guangdong mantendo a sua posição como o principal parceiro comercial provincial de Singapura na China pelos últimos 35 anos consecutivos", comentou.

Ong, copresidente do Conselho de Colaboração Singapura-Guangdong (SGCC), acredita que a província de Guangdong continuará a desempenhar um papel fundamental no apoio à próxima fase de crescimento e desenvolvimento da China, já que o país está dedicado a aprofundar ainda mais a reforma de forma abrangente e a promover o desenvolvimento de alta qualidade.

Parcerias de alta qualidade aceites entre Singapura e Guangdong

O SGCC foi criado em 2009 com o objetivo de promover intercâmbios e cooperação mais amplos entre as comunidades empresariais de Singapura e Guangdong.

A última reunião do SGCC foi realizada em 31 de julho de 2024, na Cidade do Conhecimento de Guangzhou, China-Singapura (CSGKC), onde 20 projetos foram assinados abrangendo áreas como sustentabilidade e economia verde, saúde e biomedicina e tecnologia agrícola.

Depois de copresidir à reunião do SGCC pela sétima vez em 2024, Ong disse ao GDToday que a plataforma tem sido produtiva e eficaz e tem visto "bom progresso" na cooperação entre Singapura e Guangdong.

Citou o exemplo da Iniciativa de Cidade Inteligente (SCI) Singapura-China (Shenzhen), onde os dois lados têm impulsionado trocas de talentos e facilitado a digitalização da documentação comercial. "Desde 2020, 43 projetos foram lançados sob a iniciativa. As nossas empresas estão alavancando a base de talentos em Shenzhen para desenvolver soluções de TI e IA."

O SCI foi lançado em 2019 para construir vínculos digitais e comerciais mais fortes entre Singapura e Shenzhen, com três pilares principais para colaboração, incluindo conectividade digital, inovação e empreendedorismo, e desenvolvimento de talentos em tecnologia.

O CSGKC é outra plataforma importante e um projeto emblemático para catalisar parcerias de alta qualidade entre Singapura e Guangdong.

"É um ponto de encontro essencial para empresas de Singapura acederem à Grande Área da Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau (GBA). Ao longo dos anos, o projeto teve um bom desempenho na construção de um ambiente de negócios forte e ecossistemas de suporte em setores como biomedicina, semicondutores e veículos elétricos", disse Ong.

Até agora, a CSGKC garantiu mais de 100 empresas de alta qualidade de Singapura, como a Biosyngen, LionTCR e Singrow, e atraiu mais de 300 empresas estrangeiras adicionais competindo para estabelecer a sua presença.

"Eu encorajo mais empresas de Singapura a continuarem a aproveitar a plataforma para testar soluções e pilotar novos projetos em Guangdong e na GBA", disse Ong.

Acrescentou que a GBA, que conecta nove cidades de Guangdong com Hong Kong e Macau, tem forte potencial económico. "Por si só, as cidades têm os seus próprios pontos fortes e vantagens tradicionais. A GBA aproveita ainda mais a sinergia entre as cidades e pode gerar um crescimento económico maior do que a soma das suas partes."

Como Singapura serve como um centro regional e um pioneiro para empresas que esperam explorar o potencial de crescimento no Sudeste Asiático, Ong acredita que Singapura e a GBA prevêem muita complementaridade e ampla vonyade para colaboração.

Cooperação Singapura-Guangdong, um 'pioneiro' para as relações regionais

"Como parte da região da ASEAN, Singapura esforça-se para desempenhar o papel construtivo de um pioneiro", disse Ong ao GDToday.

Ao forjar colaborações bilaterais interna e externamente, como a cooperação de Singapura com Guangdong e descobrir novas modalidades de parceria, Ong espera que essas colaborações possam, com o tempo, expandir-se para uma cooperação mais ampla de região para região. "Dessa forma, esperamos contribuir para relações mais amplas entre a ASEAN e a China também."

"A ASEAN é o maior parceiro comercial da China. Como muitas empresas chinesas, incluindo aquelas em Guangdong, estão 'saindo' para expandir o seu mercado e operações no exterior, Singapura pode servir como um trampolim para essas empresas chinesas se expandirem para a ASEAN", disse Ong.

Singapura é o quinto maior parceiro comercial da China entre os estados-membros da ASEAN, e a China tem sido o maior parceiro comercial de Singapura por 11 anos consecutivos. Em 2023, o comércio bilateral atingiu 108,39 mil milhões de dólares, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores da China.

Ong observou que a atratividade de Singapura como um centro de expansão para o mercado global ou como um destino turístico foi ainda mais reforçada pelo acordo mútuo de isenção de visto entre a China e Singapura, que entrou em vigor em fevereiro de 2024. "Isso abre ainda mais oportunidades para Singapura e também aumenta a conveniência para empresas de Singapura que procuram expandir-se para o mercado chinês."

A China tem se esforçado para facilitar viagens e turismo com mais países por meio de políticas de entrada mais fáceis, incluindo uma política de trânsito sem visto de 144 horas que foi expandida para 37 portos de entrada e 57 países, e políticas piloto de isenção de visto para alguns países.

"Incentivar intercâmbios entre pessoas é crucial para promover o entendimento mútuo e construir bases sólidas para cooperação futura", disse Ong.

Enfatizou ainda mais a importância das trocas culturais e educacionais entre os jovens. "É importante que os nossos jovens se conheçam e façam amizade uns com os outros, plantando as sementes para uma cooperação futura e maior."

Ong usou o Programa de Intercâmbio de Estagiários de Jovens (YES) entre Singapura e China da Business China como exemplo, dizendo que 15 jovens estão atualmente procurando estágios em Shenzhen, Guangzhou e Jiangmen, todas cidades em Guangdong.

Lançado em 2023, o YES é um acordo assinado entre Singapura e a China, que permite que jovens qualificados estagiem em período integral no país um do outro por até seis meses com grandes nomes como a Trip.com, OCBC China e CapitaLand Investment.

"Estamos encorajados pela determinação da China em permanecer no caminho da reforma e da abertura." Ong acredita que isso não só trará progresso e desenvolvimento para a China, mas também melhorará a vida das pessoas globalmente e trará paz e estabilidade ao mundo.

"O Sr. Lee Kuan Yew foi fundamental para estabelecer a trajetória atual das relações Singapura-China. Ele previu o profundo impacto do crescimento, reforma e abertura da China na região e no mundo. Hoje, continuamos o trabalho que essa geração anterior de líderes de ambos os lados deixaram para nós", disse Ong. Lydia Liu e Steven Yuen – China in “GD Today”




quarta-feira, 7 de agosto de 2024

Timor-Leste - Ajuda empresa de Singapura a recuperar milhões de dólares roubados

As autoridades de Timor-Leste, através do mecanismo de Intervenção Rápida Global de Pagamentos da Interpol, ajudaram uma empresa de Singapura a recupera mais de 42 milhões de dólares furtados através de um ‘email’ fraudulento, anunciou ontem aquela organização.

Em comunicado, divulgado à imprensa, a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) explicou que o mecanismo global foi accionado após uma empresa de Singapura ter denunciado ter sido vítima de um golpe através de um endereço electrónico empresarial.

“Em 15 de Julho, a empresa recebeu um ‘email’ de um fornecedor a solicitar que um pagamento pendente fosse enviado para uma nova conta bancária baseada em Timor-Leste. No entanto, o ‘email’ veio de uma conta fraudulenta com uma grafia ligeiramente diferente do endereço oficial do fornecedor”, refere a Interpol.

Segundo a Interpol, a empresa transferiu 42,3 milhões de dólares para o “falso fornecedor a 19 de Julho”. A empresa só descobriu o crime quatro dias depois, quando o fornecedor disse não ter recebido o pagamento.

Após a denúncia, a polícia de Singapura pediu a assistência das autoridades de Timor-Leste, que detectaram e retiveram a conta bancária do falso fornecedor com 39 milhões de dólares. “As autoridades de Timor-Leste detiveram um total de sete suspeitos e recuperaram mais de dois milhões de dólares”, acrescenta a Interpol.

A Polícia Científica e de Investigação Criminal (PCIC) de Timor-Leste precisou que foram detidas nove pessoas, nomeadamente quatro estrangeiros (dois nigerianos e dois indonésios) e cinco cidadãos timorenses. Os quatro estrangeiros e um timorense ficaram em prisão preventiva e os restantes detidos sujeitos a apresentações periódicas às autoridades, informou a PCIC. In “Ponto Final” - Macau


sexta-feira, 12 de julho de 2024

Singapura - Dezasseis insectos aprovados como alimento

Dezasseis espécies de insectos, incluindo grilos, gafanhotos e bichos-da-seda, foram aprovadas como alimento e comprovadas como sendo seguras para consumo humano em Singapura, informou a Agência de Alimentos


A Agência de Alimentos (SFA) de Singapura aprovou uma lista de 16 insectos considerados como sendo seguros para consumo em Singapura. “Com efeito imediato, a SFA permitirá a importação de insectos e produtos de insectos pertencentes a espécies que foram avaliadas como de baixa preocupação regulatória”, afirmou a agência, num comunicado endereçado a comerciantes de alimentos processados e de ração animal, citado pelo Times Of India. Segundo a SFA, “insectos e produtos de insectos podem ser usados ​​para consumo humano ou como ração animal para animais produtores de alimentos”.

O grilo doméstico (Acheta domesticus) é uma espécie de grilo que se encontra habitualmente em casas e outros edifícios. Os grilos domésticos são castanhos-claros com três faixas escuras na cabeça. Têm antenas longas, patas traseiras grandes para saltar e asas que ficam planas no dorso.

O gafanhoto migratório africano (Locusta migratoria migratorioides) é uma subespécie do gafanhoto migratório e é conhecido pelo seu potencial para formar enxames maciços que podem causar danos significativos na agricultura. Estes gafanhotos são tipicamente verdes ou castanhos, com um corpo robusto caraterístico e asas longas. As ninfas (saltadores) não têm asas e passam por várias mudas antes de se tornarem adultas.

Além disso, as larvas brancas são o estádio larvar de várias espécies de escaravelhos, principalmente da família dos escaravelhos (Scarabaeidae). São conhecidas por causarem danos em relvados, jardins e culturas, alimentando-se das raízes das plantas.

A traça-da-cera (Galleria mellonella) é uma espécie de traça conhecida pelas suas larvas, que são pragas notórias das colmeias de abelhas.

A larva do escaravelho rinoceronte gigante é a fase larvar de várias espécies de escaravelhos rinocerontes, que pertencem à família Scarabaeidae. Estes escaravelhos são conhecidos pelo seu grande tamanho e pelas estruturas distintivas semelhantes a cornos que se encontram nos machos.

De acordo com a SFA, todos estes insectos têm de ser produzidos num ambiente seguro e em condições higiénicas e não na natureza. Além disso, será exigida uma prova documental para demonstrar que estes insectos são cultivados em instalações regulamentadas pela autoridade competente.

Também foi comunicado que serão seguidas normas de segurança rigorosas para o manuseamento destes insectos, tanto nas cozinhas como nas indústrias de pré-embalados, incluindo a aposição de rótulos adequados sobre a origem dos insectos. In “Ponto Final” - Macau


sexta-feira, 19 de abril de 2024

Macau - Passaportes de Portugal e Singapura nos canais de passagem automática

A partir de hoje, 19 de Abril, os visitantes titulares de passaportes de Portugal e Singapura poderão entrar ou sair de Macau através dos canais de passagem automática tradicionais de duas portas instalados nos postos fronteiriços do território, após o respectivo registo, informou ontem o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP).


Os indivíduos de nacionalidade portuguesa ou singapuriana, com idade igual ou superior a 11 anos de idade, podem dirigir-se aos diferentes postos de Migração com o seu passaporte – com pelo menos 90 dias de validade – para efectuar o registo. Segundo o CPSP, esta medida visa aproveitar “eficazmente” os canais de passagem automática e “elevar a experiência de passagem fronteiriça dos visitantes estrangeiros”.

A corporação sublinha que já procedeu a várias actualizações de hardware e software dos canais e introduziu novas tecnologias, como o código QR e a utilização da íris em vez de impressões digitais para confirmar a identidade, reduzindo efectivamente o tempo de espera para entrada e saída.

O CPSP promete continuar a alargar os destinatários desses canais de passagem, por forma a “promover activamente a facilitação da circulação de pessoas e a contribuir para o novo desenvolvimento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau”. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


sexta-feira, 22 de março de 2024

Portugal - Tecnológica de Coimbra quer conquistar mercado em Singapura

A Stratio, empresa sediada em Coimbra que assegura manutenção preditiva com recurso a inteligência artificial, está a colaborar com o maior operador de autocarros em Singapura e espera agora crescer no mercado asiático


A empresa, criada em 2017 e com sede no Instituto Pedro Nunes (IPN), em Coimbra, desenvolve tecnologia de manutenção preditiva a partir de modelos de inteligência artificial (IA), permitindo aos operadores de transportes coletivos de passageiros prever falhas antes que estas ocorram e, dessa forma, evitar interrupções de serviço.

Depois de ter estabelecido parcerias com as gigantes europeias Keolis, Arriva e Rapp, a Stratio iniciou recentemente a sua operação em Singapura, com uma colaboração com a empresa SBS Transit, operador que lidera o mercado daquele país do sudeste asiático, envolvendo mais de 3000 autocarros que vão passar a contar com a tecnologia desenvolvida pela empresa de Coimbra, foi anunciado, em nota de imprensa.

“Com Singapura, temos possibilidades interessantes. Temos os pés na terra, mas há um mercado grande”, disse à agência Lusa o presidente e cofundador da empresa, Rui Sales.

Segundo o responsável, o projeto de Singapura torna-se bastante relevante para a empresa por a SBS Transit ser “muito exigente”.

“Foi há dois anos que iniciámos com mil veículos. Com os resultados que tivemos, conseguimos expandir agora para toda a frota de 3000 veículos”, salientou.

De acordo com Rui Sales, Singapura, no que toca a transportes públicos coletivos, define “um pouco o estado da arte para o resto da Ásia”, considerando que a entrada naquele país poderá abrir portas para outras zonas, como Hong Kong ou Indonésia e outros países da região.

Para além de querer continuar a reforçar a sua presença na Europa, a empresa pretende expandir-se agora para a Ásia, assumiu.

As perspetivas para o curto prazo passam por continuar a ter “um crescimento rápido” e continuar a investir “em investigação e desenvolvimento”, afirmou Rui Sales.

Em 2021, a empresa fez uma ronda de investimento, tendo angariado 12 milhões de dólares, valor investido quase na totalidade em investigação e desenvolvimento.

Com mais de 50 pessoas e pouco investimento em marketing ou vendas, o crescimento tem acontecido de forma “natural”.

“Nós começámos com algo que ninguém oferecia e conseguimos logo dar retorno de investimento”, sublinhou, recordando que a manutenção preditiva, no caso de Singapura, diminuiu em 20% o tempo de veículos parados e, ao reparar a falha de forma precoce, permitiu reduzir custos na manutenção das frotas de autocarros.

A empresa regista mais de 85% da faturação de exportações e a sua tecnologia já está implementada na ordem das “dezenas de milhares” de autocarros, referiu.

Para além do trabalho com operadores de transportes públicos, a Stratio tem também já parcerias com construtores, nomeadamente de transporte de mercadorias.

No entanto, o foco da empresa continuará a ser no transporte público coletivo.

“No transporte de passageiros, há empresas com mil veículos agregados. É mais rápido prestar um serviço de excelência. Já o transporte de logística é caracterizado por pequenas empresas, mas estamos a pensar em trabalhar com distribuidores, porque aí permite agregar um grande número de veículos”, aclarou.

A Stratio instala dezenas a centenas de sensores em cada um dos veículos, conseguindo digitalizar “o veículo que está na estrada”, recolher uma grande quantidade de dados, lê-los e, através de modelos inteligência artificial, antecipar problemas e falhas que poderão acontecer em “dias, horas ou até semanas”.

“Isso muda a forma de manutenção dos veículos”, sublinhou.

Segundo Rui Sales, a empresa poderia avançar, neste momento, com mais uma ronda de investimento, mas não há esse interesse.

“Neste momento, queremos crescer com os nossos clientes”, sublinhou, referindo que a perspetiva é passar a ter um resultado operacional positivo a curto prazo. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


terça-feira, 26 de dezembro de 2023

Macau - Estudo coloca a RAEM no quinto lugar das regiões mais ricas do mundo

A revista Global Finance publicou um estudo onde Macau aparece em quinto lugar dos territórios com maior PIB per capita do mundo. Em 2023, a RAEM subiu no ranking, ficando apenas atrás de outros pequenos territórios com grandes economias como a Irlanda, o Luxemburgo, Singapura e o Qatar


A RAEM ultrapassou o Qatar em 2014, e esteve em primeiro lugar até ser ultrapassado pelo Luxemburgo em 2019, caindo depois a pique durante a Covid-19 para 16.º lugar. Isto até as fronteiras reabrirem e chegarmos a 2023: Macau, apesar de ter vivido vertiginosas oscilações, está agora no 5.º lugar das regiões mais ricas do mundo, revelou um estudo elaborado pela revista financeira Global Finance.

O estudo, que analisa o Produto Interno Bruto (PIB) per capita e o cruza com os valores da Paridade de Poder de Compra (PPC), que leva em consideração a inflação e custo de vida local, refere que o território este ano capitalizou em 89,558 dólares norte-americanos. “Há apenas alguns anos, muitos apostavam que a Las Vegas da Ásia estava a caminho de se tornar na região mais rica do mundo”, recordou o mesmo artigo, acrescentando que a “região administrativa especial da República Popular da China tem visto a sua riqueza crescer a um ritmo espantoso”.

O mesmo texto comentou que a região se tornou numa “máquina de fazer dinheiro”, até a máquina “começar a perder dinheiro em vez de o ganhar” durante a pandemia. Nessa altura, com o fecho das fronteiras, “Macau chegou mesmo a sair do ranking dos dez países mais ricos”, lembrou. No entanto, a RAEM está “lentamente a regressar à normalidade”, mesmo apesar de, curiosamente, ter sido o único país da lista com um actual poder de compra per capita inferior ao da pré-pandemia: em 2019, este era de cerca de 125 mil dólares em 2019, e agora, em 2023, ainda tem uma redução de mais 35 mil dólares.

Em primeiro lugar da classificação, está a Irlanda, com um PIB/PPC per capita de 145.196 dólares, seguida de perto pelo Luxemburgo, com 142.490 dólares. A cidade-Estado de Singapura ocupa o terceiro lugar, com 133.895 dólares, e o Qatar o quarto lugar com 124.848 dólares. Quanto a Hong Kong, a região vizinha ficou em 12.º lugar, com 74.598 dólares. A China ficou classificada em 77.º lugar (23.382), e Portugal em 45.º lugar (44,708).

De acordo com os Serviços de Estatística e Censos, o PIB de Macau registou uma expansão anual de 116,1% no terceiro trimestre de 2023. Este crescimento foi impulsionado pelas exportações de serviços, nomeadamente nos sectores do jogo e do turismo, que registaram taxas de crescimento de 781,4% e 255,4%, respectivamente. A produção económica global da cidade para os primeiros três trimestres de 2023 voltou a 77,4% em comparação com o mesmo período de 2019.

A Associação Económica de Macau afirmou há um mês que as perspectivas da economia de Macau “continuam a ser positivas” e que o desempenho económico global de Macau para este ano poderá ser ainda melhor do que a previsão feita recentemente pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), em que se antevê que a taxa de crescimento do PIB para 2023 seja superior a 74,4%, atingindo 38,48 mil milhões de dólares, o que corresponde a 69,7% dos 55,21 mil milhões de 2019. A organização internacional estimou ainda que o PIB de Macau só ultrapasse o nível pré-epidémico em 2025. Rita Gonçalves – Macau in “Ponto Final”


terça-feira, 31 de outubro de 2023

Singapura - Ministro da Defesa pede à China que assuma liderança na redução de tensões

O ministro da Defesa de Singapura instou a China a liderar a redução das tensões na Ásia, alertando que uma guerra como a da Ucrânia ou entre Israel e Hamas seria devastadora para a região

No último dia de uma conferência anual sobre Defesa organizada pela China, Ng Eng Hen sublinhou a importância da comunicação entre exércitos para gerir crises, manifestando a esperança de que os Estados Unidos e a China retomem a utilização da sua linha direta militar. “A paz é precária e nunca é um dado adquirido em nenhuma parte do mundo”, observou. “O que aconteceu na Europa e no Médio Oriente nunca se deve repetir aqui. Temos de fazer tudo o que pudermos para o evitar”, apelou.

O Fórum de Xiangshan, que decorreu no norte de Pequim, reuniu responsáveis pela Defesa de dezenas de países e organizações. A China, que recentemente demitiu o seu ministro da Defesa, foi representada por Zhang Youxia, vice-presidente da Comissão Militar Central, o braço político das Forças Armadas chinesas.

O ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, aproveitou o fórum para realçar o aprofundamento dos laços entre Rússia e China, numa altura em que o país enfrenta isolamento internacional, devido à invasão da Ucrânia. Shoigu foi recebido por uma guarda de honra militar antes de reunir com Zhang na segunda-feira. Citado pela agência de notícias russa Tass, Zhang afirmou que a China está pronta para responder com a Rússia às ameaças e desafios de segurança e “manter conjuntamente o equilíbrio estratégico global e a estabilidade”.

Referindo-se às disputas territoriais no Mar do Sul da China e à ameaça nuclear da Coreia do Norte, Ng disse que é “vital que as instituições militares e de Defesa se empenhem para reduzir o risco de erros de cálculo e acidentes”. Enalteceu os códigos que foram adotados para gerir encontros militares não planeados no mar e disse que deveriam ser alargados para incluir as guardas costeiras, que frequentemente se defrontam em águas disputadas.

Pequim reivindica a quase totalidade do Mar do Sul da China, via marítima fundamental para o comércio mundial, apesar das reivindicações das Filipinas, Vietname, Malásia e Brunei. Os atritos entre embarcações chinesas e filipinas ou norte-americanas naquelas águas são cada vez mais frequentes, resultando por vezes em embates.

A China congelou o diálogo com os EUA em questões de Defesa em agosto de 2022, após a então líder da Câmara dos Representantes norte-americana, Nancy Pelosi, se deslocar a Taiwan. Mas as duas partes parecem estar a reiniciar o diálogo, incluindo sobre segurança, antes de uma possível reunião entre os presidentes Joe Biden e Xi Jinping, em Novembro.

Os EUA enviaram uma representante ao fórum de Xiangshan, Cynthia Carras, diretora principal do Departamento de Defesa para a China, Taiwan e Mongólia. Ng pediu à China que garanta às outras nações que não constitui uma ameaça à medida que se torna mais poderosa. “Quer a China o aceite ou não, quer o queira ou não, já é vista como uma potência dominante e deve, portanto, actuar como uma potência benevolente”, defendeu.

A China tem procurado apresentar-se como potência global não ameaçadora e diferente das potências ocidentais – embora alguns dos seus vizinhos e os EUA a vejam claramente como uma ameaça.

Um funcionário do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, citando o presidente do país, disse na conferência que a China salvaguardaria melhor a paz mundial através do seu próprio desenvolvimento. “Este caminho não é nem o velho caminho da colonização e da pilhagem, nem o caminho tortuoso seguido por alguns países que procuram a hegemonia quando se tornam fortes. É antes o caminho certo do desenvolvimento pacífico”, disse Nong Rong, ministro-adjunto dos negócios estrangeiros. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”