Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 24 de agosto de 2019

Internacional - Projeto MaRINET2 abre inscrições para o sétimo curso em renováveis oceânicas



Após o sucesso dos primeiros cursos oferecidos pelo consórcio do projeto MaRINET2, o projeto internacional continua a desenvolver o seu programa de treino no setor de energia renovável off shore.

Em colaboração com o MaRINET2, o Centro de Energia Marinha e Renovável, a Universidade College Cork (UCC MaREI), o Instituto Francês de Pesquisa para a Exploração do Mar (IFREMER) e a Tecnalia Research & Innovation (TECNALIA) organizarão um curso intitulado “Integrated Tank Testing for the Offshore Renewable Industry”. O curso de curta duração acontecerá na Irlanda, no Centro MaREI de Energia Marinha e Renováveis, de 25 a 29 de novembro de 2019.

Os cursos curtos, de dois a cinco dias de duração, são direcionados para investigadores do setor e académicos no setor de energia renovável off shore. Os cursos são organizados e lecionados pelos parceiros do projeto MaRINET2, e serão focados em três áreas: energia das ondas, do vento e das marés.

Os temas estudados incluem testes integrados em tanques, hidrodinâmica de fundações de turbinas fixas e flutuantes, confiabilidade e análise de risco de tecnologias de energias renováveis marinhas, bem como processos de teste e verificação desde o tanque ao mar.

Os cursos são voltados para early-stage researchers e estudantes de pós-graduação, bem como para participantes da indústria e do setor privado. Os cursos são gratuitos, e existem bolsas de viagem e alimentação para estudantes de mestrado e doutoramento, bem como para early-stage researchers.

Mais informações sobre o programa, a localização e a duração dos cursos está disponível no website do MaRINET2, que será atualizado constantemente.

O MaRINET2 é um projeto de €10,5m, financiado pelo Horizonte 2020, coordenado pelo MaREI (Marine and Renewable Energy Ireland) da University College of Cork. O projeto pretende acelerar o desenvolvimento das tecnologias de energia renovável marinha providenciando o acesso sem custos a uma rede de 57 centros investigação pela Europa. In “WavEC Offshore Renewables” - Portugal



quinta-feira, 11 de julho de 2019

Internacional - Portugal em exercício de Geminação para uma Parceria de Energia Eólica Offshore



O WavEC Offshore Renewables tem o prazer de anunciar que o projecto TWIND, dedicado à área da energia eólica offshore, foi aprovado para financiamento no âmbito do Programa-Quadro Horizonte 2020 da UE. O projeto é coordenado pelo WavEC e reúne outras três entidades de investigação de renome a nível internacional: Tecnalia Research & Innovation (Espanha), Offshore Renewable Energy Catapult (Reino Unido) e Universidade Técnica de Delft (Países Baixos).

O projecto TWIND foi lançado em julho de 2019 e terá uma duração de três anos, com um orçamento total de 796 mil Euros. O seu objetivo global é o de criar uma rede de excelência que dinamize um leque de profissionais e estagiários de investigação especializados no domínio da energia eólica offshore, com vista a apoiar uma indústria emergente em Portugal, numa área em que se antecipa um crescimento acentuado mas que não tem ainda uma base de formação dedicada.

O projeto visa ampliar o perfil de investigação do WavEC como instituição de um país widening (Portugal), bem como o perfil de investigação do seu pessoal na área específica da energia eólica offshore, melhorando, ao mesmo tempo, a capacidade científica e tecnológica de todas as instituições envolvidas. Para tal, o TWIND procura assegurar a efectiva coordenação de esforços e instigar a excelência e a capacidade de inovação, através da transferência de conhecimento com os parceiros acima referidos, líderes internacionais no domínio da energia eólica offshore sedeados em países de elevado desempenho científico a nível europeu (Espanha, Reino Unido e Países Baixos). As capacidades combinadas dos parceiros estabelecerão as bases para explorar resultados de investigação já existentes e para investir no desenvolvimento de novos conhecimentos.

As iniciativas de networking e transferência de conhecimento estimularão atividades de investigação e o desenvolvimento de serviços altamente qualificados, com elevado impacto na economia e na sociedade, beneficiando assim não apenas o WavEC e as organizações parceiras, mas também Portugal como um todo. Para além disso, estas iniciativas dinamizarão ainda atividades de campo nas zonas de teste na costa portuguesa com impacto a nível regional.

O TWIND está alinhado com diversas prioridades Nacionais e Europeias, nomeadamente a Estratégia Industrial do governo do Reino Unido, a Estratégia Industrial Portuguesa para as Energias Renováveis Oceânicas, publicada em 2017, e o Plano de Implementação de Energia Eólica Offshore SET Plan, adoptado em Junho de 2018, estabelecendo deste modo uma via de consolidação da estratégia do WavEC nesta área e estimulando o desenvolvimento de uma cadeia logística em Portugal para a energia eólica offshore flutuante. WavEC Offshore Renewables - Portugal

quinta-feira, 21 de março de 2019

Holanda - GBM Works testa mono-pilares para instalar turbinas offshore de forma sustentável

Está a ser testado na Holanda um novo método de instalação turbinas offshore considerado importante no contexto da transição energética



A GBM Works e parceiros estão a testar novos métodos de instalação de mono-pilares onde as turbinas eólicas são colocadas de uma forma sustentável e economicamente eficiente em Maasvlatke, no porto de Roterdão, segundo o Safety4Sea.

Este projecto funciona através de um método de perfuração com vibração (vibro-drill) no qual as turbinas para o mono-pilar são conduzidas ao fundo do mar por meio de elementos vibratórios, ao contrário das pilhas de perfuração comuns, advindo a força não de cima, mas do peso da própria pilha, usada para instalar.

Maasvlakte, como localização experimental, tem as melhores condições devido ao seu fundo arenoso, pelo que o “SIF, Van Oord, TU Delft, Deltares e as autoridades do porto de Roterdão uniram forças para facilitar o desenvolvimento do método de perfuração por vibração providenciando suporte financeiro aos projectos”, no local, explicou Govert Meijer, da GBM Works.

Note-se que no fim de 2018 a empresa já tinha realizado experiências com vibração de uma placa de 16 toneladas. E pretende, até ao fim de Junho de 2019, proceder a uma quarta experiência, a qual consistirá num pequeno mono-pilar. Isto porque o método, além de economicamente sustentável, gera igualmente menos poluição sonora, o que torna o trabalho mais rápido e ágil, e não tão dependente das condições atmosféricas. In “Jornal de Economia do Mar” - Portugal

sexta-feira, 1 de março de 2019

China - Liderança em nova capacidade eólica offshore instalada em 2018

Com nova capacidade China superou mesmo o Reino Unido e a Alemanha no esforço desenvolvido em 2018

A China foi o país que mais capacidade energética eólica offshore instalou em 2018, de acordo com um estudo da Global Wind Energy Council (GWEC) divulgado recentemente e citado pela Safety4Sea.

Com uma capacidade instalada de 1,8 GiggaWatts (GW) em 2018, a China superou mesmo o Reino Unido (1,3 GW) e a Alemanha (0,9 GW), num mercado que cresceu 0,5% e atinge agora 23 GW. O estudo revela também que em 2018, a capacidade de toda a energia eólica instalada a nível global foi de 51,3 GW. Com este acréscimo, a capacidade global instalada em energia eólica passou para 591 GW.

Neste sentido, o GWEC prevê que se os Governos continuarem comprometidos em projetos e investimentos, a Ásia instalará anualmente 5 GW ou mais de capacidade.

Além disso, o relatório prevê que as novas instalações atinjam 55 GW ou mais anualmente, até 2023. Um volume estável que se prevê que derive da Europa e dos Estados Unidos, enquanto um crescimento importante será impulsionado pelos mercados em desenvolvimento no Sudeste Asiático e no mercado offshore global.

“2018 foi um ano positivo para a energia eólica em todos os principais mercados, com a China na liderança do crescimento onshore e offshore. Prevemos, por isso, um enorme crescimento na Ásia na próxima década, como parte da mudança contínua da Europa para a Ásia como a região determinante para o desenvolvimento eólico”, referiu Ben Backwell, CEO do GWEC. In “Jornal de Economia do Mar” - Portugal

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Alemanha - Estuda localizações para turbinas eólicas offshore

Uma agência alemã já está a estudar os melhores locais para instalar projectos eólicos offshore que funcionarão a partir de 2027 e 2028



No princípio deste mês, a Agência Marítima e Hidrográfica Federal (BSH, na sigla em inglês) alemã lançou a segunda série de investigações preliminares sobre locais eventuais para o desenvolvimento de projectos eólicos offshore, refere o Safety4Sea. Segundo a publicação, estão a ser ponderadas três áreas na Zona Económica Exclusiva (ZEE) alemã do Mar do Norte para a instalação de turbinas eólicas que irão funcionar a partir de 2027 e 2028.

Refere a publicação que nos próximos anos, a agência vai continuar a realizar e encomendar estudos com incidência no efeito do ambiente marinho e do subsolo no vento, nas ondas e noutros parâmetros oceanográficos. O objectivo da BSH é avaliar se as áreas estudadas são adequadas para receber quintas eólicas offshore.

Até Março deste ano, as autoridades, associações, empresas e público e geral são convidados a comentar as investigações previstas. Um ano depois, o conceito das investigações será apresentado e discutido numa audiência. Depois disso, a BSH passará a nova informação sobre as áreas a outra agência federal, que determinará quem instalará as turbinas. No entanto, os resultados preliminares das investigações serão disponibilizados antecipadamente a potenciais licitadores. In “Jornal de Economia do Mar” - Portugal

domingo, 6 de janeiro de 2019

Alemanha - Produção eléctrica das eólicas offshore aumentou 8% em 2018

A produção eléctrica a partir dos parques eólicos offshore no Mar Báltico e Mar do Norte alemães cresceu em 2018, muito devido ao aumento de capacidade instalada de vários projectos

Os parques eólicos offshore da Alemanha aumentaram a sua produção de electricidade em 18,8 Terawatts/hora (TWh), ou seja, mais 8% do que a gerada em 2017 no Mar Báltico e Mar do Norte alemães, refere o Safety4Sea com base em dados do Instituto Fraunhofer para Sistemas de Energia Solar ISE.

Deste total, 16,6 TWh foram gerados nos parques eólicos do Mar do Norte e 2,2 TWh pelos do Mar Báltico. A publicação recorda que a energia eólica offshore é uma das principais fontes de energias renováveis produzidas na Alemanha e representa mais de 40% da energia total produzida no país.

O aumento registado em 2018 ficou a dever-se, essencialmente, à capacidade adicional instalada dos projectos Borkum Riffgrund 2 (450 MW) e Merkur (396 MW), ambos no Mar do Norte, e Arkona (385 MW) e Wikinger (350 MW), no Mar Báltico, que começaram a distribuir electricidade em 2018, refere a publicação.

Recorde-se que a Alemanha ambiciona aumentar a sua capacidade instalada de produção de energia eólica offshore para 20 GW até 2030, conforme estabelece uma lei aprovada em Dezembro. In “Jornal de Economia do Mar” - Portugal

sábado, 2 de dezembro de 2017

Portugal – Seminário “Infraestruturas de Teste e Demonstração para o Desenvolvimento da Economia Azul”



O WavEC Offshore Renewables está a organizar o seu Seminário Anual de 2017, que terá lugar na manhã do dia 12 de dezembro, na Gare Marítima Rocha Conde de Óbidos, em Lisboa. Na parte da tarde serão realizados os encontros B2B.

O tema deste ano tem que ver com o relevante papel que as infraestruturas de teste e demonstração em terra e no mar têm para atrair projetos para Portugal e, através deles, desenvolver uma cadeia de valor nacional, incluindo, naturalmente, as componentes de I&D, serviços e indústria.

A discussão deste tema é particularmente importante e oportuna, dada a preparação de uma candidatura ao ESFRI (European Strategy Forum on Research Infrastructures) para criar uma rede de infraestruturas no setor das energias renováveis marinhas. As infraestruturas enquadradas no ESFRI terão acesso a condições mais atrativas para angariar projetos de ID&I.

A preparação desta candidatura ao ESFRI está a ser preparada no âmbito de um projeto europeu em que o WavEC participa, o MARINERG-i, num consórcio constituído por parceiros da Irlanda, Reino Unido, França, Espanha, Portugal, Dinamarca, Suécia, Noruega, Países Baixos, Alemanha, Bélgica e Itália.

O Seminário, que se realiza na parte da manhã do dia 12 de dezembro, estará, por isso, articulado com a realização de uma sessão organizada no âmbito do projeto MARINERG-i para identificar, com um conjunto de atores relevantes, as possíveis infraestruturas de ID&I nacionais candidatas a integrarem a infraestrutura ESFRI. Esta sessão será realizada na parte da tarde desse mesmo dia, e o seu acesso fechado ao público.

Dado que as infraestruturas de teste e demonstração têm em geral uma abrangência temática grande, o seminário abordará dois setores distintos, ainda que com pontos de contacto importantes, quer a nível das infraestruturas de teste, quer a nível da cadeia de valor e tecnologia que parcialmente partilham: as energias renováveis offshore e a aquicultura offshore.

O Seminário contará com oradores portugueses e europeus, peritos de topo nos seus setores.

Formatado para permitir uma maior interação com a assistência, o evento está estruturado em três painéis de debate, que irão decorrer na parte da manhã:

• ENERGIA RENOVÁVEL MARINHA
• AQUACULTURA OFFSHORE
• INFRAESTRUTURAS DE ID&I

Nos dois painéis iniciais iremos analisar o estado da arte e as tendências de desenvolvimento tecnológico e de mercado em cada um dos setores. No último painel iremos refletir sobre as infraestruturas de teste e demonstração nacionais e debater o contributo que deram para a atração de projetos de ID&I e para o desenvolvimento nacional de tecnologia e cadeia de valor.

Convidamos todos a participar neste encontro. Em breve irá estar disponível a plataforma de registos para os dois eventos (Seminário e B2B). Este ano, por motivos de logística, existem apenas 100 lugares disponíveis para o Seminário.

Mais informações aqui. In “WavEC” - Portugal

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Açores – Lançamento do primeiro projecto de aquacultura offshore

O presidente do Governo Regional dos Açores assistiu no passado dia 16 de Novembro, na freguesia da Ribeira Quente, concelho da Povoação, à instalação do primeiro projecto de aquacultura offshore, tendo salientado que esta nova área de actividade representa a “abertura de novos horizontes para a rentabilidade que o mar tem para dar” aos Açores.

“Aquilo que nós estamos a assistir é à abertura de novos horizontes para a rentabilidade que o mar tem para dar à nossa Região”, afirmou Vasco Cordeiro, depois de ter assistido à apresentação dos quatro projectos de aquacultura em mar alto da empresa Aquazor, já aprovados, que serão instalados nas áreas definidas da Ribeira Quente, na ilha de São Miguel, no Porto Martins, na ilha Terceira, e na Feteira, na ilha do Faial.

Em declarações aos jornalistas, o presidente do Governo Regional adiantou que estes projectos traduzem os objectivos que presidem à aposta que o Executivo tem feito nesta área, ao nível da sustentabilidade, mas também do envolvimento das comunidades locais.

Nesse sentido, Vasco Cordeiro salientou que a integração das comunidades no desenvolvimento destes projectos constitui, assim, uma garantia acrescida do seu impacto positivo nas respectivas economias.

Aquacultura de algas e de peixe

“No que tem a ver com a aquacultura de algas e de peixe, este é um projecto inovador e que, no fundo, dá execução prática à aposta que o Governo dos Açores faz na abertura deste novo sector”, destacou o governante.

Vasco Cordeiro, que visitou também os trabalhos para a marcação e colocação das bóias oceânicas, realçou que o envolvimento do Governo neste processo incluiu, ainda, o mapeamento das áreas para a instalação offshore de aquacultura, assim como a disponibilização de fundos comunitários, no âmbito do Mar 2020.

O Governo dos Açores tem vindo a apostar no sector da aquacultura através de várias medidas, entre as quais a criação de áreas pré-definidas para a produção aquícola nas ilhas do Faial, Terceira e São Miguel.

A criação destas áreas, em 2016, resultou do mapeamento de zonas de ambiente costeiro e offshore com potencial para a aquacultura no arquipélago, realizado em 2015 e financiado pelo Governo dos Açores, que é disponibilizado gratuitamente aos empresários interessados.

A aprovação destas áreas permite aos investidores instalar e explorar a produção aquícola, através de um procedimento simplificado e mais célere, uma vez que os projectos não serão submetidos ao processo de pré-instalação necessário em qualquer área que não esteja previamente instituída, refere um comunicado do Governo Regional açoriano. João Borges – Portugal in “Agricultura e Mar Actual”

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Brasil - O Porto de Santos e o futuro

SÃO PAULO – Sem muito espaço para crescer, exceto se for em direção ao mar com a construção de plataformas offshore, o porto de Santos, para continuar competitivo e garantir a posição de principal hub port (concentrador de cargas) do País e da América Latina, precisa continuar investindo não só na aquisição de equipamentos modernos como na ampliação e aperfeiçoamento de sua infraestrutura logística, interna e externamente. Isso significa estar preparado para receber supercargueiros de contêineres e aumentar os números de sua movimentação, o que dependerá obviamente de maiores facilidades de fluxo para o transporte por rodovia, ferrovia, hidrovia e cabotagem.

De imediato, parece claro que o porto necessita de novo acesso à margem direita, na entrada da cidade, que hoje apresenta infraestrutura viária deficiente e arcaica, como ficou demonstrado há um ano, à época do incêndio nos tanques do terminal da Ultracargo, no Polo Industrial da Alemoa. Como se sabe, com o incêndio, o acesso de caminhões à entrada da cidade e ao local ficou bloqueado por vários dias, ocasionando sensíveis prejuízos às empresas que atuam no porto. Segundo contrato firmado pela Prefeitura santista, a empreiteira concluirá as obras da primeira etapa das intervenções previstas para a entrada de Santos (pela via Anchieta) até o dia 13 de maio de 2018.

Também seria fundamental que a União concordasse com a ocupação da área continental do município, especialmente com a transferência para a outra margem dos terminais que operam granéis sólidos de origem vegetal no Corredor de Exportação, na Ponta da Praia.  Isso evitaria que os moradores das vizinhanças viessem a sofrer as consequências da emissão de partículas e do odor que resultam da armazenagem e da movimentação de grãos e farelo nos terminais, além da poluição sonora e da ameaça de algum surto epidêmico em função da sujeira provocada por caminhões que costumam derramar resíduos que atraem roedores, pombos e insetos transmissores de doenças.

Em Guarujá, a margem esquerda do complexo portuário, favorecida com a construção da primeira etapa da Avenida Perimetral, aguarda a complementação da segunda fase dessa via, que ligará o porto diretamente à rodovia Domenico Rangoni e ao complexo Anchieta-Imigrantes, além da construção de um pátio regulador de veículos pesados.

Já Cubatão espera da Secretaria de Portos (SEP) a aprovação do projeto do Centro de Apoio Logístico e Portuário (Calp), que será fundamental para o reordenamento de cargas. A Prefeitura local reivindica também a construção de uma via expressa que una as duas margens do complexo, a chamada Via Arterial Porto-Indústria, que impedirá que o trânsito interno no município seja afetado pelo tráfego em direção ao porto, especialmente em épocas de intensa movimentação de cargas.

Se todas essas obras saíssem logo dos computadores, com certeza, o futuro do Porto de Santos seria mais promissor. Milton Lourenço – Brasil

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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Brasil - Porto de Santos: recordes até quando?

SÃO PAULO – Responsável por 27% da movimentação do comércio exterior brasileiro,o Porto de Santos, apesar de todas as dificuldades apontadas em razão da pouca profundidade de seu canal de navegação diante da perspectiva da presença de navios cada vez maiores nos mares do planeta, ainda continua a ser o grande termômetro da economia nacional, como reconheceu o ministro dos Portos, Edinho Araújo. Num período marcado pela redução da atividade industrial e por incertezas econômicas, o porto santista registrou recorde de movimentação de cargas no primeiro trimestre de 2015, conforme levantamento divulgado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

Esse recorde, porém, foi impulsionado, em grande parte, pelo aumento das importações, que registraram a operação de 8,1 milhões de toneladas, 7,2% a mais que no mesmo período de 2014 (7,6 milhões). As exportações também apresentaram crescimento no período de 3,8%, com a operação de 18,1milhões de toneladas contra 17,5 milhões em 2014.

Obviamente, o menor crescimento das exportações reflete a redução da produção industrial em função da crise na economia nacional. De fato, o primeiro trimestre constituiu um período difícil para toda a indústria de transformação, que não produziu para exportação tanto quanto sua capacidade instalada poderia permitir. Em função disso, também importou menos insumos e matérias-primas, devido à forte desvalorização do real frente ao dólar.

Seja como for, no balanço divulgado pela Codesp, percebe-se que houve crescimento considerável no desempenho da carga conteinerizada, com um crescimento de 10,3% no primeiro trimestre. Foram movimentados 898,2 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), com crescimento de 10,3% em relação ao mesmo período do ano anterior (814,1 mil TEUs). Isso mostra também que a infraestrutura disponibilizada pelo porto tem atendido à demanda, permitindo excelentes índices de produtividade.

É claro que, por alguns anos, essa infraestrutura será capaz de resistir ao crescimento da demanda, mas parece óbvio que já é tempo de as autoridades começarem a buscar alternativas para a expansão do porto em águas profundas, ainda que dentro da baía de Santos, já que essa tendência se afigura como inevitável, como se pode constatar em vários complexos portuários do planeta.

Aprofundar o canal do estuário além dos limites razoáveis poderá custar praticamente o equivalente ao que exigirá a construção de uma plataforma off shore, já que o trabalho de dragagem seria praticamente ininterrupto, com riscos de desastres naturais incalculáveis. Milton Lourenço - Brasil


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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br.