Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Brasil - Tira dois milhões de pessoas da fome grave e volta ao menor patamar da história

O Brasil retirou dois milhões de pessoas da insegurança alimentar grave, em 2024, alcançando o menor nível de insegurança alimentar da história e igualando o recorde de 2013

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), citados pela Lusa, a proporção de domicílios em insegurança alimentar grave caiu de 4,1% para 3,2% entre 2023 e 2024, o que, em termos absolutos, representa cerca de dois milhões de pessoas.

A percentagem de domicílios em condição de segurança alimentar subiu de 72,4%, em 2023, para 75,8% em 2024. Ou seja, 8,8 milhões de pessoas "passaram para esse patamar, em que a alimentação passa a ser uma garantia quotidiana", indicou o IBGE.

Ainda assim, um em cada quatro domicílios, no Brasil, apresentou algum grau de insegurança alimentar, em 2024, sendo as regiões Norte e Nordeste as mais afectadas do país, sublinha a mesma fonte. In “Jornal de Angola” – Angola com “Lusa”



quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Brasil - Trabalho infantil recuou 14,6% entre 2022 e 2023

Um estudo sobre a situação do trabalho, realizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil, apontou uma queda de 14,6% no índice de trabalho infantil no país em 2023, quando comparado ao ano anterior.

De acordo com o levantamento preliminar chamado “Diagnóstico Ligeiro do Trabalho Infantil – Brasil, por Unidades da Federação”, em 2022, 1,88 milhões de pessoas dos 5 aos 17 anos estavam em situação de trabalho infantil, número que caiu para 1,6 milhões em 2023.

O levantamento baseou-se nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O coordenador nacional de Fiscalização do Trabalho Infantil do Ministério do Trabalho e Emprego brasileiro, Roberto Padilha Guimarães, ressaltou, num comunicado, que o cenário, apesar de apontar uma diminuição geral, ainda é preocupante.  “Essa realidade exige que continuemos fortalecendo as políticas públicas de prevenção e combate ao trabalho infantil”, afirmou.

Os dados indicaram que houve redução do trabalho infantil em 23 dos 27 estados brasileiros, com destaque para o Amapá e o Rio Grande do Norte.

Minas Gerais e São Paulo, dois estados mais populosos do país sul-americano, lideram em números absolutos de crianças e adolescentes em trabalho infantil, com 213.928 e 197.470 pessoas nessa situação, respectivamente.

Nesses estados também se concentram 25% das crianças e adolescentes encontradas nas piores formas de trabalho infantil de todo o Brasil, de acordo com o relatório divulgado pelo Governo. In “Ponto Final” - Macau


terça-feira, 4 de abril de 2023

Brasil – Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, dados provisórios registram 1 652 876 pessoas indígenas

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta segunda-feira (3) que o Censo Demográfico registrou 1 652 876 pessoas indígenas em todo o Brasil, incluindo a coleta concluída na Terra Indígena Yanomami, dividida entre os estados de Roraima e Amazonas

Na TI Yanomami, foram recenseadas 27144 pessoas indígenas, sendo 16864 em Roraima e 10280 no Amazonas. Desse total, 5600 indígenas foram recenseados em áreas mais remotas, com apoio de agentes e helicópteros da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O IBGE destacou que o número de 1 652 876 pessoas indígenas registrado até o momento no país é preliminar. Ele deve passar por tratamento estatístico posterior à coleta de dados e, com isso, deverá aumentar até a divulgação dos primeiros resultados definitivos, prevista para a primeira semana de maio.

A operação envolveu instituições dos ministérios da Justiça e Segurança Pública, da Defesa, dos Povos Indígenas e da Saúde, além do Ministério do Planejamento e Orçamento, responsável pela coordenação dos trabalhos, e contou, ainda, com o apoio do governo de Roraima. In “África 21” – Brasil com “ABr”


sábado, 1 de abril de 2023

Brasil - Ganha 72 km² de território com recálculo de fronteiras

O território brasileiro aumentou em 72,2 quilômetros quadrados (km²) em 2022. A constatação é de levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta quarta-feira (29), no Rio de Janeiro. O estudo ajustou o total da área do país para 8 510 417,771 km².


Segundo o IBGE, o aumento do território deve-se a novos delineamentos de fronteira internacional em trechos do Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

O aprimoramento, complementa o IBGE, decorre da realidade física dos rios da região e está em conformidade com dados fornecidos pelas Comissões Demarcadoras de Limite do Ministério da Relações Exteriores.

Municípios

O IBGE também divulgou mapas atualizados com os novos limites de 174 municípios brasileiros. As mudanças na divisão político-administrativa dessas cidades aconteceram entre 1º de maio de 2021 e 31 de julho de 2022.

Segundo o instituto, as atualizações resultam da publicação de nova legislação, decisão judicial e relatórios/pareceres técnicos confeccionados pelos órgãos estaduais responsáveis pela divisão político-administrativa de cada estado e encaminhados ao IBGE.

O estado com maior número de mudanças nos limites municipais foi o Rio Grande do Sul (61 municípios), seguido por Pernambuco (50) e Paraná (47).

Também houve alterações em Mato Grosso (seis), Maranhão e Rio Grande do Norte (três em cada), além de Tocantins e Goiás (dois em cada).

“As atualizações acontecem a partir da publicação de nova legislação, decisão judicial e relatórios/pareceres técnicos confeccionados pelos respectivos órgãos estaduais responsáveis pela divisão político-administrativa de cada estado e encaminhados ao IBGE”, explica Roberto Tavares, coordenador de Estruturas Territoriais, da Diretoria de Geociências do IBGE. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “EBC”


quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Brasil - Vai incluir na contagem do Censo 2022 refugiados da Venezuela e apátridas

A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, celebrou um acordo de cooperação técnica com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Ibge, para apoiar entrevistas. A iniciativa considera especialmente a população venezuelana nos estados de Roraima, Amazonas e Pará e as perguntas serão formuladas em castelhano e na língua Warao

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Ibge, e a Agência da ONU para Refugiados, Acnur, assinaram um acordo de cooperação técnica e ações conjuntas durante a realização do Censo Demográfico deste ano, lançado nesta segunda-feira.

Com a assinatura do documento, o Acnur apoiará o Ibge na recolha e análise de dados sobre a população refugiada, solicitante da condição de refugiado e apátrida que vive no Brasil, especialmente a população venezuelana nos estados de Roraima, Amazonas e Pará.

Deslocação forçada

Um dos tópicos de atuação conjunta é o apoio do Acnur para que o Ibge realize o Censo num contexto de deslocação forçada.

Para isso, a agência da ONU apoiará equipas de recenseadores para garantir o acesso a abrigos que acolhem pessoas refugiadas e acompanhará a realização das entrevistas, garantindo o respeito às normas culturais e à organização social, de maneira especial das pessoas refugiadas e migrantes de diferentes etnias indígenas.

No Pará, o Acnur já realizou formação para os coordenadores da pesquisa demográfica deste ano a fim de garantir uma abordagem culturalmente qualificada aos indígenas venezuelanos da etnia Warao.

Perguntas feitas na língua local e em castelhano

Além disso, apoiou a elaboração de um vídeo sobre o Censo no idioma Warao, com legendas em castelhano, e a identificação de intérpretes que serão contratados para auxiliar a realização do recenseamento no Estado junto a essa população.

No Amazonas, os promotores comunitários e voluntários da Caritas Arquidiocesana de Manaus, capital do estado, estão a facilitar o entendimento das pessoas de outras nacionalidades sobre o que é o Censo 2022, traduzindo materiais informativos e apoiando os recenseadores a incluírem pessoas refugiadas na pesquisa.

Em Roraima, o Acnur forneceu formação para os recenseadores e apoiará as entrevistas nos abrigos da Operação Acolhida.

Estruturar políticas públicas

O representante interino do Acnur no Brasil, Federico Martinez, comentou sobre os ganhos a serem conquistados pelo compromisso do Ibge de integrar as pessoas refugiadas no Censo 2022.

Para ele, é por meio do levantamento de dados de qualidade que será possível compreender o perfil da população refugiada acolhida no Brasil e estruturar políticas públicas que dialoguem com as solicitações de cada segmento.

Martinez acrescentou que, considerando a ampla área do território brasileiro e o potencial de deslocamento das pessoas refugiadas na procura de oportunidades em diferentes cidades, a realização do Censo nos abrigos possibilita expandir o conhecimento de necessidades e contribui para as ações de integração nas cidades de acolhimento. ONU News – Nações Unidas com “Acnur Brasil”


segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Brasil - O futuro dos portos nacionais

São Paulo – Apesar das previsões catastróficas realizadas em razão dos efeitos provocados pela pandemia de coronavírus (covid-19), a reação da economia brasileira está melhor que o esperado, com indicadores que mostram crescimento. Tanto que houve dificuldades nas exportações, especialmente do agronegócio durante o segundo trimestre do ano e que persistem no segundo semestre, em consequência de uma demanda aquecida que nem mesmo os exportadores foram capazes de prever.

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no segundo trimestre de 2021, houve um crescimento de 9,4% nas exportações frente aos três meses imediatamente anteriores, o que representou o melhor resultado desde o avanço de 10,9% no primeiro trimestre de 2010. Com isso, tornam-se cada vez mais claros os obstáculos levantados por uma infraestrutura logística deficiente que tira a competitividade dos embarques.

Esses obstáculos, obviamente, só serão superados se houver uma diretriz política que priorize a redução da burocracia e taxas, incentive a abertura de rotas marítimas e permita a chegada de novos armadores, o que poderá estimular a competitividade e reduzir os custos dos embarques. É de se notar que, hoje no País, apenas 19 empresas armadoras dominam 97% do comércio realizado por meio do modal marítimo.

Portanto, seriam bem-vindos maiores investimentos públicos na melhoria da infraestrutura portuária, rodoviária e ferroviária, mas já existem mecanismos como as parcerias público-privadas (PPPs) e as concessões que podem acelerar esses investimentos, sem que o governo seja obrigado a mexer em seu orçamento. Prevista para o primeiro semestre de 2022, a privatização do porto de Santos, o maior da América Latina, se bem conduzida, deverá gerar, segundo o Ministério da Infraestrutura, R$ 16 bilhões em investimentos, que redundarão em melhorias como o aprimoramento dos acessos terrestres e o aprofundamento do calado, além da construção de um túnel submerso até o outro lado do canal do estuário, no município de Guarujá.

Se tudo isso sair do computador, com certeza, esse empreendimento servirá como modelo para os demais portos do País, que, hoje, com a troca de frota pelos armadores, não se apresentam em condições de receber grandes navios e tampouco os navios extras que já estão em uso em função do aumento da demanda. Tudo isso tem causado uma escassez de contêineres porque o País importa um baixo volume de alimentos refrigerados, como carnes e frutas.

Se a situação já está assim, não é difícil imaginar como haverá de ser num cenário pós-pandemia em que a demanda deverá triplicar ou até quadruplicar. Portanto, não seria um despropósito recomendar que o governo faça um tour de force para acelerar os processos de concessão dos portos organizados, fazendo o que os governos anteriores se recusaram a fazer, ou seja, não realizaram nenhuma concessão de porto público, priorizando apenas arrendamentos de pedaços de cada porto, mantendo, desnecessariamente, funções puramente empresariais nas mãos do Estado.

Seja como for, o Ministério da Infraestrutura tem cumprido bem o seu papel para reverter esse quadro. Em dois anos e meio, o governo federal já realizou 74 leilões, com R$ 80 bilhões de investimentos contratados, segundo informações da Agência Brasil. No caso dos leilões em portos, os recursos reunidos são repassados para as autoridades portuárias, sendo usados para resolver passivos, a fim de que seja possível dar o passo seguinte que é a desestatização das companhias docas. A tarefa não é fácil, levando-se em conta que, hoje, o Brasil conta com 37 portos públicos e 232 terminais dentro desses portos. Portanto, não há mais tempo a perder. Liana Martinelli - Brasil

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Liana Lourenço Martinelli, advogada, pós-graduada em Gestão de Negócios e Comércio Internacional, é gerente de Relações Institucionais do Grupo Fiorde, constituído pelas empresas Fiorde Logística Internacional, FTA Transportes e Armazéns Gerais e Barter Comércio Internacional. E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

 

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Brasil - Perdeu 500 mil quilómetros quadrados de vegetação natural em quase duas décadas

 


O Brasil perdeu cerca de 500 mil quilómetros quadrados de vegetação natural entre 2000 e 2018, revela hoje um levantamento divulgado pelo Instituto de Geografia e Estatística Brasil.

O estudo, intitulado “Contas de ecossistemas: o uso da terra nos biomas brasileiros (2000-2018)”, foi realizado com base em imagens de satélite e pesquisas de campo.

O documento “apresenta o grau de preservação dos ecossistemas” do maior país da América do Sul com uma “análise das áreas naturais remanescentes a partir das conversões do uso da terra em atividades como agricultura, pastagem e silvicultura”.

Em números absolutos, a maior perda de vegetação nativa brasileira neste período aconteceu na Amazónia, onde 269,8 mil quilómetros quadrados de mata nativa foram devastados, seguido pelo cerrado, que perdeu 152,7 mil quilómetros quadrados.

A cobertura florestal da Amazónia brasileira em 2000 representava 81,9% de sua área total, proporção que se reduziu para 75,7% em 2018.

Essa área foi substituída, principalmente, por pastos para criação de gado, que ocupavam uma área 248,8 mil quilómetros quadrados, em 2000, e se expandiram para um território de 426,4 quilómetros quadrados, em 2018, adianta o estudo.

O levantamento refere também que houve um gradual crescimento da área agrícola na região amazónica, passando de 17 mil quilómetros quadrados em 2000 para 66,3 mil quilómetros quadrados em 2018.

No cerrado, o cenário de perdas foi causado pela expansão acelerada da agricultura, que cresceu 102,6 mil quilómetros quadrados no período de 2000 a 2018, substituindo a vegetação campestre e a florestal.

“Em 2018, 44,61% das áreas agrícolas e 42,73% das áreas de silvicultura do Brasil encontravam-se no cerrado”, frisou o IBGE.

O bioma que teve as menores perdas no período analisado foi o Pantanal.

No período analisado, a vegetação nativa nesta área perdeu uma área 2,1 mil quilómetros quadrados, mas desde 2010, cerca de 60% das mudanças foram de áreas naturais campestres para pastagem com manejo, técnica para aumentar a produção de carne e leite.

Este bioma tornou-se alvo de grande preocupação de ambientalistas devido aos grandes incêndios registados este ano, que já destruíram cerca de 22% (mais de três milhões de hectares).

O Pantanal ocupa uma área de mais de 150 mil quilómetros quadrados na região centro-oeste do Brasil.

A Mata Atlântica, bioma localizado na região costeira do país e que historicamente foi o mais destruído porque sofre a ocupação humana mais antiga e intensa, conservava apenas 16,6% de suas áreas naturais, em 2018, a menor percentagem entre os biomas.

Na caatinga, um bioma semiárido que ocupa parte da região nordeste do país, houve uma diminuição da vegetação natural em 26,7 mil quilómetros quadrados ao longo do período analisado.

Segundo o IBGE, em termos percentuais, o pampa (designação dada às planícies incultas da América do Sul), bioma localizado na região sul do país, foi o que mais perdeu área natural (16 161 quilómetros quadrados), o que representa 16,8% de sua área total.

Neste período (2000-2018), 58% das áreas naturais do pampa foram convertidas em área agrícola, e 18,8%, em silvicultura, adianta o estudo Instituto de Geografia e Estatística Brasil (IBGE). In “Green Savers Sapo” – Portugal com “Lusa”

terça-feira, 4 de junho de 2019

Brasil – Projeção da população realizada pelo IBGE aponta para os 210 milhões

Segundo a projeção diária do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a população do Brasil registou neste dia 04 de Junho de 2019 um máximo de 210 milhões de pessoas, número provisório mas que dá uma verdadeira dimensão do crescimento da população brasileira



Hemisfério Sul

Poderemos afirmar que atualmente 200 milhões falam a língua portuguesa no Brasil, mas a pergunta que fica é quantos a falariam em 1822 na época da independência? Efetivamente muito poucos.

Quando olhamos para África e perguntamos quantos dos 30 milhões de angolanos ou quase 28 milhões de moçambicanos falam a língua portuguesa, certamente serão muito mais em percentagem em relação aos brasileiros na data da independência e que hoje corresponde a quase 100%.

Para um rápido desenvolvimento da língua portuguesa temos que ter em consideração o fluxo das pessoas para os grandes centros urbanos e o acesso a meios audiovisuais que no séc. XIX não existiam.

A língua portuguesa é a única das línguas coloniais que transmite uma unidade territorial, pois não acontece nem com a inglesa, castelhana ou francesa. Os governantes das antigas colónias africanas portuguesas estão cientes da riqueza que é esta língua e têm apostado na educação como fator de unidade nacional. Contudo é extremamente importante que mantenham vivas as línguas maternas regionais, não se pode destruir um legado passado de geração em geração.

Atlântico Norte

Ao longo do tempo tem-se assistido a várias intervenções de figuras públicas, antigos combatentes do colonialismo português, depois dirigentes políticos dos seus países e agora alguns já reformados, que têm afirmado que a língua portuguesa tem que ser uma língua de ciência. Presenciamos dirigentes políticos dos países de língua oficial portuguesa, nos principais organismos internacionais a discursarem em língua portuguesa.

Pelo contrário, os portugueses que têm uma retórica de defesa da língua portuguesa, preocupam-se em mostrar conhecimento perante terceiros, usando a língua inglesa, enquanto tomam posição a favor ou contra o Acordo Ortográfico, não verificando por exemplo, que há organismos públicos portugueses que apresentam artigos técnicos em língua inglesa sem a correspondente tradução em língua portuguesa. Em vez de defenderem a língua portuguesa só a afastam de uma língua de conhecimento.

Pacífico

“Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal” afirmava Chico Buarque que não se referia ao pequeno território de pouco mais de 20 km2 e hoje com 30 km2 de nome Macau.

Este pequeno território chinês sob administração portuguesa até quase ao final do ano de 1999, quando se tornou a Região Administrativa Especial de Macau, logo chamou a atenção dos dirigentes da República Popular da China para a principal potencialidade da região, a língua portuguesa. Aquela língua que os portugueses (alguns) parecem não querer dar a devida importância, é a par da língua inglesa a outra língua universal, que não se confina a regiões específicas como a língua castelhana e francesa, a língua portuguesa acompanha também o movimento do Sol.

A República Popular da China compreendeu que tem uma língua ocidental interlocutora à sua língua mandarim, uma língua doce que nada tem de imperial. Não é de estranhar que países lusófonos como Angola, Moçambique, Cabo Verde e Portugal estejam interessados em desenvolver o mandarim para que haja uma sólida cooperação entre os países de língua portuguesa e para já o Fórum Macau e daqui a algum tempo por que não a Grande Baía. Baía da Lusofonia



sexta-feira, 22 de junho de 2018

Brasil – Segundo o IBGE, 13,8 mil indústrias foram fechadas no Brasil em três anos



A crise econômica levou ao fechamento de 13,8 mil indústrias no Brasil em três anos. No mesmo período, os investimentos no setor industrial sofreram uma queda de 23,85%. É o que aponta a Pesquisa Industrial Anual Empresas (PIA-Empresas) divulgada nesta quinta-feira (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados são de 2016.

De acordo com o levantamento, havia 321,2 mil indústrias ativas em 2016 no país, 4,1% a menos que em 2013, antes da crise, quando o número de empresas do setor industrial era de 335 mil. O fechamento das empresas foi mais acentuado entre 2014 e 2015, quando 10,5 mil indústrias fecharam as portas. O IBGE destacou que as indústrias de transformação representam quase a totalidade das empresas do setor - as extrativas correspondem a cerca de 2% do total de indústrias.

Segundo o IBGE, os resultados negativos do setor industrial a partir de 2014 têm relação com o cenário macroeconômico do país no período.



Menos investimento e emprego

Ainda segundo a pesquisa, entre 2013 e 2016 os investimentos no setor industrial sofreram uma queda de 23,8%. Em valores reais (deflacionados a preços de 2016), em 2013 os investimentos somaram R$ 244 bilhões, e em 2016 totalizaram R$ 185,9 bilhões.

Outra consequência do fechamento das empresas foi a redução de 1,3 milhão no número de postos de trabalho do setor industrial brasileiro. Em 2013, eram 9 milhões de empregados na indústria e em 2016 o total de empregados era de 7,7 milhões - uma queda de 14,25%.

“Comparando com 2015, as atividades que mais chamam atenção nessa questão da ocupação são: fabricação de produtos de minerais não metálicos (cimento, vidro, concreto, entre outros), fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis e a fabricação de móveis”, disse o gerente da pesquisa, Jurandir Oliveira.



As indústrias brasileiras venderam menos nesse período. A receita líquida de vendas sofreu queda de 6,5% em 3 anos, passando de R$ 3 trilhões em 2013 para R$ 2,8 trilhões em 2016, segundo o IBGE.

Vendas da indústria

Segundo o IBGE, em 2016, as atividades com as maiores participações nas vendas industriais foram: produtos alimentícios (19,9%), produtos químicos (11,1%), coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (10,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias (8,5%) e metalurgia (6,2%).

O instituto destacou que, na comparação com 2015, produtos alimentícios foi o setor que mais ganhou participação nas vendas (17,4% para 19,9%). Já coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis foi a que mais perdeu (11,1% para 10,2%).

No mesmo período, desodorante foi o produto que mais subiu no ranking da indústria - passou da 146ª para a 90ª colocação. Já massa de concreto para construção foi o que mais perdeu, saindo da 36ª para 68ª posição.

Indústria Naval

A derrocada do setor petroleiro no Brasil durante a crise econômica fez com que a indústria naval tivesse a maior retração dentro do setor industrial.

Em dois anos, entre 2014 e 2016, quase metade das vagas na construção de embarcações foram fechadas no país. Neste período, o pessoal ocupado na área de caiu de 61.543 para 31.505, uma queda de 49%.

No Rio de Janeiro, a redução da mão de obra foi ainda maior no ramo naval: 74,2% dos postos de trabalho foram fechados entre 2014 e 2016, conforme destacou o IBGE. O número de pessoas ocupadas no setor caiu de 31.271 para 8.092.

O valor real bruto da produção industrial no setor naval caiu 71%, entre 2014 e 2016, passando de R$ 6,8 bilhões para R$ 1,97 bilhões.

“A gente sabe que a indústria naval teve o crescimento impulsionado, principalmente, pelas embarcações e flutuantes para a indústria do petróleo. Quando vamos observar o nível de investimento do petróleo e do refino, vemos uma queda bastante considerável de 2015 a 2016 e isso provavelmente se reflete nos novos contratos do setor naval. Podemos relacionar isso à queda da mão de obra e no próprio valor bruto da produção industrial”, explicou o gerente da pesquisa, Jurandir Oliveira. Daniel Silveira – Brasil in “G1 – Globo”

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Brasil - IBGE lança portal voltado para educação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou na passada quarta-feira, 25 de abril, o IBGEeduca, portal com conteúdos educativos para os diferentes públicos escolares: crianças, jovens e professores. São três áreas adaptadas a cada um destes públicos, com as principais informações sobre os aspectos sociais, econômicos, culturais e territoriais da população brasileira.

Seus conteúdos acompanham as diretrizes educacionais do Ministério da Educação e são permanentemente atualizados com novas abordagens e informações.

A área dedicada às crianças é um espaço para que elas acessem as informações produzidas pelo IBGE em um formato lúdico e com linguagem adaptada ao público infantil. Por meio de textos, gráficos, mapas, vídeos e brincadeiras, os pequenos podem começar a conhecer sobre nossa população e território.

O sítio voltado para o público jovem conta com materiais de estudo, conteúdo preparatório para o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) e matérias especiais sobre atualidades, além dos principais dados sobre o povo e o território brasileiros. 

Já a área dedicada aos professores traz sugestões de atividades e recursos para trabalhar em sala de aula com as informações produzidas pelo IBGE, da Educação Infantil ao Ensino Médio. Há também um blogue interativo, em que educadores de todo o Brasil compartilham relatos de suas experiências pedagógicas utilizando dados e materiais do Instituto.

Produzido por uma equipe multidisciplinar, com profissionais de educação, comunicação, design e desenvolvimento web, o portal educa.ibge.gov.br é responsivo, ou seja, pode ser acessado em diferentes dispositivos, como tablets, celulares e computadores. Os sítios também possuem formulário de contato, em que podem ser enviadas dúvidas, sugestões e contribuições interativas. In “Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística” - Brasil

terça-feira, 31 de maio de 2016

Brasil – Lançamento do livro “Teixeira de Freitas e a criação do IBGE. Correspondência de um homem singular e plural”

No mês em que completa 80 anos de fundação, o IBGE homenageia seu idealizador Mário Augusto Teixeira de Freitas (1890/1956), com o lançamento do livro “Teixeira de Freitas e a criação do IBGE. Correspondência de um homem singular e plural”, do pesquisador Nelson Senra, que reúne 400 cartas trocadas entre Teixeira de Freitas e personalidades da sua época, além de documentos, que mostram como o estatístico concebeu e teve êxito em criar um órgão nacional de estatística e geografia em um país de dimensões continentais como o Brasil.

Trata-se de um importante registro histórico das ideias e ideais do fundador do IBGE a respeito da economia e sociedade, política, educação, saúde e religião. Para produzir o livro, o pesquisador e professor no IBGE debruçou-se sobre mais de sete mil documentos que compõem o Fundo Documental Teixeira de Freitas, do Arquivo Nacional. As cartas e textos selecionados estão organizados em quatro partes: Diálogo com estatistas; Diálogo com estadistas; Diálogo com educadores e A reconstrução brasileira. A versão impressa da publicação apresenta 100 cartas e textos na íntegra e o conjunto completo de cartas está disponível no DVD que a acompanha.

O livro foi lançado ontem (30/05/2016), no Auditório do Centro de Documentação e Disseminação do IBGE, com a presença da presidente do IBGE, Wasmália Bivar. A publicação, de 536 páginas, poderá ser adquirida na Loja virtual do IBGE, por R$ 70,00. Também estará disponível, para download gratuito, a partir do lançamento, na Biblioteca.

A partir das cartas enviadas por Teixeira de Freitas a políticos, administradores públicos e expoentes do pensamento brasileiro à época, e outros documentos, é possível conhecer sobre sua personalidade, suas ideias e esforços para conceber e criar o IBGE. Na primeira parte - Diálogo com estatistas - há seis seções focando a atividade estatística, incluindo a fundação do IBGE. A segunda parte – Diálogo com estadistas – tem duas seções. Na primeira, Teixeira de Freitas é Delegado Censitário, em Minas Gerais, onde organiza o Censo de 1920. Em Minas, ganha o apoio e o apreço de políticos como Artur Bernardes, Benedito Valadares, Juscelino Kubitschek e Hildebrando Clark.

Na segunda seção, já de volta de Minas Gerais, Teixeira de Freitas é chamado para criar e dirigir uma repartição de estatística no recém-criado Ministério da Educação e Saúde Pública, onde dialoga com Gustavo Capanema e Carlos Drummond de Andrade, respectivamente ministro da Educação e chefe de gabinete.

Na terceira parte – Diálogo com educadores - há quatro seções, trazendo o diálogo de Teixeira de Freitas com nomes como o dos educadores Fernando de Azevedo, Anísio Teixeira, o educador Lourenço Filho e Sud Mennucci. Na quarta e última parte há seis seções, cada qual com uma das ideias ou ideais de Teixeira de Freitas. Os temas são o plano nacional, que, de certa forma, aborda todos os demais temas, e que também se chegou a chamar de “Ideário Cívico do IBGE”. Seguem a questão da redivisão territorial, a mudança da capital federal e o problema municipal que, de certa forma, compõem uma totalidade, embora nem sempre ele os tratasse em conjunto. E há as lutas pela construção do planetário na capital federal e pela adoção do esperanto como língua geral. Por fim, há suas reflexões religiosas, algo que permeava sua vida, o tempo todo, fazendo-o ousar uma leitura da atividade estatística em linguagem religiosa.

O livro termina com uma biobibliografia de Teixeira de Freitas, em especial do que há disponível nas revistas editadas pelo IBGE – Revista Brasileira de Estatística, Revista Brasileira de Geografia, e as não mais existentes Revista Brasileira dos Municípios, Boletim de Estatística, Boletim de Geografia – e existentes no seu acervo na Biblioteca.

Teixeira de Freitas concebeu o IBGE a partir da cooperação interadministrativa

Mário Augusto Teixeira de Freitas nasceu em São Francisco do Conde, Bahia, em 31 de março de 1890. Ingressou, em 1908, na Diretoria Geral de Estatística do Ministério da Agricultura, Viação e Obras Públicas, onde promoveu numerosas pesquisas estatísticas, até então inéditas no país. Em 1920, foi nomeado Delegado Geral do Recenseamento em Minas Gerais e sua notável atuação nesse cargo levou o governo mineiro a convidá-lo para reformar a organização estatística estadual. Na década de 30, transferiu-se para o Rio de Janeiro para colaborar na organização do Ministério da Educação e Saúde Pública, no qual passou a dirigir a Diretoria de Informações, Estatística e Divulgação.

Baseado em seu plano de cooperação interadministrativa entre as três esferas governamentais - federal, estadual e municipal -, foi criado em 1934 e instalado em 1936 o Instituto Nacional de Estatística, que, a partir de 1938, passa a denominar-se Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, pela associação nas mesmas bases de cooperação interadministrativa, do sistema de atividades geográficas. Em carta ao educador Fernando de Azevedo, em 29 de abril de 1952, Teixeira de Freitas, dá a dimensão do esforço de criar um órgão nacional de estatística e cartografia: “O Instituto [IBGE] é tudo que – através de um labor continuado por mais de quarenta anos e ao qual dei tudo que podia dar como idealismo e sacrifício – a minha pobre vida deixou de si. É tudo quanto fiz de sentido construtivo.” Faleceu em 1956, no Rio de Janeiro. Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia

sexta-feira, 11 de março de 2016

Brasil - Os caminhos da reindustrialização

SÃO PAULO – Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a indústria de transformação só tem apresentado declínio nos últimos 35 anos, chegando hoje a um ponto crítico que, se não for revertido logo, poderá comprometer o futuro do País, devolvendo-o à condição de fornecedor de matérias-primas, como nos séculos XVIII e XIX.

Basta ver que, em 1985, a indústria de transformação, que converte matérias-primas em produtos para o consumo, cria empregos e traz divisas, se encontrar mercados no exterior, era responsável por 25% do Produto Interno Bruto (PIB). Vinte e um anos depois, essa participação caiu para 16,7% e, em 2015, chegou a alarmantes 10,6%.

Para mudar essa rota, sabe-se a receita: primeiro, é preciso abrir mais a economia para que as indústrias possam importar bens de capital (ou bens de produção), ou seja, máquinas e equipamentos que ajudam a transformar matérias-primas em produtos manufaturados. Depois, é preciso que o governo, em vez de beneficiar determinados segmentos, adote uma política de incentivos que beneficie todos os setores, simplificando regras tributárias, trabalhistas e previdenciárias, além de reduzir a carga de impostos e oferecer taxas de câmbio mais favoráveis.

Ou seja: é necessário colocar em prática uma política industrial que estimule a inovação e permita renovar a estrutura produtiva, tornando as empresas mais competitivas para que tenham condições de retomar ou expandir mercados em todo o planeta.

É de se lembrar que recente estudo do professor David Kupfer, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, mostrou que os bens de capital no Brasil têm em média 17 anos de uso, enquanto a idade média do maquinário na Alemanha é de sete anos, o que mostra o quanto estão defasados os equipamentos da indústria brasileira. O resultado disso é que um bem manufaturado nacional é, em média, 34,2% mais caro que um similar importado, como mostrou estudo do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Em contrapartida aos benefícios, o governo deveria estabelecer objetivos para as empresas, exigindo o cumprimento de metas, como determinado volume de exportação, capacitação de empregados e investimento em pesquisa e desenvolvimento. Esse processo de reindustrialização, porém, não pode ser feito a ferro e fogo, com base em políticas adotadas em países asiáticos, onde o custo da mão de obra é muito baixo. Encontrar a justa medida das coisas é o grande desafio que aguarda para os próximos anos a atual geração de empreendedores. Milton Lourenço - Brasil

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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site:www.fiorde.com.br

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Brasil - Desindustrialização precoce


Segundo os dados do IBGE, no primeiro ano, em 2011, a indústria representava pouco mais de 27,2% do PIB

Entre tantos indicadores econômicos negativos como desaceleração da economia, pressão inflacionária e aumento do desequilíbrio externo, outro fator é tido como tendência: a intensificação do processo de desindustrialização precoce.

Segundo os dados do IBGE, no primeiro ano, em 2011, a indústria representava pouco mais de 27,2% do PIB. Nos anos seguintes, a participação despencou, primeiro com mais intensidade e depois à razão de um ponto percentual por ano, atingindo marca inferior a um quarto, o pior resultado das últimas décadas.

Quando se fecha o foco na indústria de transformação, cujos produtos têm maior valor agregado, o cenário é mais desolador. A participação no PIB em 2014, de 10,9%, é bem inferior à metade da registrada em meados da década de 1980.

Só em São Paulo, que concentra a produção dessa indústria, houve perda de 164 mil empregos formais em 2014, retração de 2% no ano, segundo a Fiesp, a federação das indústrias de São Paulo.

Tal desindustrialização é precoce por ocorrer antes de a indústria do país alcançar o auge ideal e então começar a perder importância relativa na economia, em favor de setores potencialmente mais sofisticados, como serviços.

Essa seria a desindustrialização natural, típica dos países mais ricos, sem impacto negativo sobre geração de emprego e renda. Na desindustrialização precoce ocorre perda da renda média dos trabalhadores, pois a indústria tem elevado índice de empregos formais, paga salários mais altos e é um dínamo de crescimento, devido ao efeito multiplicador na economia. In “Guia Marítimo” - Brasil
 


  

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Brasil em números

Ontem foram apresentados no Brasil dois indicadores que importa realçar. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a publicação “Projeção da População do Brasil por Sexo e Idade para o Período 2000/2060 e Projeção da População das Unidades da Federação por Sexo e Idade para o período 2000/2030”, que poderá aceder aqui.

Nesta publicação constata-se que a população brasileira projectada para este ano de 2013 ultrapassou pela primeira vez os 200 milhões de habitantes, chegando ao fim do período com 201 milhões, atingirá 212,1 milhões em 2020, até alcançar o máximo de 228,4 milhões em 2042, quando começará a decrescer, atingindo o valor de 218,2 em 2060, nível equivalente ao projetado para 2025 (218,3 milhões).

Por estes números apresentados pelo organismo brasileiro de estatística, poder-se-á avaliar que andará próximo dos 300 milhões de falantes, a população mundial de língua portuguesa.

Do Brasil veio também ontem a divulgação de acessos de celulares (telemóveis) pela entidade reguladora a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que apresentou um total de 267 milhões de acessos de celulares até ao mês de Julho de 2013, o que corresponde a mais de um telemóvel por habitante. Baía da Lusofonia

sábado, 3 de agosto de 2013

Esperança de Vida

Brasil 
 
A região Nordeste, que tinha a esperança de vida ao nascer mais baixa em 1980 (58,25 anos) teve, em 30 anos, um incremento de 12,95 anos nesse indicador, chegando, em 2010, a 71,20 anos, ligeiramente acima da região Norte, que anteriormente estava à sua frente (de 60,75 para 70,76 anos). Essa inversão se deveu principalmente ao aumento de 14,14 anos na esperança de vida das mulheres nordestinas, que foi de 61,27 anos para 75,41, enquanto que a das mulheres da região Norte aumentou 10,62 anos, de 63,74 para 74,36 anos.
 
Esse é um dos destaques da publicação “Tábuas de Mortalidade por Sexo e Idade – Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação – 2010”, que o IBGE lança hoje (2/8/2013). Ela traz comparações com os indicadores das tábuas de 1980, apresentando um panorama das mudanças nos níveis e padrões de mortalidade no período de 30 anos.
 
Em 2010, entre as unidades da Federação, a menor esperança de vida ao nascer para ambos os sexos foi registrada no Maranhão, 68,69 anos. Em 1980, Alagoas detinha essa posição, com 55,69 anos, mas passou a 69,20 anos em 2010. Essa mudança se deveu principalmente ao aumento de 15,13 anos na expectativa de vida das mulheres alagoanas, que passou de 58,84 para 73,97 anos, enquanto que o Maranhão passou a ter a menor esperança de vida feminina no país, 72,77 anos. Entretanto, Alagoas manteve em 2010 a mais baixa expectativa de vida masculina (64,60 anos), marca que já tinha em 1980 (52,73 anos).
 
As mulheres alagoanas vivem em média 9,37 anos a mais do que os homens, consequência de ser o estado que apresentou a maior sobremortalidade masculina no grupo de 20 a 24 anos, 7,4 vezes.
 
Entre as regiões, o Nordeste manteve a maior taxa de mortalidade infantil, apesar de também ter registrado a maior queda entre 1980 (97,1 mortos para cada mil nascidos vivos) e 2010 (23,0‰). A região Sul, que já tinha a menor taxa em 1980 (46,0‰) manteve a posição em 2010, com 10,1‰.
 
Entre as unidades da Federação, em 2010, a menor taxa de mortalidade infantil estava em Santa Catarina (9,2‰) e a maior, em Alagoas (30,2‰). A maior queda na taxa no período foi registrada na Paraíba, de 117,1‰ para 22,9‰.
 
A menor taxa de mortalidade na infância (probabilidade de um recém-nascido não completar os cinco anos de idade) também foi observada em Santa Catarina, 11,2 óbitos de menores de cinco anos para mil nascidos vivos, enquanto a maior foi registrada em Alagoas, 33,2‰.
 
As Tábuas de Mortalidade usam dados dos resultados do Censo Demográfico 2010, das estatísticas de óbitos provenientes do Registro Civil e do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde para o ano de 2010. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada aqui.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - Brasil
 
 


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Indígena

"No Censo 2010, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aprimorou a investigação sobre a população indígena no país, investigando o pertencimento étnico e introduzindo critérios de identificação internacionalmente reconhecidos, como a língua falada no domicílio e a localização geográfica. Foram coletadas informações tanto da população residente nas terras indígenas (fossem indígenas declarados ou não) quanto indígenas declarados fora delas. Ao todo, foram registrados 896,9 mil indígenas, 36,2% em área urbana e 63,8% na área rural. O total inclui os 817,9 mil indígenas declarados no quesito cor ou raça do Censo 2010 (e que servem de base de comparações com os Censos de 1991 e 2000) e também as 78,9 mil pessoas que residiam em terras indígenas e se declararam de outra cor ou raça (principalmente pardos, 67,5%), mas se consideravam “indígenas” de acordo com aspectos como tradições, costumes, cultura e antepassados.

Também foram identificadas 505 terras indígenas, cujo processo de identificação teve a parceria da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) no aperfeiçoamento da cartografia.

Essas terras representam 12,5% do território brasileiro (106,7 milhões de hectares), onde residiam 517,4 mil indígenas (57,7% do total). Apenas seis terras tinham mais de 10 mil indígenas, 107 tinham entre mais de mil e 10 mil, 291 tinham entre mais de cem e mil e em 83 residiam até cem indígenas. A terra com maior população indígena é Yanomami, no Amazonas e em Roraima, com 25,7 mil indígenas.

Foi observado equilíbrio entre os sexos para o total de indígenas (100,5 homens para cada 100 mulheres), com mais mulheres nas áreas urbanas e mais homens nas rurais. Porém, percebe-se um declínio no predomínio masculino nas áreas rurais entre 1991 e 2010, especialmente no Sudeste (de 117,5 para 106,9) Norte (de 113,2 para 108,1) e Centro-Oeste (de 107,4 para 103,4).

A pirâmide etária indígena tem a base larga e vai se reduzindo com a idade, em um padrão que reflete suas altas taxas de fecundidade e mortalidade, bastante influenciadas pela população rural. Em 2010, havia 71,8 indígenas menores de 15 anos ou de 65 anos ou mais de idade para cada 100 ativos. Já para os não indígenas, essa relação correspondia a 45,8 inativos para cada 100 em idade provável de atividade."  IBGE - Brasil