Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Abate. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Abate. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

África - Centenas de elefantes irão ser mortos no Zimbabwé e na Namíbia devido à escassez de alimentos e água

No Zimbabwé, os elefantes serão retirados de uma área onde a população tornou-se insustentável


Zimbabwé e Namíbia anunciaram planos para abater centenas de elefantes selvagens e outros animais para alimentar moradores famintos em meio às severas condições de seca nos países do sul da África.

O Zimbabwé disse na segunda-feira que permitiria a matança de 200 elefantes para que a sua carne pudesse ser distribuída entre as comunidades carentes, enquanto na Namíbia a matança de mais de 700 animais selvagens - incluindo 83 elefantes - está em andamento como parte de um plano anunciado há três semanas.

Tinashe Farawo, porta-voz da Autoridade de Gestão de Parques Nacionais e Vida Selvagem do Zimbabwé, disse que seriam emitidas licenças para caçar elefantes em comunidades carentes e que a agência também mataria parte da cota total de 200 animais.

“Começaremos o abate assim que terminarmos de emitir as licenças”, disse Farawo.

As populações de elefantes do Zimbabwé tornaram-se insustentáveis

Os elefantes serão retirados de uma área onde a população tornou-se insustentável, disse Farawo. A caça ocorrerá em áreas como o Parque Nacional Hwange, no oeste árido do país, onde tem havido uma competição crescente entre humanos e animais selvagens por comida e água, já que o aumento das temperaturas torna os recursos mais escassos.

Hwange tem mais de 45.000 elefantes, mas agora tem capacidade para sustentar apenas 15.000, disse Farawo. A população geral do país de cerca de 100.000 elefantes é o dobro do que os parques nacionais do país podem sustentar, dizem autoridades do parque.

O fenómeno climático El Niño piorou a situação, com a agência de parques dizendo em dezembro que mais de 100 elefantes morreram devido à seca. Mais animais podem morrer de sede e fome nas próximas semanas, à medida que o país entra no período mais quente do ano, disse Farawo.

A Ministra do Meio Ambiente do Zimbabwé, Sithembiso Nyoni, disse ao Parlamento na semana passada que havia dado sinal verde para o programa de abate.

“De fato, o Zimbabwé tem mais elefantes do que precisamos, mais elefantes do que nossa floresta pode acomodar”, disse Nyoni.

Ela disse que o governo estava a preparar-se “para fazer como a Namíbia fez para que possamos abater os elefantes e mobilizar as mulheres para secar a carne, embalá-la e garantir que ela chegue a algumas comunidades que precisam da proteína”.

Abate de elefantes na Namíbia para reduzir o conflito entre humanos e animais selvagens

No mês passado, o governo da Namíbia aprovou o abate de 723 animais, incluindo 83 elefantes, 30 hipopótamos, 60 búfalos, 50 impalas, 300 zebras e 100 elandes, entre outros.

Os animais serão provenientes de cinco parques nacionais da Namíbia, onde o país também procura reduzir o número de elefantes em meio a conflitos entre pessoas e animais selvagens.

“Isto é necessário e está em linha com nosso mandato constitucional, onde os nossos recursos naturais são usados ​​para o benefício dos cidadãos da Namíbia", disse o porta-voz do departamento de meio ambiente Romeo Muyunda. "Este também é um excelente exemplo de que a conservação da caça é realmente benéfica."

O Botswana, que fica entre o Zimbabwé e a Namíbia, tem a maior população de elefantes do mundo, com 130.000, mas, diferentemente dos seus dois países vizinhos, não falou em abater os seus elefantes para alimentar o seu povo.

Guyo Roba, especialista em segurança alimentar e agricultura do grupo de estudos ambientais Jameel Observatory, sediado no Quénia, disse que as medidas governamentais no Zimbabwé e na Namíbia eram compreensíveis, dada a extensão da seca e o estado das suas populações animais.

“Eles estão a trabalhar contra uma população de vida selvagem que está acima da sua capacidade de suporte”, disse Roba.

“Então pode parecer controverso inicialmente, mas os governos estão divididos entre permanecer fiéis a algumas das suas obrigações em nível internacional em termos de conservação e apoiar a população”, disse Roba. Euronews

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

Moçambique - Crimes faunísticos lesam o Estado

Moçambique registou uma perda de mais de 135 milhões de meticais em 2023, decorrente de crimes faunísticos. Os funcionários públicos são apontados como parte dos que facilitam a prática deste tipo legal de crime. O SERNIC promete apertar o cerco.


Há cada vez mais casos de crimes faunísticos no país, que levam à morte de vários animais. O elefante, por exemplo, é apontado com um dos que é mais afetado.

Em consequência dos crimes faunísticos, só a província de Tete registou uma perda de mais de 135 milhões de meticais.

As autoridades daquela província conseguiram recuperar 24 pontas, resultado da morte de pelo menos 12 elefantes. Funcionários públicos são apontados como parte integrante dos criminosos que desfalcam a fauna moçambicana.

De acordo com a Rádio Moçambique, 10 arguidos estão prestando contas às autoridades de justiça por terem sido encontrados com troféus de elefantes. No total, 21 indivíduos estão indiciados em crimes relacionados ao abate de espécies proibidas, extração de órgãos e tentativa de comércio.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) condenou o abate de animais e a extração dos seus órgãos, pelo que prometeu trabalhar para estancar este mal.

“Para o SERNIC, este número é muito elevado; mesmo que fosse apenas um animal abatido, constituiria um dano ecológico e ambiental . O SERNIC não vai recuar, estamos a trabalhar com vista a desencorajar que este tipo de crime legal diminua ou seja totalmente estancado.”, disse Fernando Júnior, do SERNIC em Tete.

Os chifres dos animais, a pele e outros órgãos relacionados no mercado têm sido o foco dos caçadores furtivos. O Parque Nacional de Mágoe, no distrito do mesmo nome, tem sido um dos principais locais desses crimes. In “O País” - Moçambique


domingo, 7 de junho de 2020

Países Baixos – Abate de milhares de martas com covid-19

O Ministério da Agricultura dos Países Baixos anunciou na quarta-feira que iriam ser abatidas “mais de 10 mil martas” em diversas quintas onde foram detetados casos positivos de covid-19, para impedir que se tornem fontes de contaminação. Na quinta-feira, dois grupos de defesa dos animais recorreram ao tribunal na tentativa de travar esta medida, mas na sexta-feira à noite a justiça indeferiu o pedido



Neste sentido, o abate dos animais “começou hoje numa quinta de martas em Deurne”, no sul do país, anunciou a porta-voz da Autoridade Neerlandesa de Segurança Alimentar e Produtos de Consumo (NVWA, sigla original), Frederique Hermie.

“Esta empresa tem cerca de 1500 fêmeas e, cada uma, tem quatro a cinco crias”, adiantou Frederique Hermie à France Press (AFP) que explicou que o método para o abate passa pelo uso de monóxido de carbono.

Segundo a porta-voz, o abate, nas outras nove quintas contaminadas, continuará no decorrer da semana.

Em maio, as autoridades estabeleceram que dois funcionários dessas quintas tinham “muito provavelmente” contraído a covid-19 através destes animais.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estes dois funcionários infetados poderão ser “os primeiros casos conhecidos de transmissão” do novo coronavírus do animal para o Homem.

Posteriormente, o Governo proibiu o transporte destes animais e tornou obrigatório o teste da covid-19 em todas as quintas de criação de martas, que têm como objetivo a produção de peles. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo