Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Internacional - Populações de hipopótamos africanos em rápido declínio por causa do tráfico dos seus dentes de marfim

Com uma legislação pouco eficaz no controlo do tráfico dos dentes de marfim dos hipopótamos, por estar mais focada nos dentes de elefante, as populações deste gigantes dos rios africanos estão a ser exterminados a um ritmo alarmante, alerta a ONG Fundação Born Free


Esta organização internacional de defesa da vida selvagem lançou recentemente uma campanha - ao mesmo tempo que um relatório denominado "Dente por Dente?” - global de defesa dos hipopótamos africanos face aos dados alarmantes sobre os números de indivíduos nas populações selvagens em rápido declínio, estando o fenómeno a espalhar-se de forma acelerada, incluindo em Angola, Zâmbia, Botsuana, Moçambique...

A razão, além das já conhecidas, como a caça por causa da sua carne para alimentação humana e a perda alarmante de habitats, seja por causa da acção humana directa, seja por causa das severas e prolongadas secas que deixam os rios africanos com caudais insustentáveis, é a procura dos dentes destes animais como substituto do marfim dos elefantes.

Com as populações de elefantes cada vez mais reduzidas, claramente em vias de extinção, sendo Angola um bom exemplo, que passou de mais de 70 mil animais na década de 1970 para menos de três mil nos dias de hoje, com a legislação e o combate ao seu abate ilegal, os mercados que ainda anseiam por marfim, quase em exclusivo o asiático, acontecendo o mesmo para as escamas de pangolim, os chifres de rinoceronte, etc, encontraram nos dentes de hipopótamo a resposta.

Nestes mercados, os dentes de hipo são igualmente classificados como marfim e são, ainda, mais abundantes, e até agora, mais baratos e, como escreve o sítio Africanews, mais fáceis de obter, sendo que respondem de igual modo no uso de produção de peças decorativas.

Os hipopótamos estão há vários anos na lista vermelha das espécies ameaçadas de extinção e são uma das mais ameaçadas pelas alterações climáticas, especialmente devido às suas necessidades de longas permanências debaixo de água por causa do seu peso e por causa da sua pela sem defesas contra as longas exposições solares.

Com a redução dos caudais de muitos dos rios africanos, a redução da chuva e a diminuição dos espaços de pasto de que precisam em abundância, esta espécie vê-se agora sob ataque dos traficantes de marfim, como destaca o relatório da Fundação Born Free.

Neste documento pode-se ler que é na Tanzânia, Zimbabué, Uganda e Zâmbia que este problema surge com mais vigor, sendo a origem da maior parte dos quase 14 mil hipopótamos que foram abatidos para obtenção dos seus dentes para comercializar.

A África Central e Ocidental presenceia igualmente um forte declínio nas suas populações de hipopótamos, mas as razões são mais relacionadas com a caça para alimentação humana e perda de habitats. In “Novo Jornal” - Angola


 

sexta-feira, 30 de abril de 2021

Costa do Marfim - Número de elefantes cai para metade e coloca espécie à beira da extinção

O número de elefantes na Costa do Marfim diminuiu para metade em menos de 30 anos, sobrando agora apenas cerca de 500 destes animais emblemáticos do país, anunciou esta quarta-feira (28) o Ministério da Água e das Florestas

Os elefantes, emblemas da Costa do Marfim, estão à beira da extinção neste país da África Ocidental: o seu número diminuiu para metade em 30 anos, sob os efeitos combinados da desflorestação e da caça furtiva, anunciou o Ministério da Água e das Florestas da Costa do Marfim.

“A nossa vida selvagem está em perigo, 208 espécies estão à beira da extinção; a população de elefantes tem diminuído ao longo dos últimos 30 anos, passámos de 1100 animais em 1990 para menos de 500 hoje”, disse à AFP o vice-chefe de gabinete no Ministério da Água e Florestas, coronel Marcial Kouame. “A população de paquidermes era de 100 mil na década de 1960”, quando a Costa do Marfim tinha 16 milhões de hectares de floresta, acrescentou o responsável.

A desflorestação associada ao cultivo do cacau reduziu a cobertura florestal para dois milhões de hectares em meio século, o que representa uma diminuição de quase 90%, e “pôs em perigo os últimos refúgios destes elefantes”, apontou o responsável da Costa do Marfim, o maior produtor de cacau do mundo, com uma quota de mercado de 40%.

A sobrevivência dos elefantes, que dão a alcunha à seleção nacional de futebol, é também ameaçada pela caça furtiva, bem como pelo crescimento da população e pela urbanização rápida. In “Milénio Stadium” – Canadá com “AFP”


terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

África do Sul - Caça aos rinocerontes diminuiu


A World Wildlife Fund (WWF) anuncia este mês que a caça ilegal aos rinocerontes na África do Sul diminuiu em 2020, tendo-se perdido menos 33% dos animais. Durante o ano passado foram caçados 394 rinocerontes africanos, um número bastante abaixo dos 594 de 2019. Contudo, embora seja o sexto ano consecutivo em que se dá esta redução, a caça ilegal continua a ser uma ameaça a combater, dado que estas espécies se encontram criticamente em perigo de extinção.

A caça e o tráfico ilegal pela aquisição dos seus chifres é uma forte ameaça às suas populações que continuam a decrescer. Apesar de todos os esforços das organizações dos guardas-florestais, estas situações ocorrem igualmente dentro dos parques nacionais.

Jo Shaw, coordenadora do programa de Rinocerontes da WWF da África do Sul, aponta “Estamos muito cientes de que a aparente repetição [da diminuição de animais caçados] proporcionada pelas restrições de bloqueio em 2020 foi apenas uma pausa temporária e que a pressão nas nossas populações de rinocerontes, especialmente no Parque Nacional Kruger, permanece muito alta.

Indica ainda que para impedir a caça ilegal, é necessário “abordar os fatores que permitem que os sindicatos do tráfico de vida selvagem operem”. “Devemos garantir que as habilidades, os equipamentos, as ferramentas e os recursos sejam dedicados à implementação total da aprovada Estratégia Nacional Integrada de Combate ao Tráfico de Vida Selvagem. Devemo-nos comprometer a erradicar a corrupção, que continua a prejudicar os esforços para quebrar a cadeia de valor ilegal do chifre de rinoceronte. Ao mesmo tempo, precisamos de abordar os fatores conhecidos por causar a proliferação local do comportamento criminoso, como a falta de oportunidades, os altos níveis de desigualdade e as rupturas nas normas e valores sociais”.

Outro ponto a ter em conta são as alterações climáticas, que têm provocado secas nos seus habitats e prejudicado a sua sobrevivência no meio natural. A WWF tem desenvolvido programas e medidas para combater também este risco iminente. In “Green Savers Sapo” - Portugal


 

sexta-feira, 16 de março de 2018

Angola – Estudo sustenta que elefantes necessitam de ″protecção activa″

A população de elefantes em Angola, que recuperou após a guerra civil, está de novo em declínio e precisa de ″protecção activa″ contra a caça furtiva e perda de habitat, alerta um estudo



Uma investigação realizada por ecologistas da "Elephants Without Borders" (EWB), organização de conservação da vida selvagem e dos recursos naturais com sede no Botswana, e pela Universidade de Massachusetts Amherst conclui que o fim da guerra não é necessariamente suficiente para a recuperação a longo prazo das populações da vida selvagem, sendo também necessária "protecção ativa", com medidas de combate à caça furtiva e de limitação da invasão humana das áreas protegidas.

"Pode ser ainda possível reverter o declínio em curso dos elefantes em Angola e conservar essa importante população, se o Governo se comprometer com uma "protecção ativa", diz Scott Schlossberg, o primeiro autor do estudo, publicado hoje na revista científica PLOS ONE.

"Felizmente, no final de 2015 Angola ainda tinha mais de 3.000 elefantes", dizem Scott Schlossberg e os outros autores do estudo. Antes da década de 1970 Angola tinha cerca de 70.000 elefantes, uma das maiores populações da África subsaariana nessa altura. A guerra, entre 1975 e 2002, não só provocou grande perda de vidas humanas, mas também levou ao abate de elefantes em larga escala.

Em 2004-05 a EWB fez uma pesquisa em Angola e encontrou uma "pequena mas aparentemente saudável e crescente população, estimada em 1.800 elefantes", nas palavras de Curtice Griffin, professor de conservação do ambiente em Amherst.

Uma nova pesquisa foi feita em 2015, através de levantamentos aéreos e monitorizações por satélite, tendo sido identificados 3.395 elefantes na província de Cuando Cubango. Os números foram destacados em 2016 pelo governo angolano, que nesse ano dedicou o dia do Ambiente à protecção do elefante e ao combate ao tráfico de marfim.

Comparando os dados de uma região específica que já tinha sido estudada em 2005 registou-se um decréscimo de 21% no número de elefantes, disse Schlossberg.

Na área de pesquisa ainda permanecem campos de minas, que afectam seres humanos mas também animais selvagens, elefantes incluídos. Schlossberg disse que o número de cadáveres de elefantes aumentou muito de 2005 para 2015, explicando que no primeiro estudo não foi visto qualquer cadáver e que em 2015 foram detectadas quatro carcaças por cada 10 elefantes vivos.

Os autores do estudo sugerem que a população de elefantes entrou em declínio a partir de 2015 e dizem que o desenvolvimento humano generalizado no sudoeste de Angola pode estar a limitar a distribuição de elefantes, que evitam áreas a menos de seis quilómetros de vestígios humanos, segundo o rastreio por satélite.

Os autores salientam que desde 2015 o Governo de Angola tem tomado medidas para proteger os elefantes, nomeadamente o combate ao comércio de marfim e a criminalização da venda da vida selvagem, morta ou viva. In “Novo Jornal” – Angola com “Lusa”

sexta-feira, 18 de março de 2016

Angola – Proibição de venda de marfim

A Comissão Multissectorial contra crimes ambientais e relacionados à Fauna e Flora Selvagem apresenta hoje, 18 de Março de 2016, um Decreto Executivo que proíbe a venda de marfim e seus derivados no país.

O documento será apreciado na III sessão ordinária da Comissão, marcada pela apresentação do projecto de Lei dos Crimes e Transgressões Ambientais.

Sobre a mesa está, por exemplo, a discussão da estratégia para o encerramento das bancadas de comercialização de marfim, que têm no mercado de artesanato do Benfica uma das principais montras.

De tal forma que, em 2014, a organização não governamental "Save The Elephants" elevou a capital angolana – a par da cidade nigeriana Lagos – a principal centro mundial de comércio ilegal de marfim.

“Em Lagos há mais peças de marfim à venda, mas o comércio é mais dissimulado, com os vendedores mais conscientes das regras e mais receosos, enquanto os vendedores em Luanda têm muito pouca preocupação sobre a possibilidade de serem apanhados a vender marfim ilegal”, apontou a ONG.

Com esta realidade presente, a Comissão Multissectorial contra crimes ambientais e relacionados à Fauna e Flora Selvagem, presidida pela ministra do Ambiente, Fátima Jardim, deverá discutir também a instalação piquetes da Unidade de Crimes em zonas fulcrais: no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, troço Maria Teresa (Kwanza-Norte) e no Bengo.

A agenda de trabalhos inclui ainda a apresentação de um inventário do marfim e do modelo de farda a ser exibida pelos efectivos envolvidos nesta iniciativa.

A iniciativa dá resposta às prioridades identificadas por Fátima Jardim, que em finais de 2015 alertou para a urgência de o país combater a caça ilegal, sobretudo contra elefantes e rinocerontes. Na altura, a ministra do Ambiente comprometeu-se a acabar com a comercialização de artefactos de marfim. In “Novo Jornal” - Angola

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Portugal – Feira da caça em Mértola

A V Feira da Caça de Mértola terá lugar de 17 a 19 de outubro de 2014, no pavilhão desportivo municipal. Caçadas, concursos, exposições, conferências, gastronomia e animação musical são algumas das actividades de um extenso programa, da responsabilidade da Câmara Municipal.

A actividade cinegética e uma das principais dinamizadoras da economia local e a Feira vêm deste modo valorizar os recursos e promover o destino Mértola, como um local privilegiado para a caça menor. Câmara Municipal de Mértola – Portugal

                                      Consulte aqui o programa

sábado, 10 de novembro de 2012

Elefantes


Os elefantes estão em risco de extinção na Reserva de Mareja, no Parque Nacional das Quirimbas, no distrito moçambicano de Cabo Delgado, devido à caça furtiva levado a cabo por caçadores sem escrúpulos, que vêem nos cornos de marfim, um lucrativo modo de vida.

O Parque Nacional das Quirimbas que ocupa uma área de 7 500 km2, abrangendo ecossistemas marinhos e terrestres, tem um diminuto corpo de guardas florestais para intervir numa tão vasta região, onde os caçadores furtivos actuam impunemente apoiados por meios aéreos.

Nos últimos meses têm-se verificado um aumento da captura de elefantes, tendo sido abatidos fêmeas e espécimes juvenis, cujo tamanho do corno de marfim, não tem valor comercial, pondo em risco a sobrevivência dos elefantes, sem que haja da parte das autoridades locais moçambicanas, qualquer intervenção para fazer cobro a este tipo de actividade.

A procura por marfim por parte dos mercados asiáticos, que pagam um bom preço por este produto, a falta de vigilância apropriada para uma região com uma área enorme e por vezes o colaboracionismo entre os agentes de fiscalização e os caçadores furtivos são uma preocupação para as autoridades nacionais, que se torna necessário alertar o mundo para este problema, o da vida animal selvagem, que não é um problema moçambicano, mas sim de toda a comunidade internacional. Baía da Lusofonia