“O Hoje do Passado” é o tema da nova edição do concurso de fotografia da Somos – ACLP, cujo processo de candidatura decorre até 28 de Fevereiro. Os participantes deste ano são convidados a encontrar símbolos, ofícios ou elementos históricos que ainda perdurem no mapa lusófono contemporâneo, como fragmentos de tradição num mundo em permanente mudança
A Somos!
– Associação de Comunicação em Língua Portuguesa (Somos – ACLP) lança a sétima
edição do concurso fotográfico “Somos Imagens da Lusofonia”. O tema deste ano,
“O Hoje do Passado”, propõe uma homenagem às “coisas antigas” do mundo lusófono
que ainda hoje perduram como testemunhos vivos da identidade, cultura e forma
de vida de determinadas sociedades ou espaços geográficos. As candidaturas
permanecem abertas até 28 de Fevereiro.
Em comunicado, a associação sediada em Macau explica que,
“nos dias que correm, com o rápido desenvolvimento socio-económico e
tecnológico, o nosso foco tende a virar-se para o que é mais moderno, evoluído,
para o que é novo”. A transformação urbana, apesar de inevitável, vem
metamorfosear as “características distintivas” de alguns dos territórios do
mundo lusófono – desde cidades e províncias até vilas e aldeias, estas últimas
particularmente enraizadas em velhos costumes e práticas.
O desafio da Somos – ACLP passa por perscrutar o mundo
actual e descobrir, dentro dele, os vestígios da tradição que ainda subsistem e
se mantêm relevantes, apesar da passagem do tempo e da recontextualização do
mundo moderno. Algumas destas representações poderão, inclusive, ser
“transversais ao universo lusófono” e não circunscritas a um determinado espaço
geográfico.
De acordo com a associação, trata-se de um convite para
que os participantes reflictam “sobre as realidades dos seus países ou regiões”
e expressem, “por meio da fotografia, o seu ponto de vista sobre o peso e o
valor dos costumes, práticas e tradições antigas nas sociedades actuais do
universo lusófono”. O tema escolhido para esta edição “permitirá a apresentação
de trabalhos com dimensões artísticas, históricas e simbólicas, que servirão de
testemunhos materiais da interacção entre o passado e o presente, evidenciando
que o antigo poderá ter futuro”.
Mais do que um exercício individual, esta edição vem
fomentar uma reflexão colectiva sobre “a importância do património histórico,
artístico, etnográfico e imaterial de cada território geográfico da lusofonia,
bem como o valor social da cultura e dos elementos históricos enquanto veículos
de conexão social, reforços da identidade comunitária e portais para a evocação
de tempos passados”.
Como habitual, o concurso destina-se a todos os cidadãos
dos países e regiões onde a língua portuguesa é falada, incluindo residentes de
Macau. As fotografias submetidas – que devem respeitar o tema e os critérios do
regulamento – podem ser tiradas em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau,
Guiné Equatorial, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste
e Goa, Damão e Diu. Cada fotografia deve vir acompanhada de título e de uma
breve legenda explicativa.
A escolha das imagens vencedoras fica ao critério de um
júri de profissionais da área da fotografia, presidido por Gonçalo Lobo
Pinheiro, que terá como critérios de selecção a criatividade e originalidade, a
composição fotográfica, a qualidade artística, e a relevância e qualidade em
relação ao tema.
Os três grandes vencedores vão receber prémios
pecuniários no valor de 10.000,
7000 e 5000 patacas, respectivamente, havendo também espaço para eventuais
menções honrosas. Caso o vencedor do primeiro prémio não resida em Macau, será
contemplado com uma viagem e estadia no território para garantir a sua presença
na cerimónia de inauguração da subsequente exposição fotográfica. Foi, aliás, o
que aconteceu na edição do ano passado, subordinada ao tema “O Homem e o
Divino”, que teve como grande vencedor o fotógrafo moçambicano Marcos Júnior.
Para além das fotografias vencedoras,
a exposição vai ainda integrar outras imagens seleccionadas pelos jurados “pela
sua relevância ou valor para o tema do concurso” e para o propósito da própria
associação, assente na valorização e projecção da dimensão cultural da
lusofonia. Carolina Baltazar – Macau in “Ponto Final”
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