Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Contratação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Contratação. Mostrar todas as mensagens

sábado, 20 de setembro de 2025

Cabo Verde – Prevista chegada de cerca de 15 médicos cubanos ao país

Cidade da Praia - O ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, anunciou a chegada, no próximo mês, de 10/15 médicos ao país, no quadro da contratação de 70 especialistas e clínicos gerais de Cuba, para reforçar os hospitais centrais e regionais.


“O processo está em pleno andamento. Já estamos em comunicação com Cuba. Estão neste momento cerca de 20 médicos identificados por Cuba.  A situação de dificuldades não é só Cabo Verde que vive. Cuba também enfrenta problemas complexos relativamente à própria disponibilidade de especialistas… estão a trabalhar arduamente”, anunciou Jorge Figueiredo, à margem da visita ao bairro de Fonton, comandada pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.

O objectivo é que os médicos cheguem ao país ainda este ano, e o Ministério da Saúde já está a trabalhar com outras entidades para definir o quadro de necessidades, tendo em conta a nova carta sanitária e os perfis epidemiológicos e demográficos das diferentes regiões.

Além da chegada de médicos cubanos, com o apoio da cooperação internacional, para reforçar os hospitais centrais e regionais, o titular da pasta da Saúde referiu que se está também a trabalhar paralelamente com os médicos nacionais, tendo sido já identificados 25 a 30 médicos nacionais que se encontram fora do sistema laboral, isto é, não fazem parte do Ministério da Saúde.

“Estamos já em processo de contrato resolutivo, isto é, a possibilidade que tem hoje da nova lei que permite o Ministério da Saúde fazer contratos imediatos. São cerca de 28 a 30 médicos que entrando no sistema virão a descomprimir a pressão sobre o sistema e, com certeza, contribuirão para reduzir esse número que inicialmente são 70, podendo evoluir para 50 ou 60 médicos”, explicou.

Nesta perspectiva, o governante acredita que dentro em breve o sistema de saúde poderá responder com qualidade, “aumentando significativamente”, o número de médicos nos hospitais centrais, regionais e nos centros de saúde.

“As reclamações têm sido muitas, desde as áreas da saúde pública relativamente ao funcionamento dos centros de saúde, particularmente os centros de saúde da periferia, as delegacias de saúde, da Brava, Fogo, Santo Antão, São Nicolau, etc., mas também dos hospitais”, admitiu, avançando que neste momento o ministério já tem dois oftalmologistas na pista para serem contratados.

“Para responderem às dificuldades enormes que São Vicente está a ter nesta matéria. Portanto, estamos fechando em função da actual disponibilidade”, conta, indicando, por outro lado, que o processo do Plano de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR) está a avançar.

Segundo a mesma fonte os quase 50 por cento (%) ou 1600 contratados precários, aqueles que trabalhavam já há bastante tempo sem um contrato directo com o Ministério da Saúde, já foram totalmente contratados.

“São 1600 e tal profissionais que hoje estão no quadro. Portanto, os problemas do vencimento, dos salários em atraso, estão praticamente sanados pelo Ministério da Saúde”, contemplou. In “Inforpress” – Cabo Verde

quarta-feira, 21 de maio de 2025

Macau - Número de alunos na Escola Portuguesa de Macau poderá subir ligeiramente no próximo ano

As obras que actualmente decorrem na Escola Portuguesa de Macau, concretamente o alargamento de algumas salas, poderão permitir um ligeiro acréscimo do número de alunos no próximo ano lectivo. “Talvez mais uma dezena, pouco mais do que isso”, disse ao Jornal Tribuna de Macau o presidente do Conselho de Administração da EPM. Assim, para 2025/2026, o estabelecimento de ensino poderá ultrapassar os 790 estudantes. Quanto à questão dos professores, Jorge Neto Valente acredita que o concurso lançado para o recrutamento de dois docentes em Portugal possa ficar concluído dentro em breve, “isto se houver vontade de Portugal”. De resto, as propinas voltarão a não ser aumentadas. No balanço do ano lectivo e na antevisão do próximo, Filipe Figueiredo, presidente da Associação de Pais, espera que a “actual estabilidade se mantenha, para bem do ensino e da aprendizagem”



A Escola Portuguesa de Macau (EPM) poderá registar um ligeiro aumento no número de alunos para o próximo ano lectivo, na sequência do alargamento de algumas salas. As obras que actualmente decorrem nas instalações e que vão prosseguir no período de férias, em Julho e Agosto, irão possibilitar “melhores condições”, o que “permitirá um ligeiro crescimento no número total de estudantes”, disse ao Jornal Tribuna de Macau o presidente do Conselho de Administração da EPM.

Jorge Neto Valente concretiza, dizendo que “talvez mais uma dezena de alunos, pouco mais do que isso”, podendo atingir uma fasquia perto dos 790, contra 780 no ano lectivo em curso. “A escola não tem muito mais por onde crescer, mas, com as obras e umas salas mais bem arranjadas e ligeiramente alargadas, julgo que é possível receber mais alguns alunos”, salienta.

As obras estão a ser realizadas “dentro do calendário previsto”, revelou o líder da Administração da EPM, adiantando estar à espera de aprovação de mais obras para o próximo ano.

No que respeita à desejada estabilidade a nível de professores, que provocou algum desequilíbrio no ano passado e que se prolongou até sensivelmente Fevereiro último, a EPM está a recrutar dois docentes de Portugal, um de matemática e outro de geografia, ambos do ensino secundário.

O concurso está em marcha e Jorge Neto Valente diz que há algum “feedback”, com “algumas pessoas a fazer perguntas”, uma vez que o anúncio, para além de ter saído em Macau, também se encontra no portal da Direcção-Geral da Administração Escolar em Lisboa, organismo de ligação ao Ministério da Educação que trata dos assuntos de recrutamento de pessoal e das licenças.

O presidente do Conselho de Administração da EPM salienta que o concurso está a ser feito mediante todas as regras, esperando que esses dois professores possam vir para Macau, “isto se houver vontade de Portugal”. “Acredito que, como nós só temos duas necessidades, o pedido seja aceite e não sejam levantadas dificuldades por Portugal, com o argumento de que os professores fazem lá falta”, sublinha, relembrando que o caso da EPM é especial, “diferente da concessão de licenças de mobilidade de outras escolas no estrangeiro, como Timor-Leste, Angola, entre outras”.

Portanto, “isso terá de ser tido em conta, como aliás sucedia antigamente, com a aprovação dos nossos pedidos a serem despachados em dois ou três dias”, atesta.

Caso não seja possível recrutar em Portugal, a solução será contratar localmente, como aconteceu já este ano com dois professores, um dos quais de economia. “O problema é que é difícil encontrar em Macau professores com a qualidade que nós desejamos”, expressa, mostrando, no entanto, esperança de que “tudo se possa resolver”, porque a escola “precisa de professores que sejam bons”.

De acordo com o anúncio da contratação, os candidatos têm de apresentar, como requisitos de admissão, licenciatura com formação pedagógica / educacional para a área, experiência profissional e experiência no exercício de funções docentes em Portugal. Como aspectos a considerar na selecção, a entrevista, que será feita via zoom, contará 40%, e a avaliação curricular-formação profissional 30% e o mesmo valor para a experiência “adequada”, tendo em conta a área específica e de acordo com o tempo de serviço em funções docentes. A experiência em escolas de Macau é um critério preferencial.

Todo o procedimento concursal é avaliado por um júri composto pelo director, um elemento do Conselho de Administração da EPM e o coordenador/a da área curricular.

Sobre possíveis saídas, Jorge Neto Valente reconhece que “há sempre o receio de que professores possam abandonar já muito perto do ano lectivo seguinte”. “Mas, espero que isso não aconteça e que 2025/2026 arranque da melhor maneira”, frisou.

Esperança na estabilidade

Esta esperança é corroborada pelo presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação (APEPM). “Que não haja os impasses verificados no ano passado”, diz Filipe Figueiredo, para quem “à partida nada aponta para isso”.

Aludindo ao concurso que está a ser feito para o recrutamento de dois docentes, o dirigente afirma que “as coisas estão a ser tratadas de uma outra forma para evitar precisamente o que aconteceu no ano passado”.

Num balanço ao ano lectivo que termina em Junho, Filipe Figueiredo lembra que foi “um ano atípico com a falta de professores, situação que se prolongou sensivelmente até ao início das actividades após o Ano Novo Chinês, mas que depois estabilizou”.

O corpo docente e os novos professores contratados “correspondem às expectativas”, defende, considerando que “o mais importante é que eles ensinem, que os alunos aprendam, aprendam bem, e que a actual estabilidade se mantenha, para bem do ensino e da aprendizagem”.

Sobre o possível aumento, ainda que ligeiro, do número de alunos para o próximo ano, o número um da APEPM confirma que “com as obras vai-se ganhar pelo menos mais uma sala, ainda que o número de turmas se mantenha”. Reconhece que algumas salas “não têm as melhores condições”, pelo que os melhoramentos que se verificarem são “importantes” nesse sentido, podendo oferecer melhores condições aos alunos e facilitar o ensino e a aprendizagem”.

Propinas (ainda) sem aumento

Noutra vertente do funcionamento do estabelecimento de ensino, as propinas voltarão a não sofrer qualquer aumento no ano lectivo que irá começar em Setembro, o que acontecerá pelo terceiro ano consecutivo.

A confirmação foi dada por Jorge Neto Valente ao JTM. “Eu gostava de manter, mas talvez este seja o último ano em que não iremos aumentar as propinas”. Depois, assume, “teremos de o fazer, caso contrário não poderemos aumentar os professores”.

As propinas “baratas”, sublinha o responsável, são igualmente uma das razões da procura dos pais pela escola para ali colocarem os seus filhos a estudar, “por isso a procura continua a ser grande”.

Quanto aos telemóveis, “ainda não há recomendações”, frisa, mencionando que “será mais fácil implementar o mesmo que em Portugal”, ou seja, até uma certa idade não se poderá utilizar o aparelho dentro das instalações da escola. Sobre a reacção dos pais, Jorge Neto Valente afirma que “eles têm direito a ser ouvidos sempre, a expor as suas opiniões a toda a hora, no entanto, não podem impor a sua opinião pessoal a todas as outras pessoas da escola”, conclui. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


sexta-feira, 9 de agosto de 2024

Macau - Governo português renova licenças dos professores que tinham sido dispensados na Escola Portuguesa de Macau

A direcção da Escola Portuguesa de Macau (EPM) queria dispensar quatro docentes e uma psicóloga, num processo que levantou muita polémica nos últimos meses. Agora, num despacho assinado pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação de Portugal, o Governo português segurou os profissionais, renovando-lhes a licença para este ano lectivo. No despacho, as autoridades portuguesas deixam muitas críticas à direcção da EPM e dizem que os actuais responsáveis foram incapazes de resolver os problemas e tranquilizar pais, professores, pessoal não docente e a comunidade escolar no seu conjunto


Num despacho publicado na quarta-feira, o Governo português anunciou a renovação das licenças especiais dos quatro professores e da psicóloga que a direcção da Escola Portuguesa de Macau (EPM) queria dispensar. No documento, Fernando Alexandre, ministro da Educação, Ciência e Inovação de Portugal, deixa várias críticas à actuação dos responsáveis da instituição de ensino.

Recorde-se que a polémica começou no fim de Maio, quando a direcção da EPM anunciou a dispensa de quatro docentes que estavam com licença especial e ainda de uma psicóloga. A decisão foi explicada por Acácio de Brito, director da instituição desde Dezembro do ano passado, como sendo por motivos de gestão. Acácio de Brito assegurou depois que a EPM já tinha autorização da parte do Ministério da Educação de Portugal para contratar docentes em substituição daqueles que tinham sido dispensados. No entanto, o Governo português indicou à TDM Canal Macau que não foi dada autorização para a contratação de docentes para a EPM em substituição dos que foram afastados.

A polémica adensou-se quando começou a circular a informação de que os professores que a direcção da EPM queria contratar para substituir os dispensados seriam amigos de Acácio de Brito e de Alexandre Leitão, cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong. A denúncia foi feita pela secção de Macau do Partido Social Democrata (PSD). Jorge Neto Valente, presidente do Conselho de Administração da Fundação EPM, tinha anteriormente garantido que não seriam contratados amigos pessoais do director. Neto Valente, Alexandre Leitão e Acácio de Brito não esclareceram a situação publicamente e foram vários os encarregados de educação de alunos da EPM que, em declarações ao Ponto Final, se mostraram apreensivos face ao afastamento dos profissionais em causa.

Governo português deixa críticas à actuação da direcção da EPM

No despacho, o ministro português lembra que se iniciou recentemente um novo ciclo na EPM com a nomeação dos administradores da entidade tutelar e com a entrada em funções de Acácio de Brito como novo director. No entanto, “logo que iniciado [o novo ciclo], os problemas surgiram e com grande impacto na comunidade escolar e expressão, inclusivamente, nos serviços de Educação locais, revelando uma incapacidade dos actuais responsáveis para os resolver e debelar, tranquilizando pais, educadores, professores, pessoal não docente e a comunidade escolar no seu conjunto”.

A dispensa dos profissionais em causa instalou na EPM “um clima de contestação à atitude do director, por parte de pais e encarregados de educação e da comunidade escolar em geral, gerando forte perturbação no funcionamento da escola e causando alarme junto daqueles, inclusivamente levando muitos a ameaçarem transferir os seus filhos e educandos para outras escolas da região”.

“As perturbações introduzidas pela substituição intempestiva e não suficientemente explicada de quatro docentes, pelo director da escola, assim como o recrutamento de outros docentes, sem explicar os critérios utilizados para o recrutamento e selecção, que se deve reger por princípios de imparcialidade, isenção e transparência, suscitou a desconfiança e a perplexidade de grande parte dos visados e de outros intervenientes, incluindo professores, pais e encarregados de educação e restante pessoal ao serviço da Escola, e gerou muita preocupação e contestação por parte significativa da comunidade escolar”, pode ler-se no despacho do Governo português.

O ministro diz também que o conselho de administração da Fundação EPM “deveria enquadrar a actuação e o exercício das competências do director da escola, no que ao recrutamento e selecção de pessoal docente e não docente diz respeito, estabelecendo previamente os critérios e as condições de contratação desse pessoal”. Fernando Alexandre avisou que Acácio de Brito não devia avançar com despedimentos ou recrutamentos de pessoal de forma espontânea, “para mais num tema tão sensível e impactante para a vida da escola, gerando a quebra de confiança dos seus principais destinatários, alunos, pais e docentes, nas instituições”.

Além da dispensa dos cinco profissionais, surgiram também dúvidas quanto à manutenção da disciplina de Português Língua Não Materna. Neste âmbito, as autoridades portuguesas dizem que o fim desta disciplina seria “desvirtuar a missão e a razão da criação da EPM”.

Dadas todas estas controvérsias, o ministro português explica no despacho que determinou à Inspecção-Geral de Educação e Ciência (IGEC) que fosse realizada com carácter urgente um inquérito à EPM. A inspecção concluiu que houve falta de envolvimento do conselho de administração da Fundação EPM nos processos de tomada de decisão e que faltaram critérios “objectivos, imparciais e transparentes na cessação ou não renovação dos contratos com os professores e nos novos recrutamentos de professores”.

Professores dispensados mantêm-se; processo de contratação de novos docentes terminado

Face ao exposto, o Governo português renovou, por mais um ano, as licenças especiais dos docentes Maria Alexandra de Aragão Pozel Domingues, Elsa Maria Cecílio de Sousa Botão Alves, Carlos Miguel Botão Alves e Manuela Dora Fonseca Coelho; e da psicóloga Isabel Cristina Aniceto Dias Marques, para que se possam manter na EPM com serviço docente/tarefas distribuídas no próximo ano lectivo. Por outro lado, é determinada a “imediata conclusão dos processos de contratação dos novos professores para que, sendo indispensáveis ao regular funcionamento da EPM, seja assegurada a sua entrada em funções a tempo do início do próximo ano lectivo”.

O ministro português também determinou que a EPM deve continuar a ministrar a disciplina de Português Língua Não Materna “nos exactos termos em que aquela se verificou no ano lectivo 2023/2024”.

Fernando Alexandre instruiu também que seja solicitado ao conselho de administração da EPM uma proposta devidamente fundamentada e quantificada sobre o modo como o ensino da língua portuguesa não materna deve ser ministrado na instituição nos anos lectivos 2025/2026, 2026/2027, 2027/2028, a apresentar até 31 de Dezembro de 2024. O ministro pediu também que se transmita a Acácio de Brito que “adopte critérios objectivos, imparciais e transparentes” e que “promova um diálogo permanente e construtivo com a comunidade educativa”. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”


segunda-feira, 10 de julho de 2023

Macau - Uma dezena de médicos portugueses “na mira” dos serviços de saúde

Os Serviços de Saúde já entrevistaram uma dezena de médicos portugueses. O processo de recrutamento está ainda a decorrer, segundo a Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura

A Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura indicou que o processo de recrutamento de médicos portugueses começou ainda em Portugal, aquando da sua visita oficial em Maio. Em concreto, disse que os procedimentos estão ainda em curso e que foram entrevistados 10 médicos. Alguns são recém-graduados, segundo adiantou Lei Wai Seng, médico da direcção do Centro Hospitalar Conde de São Januário.

Durante a visita a Portugal, Elsie Ao Ieong U encontrou-se com o Ministro da Saúde, Manuel Pizarro, para discutir a cooperação na área da saúde e a formação de quadros qualificados. Uma das questões abordadas envolveu o cálculo dos anos de serviço dos médicos portugueses que vêm trabalhar para o território.

Sobre quando ficará concluído o processo de recrutamento de médicos vindos de Portugal e quando poderão chegar ao território, Elsie Ao Ieong U não adiantou pormenores.

Por outro lado, disse esperar que a primeira fase do Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas entre em funcionamento em Dezembro deste ano, estando os trabalhos de recrutamento a decorrer “de forma ordenada”.

Em declarações aos jornalistas, após uma reunião da 3ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa, a Secretária adiantou que, além dos 50 funcionários designados pelo Peking Union Medical College Hospital, cujas funções serão de gestão, o Governo da RAEM procedeu também ao recrutamento de pessoal médico, mais de 400 pessoas, dando prioridade a profissionais locais. No que respeita ao Hospital das Ilhas, o Executivo “só recorrerá ao recrutamento no Interior da China e no exterior em caso de escassez de recursos humanos”, reiterou.

Por sua vez, Vong Hin Fai, presidente da 3ª Comissão, referiu que o Governo prometeu fazer “contratações constantes” para o Hospital das Ilhas. Citando as autoridades, acrescentou que levará entre cinco a 10 anos para que estejam a funcionar as mil camas previstas para o novo hospital.

Disse ainda que na primeira fase de funcionamento do Complexo, os serviços de urgência da Universidade de Ciência e Tecnologia vão ser transferidos para a nova unidade de saúde. O regime jurídico sobre a gestão do Hospital das Ilhas deverá entrar em vigor a 1 de Outubro. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


sexta-feira, 19 de junho de 2020

Macau - Trabalhadores não residentes (TNR) devem ser os primeiros a ficar sem trabalho caso as empresas enfrentem dificuldades


A mensagem de Wong Chi Hong, director dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), é clara: os trabalhadores não residentes (TNR) devem ser os primeiros a ficar sem trabalho caso as empresas enfrentem dificuldades. “Caso as empresas necessitem de cessar a relação de trabalho com os trabalhadores face à situação real de exploração, devem proceder de forma a que os TNR do mesmo tipo de trabalho sejam os primeiros a sair, a fim de garantir a prioridade no acesso ao emprego e de forma contínua dos trabalhadores locais”, respondeu a uma interpelação escrita de Leong Sun Iok.

O organismo explica que há uma ponderação mais prudente dos pedidos de TNR, dependendo dos sectores, empresas e situação da contratação de mão-de-obra local. De acordo com os dados apresentados, entre Janeiro e Março foram indeferidos 517 pedidos de renovação de autorização e contratação de TNR. E justifica os casos em que a resposta foi positiva. “As 8871 autorizações de contratação concedidas no mesmo período, são principalmente de postos de trabalhadores da construção, empregados de lojas, guardas de segurança e empregados de limpeza”, nota a DSAL.

Para além disso, a DSAL indica que 119 empresas apresentaram por iniciativa própria o pedido de cancelamento das autorizações de contratação, com um número total de 676 cancelamentos. Até ao final de Março de 2020, existiam 189 518 TNR, representando cerca de menos sete mil do que no final do ano passado, e a DSAL observa que “o número de TNR efetivamente contratados pelas empresas no mercado de trabalho está a diminuir continuamente”.

Resultados da formação

Wong Chi Hong explicou que 44 cursos de formação subsidiados pelo Governo arrancaram em meados de Maio, dos quais 18 na área de construção. Dos 352 formandos, 322 concluíram o curso. A DSAL prevê ainda que vários cursos tenham início ao longo dos próximos dois meses.

Entre 1 de Janeiro e 15 de Maio, mais de mil candidatos a emprego foram contratados por encaminhamento da DSAL – numa forma de apoio que envolveu os sectores de construção, segurança e limpeza, restauração, vendas a retalho e transportes.

“A DSAL continua a pesquisar profissões com potencial para o desenvolvimento das empresas de grande dimensão (tal como cozinheiro do sector da restauração) para, através dos devidos cursos de formação e encaminhamento profissional para os residentes de Macau, promover o emprego destes e, gradualmente, proceder ao controlo do número dos TNR que desempenham cargos relevantes”, diz a resposta. Salomé Fernandes – Macau in “Hoje Macau”

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Angola - Seguradoras nacionais obrigatórias na contratação dos seguros de importação de mercadorias

As empresas angolanas vão ser obrigadas a contratar uma companhia de seguros local quando importarem bens de consumo e equipamentos



O anúncio foi feito, em Luanda, por Aguinaldo Jaime, presidente da Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (Arseg), que adiantou que a Lei de Contratação de Seguro de Importação de Bens, aprovada pela Comissão Económica do Conselho de Ministros a 26 de Abril passado, entrará em vigor nos “próximos meses”, e imporá aquela obrigatoriedade quando se importarem bens por via marítima, terrestre ou aérea.

A Contratação do Seguro de Importação de Bens visa pôr em prática uma das recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (CNUCED) para países em desenvolvimento essencialmente importadores, com o objectivo de tornar obrigatória a contratação dos seguros de importação de mercadorias com seguradoras nacionais, evitando, desse modo, a fuga de capitais para o estrangeiro.

O presidente da Arseg, citado pela “Angop”, disse que o seguro de importação de bens vai reduzir a pressão sobre os recursos em moeda externa do país por os pagamentos serem realizados em kwanzas, o que fortalece o papel do sector de seguros no mercado.

Aguinaldo Jaime adiantou que, depois da publicação da lei em Diário da República, os importadores, seguradoras e a Administração Geral Tributária disporão de três meses para conformar os seus procedimentos para cumprir com o diploma legal.

O presidente da Arseg disse ainda que o decreto vai permitir que, em situações de litígio entre o importador e o fornecedor de bens no exterior, o processo seja solucionado pelas instâncias judiciais angolanas e não mais no estrangeiro. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Nações Unidas - Lusófonos podem concorrer ao Programa de Jovens Profissionais



As Nações Unidas divulgaram a lista de países que farão parte da edição deste ano do Programa de Jovens Profissionais da ONU, YPP na sigla em inglês. Quase todos os países lusófonos foram contemplados, sendo Portugal a única exceção.

Cidadãos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste podem concorrer ao exame de 2019 que culmina com o recrutamento e seleção desde que tenham menos de 32 anos.

Todas as novas vagas de emprego para cargos profissionais de nível de entrada no Secretariado das Nações Unidas, P-1 e P-2, são preenchidas apenas com os candidatos selecionados por este programa.

Os requisitos de participação incluem ser fluente em inglês ou em francês e ter concluído um curso universitário.

O YPP é, atualmente, o maior programa de contratação do Sistema das Nações Unidas e a única oportunidade para jovens profissionais com pouca experiência conseguirem uma posição na organização como funcionário permanente.

Dependendo das necessidades das Nações Unidas, os jovens são convidados a candidatarem-se a diferentes “famílias de empregos”, com diferentes responsabilidades, locais e requisitos.

Processo

O processo de recrutamento de seleção para o YPP da ONU consiste em três etapas: fase de candidatura, exame escrito e entrevista.

Os candidatos que passarem por essas etapas são reconhecidos como “bem-sucedidos” e passam a integrar a “Lista de Jovens Profissionais das Nações Unidas.”

Todas as novas vagas de emprego para cargos profissionais de nível de entrada no Secretariado das Nações Unidas, P-1 e P-2, são preenchidas apenas com os candidatos selecionados por este programa.

A Organização oferece um contrato a prazo, com a duração de dois anos, no início de sua carreira profissional e, no caso do seu desempenho ser satisfatório, recebe um contrato contínuo, para desenvolver a sua carreira nas Nações Unidas.

Saiba mais aqui. In “Mundo Lusíada” - Brasil