Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Editora Guerra e Paz. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Editora Guerra e Paz. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 8 de junho de 2026

UCCLA - Lançamento do livro “Antologia Brutalista” na Feira do Livro de Lisboa

Terá lugar, no dia 13 de junho, às 17 horas, o lançamento do livro Antologia Brutalista do autor Ricardo Rao - vencedor da 11.ª edição do “Prémio Revelação Literária UCCLA-CMLisboa - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa” -, no Auditório Sul da Feira do Livro de Lisboa, no Parque Eduardo VII.


A apresentação do livro contará com a presença do autor, da editora e de membros do júri.


sexta-feira, 1 de maio de 2026

UCCLA - Ricardo Henrique Rao é o vencedor do Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa

Na data em que se comemora o Dia Mundial da Língua Portuguesa - 5 de maio -, a UCCLA vai anunciar que o livro “Antologia Brutalista”, de Ricardo Henrique Rao, é o vencedor da 11.ª edição do Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa. O anúncio será feito na Biblioteca das Galveias, em Lisboa, às 17 horas, no âmbito do Festival Literário de Lisboa - 5L.


De referir que Ricardo Henrique Rao é de nacionalidade italo-brasileira, tem 55 anos, e estará presente na sessão.

Esta edição do prémio reuniu 650 candidaturas, oriundas de diversos países não só de língua portuguesa - como Angola, Brasil, Cabo Verde e Moçambique -, mas também da Alemanha, França, Itália, Reino Unidos, Países Baixos, entre outros.

O Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa é uma iniciativa da UCCLA que conta com a parceria da Câmara Municipal de Lisboa e editora Guerra e Paz, e com o apoio do Movimento 2014 - 800 anos da língua portuguesa. Já foram editadas 12 obras (10 primeiros prémios e 2 menções honrosas, cujos autores - 5 portugueses e 5 brasileiros), são maioritariamente jovens. Os 4 primeiros livros foram publicados pela A Bela e o Monstro, e os restantes 6 com a chancela da Guerra e Paz.

O prémio foi criado em 2015 e tem como objetivo estimular a produção de obras literárias, nos domínios da prosa de ficção (romance, novela, conto e crónica) e da poesia, em língua portuguesa, por escritores que nunca tenham publicado uma obra literária.

O júri desta última edição foi constituído pelas seguintes personalidades do mundo literário e cultural de língua portuguesa: 

Hélder Simbad (ex-diretor da Biblioteca Nacional de Angola);

Godofredo Oliveira Neto (representante da Academia Brasileira de Letras, Brasil);

Germano de Almeida (Prémio Camões de Cabo Verde);

Yao Jingming (professor catedrático e jubilado da Universidade de Macau);

Tony Tcheka (presidente da Associação de Escritores da Guiné-Bissau, escritor e editor da Guiné-Bissau);

Luís Carlos Patraquim (poeta laureado de Moçambique);

José Pires Laranjeira (professor jubilado de Literatura Africana da Universidade de Coimbra, Portugal);

Luís Cardoso (romancista laureado de Timor-Leste);

João Pinto Sousa (Movimento 800 anos de Língua Portuguesa e cofundador do Prémio);

Rui Lourido (coordenador do júri em representação da UCCLA).

Vencedores das edições anteriores:

Publicações da editora Guerra e Paz:

10.ª edição: Boi de Claúdio da Silva (Angola e Portugal);

9.ª edição: Cantagalo de Fernanda Teixeira Ribeiro (Brasil);

8.ª edição: Breviário de Medo e Malícia de Leonel Araújo Barbosa (Portugal);

7.ª edição: Caligrafia de Alexandre Siloto Assine (Brasil);

6.ª edição: O Sonho de Amadeu de Leonardo Costa Oliveira (Brasil);

5.ª edição: O Heterónimo de Pedra de Henrique Reinaldo Castanheira (Portugal);

 

Publicações da editora A Bela e o Monstro:

4.ª edição: Praças de António Pedro Serrano de Sousa Correia (Portugal/Angola);

3.ª edição: Equilíbrio Distante de Óscar Maldonado (Paraguai/Brasil);

2.ª edição: Diário de Cão de Thiago Rodrigues Braga (Brasil);

1.ª edição: Era uma vez um Homem de João Nuno Azambuja (Portugal).


sexta-feira, 13 de junho de 2025

UCCLA - Lançamento do livro “Boi” na Feira do Livro

Terá lugar, no dia 21 de junho, às 17 horas, o lançamento do livro “Boi” do autor Cláudio da Silva - vencedor da 10.ª edição do “Prémio Revelação Literária UCCLA - CMLisboa - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa” -, no Auditório Sul da Feira do Livro de Lisboa, no Parque Eduardo VII.


A apresentação do livro, que será feita por António Carlos Cortez, contará com a presença do autor, do Secretário-Geral da UCCLA, Luís Álvaro Campos Ferreira, e de membros do júri.

Mais informações sobre a 10.ª edição do “Prémio Revelação Literária UCCLA - CMLisboa - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa” na ligação:

https://www.uccla.pt/noticias/claudio-da-silva-vence-premio-de-revelacao-literaria


sexta-feira, 9 de maio de 2025

10.ª edição do Prémio de Revelação Literária UCCLA – CM Lisboa

Claúdio da Silva vence Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa


Nascido em Angola, e com nacionalidade portuguesa, Claúdio da Silva foi o grande vencedor da décima edição do Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa: Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa, com o livro "Boi". O anúncio ocorreu no dia 5 de maio - Dia Mundial da Língua Portuguesa - no Palácio Galveias, em Lisboa, e no âmbito do Festival Literário de Lisboa - 5L.

De destacar que o júri atribuiu, também, uma menção honrosa à obra “Depois que Deus morreu”, uma novela-ensaio da autoria de Carla Pereira.

Veja aqui o vídeo da apresentação no Palácio Galveias

O evento contou com as intervenções da Diretora Municipal de Cultura da Câmara de Lisboa, Laurentina Pereira, da Chefe de Divisão da Rede de Bibliotecas de Lisboa, Edite Guimarães, da Secretária-Geral Adjunta da UCCLA, Embaixadora Paula Leal da Silva, e do coordenador da Cultura da UCCLA, Rui Lourido.

Rui Lourido fez um enquadramento do prémio e deu a conhecer outras iniciativas culturais levadas a cabo pela UCCLA. Relativamente ao prémio, deu conta da abrangência geográfica do prémio, vencedores das anteriores edições, género literário das participações, entre outras informações.

Para a Embaixadora Paula Leal da Silva este prémio marca a “solenidade da língua portuguesa no âmbito do Festival Literário de Lisboa - 5L”, afirmando que “o valor municipal é também um valor nacional”. “O português é uma língua global e cultural” e este prémio representa “o mais importante em termos de revelação literária, em língua portuguesa, possuindo uma dimensão internacional alargada e deveras representativa” acrescentou.

A fundamentação do júri, na atribuição dos vencedores desta edição, foi destacada pela Secretária-Geral Adjunta da UCCLA. Relativamente à obra “Boi” “Este objecto não está à venda. Sinopse: De longe a melhor candidatura. Prosa faceta, consciência literária, domínio narrativo, ficcionalidade e ironia quanto ao que pode a literatura – a portuguesa e a instância crítica - há muito que faltava uma prosa assim, arrancada à melhor dicção de mestres como Rúben A., Luiz Pacheco, Manuel da Silva Ramos. Exemplo: a abertura do livro, a dinamitação do projecto-livro, a suspeita de que o literário é um campo minado”.

No que respeita à obra “Depois que Deus morreu” é uma “Narrativa poderosa, intimista e medidativa, com personagens, poucas, cujas linhas de acção ora parecem acontecer numa realidade de facto, ora numa outra realidade paralela, metafísica, Depois que Deus Morreu é um caso feliz de construção bem montada e breve de uma narrativa aguda, nem conto, nem novela”. 

Após a leitura das fundamentações do júri, a Embaixadora declarou estar aberta a 11.ª edição do Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa.

Apesar de ter desempenhado vários trabalhos na área cultural, é a primeira vez que Claúdio da Silva o “transforma em objeto literário fechado” referiu. O livro é “uma espécie de investigação policial, em busca de um autor fantasma. “Boi” porque é um animal mítico”.

De referir que, no âmbito da apresentação dos vencedores do Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa, irão decorrer os seguintes eventos: 

- Dia 20 de maio, às 10 horas, na sede da CPLP, em Lisboa; 

- Dia 21 de junho, às 17 horas, na Feira do Livro de Lisboa, Auditório Sul, com o lançamento do livro Boi.

10.ª edição do Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa

A capacidade de atração do Prémio continua a expandir-se, abrangendo participantes de diversos continentes e totalizando, nesta edição, 14 países de residência, incluindo os países de língua oficial portuguesa. Recebemos obras em língua portuguesa de África (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique), América (Brasil), Ásia (Timor-Leste), Europa (Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália, Portugal e Suíça) e Oceânia (Austrália). 

Esta edição reuniu 249 candidaturas, sendo que o Brasil se mantém como o país com o maior número de candidaturas, seguido por Portugal e Moçambique, reafirmando a forte participação dos falantes de português nestes territórios. Desde a sua criação, o Prémio tem-se consolidado como a principal iniciativa de revelação literária no espaço da língua portuguesa, reunindo anualmente centenas de candidaturas. 

O concurso mantém o seu compromisso de incentivar a escrita entre os jovens - 42% dos participantes têm menos de 40 anos -, enquanto promove o diálogo intergeracional, com escritores seniores entre os 70 e os 80 anos. Em termos de representatividade de género, as mulheres correspondem a 32% dos concorrentes, à semelhança da edição anterior, reiterando o crescimento gradual da participação feminina. 

Com estes números, o Prémio de Revelação Literária UCCLA-CML reforça a sua importância como um promotor da descoberta de novos talentos, promovendo a diversidade cultural e a literatura em língua portuguesa a nível global.

Constituição dos membros do júri:

Domício Proença – Brasil

Germano Almeida - Cabo Verde

Hélder Simbad - Angola

Inocência Mata - São Tomé e Príncipe

José Pires Laranjeira - Portugal

Luís Carlos Patraquim - Moçambique

Luís Costa - Timor-Leste

Tony Tcheka - Guiné-Bissau

Yao Jing Ming - Macau

João Pinto de Sousa - Representante do Movimento 800 Anos de Língua Portuguesa

Rui Lourido - Representante da UCCLA

Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa

O Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa tem como objetivo reconhecer e apoiar novos talentos literários, nos domínios da prosa de ficção (romance, novela, conto e crónica) e da poesia, em língua portuguesa, por escritores que nunca tenham publicado uma obra literária.

Este prémio foi criado pela UCCLA, em 2015, juntamente com o Movimento (2014) 800 Anos da Língua Portuguesa. Conta com a parceria da editora Guerra e Paz, que se responsabiliza pela edição da obra premiada, e da Câmara Municipal de Lisboa, no âmbito do Festival Literário de Lisboa ‐ 5L.

Vencedores das edições anteriores

Publicações da editora Guerra e Paz: 

9.ª edição: Cantagalo de Fernanda Teixeira Ribeiro (Brasil) 

8.ª edição: Breviário de Medo e Malícia de Leonel Araújo Barbosa (Portugal) 

7.ª edição: Caligrafia de Alexandre Siloto Assine (Brasil) 

6.ª edição: O Sonho de Amadeu de Leonardo Costa Oliveira (Brasil) 

5.ª edição: O Heterónimo de Pedra de Henrique Reinaldo Castanheira (Portugal) 

Publicações da editora A Bela e o Monstro: 

4.ª edição: Praças de António Pedro Serrano de Sousa Correia (Portugal/Angola) 

3.ª edição: Equilíbrio Distante de Óscar Maldonado (Paraguai/Brasil) 

2.ª edição: Diário de Cão de Thiago Rodrigues Braga (Brasil) 

1.ª edição: Era uma vez um Homem de João Nuno Azambuja (Portugal)

Biografia dos vencedores:

Cláudio da Silva, natural do Huambo, Angola, nasceu em 1974. É encenador, dramaturgo e ator de teatro. Tem licenciatura em Língua Portuguesa e Línguas Estrangeiras Aplicadas e Bacharelato em Teatro. Recebeu o prémio SP/RTP para Melhor Actor de Cinema pela interpretação no Filme do Desassossego de João Botelho (2011) e o Globo de Ouro SIC/Caras para melhor ator de Teatro pela interpretação em Se Isto é Um Homem de Rogério de Carvalho (2021). É colaborador da Associação Cultural e Ecológica Palettentheater Kollektiv.

Carla Pereira nasceu em Braga, Portugal, em 1983. Estudou Filosofia, disciplina que lecionou até seguir o caminho do exercício físico, área na qual trabalha atualmente, maioritariamente com jovens. Desde sempre que se maravilha com as palavras, especialmente pela capacidade destas se juntarem umas às outras, criando outros mundos. Depois que Deus morreu foi o seu primeiro livro.  


quarta-feira, 9 de abril de 2025

Angola - Escritor Jorge Arrimar satisfeito pelo reconhecimento à criação

O escritor Jorge Arrimar considerou, na segunda-feira, no Centro Cultural Português, em Luanda, ser um incentivo e privilégio receber o VI Prémio de Literatura Dstangola/Camões, em que concorreu com o romance “Cuéle – O pássaro troçador”, publicado pela editora portuguesa “Guerra e Paz”



O prémio, promovido pelo Dstgroup em parceria com o Instituto Camões, dedicou-se nesta edição a obras de prosa de autores angolanos, publicadas em 2022 e 2023. O prémio, no valor de 15.000 euros, foi entregue ao vencedor, na quantia correspondente em kwanzas.

Em declarações ao Jornal de Angola, Jorge Arrimar, explicou que ao ver reconhecido o trabalho, serve como um incentivo à continuidade, embora não esteja habituado a receber prémios.

Questionado sobre a ausência nos grandes concursos de literatura, o poeta e romancista disse que nunca se sentiu injustiçado, por estar consciente da complexidade da sua escrita que requer algum rigor na elaboração temática, por não escrever para um público vasto, assim como para as editoras, que muitas vezes são reguladas pela sua componente comercial. “Trabalho muito o texto, faço muita pesquisa e tento sempre escolher, detalhadamente as palavras. Isso leva muito tempo. Há muita exigência da minha parte. Isso, provavelmente, torna a leitura, também, mais complicada”, reconheceu.  

Além da presença de escritores e membros de direcção da empresa promotora na concorrida cerimónia, a entrega do prémio foi prestigiada pela secretária de Estado da Cultura, Maria da Piedade Jesus, que felicitou o escritor pelo prémio, bem como, a organização e o júri, por todo o trabalho desenvolvido em mais uma edição que tem privilegiado a excelência e criatividade na literatura angolana. “Essa distinção só vem enaltecer o trabalho que tem sido desenvolvido ao longo dos anos pelos escritores angolanos”, sublinhou.

Argumentos do júri

O júri, foi constituído por José Mena Abrantes (presidente), David Capelenguela e Amélia Dalomba “constatou com satisfação a qualidade de grande parte das obras apresentadas este ano a concurso”, o que tornou mais difícil a decisão final. “Depois de uma profunda e cuidada análise e do cruzamento das suas opiniões, o júri decidiu, por unanimidade, outorgar o prémio deste ano à obra “Cuéle - O pássaro troçador', de Jorge Arrimar, um fresco grandioso e muito bem documentado sobre uma região de Angola raramente presente na nossa literatura”, explicou o júri.

“O autor tem perfeito domínio da sua expressão, tanto na escrita e na definição das diferentes personagens, quanto no rigor como caracteriza modos de ser, tradições e comportamentos dos vários estratos sociais, quer do lado africano quer do lado europeu, num momento decisivo do desenvolvimento do Sul de Angola, na transição do século XIX para o século XX”, acrescentou ainda o júri, em comunicado.

Jorge Arrimar concilia, assim, na opinião dos jurados, “com naturalidade, num estilo simples e fluido, reminiscências de figuras relevantes da época e da sua própria história familiar e factos históricos profusamente documentados, que revelam tanto o esboço de uma harmonia possível no contacto entre duas culturas diferentes quanto a violentação de uma pela outra na concretização da ocupação colonial”.

O vencedor foi conhecido em Novembro do ano passado, em que o júri considerou “Cuéle – O pássaro troçador” como “um fresco grandioso e muito bem documentado sobre uma região de Angola raramente presente na literatura”.

Ao longo destas edições, o concurso já distinguiu Zetho Cunha Gonçalves, em 2019, Pepetela, em 2020, Benjamim M’Bakassy, em 2021, Boaventura Cardoso, em 2022, e João Melo, no ano passado. Katiana Silva – Angola in “Jornal de Angola”


quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

UCCLA - Lançamento do livro “Desconseguiram Angola” de António Costa Silva

Vai ter lugar no auditório da UCCLA, no dia 30 de janeiro, às 18h30, o lançamento do romance “Desconseguiram Angola” da autoria do Dr. António Costa Silva.



Com a chancela da Guerra e Paz, o livro será apresentado pelo Dr. Vítor Ramalho e Dr. Nicolau Santos, e contará com uma intervenção inicial do Secretário-Geral da UCCLA, Dr. Luís Álvaro Campos Ferreira.

O lançamento do livro terá transmissão, em direto, através da página do Facebook da UCCLA através da ligação:

https://www.facebook.com/UniaodasCidadesCapitaisLinguaPortuguesa

Sinopse:

Desconseguiram Angola é um romance que António Costa Silva publicou, em edição restrita, sob pseudónimo, mas que agora assume publicamente.

Desconseguiram Angola fala-nos de um período vivido já há meio século, quando se tentava construir uma nação no meio de uma guerra, que se prolongaria por mais 27 anos!  Hoje, nas vastas chanas do leste e nas planuras cuito-cuanavalescas, já não se ouvem os canhões nem se bombardeiam civis, mas as lavras continuam por lavrar, com temor das muitas minas outrora plantadas.  

Há vários livros dentro deste livro: o do regresso imaginado à infância, o da vida e das histórias de Luanda, o dos rios ancestrais de África, e o da guerra. Há um cruzamento de caminhos sob o cenário da guerra, a mais longa da história de Angola, que marcou o país, as pessoas, as palavras. 

A guerra, essa, não acabou. Antes se transformou numa desconseguerra, sobretudo em cenários urbanos, e em milhões na refrega, em combates diários pela sobrevivência, nos raides à carga dos camiões, à caça dos bagos de arroz, finalmente apreendidos por estes guerrilheiros urbanos que combatem agora sem armas, unidos sob a mesma bandeira invisível, a da luta contra a fome.

Desconseguiram Angola interroga o instinto belicista do género humano, realizando uma peregrinação através da história recente de Angola e da banalidade do mal.

Biografia:

António José da Costa Silva nasceu a 23 de novembro de 1952, em Catabola, Angola.  Estudante na Universidade de Luanda, militou nos Comités Amílcar Cabral e na Organização Comunista de Angola. É preso, pelo MPLA, a 22 de dezembro de 1977. Sobrevive à tortura e escapa mesmo a um fuzilamento, sendo libertado após duas greves de fome. Inicia então, na Sonangol, uma carreira na área dos petróleos. 

As sequelas da tortura, em particular a deterioração da visão, levam-no a procurar tratamento em Portugal e Espanha. Licencia-se em Engenharia de Minas no IST, concluindo o mestrado em Engenharia de Petróleos no Imperial College. Obtém o doutoramento pelas duas Faculdades. 

Na vida profissional passa pela Companhia Portuguesa de Serviços, pela multinacional francesa CGG, pelo Instituto Francês do Petróleo e, a partir de 2003, na Partex, empresa da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi ministro da Economia e do Mar do XXIII Governo Constitucional da República Portuguesa. É professor aposentado do Instituto Superior Técnico.


terça-feira, 19 de novembro de 2024

Angola - José Luís Mendonça faz apelo ao estudo da literatura angolana

O escritor angolano José Luís Mendonça exortou no Caxito, província do Bengo, os especialistas a estudarem mais a literatura produzida pelos jovens. José Luís Mendonça falou à margem da apresentação do seu livro “As Metamorfoses do Elefante”


“Há muitos bons jovens que vão despoletando, mas ninguém estuda a literatura deles, ninguém se debruça sobre este aspecto. É preciso reunir-se com os jovens que querem escrever um livro e ler as obras deles. Isso ajuda, para os jovens não ficarem desamparados”, alertou o escritor, em declarações ao Jornal de Angola.

José Luís Mendonça apelou aos jovens escritores para se dedicarem mais na leitura, para aprimorarem as suas habilidades na escrita e na imaginação literária.

“Também é preciso que os jovens leiam muito, quanto mais se lê mais se inspira e ganha-se mais traquejo”, disse o autor.

O livro “As Metamorfoses do Elefante” foi apresentado no Caxito, aos estudantes da Escola Superior Pedagógica do Bengo, por iniciativa do Núcleo Provincial do Movimento Lev'Art na província. 

José Luís Mendonça justificou que o título da obra tem que ver com as transformações que o poder ocorreu em Angola, antes da Independência até aos dados de hoje.

Em África, explicou, o elefante é o símbolo do poder, pelo que constam na obra parábolas de vários animais, como o cão e o camaleão, incluindo algumas árvores de várias matrizes e pássaros.

“Tem pessoas reais e irreais com fábulas e contos reais, onde transformei o surto da Covid-19, numa pandemia de risos, pois as pessoas em Luanda vieram a rir-se muito e os especialistas vieram saber porque as pessoas estavam a rir. Havia uma expectativa política que não se concretizava, o quê que a população tinha antes da Independência e o quê que não se conseguiu concretizar. Em resumo, o livro é isso. O romance roda à volta dessa história”, detalhou o escritor.

A obra está no mercado literário nacional e internacional com 1500 exemplares, sendo mil produzida com a chancela da Mayamba Editora e os restantes, em Portugal, pela editora Guerra e Paz.

Depois do Bengo, a obra vai ser apresentada na província do Uíge e Malanje, em parceria com o Movimento Lev'Art.

José Luís Mendonça nasceu em Angola, em Novembro de 1955, na Comuna da Mussuemba, Município do Golungo Alto. Licenciado em Direito. É jornalista e poeta. Foi diretor e editor-chefe do Jornal Cultura, quinzenário angolano de Artes & Letras. Autor de várias obras de poesia, de contos e de um romance, fez o seu lançamento no mundo das Letras Angolanas com o livro “Chuva Novembrina”, obra à qual foi atribuída em 1981, o Prémio Literário Sagrada Esperança pelo INALD – Instituto Nacional do Livro e do Disco. Em 2005, o Ministério da Cultura atribuiu-lhe o Prémio Angola Trinta Anos, na disciplina de Literatura, no âmbito das comemorações do 30º Aniversário da Independência Nacional, pela obra poética “Um Voo de Borboleta no Mecanismo Inerte do Tempo”. No mesmo ano, foi contemplado com o Prémio Notícias Gerais da Lusofonia no Concurso CNN Multichoice Jornalista Africano.

Em 2015, foi vencedor do Prémio Nacional de Cultura e Artes na categoria de Literatura, pela singularidade do seu estilo e valor cultural das temáticas tratadas. Edvaldo Lemos – Angola in “Jornal de Angola”


quinta-feira, 31 de agosto de 2023

Lançamentos dos livros vencedores do Prémio Revelação Literária UCCLA – CMLisboa

A Feira do Livro do Porto vai acolher, dia 6 de setembro, às 15h30, os lançamentos dos livros “Breviário de Medo e Malícia” de Leonel Barbosa e “O Sentido Litoral” de A. B. Bueno - vencedores ex aequo da última edição do Prémio Revelação Literária UCCLA-CMLisboa: Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa. O evento contará com a presença do presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, e do Secretário-geral da UCCLA, Vitor Ramalho.


Mais informações sobre os resultados da última edição do Prémio:

https://www.uccla.pt/noticias/premio-literario-uccla-com-duas-obras-premiadas

O livro “Breviário de Medo e Malícia” de Leonel Barbosa é composto por 19 contos, a obra do otorrinolaringologista minhoto está povoada de personagens memoráveis que protagonizam histórias em que a realidade e a ficção se tocam. Uma experiência de evasão deste mundo e do outro. Leonel Barbosa conduz-nos pelos mistérios da malícia, a grande e a pequena, a dos mortais e a dos divinos; e explora as variações do medo - o da insuficiência e o do esquecimento, acima de tudo. O livro é composto por contos que nos remetem tanto para um lugar de exuberância e entusiasmo, quanto para o interior desolado de uma mente céptica.

O Sentido Litoral”, do autor baiano A. B. Bueno, é inspirado pelo encontro do sujeito poético com o mar. A obra do autor brasileiro, que vive no litoral da Bahia, leva-nos a despertar os cinco sentidos, remetendo o leitor para paisagens, texturas, aromas, sons e cheiros costeiros. Do encontro da pele (quase) nua com o litoral, e especialmente com a praia tropical, nasce O Sentido Litoral, um livro que reúne 50 poemas sensoriais estimulados pelo Sol, a Lua, o vento, o marulho, a areia, a maresia, a linha do horizonte, as cores do céu e da terra, o cheiro das algas, as formas das nuvens, o sal na boca e a água no corpo. O sentido litoral não é literal nem figurado. É o sentido que a palavra poética activa no corpo sensorial.

O Prémio de Revelação Literária UCCLA - CMLisboa - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa, criado em 2015, é uma iniciativa da UCCLA em conjunto com o Movimento 800 anos da Língua Portuguesa. Em 2020 foram estabelecidas duas parcerias: uma com a editora Guerra e Paz, que passará a responsabilizarse pela edição da obra premiada e outra com a Câmara Municipal de Lisboa, no âmbito do Festival Literário de Lisboa 5L. UCCLA


terça-feira, 15 de agosto de 2023

Candidaturas abertas ao Prémio de Revelação Literária UCCLA – CM Lisboa

Estão a decorrer as candidaturas para a nona edição do Prémio de Revelação Literária UCCLA – CM Lisboa - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa, até ao dia 5 de novembro de 2023.


O Prémio de Revelação Literária UCCLA – CM Lisboa tem como objetivo estimular a produção de obras literárias, nos domínios da prosa de ficção (romance, novela, conto e crónica) e da poesia, em língua portuguesa, por escritores que nunca tenham publicado uma obra literária e que procuram uma oportunidade de visibilidade e reconhecimento no cenário literário.

São admitidas candidaturas de concorrentes que sejam pessoas singulares, de qualquer nacionalidade, fluentes na língua portuguesa, com idade não inferior a 16 anos. No caso dos menores de 18 anos, a atribuição de prémios ficará sujeita à entrega de declaração de aceitação pelos respetivos titulares do poder paternal.

A participação na presente iniciativa deverá ser feita até às 24h00 do dia 05-11-2023, por correio eletrónico, para o endereço premioliterario@uccla.pt nos termos previstos no Regulamento.

Este prémio foi criado em 2015, conjuntamente com o Movimento (2014) 800 Anos da Língua Portuguesa. Em 2020 foram estabelecidas duas parcerias: uma com a editora Guerra e Paz, que passará a responsabilizarse pela edição da obra premiada e outra com a Câmara Municipal de Lisboa, no âmbito do Festival Literário de Lisboa 5L.

Constituição dos membros do júri, que integra reconhecidas personalidades do mundo literário e cultural de língua portuguesa:

Domício Proença - Brasil

Germano Almeida - Cabo Verde

Hélder Simbad - Angola

Inocência Mata - São Tomé e Príncipe

José Pires Laranjeira - Portugal

Luís Carlos Patraquim - Moçambique

Luís Costa - Timor-Leste

Tony Tcheka - Guiné-Bissau

Yao Jing Ming - Macau

Rui Lourido - Representante da UCCLA

João Pinto de Sousa - Representante do Movimento 800 Anos de Língua Portuguesa

Consulte aqui o Regulamento, Declaração de Conformidade (Anexo 1) e Regras relativas à edição da obra premiada (Anexo 2)

 


segunda-feira, 14 de agosto de 2023

Angola - Jorge Arrimar lança romance “Cuéle - O Pássaro Troçador”

Fruto de uma pesquisa linguística e cultural notável dos séculos XIX e XX, “Cuéle-– O Pássaro Troçador” é o título do novo romance histórico do poeta e escritor angolano Jorge Arrimar, a ser apresentado na terça-feira, às 18h00, no Instituto Camões - Centro Cultural, em Luanda

De acordo com o sítio E-Cultura.pt, o romance resgata do esquecimento factos e figuras, com mais ou menos relevância no espaço público, que escreveram a história do Sudoeste angolano.

Ao mesmo tempo, explica, reflecte o riquíssimo legado da miscigenação do português com as línguas nativas. Um trabalho literário de grande fôlego para conhecer numa edição "Guerra e Paz”, com o apoio do grupo angolano "O Regente” e da Academia de Autores da Huíla. Além da rede livreira nacional, a obra poderá também ser adquirida através do sítio da editora.

No centro deste "Cuéle - O Pássaro Troçador”, o novo romance de Jorge Arrimar, está António José de Almeida, um dos mais relevantes moradores do Humbe e da Chibia, nascido em Caconda (1856), numa manobra que o autor classifica de "resgate literário ao esquecimento”.

Recuando à infância, de acordo com o E-Cultura.pt, o autor afirma:  "José António Lopes foi-me descrito como um notável e corajoso morador de vários locais do Planalto, entre o Lubango e o Humbe, oficial de 2ª linha (civil que, graças à reconhecida coragem, podia ser chamado a servir em combate), homenageado com as mais altas condecorações do Estado. António José de Almeida foi referido como o homem mais rico do Sul de Angola na sua época, ‘rico em riquezas materiais, mas ainda mais em riqueza humana’, sublinhava meu avô.”

Este resgate estende-se a muitas outras personagens, sejam elas moradores de povoações e vilas ou elementos das sociedades tradicionais, num texto – pontualmente visitado pelo cuéle, "o pássaro de canto trocista que persegue os nossos fracassos e contradições”, em que a história se mistura com a ficção, fazendo da realidade apenas um ponto de partida para a literatura. Mas é com o hamba Nande, do Cuanhama, que, diz Arrimar, "este livro se dá à leitura, numa viagem onírica que é, afinal, a condensação metafórica dum tempo em que esta narrativa se amarra”.

A obra, que nasceu da exaustiva recolha de "precários vestígios escritos ou conservados apenas na oralidade”, inclui algumas notas históricas para contextualização da leitura e um glossário final com os termos originários de línguas nativas africanas, como o africânder, ambó, ganguela, herero, kimbundo, nhaneca e umbundo, mas também, por exemplo, do tupi, de origem brasileira. Inclui ainda um elucidário iconográfico, com fotografias de grande valor histórico, de pessoas e de espaços naturais e urbanos que foram relevantes para a construção da narrativa.

Uma homenagem ao património histórico, cultural e linguístico das gentes do Sudoeste angolano, Cuéle - O Pássaro Troçador chega à rede livreira no próximo dia 22 de Novembro, com a chancela da "Guerra e Paz”, que publica pela primeira vez Jorge Arrimar. Além de autor de onze títulos de poesia e seis de ficção, o poeta e escritor angolano é ex-director da Biblioteca Nacional/Central de Macau e, quando aí vivia, os seus méritos foram distinguidos com a Medalha de Mérito Cultural, pelo governador de Macau. In “Jornal de Angola” - Angola

Biografia do autor

Jorge Manuel de Abreu Arrimar - Nasceu a 14 de Junho de 1953, na Chibia, província da Huíla.

Na década de 1970, criou com amigos o Grupo Cultural da Huíla (Grucuhuíla).

Estudou na Faculdade de Letras da Universidade de Luanda, tendo concluído a licenciatura em História e especializando-se em Ciências Documentais. Foi professor de Português nos Açores, onde dirigiu, com Carlos Loureiro, um suplemento literário chamado Página Africana.

Em 1985 radicou-se em Macau, onde ocupou o cargo de director da Biblioteca Nacional. É colaborador do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, organizado pelo Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro e prepara uma Antologia de Poetas de Macau em parceria com Yao Jingming. Actualmente reside em Portugal.

Percurso profissional

Director da Biblioteca Nacional de Macau (desde 1987); director-adjunto da Biblioteca Nacional de Macau (1986-1987); director de Biblioteca da Escola Secundária Portuguesa de Macau, (1986); Arquivos de História de Macau, 1985; Professor de História nas escolas secundárias em: Portugal (1984-1985); Açores (entre 1976 ate 1984); Angola (entre 1973 até 1975).

Publicações

"Rotas Circulares” (Abril 2017); "Confluências” (1997, em parceria com Manuel Yao); "Secretos Sinais” (1992); "Fonte do Lilau” (1990); "Murilaonde” (1990); "20 Poemas de Savana” (1981); "Poemas” (1979, em parceria com Eduardo B. Pinto) e "Ovatylongo” (1975).


sábado, 24 de setembro de 2022

Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLISBOA - Candidaturas abertas


As candidaturas para a oitava edição do Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa estão a decorrer até ao dia 7 de janeiro de 2023.

O Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa tem como objetivo estimular a produção de obras literárias, nos domínios da prosa de ficção (romance, novela, conto e crónica) e da poesia, em língua portuguesa, por escritores que nunca tenham publicado uma obra literária.

São admitidas candidaturas de concorrentes que sejam pessoas singulares, de qualquer nacionalidade, fluentes na língua portuguesa, com idade não inferior a 16 anos. No caso dos menores de 18 anos, a atribuição de prémios ficará sujeita à entrega de declaração de aceitação pelos respetivos titulares do poder paternal.

A participação na presente iniciativa deverá ser feita até às 24h00 do dia 07-01-2023, por correio eletrónico, para o endereço premioliterario@uccla.pt nos termos previstos no Regulamento.

Este prémio, criado em 2015, é uma iniciativa da UCCLA em conjunto com o Movimento 800 anos da Língua Portuguesa. Em 2020 foram estabelecidas duas parcerias: uma com a editora Guerra e Paz, que passará a responsabilizarse pela edição da obra premiada e outra com a Câmara Municipal de Lisboa, no âmbito do Festival Literário de Lisboa 5L.

Constituição dos membros do júri, que integra reconhecidas personalidades do mundo literário e cultural de língua portuguesa:

Domício Proença - Brasil

Germano Almeida - Cabo Verde

Hélder Simbad - Angola

Inocência Mata - São Tomé e Príncipe

José Pires Laranjeira - Portugal

Luís Carlos Patraquim - Moçambique

Luís Costa - Timor-Leste

Tony Tcheka - Guiné-Bissau

Yao Jing Ming - Macau 

Rui Lourido - Representante da UCCLA

João Pinto de Sousa - Representante do Movimento 800 Anos de Língua Portuguesa

 

Regulamento - Declaração de Conformidade (Anexo 1) e Regras relativas à edição da obra premiada (Anexo 2)


 

quarta-feira, 21 de abril de 2021

Angola – Publicada a maior Antologia de Poesia Angolana em Portugal

“Entre a Lua, o Caos e o Silêncio: a Flor”, é o título da maior antologia de poesia angolana, publicada na semana passada, em Portugal.

Assinada pelos angolanos Irene Guerra Marques e o Carlos Monteiro Ferreira, esta que é “a mais abrangente, plural e a mais livre” coletânea da poesia angolana já publicada, conta com mais de 700 páginas e traz nomes como Agualusa, Lopito Feijóo, Manuel Rui, Ana Paula Tavares, Amélia Dalomba e Ondjaki.

A obra dividida em três partes, “é uma viagem encantatória pelo património riquíssimo de vários séculos, dos percursores Luís Félix Cruz ou Cordeiro da Matta, aos clássicos do século XX como Alda Lara, Agostinho Neto, Viriato da Cruz, Mário António, Ruy de Carvalho, Jorge Macedo, Mário Pinto de Andrade”, destaca a editora Guerra e Paz.

Esta monumental Antologia de Poesia Angolana já chegou as bancas, e está também disponível no e-commerce da editora Guerra e Paz, ao preço de 25 euros. A capa tem ilustração do mestre José Rodrigues.

De realçar que, em 2011, a investigadora Irene Guerra Marques e o poeta Carlos Ferreira, já haviam publicado uma edição menos completa desta obra. In “Koffie Luso” - Portugal

 

terça-feira, 13 de abril de 2021

Lusofonia - Livro junta 75 escritores lusófonos sobre a pandemia para promover português

Lisboa – Um livro que junta 75 escritores lusófonos sobre a covid-19 e a reabertura do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, são iniciativas do plano da comissão temática para a Promoção e Difusão da Língua Portuguesa, hoje apresentado.

O novo plano “tem iniciativas que vão de África ao Brasil, grande pólo de difusão da língua portuguesa, naturalmente, pelo seu peso demográfico, mas também à Ásia, que tem na ponta do continente a China, e onde fica Macau, com mais de 500 anos de utilização e promoção da língua portuguesa”, afirmou hoje Rui Lourido, o novo coordenador da comissão temática para a Promoção e Difusão da Língua Portuguesa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O organismo é coordenado desde Janeiro pela UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, e integra 14 instituições, todas com estatuto de observadores consultivos da CPLP.

“A China é dos países que, não tendo como língua-mãe o português, é neste momento aquele que é o mais responsável, em maior quantidade, pela promoção de professores e de técnicos tradutores da língua portuguesa no mundo”, salientou Rui Lourido, que fez uma apresentação muito genérica do plano de promoção da língua portuguesa, durante o primeiro de um ciclo de debates, que se iniciou hoje, no âmbito das comemorações do 5 de Maio – Dia Mundial da Língua Portuguesa e Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP.

Segundo o responsável da comissão, as iniciativas do novo plano “são também, do ponto de vista tipológico, altamente abrangentes e diversificadas” e vão desde encontros literários, conferências, projectos literários, como a construção, em livro, das reacções de 75 escritores do mundo da língua portuguesa à pandemia de covid-19″, e que a UCCLA lançará em 5 de Maio.

O livro, com o título “Literatura e cultura em tempos de pandemia”, é editado pela UCCLA, com distribuição da editora Guerra e Paz.

Outro dos destaques é a reabertura do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, que está prevista para Julho, depois de ter sido atingido por um grande incêndio que destruiu as instalações, em Dezembro de 2015.

Prémios literários, bibliotecas, digitais e físicas, cursos de língua portuguesa nos vários territórios, fazem também parte do plano.

‘A língua vai ao comércio local’, iniciativa da câmara da cidade espanhola de Olivença, que está a ser implementada junto de lojas e mercados locais, bem como exposições e feiras do livro, concertos, bailados, teatros e recitais de poesia, oficinas lúdico-didáticas e ciclos de cinema, programas de rádio e festivais contam também com apoios do plano.

O plano para 2021 tem “abrangência temporal, com iniciativas que ficarão permanentemente ao dispor de todos, nomeadamente as bibliotecas digitais ou as plataformas on-line, onde se realizam actividades, mas tem também outras temporárias, conferências e debates”, adiantou o, também, coordenador cultural da UCCLA.

Do ponto de vista geográfico, são envolvidos Brasil, Macau, Cabo Verde, Espanha, Guiné-Bissau, Índia, Portugal e Timor-Leste, disse.

Porém, ressalvou, “este é um plano de trabalho em desenvolvimento”, e a ideia é chegar “a outros locais e outras geografias, se não em 2021, em 2022, durante o biénio” em que a UCCLA será coordenadora da comissão.

O ciclo de debates que hoje arrancou, da iniciativa da CPLP, tem como tema a “Promoção e difusão da língua portuguesa: Estratégias globais e políticas nacionais” e conta com quatro sessões em formatos presencial e online, com a apresentação de painéis e discussão em mesas-redondas, nos quais participam representantes dos Estados-membros, dos observadores associados e consultivos daquela organização e outras instituições da sociedade civil.

O 5 de Maio foi instituído como Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP pela XIV Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP, em 20 de Julho de 2009.

Na sua intervenção de hoje, Rui Lourido considerou “uma honra poder juntar a qualidade académica de uns e técnica e cultural e literária de outros na promoção da língua comum”, referindo-se às 14 instituições que compõem a comissão, criada em 2013.

Rui Lourido aproveitou ainda a ocasião para anunciar que a UCCLA vai apresentar, a 5 de Maio, o resultado do prémio Novos Talentos em Língua Portuguesa, já na sua sexta edição, que contou com a concorrência de 700 obras de autores residentes em 21 países.

A UCCLA sucedeu na coordenação da comissão à Fundação Calouste Gulbenkian.

A CPLP conta com nove Estados-membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”

 

domingo, 28 de junho de 2020

UCCLA – Anunciado o vencedor da 5.ª edição do Prémio Literário UCCLA - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa



Na data em que a UCCLA assinala 35 anos de existência, orgulha-se de anunciar que o livro “O Heterónimo de Pedra”, de Henrique Reinaldo Castanheira, é o grande vencedor da 5.ª edição do Prémio Literário UCCLA - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa.

A obra vencedora, constituída por pequenos contos numa tessitura que implica as narrativas umas nas outras, toma o tema da viagem como seu eixo essencial, ligando-se o texto a imagens que fazem parte integrante da obra. O autor, Henrique Reinaldo Castanheira, tem 61 anos, é português e natural de Lisboa. A obra será publicada pela Guerra e Paz editores, com a chegada às livrarias no final de Setembro próximo.

O júri atribuiu, ainda, duas menções honrosas. Em prosa, a “Os Animais Mortos na Berma da Estrada” de Hugo Miguel dos Santos Pereira (36 anos, de nacionalidade portuguesa e residente na Bulgária). Em poesia, a “Um Museu Que Arde” de Tiago Manuel Martins Aires (de 37 anos, Português e residente em Poiares, Peso da Régua).

O júri quis ainda destacar dois dos finalistas, duas obras poéticas de autoras brasileiras: “42 Dias”, livro de poemas de Fernanda Nogas (de 42 anos, residente em Curitiba, Paraná), e “Espelhos”, de Cátia Maria Carneiro Sena Hughes (de 56 anos, residente em Ilhéus, Bahia).

O júri - que teve como representante da UCCLA Rui Lourido - foi constituído por escritores e professores de todos os países de língua portuguesa, que avaliou obras vindas de 22 países, da Ásia, África, América do Norte e do Sul, e da Europa, consolidando-se este prémio de revelação Literária, como o maior, a nível de candidaturas, de todo o espaço dos Países de Língua Portuguesa.

Grato ao júri pelo excelente trabalho feito, a UCCLA agradece sobretudo a todos os autores que concorreram. “Uma tão grande afluência permite-nos - afirmou Vítor Ramalho, Secretário-geral da UCCLA - levantar bem alto a bandeira da diversidade, com uma participação de mulheres escritoras a atingir os 31%, e uma marcada presença de jovens, a bater nos 56%, o que não inibiu a participação de seniores, um deles com 98 anos, o que muito nos inspira confiança no futuro deste prémio e no futuro da Literatura.”

Leia aqui a informação do júri da 5.ª edição do Prémio Literário UCCLA.




segunda-feira, 6 de abril de 2020

UCCLA - 431 candidaturas apresentadas ao Prémio Literário UCCLA - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa



Fechadas as candidaturas da quinta edição do Prémio Literário UCCLA - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa, o número de obras apresentadas - entre romance, novela, conto e poesia - soma 431, o que qualifica o Prémio Literário UCCLA como o mais amplo prémio de revelação literária de todo o espaço dos países de Língua Portuguesa. 

Mais do que a quantidade, realça-se a diversidade das candidaturas. As obras, em língua portuguesa, são provenientes de 22 países, incluindo, além das que naturalmente vêm dos países de língua portuguesa, candidaturas de países tão longínquos como a Austrália, o Canadá ou o Japão. Ásia, África, as Américas e a Europa disseram presente. E se 50% dos candidatos são jovens, dos quais 31% são mulheres, há mesmo candidatos seniores, um deles com 98 anos, que veem neste prémio a possibilidade de revelar o seu talento de escritores.

Até hoje, dia 6 de abril, uma equipa de pré-seleção, dirigida pelo poeta e professor António Carlos Cortez, selecionou todas as obras significativas a ser submetidas ao júri (listagem do júri em baixo). A obra vencedora será publicada pela Guerra e Paz, Editores, em setembro, na abertura da rentrée literária.

Num tempo de confinamento e receios, a extraordinária abertura e diversidade deste prémio, o maior concurso de revelação literária de todo o espaço da Língua Portuguesa, é um testemunho de coragem e esperança. Uma prova de vida da Literatura.

Este prémio é organizado pela UCCLA e tem o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e do Movimento 800 anos da Língua Portuguesa.

Vencedores do Prémio Literário UCCLA



2016 - Era Uma Vez Um Homem, de João Nuno Azambuja, de nacionalidade portuguesa.

2017 - Diário de Cão, de Thiago Rodrigues Braga, de nacionalidade brasileira, natural de Corumbá, Goiás, Brasil.

2018 - Equilíbrio Distante, de Óscar Maldonado, de nacionalidade paraguaia, a residir em São Paulo, no Brasil.

2019 - Praças, de A. Pedro Correia, de nacionalidade portuguesa e natural de Angola.

Constituição do júri da 5.ª edição do Prémio Literário UCCLA:

António Carlos Secchin - Brasil
Germano de Almeida - Cabo Verde
Hélder Simbad - Angola
Inocência Mata - São Tomé e Príncipe
José Pires Laranjeira - Portugal
Luís Carlos Patraquim - Moçambique
Luís Costa - Timor-Leste
Tony Tcheka - Guiné-Bissau
Jorge Fernando Jairoce - Biblioteca Nacional de Moçambique
Rui Lourido - Representante da UCCLA
João Pinto Sousa - Representante do Movimento 800 Anos de Língua Portuguesa

Veja os resultados das candidaturas aqui.