Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 19 de novembro de 2024

Angola - José Luís Mendonça faz apelo ao estudo da literatura angolana

O escritor angolano José Luís Mendonça exortou no Caxito, província do Bengo, os especialistas a estudarem mais a literatura produzida pelos jovens. José Luís Mendonça falou à margem da apresentação do seu livro “As Metamorfoses do Elefante”


“Há muitos bons jovens que vão despoletando, mas ninguém estuda a literatura deles, ninguém se debruça sobre este aspecto. É preciso reunir-se com os jovens que querem escrever um livro e ler as obras deles. Isso ajuda, para os jovens não ficarem desamparados”, alertou o escritor, em declarações ao Jornal de Angola.

José Luís Mendonça apelou aos jovens escritores para se dedicarem mais na leitura, para aprimorarem as suas habilidades na escrita e na imaginação literária.

“Também é preciso que os jovens leiam muito, quanto mais se lê mais se inspira e ganha-se mais traquejo”, disse o autor.

O livro “As Metamorfoses do Elefante” foi apresentado no Caxito, aos estudantes da Escola Superior Pedagógica do Bengo, por iniciativa do Núcleo Provincial do Movimento Lev'Art na província. 

José Luís Mendonça justificou que o título da obra tem que ver com as transformações que o poder ocorreu em Angola, antes da Independência até aos dados de hoje.

Em África, explicou, o elefante é o símbolo do poder, pelo que constam na obra parábolas de vários animais, como o cão e o camaleão, incluindo algumas árvores de várias matrizes e pássaros.

“Tem pessoas reais e irreais com fábulas e contos reais, onde transformei o surto da Covid-19, numa pandemia de risos, pois as pessoas em Luanda vieram a rir-se muito e os especialistas vieram saber porque as pessoas estavam a rir. Havia uma expectativa política que não se concretizava, o quê que a população tinha antes da Independência e o quê que não se conseguiu concretizar. Em resumo, o livro é isso. O romance roda à volta dessa história”, detalhou o escritor.

A obra está no mercado literário nacional e internacional com 1500 exemplares, sendo mil produzida com a chancela da Mayamba Editora e os restantes, em Portugal, pela editora Guerra e Paz.

Depois do Bengo, a obra vai ser apresentada na província do Uíge e Malanje, em parceria com o Movimento Lev'Art.

José Luís Mendonça nasceu em Angola, em Novembro de 1955, na Comuna da Mussuemba, Município do Golungo Alto. Licenciado em Direito. É jornalista e poeta. Foi diretor e editor-chefe do Jornal Cultura, quinzenário angolano de Artes & Letras. Autor de várias obras de poesia, de contos e de um romance, fez o seu lançamento no mundo das Letras Angolanas com o livro “Chuva Novembrina”, obra à qual foi atribuída em 1981, o Prémio Literário Sagrada Esperança pelo INALD – Instituto Nacional do Livro e do Disco. Em 2005, o Ministério da Cultura atribuiu-lhe o Prémio Angola Trinta Anos, na disciplina de Literatura, no âmbito das comemorações do 30º Aniversário da Independência Nacional, pela obra poética “Um Voo de Borboleta no Mecanismo Inerte do Tempo”. No mesmo ano, foi contemplado com o Prémio Notícias Gerais da Lusofonia no Concurso CNN Multichoice Jornalista Africano.

Em 2015, foi vencedor do Prémio Nacional de Cultura e Artes na categoria de Literatura, pela singularidade do seu estilo e valor cultural das temáticas tratadas. Edvaldo Lemos – Angola in “Jornal de Angola”


quinta-feira, 2 de junho de 2022

Angola - Centro de Investigação Científica, uma parceria da Fundação Calouste Gulbenkian

Investigar a malária, a anemia e a relação entre problemas respiratórios e parasitas intestinais ou intervir na saúde materna e neonatal, em Angola, tornou-se possível deste que, em 2007, a Fundação Gulbenkian e vários parceiros criaram o Centro de Investigação em Saúde de Angola (CISA). Um Centro onde já foram desenvolvidos mais de 40 estudos e que tem em curso seis projetos com financiamento internacional


CISA – Centro de Investigação em Saúde de Angola

Centro para o desenvolvimento da investigação na área da saúde no Caxito em Angola

Área de atuação: Investigação em saúde

Parceiros: Ministério da Saúde de Angola, Governo Provincial do Bengo, Camões, Instituto da Cooperação e da Língua e Fundação Calouste Gulbenkian

Financiadores: Fundação Calouste Gulbenkian e Camões, Instituto da Cooperação e da Língua

Localização: Caxito, Angola

Duração: 2007- 2022

Fase do Projeto: Em desenvolvimento

ODS: 3, 9 e 17


O CISA, projeto de cooperação entre Angola e Portugal, resultou na criação de um centro de investigação no Caxito, no qual a Fundação Gulbenkian está ligada desde a sua génese, em 2007.

Localizado no Caxito, a 60 km a norte de Luanda, o CISA pretende:

  • contribuir para um melhor conhecimento das doenças e problemas de saúde que afectam os países em vias de desenvolvimento, quer as doenças mais visíveis como a malária, tuberculose e HIV/SIDA, quer as conhecidas por “doenças negligenciadas” (schistossomíase, tripanossomíase, febres hemorrágicas virais, filaríases, helmintíases);
  • funcionar como catalisador da investigação biomédica envolvendo investigadores angolanos e de outros países, nomeadamente, portugueses.

A investigação do CISA assenta em três plataformas de recolha de dados de rotina que fornecem informação demográfica (para determinar a dimensão e a dinâmica da população da área em estudo pelo CISA), de mortalidade e morbilidade, usadas nos estudos epidemiológicos e de intervenção.

Caxito, Mabubas e Úcua foram as três comunas do município do Dande definidas como área de intervenção prioritária do CISA, que cobre 4700 Km2, com uma população de aproximadamente 60 000 habitantes, distribuídos por 69 bairros com características quer urbanas, quer rurais.

Projetos em curso

  • Sickle Cell Anemia and Fetal Hemoglobin. Genetic modifiers in Angolan Children Cohort
  • Malaria drug resistance: treatment alternatives and optimization – MalAngo
  • Vigilância de grávidas drepanocíticas. Prevenção de Acidentes Vasculares Cerebrais em Angola
  • Monitorização de doenças diarreicas em crianças menores de cinco anos no Hospital Geral do Bengo. Agentes bacterianos e Rotavírus
  • Next-generation sequencing to understand the HIV-1 transmission patterns in Angola – HITOLA
  • Helminth infections and allergic respiratory diseases. Does a neglected tropical disease influence a noncommunicable disease?
  • Probing the future of triple artemisin-based combination therapy in Angola

Em 2007 o Ministério da Saúde de Angola, o Governo Provincial do Bengo, o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e a Fundação Calouste Gulbenkian realizam uma parceria para a criação do CISA. Em 2013, o Centro torna-se instituto público, tutelado pelo Ministério da Saúde de Angola, e em 2019 há um reenquadramento para a sua autonomia científica. Fundação Calouste Gulbenkian – Portugal

Saiba mais aqui.