Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 22 de março de 2024

Lusofonia - Instituto Guimarães Rosa e o Instituto Camões assinam memorando de cooperação

Na passada segunda-feira, o Instituto Guimarães Rosa (IGR) do governo brasileiro, e o Instituto Camões, de Portugal assinaram um memorando de entendimento para cooperação nas áreas de difusão da língua portuguesa, promoção da cultura lusófona e cooperação educacional.


Com base nesse instrumento, os dois institutos poderão promover iniciativas conjuntas para fortalecer sua atuação internacional, incluindo-se a concepção de projetos colaborativos, a otimização do uso de espaços no exterior e o fortalecimento do uso da língua portuguesa como idioma oficial e de trabalho em organismos e foros internacionais.

A Presidente do Camões, IP, Ana Paula Fernandes, e o Diretor do Instituto Guimarães Rosa, Marco Antonio Nakata, estiveram na assinatura no dia 18 em Brasília, do Memorando de Entendimento para a cooperação nos domínios da Língua Portuguesa, Educação e Cultura.

O IGR é responsável pela diplomacia cultural e educacional do Brasil, atua na cooperação educacional e na promoção da cultura e da variante brasileira da língua portuguesa. A cooperação com o Instituto Camões permitirá valorizar e ampliar o uso da língua portuguesa no mundo, ressalta o governo.

Já o Camões, I.P. é integrado na administração indireta do Estado, dotado de autonomia administrativa, financeira e patrimônio próprio, segue atribuições e tutela do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) de Portugal.

O memorando agora assinado considera relações históricas entre os países e os laços de amizade e cooperação já existentes entre os dois povos; o Tratado de Amizade, Cooperação e Consulta, celebrado em 22 de abril de 2000, vigente entre os dois Estados; e que as instituições estão interessadas em criar sinergias e parcerias de cooperação mútua para a prossecução dos seus objetivos partilhados. In “Mundo Lusíada” - Brasil




terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Macau - Reconhece importância da comunicação social em português

O chefe do Governo de Macau destacou esta semana “o papel de ponte” dos meios de comunicação social em português e inglês entre “as comunidades de língua estrangeira” e o executivo, ao longo de três anos de pandemia da covid-19


Ho Iat Seng sublinhou que o trabalho dos ‘media’ em língua portuguesa e inglesa permitiu à “população falante de português e inglês pode conhecer e compreender melhor o esforço das diversas políticas e medidas, implementadas pelo Governo da RAEM [Região Administrativa Especial de Macau], para garantir a segurança da população, salvaguardar a estabilidade e o bem-estar da população e impulsionar a aceleração da economia”.

“Foi reforçado o entendimento mútuo entre o Governo e as comunidades de línguas estrangeiras”, não só durante o período de pandemia, como também “no período de ajustamento dinâmico das medidas antiepidémicas”, acrescentou, durante um almoço oferecido aos ‘media’ de língua portuguesa e inglesa.

O governante afirmou esperar que os órgãos de comunicação social em português e inglês “como sempre, enquanto fiscalizadores e ponte de ligação, continuem a apoiar e a prestar atenção à ação governativa (…) e a reportar, através de diferentes plataformas de comunicação, o novo desenvolvimento e a recente dinâmica” de Macau, depois da pandemia.

Macau, que seguia como a China, a política ‘zero covid’, anunciou em dezembro o cancelamento da maioria das medidas de prevenção e contenção, depois de quase três anos de rigorosas restrições.

Ho Iat Seng defendeu que a recuperação e o regresso à normalidade no território vão dar maior destaque às “vantagens de difusão de notícias pelos órgãos de comunicação social de línguas portuguesa e inglesa”, reiterando a promessa de continuar a seguir a Lei Básica [miniconstituição de Macau] “para garantir que o setor da comunicação social desempenhe as suas funções da melhor forma”. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


quarta-feira, 14 de abril de 2021

CPLP - Secretário-executivo afirma que Comissão para promover português é exemplo “inspirador” para actuação da Organização

O secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) disse ontem que a comissão temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa, com a participação da sociedade civil, é um exemplo “inspirador” para novas formas de actuação da organização.

“Com a criação da comissão temática de Promoção da Língua Portuguesa, em 2013, a CPLP viu concretizar-se o desidrato de novos atores institucionais colaborantes na prossecução de um dos seus objetivos fundacionais e comunitariamente primordiais, a promoção e difusão da língua portuguesa”, começou por referir o embaixador Francisco Ribeiro Telles, na sua intervenção na abertura de um ciclo de debates sob o tema “Promoção e difusão da língua portuguesa: Estratégias globais e políticas nacionais”, que ontem decorreu na sede daquela organização, em Lisboa.

E, no seu entender, o papel que esta comissão tem vindo a desempenhar é “merecedor de um justo reconhecimento pelo serviço prestado à causa da promoção da língua portuguesa”. Por isso, considerou-a “um actor ímpar e inspirador de possíveis formas de actuação comunitária”.

Ribeiro Telles recordou que, em 2014, na 10ª cimeira de chefes de Estado e de Governo, que teve lugar em Díli, atribuiu-se o estatuto de observador consultivo da CPLP à UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, que em janeiro deste ano assumiu a coordenação daquela comissão temática, sucedendo à Fundação Calouste Gulbenkian.

Estas são duas das 14 instituições que integram a comissão temática para a promoção da língua portuguesa, entidades da sociedade civil, todas observadores consultivos da CPLP. “Desde então a nossa colaboração [com a UCCLA] tem sido profícua e temos a certeza que será cada vez mais intensa”, afirmou o secretário-executivo da CPLP.

Entre as iniciativas levadas a cabo desde 2013 pela comissão temática, Ribeiro Telles destacou a realização, naquele ano, da primeira conferência em língua portuguesa, em Faro, a conferência Juventude, Diásporas e Mobilidade Académica, realizada, em 2019, em Santiago de Compostela, o Mercado da Língua Portuguesa, que decorreu em Cascais, e a mostra de cinema em língua portuguesa, que teve lugar em Díli e também em Macau.

“Estes eventos permitiram uma maior promoção e projeção da língua portuguesa nos Estados-membros da CPLP, em países terceiros, em organizações regionais e organismos internacionais e junto das diásporas dos nossos países (…), sendo justo reconhecer este legado e o seu contributo, ao longo do tempo, para a aproximação da CPLP os seus cidadãos”, sublinhou o diplomata.

Por outro lado, para o secretário-executivo, “a ampla participação do Estados-membros nas iniciativas da comissão” também demonstra “a importância e a pertinência da aproximação da CPLP à sociedade civil e, assim, aos povos dos países de língua portuguesa”.

Além disso, as instituições que compõem a comissão temática “têm assumido a promoção da língua portuguesa como sua missão, o que enaltece e fortalece a própria CPLP”, frisou, lembrando que a língua foi o fator motriz daquela comunidade e é hoje falada por mais 200 milhões de pessoas em todo o mundo.

De acordo com as estimativas das Nações Unidas, há um potencial de crescimento do número de falantes de português até ao final deste século, altura em que poderá chegar ou mesmo ultrapassar 500 milhões, referiu.

Esta importância e potencial no mundo são, segundo o diplomata, “um dos principais motivos do interesse acrescido de numerosos países e organizações internacionais em se associarem de forma mais institucional à CPLP, nomeadamente através da obtenção do estatuto de observador associado”.

Assim, se até 2014 a CPLP tinha apenas três observadores associados, hoje tem 19 e a partir da próxima cimeira de chefes de Estado e de Governo da CPLP, prevista para julho em Luanda, deverá passar contar com 30, salientou.

“É nesta interceção entre os contextos nacionais dos Estados-membros, dos observadores associados, de países terceiros e ambiente multilateral, que a CPLP existe e interage e que a comissão temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa e os observadores consultivos se têm afirmado como um ator ímpar e inspirador de possíveis formas de atuação comunitária e merecedor de um justo reconhecimento pelo serviço prestado à causa da promoção da língua portuguesa”, concluiu.

O ciclo de debates que teve ontem início integra as comemorações do 5 de maio – Dia Mundial da Língua Portuguesa e Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP.

A iniciativa, da CPLP, conta com quatro sessões em formatos presencial e online, com a apresentação de painéis e discussão em mesas-redondas, nos quais participam representantes dos Estados-membros, dos observadores associados e consultivos da organização e outras instituições da sociedade civil.

O 5 de maio foi instituído como Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP pela XIV Reunião Ordinária do Conselho de Ministros daquela organização, de 20 de julho de 2009.

A CPLP conta com nove estados-membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste. In “Hoje Macau” - Macau 

terça-feira, 13 de abril de 2021

Lusofonia - Livro junta 75 escritores lusófonos sobre a pandemia para promover português

Lisboa – Um livro que junta 75 escritores lusófonos sobre a covid-19 e a reabertura do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, são iniciativas do plano da comissão temática para a Promoção e Difusão da Língua Portuguesa, hoje apresentado.

O novo plano “tem iniciativas que vão de África ao Brasil, grande pólo de difusão da língua portuguesa, naturalmente, pelo seu peso demográfico, mas também à Ásia, que tem na ponta do continente a China, e onde fica Macau, com mais de 500 anos de utilização e promoção da língua portuguesa”, afirmou hoje Rui Lourido, o novo coordenador da comissão temática para a Promoção e Difusão da Língua Portuguesa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O organismo é coordenado desde Janeiro pela UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, e integra 14 instituições, todas com estatuto de observadores consultivos da CPLP.

“A China é dos países que, não tendo como língua-mãe o português, é neste momento aquele que é o mais responsável, em maior quantidade, pela promoção de professores e de técnicos tradutores da língua portuguesa no mundo”, salientou Rui Lourido, que fez uma apresentação muito genérica do plano de promoção da língua portuguesa, durante o primeiro de um ciclo de debates, que se iniciou hoje, no âmbito das comemorações do 5 de Maio – Dia Mundial da Língua Portuguesa e Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP.

Segundo o responsável da comissão, as iniciativas do novo plano “são também, do ponto de vista tipológico, altamente abrangentes e diversificadas” e vão desde encontros literários, conferências, projectos literários, como a construção, em livro, das reacções de 75 escritores do mundo da língua portuguesa à pandemia de covid-19″, e que a UCCLA lançará em 5 de Maio.

O livro, com o título “Literatura e cultura em tempos de pandemia”, é editado pela UCCLA, com distribuição da editora Guerra e Paz.

Outro dos destaques é a reabertura do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, que está prevista para Julho, depois de ter sido atingido por um grande incêndio que destruiu as instalações, em Dezembro de 2015.

Prémios literários, bibliotecas, digitais e físicas, cursos de língua portuguesa nos vários territórios, fazem também parte do plano.

‘A língua vai ao comércio local’, iniciativa da câmara da cidade espanhola de Olivença, que está a ser implementada junto de lojas e mercados locais, bem como exposições e feiras do livro, concertos, bailados, teatros e recitais de poesia, oficinas lúdico-didáticas e ciclos de cinema, programas de rádio e festivais contam também com apoios do plano.

O plano para 2021 tem “abrangência temporal, com iniciativas que ficarão permanentemente ao dispor de todos, nomeadamente as bibliotecas digitais ou as plataformas on-line, onde se realizam actividades, mas tem também outras temporárias, conferências e debates”, adiantou o, também, coordenador cultural da UCCLA.

Do ponto de vista geográfico, são envolvidos Brasil, Macau, Cabo Verde, Espanha, Guiné-Bissau, Índia, Portugal e Timor-Leste, disse.

Porém, ressalvou, “este é um plano de trabalho em desenvolvimento”, e a ideia é chegar “a outros locais e outras geografias, se não em 2021, em 2022, durante o biénio” em que a UCCLA será coordenadora da comissão.

O ciclo de debates que hoje arrancou, da iniciativa da CPLP, tem como tema a “Promoção e difusão da língua portuguesa: Estratégias globais e políticas nacionais” e conta com quatro sessões em formatos presencial e online, com a apresentação de painéis e discussão em mesas-redondas, nos quais participam representantes dos Estados-membros, dos observadores associados e consultivos daquela organização e outras instituições da sociedade civil.

O 5 de Maio foi instituído como Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP pela XIV Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP, em 20 de Julho de 2009.

Na sua intervenção de hoje, Rui Lourido considerou “uma honra poder juntar a qualidade académica de uns e técnica e cultural e literária de outros na promoção da língua comum”, referindo-se às 14 instituições que compõem a comissão, criada em 2013.

Rui Lourido aproveitou ainda a ocasião para anunciar que a UCCLA vai apresentar, a 5 de Maio, o resultado do prémio Novos Talentos em Língua Portuguesa, já na sua sexta edição, que contou com a concorrência de 700 obras de autores residentes em 21 países.

A UCCLA sucedeu na coordenação da comissão à Fundação Calouste Gulbenkian.

A CPLP conta com nove Estados-membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”

 

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Instituto Internacional da Língua Portuguesa precisa de “garantir a continuidade”

Lisboa – A presidente do conselho científico do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), Margarida Correia, defendeu hoje que é preciso “garantir a continuidade” desta instituição do universo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“Tem de se garantir a continuidade do IILP, ou seja, o pagamento das quotas, tem de haver vontade de desenvolver projectos comuns e sobretudo participação efectiva. Mas também o envolvimento da sociedade civil”, defendeu Margarida Correia, a oradora numa conferência ‘online’ sobre o tema “O IILP ao serviço da Língua Portuguesa”.

“O IILP não vai fazer grande coisa se as universidades, as instituições não estiverem também muito interessadas em participar, nas suas acções”, acrescentou.

Sublinhando que a instituição “será aquilo que os Estados [membros da CPLP] quiserem que ela seja”, a também professora auxiliar da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, defendeu que entre as prioridades para a acção futura do IILP está também “a actualização dos seus estatutos”, porque os actuais são de 2005.

Margarida Correia lembrou a este propósito que “há uns novos estatutos que foram aprovados em 2010, mas que não foram homologados pelos Estados”, prometendo empenhar-se neste projecto.

“Até porque a escolha da direcção executiva do IILP, segundo esses novos estatutos, passa a ser feita por concurso internacional e deixa de ser rotativa. E isso eu acho bem”, considerou.

Depois, é preciso que haja uma “valorização do IILP”, um reconhecimento quer pela CPLP, e sobretudo pelos seus Estados-membros, sublinhou a professora universitária.

“Precisamos que as comissões nacionais sejam boas e sejam activas, participativas, que sejam mandatadas para terem uma acção eficaz”, referiu Margarida Correia, admitindo que da parte da CPLP tem havido mais conhecimento e valorização do papel do instituto do que há uns anos.

Quanto à acção futura do IILP disse que esta terá de ir muito para a produção de recursos e apoio ao desenvolvimento do português, não apenas no espaço da CPLP, mas também no espaço internacional, e à presença do português nas organizações internacionais.

“Nas possibilidades o céu é o limite, nas limitações o inferno é o limite. Eu sou uma optimista por natureza e a vida tem-me ensinado que nós podemos fazer muito mais do que aquilo que à partida achamos que somos capazes de fazer”, concluiu.

Falando sobre o IILP, a presidente do conselho científico da instituição fez questão de encerrar a sua intervenção com o poema ‘Pedra Filosofal’, de António Gedeão: “Eles não sabem que o sonho comanda a vida…”.

O IILP é uma instituição da CPLP com sede na Praia, capital de Cabo Verde.

Os seus objectivos, de acordo com os actuais estatutos são “a promoção, a defesa, o enriquecimento e a difusão da língua portuguesa como veículo de cultura, educação, informação e acesso ao conhecimento científico, tecnológico e de utilização oficial em fóruns internacionais”.

Para Margarida Correia, quando o português é das línguas mais faladas no mundo não faz sentido o princípio da “defesa”.

O que é preciso é difundir e desenvolver o conhecimento da língua portuguesa.

A criação do IILP foi proposta, em 1989, pelo então Presidente da República do Brasil, José Sarney, durante a primeira cimeira da CPLP, realizada em São Luís do Maranhão.

A CPLP integra Angola, Cabo Verde, Brasil, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Galiza - Conferência Juventude, Diásporas e Mobilidade Académica na Universidade de Santiago de Compostela

A Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa dos Observadores Consultivos da CPLP organiza uma jornada de debate sobre mobilidade académica e juventude



O Edifício CIEDUS – parque Vista Alegre, Santiago – acolherá amanhã, 11 de Outubro, às 9 horas a Conferência Juventude, Diásporas e Mobilidade Académica. Organizado pela Academia Galega da Língua Portuguesa e a Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa, dos Observadores Consultivos da CPLP, o evento conta com o patrocínio do Governo autónomo da Galiza, o apoio da AGAL, a Fundaçom Meendinho, a Associação Docentes de Português, e o Grupo de investigação Galabra.

Entre os participantes encontrará-se a Diretora Geral da CPLP, Georgina Benrós de Mello, ou o Diretor Geral de Relações Exteriores e com a União Europeia, Jesús María Gamallo Aller, entre outras autoridades académicas e políticas. As pessoas que não possam assistir poderão visualizar o encontro através da emissão por streaming no canal de TV da Universidade.

O Programa (provisório) contempla uma primeira sessão dedicada à juventude e mobilidade académica e uma segunda sessão – após uma visita guiada ao Pórtico da Glória da Catedral de Santiago – dedicada ao papel das diásporas na mobilidade. In “Portal Galego da Língua” - Galiza

sexta-feira, 27 de março de 2015

IILP - Universidade Pedagógica de Moçambique e IILP assinam acordo para a difusão da língua portuguesa

A Universidade Pedagógica de Moçambique e o Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) assinaram na tarde de ontem, 26 de Março de 2015, em Maputo, um protocolo que visa difundir a internacionalização da língua portuguesa, baseando-se na diversidade cultural dos falantes.

O protocolo, que foi rubricado pelo reitor da UP, Rogério Uthui, e a diretora executiva do IILP, Marisa Mendonça, tem como principal objetivo tornar o português uma língua dialetizada, ou seja, cada país falante poderá incluir no léxico padrão, alguns termos locais, como forma de firmar o casamento entre a língua e a cultura.

Uthui disse durante o encontro, que com a assinatura do protocolo, as duas instituições irão desenvolver parcerias para a implementação científica, tecnológica e cultural do novo modelo de linguagem que, atualmente, aguarda a legalização pela Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano.

‟Tendo em conta que a nossa instituição tem cerca de 60 por cento dos seus estudantes a se formarem para abraçar a carreira de professor, acreditamos que estamos capacitados em termos de recursos humanos para continuar com o estudo ligado as formas de difusão da língua portuguesa”, afirmou Uthui.

Por seu turno, a diretora do IILP, manifestou a sua satisfação com a efetivação do acordo, reconhecendo o papel da UP na transmissão do conhecimento científico.

A UP é uma instituição de cobertura nacional, em Moçambique, e tem recursos humanos capacitados para realizar, com o IILP, uma série de ações a serem planificadas, conjuntamente. Estamos a trabalhar na formação de recursos humanos na UP e com a UP para o exercício de diversificação da língua, como forma de trazer não só a versão de Portugal e do Brasil, mas também de todos os membros da CPLP e novos países integrantes, disse Mendonça.

Importa referir que a UP oferece, por exemplo, dois Mestrados inovadores em África, em Tradução e Interpretação de Conferência, que constituem oportunidades de formação de especialistas nessas áreas, que garantem, ainda que parcialmente, a tradução e interpretação de conferência de e para a Língua Portuguesa.

Caso se aprove o projeto submetido a AR, Moçambique poderá oficializar no seu léxico, palavras faladas a nível local, o que deverá acontecer com todos os integrantes da CPLP. IILP