Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Moçambique - Nwanalobi Oleru lança livro de estreia “Rapsódias dum Sol Peregrino” na cidade da Beira

A Casa do Artista, na cidade da Beira, recebe no próximo dia 11 de Dezembro, às 18 horas, o lançamento do livro Rapsódias dum Sol Peregrino, obra de estreia de Nwanalobi Malachy Oleru, M.Afr. A sessão contará com a apresentação do académico Nelson Moda.


Em nota de prefácio, o escritor Adelino Timóteo afirma que Rapsódias dum Sol Peregrino “não é obra de ocasião, mas de vocação”, destacando que o autor “inscreve não apenas os passos de um corpo errante, mas as feridas de uma alma visionária, entrelaçando o drama da negritude, a esperança da fé e o peso da história africana recente”. Timóteo descreve ainda o livro como “um mapa lírico de um espírito em trânsito entre guerras, terras santas e desertos interiores”.

Para a escritora Susana Espada, que assina a contracapa, a obra distingue-se por versos livres marcados por identidades e referências africanas. Com uma métrica ampla, associada ao Modernismo português, o livro propõe “repensar a África, o dualismo cultural, o desconhecido, a miscigenação racial e a alteridade das coisas”, constituindo uma reflexão profunda sobre o presente e o futuro do continente, referido como “Berço da Humanidade”.

Nwanalobi Malachy Oleru, M.Afr. é da etnia Igbo, da África Ocidental, nascido em 1960. É padre missionário católico, membro da Sociedade dos Missionários de África, também conhecida como os “Padres Brancos”. Tem exercido o seu ministério missionário no Zaire, Inglaterra, Irlanda, Gana, e encontra-se actualmente em Moçambique. Mestrado em Estudos de Desenvolvimento, fala fluentemente sete línguas e possui conhecimentos básicos  de outras duas.

Nelson Moda, nascido em 1984, no distrito de Nhamatanda, província de Sofala, é vice-presidente da Comunidade de Sant’Egídio, tradutor ajuramentado, docente e investigador na Universidade Católica de Moçambique (UCM). Publicou os livros Xirico – Vozes de paz em Moçambique (2022) e Xibalo – Quando Moçambique era província (2025). Também é colunista nos jornais Diário de Moçambique e Notícias. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


sexta-feira, 11 de julho de 2025

Moçambique - Nelson Moda lança livro “Xibalo” e afirma: “a colonização ainda não terminou”

O académico e representante da Comunidade de Santo Egídio em Sofala, Nelson Moda, lançou recentemente o livro Xibalo, quando Moçambique era uma província, onde afirma que “o Xibalo e a colonização ainda não terminaram” em Moçambique. A obra literária resgata a memória dos tempos coloniais e presta homenagem aos moçambicanos que resistiram de forma corajosa ao trabalho forçado imposto pelo regime português.


O termo Xibalo, de origem bantu, era utilizado para designar o sistema de trabalho forçado aplicado durante a administração colonial portuguesa. Milhares de moçambicanos foram obrigados, sob violência e repressão, a trabalhar em plantações agrícolas, obras públicas e minas sem qualquer remuneração. Para Moda, os traços deste passado continuam presentes no tecido social e económico do país.

“O Xibalo não foi apenas físico, mas também psicológico e institucional. Há mecanismos de exploração hoje que ainda carregam a mesma lógica”, afirmou o autor durante o lançamento do livro.

A apresentação da obra esteve a cargo de Félix Machado, presidente da Associação Comercial da Beira, uma instituição que, segundo explicou, surgiu na luta contra o trabalho forçado, especialmente nas zonas sob concessões açucareiras em Manica e Sofala. Para Machado, a escolha do título Xibalo “não foi meramente simbólica”, mas sim uma afirmação de denúncia e memória histórica.

O livro foi prefaciado pelo antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, cuja mensagem destaca a importância de preservar a memória coletiva como base para uma cidadania consciente.

O sociólogo Pedrito Cambrão considerou a obra de Moda como um contributo valioso para clarificar o presente e o futuro dos moçambicanos, para que os erros do passado não se repitam.

O edil da Beira também marcou presença no evento e enalteceu a iniciativa, apelando às universidades moçambicanas para integrarem obras como esta nos seus currículos.

Mais do que um livro de memórias, Xibalo é um apelo à reflexão sobre o passado colonial e suas permanências no quotidiano moçambicano, 50 anos após a independência nacional. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Moçambique - Nelson Moda lança “Xirico: vozes de paz em Moçambique”


A obra “Xirico: vozes de paz em Moçambique”, de Nelson Moda, conta histórias sobre a guerra dos 16 anos em Moçambique. O livro foi apresentado esta segunda-feira, na Cidade de Maputo.

Depois de ser lançada na Beira, a obra de Nelson Moda chegou à Cidade de Maputo e, mais uma vez, foi apresentada ao público. Xirico, título da obra, é nome de um pássaro dado ao rádio que era usado no período pós-independência no país e através do qual eram veiculadas informações sobre a guerra dos 16 anos.

Foi sobre esta guerra que Nelson Moda decidiu ouvir parte dos seus intervenientes e através das suas histórias relembrar o período de terror vivido por vários moçambicanos.

“Eu procuro revisitar a dor dos moçambicanos que sofreram por causa da guerra civil e, a partir destas dores, ganhar inspiração para a construção de um Moçambique melhor”, disse o autor.

O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, o académico Brazão Mazula e o pároco da Catedral da Cidade de Maputo, Giorgio Ferretti, tomaram a responsabilidade de fazer a sua apresentação.

Joaquim Chissano disse, na sua apresentação, que o que constitui um diferencial na obra é a forma com que o autor conseguiu fazer falar os moçambicanos de todos os estratos sociais.

“Há várias vozes que ecoam neste livro, desde a dos militares, guerrilheiros da Renamo, às de várias mulheres e homens que sentiram a dor inútil de lutar contra eles”.

Para Brazão Mazula, mais do que contar histórias de guerra, a obra representa um sinal de preocupação e busca pela paz. “[Mostra] as dificuldades que a guerra causou, mas também as vantagens após os Acordos Gerais de Paz e lamenta, hoje, a situação de Cabo Delgado, no entanto lança o desafio de resolver tudo na via de diálogo”, afirmou Brazão Mazula.

Por sua vez, o pároco da Catedral da Cidade de Maputo diz que a obra vai permitir que jovens compreendam melhor a história da guerra.

Com cerca de 250 entrevistas, o livro de Nelson Moda é chancelado pela editora Fundza. Arnosso Cuco – Moçambique in “O País”