Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 28 de abril de 2025

China - Agências portuguesas esperam que haja mais voos para o país

O presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) disse à Lusa esperar que o novo Governo possa promover mais voos directos com a China. “Veremos se, quando recuperarmos a estabilidade política em Portugal, haverá espaço e tempo para se começarem a desenvolver mais ligações aéreas [com a China]”, disse Pedro Costa Ferreira.



Portugal vai a eleições legislativas antecipadas a 18 de Maio, na sequência da crise política que levou à demissão do Governo PSD/CDS-PP, liderado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.

Pedro Costa Ferreira disse não ter dúvidas de que voos directos entre Portugal e a China “serão sempre um êxito” e que o actual problema “não será nunca económico”. “É a questão de encontrar um espaço no aeroporto e os [operadores] interessados em voar. (…) Será eventualmente [um problema] logístico e esperamos que possa ser resolvido”, acrescentou.

Actualmente existe apenas uma ligação directa entre a China e Portugal, com uma frequência de quatro voos por semana de Lisboa, com destino a Hangzhou, a capital da província de Zhejiang, uma das mais prósperas da China. “Estamos muito longe daquilo que queremos e longe daquilo que são, naturalmente, as ambições dos dois lados”, disse o presidente da APAVT.

Também o líder do bloco europeu de agências e operadores turísticos, Eric Drésin, disse à Lusa que a falta de voos para a China é o principal desafio para atrair mais visitantes da Europa. “O problema principal (…) é a conectividade. Voar é caro”, lamentou o secretário-geral da Confederação Europeia das Associações de Agências de Viagens e Operadores Turísticos (ECTAA, na sigla em inglês).

“As companhias aéreas europeias não conseguem chegar à China sobrevoando a Rússia por causa da guerra na Ucrânia, pelo que reduziram o número de voos para a China continental”, recordou Drésin.

A União Europeia fechou o espaço aéreo aos aviões russos após a invasão da Ucrânia, e Moscovo retaliou com proibições semelhantes, tornando mais longas e dispendiosas as ligações entre a Ásia e a Europa.

“Assim, dependemos muito de companhias aéreas não europeias para trazer viajantes” até ao continente asiático, explicou Drésin, incluindo empresas de Singapura, Japão e Coreia do Sul.

No caso da China, “não é muito comum os viajantes europeus viajarem com companhias aéreas chinesas. Precisam de estabelecer melhor a sua marca na Europa”, referiu o francês. As companhias aéreas chinesas ainda estão a retomar as rotas que ligavam a China ao resto do mundo antes da pandemia de covid-19, depois do país asiático ter limitado o tráfego aéreo internacional a menos de 2% do existente em 2019.

Drésin, que falava durante o primeiro dia da 13ª Expo Internacional de Turismo (Indústria) de Macau, disse ainda que o número de europeus a visitar os EUA deverá continuar a cair, sobretudo devido a Donald Trump.

Cônsul de Portugal critica falta de rotas directas com Portugal

O Cônsul-Geral de Portugal em Macau lamentou que a única ligação aérea directa de carga entre Macau e a Europa se faça não para Lisboa ou para o Porto, mas sim para Madrid. “Há dias escrevi [uma carta] para Lisboa, muito irritado, quando a Etiópia Airlines inaugurou o seu voo de carga triangular Adis Abeba-Madrid-Macau e com isso criou a primeira ligação directa de Macau para a Europa”, afirmou Alexandre Leitão na Expo Internacional de Turismo, citado pelo Diário de Notícias. Segundo disse, tem vindo a insistir com as autoridades portuguesas que essa ligação poderia ser feita por uma companhia portuguesa, com um aeroporto nacional como plataforma europeia. “Venho insistindo nisso há dois anos, por isso não me convencem que não é viável”, afirmou, lembrando que em Macau vivem 153 mil portugueses, inseridos numa região que num raio de 200 quilómetros tem dois pólos urbanos como Shenzen e Cantão, além de Hong Kong. Os voos da Etiópia Airlines, explicou, vão trazer 20 000 toneladas por ano de carga “através de um voo puramente comercial”. “Expliquem-me lá porque é que Lisboa não é placa atlântica e também europeia, além de ser lusófona para mercados como o Brasil, que são servidos como nenhum outro? Ou o Porto? E porque é que as capitais africanas, lusófonas, não são também instrumentos, plataformas de distribuição das mercadorias e serviços para outros países em África que querem vir para cá?”, criticou. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Macau - É “destino preferido” para as agências portuguesas

A Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo escolheu Macau, que irá acolher o seu congresso em 2025, como destino preferido internacional no próximo ano


Macau será o “Destino Preferido Internacional” da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) em 2024, uma decisão que a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) da RAEM acredita ser importante para a estratégia de diversificação dos mercados de visitantes. Essa designação e iniciativas relacionadas “contribuirão para aumentar a visibilidade do destino entre os operadores turísticos e viajantes portugueses, ajudando a expandir as fontes de visitantes internacionais da cidade”, frisou a DST em comunicado.

O anúncio foi feito no Porto durante o 48º Congresso Nacional da APAVT, que contou com a participação de uma delegação da DST, liderada pela directora Maria Helena de Senna Fernandes, para promover o território. Recorde-se que Macau irá acolher o congresso da APAVT em 2025, o que acontecerá pela sexta vez em quatro décadas, tendo a última sido em 2017.

“A designação de ‘Destino Preferido Internacional’ em 2024 é uma excelente oportunidade para expandirmos o mercado de visitantes da Europa e continuarmos o trabalho iniciado este ano de relançamento dos fluxos turísticos de Portugal, preparando terreno para o sucesso do Congresso Nacional da APAVT de 2025 em Macau”, afirmou Maria Helena Senna Fernandes.

“Este ano tivemos um ano bastante bom em termos de recuperação […] e para o ano o nosso trabalho vai ser virado para mercados internacionais. Vamos começar pela Ásia, mas também vamos começar a trabalhar no mercado europeu. Temos um bom relacionamento com a APAVT, tivemos sempre, por isso para o ano, voltamos à BTL [Bolsa de Turismo de Lisboa], graças à APAVT, para nos ajudar [neste objectivo] e também vamos, em princípio, marcar presença na Fitur. E, daqui para a frente, penso que vamos ter mais acções na Europa”, acrescentou, citada pela agência Lusa.

Por sua vez, o presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, destacou: “Não podemos estar mais felizes com este ‘regresso’ a Macau, um destino turístico único, um exemplo de convivência de culturas e uma história comum”. Será, “certamente, uma oportunidade para fazermos crescer os fluxos turísticos entre Portugal, Macau em particular e a China de uma forma geral”, acentuou.

Maria Helena de Senna Fernandes disse esperar que “quase mil representantes” da indústria do turismo viajem de Portugal para o congresso em 2025, enquanto Pedro Costa Ferreira previu, “no mínimo 750, 800 pessoas”.

O presidente da APAVT afirmou ainda que a indústria portuguesa do turismo está “a começar a notar” o regresso das excursões organizadas vindas da China: “Isso nós recebemos com um sorriso nos lábios, porque era o último passo que necessitávamos para podermos falar em total normalidade”.

A APAVT irá destacar Macau como “Destino Preferido” na Bolsa de Turismo de Lisboa, agendada para o período entre 28 de Fevereiro e 3 de Março. A DST participará no pavilhão da APAVT para promover a diversidade das ofertas de “turismo +” de Macau na principal feira de turismo de Portugal.

Durante a BTL de 2024, as duas partes irão lançar um novo programa de formação online direccionado a agentes turísticos. Segundo a DST, este programa “treinará ‘especialistas em Macau’ em conhecimentos sobre voos, hotéis, eventos, gastronomia, cultura, história e outros conteúdos relevantes sobre o destino”, para encorajar os operadores turísticos a vender mais produtos sobre o território aos viajantes portugueses.

Em 2024, a APAVT promoverá ainda Macau nas suas comunicações, incluindo página electrónica, materiais promocionais e eventos, no sentido de ajudar a elevar a imagem da RAEM entre os membros e parceiros da associação. In “Jornal Tribuna de Macau”