Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Macau quer manter-se como plataforma de captação de turistas entre Portugal e China

Helena de Senna Fernandes quer que a cidade continue a ser uma plataforma de captação de turistas entre Portugal e a China. A Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo anunciou que voltou a escolher Macau – que acolheu este congresso pela sexta vez – como Destino Preferido da associação em 2026, o que permitirá um reforço da parceria


A directora da Direcção dos Serviços de Turismo (DST) quer que a cidade continue a ser uma plataforma de captação de turistas entre Portugal e a China. “O trabalho desenvolvido nos últimos anos em parceria com a APAVT, para mostrar Macau e para abrir portas aos operadores turísticos e dinamizar os fluxos turísticos, é para continuar”, disse ontem Maria Helena de Senna Fernandes.

A responsável falava no encerramento do 50.º congresso da Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que decorreu em Macau entre terça-feira e ontem. “Hoje encerramos [um ciclo], mas vamos continuar com outros trabalhos, sendo que a designação de Macau como Destino Preferido [internacional da APAVT] para 2026 providencia o enquadramento para mantermos viva esta ligação”, lembrou.

A directora da DST acrescentou, no encerramento, que “uma outra ideia fundamental” da região é que os operadores e agentes de viagens levem em mente a vantagem que têm em “aceder ao mercado do interior da China, tirando partido da plataforma proporcionada por Macau para criar itinerários e destinos”. Os portugueses não têm necessidade de visto prévio para o interior da China até estadas de 30 dias.

“A parceria com a APAVT nos últimos três anos realmente tem sido uma das principais estratégias da nossa direção para dinamizar o mercado português, sendo que existiram uma série de iniciativas em conjunto, sobretudo, para reatar ligações com os operadores turísticos portugueses”, tinha também afirmado na quarta-feira.

Maria Helena de Senna Fernandes abordou os números obtidos, que, diz, “mostram bem esse caminho”. “Até outubro, o número de visitantes, tanto de Portugal como da Europa em geral, registou um aumento anual na ordem dos dois dígitos, recuperando para cerca de 80% dos valores do período pré-pandemia”, referiu.

A APAVT anunciou que voltou a escolher Macau – que acolheu este congresso pela sexta vez – como Destino Preferido da associação em 2026, o que permitirá um reforço da parceria. O Destino Preferido da APAVT é um programa que inclui as áreas de comunicação e marketing, e que ajuda, desta forma, o destino eleito a promover-se noutros mercados.

“Macau e a APAVT decidiram que não devem parar. É por isso que vos transmito com muita alegria que decidimos, Macau e a APAVT, que Macau seja o destino preferido internacional da APAVT ao longo de 2026”, afirmou o presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira no território. “Não posso estar mais feliz. Sabem da minha condição de último mandato. Cumpro um sonho que é voltar a Macau e voltar a trabalhar com Macau. (…) O Congresso tem sido, no meu entender, memorável do ponto de vista dos temas, mas também tem sido memorável do ponto de vista do número, é o maior de sempre, e tem sido memorável do ponto de vista da capacidade de acolhimento”, reforçou Pedro Costa Ferreira.

O Destino Preferido da APAVT é um programa “muito amplo”, que tem duas partes fundamentais, a comunicação e marketing, e que ajuda, desta forma, o destino eleito a promover-se. “Significa que em todas as nossas presenças, teremos Macau junto connosco e, portanto, temos essa comunicação, acrescentou o presidente da associação, lembrando que desta forma há um reforço de uma relação com muitos anos. “O regresso do Congresso à nossa cidade este ano e a designação de Macau, a par da China, Destino preferido para 2026, abrem caminho para continuarmos a trabalhar bem”, disse a diretora da Direção dos Serviços de Turismo de Macau, Maria Helena de Senna Fernandes.

A principal novidade em 2026 do Destino Preferido vai ser o lançamento de um programa de ‘e-learning’ (aprendizagem eletrónica) sobre Macau para agentes de viagens da Alemanha, Finlândia e Países Baixos, tal como o programa que foi lançado em Portugal em 2024.

O ‘e-learning’ será desenvolvido pela APAVT e pelo Turismo de Macau, em colaboração com a Confederação Europeia das Associações de Agências de Viagens e Operadores Turísticos (European Confederation of Travel Agents’ and Tour Operators’ Associations [ECTAA]).

Pedro Costa Ferreira lembrou ainda este congresso tem vários “significados especiais”, desde logo “por ser o sexto” em Macau e porque foi o escolhido “para acabar a comemoração do 75.º aniversário” da associação.

A APAVT diz ter acreditado 1039 congressistas de 172 voos diferentes, congressistas que “vão agora visitar várias províncias da China em colaboração com o Turismo de Macau”.

O número de turistas que passou pelo território foi o mais elevado para qualquer mês de Outubro desde que a Direção dos Serviços de Estatísticas e Censos (DSEC) começou a compilar dados mensais, em 1998, ainda durante a administração portuguesa. A região também já tinha registado no mês anterior um máximo histórico para Setembro: quase 3,8 milhões de visitantes, mais 9,8% do que no mesmo período de 2024.

Em 17 de Janeiro, a directora dos Serviços de Turismo de Macau disse esperar entre 38 e 39 milhões de visitantes este ano. Em Agosto, Maria Helena de Senna Fernandes apontou como meta mais de três milhões de visitantes internacionais em 2025.

Nos primeiros 10 meses do ano, Macau recebeu quase 2,97 milhões de turistas vindos do estrangeiro, mais 14,9% do que no mesmo período de 2024. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


segunda-feira, 28 de abril de 2025

China - Agências portuguesas esperam que haja mais voos para o país

O presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) disse à Lusa esperar que o novo Governo possa promover mais voos directos com a China. “Veremos se, quando recuperarmos a estabilidade política em Portugal, haverá espaço e tempo para se começarem a desenvolver mais ligações aéreas [com a China]”, disse Pedro Costa Ferreira.



Portugal vai a eleições legislativas antecipadas a 18 de Maio, na sequência da crise política que levou à demissão do Governo PSD/CDS-PP, liderado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.

Pedro Costa Ferreira disse não ter dúvidas de que voos directos entre Portugal e a China “serão sempre um êxito” e que o actual problema “não será nunca económico”. “É a questão de encontrar um espaço no aeroporto e os [operadores] interessados em voar. (…) Será eventualmente [um problema] logístico e esperamos que possa ser resolvido”, acrescentou.

Actualmente existe apenas uma ligação directa entre a China e Portugal, com uma frequência de quatro voos por semana de Lisboa, com destino a Hangzhou, a capital da província de Zhejiang, uma das mais prósperas da China. “Estamos muito longe daquilo que queremos e longe daquilo que são, naturalmente, as ambições dos dois lados”, disse o presidente da APAVT.

Também o líder do bloco europeu de agências e operadores turísticos, Eric Drésin, disse à Lusa que a falta de voos para a China é o principal desafio para atrair mais visitantes da Europa. “O problema principal (…) é a conectividade. Voar é caro”, lamentou o secretário-geral da Confederação Europeia das Associações de Agências de Viagens e Operadores Turísticos (ECTAA, na sigla em inglês).

“As companhias aéreas europeias não conseguem chegar à China sobrevoando a Rússia por causa da guerra na Ucrânia, pelo que reduziram o número de voos para a China continental”, recordou Drésin.

A União Europeia fechou o espaço aéreo aos aviões russos após a invasão da Ucrânia, e Moscovo retaliou com proibições semelhantes, tornando mais longas e dispendiosas as ligações entre a Ásia e a Europa.

“Assim, dependemos muito de companhias aéreas não europeias para trazer viajantes” até ao continente asiático, explicou Drésin, incluindo empresas de Singapura, Japão e Coreia do Sul.

No caso da China, “não é muito comum os viajantes europeus viajarem com companhias aéreas chinesas. Precisam de estabelecer melhor a sua marca na Europa”, referiu o francês. As companhias aéreas chinesas ainda estão a retomar as rotas que ligavam a China ao resto do mundo antes da pandemia de covid-19, depois do país asiático ter limitado o tráfego aéreo internacional a menos de 2% do existente em 2019.

Drésin, que falava durante o primeiro dia da 13ª Expo Internacional de Turismo (Indústria) de Macau, disse ainda que o número de europeus a visitar os EUA deverá continuar a cair, sobretudo devido a Donald Trump.

Cônsul de Portugal critica falta de rotas directas com Portugal

O Cônsul-Geral de Portugal em Macau lamentou que a única ligação aérea directa de carga entre Macau e a Europa se faça não para Lisboa ou para o Porto, mas sim para Madrid. “Há dias escrevi [uma carta] para Lisboa, muito irritado, quando a Etiópia Airlines inaugurou o seu voo de carga triangular Adis Abeba-Madrid-Macau e com isso criou a primeira ligação directa de Macau para a Europa”, afirmou Alexandre Leitão na Expo Internacional de Turismo, citado pelo Diário de Notícias. Segundo disse, tem vindo a insistir com as autoridades portuguesas que essa ligação poderia ser feita por uma companhia portuguesa, com um aeroporto nacional como plataforma europeia. “Venho insistindo nisso há dois anos, por isso não me convencem que não é viável”, afirmou, lembrando que em Macau vivem 153 mil portugueses, inseridos numa região que num raio de 200 quilómetros tem dois pólos urbanos como Shenzen e Cantão, além de Hong Kong. Os voos da Etiópia Airlines, explicou, vão trazer 20 000 toneladas por ano de carga “através de um voo puramente comercial”. “Expliquem-me lá porque é que Lisboa não é placa atlântica e também europeia, além de ser lusófona para mercados como o Brasil, que são servidos como nenhum outro? Ou o Porto? E porque é que as capitais africanas, lusófonas, não são também instrumentos, plataformas de distribuição das mercadorias e serviços para outros países em África que querem vir para cá?”, criticou. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Macau - É “destino preferido” para as agências portuguesas

A Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo escolheu Macau, que irá acolher o seu congresso em 2025, como destino preferido internacional no próximo ano


Macau será o “Destino Preferido Internacional” da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) em 2024, uma decisão que a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) da RAEM acredita ser importante para a estratégia de diversificação dos mercados de visitantes. Essa designação e iniciativas relacionadas “contribuirão para aumentar a visibilidade do destino entre os operadores turísticos e viajantes portugueses, ajudando a expandir as fontes de visitantes internacionais da cidade”, frisou a DST em comunicado.

O anúncio foi feito no Porto durante o 48º Congresso Nacional da APAVT, que contou com a participação de uma delegação da DST, liderada pela directora Maria Helena de Senna Fernandes, para promover o território. Recorde-se que Macau irá acolher o congresso da APAVT em 2025, o que acontecerá pela sexta vez em quatro décadas, tendo a última sido em 2017.

“A designação de ‘Destino Preferido Internacional’ em 2024 é uma excelente oportunidade para expandirmos o mercado de visitantes da Europa e continuarmos o trabalho iniciado este ano de relançamento dos fluxos turísticos de Portugal, preparando terreno para o sucesso do Congresso Nacional da APAVT de 2025 em Macau”, afirmou Maria Helena Senna Fernandes.

“Este ano tivemos um ano bastante bom em termos de recuperação […] e para o ano o nosso trabalho vai ser virado para mercados internacionais. Vamos começar pela Ásia, mas também vamos começar a trabalhar no mercado europeu. Temos um bom relacionamento com a APAVT, tivemos sempre, por isso para o ano, voltamos à BTL [Bolsa de Turismo de Lisboa], graças à APAVT, para nos ajudar [neste objectivo] e também vamos, em princípio, marcar presença na Fitur. E, daqui para a frente, penso que vamos ter mais acções na Europa”, acrescentou, citada pela agência Lusa.

Por sua vez, o presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, destacou: “Não podemos estar mais felizes com este ‘regresso’ a Macau, um destino turístico único, um exemplo de convivência de culturas e uma história comum”. Será, “certamente, uma oportunidade para fazermos crescer os fluxos turísticos entre Portugal, Macau em particular e a China de uma forma geral”, acentuou.

Maria Helena de Senna Fernandes disse esperar que “quase mil representantes” da indústria do turismo viajem de Portugal para o congresso em 2025, enquanto Pedro Costa Ferreira previu, “no mínimo 750, 800 pessoas”.

O presidente da APAVT afirmou ainda que a indústria portuguesa do turismo está “a começar a notar” o regresso das excursões organizadas vindas da China: “Isso nós recebemos com um sorriso nos lábios, porque era o último passo que necessitávamos para podermos falar em total normalidade”.

A APAVT irá destacar Macau como “Destino Preferido” na Bolsa de Turismo de Lisboa, agendada para o período entre 28 de Fevereiro e 3 de Março. A DST participará no pavilhão da APAVT para promover a diversidade das ofertas de “turismo +” de Macau na principal feira de turismo de Portugal.

Durante a BTL de 2024, as duas partes irão lançar um novo programa de formação online direccionado a agentes turísticos. Segundo a DST, este programa “treinará ‘especialistas em Macau’ em conhecimentos sobre voos, hotéis, eventos, gastronomia, cultura, história e outros conteúdos relevantes sobre o destino”, para encorajar os operadores turísticos a vender mais produtos sobre o território aos viajantes portugueses.

Em 2024, a APAVT promoverá ainda Macau nas suas comunicações, incluindo página electrónica, materiais promocionais e eventos, no sentido de ajudar a elevar a imagem da RAEM entre os membros e parceiros da associação. In “Jornal Tribuna de Macau”