Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 28 de abril de 2026

Macau - Aeroporto planeia rota Macau - Lisboa com escala em Hangzhou

Uma rota Macau-Lisboa, via Hangzhou e com serviço de bagagem despachada até ao destino final, está em planeamento da Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau, que está a estudar com a Beijing Capital Airlines para a operação desta ligação. A empresa revelou também que o transporte de mercadorias de Macau para a Europa representou um terço do volume total de carga do aeroporto local no ano passado


A CAM – Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau (CAM) adiantou estar em negociações com a Beijing Capital Airlines para lançar voos entre Macau e Lisboa, com escala em Hangzhou, no interior da China, com registo das malas directo até ao destino final.

A negociação tem como objectivo “promover voos da Beijing Capital Airlines entre Hangzhou e Macau, utilizando Hangzhou como ponto de escala para voos directos para Lisboa”, explicou Edman Lee, director adjunto do Departamento de Marketing da CAM ao Canal Macau em língua chinesa.

Recorde-se que a Beijing Capital Airlines opera já uma ligação directa entre Lisboa e a cidade chinesa de Hangzhou, sendo actualmente a única rota aérea directa entre Portugal e a China. Essa ligação tem agora uma frequência de dois voos semanais e a rota tem uma duração aproximada de 13 horas.

O plano actual entre a CAM e a Beijing Capital Airlines é permitir que os passageiros do território possam apanhar voos Macau-Hangzhou com a mesma companhia aérea chinesa e fazer a viagem directa de Hangzhou para Lisboa, sem passar o controlo de migração em Hangzhou e recolher a bagagem só na capital portuguesa.

A CAM indicou que será também possível fazer escala em Pequim para chegar a Lisboa, com a ligação entre as duas cidades a ser lançada em breve.

Recorde-se que a Beijing Capital Airlines já anunciou que vai lançar, durante o Verão, uma ligação aérea directa entre Pequim e Lisboa, numa operação sazonal com início no final de Junho e duração de cerca de três meses. O voo terá uma frequência semanal que parte de Lisboa à segunda-feira.

Além disso, a CAM pretende ainda utilizar cidades da China continental, como Pequim, Chengdu e Chongqing, como pontos de escala com tempo de espera em menos de três horas, para lançar voos com transferência de bagagem directa para destinos europeus, como a Espanha.

A empresa gestora do Aeroporto de Macau assegurou que está a “promover activamente” a expansão do mercado do Sudeste Asiático e do Nordeste Asiático, com plano de aumentar a frequência dos voos e o número de destinos nestas áreas, como a ligação a Fukuoka, no Japão.

No que diz respeito às rotas de médio e longo curso, a CAM está a analisar o desenvolvimento de rotas para a Índia e outras opções de voos com escalas.

As informações da empresa indicam que o Aeroporto Internacional de Macau conta actualmente com 29 companhias aéreas que operam 44 rotas.

Carga de Macau para a Europa

A CAM, por outro lado, abordou também o transporte de mercadorias, sublinhando os resultados das rotas exclusivamente de carga entre Macau e a Europa.

No ano passado, o volume de mercadorias transportadas de Macau para a Europa foi de cerca de 31.700 toneladas, representando cerca de 29,2% do volume total de carga do aeroporto. Entre elas, 8700 toneladas corresponderam à rota de Madrid, representando 8% do total.

Os dados fornecidos por Frank Wu, director do Departamento de Logística e Desenvolvimento da Aviação Geral da CAM, mostram ainda que o comércio electrónico transfronteiriço é o principal contribuinte para a carga do aeroporto, representando 90% do volume total.

A CAM afirmou que os voos directos de carga da Ethiopian Airlines entre Macau e Espanha já entraram em operação regular. Para as rotas de longo curso no futuro, a CAM irá lançar voos “que se relacionam com a plataforma sino-lusófona”, com vista a uma expansão do mercado para a América do Sul, por exemplo, para países como o Brasil, “que tem uma população numerosa e uma elevada frequência de utilização de serviços de comércio electrónico”, frisou.

O porta-voz da CAM referiu ainda que a situação no Médio Oriente está a afectar os preços dos combustíveis, estando o aumento dos custos a levar a uma redução dos voos de carga. Mas, “por enquanto, o impacto não é significativo”, assegurou.

Quanto à previsão da União Europeia de, no segundo semestre deste ano, cobrar uma taxa fixa de 3 euros e uma taxa de processamento de 2 euros sobre pequenas encomendas com valor inferior a 150 euros, a CAM acredita que tal medida irá a afectar, a curto prazo, as exportações de mercadorias de Macau para a Europa. Catarina Chan – Macau in “Ponto Final”


domingo, 22 de dezembro de 2024

Portugal - Voos Lisboa-Maputo da TAP com escala obrigatória em Joanesburgo

A TAP mantém a operação programada para Maputo, de três voos por semana, mas as tripulações passam a dormir na África do Sul e os aviões serão reabastecidos neste país, mudanças por tempo indeterminado

Em resposta por escrito a questões colocadas pela Lusa, a TAP confirma que “os voos entre Lisboa e Maputo passam a fazer uma escala técnica em Joanesburgo, para reabastecimento e troca da tripulação”.

Assim, exemplificou a mesma fonte, as tripulações que fazem o voo de Lisboa para Maputo ficam em Joanesburgo, o avião reabastece naquela cidade da África do Sul e continua depois para Maputo, mas com uma nova tripulação, a do voo anterior, que já tinha feito o período de descanso naquela cidade e que fará o voo de regresso para Lisboa nesse dia, sem sair do aeroporto em Moçambique.

Questionada pela Lusa sobre se estas alterações seriam temporárias ou eram para continuar, face à possibilidade de novos protestos a partir de dia 23 quando se prevê que o Conselho Constitucional anuncie os resultados oficiais das eleições gerais de 09 de outubro, a mesma fonte limitou-se a afirmar que “a operação vai manter-se nestes moldes até novas informações”.

O jornal Observador citou na quinta-feira uma comunicação interna da TAP, assinada pelo diretor de operações dos voos da empresa, Mário Bento, em que se refere que a companhia aérea tem “acompanhado de perto a evolução da situação em Moçambique, com especial foco nos acontecimentos na cidade de Maputo, tendo por base informações confidenciais, fontes abertas, canais diplomáticos e contactos locais”.

O responsável recorda na mesma nota o que se passou após 27 de novembro, quando a empresa decidiu “repatriar para Lisboa todos os tripulantes presentes em Maputo e suspender temporariamente as operações para esse destino”. A transportadora aérea portuguesa “implementou então medidas para garantir a segurança dos tripulantes”, que muitas vezes não se conseguiam deslocar dos hotéis para o aeroporto face às barricadas erguidas pelos manifestantes.

Face à “aproximação da data de proclamação dos resultados eleitorais pelo Conselho Constitucional de Moçambique e a possibilidade de intensificação dos protestos, a TAP, correspondendo às preocupações expressas pelas associações e sindicatos do Pessoal Navegante, acordou, como medida provisória, alterar o alojamento das tripulações”, justifica o diretor de operações de voos.

O Conselho Constitucional de Moçambique deverá proclamar até segunda-feira, 23 de dezembro, os resultados das eleições gerais, que incluíram presidenciais, legislativas e provinciais.

Os resultados anunciados em 24 de outubro deste ano pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) deram a vitória, com 70,67% dos votos, a Daniel Chapo, apoiado pela Frelimo, mas precisam ainda de ser validados pelo Conselho Constitucional, última instância de recurso em contenciosos eleitorais.

O candidato Venâncio Mondlane, um dos quatro que concorreu à eleição presidencial, segundo a CNE, ficou em segundo lugar, com pouco mais de 20% dos votos, e desde então tem convocado em todo o país paralisações e manifestações, que culminam em violência e confrontos com a polícia.

Pelo menos 130 pessoas morreram nas manifestações pós-eleitorais em Moçambique desde 21 de outubro, segundo balanço feito anteriormente pela Plataforma Eleitoral Decide, que monitoriza os processos eleitorais em Moçambique, que aponta ainda 385 pessoas baleadas.

De acordo com o balanço daquela Organização Não-Governamental, com dados até 15 de dezembro, há registo de 3636 detidos, cinco pessoas desaparecidas e mais de 2000 feridos nestas manifestações. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo com “Lusa”