Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 21 de maio de 2026

Cabo Verde - Lançamento da obra sobre os “Tubarões Azuis” na cidade do Mindelo, ilha de São Vicente

Cidade da Praia – O livro Tubarões Azuis no Olimpo dos Deuses do Futebol foi apresentado no dia 20, em São Vicente, e será no dia 22, na cidade da Praia, coincidindo com a permanência da selecção nacional de futebol em Cabo Verde antes da sua deslocação aos Estados Unidos da América.


A apresentação da obra no Mindelo, agendada para 20 de Maio, segundo o autor José Mário Correia, decorreu numa altura em que os “Tubarões Azuis” se encontravam em estágio em São Vicente, o que, sublinha, justifica a escolha da ilha do Porto Grande para o primeiro lançamento oficial.

Após a passagem por São Vicente, a selecção nacional segue para a ilha do Fogo, antes de cumprir etapas no Sal e na Praia, numa espécie de despedida pelo arquipélago antes da viagem para Lisboa, onde disputará um jogo internacional a 02 de Junho.

Os Estados Unidos da América serão, posteriormente, o palco dos próximos compromissos da selecção cabo-verdiana.

A obra traça o percurso da selecção nacional de futebol e a afirmação dos “Tubarões Azuis” no panorama internacional, evocando momentos marcantes da história recente do futebol cabo-verdiano e o simbolismo da equipa junto dos adeptos.

O lançamento na cidade da Praia está igualmente agendado para 22 de Maio, num momento em que a selecção nacional permanece no país, reforçando a ligação entre a apresentação do livro e o ambiente de mobilização em torno da equipa.

Com 300 páginas, o livro é apresentado como uma “verdadeira enciclopédia” do futebol cabo-verdiano, reunindo dados sobre jogos, jogadores, golos, vitórias e derrotas ao longo de várias décadas, com enfoque nas competições internacionais, como a Taça Amílcar Cabral, a Taça de África das Nações e as fases de qualificação para os Mundiais.

O prefácio é assinado pelo presidente da Federação Cabo-verdiana de Futebol, Mário Semedo, descrito pelo autor como “um verdadeiro prefácio, muito profundo e abrangente”, constituindo uma homenagem a atletas, adeptos, antigos dirigentes, seleccionadores e jogadores.

O posfácio é da autoria do antigo presidente da mesma instituição, Orlando Mascarenhas, actualmente presidente da Academia Olímpica Cabo-verdiana. In “Inforpress” – Cabo Verde


sábado, 14 de setembro de 2024

Polónia – Português André Soares vence a prova de corrida por pontos do mundial de ciclismo de estrada para surdos

O ciclista português André Soares sagrou-se esta sexta-feira campeão do Mundo da corrida por pontos, no Mundial de ciclismo de estrada para surdos, a decorrer na cidade polaca de Swietokrzyskie, depois do bronze na velocidade


Soares bateu dois alemães pelo ouro, acabando com 82 pontos, mais 21 do que Felix Wahala, segundo, e mais 22 do que Stefan Kneer, terceiro.

O ciclista luso foi o melhor nas 30 voltas a um circuito com um quilómetro, com um sprint pontuável de duas em duas voltas, tendo pontuado em todos os sprints, além de ganhar uma volta ao pelotão e conseguir mais 20 pontos.

Foi o segundo pódio para o português em Swietokrzyskie, depois do bronze na velocidade a abrir a participação no Mundial, que termina domingo com a corrida de fundo.

Nesta mesma prova, o luso João Marques acabou na 12.ª posição final, sem pontos somados.

Citado pela Federação Portuguesa de Ciclismo, o selecionador Válter Sousa elencou esta como “a corrida perfeita do André Soares”, perante uma equipa alemã “mais forte” que o luso fez por controlar.

“Ganhou aí [ao seguir com um dos rivais] os 20 pontos da volta. Mas, depois, esteve muito bem, andando sozinho na frente para evitar riscos de queda no pelotão. E, com isso, foi somando mais pontos, o que lhe deu a vitória. O João Marques resguardou-se e na segunda volta esteve ativo, mas com as fugas que havia não pontuou”, analisou. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

segunda-feira, 7 de agosto de 2023

Cabo Verde - Mané Trovoada, o angolano com marca nos momentos mais altos do basquetebol no arquipélago

Angolano de Benguela, há mais de 30 anos que Emanuel Trovoada mantém uma ligação forte com Cabo Verde, onde tem a sua marca nos momentos mais altos do basquetebol no país, o último o apuramento para o Mundial


“A ligação com o Cabo Verde começou em 1989, mais ou menos”, recordou à Lusa Mané Trovoada, como é popularmente conhecido, numa história com muitos capítulos, onde continua a deixar a sua marca no basquetebol do arquipélago, sendo o último feito o apuramento inédito para o Campeonato do Mundo da modalidade, que acontece entre 25 de Agosto e 10 de Setembro no Japão, Indonésia e Filipinas.

Mané é um angolano que muitas vezes se confunde com cabo-verdiano, longa é a sua ligação ao país, onde construiu família com uma cabo-verdiana, sendo que das duas filhas, a primeira nasceu em Portugal e a segunda em Angola, mas todas vivem e estudam em Cabo Verde.

“Há essa união, sempre houve essa ligação de me sentir também cabo-verdiano. Sinto-me bem em casa, sou muito acarinhado. As pessoas reconhecem o trabalho e esforço que nós temos vindo a fazer e há essa paixão e amizade”, notou.

Gratidão é outra palavra que utiliza para descrever a sua ligação com Cabo Verde, onde teve oportunidades, criou amizades para toda a vida e é tratado com muito carinho. “É isso que me faz acordar todos os dias, mesmo com as dificuldades, mas lutar por poder ajudar esta e outras gerações, outros colegas, abrir portas para que os outros possam estar e que amanhã, não estando cá o Emanuel Trovoada, mas que esteja cá outro filho da terra”, afirmou.

A ligação com o país começou em Lisboa, através de cabo-verdianos que estudavam na capital portuguesa, e que todos os sábados tinha como passatempo um jogo de basquetebol.

“Moçambicanos, angolanos, santomenses, aquele povo africano. E daí veio essa amizade grande”, recordou ainda Mané, que depois foi convidado para treinar uma equipa feminina de estudantes.

“Comecei a treinar essa equipa feminina e então vem essa paixão e essa aproximação”, continuou a contextualizar o técnico, de 55 anos, que foi coleccionando vitórias com as equipas estudantis. “Nós pegamos nessa geração, quer a masculina e também a feminina, um grupo grande também de meninas que lá estavam, fazíamos vários torneios e campeonatos, em que participávamos com essa ligação a Cabo Verde”, prosseguiu, numa aproximação crescente.

E em 1999 foi convidado para ser adjunto do então selecionador nacional, o senegalês Claude Constantine (1959-2019), considerado o grande impulsionador do basquetebol no país, no Afrobasket, precisamente em Angola, mas durante a competição Constantine teve um problema de saúde e Mané teve de pegar na equipa no resto do torneio.

Depois disso, houve outro convite em 2002 para ir ao país ajudar no desenvolvimento do basquetebol, tendo no ano seguinte pegado na seleção, até ao Afrobasket de 2007, novamente em Angola, tendo alcançado o terceiro lugar, que deu direito a participação no pré-olímpico. “Foi uma geração que deu muito, um misto dos mais velhos e os mais novos”, descreveu, antes de mais um treino da seleção, na Praia, rumo ao Mundial, o ponto mais alto até agora do basquetebol cabo-verdiano, contando novamente com o seu selo.

Entretanto, referiu que outro momento importante para o basquetebol cabo-verdiano foi a vitória no Mundialito de Praia em 2005, fruto das sementes lançadas pelo “mestre” Claude Constantine. “Neste momento já estamos a ver uma terceira e uma quarta geração. Uma terceira que esteve brilhantemente no quarto lugar e no apuramento do Campeonato do Mundo, mas também já estão aqui jovens para uma quarta geração, para darmos continuidade ao trabalho”, perspetivou.

Fazer parte de todas essas páginas gloriosas da história do basquetebol cabo-verdiano é para Mané um “orgulho enorme”, num trabalho “difícil” da federação, jogadores e equipa técnica. “Acreditámos nesse sonho, transformamos esse sonho em realidade e queremos muito mais”, ambicionou o treinador, que vai jogar na fase de grupos do Mundial com Eslovénia, Geórgia e Venezuela, e quer “surpreender”, tal como fez no apuramento.

Em Cabo Verde, o ‘coach’ aposta muito na formação de treinadores, árbitros, comissários de mesa e jogadores, num trabalho que aumentou o número de praticantes da mobilidade. “Saímos de quase 2700 para 4000 praticantes com as mesmas condições, há que criar mais infraestruturas desportivas, mais pavilhões e criar condições para que essa juventude possa dar continuidade a esse trabalho”, pediu o selecionar, que já está com a equipa na Europa para mais um estágio antes de viajar para o Japão.

Se Claude Constantine é considerado “pai” do basquetebol no país, Trovoada mostra humildade e define-se simplesmente como o ‘coach Mané’, mas quer também deixar o seu legado. “É mais um que veio para acrescentar, a nossa grande referência é o senhor Claude, que foi a pessoa pioneira, que fez um trabalho fantástico”, avaliou Mané, que, além da seleção, tem estado também muito próximo das associações regionais.

Várias gerações de basquetebolistas cabo-verdianos já passaram pelas suas mãos, cada uma com o seu feito, mas foi esta que levou o país ao mundo, pelo que já é considerada a melhor, com jogadores que atuam em Portugal, Espanha, França ou Angola. “Não foi fácil demonstrar às autoridades, ao povo cabo-verdiano, que estávamos perante uma grande geração, mas uma grande geração que nos pode oferecer muita coisa”, perspetivou, entendendo que todos vão beneficiar com o primeiro apuramento do país para o mundial.

Apesar de toda essa ligação forte com Cabo Verde, Mané garantiu que numa deixa de estar ligado a Angola, onde esteve durante 12 anos, tendo treinado o Desportivo da Huíla. “Tenho lá uma parte da minha família materna e uma ligação forte à própria Associação de Treinadores, onde eu também fui um dos membros, e a amizade que tem pelos outros colegas, treinadores e amigos, que tenho muitos lá”. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Madeira - Recebe campeonato do mundo de fotografia e vídeo subaquático


O Campeonato do Mundo de Fotografia e Vídeo Subaquático, que decorre no Porto Santo em setembro, conta com a participação de 130 atletas de 22 países, e envolve a realização de 700 mergulhos, indicou o Governo da Madeira.

“É a primeira vez que o campeonato se realiza em Portugal, e a escolha do Porto Santo fica a dever-se ao empenho do executivo madeirense e da Associação de Natação, que querem catapultar a Madeira para um nicho de mercado cada vez mais influente na área do turismo e desenvolvimento da economia azul”, refere a Secretaria do Mar e Pescas, em comunicado.

O campeonato decorre entre 04 e 09 de setembro.

“O Governo Regional apoia este evento com cerca de 60 mil euros do Orçamento da região, por entender que este campeonato do mundo irá proporcionar uma grande promoção da Madeira e do Porto Santo numa área que tem cada vez mais adeptos, como é o mergulho subaquático”, refere o secretário da tutela, Teófilo Cunha, citado no comunicado.

Para o efeito, o executivo regional estabeleceu um protocolo de cooperação com a Associação de Natação da Madeira.

O comunicado cita também o presidente desta associação, Avelino Silva, que sublinha que o campeonato de Fotografia e Vídeo Subaquático constitui um “excelente veículo” para promover a região no exterior, vincando que a escolha do Porto Santo ficou a dever-se à “qualidade das águas e das reservas” ao dispor.

A Secretaria de Mar e Pescas indica que, além da prova oficial, o evento reserva espaço para atividades destinadas à população mais jovem do Porto Santo, ‘workshops’, literacia dos oceanos e batismos de mergulho. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”