Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Portugal - Bullying na infância aumenta risco de dor crónica ao longo da vida

Uma criança vítima de bullying tem 70% mais probabilidade de vir a sentir dor grave (que impede o desempenho de atividades quotidianas) na adolescência


Em 2021, uma equipa de investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), em parceria com a Sociedade Portuguesa de Reumatologia e com o INESC TEC – Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, propôs-se a estudar a forma como os adolescentes vivem e relatam a dor física na transição para a vida adulta. Cerca de três anos depois, as conclusões do projeto SEPIA mostram que a forma como crianças e adolescentes percecionam a dor é determinante para a sua qualidade de vida física e mental na idade adulta.
O projeto SEPIA (acrónimo para a designação em inglês “Studying Experiences of Pain In Adolescents”) – financiado pela fundação europeia FOREUM – Foundation for Research in Rheumatology – surgiu com o objetivo de identificar características-chave da dor física durante a adolescência que permitissem prever o risco de desenvolver dor musculosquelética crónica na transição para a vida adulta.
“Pensa-se que a forma como vivemos a dor desde as primeiras décadas de vida é fundamental para desenhar as experiências de dor que sentimos ao longo de toda a vida. Saber quem são as pessoas com maior risco ajuda-nos a perceber como prevenir o aparecimento ou o agravamento da dor crónica (com duração superior a 3 meses). Em termos de saúde pública, isto é importante porque a dor musculoesquelética crónica é a principal causa de incapacidade no mundo”, adianta Raquel Lucas, investigadora do ISPUP e coordenadora do Projeto SEPIA.
Para responderem à principal questão científica deste projeto – que contou com pacientes parceiros de investigação em todas as suas fases, desde a conceção do estudo até à publicação dos resultados – os investigadores envolveram cerca de 5000 participantes, mais de 2000 jovens com idades entre os 14 e os 18 anos e os seus cuidadores. Estes jovens foram recrutados através da coorte de base populacional Geração XXI e do Registo Nacional de Doentes Reumáticos, o Reuma.pt, que acompanha jovens com Artrite Idiopática Juvenil (AIJ).
A recolha de dados iniciou em junho de 2022, através de uma app para dispositivos móveis, desenvolvida especificamente para o SEPIA, por uma equipa do INESC TEC. Os jovens e os seus cuidadores foram convidados a instalar a app e a responder a questionários que incluíam perguntas sobre vários aspetos relacionados com a dor.
Além disso, a equipa de investigação utilizou dados dos participantes da coorte Geração XXI, recolhidos nas avaliações dos 7, dos 10 e dos 13 anos e, posteriormente, dados recolhidos também na avaliação dos 18 anos, que arrancou em 2023 e que ainda está a decorrer.
Uma marca para toda a vida
Ao olhar para os dados recolhidos nas diferentes fases da vida dos participantes, verificou-se que as experiências adversas na infância (como o divórcio dos pais, as dificuldades financeiras, as mudanças de casa/escola, entre outras) podem aumentar significativamente o risco de desenvolver condições dolorosas ao longo da vida.
Um outro exemplo é o das crianças que foram vítimas de bullying até aos 10 anos de idade, que manifestaram perfis de dor adversos aos 13 anos, tanto nos relatos que fizeram como na sua resposta física aos testes de tolerância à dor. O estudo mostrou que uma criança vítima de bullying tem 70% mais probabilidade de vir a sentir dor grave (aquela que impede o desempenho de atividades quotidianas, como ir à escola ou participar em atividades de lazer) na adolescência.
Mas mesmo na ausência de experiências de adversidade, o estudo mostra que a dor é uma experiência muito comum já na infância, com uma em cada seis crianças a revelar ter dor com duração superior a três meses, tanto aos 7 como aos 10 anos.
Quando olhamos para as consequências a curto prazo, o estudo mostrou que uma em cada oito destas crianças tinham sentido uma dor suficientemente grave para as levar a faltarem à escola ou a alguma atividade de lazer.
Pais subestimam a dor dos filhos
Este estudo permitiu igualmente verificar que os pais têm tendência para subestimar a dor dos filhos, especialmente em casos de dor múltipla (em diferentes partes do corpo) e de alta intensidade.
Apesar disso, os relatos dos pais sobre a dor que os filhos sentem na infância são indicadores importantes: 66% das raparigas cujos pais/cuidadores reportaram ter dor repetitiva ou frequente aos 7 e aos 10 anos, reportaram dor aos 13 anos e o mesmo aconteceu para 53% dos rapazes.
No caso dos pais/cuidadores de crianças com Artrite Idiopática Juvenil, constatou-se que os pais lembram e reportam mais a dor dos filhos que está tipicamente relacionada com a doença articular (por exemplo nos joelhos e mãos). Por outro lado, não mencionam tanto outras dores que são muito comuns, mas de causas geralmente desconhecidas (como dor de costas, de cabeça ou de barriga), às quais os filhos, nos seus relatos, dão mais importância.
Dor persistente na infância pode diminuir tolerância na adolescência
Os questionários revelaram várias limitações na avaliação quantitativa da dor. Por isso, a equipa de investigação recorreu a um Teste Sensorial Quantitativo (QST), que mede a resposta à pressão física com base num equipamento computorizado. Este produz uma pressão padronizada, igual para todos os participantes, que permite caracterizar de modo seguro a sensibilidade à dor numa fase crucial para o desenvolvimento de trajetórias de dor crónica.
Observou-se que adolescentes com histórico de dor musculoesquelética desde a infância apresentam menor tolerância à estimulação por pressão. Isto sugere que a exposição prolongada à dor na infância pode aumentar a sensibilidade à dor na adolescência.
Ao olhar para as diferenças entre rapazes e raparigas, verificou-se que, nas raparigas, a tolerância à dor se mantém praticamente igual com a puberdade. Por outro lado, no caso dos rapazes, a tolerância à dor aumenta 20% nesta etapa. Estes resultados podem ajudar a explicar uma observação bem conhecida na investigação sobre a dor, em variados contextos geográficos e de saúde: as mulheres adultas reportam mais dor que os homens.
Foi ainda possível constatar que, nas raparigas, há uma relação estatística entre o Índice de Massa Corporal (IMC) aos 10 anos e a dor reportada na adolescência, aos 13 e aos 17 anos: quanto maior o IMC, maior o risco futuro de dor musculoesquelética.
Esta relação pode ser explicada por motivos mecânicos ou bioquímicos, mas também pode ser causada por fatores psicossociais: foi possível observar que quanto menor a satisfação do adolescente com a sua imagem corporal, menor a sua tolerância à dor no teste QST.
Dor na adolescência é preditora de menor qualidade de vida no futuro
Quanto à localização da dor reportada, constatou-se que crianças que se queixavam de dor abdominal/pélvica entre os 7 e os 10 anos tiveram maior probabilidade de ter dor recorrente nessa e noutras partes do corpo, aos 13 anos, nomeadamente dor musculoesquelética.
Aos 17 anos, verificou-se um aumento da prevalência de relatos de dor, nomeadamente de dor musculoesquelética crónica e múltipla, tanto nos rapazes como nas raparigas.
Percebeu-se também que ter um histórico de dor musculoesquelética crónica ou múltipla aos 13 anos está diretamente associado a uma menor qualidade de vida quatro anos mais tarde.
Forma como os jovens percecionam a dor é determinante para a formação do seu bem-estar
Os resultados do estudo destacaram as implicações da dor na infância a longo prazo e a importância da perceção da dor na formação do bem-estar futuro.
“Todos conhecemos pessoas que raramente se queixam de dores mesmo que nos pareça que têm doença ou lesão grave. Por outro lado, há pessoas que se queixam de muita dor quando têm uma doença que nos parece ligeira. Ou seja, independentemente da gravidade, o mesmo problema físico pode causar níveis de sofrimento muito diferentes em diferentes pessoas. Por isso, hoje a dor é entendida como uma experiência individual e subjetiva, que resulta das nossas doenças físicas, mas também da interação destas com o nosso contexto psíquico e social. Este projeto ajuda-nos a mostrar que o mundo que nos rodeia enquanto crianças influencia de modo relevante a dor futura.”, acrescenta a investigadora Raquel Lucas.
O SEPIA permitiu, assim, caracterizar a frequência e o impacto da dor pediátrica, que ocorre – e muitas vezes permanece – fora dos cuidados de saúde. Possibilitou também a identificação de fatores que, desde cedo, podem ser usados por decisores e profissionais de saúde – incluindo em âmbito escolar e no contexto familiar – para sinalizar crianças que terão maior risco de viver experiências adversas de dor musculoesquelética. Esta estratificação poderá contribuir para uma gestão precoce da dor pediátrica de modo a prevenir a sua transformação em dor crónica.
Em termos de saúde pública, o projeto informa possíveis áreas de atuação de políticas que se destinem a mitigar o impacto dos contextos adversos para o surgimento e a persistência da dor, como é o caso da adversidade social, que parece interagir com os fatores biológicos para piorar as experiências de dor física.
Os resultados do SEPIA foram oficialmente apresentados no passado dia 8 de novembro, no auditório do ISPUP, num evento que contou com a presença da equipa de investigadores do ISPUP, das instituições parceiras, de alguns participantes do estudo e de um conjunto de convidados externos que comentaram estes resultados e suas implicações. Universidade do Porto - Portugal



sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Angola – Assédio moral na infância e adolescência abordados em livro de Otchaly

A escritora infantil Otchaly vai apresentar, no próximo dia 25 deste mês, no Memorial Dr. António Agostinho Neto, em Luanda, a segunda obra intitulada “Determinação - A minha história com o bullying”


Aos 15 anos de idade, Otchaly traz no seu livro infanto-juvenil uma narrativa autobiográfica de superação, depois ter sofrido bullying na escola, refere uma nota enviada, esta sexta-feira, ao JA Online.

Trata-se de uma história vivida na primeira pessoa e cujo enredo pretende inspirar o crescimento emocional de crianças e adolescentes vítimas de intimidação psicológica nos mais variados meios sociais. In “Jornal de Angola” - Angola


quinta-feira, 31 de março de 2022

Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa - Com taxa de gravidezes indesejadas superior à mundial

Nova Iorque – A taxa de gravidezes indesejadas entre mulheres dos 15 aos 49 anos em países africanos lusófonos é superior à mundial, segundo um relatório hoje divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA).

No relatório “Vendo o Invisível: O caso de acção na crise negligenciada da gravidez não intencional”, hoje divulgado, o UNFPA apresentou dados em relação a gestações não planeadas, salientando que representam quase metade do total de gravidezes no mundo, totalizando 121 milhões por ano.

Enquanto a taxa mundial permanece em 64 gravidezes indesejadas por cada 1000, esse número é muito superior em países como Angola (120), Cabo Verde (102), Guiné-Bissau (99), Moçambique (88) e São Tomé e Príncipe (130).

Também no Brasil esse número é ligeiramente superior aos dados mundiais (67 gravidezes indesejadas por cada 1000 mulheres).

Entre os países lusófonos, a excepção é Portugal (21) e Timor-Leste (50), que ficaram abaixo da taxa mundial, neste relatório que compila dados de 2015 a 2019.

Tendência semelhante é encontrada no levantamento da taxa de natalidade por parte de mães adolescentes (15 a 19 anos), em que a média mundial ficou em 40 por cada 1000, mas que foi amplamente superada pelos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Angola atingiu uma taxa de 163 por cada 1000 adolescentes, Guiné-Bissau 84, 180 em Moçambique e 86 em São Tomé e Príncipe. Apenas Cabo Verde ficou abaixo da média mundial (12), segundo o relatório, que apresenta dados que vão desde 2004 até 2020.

Já o Brasil tem 49 gravidezes entre adolescentes por cada 1000 jovens, Timor-Leste 42 e Portugal sete.

Num âmbito mais global, o relatório alerta que mais de 60% das gestações indesejadas terminam em aborto, estimando-se que 45% destes actos sejam inseguros e causem 5% a 13% das mortes maternas. Os abortos inseguros provocaram a hospitalização de sete milhões de mulheres por ano, em todo o mundo.

Face ao casamento infantil aos 18 anos, a percentagem mundial fica em 26%, e em Angola sobe para os 30%, em Cabo Verde fica pelos 18%, 26% na Guiné-Bissau, 53% em Moçambique, 15% em Timor-Leste, 28% em São Tomé e Príncipe e 26% no Brasil, segundo dados de 2005 até 2020. O relatório não apresenta dados de Portugal nesse parâmetro.

Já a prevalência de métodos contraceptivos entre mulheres dos 15 aos 49 anos em países africanos lusófonos como Angola, Moçambique ou Guiné-Bissau, esta fica abaixo da percentagem mundial, segundo o UNFPA.

No relatório foi feita uma análise em relação ao uso de qualquer método contraceptivo por mulheres a nível mundial, em que a percentagem global ficou em 49% no corrente ano.

Contudo, essa percentagem em Angola ficou apenas em 16%, em Moçambique 27%, 33% em Guiné-Bissau, 38% em São Tomé e Príncipe e 44% em Cabo Verde.

Em Portugal (60%) e no Brasil (65%), a percentagem de prevalência de qualquer método contraceptivo entre mulheres dos 15 aos 49 anos ficou acima da média mundial.

Já Timor-Leste registou uma das menores percentagens face a países lusófonos (19%).

Os dados gerais têm, para a agência da ONU, “um grande impacto” na capacidade global para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.

De acordo com os dados recolhidos, 257 milhões de mulheres que querem evitar uma gravidez não usam métodos contraceptivos modernos e seguros e quase um quarto não tem condições para recusar sexo. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”

 

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Portugal - Estudo conclui que a autoaversão e autocompaixão são mecanismos centrais no desenvolvimento de traços borderline na adolescência

Uma equipa da Universidade de Coimbra (UC) está a desenvolver um estudo, o primeiro em Portugal focado na adolescência, que visa a deteção precoce da perturbação borderline da personalidade (PBP), bem como a identificação de fatores de risco e protetores que permitam construir programas de intervenção eficazes para combater a patologia.

A perturbação borderline da personalidade é uma perturbação grave associada a elevada tendência suicida. Estima-se que 2 a 6% da população mundial padeça desta perturbação marcada por uma intensa instabilidade emocional, impulsividade e autodano. Sendo uma perturbação desenvolvimental, não surge subitamente, pelo que se vai desenvolvendo ao longo do tempo. Por isso, a deteção precoce é essencial para prevenir o agravamento da patologia. 

Este estudo pretende precisamente «detetar e sinalizar o mais precocemente possível esta perturbação, por forma a evitar que se agrave. Na adolescência, conseguimos logo detetar traços disfuncionais desta patologia, que, com o avançar da idade, acabam por se cristalizar e intensificar, com consequências graves», explica Diogo Carreiras, investigador principal do estudo, destacando que esta é a grande novidade do projeto, já que, «em vez de estudar esta perturbação severa numa ótica remediativa, ou seja, a pessoa já tem a perturbação, o nosso foco é atuar antes, para prevenir e impedir a perturbação».

Os primeiros resultados deste estudo, que envolveu 1007 adolescentes (420 rapazes e 587 raparigas) de sete estabelecimentos de ensino básico e secundário do Centro e Norte de Portugal, com uma média de idades de 15.3 anos, e pais, sugerem que, em média, as raparigas adolescentes apresentam traços borderline mais elevados do que os rapazes.

Foram também explorados fatores protetores e fatores de risco no desenvolvimento e na evolução dos traços borderline. «Estudámos duas variáveis opostas: uma de risco, a autoaversão, caracterizada por uma relação de grande criticismo, aversão e de ataque ao “eu”; e uma variável protetora, a autocompaixão (relação de autocuidado), que se traduz na capacidade de sermos sensíveis ao nosso próprio sofrimento, reconhecendo-o, e de agir de forma genuína e comprometida no sentido de o aliviar», clarifica o investigador do Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC) da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC).



Verificou-se que, independentemente do sexo, estas duas variáveis assumem um papel importante na evolução da sintomatologia borderline na adolescência, mostrando assim que são variáveis essenciais a considerar na compreensão dos traços borderline nesta faixa etária. 

Devido à falta de investigação dos traços borderline na adolescência em Portugal, a equipa desenvolveu instrumentos de avaliação e sinalização destes traços, nomeadamente dois questionários de autorresposta, um para adolescentes e outro para os pais, e uma entrevista clínica para psicólogos, psiquiatras e pedopsiquiatras poderem administrar a adolescentes, com uma linguagem adaptada que traduz causas e mecanismos dos traços borderline.

Outra das conclusões do estudo, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), indica que há diferenças entre raparigas e rapazes no que respeita a comportamentos autolesivos não suicidários. As raparigas tendem a usar mais métodos de cortes superficiais de determinadas áreas do corpo (por exemplo, braços, pulsos), enquanto os comportamentos autolesivos dos rapazes tendem a relacionar-se mais com bater neles próprios (por exemplo, darem murros). Ao nível da impulsividade, não se encontram diferenças globais entre os sexos, porém os rapazes parecem ter maior dificuldade em controlar comportamentos relacionados com o consumo de álcool e drogas.

Segundo Diogo Carreiras, os resultados desta investigação podem ser fundamentais para desenvolver programas dirigidos a esta população de risco, «permitindo encontrar orientações para o desenho de intervenções psicoterapêuticas no âmbito da prevenção e de estudos empíricos futuros. Os dados desta investigação salientam variáveis essenciais para compreender os traços borderline em adolescentes, bem como as diferenças nesses mecanismos psicológicos entre raparigas e rapazes, tendo significativas implicações para a prática clínica e prevenção».

Iniciado em 2018, este estudo insere-se num projeto mais amplo de investigação longitudinal, intitulado “Traços Borderline na Adolescência: Estudo prospetivo do desenvolvimento da Perturbação Borderline da Personalidade”, e faz parte da tese de doutoramento do investigador, orientado pelas docentes Paula Castilho e Marina Cunha. Universidade de Coimbra - Portugal