Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 11 de novembro de 2025

Angolanos celebram hoje 50.° aniversário da Independência Nacional

        Os angolanos em todo o mundo celebraram, esta quarta-feira, o 50.° aniversário da Independência Nacional, cujo acto central decorreu na Praça da República, em Luanda, com a presença de delegações estrangeiras e nacionais


As celebrações iniciaram-se um pouco mais cedo, com a cerimónia do hastear da bandeira-monumento no Museu de História Militar, em Luanda.

Na Praça da República, o primeiro momento simbólico foi a homenagem ao Presidente António Agostinho Neto, no sarcófago existente no local, sendo que o Presidente da República, João Lourenço, acompanhado pelos Chefes de Estado convidados, prestou homenagem ao proclamador da Independência Nacional.

A cerimónia incluiu o acto formal de condecoração com a medalha de honra ao Presidente António Agostinho Neto, a título póstumo, por ter sido primeiro Presidente da República e pelo contributo prestado à nação.

      Seguiu-se o discurso do Chefe de Estado, João Lourenço, o ponto alto da celebração.

O programa contemplou ainda um espaço para a manifestação de cidadania, com um desfile cívico representativo dos diversos segmentos da sociedade angolana, envolvendo cerca de seis mil participantes.

Depois, teve lugar o desfile militar, com contingentes dos vários ramos das Forças Armadas Angolanas e da Polícia Nacional, envolvendo aproximadamente quatro mil efectivos.

O encerramento foi marcado pela interpretação da música oficial dos 50 anos da Independência Nacional.

Angola alcançou a independência em 1975. In “Jornal de Angola” - Angola



quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Angola - Feira do Livro e Poesia distingue Poeta Maior

Uma Feira do Livro e Poesia realiza-se no Campo da Tabela de Basquetebol, no bairro dos Imbondeiros, município de Cacuaco, em homenagem à vida e obra do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto


Considerado Herói Nacional e Poeta Maior da Nação, António Agostinho Neto nasceu a 17 de Setembro de 1922, na região de Catete, em Caxicane, actualmente província do Icolo e Bengo, e morreu a 10 de Setembro de 1979, em Moscovo, Rússia.

A iniciativa é promovida pela Comissão de Moradores do Bairro dos Imbondeiros (CMBI) e visa enaltecer os heróis da liberdade e todos aqueles que sacrificaram a vida pela Independência, bem como valorizar a história e a identidade nacional, de acordo com o presidente da organização, Emílio Cinco Reis.

Segundo o responsável, a data de 17 de Setembro simboliza a celebração da vida e obra do estadista, cuja dedicação e visão marcaram de forma determinante a História de Angola e a conquista da Independência.

Durante a Feira vão estar expostos livros de Agostinho Neto. O programa da Feira inclui momentos de declamação de poesia, música e teatro, com o objectivo de incentivar nos mais novos o gosto pela leitura.

A actividade vai contar com a participação das escolas públicas n.º 4019 e 4083, bem como das instituições privadas Colégio Luz do Amanhã, Colégio Weza, Sacrisnor e Centro Albert Einstein.

No certame, o escritor Benise Kalundu vai promover uma sessão de venda e assinatura de autógrafos das suas mais recentes obras literárias, intituladas “O Ronni e a bicicleta mágica” e “Yaniel e a cidade dos Anjos”, dedicada ao público infanto-juvenil. A animação cultural vai ficar a cargo dos artistas Money, Blackson, Ney Laranjinha, Família Tanque, Poeta Sem Noção, Poeta Despertador e do grupo coral da Igreja Yesua.

As entradas são livres e, de acordo com Emílio Cinco Reis, é esperada uma grande adesão de pais, encarregados de educação e da comunidade em geral. Entre as entidades convidadas a prestigiar o evento destacam-se o administrador municipal de Cacuaco, Fernando João. Manuel Barros – Angola in “Jornal de Angola”


sexta-feira, 4 de julho de 2025

São Tomé e Príncipe e Angola celebram a independência com partilha e promoção da identidade cultural comum

A semana cultural São Tomé e Príncipe – Angola reúne artistas plásticos, escritores, músicos e produtores de cinema no espaço CACAU em São Tomé. Durante 2 dias (Quarta e Quinta – Feira), santomenses e angolanos celebram através da cultura, os 50 anos da independência do arquipélago.


A música e a dança da “Tafua” vieram para São Tomé com os escravos angolanos. Aquecia as noites nas sanzalas das roças, e passou a ser uma manifestação cultural santomense. O intercâmbio histórico-cultural entre os dois países é antigo.

«A fortaleza de um povo e consequentemente de uma nação, subjaz na riqueza e diversidade da sua cultura. Foi com este espírito que decidimos organizar o encontro entre santomenses e angolanos», afirmou Fidelino de Jesus Florentino Peliganga, embaixador de Angola em São Tomé e Príncipe.

O diplomata que declarou a abertura do evento, acrescentou que a cultura tem servido como ponte entre «as nossas gentes…para partilhar a vivência da nossa raiz cultural comum evidente em manifestações como a Tafua aqui exibida e a Puíta também bem conhecida e muito popular».

Os laços histórico-culturais entre São Tomé e Príncipe e Angola começaram a ser tecidos pela colonização portuguesa. Laços que geraram consanguinidade, e muita cumplicidade. Alda do Espírito Santo matriarca do nacionalismo santomense e Agostinho Neto nacionalista angolano, em conjunto com outros estudantes das antigas colónias portuguesas, na Casa do Império em Lisboa – Portugal deram novo impulso a cumplicidade entre santomenses e angolanos, para a conquista da independência nacional dos dois países.

«Para alcançar a autodeterminação, a independência dos nossos países, e sobretudo para dar cabo e acabar com o fascismo português», frisou Lopito Feijó, poeta angolano, que participa no intercâmbio cultural em São Tomé.

O poeta angolano que se sentou ao lado da poetisa santomense Conceição Lima na abertura do evento, recordou que foi a geração de Alda do Espírito Santo e de Agostinho Neto a fonte de inspiração dos novos poetas e escritores santomenses e angolanos, que se despontaram a partir da década de 80 do século XX.

«Toda aquela geração Alda do Espírito Santo, José Craveirinha, Viriato da Cruz influenciaram toda a geração dos anos 80, que é a primeira geração de escritores que surge depois da independência», precisou.

Para Lopito Feijó, há uma força poética que obriga os escritores santomenses e angolanos a prosseguirem no aprofundamento das relações históricas.

«A relação de amizade entre dois poetas refiro-me a Agostinho Neto e Alda do Espírito Santo. É um ponto importante e de cumplicidade, que prosseguiu até os últimos dias da “Tia Alda” que acabou de falecer em Angola», pontuou.

“Tia Alda” é a forma familiar como os angolanos chamam a matriarca do nacionalismo santomense, autora do hino nacional que proclama a Independência Total de São Tomé e Príncipe.

O Ministro da Defesa e Ordem Interna, o Brigadeiro Horácio Sousa, que também preside a comissão nacional para os festejos dos 50 anos da independência nacional foi ao púlpito para declarar que a cultura santomense foi moldada ao longo dos séculos com muitas marcas de Angola. Abel Veiga – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”


terça-feira, 15 de abril de 2025

Portugal - Universidade do Porto acolhe mesa-redonda sobre o papel do Presidente angolano Agostinho Neto

A Faculdade de Letras da Universidade do Porto, através da sua Cátedra Agostinho Neto, acolhe hoje, em Portugal, a mesa-redonda “Sagrada Esperança: o papel de Agostinho Neto na construção da independência de Angola e da soberania dos povos africanos”, que terá como prelectores o professor e ensaísta português Francisco Topa, director da cátedra, a escritora e jornalista Viviane Paulo e o poeta e crítico literário Anelito de Oliveira, ambos brasileiros

A mesa-redonda sobre Agostinho Neto faz parte da programação da terceira Feira Kambansa, que teve início ontem e encerra no dia 18 deste mês, organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Humano Daghobé do Brasil. Segundo o comunicado à imprensa, a palavra “kambansa” significa travessia na língua crioula falada pelo povo da Guiné-Bissau.

Nesta edição que homenageia os 50 anos de Independência dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, amanhã, o evento acolhe a mesa-redonda “Levantados do chão: os 50 anos de independência dos PALOP e a luta dos povos do Sul Global no século XXI por soberania e dignidade humana”, que trará como participantes Maria de Jesus dos Reis, embaixadora de Angola em Portugal, Suaré Baldé, diplomata guineense, Pilar Del Rio, presidente da Fundação José Saramago, e Anelito de Oliveira. O programa de amanhã encerra com tertúlia que envolverá Tony Tcheca, poeta e jornalista guineense, João Fernando André, professor e crítico literário angolano, seguida da homenagem especial ao escritor brasileiro Edu Tolenda, autor do livro “República das Rosas”

A programação destaca a apresentação da colecção literária Infame Ruído, bem como o início das actividades da Inmensa Editorial em Portugal, com o propósito específico de impulsionar a formação de novos leitores e contribuir para a produção de consciência crítica sobre a história em curso.

Entre os 25 autores publicados no ano passado, na referida colecção, constam sete autores dos PALOP, respectivamente os angolanos João Melo e José Luís Mendonça, os moçambicanos Pedro Pereira Lopes e Álvaro Fausto Taruma, a guineense Odete Costa Semedo, o cabo-verdiano José Luís Hopffer C. Almada e a são-tomense Conceição Lima. Também assinam as capas dos livros desses autores dois artistas dos dos PALOP, nomeadamente o guineense Nú Barreto e o angolano Luandino de Carvalho.

No seguimento da agenda, está previsto na quinta-feira, em Lisboa, o lançamento dos livros “República das Rosas”, de Edu Tolenda, e “A habitante”, de Viviane de Santana, assim como obras dos 18 autores brasileiros e 7 africanos de expressão portuguesa, editados na colecção Infame Ruído. Para finalizar, na sexta-feira acontece o encontro, acompanhado de conversas e leituras, denominado “Café a Brasileira”.

A terceira Feira Kambansa teve início ontem com a mesa-redonda “Confluências marginais: as relações entre os países de língua oficial portuguesa ontem, hoje e amanhã”, realizada na Universidade de Coimbra, tendo juntado à mesa do debate o embaixador brasileiro Lauro Moreira, o professor e pesquisador Pires Laranjeira, e o poeta brasileiro Anelito de Oliveira, sob moderação de Bento Monteiro, presidente da Casa de Angola em Coimbra. Katiana Silva – Angola in “Jornal de Angola”