Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 3 de abril de 2026

África - Preços do cacau afundam 65% em apenas dois anos

A Costa do Marfim e o Gana continuam a dominar largamente a produção global, assegurando mais de metade da oferta mundial, seguidos por países como Nigéria e Camarões. Esta concentração geográfica confere à região um papel determinante na formação dos preços internacionais


A evolução recente do preço do cacau nos mercados internacionais tem sido marcada por uma forte correcção, com quedas acumuladas na ordem dos 65% em cerca de dois anos, depois de um período de máximos históricos que alimentou expectativas de escassez prolongada. Depois de um pico de 11.675 USD/ton que aconteceu em Dezembro de 2024, o preço nos mercados internacionais tem vindo a cair até ao mínimo de 2798 USD/Ton em Janeiro deste ano, tendo no I trimestre de 2026 valorizado ligeiramente. Esta inversão reflecte, em primeiro lugar, um ajustamento entre oferta e procura, após um ciclo de forte valorização impulsionado por choques climáticos na África Ocidental e por constrangimentos logísticos globais.

Com a normalização parcial das colheitas, sobretudo na Costa do Marfim, e a reposição de stocks por parte das grandes indústrias transformadoras, os preços começaram a ceder, num movimento também influenciado pela desaceleração do consumo em mercados-chave, como a Europa e EUA, pressionados por inflação e perda de rendimento disponível. A isto junta-se a componente financeira, com investidores a reduzirem posições especulativas em commodities agrícolas, acelerando a trajectória descendente das cotações. É neste contexto de volatilidade que se reafirma a centralidade da África Ocidental no mercado mundial do cacau.

A Costa do Marfim e o Gana continuam a dominar largamente a produção global, assegurando mais de metade da oferta, seguidos por países como Nigéria e Camarões. Esta concentração geográfica confere à região um papel determinante na formação dos preços internacionais, mas também expõe o mercado a ciclos de instabilidade, dado que qualquer perturbação climática ou fitossanitária nestes países tem impacto imediato na oferta global.

Apesar deste domínio africano, começa a desenhar-se uma reconfiguração gradual do mapa produtivo, com a América Latina a ganhar protagonismo. O Equador destaca-se como o principal produtor fora de África, consolidando uma estratégia assente na qualidade, nomeadamente no segmento de cacau fino e de aroma, destinado a nichos premium da indústria do chocolate. Peru, República Dominicana e Colômbia seguem o mesmo caminho, ainda que com volumes mais modestos, mas com maior incorporação de valor. Esta aposta evidencia uma tentativa de fugir à lógica tradicional de exportação de matéria-prima, procurando capturar uma fatia mais significativa da cadeia de valor.

Já a Indonésia, que no passado ocupou posições cimeiras no ranking mundial, enfrenta actualmente uma trajectória mais errática. Continua a ser o maior produtor asiático, mas tem perdido competitividade devido ao envelhecimento das plantações, à menor renovação tecnológica e a problemas de produtividade, factores que têm limitado o seu peso relativo no mercado global.

Apesar da diversidade crescente de produtores, o destino do cacau mantém-se altamente concentrado. A esmagadora maioria da produção mundial é exportada para a Europa, onde se localizam as principais indústrias de transformação e fabrico de chocolate. Este desequilíbrio estrutural evidencia uma clivagem persistente: os países produtores, maioritariamente em África e na América Latina, continuam dependentes da exportação de cacau em bruto, enquanto o valor acrescentado é capturado nas economias industrializadas, perpetuando uma relação desigual numa das cadeias agroindustriais mais relevantes à escala global. Hermenegildo Ferreira – Angola in “Expansão”


quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Libéria – Aumento da produção de cacau fomenta a desflorestação em massa

A produção de cacau está a alimentar o desmatamento ilegal na Libéria, revela nova investigação


A produção de cacau causa um grande impacto ambiental. Agricultores frequentemente desmatam florestas tropicais para plantar novas árvores, causando danos ambientais significativos.

Uma nova investigação da Associação de Iniciativas para o Desenvolvimento Comunitário e Conservação Florestal (IDEF), uma organização sem fins lucrativos da Costa do Marfim, demonstra a grande escala desse desmatamento na Libéria.

O relatório pede que a União Europeia, a maior importadora mundial de cacau, tome medidas.

Por que os produtores estão a voltar-se para a Libéria?

A Costa do Marfim é a maior exportadora mundial de grãos de cacau. Mas décadas de dependência da indústria prejudicaram o meio ambiente. O desmatamento em massa e os fertilizantes químicos enfraqueceram o solo, levando os produtores a procurar outros produtos.

O desmatamento é ilegal pela lei liberiana, mas isso não impediu os produtores de tentarem estabelecer novas plantações de cacau no local. O relatório também mostra que, desde 2020, mais de 38.000 pessoas foram registadas na região de Grand Gedeh, que faz fronteira com a Costa do Marfim.

De acordo com a Global Forest Watch, em 2024, o país perdeu 162.000 hectares de floresta natural.

'A escala do desmatamento é colossal'

O relatório do IDEF constatou níveis "maciços" de desmatamento na Libéria devido à produção de cacau. Somente na região de Grand Gedeh, quase 500.000 hectares de floresta primária foram desmatados e convertidos em plantações de cacau desde 2020.

“A escala do desmatamento é colossal”, afirma o Diretor Executivo do IDEF, Bakary Traoré, num comunicado à imprensa. “Nas localidades que visitámos, todas as famílias haviam cedido áreas florestais que variavam de 50 a 300 hectares, em comparação com 8 ou 10 hectares no nosso relatório anterior, do ano passado.”

O relatório não demonstrou apenas danos ambientais. Os investigadores destacaram a tendência crescente de tráfico de pessoas, exploração e trabalho infantil. Muitos jovens são recrutados para trabalhar na produção de cacau e no desmatamento.

O papel da Europa na indústria

A União Europeia é o maior importador mundial de cacau e um dos principais produtores de chocolate acabado.

Em 2023, a UE criou um novo regulamento de desmatamento (EUDR) para conter o desmatamento. O regulamento proíbe a comercialização europeia de produtos que contribuem para o desmatamento, como café, cacau, borracha, óleo de palma, soja, carne bovina e madeira.

Se efetivamente promulgada, a medida poderia ajudar a conter o desmatamento relacionado ao cacau na região, já que o cacau produzido por meio do desmatamento não seria exportado. No entanto, esse processo foi adiado novamente para dezembro de 2026, o que os autores do relatório consideram "extremamente preocupante".

“Embora a Europa pudesse desempenhar um papel fundamental na salvação dessas florestas e no auxílio a essas comunidades graças às suas regulamentações sobre o desmatamento, ela não está a conseguir fazê-lo devido à sua constante procrastinação”, diz Traoré.

“Enquanto a Europa hesita e continua adiando a implementação da sua lei, não haverá mais florestas na Libéria e será tarde demais.” Euronews.green


quarta-feira, 5 de junho de 2024

Gana - Exportações de cacau afundam nos primeiros 4 meses do ano

A produção de cacau do Gana, o segundo maior produtor mundial, caiu de um máximo histórico de mais de 1 milhão de toneladas na época agrícola de 2020/2021, para uma produção até 580 mil toneladas na actual campanha


As receitas das exportações de cacau do Gana caíram 49%, para 599,3 milhões USD, nos primeiros quatro meses do ano, comparativamente ao período homólogo de 2023, revelam os dados do Banco do Gana, que mostram uma queda sem precedentes na produção de cacau, na época agrícola 2023/2024.

O tombo nas receitas de exportação do segundo maior produtor de cacau, a seguir à Costa do Marfim, o principal produtor mundial, ocorre num contexto de preços em alta desta matéria-prima. No espaço de um ano, que vai de 22 de Maio de 2023 a 28 de Maio de 2024, o preço subiu 148%, segundo dados da plataforma Trading Economics, passando de 3287,9 USD a tonelada para 8151,5 USD, embora o pico na valorização do cacau se tenha registado a 19 de Abril, quando a tonelada atingiu os 12606,1 USD.

O aumento dos preços do cacau no mercado internacional é resultado de um declínio na produção dos dois principais produtores, como confirmam os dados da produção do Gana e da Costa do Marfim. Nos restantes seis principais produtores - Equador, Camarões, Nigéria, Indonésia, Brasil e Papua Nova Guiné - a produção manteve-se estável, de acordo com os dados da Statista, que poderão ser revistos em baixa na época agrícola 2023/2024, após os deslizamentos de terras na Papua Nova Guiné, que esta semana soterraram mais de 2000 pessoas.

A produção do Gana, segundo o jornal The Accra Times, caiu de um máximo histórico de mais de 1 milhão de toneladas na época agrícola de 2020/2021, para uma produção estimada entre 492000 toneladas e 580000 toneladas na temporada 2023/2024. A queda significativa na produção de cacau e nas receitas de exportação é uma das razões para a desvalorização da moeda nacional, o cedi, em 14,6% no mercado interbancário e mais de 19% no mercado retalhista desde o início do ano, refere ainda o jornal.

Ameaça do contrabando e mineração ilegal

Numa declaração datada de 12 de Janeiro de 2024, o Conselho do Cacau do Gana invoca o "desenfreado e inabalável contrabando de cacau para os vizinhos Costa do Marfim e Togo", como a principal razão para o declínio na produção. Aponta ainda a ameaça da mineração ilegal em pequena escala, que causa estragos na paisagem cacaueira do Gana, num contexto em que as alterações climáticas agravam ainda mais a situação.

As secas deixaram as árvores ressecadas, enquanto a chuva excessiva criou condições favoráveis para o surgimento de doenças fúngicas, como o Swollen Shoot, um vírus devastador que se espalha rapidamente pelas plantações e florestas.

O declínio na produção de cacau do Gana começou na época agrícola 2021/2022, quando caiu para as 683 toneladas, tendo vindo a diminuir todos os anos desde então, como mostram os dados da Statista. Na época agrícola de 2022/2023, ficou-se pelas 654 toneladas e na presente campanha não deverá ultrapassar as 580 toneladas.

Já a Costa do Marfim, que assegura 40% da produção mundial, registou ligeiras oscilações na produção desde a campanha de 2020/2021 (2248 toneladas), iniciando uma curva descendente acentuada na presente época agrícola, o que se tem vindo a reflectir na escassez de produto no mercado mundial. Em 2021/2022, a produção de cacau caiu para as 2121 toneladas, recuperou em 2022/2023 para as 2241 toneladas, precipitando-se na actual campanha para uma produção estimada de 1800 toneladas. Segundo a Standard & Poor tem havido tensões entre os produtores e intervenientes internacionais no sector do cacau e do chocolate. Os reguladores do cacau da Costa do Marfim e do Gana boicotaram uma reunião da indústria em Outubro de 2022, devido a uma disputa de preços. Os dois países procuram apoio para proporcionar aos produtores um rendimento digno e estão em curso negociações com compradores internacionais, refere a agência de notação financeira. Isabel Bordalo – Angola in “Expansão”


sábado, 8 de outubro de 2022

Cabo Verde - Indira Rocha lança single “Fénix” com participação de beatmaker da Costa do Marfim

A nova música da rapper praiense surge dez meses após o lançamento do tema "Nôs k Nôs"

“Fénix”, o novo single de Indira Rocha, estreou nesta sexta-feira, 07, nas plataformas digitais. O tema conta com a participação do beatmaker Momo Wang da Costa do Marfim.

Assim como o pássaro da mitologia grega que renasce das cinzas e que simboliza a resistência e principalmente a resiliência, “o single Fénix tem como objetivo transmitir estímulo e perseverança de modo a não ficarmos reféns de quem não conhece a nossa história, mostra os caminhos que trilhamos para alcançar aquilo que tanto almejamos”, diz um comunicado da produtora Harmonia.

“A letra do single Fénix vem na sequência da necessidade de trazer uma mensagem, não só para expor o que eu já vivenciei e como consegui dar à volta a situação. Mas, também trazer uma crítica ao que se passa, para que este single sirva de amuleto para outras pessoas. Este tema, evidencia a necessidade de se tornar uma Fénix e renascer quantas vezes for preciso. Representa um salto há muito predestinado, com toda a intensidade do HIP-HOP com traços do afro beat, ambos estilos que me fascinam pelo seu ecletismo na sua conceção. Acredito que é um single que contagia de imediato, seduz com provocação e despe-se em sucessivas audições”, diz Indira Rocha no mesmo comunicado.

A artista santiaguense começou a carreira com o single Gato Loja, seguido de Bersu di Iluzon. O seu primeiro EP denominado “Mil Paus”, composto por seis temas, foi lançado em julho de 2021. In “Balai Cabo Verde” – Cabo Verde


sexta-feira, 30 de abril de 2021

Costa do Marfim - Número de elefantes cai para metade e coloca espécie à beira da extinção

O número de elefantes na Costa do Marfim diminuiu para metade em menos de 30 anos, sobrando agora apenas cerca de 500 destes animais emblemáticos do país, anunciou esta quarta-feira (28) o Ministério da Água e das Florestas

Os elefantes, emblemas da Costa do Marfim, estão à beira da extinção neste país da África Ocidental: o seu número diminuiu para metade em 30 anos, sob os efeitos combinados da desflorestação e da caça furtiva, anunciou o Ministério da Água e das Florestas da Costa do Marfim.

“A nossa vida selvagem está em perigo, 208 espécies estão à beira da extinção; a população de elefantes tem diminuído ao longo dos últimos 30 anos, passámos de 1100 animais em 1990 para menos de 500 hoje”, disse à AFP o vice-chefe de gabinete no Ministério da Água e Florestas, coronel Marcial Kouame. “A população de paquidermes era de 100 mil na década de 1960”, quando a Costa do Marfim tinha 16 milhões de hectares de floresta, acrescentou o responsável.

A desflorestação associada ao cultivo do cacau reduziu a cobertura florestal para dois milhões de hectares em meio século, o que representa uma diminuição de quase 90%, e “pôs em perigo os últimos refúgios destes elefantes”, apontou o responsável da Costa do Marfim, o maior produtor de cacau do mundo, com uma quota de mercado de 40%.

A sobrevivência dos elefantes, que dão a alcunha à seleção nacional de futebol, é também ameaçada pela caça furtiva, bem como pelo crescimento da população e pela urbanização rápida. In “Milénio Stadium” – Canadá com “AFP”


quinta-feira, 24 de outubro de 2019

CPLP - Países observadores podem vir a financiar cooperação nos Estados-membros




Lisboa - O secretário-executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) disse, em Lisboa, que os países observadores associados da organização podem vir a financiar projetos de cooperação, assunto a decidir na cimeira de 2020 em Luanda.

"Tendo em conta o número crescente de países observadores associados da CPLP, nós estamos num processo de reflexão sobre a melhor forma de aproveitar todas as potencialidades e de criar sinergias entre os países observadores e a CPLP", afirmou o embaixador Francisco Ribeiro Telles, em declarações à imprensa, à margem de um debate, na Sociedade de Geografia, sobre o futuro da organização.

Segundo o diplomata, neste contexto, "uma das ideias que está em cima da mesa é que projetos de cooperação que envolvam os Estados-membros da CPLP possam vir a ter o financiamento de países observadores".

"Portanto, agora há que partir pedra e ver quais são os projetos que interessam à CPLP e quais os que interessam aos países observadores", comentou.

Francisco Ribeiro Telles recordou que já houve uma reunião com os países observadores, este ano, na qual foi debatido o assunto, e adiantou que haverá uma outra, ainda antes do final de 2019, provavelmente em novembro, para continuar aquilo a que chamou "processo de reflexão".

Nesta próxima reunião, o diplomata admitiu que "podem ser dados passos importantes para que na cimeira de Luanda possa haver uma decisão naquele sentido".

Durante o debate que hoje decorreu em Lisboa sobre "CPLP -- Que presente e que futuro", na sua intervenção, o secretário-executivo referiu que já foram aprovadas também as candidaturas do Peru, Roménia, Grécia, Qatar e Costa do Marfim que, desta forma em breve poderão fazer parte daquele grupo, logo que sejam "sancionadas na cimeira de chefes de Estado e de Governo", a decorrer em Luanda, capital de Angola, em 2020.

Também os Estados Unidos da América apresentaram recentemente o pedido para serem observadores associados da organização lusófona.

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa contava em 2014 com três observadores associados, lembrou Ribeiro Telles, na sua intervenção, em que adiantou que havia "várias ideias a germinarem ao nível dos Estados-membros da CPLP" sobre como se encaixar os países observadores na organização.

Na mesma, considerou ainda que a tendência "era cada vez mais para que países observadores possam vir a financiar ou a colaborar em projetos de cooperação nos Estados-membros da CPLP".

A CPLP é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Atualmente, são observadores associados 18 países e uma organização internacional (Organização dos Estados Ibero-Americanos). In “Sapo Timor-Leste”

sábado, 3 de março de 2018

Costa do Marfim – Acordo de cooperação com Portugal no combate à pirataria no Golfo da Guiné

O acordo foi alcançado numa reunião entre os ministros da Defesa de ambos os países, em Abidjan, capital da Costa do Marfim



Portugal e a Costa do Marfim estabeleceram um acordo que prevê a cooperação entre os dois países no combate à pirataria no Golfo da Guiné, ao terrorismo e à criminalidade transnacional. O acordo foi alcançado num encontro recente em Abidjan, na Costa do Marfim, que reuniu o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, e Hamed Bakayoko, o ministro da Defesa costa-marfinense.

De acordo com o Ministério da Defesa, os dois governantes debateram ainda “as oportunidades de cooperação, incluindo a negociação de um Acordo de Defesa, a partilha de experiências, a formação e a realização de exercícios conjuntos”, bem como “a possibilidade de aquisição de capacidades militares por parte da Costa do Marfim”.

A fragata portuguesa Álvares Cabral esteve na Costa do Marfim “para desenvolver acções de treino e de cooperação com a Marinha deste país, promovendo a cooperação e interoperabilidade com forças congéneres”, segundo informa a Marinha.

A visita da fragata portuguesa inseriu-se no âmbito “da missão Iniciativa Mar Aberto, que tem como principal objectivo contribuir para o esforço internacional de capacitação dos países do Golfo da Guiné em matéria de segurança marítima e combate às actividades ilícitas no mar”, esclarece a Marinha. In “Jornal da Economia do Mar” - Portugal

domingo, 26 de junho de 2016

Costa do Marfim - Português entra no currículo escolar do próximo ano letivo

Foto: Clara Azevedo
O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Costa do Marfim, Abdallah Albert Toikeusse Mabri, presidiram à segunda sessão da comissão bilateral luso-marfinense, na qual foram abordadas preocupações bilaterais, regionais e internacionais de interesse comum.

Portugal e Costa do Marfim referiram o grande interesse em continuar a aprofundar a colaboração no domínio da língua e cultura do ensino superior, com destaque para a adoção do português como língua estrangeira de opção curricular no sistema educativo do país africano a partir do ano escolar 2016/17.

O projeto integra a oferta de cursos de nível universitário de língua portuguesa na Universidade de Cocody, em Abidjan, e conta com o apoio do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.

Além disso, concordaram sobre o interesse do projeto-piloto de oferta de cursos de aprendizagem de língua portuguesa nas escolas marfinenses de nível secundário.

O Ministro marfinense afirmou também a intenção de o seu país integrar a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na qualidade de observador associado.

Interesse mútuo

Os Ministros dos dois países abordaram também questões de interesse mútuo em temas como negócios estrangeiros, economia, indústria, transportes, promoção de investimentos e comércio e foi discutida a oportunidade de empresas portuguesas poderem aproveitar e otimizar o elevado potencial de criação de emprego que derivará do conjunto dos projetos estruturantes que a Costa do Marfim quer implementar.

O conhecimento das empresas portuguesas no domínio das obras públicas, gestão de água, energia, turismo, agroindústria, saúde e das tecnologias de informação é visto como útil à concretização dos objetivos de desenvolvimento e crescimento económico fixados no Plano Nacional de Desenvolvimento 2016-2020 da Costa do Marfim.

Os dois Ministros dos Negócios Estrangeiros saudaram a importância dos acordos assinados e das decisões tomadas no quadro do reforço da cooperação em diversos domínios.

A terceira comissão bilateral terá lugar na Costa do Marfim, dentro de dois anos, em data ainda a definir. Ministério de Negócios Estrangeiros - Portugal

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Costa do Marfim – Comércio da manga com novas perspectivas

Maersk Container Industry vê “revolução” no comércio de manga

Um teste mostrou como o comércio da fruta pode ser ampliado com a utilização de contêineres especiais que colocam a fruta em hibernação.

Um teste recente na Costa do Marfim mostrou como o comércio de mangas da África Ocidental pode ser ampliado com a utilização de contêineres especiais que colocam a fruta em hibernação. Agricultores na Costa do Marfim lidam com um período de colheita da manga curto, conforme a fruta amadurece.

Segundo o gerente de contêineres Mathew Shed, da companhia de navegação especializada Africa Express Line (AEL), por um período de quatro a seis semanas, em abril e maio, o país é inundado de mangas boas, mas isso acaba repentinamente, quando a estação de chuvas começa. “A partir daí, a manga começa a se estragar”, diz.

Shed explica que a companhia foi consultada em abril pela Eolis, uma empresa de logística da CF, que solicitou uma solução inteligente, para manter as frutas deliciosas e comercializáveis por um período mais longo. A solução encontrada foi a utilização de contêineres frigoríficos especiais. Com a rápida ajuda de uma empresa de leasing de contêineres e um depósito de contêineres em Antuérpia, Bélgica, contêineres Star Cool foram adaptados para trabalhar com atmosfera controlada e enviados para a Costa do Marfim. Os contêineres frigoríficos Star Cool CA ajustam os níveis de O2 e CO2, que mantêm a respiração da fruta e o amadurecimento sob controle.

“Sabíamos como o Star Cool CA prolonga a vida de bananas e abacates armazenados. As mangas têm taxas de respiração similares, de forma que o sucesso do teste com a manga não foi realmente uma grande surpresa”, diz Mathew.

Para Anders G. Holm, da Maersk Container Industry, a fabricante do Star Cool CA, está entusiasmado. Segundo ele, as capacidades combinadas em toda a cadeia de logística pode preservar os alimentos e ampliar os negócios. “Eu iria mais longe e afirmaria que isso se tornou a revolução da manga”, completa. In “Guia Marítimo” - Brasil