Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Guiné Equatorial - A ONG Eticultura apresenta a sua primeira peça teatral inclusiva para crianças com deficiência auditiva

Com esta atividade, a Eticultura comemorou o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência



O coletivo Eticultura encerrou nesta quinta-feira sua turnê teatral sobre a inclusão social de pessoas com deficiência na cidade de Malabo. A turnê, que incluiu palestras de consciencialização e atividades envolvendo pessoas com e sem deficiência, aconteceu em centros educacionais como parte das comemorações do Dia Mundial da Pessoa com Deficiência, celebrado em 3 de dezembro.

A fase final aconteceu no Centro Virgen María de África, em Malabo, onde, pela primeira vez, o grupo, através dos seus alunos, apresentou uma peça inclusiva com crianças com deficiência auditiva e crianças sem deficiência. A mensagem da apresentação centrou-se no esforço que a sociedade deve fazer para aprender a língua gestual, uma vez que esta permite uma melhor comunicação com o grupo minoritário que sofre de deficiência auditiva.

Durante a reunião, foram abordados aspectos importantes como cumprimentos e o alfabeto em língua gestual. "Precisamos aprender todos os dias, porque trabalhamos por uma sociedade mais inclusiva", disse o representante do grupo.

O centro Virgen María de África, um dos primeiros a implementar estratégias de inclusão social através da educação especial, expressou a sua gratidão ao grupo por esta iniciativa. Feliciano Ava – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


quarta-feira, 16 de abril de 2025

Cabo Verde – Associação Colmeia celebra 11 anos a lutar pela inclusão de crianças e jovens com deficiência

Cidade da Praia - A associação Colmeia celebrou hoje 11 anos de existência ao serviço da inclusão social de crianças, adolescentes e jovens com deficiência, reforçando o apelo à criação de um serviço nacional de intervenção precoce e mais apoios sociais.



Em entrevista à imprensa, a presidente da associação, Isabel Moniz, enfatizou a importância de um serviço de intervenção precoce em Cabo Verde.

Embora existam especialistas no país, a presidente da Colmeia sublinhou que a falta de uma estrutura organizada impede um acompanhamento eficaz desde a infância.

Segundo Isabel Moniz, a Colmeia acompanha quase 800 crianças, adolescentes e jovens, oferecendo apoio a toda família, incluindo transportes para o atendimento, um esforço essencial para as famílias com poucos recursos.

A fonoaudióloga Jocilene Fortes, que integra a equipa da Colmeia há mais de um ano, destacou a importância do trabalho realizado, lembrando que muitas das crianças chegam até à associação com diagnósticos, como autismo, paralisia cerebral ou hiperatividade, “criam novas habilidades e ganham autonomia”.

“O maior ganho da Colmeia é o esforço e trabalho em equipa é ver o sorriso das crianças e das famílias. A comunicação melhora, o comportamento melhora até o rendimento escolar aumenta”, explicou.

Antónia Amado e Manuela Barbosa expressaram a sua gratidão pela evolução dos seus familiares que frequentam a associação.

“É evidente que o apoio recebido tem sido fundamental para o desenvolvimento e autonomia”, concluíram.

A cerimónia contou com testemunhos de parceiros, familiares e beneficiários da Colmeia.

Houve também exposição e vendas dos trabalhos artísticos desenvolvidos pelos formandos do programa “Oficinas Temáticas”, que inclui áreas como pintura, costura e artesanatos. In “Inforpress” – Cabo Verde   


segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Assinatura de Memorando de Entendimento com a Associação de Deficientes de Timor-Leste

Foi firmado, dia 27 de outubro, um Memorando de Entendimento entre o Projeto "Parceria para o Reforço da Governação Urbana, Inclusão Social e Promoção do Empreendedorismo em Díli, Timor-Leste", sob coordenação da UCCLA, e a Associação de Deficientes de Timor-Leste (ADTL).


O Memorando foi assinado nas instalações da ADTL, na cidade de Díli, e contou com a presença do diretor executivo, Cesário da Silva, membros da direção associativa, adjunto da Autoridade Municipal de Díli, Octávio do Amaral Vieira, responsáveis do parceiro Câmara Municipal de Lisboa, Ivo Silva e Sara Gonçalves, gestora de programa da União Europeia em Timor-Leste, Dulce Gusmão, representante da Embaixada de Portugal em Díli, Jessica Bastos, dirigentes e funcionários da Autoridade Municipal de Díli e elementos da equipa local de projeto.

Este Acordo prevê, ainda em 2023 e ao longo do ano de 2024, a realização de sessões formativas em língua portuguesa, iniciação à informática e comunicação através das redes sociais, desenvolvimento de capacidades empreendedoras e promoção da acessibilidade em espaços públicos.

Por esta ocasião, foram disponibilizados à associação 23 tablets que muito contribuirão no auxílio às formações previstas com início a 10 de novembro de 2023 e sempre à sexta-feira.

O Projeto "Parceria para o Reforço da Governação Urbana, Inclusão Social e Promoção do Empreendedorismo em Díli, Timor-Leste", iniciado em maio de 2022 e com uma duração de 36 meses, conta com o importante apoio financeiro da União Europeia e tem na sua execução a Autoridade Municipal de Díli, a UCCLA e a Câmara Municipal de Lisboa. UCCLA


terça-feira, 7 de junho de 2022

Timor-Leste – Formalizado acordo para “Bolsa da Mãe-Nova Geração”


Díli – O Ministério da Solidariedade Social e Inclusão (MSSI) e o Ministério da Saúde assinaram o acordo para o programa “Bolsa da Mãe-Nova Geração”, com um orçamento de 6,9 milhões de dólares americanos.

A Ministra da Solidariedade e Inclusão, Armanda Berta dos Santos, afirmou que o programa vai ser implementado em Ainaro, Bobonaro e na Região Administrativa Especial de Oé-Cusse Ambeno (RAEOA) e beneficiará 27432 mães.

Segundo a ministra, o programa visa reduzir a má nutrição e pobreza em Timor-Leste, tendo como alvo mulheres grávidas e crianças até aos dois anos.

“Vamos iniciar o registo dos beneficiários no próximo dia 17 de junho e posteriormente procederemos ao pagamento”, afirmou a governante, à margem da assinatura do acordo, em Caicoli, Díli.

Segundo a ministra, durante a gravidez, a mulher recebe 15 dólares mensais e após o parto o subsídio é de 20 dólares por mês durante dois anos.

“Se o filho nascer com deficiência, o subsídio sobe de 20 dólares para 30 por mês”, acrescentou.

Armanda Berta frisou ainda que, após a implementação desta iniciativa nos três municípios e de acordo com o plano, o ministério quer estender o programa aos outros municípios.

O Diretor-geral da Administração e Finanças do MSSI, Rui Exposto, adiantou que o subsídio vai poder ser levantado no Banco Nacional de Comércio de Timor-Leste (BNCTL) ou nas lojas da Telkomcel.

Já a Ministra da Saúde, Odete Belo, que a Bolsa da Mãe-Nova Geração permite que as grávidas sejam acompanhadas no centro de saúde.

“A maioria das mulheres, durante a gestação, só vai ao centro de saúde uma vez e opta por dar à luz em casa. Este programa pretende ajudar as grávidas a receberem tratamento pré-natal completo oito vezes”, disse.

Recorde-se que o Conselho de Ministros tinha aprovado o programa em causa, em fevereiro de 2021, apresentado pela Ministra da Solidariedade e Inclusão, Armanda Berta dos Santos. Isaura de Deus – Timor-Leste in “Tatoli”  


 

sábado, 7 de maio de 2022

UCCLA – Coordena projeto entre as cidades de Lisboa e de Díli

Teve início, dia 1 de maio, o projeto “Parceria para o Reforço da Governação Urbana, Inclusão Social e Promoção do Empreendedorismo em Díli, Timor-Leste”, uma ação inserida no Programa da Comissão Europeia “Autoridades Locais: Parcerias para cidades sustentáveis”, com a finalidade de fortalecer as autoridades locais pela promoção da cooperação descentralizada, envolvendo autoridades locais de países europeus parceiros, em sintonia com a Agenda para o Desenvolvimento Sustentável 2030.

Ficha sumária do projeto:

Objetivos:

Geral: promover o desenvolvimento urbano integrado, sustentável e inclusivo de Díli.

Específico: reforço da gestão e da prestação de serviços municipais de mobilidade urbana acessíveis, empreendedorismo, emprego e planeamento urbano, em conformidade com os requisitos da modernização administrativa.

Beneficiários:

Diretos: Autoridade Municipal de Díli; organizações da sociedade civil, em particular de mulheres e jovens; comunidades e grupos tendencialmente frágeis; instituições de ensino e formação profissional; autoridades e administrações municipais no contexto alargado da administração territorial de Timor-Leste.

Indiretos: população do município de Díli.

Realizações esperadas:

- Melhoria das capacidades do pessoal municipal para desempenhar as suas funções administrativas, de gestão e técnicas, incluindo em matéria de planeamento urbano;

- Aumentar a disponibilidade de experiências-piloto promovendo a melhoria dos espaços públicos com vista a reforçar a proteção, segurança e mobilidade dos cidadãos;

- Aumentar a capacidade do município de Díli para fornecer serviços de apoio ao empreendedorismo, ao emprego, às PME e aos desempregados;

- Melhoria do acesso dos cidadãos aos serviços e informações do município de Díli.

Duração:

36 meses, de maio de 2022 a abril de 2025.



 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Cabo Verde - Apresenta plano que prevê valorizar ativos como Amílcar Cabral e Cesária Évora


Cabo Verde apresentou um plano que prevê a erradicação da pobreza extrema e redução da pobreza absoluta e valorizar ativos como Amílcar Cabral, Cesária Évora, o desporto e patrimónios mundiais com o morna e Cidade Velha.

O segundo Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável (PEDS) 2022–2026 foi apresentado pelo diretor nacional do Planeamento do Ministério das Finanças, Gilson Pina, que começou por lamentar “alguns percalços” na implementação do primeiro plano (2017–2021), nomeadamente devido à pandemia de covid-19.

Mesmo assim, disse que o exercício que agora terminou conseguiu transformar a economia cabo-verdiana e integrar os objetivos do país com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos pelas Nações Unidas até 2030, e alinhar os principais atores de desenvolvimento do arquipélago.

O plano que agora vai começar a ser executado, prosseguiu o mesmo responsável, não vai romper com o anterior, mas prevê uma “nova abordagem”, que vai dar protagonismo a todos os setores, tendo 10 grandes marcas, entre elas a exploração das potencialidades de cada ilha e região.

Neste sentido, informou que ainda este mês está prevista a realização de um workshop para fazer o levantamento de todas as potencialidades que cada ilha tem para o desenvolvimento do país.

O exercício prevê igualmente valorizar ativos como o líder histórico da independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde, Amílcar Cabral, a falecida cantora Cesária Évora, o desporto, as reservas naturais da biosfera e os patrimónios mundiais, a Cidade Velha (material) e morna (imaterial).

“Nós temos Amílcar Cabral, um ativo internacional, nós temos de saber como é que o nome, o papel que teve no desígnio internacional vai trazer para o desenvolvimento sustentável de Cabo Verde”, afirmou Gilson de Pina.

A informação foi avançada num ano em que a Fundação Amílcar Cabral prevê entregar os escritos do patrono ao programa “Memória do Mundo” da UNESCO e está a preparar a celebração do centenário do seu nascimento, com o ponto alto em setembro de 2024.

“O que é que isto pode permitir alavancar o processo de desenvolvimento sustentável de Cabo Verde, sobretudo, trazer mais turismo”, prosseguiu o diretor, indicando que o PEDS II não vai repetir o “erro” do plano anterior, que não acautelou os riscos, como aconteceu com a covid-19.

Erradicação da pobreza extrema, que afeta atualmente 115 mil pessoas, e redução da pobreza absoluta, aposta nos jovens, diversificação da economia, inclusão social, segurança e justiça efetiva, gestão territorial, boa governação e melhoria da qualidade nas ilhas, cidades, vilas e localidades são os principais objetivos do plano.

O documento, ainda segundo Gilson Pina, vai dar uma centralidade à diáspora cabo-verdiana e garante alinhamento com o programa do Governo de Cabo Verde para a atual legislatura (2021–2026).

O PEDS II foi apresentado em público após ser aprovado em Conselho de Ministros em janeiro, prevendo a elaboração de mais documentos e atividades de promoção, no país e na diáspora, entre eles um Fórum de Investimentos, no Sal, tudo orçado em 104 milhões de escudos (947 mil euros).

Na sua intervenção no âmbito da apresentação, a coordenadora residente do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde, Ana Graça, sublinhou a “responsabilidade imensa” do PEDS II, que em tempos de crise pretende concretizar a visão do país para o médio e longo prazo.

Pedindo união para minimizar os impactos da pandemia de covid-19, a responsável destacou o “planeamento inclusivo, disruptivo e inovador” do exercício que agora vai começar e reiterou o compromisso das Nações Unidas para continuar a mobilizar recursos, parcerias e conhecimentos para o PEDS II caminhar rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Futuro

O primeiro-ministro cabo-verdiano considerou que o Plano 2022–2026 é muito mais do que um exercício de planeamento, mas sim uma orientação e um “compromisso geracional com o futuro”.

“Um instrumento de alinhamento e mobilização do Governo, dos municípios, das empresas, das organizações da sociedade civil e dos parceiros para o desenvolvimento sustentável”, considerou Ulisses Correia e Silva, na sua intervenção, na cidade da Praia, durante o ato público de apresentação do documento.

Segundo o chefe do Governo, o PEDS I (2017–2021) foi executado num contexto difícil de três anos consecutivos de seca severa e dois anos de crise sanitária, económica e social provocada pela pandemia de covid-19.

“Cabo Verde foi colocado à prova, resistiu, lutou e hoje estamos a controlar a pandemia e a estabilizar e relançar a economia”, sublinhou, entendendo que o PEDS II foi concebido para consolidar a estratégia de desenvolvimento sustentável em curso e acelerar transformações estruturais que tornem o país mais resiliente e menos vulnerável a choques externos.

“A orientação é para o futuro, movido pela ambição de atingir os ODS [Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em 2030]”, referiu Correia e Silva, traçando ainda como prioridade posicionar Cabo Verde como um país seguro do ponto de vista sanitário e com bom sistema de saúde.

Acelerar o crescimento económico, garantir a coesão social e territorial, acelerar a transição energética, diversificar a economia e aumentar o potencial de crescimento económico foram os outros objetivos apontados pelo chefe do Governo.

Numa apresentação que contou com a maior parte do elenco governamental, entidades nacionais, do setor público e privado, e do corpo diplomático, o primeiro-ministro chamou ainda a atenção para a importância da educação, formação e “atitude desenvolvimentista”.

“O capital humano é o motor de qualquer processo de desenvolvimento. E não é apenas uma questão de acesso e qualidade de educação e de qualificação, mais de atitude”, frisou, entendendo que o maior desafio que o país enfrenta é o compromisso com as gerações futuras. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”


 

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Cabo Verde - Técnicos portugueses “impressionados” com condições do Centro Nacional Ortopédico e de Reeducação Funcional

Cidade da Praia – Uma delegação do Gabinete de Estratégica e Planeamento do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social de Portugal mostrou-se “bem impressionada” com as condições de funcionamento do Centro Nacional Ortopédico e de Reeducação Funcional de Cabo Verde.

A afirmação é do porta-voz do grupo, Hugo Curado, durante uma visita que a delegação portuguesa efectuou na manhã de hoje ao Centro Nacional Ortopédico e de Reeducação Funcional de Cabo Verde (Cenorf)

A visita, explicou, vem na sequência do seguimento que normalmente o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social de Portugal, que tem “uma parceria já longa” com o ministério homólogo de Cabo Verde, o Ministério da Família e Inclusão Social, faz para se inteirar do andamento dos projectos que financia.

“Nós financiamos e apoiamos um conjunto diversificado de projectos, de intervenções, uma das quais foi aqui o Cenorf, cuja remodelação e melhoria das acessibilidades foi co-financiada pelo nosso ministério no âmbito dessa cooperação”, disse.

Para a delegação portuguesa, afirmou, é “muito importante” poder testemunhar de forma mais directa todas as melhorias que foram feitas no edifício que, de facto, permitem às pessoas e aos utentes do centro terem o direito à mobilidade, acessibilidades e a acesso a cuidados de reabilitação física garantidos.

“Para nós é muito gratificante saber que no âmbito desta parceria que temos com os nossos colegas cabo-verdianos é possível criar melhores condições e, sobretudo, proteger, garantir e salvaguardar os direitos das pessoas com deficiência em Cabo Verde. Ficamos muito bem impressionados com as condições aqui no CENORF”, frisou.

Hugo Curado disse ainda que quem conheceu o espaço anteriormente terá a “inequívoca sensação” de que houve melhorias “muito substanciais”, que permitem que as pessoas tenham uma utilização do espaço com “mais autonomia e mais independência”.

Este porta-voz acrescentou que 2021 marca o fim de um período de programação, que começou em 2018, e que, portanto, vai-se iniciar, em 2022, um novo ciclo de programação.

“Creio que é do interesse de ambas as partes dar continuidade a essa parceria que tem sido bem-sucedida”, desejou.

Nesta nova fase, Hugo Curado ressaltou que, basicamente, os grandes objectivos manter-se-ão, os quais passam por trabalhar primeiro nas áreas de intervenção comuns dos dois ministérios, nomeadamente a protecção social, a inclusão social e também a área do trabalho, que é uma área que ambos os ministérios tutelam.

Por outro lado, sintetizou, a ideia é continuar com o apoio a um conjunto de projectos de luta contra a pobreza, de respostas sociais, projectos de desenvolvimento sócio comunitário, que são implementados no terreno por organizações da sociedade civil de Cabo Verde.

“Isso é também uma filosofia de actuação que o nosso ministério vai manter e acho que é a melhor resposta que se pode dar”, precisou a mesma fonte.

Nuno Curado mencionou ainda uma outra vertente de intervenção que se relaciona com “toda a capacitação institucional, a troca de experiências entre ambos os ministérios nas suas áreas de intervenção comuns”, para formar quadros dos ministérios, para haver intercâmbios e troca de experiências para melhorar as medidas e políticas de Cabo Verde nesta área. In “Inforpress” – Cabo Verde

 

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Cabo Verde – Projecto social “Caravana: vamos cuidar da pessoa idosa” tem financiamento da União Europeia

 

Um projecto do Governo cabo-verdiano financiado pela União Europeia (UE) com 2,5 milhões de escudos (22,5 mil euros) vai permitir fortalecer a rede de cuidados sociais na ilha de Santiago, beneficiando quase 200 idosos.

De acordo com informação disponibilizada pela representação diplomática da União Europeia na Praia, o projecto “Caravana: vamos cuidar da pessoa idosa”, arrancou oficialmente na passada segunda-feira, sendo implementado em parceria com o Ministério da Família e Inclusão Social de Cabo Verde.

“Esta iniciativa surgiu em decorrência da situação de crise agravada pela pandemia da covid-19 como uma oportunidade para criar resiliência, principalmente nas pessoas em situação de vulnerabilidade, contribuindo para melhoria da sua condição de vida e da sua autonomia”, explicou a representação da União Europeia.

Nesta primeira fase, o projecto vai ser implementado em todos os municípios da ilha de Santiago, beneficiando diretamente 50 cuidadores e um total de 198 idosos.

“Assim, será reforçada a rede de cuidados em nove municípios, com equipamentos e artigos como luvas esterilizadas, tensímetros digitais de braço, andarilhos, canadianas, cadeiras de rodas manuais e outros, destinados aos cuidados de higiene, de saúde e de protecção para os idosos em situação de dependência”, acrescentou.

Segundo dados oficiais, os idosos representam 6% da população de Cabo Verde, dos quais 4,9% vivem isolados e 10,8% com outro idoso. In “O Século de Joanesburgo” – África do Sul


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Timor-Leste - Sistema de segurança social timorense ainda carece de condições

Díli – A ministra da Solidariedade Social e da Inclusão timorense admitiu hoje que o sistema de segurança social do país continua a carecer de condições técnicas, administrativas e políticas para a implementação plena.

“Não basta aprovar legislação. É preciso criar condições para a sua implementação”, disse Armanda Berta dos Santos, no arranque de um seminário, em Díli.

“A qualidade do sistema financeiro da segurança social, incluindo o processo orçamental, execução orçamental e contabilidade, é fundamental para assegurar transparência, sustentabilidade e confiança no sistema”, sublinhou.

Sob o tema “Próximos passos para o futuro da Segurança Social em Timor-Leste”, o seminário foi promovido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Ministério da Segurança Social e Inclusão (MSSI) e o Instituto Nacional da Segurança Social timorenses.

O encontro, a que se seguirá uma ação de formação, é apoiado pela cooperação portuguesa e financiado pelo MSSI e pela Segurança Social portuguesa contando, entre outras, com a intervenção da presidente do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social português, Teresa Fernandes.

Berta dos Santos lembrou que o direito à proteção social está garantido na Constituição e que a segurança social “desempenha um papel fundamental na proteção e garantia da dignidade das pessoas”, permitindo às famílias ter acesso a rendimento quando não há trabalho.

“A segurança social tem um efeito importante na economia, assegura a circulação de dinheiro, mantém o nível de consumo, renova o quadro de pessoal e melhora a motivação e produtividade dos trabalhadores, essencial para a atividade das empresas”, considerou.

Apesar de já estar a funcionar, o ainda jovem sistema de segurança social timorense continua a apostar na formação técnica de quadros e na melhoria dos aspetos técnicos do fluxo financeiro, um dos aspetos centrais da formação técnica que decorre esta semana.

A criação do sistema representou ainda uma “nova realidade” no processo orçamental em Timor-Leste, introduzindo um orçamento próprio e um orçamento de gestão autónoma, disse.

“O dinheiro da segurança social não pode ser considerado ‘dinheiro do Estado’, mas sim dinheiro dos contribuintes do sistema, entregue à confiança da segurança social que o gere, com o objetivo único de assegurar a proteção social no futuro para os contribuintes e as suas famílias”, sublinhou Berta dos Santos.

Um debate que se centra, entre outros aspetos, na relação entre o orçamento da Segurança Social e o Orçamento do Estado, disse.

Já para o coordenador residente da ONU em Timor-Leste, Roy Trivedy, a segurança social está entre os direitos universais, sendo parte integrante da “abordagem do trabalho digno”.

“Há um consenso global de que o sistema de segurança social universal não só melhora a resiliência do individuo, mas reforça a coesão e resiliência da sociedade, condição prévia para a estabilidade social, o crescimento económico e o desenvolvimento de qualquer país”, destacou.

Apesar da “proteção social ser o investimento para o bem-estar de qualquer país”, apenas 45% da população mundial goza dos seus benefícios, valor que é ainda mais baixo na Ásia e Pacífico (apenas 39%), afirmou.

Garantir a implementação eficaz e eficiente do sistema de segurança social é “um grande desafio para um país jovem como Timor-Leste” e “requer a cooperação e contributo não apenas das entidades responsáveis pela gestão do sistema de segurança social, mas de todo o sistema”, disse Trivedy.

“Exige o compromisso nacional, não só dos Governos, mas dos parceiros sociais envolvidos na proteção social”, sublinhou.

Ao intervir no seminário, a cônsul portuguesa em Díli, Joana Fialho, que falou em nome do embaixador de Portugal em Timor-Leste, reafirmou a disponibilidade de Lisboa continuar a apoiar o setor social timorense, onde a assistência tem sido multifacetada.

Um investimento “continuo e consistente” desde 2003, em áreas “de intervenção prioritária” como a “projetos de luta contra a pobreza, a capacitação institucional e a formação profissional”, referiu.

“Existe a vontade reiterada de continuar a trabalhar. Portugal é o país amigo com o qual Timor-Leste pode continuar a contar para a consolidação do sistema de proteção social”, declarou. Agência Lusa – Timor-Leste

sábado, 2 de novembro de 2019

Cabo Verde - Emigração no feminino, o caso italiano é tema de livro

Clara Silva e Maria de Lourdes Jesus lançam no próximo domingo, 3 de Novembro, em Roma, o livro “Capo Verdiane D’Italia — Storie di Vita e d’Inclusione al femminile”



Clara Silva e Maria de Lourdes Jesus lançam no próximo domingo, 3 de Novembro, em Roma, o livro “Capo Verdiane D’Italia — Storie di Vita e d’Inclusione al femminile”. Clara Silva é professora e Maria Lourdes de Jesus é jornalista, ambas emigrantes há vários naquele país europeu.

Escrito em italiano, o livro pretende ser um retrato da vida das mulheres cabo-verdianas em Itália, uma emigração que começou nos anos sessenta do século passado. Resulta de uma longa pesquisa efectuada entre 2016 e 2018, com base em entrevistas, junto de 55 cabo-verdianas de primeira e segunda gerações residentes em Itália.

Para as autoras, Clara Silva e Maria de Lourdes Jesus, “Capo Verdiane D’Italia — Storie di Vita e d’Inclusione al femminile” pretende ser um contributo para um maior e melhor conhecimento dos processos de inclusão social e cultural da comunidade cabo-verdiana naquele país europeu de acolhimento. O livro é virado, também, para os filhos dessa emigração, dado que apresenta a história e a cultura do país da proveniência dos pais, bem como a respectiva trajectória das entrevistadas.

Com a chancela da Franco Angeli, a apresentação e o lançamento de “Capo Verdiane D’Italia — Storie di Vita e d’Inclusione al femminile” será na sala CGIL (via Buonarroti, 12, Piazza Vittorio), em Roma.

“Morabeza-festa do livro” chega à ilha do Fogo

A “Morabeza-festa do livro”, que arrancou na sexta-feira passada, 25, na cidade da Praia, estendeu-se à ilha do Fogo, com actividades em Chã das Caldeiras, Santa Catarina, São Filipe e Mosteiros.

Na ilha do Fogo, a sessão de abertura aconteceu na passada quinta-feira, 31 de Outubro, na Casa das Bandeiras, em São Filipe, estando programado um debate sobre “Tradição oral” com Fausto do Rosário e Margarida Fontes.

Promovida pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas (MCIC), na Praia, a feira contou com a presença de José Ramos Horta, ex-presidente do Timor-Leste e Prémio Nobel da Paz.

Ainda na capital, a feira foi palco, esta semana, para a apresentação do livro «Sonhos & Desvarios», de Fátima Bettencourt, na Biblioteca Nacional, e “Pintura de Mural” na Escola de Achada Grande Trás, com o ilustrador português Paulo Galindro.

De realçar que a segunda edição do “Morabeza-Festa do livro”, no ano passado, aconteceu em São Vicente. In “A Nação” – Cabo Verde

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Cabo Verde – Sete associações cabo-verdianas vão ser apoiadas por Portugal em projectos de inclusão social

Cidade da Praia - Portugal vai disponibilizar cerca de quatro milhões de euros (aproximadamente 440 mil contos) no triénio 2018/2021, para apoiar projectos de inclusão social de sete associações cabo-verdianas que desenvolvem trabalho nesta área.

O montante consta de um acordo a nível de inclusão social assinado ontem, na Cidade da Praia, entre o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social de Portugal, José António Vieira da Silva, e a ministra da Família e Inclusão Social de Cabo Verde, Maritza Rosabal.

Durante a cerimónia, o governante português explicou que este acordo constitui um dos mais representativos, uma vez que, segundo destacou, as políticas de promoção da inclusão social têm tido e vão continuar a ter um papel de destaque nos esforços de cooperação entre os dois países.

O governante português adiantou para o triénio 2018/2021 Portugal vai investir cerca de quatro milhões de euros nesses projectos, dos quais três milhões serão da responsabilidade da Cooperação Portuguesa que tem trabalhado com instituições cabo-verdianas que desenvolvem trabalhos em prol das crianças, idosos, da comunidade, do micro empreendedorismo e em diferentes dimensões.

Segundo o ministro, o acordo abrange ainda apoio técnico, consoante as solicitações que o Governo de Cabo Verde queira desenvolver nesta área para concretizar as reformas deste sector.

Por seu turno, a ministra da Família e Inclusão Social, Maritza Rosabal, considerou que o acordo é “muito importante”, uma vez que vai abranger três áreas fundamentais, nomeadamente no reforço das actividades institucionais, na implementação de novos programas no sistema de cuidados ou procriação do rendimento social da inclusão produtiva e da atenção integrada das famílias e da protecção das crianças e no desenvolvimento comunitário.

“Há uma serie de associações que são apoiadas pela Cooperação, há vários anos, na implementação de projectos, onde a parte portuguesa entra com 70% do financiamento e a parte de Cabo Vede com 30%, o que permite continuar a reforçar esses laços com as associações não governamentais dentro dessas áreas de actuação da luta contra a pobreza e protecção das crianças”, precisou.

Por outro lado, disse que o acordo toca todas as áreas de actuação do Ministério da Família e Inclusão Social.

“Essas instituições já trabalham com alguns projectos, há alguns anos, só que agora vão ter um sistema de seguimento muito mais apurado junto com a plataforma das Organizações Não Governamentais (ONG) para podermos ver realmente os impactos das acções”, sublinhou a ministra, que avançou que este acordo vai beneficiar sete associações.

O acordo foi assinado no âmbito da visita de dois dias que o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social de Portugal, José António Vieira da Silva, efectua a Cabo Verde. In “Inforpress” – Cabo Verde

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Cabo Verde – Assinatura do Acordo Administrativo da Convenção sobre a Segurança Social com Portugal

Praia – O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social português, inicia hoje uma visita oficial a Cabo Verde onde irá assinar o Acordo Administrativo da Convenção sobre a Segurança Social entre os dois países.

Trata-se de uma visita enquadrada “numa missão do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) no âmbito da cooperação entre os dois países nas áreas da segurança social e do trabalho, da formação profissional e da inclusão social”.

Vieira da Silva estará dois dias em Cabo Verde, durante os quais serão homologados os programas de cooperação para o período 2018-2021, oportunamente acordados entre os dois países.

O ministro português e o seu homólogo cabo-verdiano responsável pela pasta da Saúde e da Segurança Social irão assinar, na cidade da Praia (ilha de Santiago) o Acordo Administrativo da Convenção sobre a Segurança Social entre os dois países.

Vieira da Silva terá ainda uma reunião de trabalho com as organizações não-governamentais parceiras nos projetos de cooperação.

Do programa do ministro consta igualmente uma visita aos Centros de Formação Profissional da Variante e de Santa Cruz.

Dados do Ministério do Trabalho, da Solidariedade e Segurança Social de Portugal indicam que a cooperação entre os ministérios português e cabo-verdiano nas áreas do trabalho e dos assuntos sociais teve início em 1998, tendo-se traduzido nas últimas décadas na assinatura de oito Programas de Cooperação.

Estes acordos estão enquadrados nos Programas Indicativos de Cooperação (PIC) ou Programas Estratégicos de Cooperação (PEC), da responsabilidade dos respetivos Ministérios dos Negócios Estrangeiros.

A cooperação entre os ministérios da área do trabalho e dos assuntos sociais de Portugal e Cabo Verde desenvolve-se essencialmente na luta contra a pobreza (61% do financiamento), emprego e formação profissional (36% do financiamento) e reforço institucional (3%).

Segundo o Ministério do Trabalho, da Solidariedade e Segurança Social de Portugal, entre 1999 e 2017 os montantes de financiamento ascenderam a cerca de 20 milhões de euros.

O financiamento concedido permitiu atingir, no período de programação 2012-2017, mais de 160 mil beneficiários diretos e indiretos, no conjunto dos projetos apoiados por Portugal.

Para o período 2018-2021 o valor previsto de financiamento é de cerca de 4,2 milhões de euros, dos quais cerca de 3 milhões correspondem ao cofinanciamento de Portugal, prossegue a mesma nota do ministério português. "LUSA - Agência de Notícias de Portugal”

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

São Tomé e Príncipe - Câmara Distrital de Água-Grande em prol de inclusão e desempenho escolar

São Tomé – O presidente da Câmara Distrital de Água-grande, Ekneyde dos Santos, anunciou, na passda quarta-feira, 23 de Setembro de 2015, a disponibilidade de sua instituição, apoiar todos os alunos carenciados dos diferentes níveis de ensino do distrito, visando promover a inclusão e o desempenho escolar, no sistema do ensino, em São Tomé e Príncipe, soube-se, no arquipélago.

O anúncio foi feito em circunstância da abertura da “Campanha de Solidariedade”, coordenada por Santos que contemplou com um lote de materiais didácticos aos 39 alunos necessitados da escola básica 12 de Julho, nas redondezas da capital do país, São Tomé.

A edilidade, por ocasião, assegurou que deslocou-se ao terreno, para melhor detectar directamente esses alunos, tendo em conta que “recebemos muitos pedidos dos pais, encarregados de educação e das escolas” mas por questão de transparência “entendemos que este trabalho deve ser feito no terreno, andando de escola em escola e de turma em turma”, explicou.

Tendo reconhecido fraco recurso dos pais e encarregado de educação, para suportar as despesas dos seus educandos com a educação, numa altura em que se regista no país a abertura do novo ano lectivo, 2015/2016, Santos instou as direcções das escolas a facultar o ingresso desses alunos, alegando que, pelo contrário, “estaríamos a excluir os mesmos de forma indirecta do ensino”, justificou.

De acordo com Santos, a primeira fase de campanha tem o propósito de munir todos esses alunos com os materiais didácticos e uma segunda fase com os uniformes escolar, “porque os aluno têm direito à educação”, exigência que se junta a do ministério de educação, cultura e ciência que nos últimos tempos vem exortando e zelando pela qualidade de ensino, no arquipélago.

Em promoção à inclusão e melhoria do desempenho escolar, de acordo ainda com essa edilidade, a Câmara Distrital de Água-Grande vai elaborar uma base de dados, com vista a registar “todos esses alunos que são mais carenciados”, para proporcionar, no próximo ano, mais melhoria na campanha que a directora da escola básica 12 de Julho, Idalina Carvalho, enalteceu, tendo alegado que os alunos que frequentam essa escola têm várias necessidades nomeadamente, a de bata, materiais didácticos, calçados e outros. In “Agência Noticiosa de São Tomé e Príncipe” – São Tomé e Príncipe

domingo, 11 de maio de 2014

Cabo Verde – Futebol e inclusão social

Ilha de Cabo Verde aposta no futebol como meio de inclusão social

Afastar as crianças das ruas e repassar valores de cidadania e coletividade através do esporte mais popular do planeta. Estes são alguns dos objetivos fixados pelas escolinhas de futebol espalhadas por diversas comunidades carentes da lha do Sal, em Cabo Verde. A iniciativa envolve mais de 350 crianças e adolescentes.

“Esta é uma forma de trabalhar a inclusão social e dar proteção à infância”, afirma Maria da Luz Lopes, que acompanha atentamente cada jogada de sua equipe, que disputa um dos raros torneios organizados na Ilha do Sal.

Presidente da Efiz (Escola de Futebol Inter-Zonas), Maria da Luz faz questão de incentivar os atletas ao lado do gramado sintético do estádio municipal Marcelo Leitão, que até pouco tempo atrás era o único de Cabo Verde a ter uma pista de atletismo.

“Participar de um evento como este dá mais motivação, mais moral, como gostamos de dizer. Assim, eles frequentam os treinos com mais gosto porque sabem que têm um objetivo”, acrescenta, ao se referir ao entusiamo de seus atletas, que têm entre 6 e 14 anos de idade. O torneio foi organizado por ocasião da Convenção Internacional do Esporte na África e reuniu quatro das cinco escolinhas de futebol criadas nos bairros da Ilha mais turística do país.

Tirar as crianças das ruas

No total, são cerca de 350 crianças e adolescentes que se beneficiam dessa iniciativa recente, de pouco mais de três anos. Faltam recursos financeiros, mas sobra disposição para ajudar uma parte desfavorecida da população local.

Foto: Elcio Ramalho


Maria da Luz é funcionária da Câmara Municipal do Sal e dedica suas horas de folga para dirigir a escolinha de futebol do Chã de Matias, um dos bairros mais pobres do Sal. São mais de 100 crianças entre 6 e 14 anos inscritas nas atividades esportivas que acontecem apenas nos finais de semana, por falta de pessoal e infraestrutura.Um dos critérios para participar do grupo é frequentar regularmente a escola.

“A ideia é afastar as crianças das ruas. Elas vão à escola durante meio período e depois não há nada a fazer. Muitos pais saem cedo de casa para o trabalho, só voltam à noite e ficam sem tempo para cuidar dos filhos”, explica. Segundo ela, os treinos aos sábados e domingos ajudam a transmitir valores importantes para melhorar o convívio social.

“Se não jogarem futebol, as crianças ficam na rua. Assim, conseguimos trabalhar o espírito de grupo”, diz. “Através do futebol, queremos passar outros conhecimentos, outra postura, uma nova perspectiva para suas vidas. Nosso objetivo é trabalhar para dar mais motivação a essas crianças e jovens”, explica a presidente do Efiz.

Objetivo: ser um Tubarão Azul

E motivação não faltou aos atletas na disputa das partidas do torneio, que serviram para avaliar a evolução técnica e o nível das diversas escolas de futebol locais. Durante o intervalo do jogo do Efiz contra o Minifute, pela categoria sub-14, o tom subiu nas discussões com o técnico e entre os próprios atletas, sempre na língua crioula, falada por todos os habitantes da Ilha.

Um pouco mais sereno, Edison de 14 anos, explica em bom português que a bronca dada nos companheiros foi construtiva: “Eles não querem distribuir a bola, só querem fintar, assim não dá. Temos que tocar para chegar ao gol”.

Mal conclui a frase, aponta para o amigo ao lado e o apresenta como um dos craques do time. Edmilson, também de 14 anos, diz que futuramente pretende ser um Tubarão Azul, como são conhecidos os jogadores da seleção cabo-verdiana. “Jogar futebol é bom, a gente se diverte com os amigos. E jogamos no estilo fair play”, diz o jovem, propagando a mensagem do “jogo limpo” escrita em letras garrafais nas arquibancadas do estádio construído bem no centro de Espargos, a capital da Ilha do Sal.

“Este é um dos nossos valores. Ser jogador de futebol não é apenas estar em campo”, afirma Maria da Luz. “Não tem sido um trabalho fácil. Faltam recursos financeiros e humanos. Mas ao ver a postura deles nesses eventos, vemos que já conseguimos atingir alguns dos nossos objetivos”, diz a presidente do Efiz, com um largo sorriso iluminando seu rosto. Elcio Ramalho – Brasil in “RFI Brasil”