Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 16 de abril de 2025

Cabo Verde – Associação Colmeia celebra 11 anos a lutar pela inclusão de crianças e jovens com deficiência

Cidade da Praia - A associação Colmeia celebrou hoje 11 anos de existência ao serviço da inclusão social de crianças, adolescentes e jovens com deficiência, reforçando o apelo à criação de um serviço nacional de intervenção precoce e mais apoios sociais.



Em entrevista à imprensa, a presidente da associação, Isabel Moniz, enfatizou a importância de um serviço de intervenção precoce em Cabo Verde.

Embora existam especialistas no país, a presidente da Colmeia sublinhou que a falta de uma estrutura organizada impede um acompanhamento eficaz desde a infância.

Segundo Isabel Moniz, a Colmeia acompanha quase 800 crianças, adolescentes e jovens, oferecendo apoio a toda família, incluindo transportes para o atendimento, um esforço essencial para as famílias com poucos recursos.

A fonoaudióloga Jocilene Fortes, que integra a equipa da Colmeia há mais de um ano, destacou a importância do trabalho realizado, lembrando que muitas das crianças chegam até à associação com diagnósticos, como autismo, paralisia cerebral ou hiperatividade, “criam novas habilidades e ganham autonomia”.

“O maior ganho da Colmeia é o esforço e trabalho em equipa é ver o sorriso das crianças e das famílias. A comunicação melhora, o comportamento melhora até o rendimento escolar aumenta”, explicou.

Antónia Amado e Manuela Barbosa expressaram a sua gratidão pela evolução dos seus familiares que frequentam a associação.

“É evidente que o apoio recebido tem sido fundamental para o desenvolvimento e autonomia”, concluíram.

A cerimónia contou com testemunhos de parceiros, familiares e beneficiários da Colmeia.

Houve também exposição e vendas dos trabalhos artísticos desenvolvidos pelos formandos do programa “Oficinas Temáticas”, que inclui áreas como pintura, costura e artesanatos. In “Inforpress” – Cabo Verde   


sábado, 14 de setembro de 2024

Angola - Carlos Almeida pretende massificar o basquetebol nas escolas e nos bairros

O ex-basquetebolista Carlos Almeida abraçou o projecto “Massificar o basquetebol nas escolas e bairros do Soyo”, numa iniciativa da petrolífera Etu Energias, no âmbito da sua responsabilidade social


Numa primeira fase, o antigo craque do Petro de Luanda, 1.º de Agosto e da Selecção Nacional vai fazer o levantamento das quadras desportivas para a efectivação da modalidade, que se encontra adormecida na vila do Soyo.

O ex-secretário de Estado dos Desportos disse ter abraçado o projecto por ter sido um basquetebolista de referência. "Venho a defender esta iniciativa há muitos anos. Foi assim que abracei este projecto, onde vou fazer a minha parte com muita dedicação, como fiz quando defendi as cores do nosso país”, afirmou.

Para o basquetebolista, o convite da petrolífera Etu Energias para massificar a modalidade é um reconhecimento da empresa angolana à sua pessoa, pelo contributo que deu ao basquetebol, tanto nos clubes, como na Selecção.

As crianças, adolescentes e jovens da vila do Soyo e arredores, que pretendam abraçar o basquetebol e tornar-se atletas de referência a nível da província do Zaire e do país, podem contar com os préstimos de Carlos Almeida. O ex-atleta pretende deixar um "legado inesquecível”.

Além da escassez de material, do pouco tempo que manteve com alguns jovens ávidos em praticar o basquetebol, Carlos Almeida disse ter notado que lhes falta conhecimentos sobre a modalidade.

Com a iniciativa da petrolífera, referiu, essas barreiras vão ser ultrapassadas e o projecto de requalificação das quadras desportivas, tanto nas escolas e bairros do Soyo, vai proporcionar melhores condições a todos aqueles que aspiram em ser basquetebolistas de referência.

Para um trabalho eficaz relativamente à massificação da modalidade, o antigo craque precisou que vai contactar alguns companheiros no processo de treinamento e na transmissão de conhecimentos. Fula Martins – Angola in “Jornal de Angola”


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Brasil - 56% das crianças do 2º ano do Ensino Fundamental não aprenderam a ler e a escrever

A agência da ONU para Infância, Unicef, afirma ser urgente investir em estratégias voltadas à alfabetização de crianças e adolescentes, incluindo aquelas que não conseguiram aprender na pandemia e ficaram para trás. O número subiu desde a última avaliação, em 2019, antes da crise sanitária

Quando milhões de meninas e meninos voltam às aulas no Brasil, a agência da ONU para Infância, Unicef. faz um alerta: mais da metade das crianças do 2º ano do Ensino Fundamental da rede pública não está alfabetizada no Brasil, segundo os dados disponíveis.

Para a Unicef, a alfabetização, etapa fundamental da trajetória escolar de crianças e adolescentes, precisa ser uma prioridade em todos os municípios brasileiros.

Reflexo da pandemia de Covid-19

Assim, a agência avalia que é urgente implementar as ações previstas no Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, lançado em 2023 pelo Ministério da Educação, que procura assegurar que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao final do 2° ano do Ensino Fundamental.

Segundo o recente Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica, 56,4% das crianças nesta etapa de formação na rede pública não atingiram o nível esperado de alfabetização. Isso contribui para um número expressivo de alunos em todo o país que frequentam a escola sem dominar a leitura e escrita.

O cenário, que já preocupava antes da pandemia de Covid-19, agravou-se ao longo dela. Em 2019, 39,7% de crianças não estavam alfabetizadas no 2º ano do Ensino Fundamental na rede pública.

Segundo a agência da ONU, o agravar das estimativas leva a uma crise urgente, que precisa ser enfrentada em cada município brasileiro, com apoio de todos os estados e do Governo Federal.

Trajetória escolar

Na avaliação da chefe de Educação da Unicef no Brasil, Mónica Dias Pinto, ciclos de alfabetização incompletos têm um impacto significativo na trajetória escolar de crianças e adolescentes, resultando em reprovações e abandono.

Ela destaca que a falta de capacidades de leitura e escrita dificulta a aprendizagem e o acompanhamento das atividades escolares. Para Mónica Dias Pinto, os estudantes, ao enfrentarem repetidas reprovações, muitas vezes abandonam a escola. Até podem tentar retornar, mas acabam acumulando atrasos académicos.

A representante da Unicef afirma que a ausência de oportunidades de aprendizagem torna-se um fator determinante para a saída definitiva desses alunos do sistema escolar.

Propostas para reverter o cenário

A Unicef aponta que para enfrentar esse desafio passa por duas estratégias principais e urgentes, que precisam ser implementadas em paralelo.

A primeira é investir em práticas pedagógicas de qualidade, voltadas à alfabetização das crianças que estão a chegar agora aos primeiros anos do Ensino Fundamental, para que aprendam a ler e escrever na idade certa.

A segunda é implementar propostas de recomposição das aprendizagens voltadas a aqueles estudantes que não aprenderam a ler e escrever até ao 2º ano do Ensino Fundamental, e agora precisam de um apoio específico para aprender, recuperar o tempo perdido e avançar.

As duas propostas são parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, que ainda procura recompor as aprendizagens, com foco na alfabetização de 100% das crianças matriculadas no 3°, 4° e 5° ano afetadas pela pandemia. Até ao final de 2023, 100% dos Estados e mais de 90% dos municípios haviam aderido ao programa.

A chefe de Educação da Unicef no Brasil acredita que é essencial acompanhar de perto a implementação desse programa, avaliando as propostas de alfabetização que estão sendo desenvolvidas em cada município e os resultados concretos delas na redução do analfabetismo no país.

Como recuperar a aprendizagem de quem ficou para trás?

Para contribuir no desenvolvimento e na implementação de boas práticas voltadas à recuperação da aprendizagem, a Unicef e parceiros contam com a estratégia Trajetórias de Sucesso Escolar, em parceria com Secretarias Estaduais de Educação.

O objetivo é facilitar um diagnóstico amplo sobre a distorção idade-série e o fracasso escolar no País, e oferecer um conjunto de recomendações para o desenvolvimento de políticas educacionais que promovam o acesso à educação, a permanência na escola e a aprendizagem desses estudantes.

Dados de alfabetização

O Sistema de Avaliação da Educação Básica é uma avaliação realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, Inep, a cada dois anos para avaliar o desempenho de estudantes em língua portuguesa, matemática e outras disciplinas no 2º, 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e no 3º ano do Ensino Médio.

O Ministério da Educação e o Inep estabeleceram, em 2023, a pontuação que define uma criança alfabetizada: 743 pontos.

A definição da pontuação é resultado da pesquisa Alfabetiza Brasil, realizada com 251 professores alfabetizadores das cinco regiões brasileiras e das 27 Unidades da Federação e especialistas durante os meses de abril e maio de 2023 com o objetivo de identificar o conjunto de capacidades de leitura e escrita esperadas ao fim do segundo ano do Ensino Fundamental. ONU News – Nações Unidas com “Unicef Brasil”


segunda-feira, 24 de abril de 2023

Venezuela - Lusodescendente promove há décadas direitos infantis

O luso-venezuelano Fernando Augusto Pereira criou há 38 anos a ONG Cecodap – Centros Comunitários de Aprendizagem, que trabalha desde então na promoção e defesa dos Direitos Humanos das crianças e adolescentes na Venezuela

A ideia, explicou à agência Lusa, surgiu em 1984, quando estudava na Universidade e contactou com “comunidades muito pobres na periferia de Caracas” onde viu as necessidades que tinham as crianças e famílias, mas sobretudo as mulheres, as mães.

“Foi então que começámos a ver o que podíamos fazer para melhorar as condições (locais) e prestar atenção”, disse, precisando que se tratava de El Ciprés, em Las Adjuntas, um bairro que estava rodeado de culturas de agricultores portugueses.

Por outro lado, explicou que o símbolo da ONG é, desde o primeiro momento, um “papagaio” (joeira) porque “tem a ver com a possibilidade de voar até ao céu” e que para fazê-lo “é preciso ir contra o vento, não se voa se não se tiver vento de proa, então as dificuldades estão sempre presentes”.

“Não tínhamos nada e tínhamos tudo, porque tínhamos o desejo e a vontade de trabalhar, a confiança no que podíamos fazer”, frisou.

Segundo Fernando Augusto Pereira, tem sido fundamental “ajudar os jovens a realizar os seus sonhos, acreditar neles, fazê-los entender que o único sonho que não acontece é aquele que não se tem, por outras palavras, as crianças e os adolescentes têm uma capacidade infinita para serem capazes de criar e realizar os seus sonhos”.

“Começámos numa comunidade muito pobre, não tínhamos sede nem escritório. Não tínhamos recursos, apenas o nosso trabalho voluntário. E tivemos o apoio de pessoas que começaram a ver e a confiar no que fazíamos, porque estávamos envolvidos de coração, com muita paixão, e essa é uma forma de inspirar e motivar os outros”, disse.

Lembra-se que conseguiram construir um “ranchito” (uma casita) com paredes de cartão e teto de lata de zinco e que com uma tinta cedida pelo pai, Augusto Pereira da Silva, que era pintor da construção, pintaram o teto de azul e uma mamã usou papel de alumínio para colocar algumas estrelas no teto.

“E quando perguntavam às crianças onde estudavam, estas diziam que era numa escola que tinha o céu dentro. Vimos e compreendemos que o céu estava lá dentro, que embora não tivéssemos nada de material, tínhamos tudo, porque tínhamos a ilusão e a confiança de todos”, disse, sublinhando que “os projetos não se fazem por recursos materiais ou físicos, fazem-se pela gente, pelo carinho e entrega que se possa ter”.

Sobre a origem do nome, explicou que surgiu da criação, com o apoio da comunidade, de vários centros de aprendizagem e que serviu depois de inspiração para um programa governamental inspirado em alguns elementos da experiência que tinham.

“Isso levou-nos a avançar na formação de outras organizações profissionais, não apenas em Caracas, mas em todo o país. Serviu para nos projetarmos a nível nacional”, explicou, precisando que em 2022 a Cecopad tinha presença em 800 escolas públicas e privadas do país, dando formação a muitas crianças, estudantes, professores e familiares.

A organização já publicou mais de 15 livros sobre as matérias que disponibilizam, que são usados por outras instituições.

Filho de Augusto Pereira da Silva, um emigrante de Espinho, um pintor que deu formação a venezuelanos, colombianos, equatorianos e dominicanos, explicou que o pai “teve sempre uma paixão pelo que fazia” e que “não trabalhava para viver, vivia para trabalhar”.

“Ele fez-me compreender que é preciso gostar do que se faz e fazê-lo bem, porque se se gosta e se faz com paixão, o resto surge por adenda. Muitos desses valores ficaram tatuados no meu ADN e é isso que hoje estou a fazer aqui. O legado que posso deixar aos meus colegas e à equipa é essa ideia de trabalhar, de fazer as coisas com perseverança e de fazer o melhor que se pode”, explicou.

Sobre a atualidade venezuelana, disse que nos últimos anos “se tem complicado, há muitas dificuldades”, sublinhando a importância de reforçar, nos jovens, a capacidade de resiliência para superar as adversidades e que ao ter confiança neles mesmos, vão-se abrindo portas a outros cenários e possibilidades.

Fernando Augusto Pereira referiu que a sua vida está unida à sua herança portuguesa.

“Desde criança ‘amamentaram-me’ com muitos valores e, da minha infância, lembro-me dos bolinhos de bacalhau, da aletria, do pão-de-ló, do bolo-rei. Apesar de algumas limitações, foi uma infância com muita alegria”, concluiu. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”


sábado, 4 de março de 2023

França - Jovens só podem usar redes sociais com autorização parental

A Assembleia Nacional francesa aprovou esta quinta-feira um projeto de lei que contempla o estabelecimento de uma “maioridade” da era digital aos 15 anos, idade limite antes da qual as redes sociais devem solicitar autorização parental para registar utilizadores

A iniciativa, que partiu do grupo parlamentar Horizontes e ainda terá de ser sancionada pelo Senado, foi aprovada em primeira leitura por 82 votos contra dois.

A medida afeta todos os tipos de redes sociais, como TikTok ou Snapchat, que deverão verificar a idade dos utilizadores através de procedimentos autorizados pelas autoridades francesas.

Em caso de incumprimento, o projeto de lei prevê sanções financeiras para as plataformas que não cumprirem as regras.

A proposta é baseada em estudos internacionais que relacionam o uso de redes sociais com o aumento de problemas de saúde mental entre adolescentes.

O conceito de maioridade digital já existia na regulamentação francesa – em conformidade com a legislação europeia -, mas até agora referia-se ao limite de idade para o qual era necessária a permissão dos pais no processamento de dados pessoais de menores, algo que na prática não impedia o registo dos mais novos nas redes sociais. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Brasil - Tem 32 milhões de crianças e adolescentes na pobreza, alerta Unicef


No Brasil, pelo menos 32 milhões de adolescentes vivem na pobreza, nas suas múltiplas dimensões: rendimento, educação, trabalho infantil, residência, água, saneamento e informação. Isto representa 63% do total.

É o que indica a pesquisa “As Múltiplas Dimensões da Pobreza na Infância e na Adolescência no Brasil”, apresentada pelo Fundo de Infância das Nações Unidas no país.

Políticas públicas para crianças e adolescentes

Com a chegada de novos dirigentes em todo o país, a Unicef alerta para a urgência de priorizar políticas públicas com recursos suficientes voltadas a crianças e adolescentes.

A chefe de Políticas Sociais, Monitoramento e Avaliação, Liliana Chopitea, afirma que a pobreza na infância e na adolescência vai para além do rendimento.

Para ela, estar fora da escola, viver em casas precárias, não ter acesso a água e saneamento, não ter uma alimentação adequada, estar em trabalho infantil e não ter acesso à informação são privações que fazem com que crianças e adolescentes estejam na pobreza multidimensional.

Segundo Chopitea, na maioria das vezes, essas privações se sobrepõem, agravando os desafios enfrentados pelos jovens. Por isso, para ela, é urgente o Brasil olhar para a pobreza de forma ampla, e colocar a infância e a adolescência no orçamento e no centro das políticas públicas.

Pobreza multidimensional

O estudo foi realizado pela Unicef, com apoio da Fundação Vale. Para a análise, foram utilizados dados oficiais relacionados a sete dimensões: rendimento, educação, trabalho infantil, residência, água, saneamento e informação.

Além disso, foi realizada uma análise específica sobre o rendimento para alimentação. Os resultados revelam um cenário preocupante. O último ano com informações disponíveis para todos os indicadores é 2019, quando havia 32 milhões de adolescentes de até 17 anos privados de um ou mais desses direitos. Para os anos seguintes, só há dados de educação e rendimento, incluindo rendimento para alimentação – e todos pioraram.

Em 2021, a percentagem de crianças e adolescentes que viviam em famílias com rendimento abaixo da linha de pobreza monetária extrema, menos de US$ 1,9 por dia, alcançou o maior nível dos últimos cinco anos: 16,1%, contra 13,8%, em 2017.

No caso da alimentação, o contingente de menores sem rendimento necessário para alimentação adequada passou de 9,8 milhões, em 2020, para 13,7 milhões, em 2021, um salto de quase 40%. Já na educação, após anos em queda, a taxa de analfabetismo dobrou de 2020 para 2022, chegando em 3,8%.

Situação vulnerável

A pobreza multidimensional impactou mais quem já vivia em situação mais vulnerável, como negros e indígenas, e moradores das regiões Norte e Nordeste, agravando as desigualdades no país.

Entre crianças e adolescentes negros e indígenas, 72,5% estavam na pobreza multidimensional em 2019. O número cai para 49,2% entre brancos e amarelos. Seis estados registavam mais de 90% de crianças e adolescentes em pobreza multidimensional, todos no norte e nordeste.

A principal privação que impacta crianças e adolescentes é a falta de acesso a saneamento básico. São 21,2 milhões de jovens nesta situação. Em seguida, 20,6 milhões tem privação de rendimento e mais de 6 milhões não possuem acesso à informação.

A falta de residência adequada impacta 4,6 milhões de menores. Também são mais de 4 milhões sem educação e outras 3,4 milhões sem acesso à água potável. Por fim, 2,1 milhões estão expostas ao trabalho infantil.

Recomendações

Para Liliana Chopitea, os desafios estão inter-relacionados e é necessário a formulação de políticas públicas que beneficiem não só as crianças e os adolescentes diretamente, mas também mães, pais e responsáveis, especialmente os mais vulneráveis.

A Unicef ainda recomenda a priorização de investimentos em políticas sociais e a ampliação na oferta de serviços e benefícios às crianças e adolescentes mais vulneráveis.

Para o fundo da ONU, também é importante fortalecer o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente e implementar medições e o monitoramento das diferentes dimensões da pobreza e suas privações por um órgão oficial do Estado.

Agenda pública

A Unicef também destaca a promoção da segurança alimentar e nutricional de gestantes, crianças e adolescentes, garantindo o direito humano à alimentação adequada e reduzindo o impacto da fome e da má nutrição nas famílias mais empobrecidas.

Ainda faz parte das recomendações do fundo da ONU a urgência da retomada da aprendizagem, em especial da alfabetização, além da priorização da agenda de água e saneamento para o desenvolvimento e implementação de políticas públicas.

O levantamento da Unicef apoia a implementação de formas de identificar precocemente as famílias vulneráveis a violências, incluindo trabalho infantil e o fortalecimento de oportunidades no ambiente escolar e na transição de adolescentes para o mercado de trabalho. ONU News – Nações Unidas com “Unicef Brasil”


 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Internacional – Estudo alerta para a ameaça ao bem-estar de crianças e adolescentes

Dos países lusófonos, Portugal é o melhor posicionado em índice de sobrevivência e bem-estar, mas ocupa o último lugar a nível de emissores de CO2 por pessoa. O Brasil é destacado por fortalecer sistema de informações de saúde. O novo estudo adverte para excessos de emissões de carbono em economias mais ricas



Nenhum país protege de forma adequada a saúde, o ambiente e o futuro das crianças, segundo um relatório de 40 especialistas em saúde infantil e de adolescentes em todo o mundo.

A publicação “A Future for the World’s Children?” ou “Um Futuro para as Crianças do Mundo?”, em tradução livre, mostra que os menores de idade na Noruega, na Coreia do Sul e na Holanda têm maior possibilidade de sobrevivência e bem-estar.

Os Países de Língua Portuguesa

Entre as nações de língua portuguesa, Portugal figura na posição 22 do índice que compara indicadores como saúde, educação e nutrição. A seguir estão Brasil em 90º, Cabo Verde em 109º e São Tomé e Príncipe em 125.  Já Timor-Leste aparece na posição 135, Angola em 161º, Guiné-Bissau em 166º e Moçambique na posição 170.

Nos piores cenários entre os 180 Estados analisados estão a República Centro-Africana, Chade, Somália, Níger e Mali.

O estudo inclui o índice de sustentabilidade revelando que cada pessoa dos países mais desenvolvidos emite mais dióxido de carbono, CO2, do que o objetivo nacional definido para 2030. Entre as questões avaliadas estão equidade e diferenças de rendimentos.

Nos países lusófonos, Portugal está em 129º lugar no ranking de sustentabilidade, Brasil vem em 89, Angola 63, Cabo Verde 59 e São Tomé e Príncipe em 41. Timor-Leste está em 33º lugar, Moçambique em 29º e Guiné-Bissau em 16º.



Países ricos

Entre os maiores países emissores de gás carbónico estão os Estados Unidos, Austrália e Arábia Saudita. O documento destaca que as emissões nas economias mais ricas são feitas de forma desproporcional.

A Comissão formada pela Organização Mundial da Saúde, OMS, o Fundo da ONU para a Infância Unicef, e a revista médica “The Lancet” destaca que a saúde e o futuro das crianças e adolescentes em todo o mundo estão sob ameaça.

Entre os fatores que agravam esta situação estão a degradação ecológica, a alteração climática e as práticas de marketing prejudiciais que promovem alimentos processados, bebidas açucaradas, álcool e tabaco.

O Brasil é destacado entre os países de rendimento médio por investir no reforço do seu sistema de informações de saúde de rotina como parte da reforma do sistema de saúde.

Crianças

Aos países em desenvolvimento, o documento recomenda mais ações para que suas crianças vivam de forma mais saudável por causa da ameaça das emissões excessivas de carbono para o seu futuro.

O estudo alerta para as consequências arrasadoras para a saúde infantil se o aquecimento global ultrapassar os 4 °C até 2100, de acordo com as projeções atuais. A consequência inclui ondas de calor extremo e proliferação de doenças como a malária o dengue além de condições como a subnutrição. ONU News – Nações Unidas