Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Moçambique - Livro póstumo de Cristóvão Cassamo é apresentado em Quelimane

A obra autobiográfica O Farol da Minha Vida: Kopeny, Kopeny, Idhugo Onodhidjamula, do antigo administrador distrital e figura política moçambicana Cristóvão Cassamo, será apresentada no dia 27 de Outubro, às 09h00, no Auditório da UniLicungo, na cidade de Quelimane, província da Zambézia. Publicado postumamente pela Gala-Gala Edições, o livro reúne memórias pessoais, poesia e registos históricos do percurso do autor.


Com 196 páginas, a publicação percorre diferentes etapas da vida de Cristóvão Cassamo, desde as suas origens familiares e a infância na ilha de Idhugo até à educação tradicional, aos ritos de iniciação e à vida familiar. A obra inclui ainda os capítulos O Amor de Cristóvão e Florência e Memorial Florência, dedicados à dimensão afectiva da sua trajectória.

O livro aborda igualmente o percurso profissional e político do autor, que exerceu funções de administrador distrital em Mopeia, Dondo, Inhassunge e Marracuene. A narrativa enquadra as suas experiências nos períodos colonial, de transição e pós-independência, oferecendo um testemunho sobre diferentes momentos da história de Moçambique.

A publicação integra também Fragmentos de Luzes ou Cadernos de Poemas da Minha Vida!, uma secção dedicada à produção poética do autor, e termina com um caderno fotográfico. Na nota introdutória, Cristóvão Cassamo explica que a obra nasceu do desejo de manifestar gratidão à família, à sua terra natal e às pessoas que fazem parte da sua história.

O título estabelece uma ligação especial com a ilha de Idhugo, apresentada como fonte de inspiração ao longo da vida do autor. A expressão “Kopeny, Kopeny”, em echuabo, é utilizada para solicitar entrada no quintal ou na casa de alguém, enquanto “Onodidjamula” traduz a ideia de algo que serve de farol na vida de uma pessoa.

Segundo o editor Pedro Pereira Lopes, a obra constitui uma viagem no tempo e no espaço, combinando prosa e poesia para retratar a vida do autor e dos seus contemporâneos. O editor destaca ainda a abordagem de temas como a educação tradicional, os laços familiares e as exigências do serviço público.

Integrado na colecção Individualidades e Espaços, da Gala-Gala Edições, o livro será apresentado numa cerimónia de entrada livre, aberta ao público em geral.

Nascido em 1940, na ilha de Idhugo, província da Zambézia, Cristóvão Cassamo morreu em 2020. Iniciou os estudos nas Missões Católicas e trabalhou, durante o período colonial, nas Obras Públicas, na Câmara Municipal de Nampula e nos Caminhos de Ferro de Moçambique. Após a Independência Nacional, desempenhou funções de secretário de grupos dinamizadores e, entre 1978 e 1999, foi administrador dos distritos de Mopeia, Dondo, Inhassunge e Marracuene. Exerceu igualmente funções de deputado da Assembleia Provincial e participou em comissões e brigadas eleitorais até 2017. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


terça-feira, 19 de maio de 2026

Moçambique - Jacinto Gibante lança livro de estreia sobre relações modernas em Quelimane

O escritor moçambicano Jacinto Alfredo Gibante prepara-se para apresentar aos leitores da cidade de Quelimane o seu livro de estreia intitulado As raízes da traição feminina, uma obra chancelada pela Mapeta Editora.


O lançamento decorrerá nos dias 22 e 29 de Maio, pelas 15 horas, na Casa Provincial da Cultura e no Auditório da Universidade Licungo, respectivamente. A apresentação da obra estará a cargo do académico Benone Mateus.

Na obra, Jacinto Alfredo Gibante propõe uma reflexão crítica sobre as motivações psicológicas, emocionais e sociais ligadas à infidelidade feminina. O autor apresenta a traição não como um simples acto de vilania, mas como consequência de um complexo ciclo emocional marcado por carências, expectativas e desejos.

A narrativa desenvolve-se em torno de três arquétipos masculinos — Homem Shick, Homem Sheck e Homem Shock — figuras que, segundo o autor, influenciam de forma consciente ou inconsciente as escolhas afectivas femininas.

Descrita como uma obra voltada para a compreensão das fragilidades das relações modernas, As raízes da traição feminina procura igualmente explorar os dilemas emocionais que marcam a experiência da mulher contemporânea.

Jacinto Alfredo Gibante é formado em Engenharia Ambiental pela Universidade Eduardo Mondlane e actualmente frequenta o curso de Medicina Geral na Universidade Licungo. Entre 2015 e 2023, exerceu funções como docente na Escola Comunitária 4 de Outubro, em Maputo.

Já Benone Mateus, natural de Mocuba, na província da Zambézia, destaca-se como jornalista, historiador e professor de Geografia, estando ligado a iniciativas de investigação, comunicação e promoção cultural em Moçambique. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Moçambique – Cidade de Quelimane acolhe lançamento do primeiro livro de Varello Chivale

No próximo dia 6 de Outubro, pelas 16 horas, o Auditório da Universidade Licungo, em Quelimane, será palco do lançamento do livro A Ilha da Solidão, a primeira obra do escritor moçambicano Varello Chivale. A apresentação ficará a cargo do académico Pedro Napido.


Trata-se de uma novela que mergulha num universo marcado por tradições rígidas e silêncios profundos, onde um pai procura preparar a filha de 16 anos para a vida, transmitindo-lhe lições de sabedoria e alegria, fora do ambiente escolar. Contudo, durante uma festa de lobolo, consumido por mágoas e pela fúria de uma injustiça nunca revelada, o pai comete um homicídio que altera para sempre o destino da família.

Natural de Govuro, província de Inhambane, Varello Chivale nasceu a 9 de Junho de 1992. É Técnico de Medicina Geral formado pelo Centro de Formação em Saúde de Massinga (2016), onde exerce funções como docente desde 2017. Actualmente, frequenta a Licenciatura em Medicina Geral na Universidade Licungo, em Quelimane.

Já Pedro Napido, responsável pela apresentação do livro, é Doutor (Pós-Doutorado) em Letras na área de Estudos Literários e docente de Literatura Moçambicana na Universidade Licungo. Coordena o grupo de pesquisa CELLE – Leitura, Literatura e Ensino: História e Ensino, dedicando-se à reflexão sobre as práticas de leitura e a formação de leitores literários em Moçambique. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Moçambique - Campeonato Moçambicano de Poesia Falada avança na sexta edição

A Palavra e Palavras Eventos vai realizar a sexta edição do Moz Slam – Campeonato Moçambicano de Poesia Falada. O evento, que se realizará de 23 a 25 deste mês, no Gil Vicente Café e Bar, e, na final, no Centro Cultural Moçambique-China, em Maputo, pretende ser um marco na promoção da arte da poesia falada em Moçambique. 

“O Moz Slam configura-se como um espaço de celebração, resistência e valorização da palavra, reunindo 22 poetas, sendo 12 da cidade de Maputo e 10 da cidade de Quelimane, que irão competir por um lugar de destaque nos maiores palcos internacionais”, afirma a organização, que entende que a poesia falada vai além da expressão de sentimentos, igualmente, denuncia, questiona e transforma. 

Ainda para a organização, o Moz Slam é uma plataforma de resistência que dá voz às lutas e histórias do povo moçambicano, ao mesmo tempo em que promove a cultura e a arte da poesia falada no país. 

A edição deste mês, além da participação de 22 poetas – 12 de Maputo e 10 de Quelimane – que irão mostrar ao mundo a força de suas palavras, vai contar com a participação internacional. E o vencedor desta edição do Moz Slam terá a oportunidade de representar Moçambique em eventos de renome mundial, a destacar:  Campeonato Africano de Poesia Falada (Fevereiro), o evento irá seleccionar os 10 maiores poetas africanos, que irão representar os seus países e o continente africano no Mundial de Poesia Falada, que vai ocorrer no México, em Novembro de 2025; o Campeonato Mundial de Slam Poetry (Maio, em Paris), em que o vencedor terá a oportunidade de representar Moçambique na competição internacional de poesia falada, designadamente Campeonato Mundial de Slam Poetry, em Paris.

A competição será realizada em três dias intensos de apresentações e batalhas poéticas: Semifinais (23 e 24 de Janeiro), no Gil Vicente Café e Bar, em Maputo, das 16h às 19h. 

A grande final (25 de Janeiro), vai acontecer no Centro Cultural Moçambique-China, das 16h às 20h.

O julgamento das apresentações será feito por um júri composto por 5 pessoas. Nesta edição, duas personalidades serão convidadas para compor o júri nas semifinais e três entre a plateia. Para a grande final, três jurados convidados e dois jurados da plateia irão avaliar os participantes. In “O País” - Moçambique