Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 17 de março de 2026

Timor-Leste - Governo garante combustível e pode intervir nos preços

O ministro do Petróleo e Recursos Minerais de Timor-Leste, Francisco Monteiro, garantiu fornecimento de combustível para os próximos dois meses e admitiu a intervenção do Governo caso os preços disparem devido ao conflito no Médio Oriente.

“Até ao momento, não estamos numa fase crítica no que toca a soluções, mas a segurança do abastecimento de combustíveis mantém-se estável e assegurada para os próximos dois meses”, afirmou Francisco Monteiro, em conferência de imprensa.

O ministro falava aos jornalistas após a subida do preço dos combustíveis em Timor-Leste, na sequência do conflito no Médio Oriente, e depois de críticas da oposição política, que acusou o Governo de não prestar esclarecimentos à população. “O Ministério do Petróleo garante ao público que a segurança energética, em termos de reservas de combustível, está assegurada para os próximos meses”, insistiu o governante.

O ministro explicou também que há uma “coordenação muito intensiva” com as empresas fornecedoras de combustíveis ao país e na semana passada foi realizada uma reunião para “discutir abertamente o que cada entidade está a fazer e tem previsto fazer nos próximos tempos”. Relativamente ao aumento dos preços dos combustíveis no país, Francisco Monteiro explicou que Timor-Leste adoptou o mercado livre e que o seu custo será sempre afectado pelo mercado mundial.

O ministro salientou que o Governo poderá adoptar medidas caso o preço do petróleo continue a subir. “Serão tomadas medidas apropriadas para minimizar, tanto quanto possível, os impactos negativos na economia caso os preços aumentem significativamente”, disse.

Francisco Monteiro acrescentou que não há motivo para alarme e que existe uma coordenação entre todas as entidades envolvidas. “Devemos manter a confiança. Quanto à questão dos preços, estamos a acompanhar a situação e, a curto prazo, o Governo deverá adoptar algumas medidas para minimizar ao máximo os impactos”, acrescentou. In “Hoje Macau” - Macau


quinta-feira, 4 de maio de 2023

Espanha - Corta o abastecimento de água do rio Tejo para a agricultura

O governo da Espanha decidiu cortar a água trazida do rio Tejo para irrigar plantações no sudeste seco do país


A Espanha é um dos maiores produtores de frutas e vegetais da UE.

Quase metade das exportações do país são produzidas por agricultores como Juan Francisco Abellaneda, co-fundador da cooperativa agrícola Delior.

As suas hortaliças e melancias enchem as prateleiras dos supermercados europeus durante todo o ano. Estas culturas são regadas com água trazida do rio Tejo, centenas de quilómetros a norte dos 300 hectares de campos de Abellaneda, perto de Múrcia.

Mas, como a Espanha enfrenta a realidade das alterações climáticas com três quartos do país em risco de desertificação, o governo decidiu limitar o fluxo de água do Tejo para o sudeste do Levante.

Sem água, a terra não pode ser irrigada levando à incerteza sobre o futuro. Isso significa que ele pode ter de cortar alguns dos 700 funcionários empregados pela cooperativa Delior.

“Precisamos da água. Se eles tirarem de nós, não passará de um deserto aqui”, diz Abellaneda.

Por que a transferência de água se tornou controversa?

Os níveis de água no Tejo, o rio mais longo da Península Ibérica, caíram perigosamente. Em alguns lugares, o leito seco do rio pode ser atravessado a pé no verão.

À medida que o Tejo seca, o direito de retirar água do rio - que atravessa Portugal antes de chegar ao Oceano Atlântico - tem sido o centro de um acalorado debate.

“O Tejo está a sofrer”, diz Domingo Baeza, professor de ecologia fluvial da Universidade Autónoma de Madrid.


"Está degradado em vários lugares... porque superámos em muito a sua capacidade (com) expansão descontrolada da terra que irriga."

A água é canalizada para o sudeste seco da Espanha por meio do projeto Tejo-Segura Water Transfer - 300 quilómetros de túneis, canais, aquedutos e reservatórios. Traz milhares de milhões de litros de água do Tejo para a bacia do Segura entre Múrcia e Andaluzia.

Já foi anunciada como uma solução vital para a seca - agora é acusada de piorá-la.

O aquecimento global mudou a Espanha

Desde a construção da Transferência de Água, a temperatura média da Espanha aumentou 1,3 graus Celsius, segundo o serviço meteorológico do país. Temperaturas extremas e falta de chuva secaram rios e reservatórios, levando à escassez de água.

"O aquecimento global mudou as coisas", diz Julio Barea, porta-voz do Greenpeace Espanha. Ele acrescenta que a transferência "não funciona mais" para a Espanha.

"O Tejo precisa da água (está a perder para as quintas do Sudeste) para sobreviver."

Moradores da região de Castela-La Mancha, onde as águas do Tejo são desviadas, dizem que os efeitos são visíveis há anos. Lagos artificiais criados pelo represamento do rio na década de 1950 costumavam atrair turistas que vinham nadar, passear de barco e comer nos restaurantes locais.

“Tudo parou quando começaram as malditas transferências de água”, diz Borja Castro, vice-presidente da Associação de Municípios Ribeirinhos de Entrepenas e Buendia, cuja água é bombeada para o sudeste.

“Com a nossa água foram negócios, empregos e uma parte da nossa população. Transformaram o Levante no jardim da Europa, mas com água que vinha de fora. É uma loucura.”

Uma batalha pela água na Espanha

Agricultores do sudeste dizem que cortar o fluxo de água do Tejo pode significar o fim da agricultura na região.

Isso pode levar ao abandono de 12 200 hectares de terras aráveis, afirma o grupo de lobby dos agricultores SCRATS. O custo económico também seria colossal, argumenta, até € 137 milhões por ano, com 15 000 empregos perdidos.

O governo de esquerda do primeiro-ministro Pedro Sanchez diz que não teve escolha a não ser cortar o fluxo de água para cumprir as decisões da Suprema Corte da Espanha e as regras ambientais da UE.

A ministra da Transição Ecológica, Teresa Ribera, disse que a decisão foi baseada "no melhor conhecimento científico possível". Ela prometeu mais dinheiro para desenvolver outras fontes de água como a dessalinização - algo que os agricultores dizem ser caro demais para ser viável.


O decreto criou uma situação política única antes das eleições locais no final deste mês.

A região socialista de Valência está a apoiar Múrcia para tentar impedir os cortes. Mas Castela-La Mancha, controlada pelos socialistas, com a ajuda de políticos locais de direita, apoia a decisão do governo de interromper o fluxo de água.

Os ambientalistas argumentam que todo o sistema agrícola da Espanha precisa ser completamente repensado.

“Mais de 80 por cento da água doce na Espanha é usada pela agricultura... simplesmente não é sustentável”, diz Barea do Greenpeace.

“A Espanha não pode ser o jardim da Europa se nossa água está cada vez mais escassa. Euronews.green






terça-feira, 24 de maio de 2022

Angola - Novo projecto vai levar água e energia ao sul do país

O memorando foi assinado em Setembro do ano passado, mas o ajuste directo e o empréstimo foram autorizados agora. São quase 2000 mil milhões de dólares para levar água e energia a quatro províncias do sul do país. O empréstimo será disponibilizado pelo ING Bank com apoio do US Exim Bank e de outras instituições financeiras internacionais. Quanto à execução, está a cargo da Omatapalo

No despacho 128/22, o Presidente da República autoriza a despesa e formaliza a abertura do procedimento de contratação simplificada, no valor global de 1,95 mil milhões de dólares norte-americanos para a adjudicação da empreitada de obras públicas para a electrificação de uma das 26 sedes municipais e 56 comunas, nas províncias do Namibe, Kuando Kubango, Huíla e Cunene, através de sistemas híbridos de geração fotovoltaica, programas integrados de abastecimento de água potável.

Autoriza igualmente a empreitada de construção de duas centrais fotovoltaicas nas localidades de Catete e Laúca.

No documento é ainda aprovada a empreitada para a construção de mini-redes solares de produção de energia eléctrica, armazenamento de energia eléctrica, infra-estruturas de ligação, expansão da rede de distribuição de água, nas províncias do Namibe, Kuando Kubango, Huila e Cunene, compreendendo 65 mini-redes solares com uma capacidade de produção de energia de aproximadamente 220,319 MWdc e armazenamento de energia de aproximadamente 287,040 MWh, cabines solares, sistemas de produção de energia doméstica, respectivas infra-estruturas de ligação, expansão da rede de distribuição de energia através de 45.422 novas ligações domiciliárias e sistemas rurais de captação, tratamento e distribuição de água.

Este valor inclui ainda a empreitada para o desenvolvimento, concepção do projecto de engenharia, fornecimento, supervisão, construção e testes de uma central fotovoltaica de grande escala de produção de energia eléctrica na Localidade de Laúca, com uma capacidade de produção de 400 MWdc.

O contrato abrange também a empreitada para o desenvolvimento, concepção do projecto de engenharia, fornecimento, supervisão, construção e teste de uma central fotovoltaica de grande escala de produção de energia eléctrica na localidade de Catete, com uma capacidade de produção de 104 MWdc.

O Ministro da Energia e Águas é autorizado a celebrar os contratos com a Global Sun África LLC, constituído pelas empresas angolanas Omatapalo - Engenharia e Construções e Omatapalo Inc.

Já a ministra das Finanças é autorizada a iniciar a negociação do empréstimo e a assinar os documentos e contratos necessários para o financiamento do projecto liderado pelo ING Bank, com o apoio do US Exim Bank e de outras Instituições Financeiras Internacionais em representação da República de Angola. In “Novo Jornal” - Angola


domingo, 16 de janeiro de 2022

São Tomé e Príncipe - Comunidades de Lembá decidiram reabilitar o sistema colonial de abastecimento de água devido à tempestade


A calamidade natural que se abateu sobre a ilha de São Tomé destruiu o novo sistema de captação e de tratamento de água potável que alimentava a cidade de Neves, capital do distrito de Lembá e os seus arredores.

A situação de falta de água potável, e o consumo da água do rio ameaça a saúde pública de toda a região norte da ilha de São Tomé.

Face à situação de calamidade, os habitantes de duas comunidades do interior do distrito de Lembá, nomeadamente as roças Generosa e Ponta Figo decidiram promover a cultura de D´junta Món – “Unir as Mãos para Vencer Desafios”.

O Hotel Mucumbli localizado nas proximidades da roça Ponta Figo, foi o arquitecto da iniciativa de união das duas comunidades agrícolas vizinhas da cidade de Neves. Mãos à obra, os populares começaram a trabalhar no sentido de reabilitar um sistema de abastecimento de água construído na era colonial.

A nascente localizada a 8 quilómetros da Roça Ponta Figo, nunca secou, «nem na estação seca a gravana, nem na estação das chuvas…», explicou Tiziano Pisoni em entrevista ao Téla Nón.

Aliás a nascente em causa e o sistema de distribuição de água construído na era colonial foi na década de 90 do século passado reabilitado pela empresa de água e electricidade, a EMAE.

Foi sempre a principal fonte de água potável que alimentava as duas comunidades populosas de Lembá, a Generosa e Ponta Figo assim como alguns bairros dos arredores da cidade de Neves, incluindo o Hotel Mucumbli.

Após a construção há cerca de 4 anos do novo centro de captação e de tratamento de água nas margens do Rio Contador na cidade de Neves, o sistema colonial de abastecimento de água a partir da nascente de Ponte Figo acabou por ser abandonado.

As enxurradas de 28 e 29 de Dezembro de 2021 destruíram por completo o novo centro de captação e tratamento de água que alimentava toda a cidade de Neves e as comunidades vizinhas.

O sistema colonial de abastecimento de água a partir da nascente de Ponta Figo volta assim a ser a única alternativa de acesso a água potável.

Tiziano Pisoni disse ao Téla Nón que o trabalho cívico para reabilitar o sistema antigo de abastecimento de água potável está bastante avançado. «Estamos a 400 metros da nascente», confirmou.

O hotel Mucumbli que tem recorrido a camiões cisternas para abastecer-se de água garante os materiais e equipamentos para as obras de reabilitação do sistema de abastecimento de água de Ponta Figo.

«Estamos a fornecer todo material, os tubos, cimento, e demais equipamentos. A população de Generosa e de Ponta Figo, assim como os trabalhadores da autarquia de Lembá, garantem a mão-de-obra», explicou Tiziano Pisoni em declarações ao Téla Nòn.

A nascente de água localizada nas montanhas que circundam Ponta Figo e Generosa tem enorme reserva de água potável. Segundo Tiziano Pisoni apesar de a canalização não ter grande diâmetro, a nascente explorada desde a era colonial emite cerca de 5 metros cúbicos de água por hora.

É muita água potável, que para além das comunidades de Ponta Figo e Generosa, deverá como no passado alimentar o hotel Mucumbli e grande parte da cidade de Neves.

«Pode ser que haja possibilidade de abastecer a parte norte da cidade de Neves», precisou Tiziano Pisoni.

A população de Lembá começa a trabalhar em equipa, em união, para conseguir alternativas de abastecimento de água potável. Abel Veiga – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”


 

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Cabo Verde - Prevê investir em centrais de dessalinização em duas ilhas

Cabo Verde prevê investir este ano, através de duas empresas públicas, mais de 5,5 milhões de euros em centrais de dessalinização para reforçar o abastecimento de água potável em localidades das ilhas de Santiago e da Boa Vista.

A previsão consta de um documento de suporte à proposta de Orçamento Retificativo para 2020, que hoje é votada, na generalidade, no parlamento cabo-verdiano, e inclui um investimento de 553 milhões de escudos (cinco milhões de euros) a executar pela empresa pública Águas de Santiago, com garantia do Estado.

Consiste, através de um empréstimo da Caixa Económica de Cabo Verde e amortização do Fundo do Ambiente durante 10 anos, na instalação de duas unidades de dessalinização de água desativadas, em Santa Catarina (Ribeira da Barca), com capacidade para 1200 metros cúbicos por dia, e no Tarrafal (Ribeira das Pratas), com capacidade para 1000 metros cúbicos, ambos na ilha de Santiago.

Um segundo investimento, no valor de 62 milhões de escudos (meio milhão de euros), será executado pela empresa estatal Águas e Energia da Boa Vista (AEB) e financiado igualmente pela Caixa Económica.

Visa o reforço da distribuição de água dessalinizada no norte da ilha da Boa Vista, com a beneficiação da rede, distribuição fora de rede com autotanque e uma “pequena dessalinizadora”.

A dessalinização é utilizada em Cabo Verde há mais de 50 anos e este investimento surge numa altura em que o país está há três anos consecutivos em seca. Neste cenário, o Governo decretou, no início de janeiro, a situação de emergência hídrica, com limitações ao consumo de água, e aprovou um plano de mitigação, que passa precisamente pelo reforço da capacidade de tratamento de água do mar.

A aquisição de autotanques, instalação de uma nova unidade de dessalinização ou a massificação da irrigação gota a gota integram o pacote de medidas definidas pelo Governo cabo-verdiano para combater este novo ano de seca.

De acordo com uma resolução governamental que entrou em vigor no início deste ano, este plano de mitigação de mais um ano de seca no arquipélago está avaliado em 1.102 milhões de escudos (10 milhões de euros).

À semelhança das duas anteriores, a campanha agrícola 2019/2020 em Cabo Verde caracterizou-se, segundo o documento do Governo, por uma “curta estação de chuvas” e “deficitária em todo o arquipélago”.

Para minimizar este cenário, o plano de intervenção para 2020 distribui-se pela mobilização e gestão de água, com 358 milhões de escudos (3,2 milhões de euros); pelo reforço da produção agrossilvopastoril e proteção de ecossistemas terrestres, com 305,6 milhões de escudos (2,8 milhões de euros); e com o reforço da resiliência das famílias, mobilizando 439 milhões de escudos (cerca de quatro milhões de euros).

Cabo Verde regista um acumulado de 1553 casos de covid-19 diagnosticados desde 19 de março, com 19 óbitos, mas 729 já foram considerados recuperados. In “Mundo Lusíada” - Brasil

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Portugal - Universidade do Minho integra Projeto Europeu sobre Inovação em Tecnologia da Água



O Centro de Engenharia Biológica (CEB) é um centro de investigação nas áreas da biotecnologia e bioengenharia para os setores ambiental, saúde, industrial e alimentar, integrado na Escola de Engenharia da Universidade do Minho.

O Projeto Europeu iWATERMAP conta com a colaboração da UMinho, e mais 9 parceiros de sete regiões da Europa. Os principais objetivos desta investigação é “Encontrar soluções mais sustentáveis e inteligentes para gerir com mais eficiência os sistemas de tratamento e abastecimento de água, dar nova vida a recursos criados a partir de águas residuais e identificar tecnologias avançadas para eliminar ameaças escondidas”.

O CEB está a representar a Região do Norte, pelo que tem de apresentar um Plano de Ação no qual assegura que as aprendizagens do projeto estão a ser postas em prática na região. A ideia é que os parceiros partilhem os progressos feitos no seu país e que a competitividade, o crescimento e o emprego aumente nas localidades.

Um dos projetos que foi aprovado no âmbito das parcerias regionais foi o PAMWater, uma plataforma que recorre à inteligência artificial para prever e corrigir problemas na gestão de serviços de tratamento e abastecimento de água.

Um setor que pode beneficiar com a inovação da tecnologia da água e que mais se destaca no Norte de Portugal é o Agro-alimentar; Tem um volume de negócios superior a 14,8 mil milhões de euros e emprega mais de 600 mil postos de trabalho, segundo dados do INE de 2014. In “Green Savers Sapo” - Portugal

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Moçambique - Galp vai duplicar capacidade de armazenagem de gás

A Galp vai duplicar, já no próximo ano, a capacidade de armazenagem de gás em Moçambique e aumentar também de forma significativa a armazenagem de combustíveis líquidos, com a conclusão dos trabalhos de construção dos novos Parques Logísticos da Beira e da Matola. Esta aposta da empresa representa um investimento de 138,7 milhões USD e irá contribuir para uma maior segurança e fiabilidade no abastecimento de GPL e combustíveis líquidos em Moçambique.

No que diz respeito ao GPL, a maior capacidade de armazenagem vai permitir aumentar significativamente os stocks deste produto no país e contribuir para a redução dos custos no abastecimento, garantindo também que a oferta vai acompanhar a crescente procura. A garantia foi dada por Paulo Varela, CEO da Galp Moçambique, na terça-feira, 27 de Agosto, durante uma visita do Ministro da Economia português, Pedro Siza Vieira, ao Terminal Logístico da Matola.

“O Terminal Logístico em construção na Matola irá contribuir para potenciar a utilização de infra-estruturas portuárias e ferroviárias, em benefício do País”, explicou Paulo Varela, referindo que “a nova base traz sobretudo uma maior segurança e fiabilidade no abastecimento de GPL (gás de garrafa), duplicando a capacidade de recepção e armazenagem na zona sul, passando das actuais 3 mil toneladas para as 6 mil”.

As duas novas bases logísticas para recepção, armazenagem e expedição de combustíveis líquidos e de GPL, nas cidades da Beira e da Matola, vão possibilitar também um aumento da competitividade da Galp no mercado nacional e criar condições para abastecer também o mercado em países vizinhos, alargando a sua área de influência nesta região de África.

Com estes investimentos, que deverão estar concluídos no final de 2020, a Galp passará a contar com quatro parques logísticos em Moçambique. A empresa gera actualmente 120 postos de trabalho directos e cerca de 2 mil indirectos, números que deverão aumentar, no próximo ano, para os 150 e 2500, respectivamente.

No ano de 2017, o volume de negócios da Galp em Moçambique na área de distribuição de combustíveis representou 128 milhões de euros, tendo em 2018 aumentado para os 163 milhões de euros. Um ritmo de crescimento para manter nos próximos anos.

A visita realizou-se no contexto da FACIM 2019, que aconteceu de 26 de Agosto a 1 de Setembro, na qual a Galp marcou presença com o tema ‘Hoje é um bom dia para mudar’. A Galp marcou novamente presença na Feira Internacional mais importante de Moçambique e onde demonstra a sua actividade neste mercado e na região.

Presente no país há mais de 60 anos, desde 2018 que a Galp está em todas as províncias de Moçambique através dos seus 62 postos de abastecimento de combustível, apresentando-se como um dos maiores investidores no mercado. Com uma escala global, a empresa considera o investimento em infraestruturas essencial para o futuro desenvolvimento de Moçambique. Envolvida no sector do Oil & Gas, participa também no consórcio que vai extrair e comercializar gás natural na bacia do Rovuma. In “Olá Moçambique” - Moçambique

terça-feira, 23 de julho de 2019

Angola - Águas de Portugal vai apoiar gestão de empresas de fornecimento de água



Lisboa - O Grupo Águas de Portugal (AdP) conseguiu dois contratos avaliados em 14 milhões de euros para apoiar a gestão de empresas provinciais de abastecimento de água em duas províncias angolanas até 2022.

Os contratos, financiados pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), envolvem "atividades específicas para o desenvolvimento e capacitação institucional das empresas" das províncias de Bengo e Cunene, segundo um comunicado da AdP a que a Lusa teve hoje acesso.

Segundo o mesmo documento, os contratos adjudicados através de um concurso público internacional lançado pelo BAD pressupõem a presença permanente de uma equipa de peritos que apoiarão as Empresa Provincial de Águas e Saneamento (EPAS) de Angola.

"Vamos arrancar agora com os contratos, no final deste mês", afirmou à Lusa o diretor da AdP Internacional, Cláudio Jesus.

"São contratos com uma equipa bastante vasta. A tempo inteiro têm seis peritos, mais seis temporários", explicou o responsável, numa chamada telefónica.

Cláudio Jesus detalhou que além de um chefe de equipa, que coordenará a equipa a tempo inteiro, esta será composta por mais cinco pessoas de diversas áreas, nomeadamente "na área comercial, na área de produção de água e de gestão da rede de distribuição, na área da manutenção - é uma área forte, que temos dois peritos - e na área da engenharia", uma estratégia para cobrir "todas as áreas que pretende uma empresa desta natureza".

O responsável da AdP Internacional considera que os dois contratos são "o corolário de um longo trabalho que temos desenvolvido com os decisores do setor de água em Angola" e que este é "um trabalho que se pretende que seja de parceria".

O Grupo Águas de Portugal tem desenvolvido projetos em Angola, Azerbaijão, Cabo Verde, Costa do Marfim, Marrocos, Moçambique, República Democrática do Congo, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, quer num formato de assistência técnica, quer através da gestão de concessões de serviços de águas e resíduos.

Esta internacionalização, com elevada presença nos países de língua oficial portuguesa, levo responsável a afirmar que "é quase uma empresa que trabalha de e para a lusofonia".

Cláudio Jesus anunciou também que viajará para a Guiné-Bissau devido a um contrato de assistência técnica à Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), contrato financiado pelo Banco Mundial e que foi atribuído a um consórcio que conta, entre outros, com a EDP Internacional. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”

sábado, 13 de julho de 2019

São Tomé e Príncipe – Crise dos combustíveis minimizada com chegada de petroleiro angolano

Um petroleiro angolano encontra-se na baía de Rosema, no norte de São Tomé e Príncipe, a restabelecer o país de combustíveis, anunciou um responsável governamental são-tomense.

Nos últimos dias o país tem assistido a falhas frequentes de fornecimento de energia com acusações mútuas entre a Emae, empresa de água e electricidade e a Enco, empresa de combustíveis.

As dificuldades que a população santomense tem sentido para resolver as suas necessidades de combustível, principalmente gasóleo e petróleo doméstico, tem levado a um açambarcamento destes combustíveis que em nada ajuda a governação do país, que está dependente do envio de combustíveis pela empresa angolana Sonangol.

Para ultrapassar esta situação os governos de São Tomé e Príncipe e de Angola, países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) estão em negociações para ultrapassar esta crise que só prejudica o povo santomense nas suas tarefas básicas. Baía da Lusofonia

sábado, 1 de setembro de 2018

Moçambique - Galp vai investir 150 milhões na expansão da rede

A energética quer alargar a rede de postos de abastecimento até 2020 e investir em duas novas bases logísticas em Moçambique



A Galp Energia anunciou que quer duplicar a presença no mercado moçambicano em quatro anos. Para tal, vai investir 150 milhões de dólares no reforço da rede de postos de abastecimento, bem como em duas novas bases logísticas.

Com este investimento, a petrolífera portuguesa prevê passar dos actuais 57 postos para 70 até 2020. Ainda em 2018, a energética quer aumentar a rede até aos 60 postos.

O plano de expansão da empresa em Moçambique passa ainda pela construção de duas novas bases logísticas para recepção, armazenagem e expedição de combustíveis nas cidades da Matola e da Beira. Com este reforço, que será realizado no âmbito de uma parceria, a petrolífera vai ficar a contar com quatro bases logísticas no país, onde está presente há 60 anos.

A Galp sublinha ainda que este investimento vai contribuir para a criação de novos postos de trabalho directos, quer na fase de construção, quer na fase de exploração. "No final de 2020 o universo de pessoas a trabalhar apenas na área de retalho da empresa será superior a 2600 colaboradores", detalha a empresa em comunicado.

Além do segmento de distribuição, a Galp está presente neste mercado no segmento de Exploração e produção. Aliás, Moçambique é o mercado-chave da empresa liderada por Carlos Gomes da Silva para o gás natural.

Actualmente, a Galp está presente neste segmento no país, com uma participação de 10%, no projecto Coral Sul, no qual também participam a italiana Eni e sul-coreana Kogas. Além deste projecto, a empresa também tem em curso o projecto Mamba, apelidado pelo CEO da Galp como a "jóia da coroa". Este projecto, com capacidade para produzir 7,6 milhões de toneladas por ano (mtpa) já foi submetido ao Governo moçambicano. A decisão final deve ser conhecida em 2019. Sara Ribeiro – Portugal in “Jornal de Negócios”