Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 17 de março de 2026

Timor-Leste - Governo garante combustível e pode intervir nos preços

O ministro do Petróleo e Recursos Minerais de Timor-Leste, Francisco Monteiro, garantiu fornecimento de combustível para os próximos dois meses e admitiu a intervenção do Governo caso os preços disparem devido ao conflito no Médio Oriente.

“Até ao momento, não estamos numa fase crítica no que toca a soluções, mas a segurança do abastecimento de combustíveis mantém-se estável e assegurada para os próximos dois meses”, afirmou Francisco Monteiro, em conferência de imprensa.

O ministro falava aos jornalistas após a subida do preço dos combustíveis em Timor-Leste, na sequência do conflito no Médio Oriente, e depois de críticas da oposição política, que acusou o Governo de não prestar esclarecimentos à população. “O Ministério do Petróleo garante ao público que a segurança energética, em termos de reservas de combustível, está assegurada para os próximos meses”, insistiu o governante.

O ministro explicou também que há uma “coordenação muito intensiva” com as empresas fornecedoras de combustíveis ao país e na semana passada foi realizada uma reunião para “discutir abertamente o que cada entidade está a fazer e tem previsto fazer nos próximos tempos”. Relativamente ao aumento dos preços dos combustíveis no país, Francisco Monteiro explicou que Timor-Leste adoptou o mercado livre e que o seu custo será sempre afectado pelo mercado mundial.

O ministro salientou que o Governo poderá adoptar medidas caso o preço do petróleo continue a subir. “Serão tomadas medidas apropriadas para minimizar, tanto quanto possível, os impactos negativos na economia caso os preços aumentem significativamente”, disse.

Francisco Monteiro acrescentou que não há motivo para alarme e que existe uma coordenação entre todas as entidades envolvidas. “Devemos manter a confiança. Quanto à questão dos preços, estamos a acompanhar a situação e, a curto prazo, o Governo deverá adoptar algumas medidas para minimizar ao máximo os impactos”, acrescentou. In “Hoje Macau” - Macau


quarta-feira, 30 de abril de 2025

Portugal - Universidade de Coimbra tem microrrede elétrica que pode garantir fornecimento de energia em situações extremas

O Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) tem uma microrrede elétrica resiliente, para grandes edifícios ou comunidades de energia, que pode garantir o fornecimento elétrico a cargas críticas durante situações extremas ou catastróficas, em que ocorra falha da rede elétrica pública.


 

No passado dia 28 de abril, aquando do maior apagão que afetou toda a Península Ibérica e parte da Europa, esta tecnologia, desenvolvida no Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (DEEC) da FCTUC, teve a sua prova de fogo com condições reais, conseguindo, com sucesso, fornecer eletricidade às cargas críticas do edifício e funcionar de forma autónoma da rede publica. 

«As microrredes são uma tecnologia que permite ter um sistema elétrico independente da rede elétrica inserido numa área geográfica específica e definida, como, por exemplo, um edifício, bairro ou localidade pequena. São usadas para fornecer eletricidade em zonas remotas onde a infraestrutura é fraca ou inexistente, para otimizar eficiência energética, custos e integração de energia renovável e, em casos extremos, garantir o fornecimento de energia elétrica aos clientes por si abrangidos quando tudo o resto falha», revela Alexandre Matias Correia, estudante do mestrado em Engenharia Eletrotécnica ISR/FCTUC. 

Esta microrrede tem como foco a resiliência e está concebida precisamente para fornecer eletricidade a cargas críticas (substituindo os geradores de emergência diesel) durante períodos prolongados de tempo (até 72h). Para tal, tem instalado um sistema fotovoltaico dedicado, dois sistemas de baterias, equipamento de potência especializado para gestão e sincronização de rede e carregamento bidirecional para veículos elétricos.


 

De acordo com o estudante da FCTUC, «este último sistema permite alimentar a rede elétrica local através da energia armazenada em veículos elétricos o que possibilita aumentar ainda mais a duração do fornecimento de energia elétrica, assim como disponibilizar potência em locais onde a infraestrutura é inexistente ou foi danificada». Para além disso, conclui Alexandre Matias, «a microrrede possui também uma capacidade regenerativa, usando os painéis fotovoltaicos e um sistema de gestão de cargas para recarregar baterias durante o dia, prolongando ainda mais o fornecimento às cargas críticas».

A microrrede resiliente é um projeto desenvolvido no âmbito da tese de Doutoramento de Alexandre Matias Correia, intitulada "Optimization and management of microgrids to deliver high power quality in critical and disaster situations", tendo sido já utilizada como protótipo piloto para outros trabalhos de investigação e ensino de Engenharia Eletrotécnica. Universidade de Coimbra - Portugal


sexta-feira, 10 de junho de 2022

Argélia - Suspende tratado de amizade com a Espanha sobre o Sahara Ocidental

O gabinete do presidente argelino anunciou nesta quarta-feira que a nação do norte de África estava “imediatamente” a suspender um tratado de amizade de duas décadas com a Espanha.

Foi o mais recente golpe nas relações cada vez mais vacilantes entre Argel e Madrid, que depende da Argélia para grande parte do seu fornecimento de gás natural.

As tensões aumentaram numa disputa complexa de três vias depois que a Espanha deu o seu apoio à posição de Marrocos sobre o território disputado do Sahara Ocidental.

A Argélia apoia o movimento de independência da Frente Polisário na região, que rejeita a anexação do Sahara Ocidental por Marrocos. Os membros da Frente Polisário estão acampados no sul da Argélia.

A declaração do gabinete do presidente argelino Abdelmadjid Tebboune citou o que disse ser a “injustificável reviravolta” em março sobre a posição da Espanha, equivalendo a um “facto consumado com argumentos falaciosos”. Afirmou que a Espanha desde então faz campanha “para justificar” a sua posição.

O comunicado disse que a Espanha está a abusar do seu papel como “potência administrativa” no Sahara Ocidental até que as Nações Unidas decidam o estatuto do vasto território rico em minerais. Está, portanto, “a contribuir diretamente para a degradação da situação no Sahara Ocidental e na região”, disse o gabinete do presidente argelino.

“Em consequência, a Argélia decidiu proceder imediatamente à suspensão” do tratado, que serviu de marco nos laços dos dois países, refere o comunicado. O tratado data de 2002.

O governo da Espanha lamentou a decisão da Argélia e reafirmou o seu compromisso com o tratado de amizade.

“O governo espanhol considera a Argélia como um país vizinho amigável e reafirma a sua total prontidão para manter e desenvolver a relação de cooperação especial entre os nossos dois países, em benefício do povo de ambos”, disse um comunicado do Ministério das Relações Exteriores espanhol.

A Espanha era a antiga potência colonial no Sahara Ocidental até ser anexada por Marrocos em 1975. Desde então, a Argélia e o vizinho Marrocos têm laços tensos sobre o destino do Sahara Ocidental. Marrocos quer alguma autonomia para a região com supervisão marroquina sobre o que chama das suas “províncias do sul”.

Os dois países africanos romperam relações diplomáticas em agosto no impasse.

A questão do Sahara Ocidental combinou-se com a turbulência sobre o fornecimento de energia da Argélia rica em gás. A imprensa argelina refere-se regularmente ao apoio da Espanha ao Marrocos como uma forma de “traição”.

A oposição diplomática da Argélia em Espanha ocorreu horas depois que o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, discursou longamente no Parlamento da Espanha sobre a sua decisão de se aliar a Marrocos sobre o futuro do Sahara Ocidental. Sanchez disse que fazer o Sahara Ocidental operar de forma autónoma sob o domínio marroquino é “a iniciativa mais séria, realista e credível” para resolver a longa disputa pelo território.

Embora seja líder em energia eólica e solar, a Espanha ainda precisa importar gás natural para atender às suas necessidades energéticas.

Em 2021, a Sonatrach da Argélia forneceu à Espanha mais de 40% do seu gás natural importado, a maioria trazida pelo gasoduto submarino Medgaz. Outra rota de abastecimento para a Espanha era através do oleoduto Maghreb Europe, que passa por Marrocos, mas foi interrompido após a interrupção de agosto nas relações diplomáticas entre a Argélia e o Marrocos.

Nos últimos meses, os Estados Unidos assumiram o lugar de principal fornecedor de gás natural da Espanha.

Até agora, não há indicação de que a Argélia planeie não cumprir o seu contrato atual para enviar gás para a Espanha por gasoduto e navios-tanque. Mas anunciou recentemente que a Itália, com a qual tem um oleoduto separado, será um cliente preferencial, enquanto os países europeus lutam para encontrar alternativas à energia russa para puni-lo pela sua invasão da Ucrânia.

“A Argélia é conhecida por ser um fornecedor confiável (de gás) e deu garantias do mais alto nível do seu governo” de que o gás continuará fluindo, disse o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Albares. Euronews.com

 

sexta-feira, 4 de março de 2022

Angola - Empresa gerida pela Sonangol diminui oferta de combustíveis ao Governo de São Tomé e Príncipe devido a atraso nos pagamentos

A empresa nacional de combustíveis de São Tomé e Príncipe, a ENCO, que é gerida pela Sonangol, vai contar com pelo menos 50% de redução no fornecimento de combustíveis provenientes de Angola para a empresa estatal de água e electricidade, a Emae

Segundo uma nota da ENCO, a diminuição do fornecimento de combustíveis à EMAE vai acontecer já e na ordem dos 50 por cento.

Citada pela Lusa, esta nota da ENCO avança que, "sob pena de não conseguir repor os "stocks" já na próxima importação, prevista para 16 de abril de 2022, seremos obrigados a reduzir as quantidades de combustíveis fornecidos à Emae em 50% por dia".

Em causa estão pagamentos em atraso.

A empresa, ainda segundo a Lusa, justifica a decisão levando em conta que, até àquela data, não recebeu "quaisquer pagamentos dos fornecimentos de combustíveis para os grupos de geradores da Emae", nem recebeu "propostas calendarizadas para a liquidação das dívidas vencidas" e a ENCO "tem vindo a enfrentar dificuldades de tesouraria".

Na carta refere-se que a diminuição de fornecimento poderá ser suspensa quando a Emae assegurar "as condições de pagamento destes lotes" e a ENCO "consiga reunir os meios financeiros necessários para garantir a aquisição de combustíveis a terceiros".

O ministro das Infraestruturas e Recursos Naturais, Osvaldo Abreu explicou que o problema da dívida para com a ENCO perdura "ao longo de vários anos", mas têm sido sempre ultrapassados.

"Tem existido falhas de pagamento regular da Emae para com a ENCO e de tempo em tempo - não só neste Governo, no Governo anterior e nos outros - a ENCO faz o seu papel como empresa comercial exigindo mais pagamentos à Emae, portanto, tudo depois cai também na responsabilidade do Estado", explicou Osvaldo Abreu em declarações à Rádio Nacional do país. In  “Novo Jornal” – Angola com “Lusa”


quarta-feira, 1 de abril de 2020

Timor-Leste - Governo disponibiliza água gratuita durante Estado de Emergência

Díli – O Diretor-Geral da Água e Saneamento do Ministério das Obras Públicas (MOP), Gustavo da Cruz, revelou hoje que esta direção disponibilizará à população acesso gratuito a água durante o período do Estado de Emergência.

“Durante o estado de emergência, não vamos emitir nenhuma fatura para os consumidores pagarem a tarifa da água de acordo com as indicações políticas. Não utilizaremos, por isso, o sistema de pagamento do tarifário da água”, disse Gustavo da Cruz, em declarações aos jornalistas, no Centro de Convenções de Díli.

O diretor afirmou ainda que o fornecimento da água a todos os consumidores estará salvaguardado, à semelhança da eletricidade.

“Já demos instruções aos nossos técnicos para que forneçam a água de forma gratuita a todos os consumidores durante o estado de emergência. Assim, as pessoas não pagarão o tarifário da água”, afirmou.

Segundo Gustavo da Cruz, dos cerca de 14 mil consumidores de água no município de Díli, apenas 4% efetuam o pagamento.

O MOP decidiu apoiar a população no consumo de água com base no decreto do Governo do passado dia 28 de março, já publicado no Jornal da República. Nelia Fernandes – Timor-Leste in “Tatoli”

sábado, 7 de setembro de 2019

São Tomé e Príncipe – Fornecimento de combustíveis reduzido a 1/3 por Angola

O Governo do primeiro-ministro Jorge Bom Jesus admitiu que São Tomé e Príncipe está a atravessar sérias dificuldades, causando as mesmas um impacto cada vez mais grave sobre a população. O motivo deve-se ao facto de Angola, único fornecedor de combustíveis do país desde a independência, em 1975, ter decidido cortar na quantidade de combustíveis que fornecia.

O caso foi revelado por Bom Jesus durante a reunião com a comunidade são-tomense radicada em Portugal. “Angola neste momento está a nos enviar 1/3 daquilo que deveria normalmente enviar, daquilo que é o nosso consumo”, declarou em Lisboa.

Segundo o Chefe do Governo, Angola tem o monopólio no mercado de combustíveis de São Tomé e Príncipe, o que complica qualquer diligência no sentido de arranjar outro fornecedor de combustíveis. “A Sonangol é detentora de mais de 76% do capital social da ENCO [Empresa Nacional de Combustíveis e Óleos], e o Estado são-tomense só tem 16%. Os reservatórios de combustíveis pertencem à ENCO. Ainda que quisesse comprar combustíveis num outro lado, tinha que conversar com a Sonangol”, esclareceu.

Esta redução tem causado sucessivas roturas nos reservatórios de stock de combustíveis da ENCO, localizados na cidade de Neves. Os cortes no fornecimento de energia elétrica dominaram o país em julho e a falta de petróleo para a cozinha e para a iluminação complicou a vida da maioria da população.

“Há oito dias estive em Angola precisamente para abordar esta questão, porque é insustentável. Precisamos de uma moratória pelo menos até dezembro para encontrarmos novas soluções”, acrescentou a mesma fonte.

O governante referiu que, caso continue a ocorrer a rotura do stock, o seu governo tem os dias contados. “Porque o problema da energia e do arroz deixam cair governos em São Tomé e Príncipe, e tenho consciência disso”, concluiu.

Recorde-se que o ministro das Finanças e da Economia Azul, Osvaldo Vaz, anunciou que São Tomé e Príncipe deve 150 milhões de dólares (cerca de 136,3 milhões de euros) a Angola, um valor igual ao do Orçamento Geral do Estado são-tomense para este ano. In “e-Global” - Portugal