Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Angola - Antologia “Construir amanhã com barro de dentro – vozes do pós-independência” vai ser lançado no Camões – Centro Cultural Português em Luanda

Depois de Moçambique, a antologia de prosa Construir amanhã com barro de dentro – vozes do pós-independência, organizada pelos escritores e jornalistas Eduardo Quive e Israel Campos, e editada pela Catalogus, será lançada em Angola.


Em evento que será no dia 11 de Dezembro, às 17h30, no Camões – Centro Cultural Português em Luanda, a obra que reúne 19 narrativas de 19 autores de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe será apresentada pelo escritor e crítico de arte Adriano Mixinge.

Por ocasião do lançamento do livro, o escritor moçambicano Eduardo Quive participará de uma série de actividades literárias, juntamente com o escritor Israel Campos, juntando-se a eles, os autores angolanos que participam na antologia, Rosa Soares, Oliver Quiteculo e Sérgio Fernandes.

Essas actividades serão, nomeadamente, no dia 05 de Dezembro, às 17h30 na Livraria Kiela, uma sessão de conversa o tema “Pontes literárias nos PALOP: Desafios e Oportunidades”, moderada por Ngoi Salucombo (Programador cultural do Goethe-Institut Angola). No dia 06 de Dezembro, às 10 horas, uma sessão de conversa com autores na Biblioteca Contr’Ignorância, e às 15 horas, do mesmo dia, na 10Padronizada, debate sobre o tema “construindo pontes, sonhando utopias: o livro, a circulação e o acesso em Angola e Moçambique”.

No dia 08 de Dezembro, às 17 horas na União dos Escritores Angolanos (UEA), debate-se sobre o tema “entre a memória e o porvir: os jovens e os livros nos PALOP”, moderado pelo escritor e jornalista Gociante Patissa.

Dia 09 de Dezembro, às 11 horas, na Faculdade de Humanidades da Universidade Agostinho Neto, conversa sobre o livro “Construir amanhã com barro de dentro – Vozes do pós-independência”, com a moderação da professora e escritora Domingas Monte.

A antologia Construir amanhã com barro de dentro – vozes do pós-independência, é editada pela Catalogus com o apoio do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, tendo sido lançada na capital moçambicana em Agosto de 2025. Agora ela persegue a utopia em constituir uma ponte de circulação e acesso à literatura contemporânea dos países unidos pela língua portuguesa dentro do continente africano.

A obra contempla escritores nascidos no período pós-independência que, na sua maioria, já são referência na literatura contemporânea africana e outros promissores que têm vindo a destacar-se pelo seu talento. São eles Amadu Dafé, Ailton Moreira, Alice Pessoa, Edson Incopté, Eileen Barbosa, Happy Taimo, Ivanick Lopanza, Janine Oliveira, Jessemusse Cacinda, Luana Cardoso Pereira, Marinho Pina, Maya Ângela Macuácua, Mélio Tinga, Oliver Quiteculo, Pedro Sequeira de Carvalho, Rosa Soares e Sérgio Fernandes, incluindo os contos dos organizadores, Eduardo Quive e Israel Campos.

A antologia conta com o prefácio da consagrada escritora moçambicana Paulina Chiziane e de Inocência Mata, professora de Literatura e Estudos de Cultura na Universidade de Lisboa.

Sobre os organizadores

Eduardo Quive é jornalista e escritor. Publicou, entre outros, A cor da tua sombra (Romance, 2025), Mutiladas (Contos, 2024), Para onde foram os vivos (Poesia, 2022) e O Abismo aos pés – 25 escritores lusófonos respondem sobre a iminência do fim do mundo em 2020 (co-autor, Entrevistas). Co-fundou a Catalogus e é colaborador da Fundação Fernando Leite Couto.

Israel Campos é jornalista e escritor angolano, vencedor da 2ª edição do Prémio Literário Imprensa Nacional/Casa da Moeda (2024) e do Prémio de Literatura Juvenil Ferreira de Castro (2025). Com quase uma década de experiência na imprensa, colaborou como freelancer para a imprensa internacional em órgãos como a BBC, Voice of America, Al Jazeera e Wall Street Journal. Em 2023, publicou o seu romance de estreia E o Céu Mudou de Cor (Kacimbo, 2023). Actualmente é doutorando em Media e Comunicação na University of Leeds. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


terça-feira, 13 de agosto de 2024

Angola - Israel Campos representa Angola na residência literária no Gana

O jornalista e escritor angolano Israel Campos é um dos 20 jovens escritores africanos emergentes seleccionados pelo Creative Africa Nexus (CANEX) - Núcleo Criativo de África, em português, para participar num evento denominado “Residência Literária”, que começou ontem em Aburi, no Gana, com término previsto para o dia 22 do corrente mês


O evento, que é dirigido pela prestigiada escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, é uma iniciativa do Banco Africano de Importações e Exportações (Afreximbank) e tem como objectivo "destacar a cadeia de valor do livro em África, apoiando e desenvolvendo o talento literário no continente e na sua diáspora”.

Durante dez dias, Israel Campos, ao lado de outros jovens escritores de vários países africanos, participará num conjunto de sessões formativas destinadas a aperfeiçoar suas habilidades criativas, bem como aprofundar seu conhecimento sobre o funcionamento da indústria livreira no continente africano.

As sessões serão ministradas por uma equipa de escritores liderada por Chimamanda Ngozi Adichie. Haverá também profissionais das áreas Jurídica e Comercial que vão fornecer perspectivas sobre os aspectos legais e empresariais da profissão de escritor. Os participantes do workshop terão ainda a oportunidade de contribuir para uma antologia que será publicada após o evento.

Para Israel Campos, estar entre os 20 jovens africanos seleccionados tem um "significado muito grande” para sua jovem carreira, enquanto escritor. "Tenho a escrita, quer no jornalismo quer na ficção, como o principal recurso que consigo utilizar para expressar as principais questões que me perturbam, inquietam, preocupam. E é por isso mesmo que escrevo: para pô-las cá fora”, frisou.

Em declarações ao Jornal de Angola, o jovem angolano disse esperar desta jornada, "poder aprender muito com os meus colegas e com os facilitadores do evento - que são escritores veteranos de várias partes do continente”.

Perfil do jovem escritor

Israel Campos é um premiado jornalista freelancer angolano, actualmente residente em Lisboa, Portugal. Possui uma licenciatura em Jornalismo pela City University of London e um mestrado em Comunicação Estratégica e Liderança pela Universidade Católica Portuguesa. A sua carreira teve início ainda na infância, como locutor de programas infantis na Rádio Nacional de Angola. Em 2023, lançou em Angola e Portugal, o seu romance de estreia, intitulado "E o Céu Mudou de Cor”. No ano em curso recebeu uma menção honrosa no "Prémio de Literatura Juvenil Ferreira de Castro” pelo seu conto "Aqui Estar”. Pereira Santana – Angola in “Jornal de Angola”


domingo, 24 de outubro de 2021

Países Baixos - Angolano Israel Campos nomeado para prémio de jornalismo

O jornalista angolano Israel Campos está entre os nomeados na edição de 2021 do Free Press Award, uma iniciativa da Free Press Limited, organização não-governamental holandesa que se bate pela liberdade de imprensa e pela defesa dos direitos de jornalistas em todo o mundo

De 21 anos, Israel concorre à categoria de Revelação do Ano em Jornalismo (Newcomer of the Year Award), em que se distinguem jovens talentos que tenham "um forte desempenho" no exercício da profissão. "Todos os indicados demonstram compromisso excepcional com a liberdade de imprensa, cobertura independente e usam métodos inovadores para divulgar informações", lê-se no comunicado de imprensa, que adianta que o anúncio dos vencedores será feito a 2 de Novembro, durante uma cerimónia em Haia, Países Baixos.

Filho do também jornalista Graça Campos, ao Novo Jornal, Israel Campos reage à indicação com um misto de sentimentos, pois, se por um lado demonstra o "reconhecimento" pelo trabalho que desenvolve, por outro, evidencia que o mundo "está atento ao que se passa em Angola" e identifica no País "graves problemas" no que diz respeito à liberdade de imprensa.

"Esta nomeação deveria servir de reflexão para as nossas instituições", comenta o jornalista, criticando a actuação dos órgãos de comunicação sob a tutela do Estado. "Só prevalece em Angola, hoje, a visão de quem é do MPLA e todas as vozes que se levantam contra as más práticas do Governo são taxadas como vozes da oposição", lamenta.

A licenciar-se em Jornalismo pela City University of London, Israel Campos foi, em Abril deste ano, proibido de voltar a fazer trabalhos ao vivo na Rádio Luanda, estação em que trabalha desde os 13 anos, após ter lido, no programa Viva a Noite, a crónica de um activista sobre os estragos da chuva na capital angolana. Onélio Santiago – Angola in “Novo Jornal”