Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 24 de março de 2026

Angola - Artistas exibem “100tenário de Camilo Pessanha” em exposição colectiva no Camões Centro Cultural Português

O Camões Centro Cultural Português, em parceria com o literArte, realiza hoje, a partir das 17h30, a inauguração da 14.ª Exposição colectiva “100tenário de Camilo Pessanha”, uma mostra que reúne uma selecção de 14 artistas, inspiradas em três poemas do poeta e escritor português Camilo Pessanha. Depois da abertura oficial, a mesma estará patente ao público até 15 de Abril do corrente ano


Inspirada nos poemas “Caminho”, “Vénus” e “Voz Débil que Passas”, trata-se não apenas de uma exposição de artes plásticas, mas de uma mostra que representa um encontro entre gerações, unindo uma nova geração de artistas angolanos a um dos maiores nomes da literatura portuguesa.

A exposição apresenta 28 obras, entre pintura, escultura, gravura e cerâmica, explorando diferentes correntes artísticas, como o surrealismo ou o realismo, entre outras abordagens contemporâneas.

Em declaração à imprensa, o assessor de cooperação-cultura do Camões-Centro Cultural Português, João Azeredo, disse que o grupo é composto por 14 artistas diferentes que vão colocar os seus trabalhos à disposição da comunidade, alguns com mais experiência na área e outros com menos tempo de carreira. Maria Custódia – Angola in “O País”


segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Reino Unido - Ceramista portuguesa conquista prémio artístico no País de Gales

A ceramista portuguesa Natália Dias ganhou este ano pela segunda vez uma medalha de ouro do festival Ceredigion National Eisteddfod no País de Gales com uma série de cabeças de mulheres inspiradas nas mitologias grega e celta


A Medalha de Ouro para a categoria de Design e Artes Decorativas [Gold Medal for Craft and Design] inclui um prémio monetário de 5000 libras [6000 euros), mas é o reconhecimento da obra que a artista de 44 anos mais valoriza.

Com origens que remontam a 1861, o National Eisteddfod é um dos maiores festivais culturais europeus, atraindo cerca de 160000 visitantes ao longo de uma semana de concertos, debates, exposições e outras manifestações tradicionais dedicados à língua e tradições galesas.

“Penso que só duas ou três pessoas ganharam duas vezes o prémio desde que o festival existe. É muito significativo porque no País de Gales é um prémio muito importante e é extremamente relevante para a validação do meu trabalho”, disse a artista à Agência Lusa.

As peças, explicou, remetem para “guerreiras que representam o espírito feminino e são inspiradas na mitologia grega, celta ou irlandesa, as lendas e magia que estão muito presentes na história do País de Gales”.

Nesta série identifica também a própria herança socio-cultural da arte sacra que observava nas igrejas que frequentava com a família em Portugal.

“Não sou católica praticante, mas esta espiritualidade esteve sempre presente na minha vida. As figuras são quase como aquelas que se vêem em igrejas portuguesas, mas com significado mais pagão, celta, mitológico”, afirmou.

Uma das peças da série que se destacam é intitulada “Blodeuwedd”, uma representação de uma figura mítica criada a partir de flores encontrada no Mabinogi, um manuscrito medieval que reúne várias lendas galesas.

Em homenagem, Natália Dias criou uma cabeça de cerâmica finalizada com vidrado verde e coroada por uma crista de folhas e flores, decoração na qual usou o estilo que caracterizam o trabalho do compatriota Raphael Bordallo Pinheiro (1846-1905), técnica desenvolvida pelo francês Bernard Palissy (1509-1590).

“Esse estilo das terrinas e pratos de Bordallo Pinheiro sempre me inspirou”, confiou à Lusa, estilo bastante vistoso e requintado, que contrasta com a tendência moderna para uma cerâmica “mais minimalista”.

Esta série de cabeças feitas em 2019 e 2020 foram criadas numa altura em que se falava muito de protestos ambientais e da ativista sueca Greta Thurnberg, contou.

No passado, a portuguesa fez peças com metamorfoses de órgãos humanos em plantas ou com referências a catástrofes naturais, como derrames de crude, um reflexo das próprias observações e emoções e do interesse omnipresente na natureza.

“O mais visceral do trabalho vem de Portugal e o mais natural, de plantas e do verde, da mitologia e histórias, vem do País de Gales”, resumiu a artista baseada em Cardiff.

Natural do Funchal, na Madeira, Natália Dias cresceu em Almeirim e inicialmente trabalhou como ‘chef’ de cozinha, mas deixou para trás esta carreira para estudar restauro de arte e património, ainda em Portugal.

Em 2001, decidiu aprofundar os estudos na universidade de Portsmouth, no sul de Inglaterra, onde teve o primeiro contacto com a cerâmica, a qual a fez mudar novamente de direção e tornar-se artista.

Depois de uma passagem pela Irlanda, estabeleceu-se no País de Gales, onde completou uma licenciatura, e com os trabalhos de curso ganhou a primeira medalha de ouro do National Eisteddfod, em 2010.

Em 2007 ganhou o primeiro prémio Design4Science, que abriu a uma exposição na Suécia, em 2014 foi-lhe atribuída uma bolsa Creative Wales Award pelo fundo de apoio à cultura Arts Council of Wales.

Atualmente faz parte do coletivo Fireworks Clay studios juntamente com outros 15 ceramistas britânicos e internacionais, com os quais partilha as instalações, equipamento e a organização do espaço.

Em Portugal, já participou duas vezes na Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro, mas gostaria de reforçar os laços com o país, tendo como projeto abrir um estúdio em Arcos de Valdevez, perto do Parque Nacional da Peneda Gerês, que compara à paisagem galesa. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”


quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Cabo Verde - “Cerâmicas de Cabo Verde” de João Lopes Filho vai ser lançado em Portugal


Cidade da Praia – O livro “Cerâmicas de Cabo Verde”, de João Lopes Filho, vai ser lançado esta sexta-feira, em Lisboa, tendo como apresentadores os professores Filipe Themudo Barata, Pedro da Conceição e a ceramista Jacira da Conceição.

Segundo uma nota de imprensa do Centro Cultural de Cabo Verde (CCCV), em Lisboa, nesta obra o autor analisa as técnicas de fabrico utilizadas nos diferentes centros oleiros, procurando distinguir as técnicas herdadas de séculos atrás, das inovações introduzidas no séc. XX na produção cerâmica em Cabo Verde.

Para descrever pormenorizadamente os sistemas de produção neste arquipélago, o autor criou quatro subcapítulos: primeiro é dedicado à “Produção Artesanal”, incluindo os centros oleiros de Fonte Lima, na ilha de Santiago (que é apresentado como exemplo do fabrico em Trás-do-Monte, Ribeirão Carriço e Laranjinha dos Engenhos) e o do Rabil, na ilha da Boa Vista.

O segundo subcapítulo analisa o que denomina “Fase de Transição”, referindo-se aos centros localizados em São Domingos, na ilha de Santiago, e no Morro, na ilha do Maio.

O terceiro subcapítulo, intitulado “Cerâmica de Estúdio”, dá a conhecer um projecto inovador, iniciado em 1979, por Leão Lopes, da Cooperativa “Atelier-Mar”, na ilha de São Vicente.

Segundo a mesma fonte, o quarto subcapítulo dedica-se ao sistema que se denomina “Produção Industrial” na ilha da Boa Vista, quer na Praia de Chaves, quer na Oficina-Escola de Rabil.

O autor da obra debruça-se ainda sobre aspectos relacionados com a decoração das peças, formas e funções das mesmas e a comercialização do produto final.

Filho de João Lopes, jornalista e escritor que integrou o movimento Claridade, João Lopes Filho nasceu em 1950, na Ribeira Brava (São Nicolau).

É professor universitário, antropólogo, etnólogo, historiador e romancista.

Preside a Fundação João Lopes e é membro fundador e vice-presidente da Academia de Ciências e Humanidades de Cabo Verde e da Academia Cabo-verdiana de Letras. In “Inforpress” – Cabo Verde


 

domingo, 11 de julho de 2021

Portugal - Exposição “Cerâmicas importadas em Tavira. Séculos XIV e XVI”


Abriu ao público, no passado dia 09 de julho, no espaço expositivo – Bairro almóada do Convento da Graça – Pousada de Tavira, a exposição “Cerâmicas importadas em Tavira. Séculos XIV e XVI”, a qual ficará patente, durante os próximos três anos.

Com esta mostra pretende-se dar a conhecer as relações comerciais de Tavira, entre os séculos XIV e XVI. Neste período, chegou à nossa cidade um conjunto significativo de cerâmica importada que as escavações arqueológicas colocaram a descoberto, nomeadamente, peças vindas de Sevilha e de outros importantes centros produtores como Valência e Reino de Granada.

Também a exposição “De Triana a Tavira. Cerâmicas Sevilhanas dos séculos XIV a XVI”, patente no Núcleo Islâmico, reflete as ligações comerciais entre Tavira e esta cidade da Andaluzia.

Devido à atual situação pandémica, os interessados em visitar a exposição presente, na Pousada do Convento da Graça, deverão proceder a agendamento prévio, através do número 281 329 040. In Câmara Municipal de Tavira” - Portugal


 

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Açores - Descoberta peça de cerâmica com cerca de 2530 anos

A peça de cerâmica foi encontrada numa construção megalítica na zona da Grota do Medo, a norte de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, nos Açores

Segundo um artigo publicado na revista holandesa de divulgação científica "Archeologie Magazine", assinado por António Félix Rodrigues, professor da Faculdade de Ciências Agrárias e do Ambiente da Universidade dos Açores, e por Henk van Oosten, investigador independente holandês, a peça permite perceber e datar aproximadamente a ocupação humana da ilha, oficialmente descoberta pelos portugueses em 1431.

Ao Expresso, António Félix Rodrigues refere que esta descoberta "aponta mais uma vez para a presença nos Açores de uma cultura atlântica da Idade do Bronze e da Idade do Ferro, que ia do Mediterrâneo à Galiza". A cerâmica "é semelhante à terracota, foi seca ao sol e é feita de argila, resina, cinza de madeira, erva para lhe dar consistência e pequenos pedaços de obsidiana moídos", explica o professor, dizendo que os materiais utilizados "são de origem local".

Assim, é possível dizer que a peça tem cerca de 2530 anos: a datação da peça de cerâmica foi feita por carbono 14 pela empresa norte-americana Beta Analytic Lab, havendo uma margem de erro de mais ou menos 30 anos.

Contudo, a construção de onde foi extraída a peça de cerâmica, de um orifício cilíndrico, "pode ser mais antiga", uma vez que existem na região "vários dólmenes comparáveis aos dólmenes identificados no continente europeu".

Além desta descoberta, o artigo publicado vem também referir um possível columbário — espécie de cemitério onde são depositadas as cinzas dos mortos — na Ribeira dos Bispos, na ilha de São Miguel, "com uma tipologia e envolvência semelhantes aos que encontramos na região do Mediterrâneo".

Desta forma, é possível constatar que "os povos que habitaram os Açores tinham ligações com outras regiões, isto é, havia uma navegação no oceano Atlântico, viagens longas, em épocas anteriores", de acordo com o investigador. Com estas descobertas, pode mesmo referir-se que há " uma história dos Açores mais antiga do que se esperava". In “Sapo 24” - Portugal com “Madremedia”

sábado, 1 de agosto de 2020

Cabo Verde - Centro Cultural em Lisboa promove workshop sobre olaria tradicional do arquipélago

Cidade da Praia – O Centro Cultural de Cabo Verde em Lisboa promove de 1 a 15 de Agosto, o workshop sobre a olaria tradicional do arquipélago, visando desenvolver os conhecimentos e todo o processo operatório de técnicas.

De acordo com um comunicado dos promotores, o workshop propõe uma oficina prática, passando por todos os processos que constituem a cadeia operatória de uma peça cerâmica.

“A preparação das pastas, as diferentes técnicas de modelação tradicional cabo-verdiana, o processo de secagem, os acabamentos através de óxidos, técnica de brunir e finalmente a cozedura em forno tradicional, soenga, com material combustível orgânica”, pode-se ler no comunicado.

O workshop é dirigido a todas as pessoas de qualquer idade que pretendem conhecer a cultura material cabo-verdiana, aprofundando e desenvolvendo conhecimentos e aptidões sobre a olaria tradicional de Cabo Verde. In “Inforpress” – Cabo Verde

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Macau - Arlinda Frota mostra eclectismo do seu trabalho numa exposição com 50 obras

A pintora Arlinda Frota vai mostrar um total de 50 obras, em porcelana, acrílico e azulejo, numa nova exposição individual, que se inaugura na próxima quarta-feira, 9 de Maio, no Albergue SCM. A artista vai apresentar uma peça em porcelana, “um prato pintado emoldurado, que é a peça central da exposição”, um conjunto de acrílicos sobre tela e trabalhos em azulejo vidrado do século XVII, em azul cobalto. Nos acrílicos, Arlinda Frota utiliza a técnica recente “dos acrílicos fluídos, que tem no mundo não mais do que 10 anos e tem vindo a desenvolver-se nos Estados Unidos e na Holanda”, explicou ao Ponto Final.

“Há um grande ecletismo na minha pintura e isso deve-se ao facto do número de países por onde passei e em que vivi. A minha vida foi feita de viver entre três a cinco anos em cada país. Acontece que, por acaso, Macau é o local onde vivi mais anos”, explicou ao Ponto Final. “Isso fez com que os meus horizontes, também na pintura, fossem muito diversificados”, acrescentou a pintora, autodidacta, que foi médica especialista em doenças tropicais como primeira profissão.

Arlinda Frota soma já pelo menos uma centena de exposições realizadas na Europa, África e Ásia, desde que começou a mostrar o seu trabalho em 2004. “A maioria das minhas exposições foram, sobretudo, no domínio das porcelanas. Desde há seis anos comecei a introduzir também um misto de outras técnicas. Sempre porcelanas, mas outro tipo de produção artística”.

Arlinda Frota explicou que começou a pintar em acrílico, nos anos de 1980, em França. Mas foi em Macau, onde já vive há 12 anos, espaçados por períodos diferentes, que lhe foi mostrada a técnica da pintura em porcelana, à qual se dedica desde 2000.

“Foi na porcelana que realmente investi a maior parte do meu tempo na pintura, depois, com a minha passagem pela Coreia, de 2002 e 2006, introduzi-me no mundo das artes orientais, no papel de arroz, na tinta-da-china, e daí divergi um bocadinho das porcelanas”. A artista trabalhou o guache, os óleos sobre tela e há quatro anos começou a trabalhar o azulejo, na tradição portuguesa. C.A. in “Ponto Final” - Macau



Arlinda Frota dedica-se à pintura em porcelana desde há perto de duas décadas, quando ainda exercia a sua outra profissão de médica internista. Foi exatamente em Macau - essa cidade que é ponte entre culturas - que a artista recebeu ensinamentos de uma mestra portuguesa e adquiriu o traço fino com que se deleita a criar harmonia, na superfície imaculada da porcelana.
Arlinda Frota pinta os seus objetos decorativos - peças variadas que vão da taça mais delicada à pequenina caixa para joias - como se estivesse a pintar um quadro, isto é, com a mesma paixão do pintor diante da sua tela. Só que o seu mundo é um universo pequenino, como que a exprimir ternura pela decoração em miniatura e pelas cores que escolhe e compõe o que sai do seu mundo interior, da sua imaginação.
Muitos foram os caminhos que a conduziram à perfeição das suas peças, de Macau à Coreia, da Indonésia a Lisboa ou a Luanda. São estes mundos diversos que se encontram numa síntese artística que prima, efetivamente, por uma extrema originalidade.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Macau - Exposição “Um olhar atento” de Arlinda Frota

É já no próximo dia 13 de Dezembro pelas 18.30 horas que a Fundação Rui Cunha vai abrir ao público, na sua galeria, a Exposição “Um olhar atento” de Arlinda Frota

Arlinda Frota, viajante do mundo nas últimas quatro décadas, enquanto esposa de diplomata, foi no encontro de culturas e sensibilidades diferentes que foi formando o seu sentido estético, atenta à pluralidade das formas e à subtileza das diferenças. Enveredou pela pintura em porcelana, estudou técnicas de pintura oriental, fez diferentes workshops em azulejaria, cerâmica, pinturas em óleo e acrílicas em diferentes meios, tendo ganho reconhecimento internacional. Arlinda Frota faz parte de diversas Sociedades de Artistas em Portugal e estrangeiras, incluindo a Sociedade Nacional de Belas Artes em Lisboa (SNBA).

A abertura da Exposição é antecedida por uma apresentação oral do perfil da artista como médica e pintora. Fundação Rui Cunha - Macau

Local: Galeria da Fundação Rui Cunha


Mais notícias sobre Arlinda Frota no blogue “Baía da Lusofonia” aqui.

Arlinda Frota dedica-se à pintura em porcelana desde há perto de duas décadas, quando ainda exercia a sua outra profissão de médica internista. Foi exatamente em Macau - essa cidade que é ponte entre culturas - que a artista recebeu ensinamentos de uma mestra portuguesa e adquiriu o traço fino com que se deleita a criar harmonia, na superfície imaculada da porcelana.
E Arlinda Frota pinta os seus objetos decorativos - peças variadas que vão da taça mais delicada à pequenina caixa para joias - como se estivesse a pintar um quadro, isto é, com a mesma paixão do pintor diante da sua tela. Só que o seu mundo é um universo pequenino, como que a exprimir ternura pela decoração em miniatura e pelas cores que escolhe e compõe o que sai do seu mundo interior, da sua imaginação.
Muitos foram os caminhos que a conduziram à perfeição das suas peças, de Macau à Coreia, da Indonésia a Lisboa ou a Luanda. São estes mundos diversos que se encontram numa síntese artística que prima, efetivamente, por uma extrema originalidade.