Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Moçambique – Mulheres do Dondo criam agroindústria

Uma pequena indústria de farinação de milho e descasque de arroz fundada e gerida por uma sociedade de dez mulheres começou a laborar no início do corrente mês no distrito do Dondo, província de Sofala.

A operacionalização desta agroindústria resulta da assistência que a Gapi está a prestar ao programa do Governo, para o empoderamento de mulheres no corredor de Sofala, com financiamento do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).

“A segurança alimentar e nutricional das famílias mais pobres depende muito do trabalho das mulheres. A motivação da Gapi em participar neste programa é a de melhorar as condições para que as mulheres assegurem esse papel de maneira mais sustentável e, além disso, aprendam a organizar negócios que lhes proporcionem mais rendimentos monetários” - disse Wilma Rwechungura, gerente da Gapi na Beira.

Maria da Conceição, a líder da empresa do Dondo designada por “Mulheres Chiverano”, que significa “Entendimento entre Mulheres”, manifestou a sua alegria pela operacionalização deste equipamento, que já estava no local há mais de três anos, mas que permanecia paralisado devido a constrangimentos no abastecimento de energia eléctrica adequada.

A Gapi, em complemento ao trabalho de capacitação em gestão e assistência à organização do negócio disponibilizou um financiamento que, com o apoio do Governo de Sofala, permitiu que a EDM passasse a fazer o fornecimento de energia.

O programa de empoderamento da mulher, na província de Sofala, abrange os distritos do Dondo, Nhamatanda, Gorongosa e Caia, onde estão a ser assistidas pela Gapi um total de 75 grupos de mulheres envolvendo cerca de 1300 membros. Nestes grupos, organizados em associações ou microempresas com assistência da Gapi, “os membros começam por ser orientados no desenvolvimento do espírito de poupança para investir”- explicou Wilma.

Como resultado deste trabalho, nos grupos mais estáveis e membros empenhados foram instaladas mais de 35 pequenas agroindústrias semelhantes às do Dondo.



Nos últimos meses, o principal pedido que as líderes das mulheres têm estado a fazer à Gapi é o de as ajudarem a solucionar constrangimentos com os equipamentos e instalações, que já foram co-financiados pelo Governo e pelo BAD, mas que ainda não estão a ser eficientemente aproveitados.

Graça Correia, administradora de Dondo, mostrou-se agradecida e enalteceu o facto da Gapi estar presente na vida destas mulheres: “O Governo Distrital enaltece o apoio, dado pela Gapi, a estas mulheres, pois elas e outras pessoas do distrito vão agora conseguir processar os seus produtos e obter rendimentos a partir desta actividade.”

A inauguração desta unidade fabril visa o desenvolvimento do agro-processamento, um dos elos mais importantes para modernizar e viabilizar a agricultura familiar.

A aquisição do equipamento desta pequena indústria teve como início uma contribuição em cerca de 40 mil Meticais, feita pelas mulheres através de um trabalho conduzido pela Gapi para que elas organizassem o seu próprio sistema de poupanças.

O grupo “Mulheres Chiverano” tem ainda uma área de 10 hectares onde cultiva os cereais que agora estão a processar com o equipamento instalado. Este grupo está a ser assistido pela Gapi há seis anos e em reconhecimento do seu empenho, o Governo Provincial está a subvencionar o uso de um tractor para auxiliar nos trabalhos de lavoura da sua área, bem como dos vizinhos.

A líder destas mulheres, Maria da Conceição foi agora convidada para participar na Conferência Internacional do Género que irá decorrer nos Estados Unidos. In “Fim de Semana” - Moçambique

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Moçambique - Escola de hotelaria e turismo no Dondo

Uma escola de hotelaria e turismo para o nível médio está a ser projectada para o distrito de Dondo, na província de Sofala. Orçada em 153 milhões de dólares norte-americanos, a referida infra-estrutura deverá estar pronta até 2017.

Um projecto nesse sentido foi aprovado, há dias, pelo Governo de Sofala no decurso da sua XV Sessão Ordinária dirigida pela Governadora Maria Helena Taipo.

Na ocasião, o Executivo daquela região do país recomendou ainda ao proponente a melhorar os detalhes técnicos da implementação do projecto desenhado em moldes de parceria Governo-sector privado.

Devendo funcionar sob gestão privada, esta será a primeira instituição do género no país com formação profissional de nível médio, depois das escolas superiores de hotelaria e turismo de Inhambane e Pemba, conforme sustentou o director de Turismo em Sofala, Aníbal Nhampossa, quando abordado pelo nosso Jornal sobre o assunto.

Esboçado para ocupar uma área total de quatro hectares, o projecto engloba as componentes da formação com nove salas de aula, habitação, um hotel, igual número de salas de conferências, entre diversas infra-estruturas, além da parte técnica.

Nhampossa fez saber ainda que, inicialmente, vai ser ocupada uma área de apenas dois hectares do espaço concebido.

Avançou que a futura escola de hotelaria e turismo de Sofala vai reflectir-se directamente na melhoria da prestação de serviços na região cujo mercado é cada vez mais exigente.

Ressalvou, porém, que o mercado formado pela cadeia de hotéis na província de Sofala será, igualmente, chamado a determinar outras áreas afins na formação de mão-de-obra na escola de hotelaria e turismo no Dondo com objectivo de leccionar cursos de média e longa duração, devendo incluir, por exemplo, a componente da contabilidade.

Sobre o mesmo assunto, o porta-voz do Governo de Sofala, Hélcio Cânda, sublinhou que o proponente depois de receber o aval do projecto foi recomendado a trazer informações mais estruturadas sobre a sua execução.

Por seu turno, o presidente do Conselho Municipal do Dondo, Castigo Chiutar, defendeu que as autoridades daquela autarquia que dista 30 quilómetros da cidade da Beira estão preparadas para acolher o projecto em alusão em termos de espaço físico e fornecimento de mão-de-obra o que também vai impulsionar o desenvolvimento daquela urbe. Horácio João – Moçambique in “Jornal de Notícias”