Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Centro de Estudos Internacionais Iscte - Curso de Verão de Política Africana

O Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e o CEI-Iscte organizam, entre os dias 1 e 3 de julho de 2026, a Summer School in African Politics, uma escola de verão dedicada ao estudo da política africana contemporânea.


A iniciativa, lecionada em inglês, dirige-se a estudantes de pós-graduação, investigadores e profissionais interessados nas dinâmicas políticas do continente africano. O programa inclui formação em estratégias e métodos de investigação, debates sobre temas políticos atuais em África e um laboratório de investigação dedicado aos projetos dos participantes.

A coordenação científica está a cargo de Edalina Sanches e Ana Lúcia Sá, contando ainda com a participação de investigadores de várias instituições nacionais e internacionais.

As candidaturas decorrem até 23 de junho de 2026.

Mais informações sobre o programa, condições de candidatura, propinas e processo de inscrição estão disponíveis aqui.


quarta-feira, 20 de maio de 2026

Macau - Vagas para Curso de Português da Universidade de Macau esgotaram “nos primeiros minutos”

As 400 vagas abertas para o 40.º Curso de Português da UM, a realizar-se entre 6 e 24 de Julho, esgotaram nos primeiros minutos, adiantou uma das coordenadoras, Tânia Santos Ferreira, ao Jornal Tribuna de Macau. O processo passa agora por validar as candidaturas. A docente apontou que “o curso oferece uma verdadeira experiência imersiva na língua portuguesa”, vincando que o seu “sucesso” se deve ao papel do Departamento de Português da UM na promoção da língua de Camões, bem como ao “trabalho incansável do corpo docente e administrativo”


A Universidade de Macau (UM) anunciou na segunda-feira a abertura das inscrições para o 40.º Curso de Verão de Português, o qual conta com 400 vagas – “a adesão foi imensa” logo nos primeiros instantes, segundo adiantou uma das coordenadoras do curso, Tânia Santos Ferreira, ao Jornal Tribuna de Macau. “Talvez por serem os 40 anos do curso, nos primeiros minutos a adesão foi imensa e esgotámos as vagas”, disse a docente da UM, adiantando que agora a equipa está no processo de validação de candidaturas.

Tânia Santos Ferreira considera que o “sucesso” do curso se deve ao papel do Departamento de Português da UM na promoção da língua de Camões.

“Este curso tem, de facto, atraído muitos estudantes ao longo das suas edições e o seu sucesso advém do trabalho incansável do corpo docente e administrativo. O curso oferece uma verdadeira experiência imersiva na língua portuguesa, promovendo não só o desenvolvimento das competências linguísticas dos aprendentes, mas também oferecendo um conjunto vasto de actividades relacionadas com a cultura dos países de língua portuguesa”, vincou a docente.

Organizado pelo Departamento de Português da Faculdade de Letras da UM, o curso tem inscrições abertas até 5 de Junho. “O curso destina-se a pessoas de todo o mundo, sem conhecimentos prévios de português ou com diferentes níveis de proficiência linguística”, segundo uma nota da UM.

Lançado em 1986, o Curso de Verão “tem sido, desde sempre, um projecto importante no plano de formação de quadros bilíngues da Universidade”, refere a instituição de ensino superior.

Esta edição vai decorrer entre 6 e 24 de Julho, abrangendo aulas de língua, aulas temáticas e diversos workshops culturais e artísticos. “O curso não só ajudará a melhorar globalmente as competências linguísticas e o conhecimento sociocultural dos participantes, como também reforçará a sua consciência intercultural”, pode ler-se.

Tendo por base o Quadro Comum Europeu de Referência para as Línguas, o curso de língua disponibiliza quatro níveis: inicial (A1), elementar (A2), intermédio (B1 e B2) e avançado (C1). Os participantes podem escolher o nível adequado de acordo com a sua experiência de aprendizagem e nível de proficiência linguística, de forma a obter o melhor aproveitamento.

Segundo Tânia Santos Ferreira, prevê-se a canalização de 17 docentes para leccionarem o curso, com um total de 16 turmas dos diferentes níveis. As aulas de língua decorrem das 9h00 às 13h00, perfazendo um total de 60 horas lectivas.

Além das aulas de língua, os participantes podem participar numa oferta diversificada de workshops à tarde e à noite, com temas que abrangem literatura, história, cultura, dança e cinema, “permitindo-lhes vivenciar plenamente o encanto da cultura de língua portuguesa num ambiente imersivo”.

Tânia Santos Ferreira disse ao JTM que, em relação à edição anterior, estão a ser preparadas “algumas mudanças”, mas nos mesmos moldes. “Prevê-se um conjunto de acções que irão promover o contacto dos alunos com múltiplos aspectos da língua e da cultura portuguesas e dos países de língua portuguesa”, afirmou, acrescentando que os pormenores estão a ser finalizados.

“Estamos a envidar todos os esforços para oferecer acções de formação promovidas por especialistas de diferentes áreas, da literatura, da cultura dos países de língua portuguesa e também de Macau”, adiantou, frisando que a coordenação acredita que “será bastante proveitoso”.

Segundo o comunicado da UM, os materiais didácticos das actividades culturais são totalmente gratuitos. Após a conclusão do curso, os participantes com uma assiduidade igual ou superior a 80% receberão um certificado de conclusão, que incluirá a classificação final obtida. Os candidatos não locais e os que solicitam alojamento no campus devem ter pelo menos 18 anos, enquanto os residentes de Macau devem ter, no mínimo, 15 anos. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


sexta-feira, 1 de agosto de 2025

China - Alunos atraídos pelo curso de Verão de Português da Universidade de Macau

A Universidade de Macau terminou mais uma edição do Curso de Verão de Português. Desta feita, houve um aumento do número de alunos face ao ano passado, foram 406, o equivalente a uma subida de 18%. Segundo Vítor Silva, um dos coordenadores do curso, a maioria dos estudantes veio do Interior da China, perfazendo 81% do total. Além disso, 61% dos alunos frequentaram o nível iniciante do curso. Ao Jornal Tribuna de Macau, o docente traçou um balanço positivo da edição deste ano, defendendo que a iniciativa tem condições para “aliciar” cada vez mais pessoas


Terminou mais uma edição do Curso de Verão promovido pelo Departamento de Português da Universidade de Macau (UM). Ao longo de várias semanas, alunos de várias partes do mundo estiveram no território para aprender mais sobre a Língua de Camões. Um dos coordenadores da iniciativa, Vítor Silva, disse ao Jornal Tribuna de Macau que “foi um objectivo muito bem atingido por parte da UM e que se notou até pelo aumento do número de alunos”. Este ano foram 406, contra 343 em 2024, uma subida de 18%.

A maioria dos estudantes é da China Continental, num total de 331, o equivalente a 81,5% do total. Contabilizaram-se ainda 67 de Macau, três de Timor-Leste, um de Taiwan e outro da Austrália. “Em geral, as 18 turmas tinham todas entre 20 a 23 alunos, sendo que 10 turmas eram do nível básico, quatro do elementar, três do intermédio e uma de avançado”, explicou Vítor Silva, vincando que grande parte são de iniciação.

Em concreto, o docente indicou que 248 alunos frequentaram o nível de iniciação, representando 61% do total, ao passo que 96 estiveram no nível elementar, 48 no intermédio e 14 no nível avançado. “Muitos alunos eram, por exemplo, do nível elementar que vinham da China, muitos deles de locais como Sichuan, Pequim… Mas também aparecem muitos alunos que vêm de outras licenciaturas ou que vêm de outras licenciaturas em línguas, mas não propriamente de Português. Daí haver esse número exponencial de turmas do nível básico”, prosseguiu Vítor Silva.

O docente da UM indicou que na maioria os alunos são dos primeiros anos de licenciatura, à excepção de 24 que são enviados pela Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude, que são um pouco mais jovens, uma vez que frequentam as escolas secundárias. “Claro que há um ou outro caso mais específico. Estou a lembrar-me de uma aluna que veio de Xinjiang, licenciada em Economia, e que está a estudar Português porque esteve a trabalhar em Angola”, contou.

Os níveis intermédio e avançado tiveram 45 horas de disciplinas voltadas para a língua e três módulos, de 15 horas, voltados para outros aspectos relacionados: literatura, tradução e interpretação e ainda investigação.

Segundo explicou Vítor Silva, o curso funcionou mais ou menos nos mesmos moldes das últimas duas edições, além das aulas em si, houve actividades para os alunos se ligarem também à cultura. “Durante a tarde tiveram as danças folclóricas e a capoeira. Também tiveram outros dois tópicos, que foi Introdução aos Países de Língua Portuguesa e outro intitulado Portugal contemporâneo”, indicou.

Além disso, “os professores foram todos motivados para levar os seus alunos, a levar cada turma, por exemplo, a passear pela cidade, houve alguns que foram visitar exposições”. “Eu, por exemplo, levei duas turmas ao Tromba Rija”, acrescentou, explicando que dessa forma puderam ficar a conhecer um pouco acerca da gastronomia portuguesa. “Os alunos aproveitaram também para passear em Coloane e Taipa, e certamente é um contexto que não têm nos sítios onde eles vivem”, apontou.

Quanto ao número de docentes, nesta 39ª edição estiveram envolvidos 20 professores de língua ou de áreas específicas. “Houve algumas turmas que tiveram uma primeira parte com um professor e outra com outro docente, dada a dificuldade de encontrar docentes nesta altura”, explicou Vítor Silva. Além disso, houve outros formadores para as actividades extracurriculares.

Vítor Silva considera que o curso de Português de Verão “tem todas as condições para continuar a ser cada vez mais aliciante e a motivar mais pessoas”. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”




sexta-feira, 26 de julho de 2024

Macau - Iniciantes representaram quase 50% dos alunos no Curso de Verão da Universidade de Macau

Termina hoje mais uma edição dos cursos de Verão de língua portuguesa organizados há 38 anos pela Universidade de Macau. O programa deste ano contou com 343 alunos, divididos por 17 turmas. Mais cerca de 60 estudantes do que em 2023. A maior parte veio do Interior da China, mas igualmente de países como Vietname e Coreia do Sul, para além de 43 de Macau. A grande novidade deste ano foi a presença de 160 jovens que se inscreveram no nível básico e de iniciação, representando quase metade do total. Várias actividades à margem foram organizadas pela UM, não faltando a dança e a gastronomia


Ao longo de 18 dias, 343 alunos participaram no 38º Curso de Verão promovido pelo Departamento de Português da Universidade de Macau (UM), “que foi um sucesso, tal como tem acontecido ao longo do trajecto desta iniciativa”, segundo revelou ao Jornal Tribuna de Macau um dos coordenadores, o professor Vítor Silva. Houve um aumento de cerca de 60 estudantes em relação a 2023.

O curso, que encerrou as inscrições ao fim de duas semanas, ao contrário de um mês, como estava previsto, voltou a chamar a atenção de muitos jovens interessados em aprender, aperfeiçoar e desenvolver a língua de Camões, com uma grande maioria de participação de alunos do Interior da China, que totalizaram 289. De Macau inscreveram-se 43, de Hong Kong quatro, da Coreia do Sul seis e do Vietname apenas um.

Os estudantes foram divididos em níveis consoante o seu perfil linguístico, ou seja, desde o básico, até ao avançado, passando pelo elementar e intermédio. No total, foram constituídas 17 turmas de cerca de 20 alunos, oito das quais incluíram estudantes do grau mais básico (A1), o que constituiu uma das principais novidades do programa deste ano. Oito das turmas integraram jovens de “iniciação completa” e do nível básico normal, o que representa um universo de 160 alunos, o que não aconteceu nos últimos anos. Este tipo de estudantes representou, assim, cerca de 47% do total de alunos participantes na iniciativa.

“Apareceram-nos muitos alunos que têm um perfil bastante diferente, como alguns que estudam outras línguas, por exemplo alunos de Chengdu, que estão a tirar francês, mas vieram aprender português pela primeira vez durante o Verão, ou espanhol também”, salienta Vítor Silva, acrescentando que “há pessoas que não têm nada a ver com línguas e que este ano decidiram vir para este curso, o que aumentou bastante este tipo de perfil de estudante que vem para a iniciação”.

No grau de elementar o curso contou com cinco turmas, no intermédio três e no avançado uma. De referir que, ao inscreverem-se, os candidatos têm de fazer um teste para determinar o nível que melhor se adequa ao seu perfil linguístico.

O coordenador do curso, juntamente com o professor Pedro Zhang Jianbo, diz que o grande objectivo deste tipo de iniciativa dedicada ao ensino da língua portuguesa é “atrair os estudantes à instituição”, o que já tem acontecido.

“Temos jovens que estiveram aqui a fazer o curso durante pouco mais de duas semanas e que depois entram para licenciatura, que começa já no dia 19 de Agosto”, confirma, acrescentando que “há igualmente alunos que repetem estes cursos de Verão e até professores, como duas de mandarim, no nível avançado que aqui se deslocam para aperfeiçoamento”.

Sobre a importância deste Curso de Verão da UM, o académico reconhece: “Tem já bastante relevância dentro da instituição e ganhou carinho mesmo pela parte das chefias e, por isso, creio que haverá todo o interesse em continuar e em aumentar estes números que temos vindo a alcançar”.

18 docentes leccionaram nos diferentes níveis

Para além das centenas de alunos, que atingiram um recorde depois da pandemia (antes cerca de meio milhar participaram na iniciativa), o curso de Verão 2024 contou com a presença de 18 professores, 12 de língua materna portuguesa e os restantes de língua materna chinesa, mas são bilingues, “alguns que já tinham estado em Macau e regressaram para dar estas aulas, porque há uma ligação que permanece e que, por isso, eu considero que eles têm sido inexcedíveis”, destaca Vítor Silva.

As aulas dos cursos A1 e A2 realizaram-se entre as 9h00 e as 13h00, no total de 60 horas lectivas. Nos cursos intermédio (B1 e B2) e avançado (nível C), decorreram entre as 10h00 e as 13h00, totalizando 45 horas. Os participantes dispuseram também de uma oferta de cursos temáticos.

Outra das características do programa é que os cursos de língua podem ser complementados por 15 horas de estudo autónomo, orientado pelos professores. Além do desenvolvimento das competências receptivas e produtivas, escritas e orais, os cursos incluem sessões dedicadas a questões da gramática, do vocabulário e a outros aspectos específicos de cada nível e relevantes para os estudantes. A oferta temática incluiu literatura, história, relações internacionais, tradução e tópicos de várias áreas sobre os países de língua portuguesa.

“Clubes” dedicados a várias actividades

Nas actividades extra-curso propriamente dito, realizadas ao final da tarde, os estudantes puderam participar nos “clubes” dedicados a várias expressões artísticas associadas aos países de língua portuguesa, como dança folclórica e capoeira, música, poesia, linguagem cinética, gastronomia e enologia. Neste último caso, o monitor foi Luís Herédia que falou do vinho na cultura portuguesa.

Os alunos visitaram igualmente a exposição de Vítor Marreiros com cartazes comemorativos do Dia de Portugal, assistiram a um concerto e degustaram comida portuguesa no Restaurante da Torre de Macau Tromba Rija. “Tiveram assim um importante contacto com a gastronomia portuguesa”, frisa o coordenador.

Em jeito de conclusão da entrevista concedida ao JTM, Vítor Silva fez o ponto da situação do ensino da língua portuguesa em Macau. “Claro que há ainda muito a fazer e a melhorar, aliás, como diria Camões, se mais mundo houver é lá chegar”. O coordenador considera que tem havido sempre um incentivo por parte do Governo para que o português continue a ser usado nos diferentes organismos.

“A nível de ensino, penso que as instituições, e não falaria só pela Universidade de Macau, tem conseguido chamar um grande número de alunos, tanto em Macau como na China continental e até na Ásia”. Aí, o responsável destaca o Vietname, país onde abriu um departamento de português, há 20 anos, com 20 alunos. “Na minha última visita, há 10 anos, já tinha 400 estudantes, o que é significativo”, atesta. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

segunda-feira, 8 de julho de 2024

Macau - Curso de Verão de português da Universidade de Macau arranca com 350 alunos

O 38.º Curso de Verão de Língua Portuguesa da Universidade de Macau (UM) vai contar com cerca de 350 alunos, mais 70 do que na edição de 2023, anunciou a instituição. A UM referiu que o curso vai arrancar esta segunda-feira e decorrer até 26 de Julho com estudantes de Macau, Hong Kong, China continental, Coreia do Sul e Vietname.

A edição de 2023, a primeira a decorrer de forma presencial, depois de três anos de versões ‘online’, atraiu 280 alunos, de Macau, China continental e Coreia do Sul, um número aquém dos cursos realizados antes da pandemia da covid-19, de acordo com um comunicado.

As três anteriores edições do curso de verão, organizado pelo departamento de Português da UM, decorreram à distância, devido às restrições à entrada em Macau durante a pandemia, e contaram com uma média de 300 participantes. A última edição em formato presencial tinha sido em 2019, quando vieram à região chinesa cerca de 500 alunos.

Em Maio, a UM disse que o programa inclui, durante as manhãs, cursos de língua portuguesa e cursos temáticos, que totalizam 15 horas, em áreas como literatura, história, relações internacionais e tradução.

Os alunos podem participar ainda em “clubes noturnos” dedicados a expressões artísticas associadas aos países e territórios lusófonos, como dança, música, poesia, linguagem corporal, gastronomia, enologia e cultura macaense.

Os cursos de língua, com duração entre 45 e 60 horas, estão organizados em quatro níveis: iniciação, básico, intermédio e avançado, complementados com sessões de estudo autónomo orientado pelos professores.

Além de ajudar a desenvolver as competências linguística e sociolinguística dos alunos, a UM sublinhou que o curso de verão quer ainda reforçar a “consciência intercultural” dos participantes. Este curso integra ainda os programas de formação de “talentos bilingues” da instituição.

O Governo de Macau tem defendido publicamente a formação de quadros com conhecimento de chinês e de português como uma prioridade. In “Ponto Final” - Macau


terça-feira, 18 de julho de 2023

Macau - Curso de Verão de português da Universidade de Macau conta com 280 estudantes

No passado dia 10 de Julho deu-se início ao 37.º curso de Verão de língua portuguesa organizado pelo departamento de português da Faculdade de Letras da Universidade de Macau (UM). Com a duração de três semanas, o curso este ano volta a ser em formato presencial, e conta com 280 estudantes de Macau, interior da China e Coreia do Sul, indicou a UM em comunicado.


Durante o período do curso, para além das aulas de língua portuguesa, os participantes vão poder aprender mais sobre “as dimensões histórica, social, económica e política de Macau e dos países de língua oficial portuguesa”, com vários tópicos sobre história, Portugal contemporâneo, tradução e interpretação a serem também desenvolvidos nos níveis intermédio e avançado do curso.

Paralelamente, o Curso de Verão da UM contém uma série de actividades culturais em português: Clubes de Capoeira, Danças Folclóricas, Enologia e de Poesia e Movimento. Estes englobam a aprendizagem teórica e prática de domínios variados, e formas dinâmicas de ensino e aprendizagem, numa abordagem que se quer simultaneamente lúdica e didáctica, esclareceu ainda o mesmo comunicado. Além destas componentes, terá lugar ainda um concerto, no qual vai actuar a banda da Casa de Portugal em Macau.

Esta edição do Curso de Verão conta com o apoio da Fundação Macau, dos Correios de Macau e dos Serviços de Turismo de Macau. A cerimónia de abertura contou com a presença do vice-reitor para os Assuntos Globais, Rui Martins, do director da Faculdade de Letras, Xu Jie, do director do Departamento de Português, João Veloso, e dos coordenadores do Curso de Verão, José Pascoal e Vítor Silva.

O Curso de Verão de Língua Portuguesa da UM mantém o intuito de “dotar os participantes de um conhecimento aprofundado da língua portuguesa, de uma consciência crescente da sua variedade linguística e cultural e do seu inestimável valor em todo o mundo”, destacou ainda a mesma nota, acrescentando que a instituição de ensino “espera que, ao longo das três semanas do curso, os participantes possam estudar em conjunto sob a orientação de professores e animadores culturais em áreas relevantes, e estabelecer laços estreitos de companheirismo e amizade”. In “Ponto Final” - Macau


quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Macau - Curso de verão de português com nota “muito satisfatória”

Participantes no Curso de Verão de Língua Portuguesa da UM fizeram uma avaliação muito positiva da edição deste ano, que voltou a decorrer online


Organizado pelo Departamento de Português da Faculdade de Letras da Universidade de Macau (UM), o 36º Curso de Verão de Língua Portuguesa atraiu 152 estudantes do Japão, Interior da China, Hong Kong e Macau, com mais de 50% dos participantes a frequentarem cursos de línguas nos níveis intermédio e avançado. Em linha com as medidas de prevenção e controlo da epidemia, o curso voltou a decorrer online e, segundo a UM, foi elogiado pelos alunos.

Durante três semanas, para além de 45 horas de aulas de línguas, o curso incluiu mais de 75 horas de cursos temáticos sobre temas como linguística, história, gastronomia, música, dança, bem como sociedade e cultura dos países africanos de língua portuguesa. Este ano foram oferecidos dois cursos especiais – “Tradução Chinês-Português” e “Relações entre a China e os Países de Língua Portuguesa” – que foram ministrados por tradutores e académicos de renome, e “bem recebidos e altamente avaliados pelos estudantes”, indicou a UM, salientando que a maioria cumpriu os requisitos de frequência e passou na avaliação.

O programa integrou também quatro palestras online abertas ao público, nomeadamente “Os Primeiros Romancistas Portugueses do Século XXI” de José Luís Peixoto, “O que é a Poesia” de Nuno Júdice, “A Literatura e o Mundo Natural” de Adriana Lisboa, e “Brasília, Lisboa e Macau – Um Percurso pela História das suas Arquitecturas” de Sérgio Jatobá. A audiência pôde interagir directamente com os escritores e estudiosos dos países de língua portuguesa, “o que os ajudou a aprofundar a sua compreensão da literatura e cultura em língua portuguesa”.

Durante a cerimónia de encerramento, quatro representantes dos diferentes níveis do curso deram os seus testemunhos. “Alguns dos estudantes disseram que o curso de Verão proporcionou uma experiência única para aprender a cultura, política, música e outros tópicos à distância, e que os resultados foram muito satisfatórios”, destaca o comunicado da UM. Na mesma ocasião, João Veloso, director do Departamento de Português da UM, proferiu um discurso, sublinhando a importância do curso na divulgação da língua e cultura portuguesa. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


quinta-feira, 27 de maio de 2021

Macau - Universidade de Macau vai realizar o 35º Curso de Verão de Língua Portuguesa



A Universidade de Macau (UM) realiza, entre os dias 5 e 23 de Julho, o 35º Curso de Verão de Língua Portuguesa, organizado pelo departamento de português. Esta iniciativa destina-se a estudantes, professores, tradutores e a todos os interessados pela língua portuguesa, podendo as candidaturas ser feitas até ao dia 24 de Junho através do website:

https://fah.um.edu.mo/dportsummercourse2021/.

A oferta formativa do curso permite que os estudantes beneficiem de equivalências a cursos nas suas universidades. As aulas irão decorrer todos os dias úteis, entre as 9h e as 18h, e serão online.

Os cursos de língua estão organizados em cinco níveis diferentes (A1, A2, B1, B2, C). Cada curso tem 45 horas e ainda um complemento de 15 horas de estudo autónomo orientado pelos professores. Além do desenvolvimento das actividades linguísticas de compreensão, produção, interação e mediação orais e escritas, os cursos de língua incluem sessões dedicadas a questões da gramática, do vocabulário e a outras características específicas de cada nível.

Os cursos temáticos, com uma carga horária de 75 horas, distribuem-se pelas seguintes áreas: literatura, linguística, cinema, história de Macau, de Portugal e das relações entre a China e o Oriente e Portugal, gastronomia, música, dança, aspetos do Portugal atual, arte contemporânea, Portugal e a Europa, educação e tradução. Segundo a UM, os participantes podem ainda ficar a conhecer Macau e as comunidades portuguesa e macaense em Macau e em Portugal, bem como instituições e lugares em Portugal. In “Hoje Macau” - Macau


quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Macau - Abertas inscrições para curso de verão em Portugal


A actividade “O Ser e Saber da Língua Portuguesa – Curso de Verão em Portugal”, organizada pela Direcção dos Serviços do Ensino Superior (DSES), deverá acontecer novamente em 2021, estando já abertas as inscrições.

O objectivo é “aumentar o interesse dos estudantes do ensino superior de Macau na aprendizagem da língua portuguesa”, bem como incentivar mais alunos ao estudo contínuo da língua, por forma a dar um “novo impulso” para a formação de quadros qualificados bilingues de chinês e português “necessários à RAEM”. Podem inscrever-se alunos portadores do Bilhete de Identidade de Residente que frequentam cursos de licenciatura no ano de 2020/2021, em regime de tempo inteiro, em instituições locais ou no exterior.

De acordo com a DSES, podem não ter quaisquer conhecimentos prévios da língua portuguesa (excepção para os finalistas deste ano lectivo); ou ter o nível básico (nível “A1” ou que já tenham frequentado um curso de língua portuguesa durante dois semestres ou mais) ou níveis superiores.

Na primeira fase, será realizado um curso básico de Português e um exame de conhecimentos da língua. Os estudantes que não tenham bases podem, conforme os seus planos de estudo, participar no “Curso Básico de Língua Portuguesa” em Janeiro, Março ou Junho. O curso tem a duração de 50 horas e um total de 200 vagas. Os participantes que possuam o nível A1 ou superior, devem obter aprovação no “Exame de Conhecimentos de Língua Portuguesa”, com 50 vagas. Já a segunda fase da actividade será realizada durante o Verão. A DSES ressalva que devido à evolução da pandemia, a iniciativa poderá ser suspensa ou cancelada. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


 

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Macau – Abertas inscrições para curso de Verão de Língua Portuguesa da Universidade de Macau

O curso de Verão de Língua Portuguesa da Universidade de Macau decorrerá entre os dias 20 e 31 deste mês, porém, este ano, as aulas irão acontecer apenas “online”. A oferta inclui cursos de língua e cursos temáticos

O Departamento de Português da Faculdade de Letras da Universidade de Macau (UM) vai organizar o 34º Curso de Verão de Língua Portuguesa entre os dias 20 e 31 deste ano. As aulas irão decorrer todos os dias úteis, entre s 09:00 e as 18:00 à distância, através da plataforma “Moodle” e do “Zoom”.

De acordo com a UM, a oferta formativa inclui cursos de língua e cursos temáticos. Os que à língua dizem respeito, estão organizados em cinco níveis diferentes – A1, A2, B1, B2 e C1 – com 30 horas cada, complementadas por 15 a 20 horas de estudo autónomo orientado pelos professores.

“Além do desenvolvimento das competências receptivas e produtivas escritas e orais, os cursos de língua incluem sessões dedicadas a questões da gramática, do vocabulário e a outras características específicas de cada nível”, sublinha a instituição de ensino superior.

Os cursos temáticos, com uma oferta global de 58 horas, abordam áreas como literatura, linguística, cinema, gastronomia, música, história, educação, ensino, aprendizagem e avaliação de línguas, tradução e sociedade.

Uma vez que os horários não se sobrepõem, os estudantes podem inscrever-se em todos os cursos. “Além da formação linguística e cultural, os participantes podem ficar a conhecer Macau e as comunidades portuguesa e macaense em Macau e em Portugal, bem como instituições e lugares em Portugal”, aponta a UM, frisando que a organização do Curso de Verão fornecerá ainda um conjunto de informações relevantes sobre materiais para a aprendizagem do Português.

A título de exemplo foi explicado que os estudantes que frequentarem os cursos de língua dos níveis A1 e A2 têm uma formação em língua de 50 horas, à qual pode ser adicionada a oferta de 10 horas das oficinas de Gastronomia e Música que, estando abertas a todos os estudantes, foram concebidas a pensar naqueles que têm competências linguísticas mais limitadas.

No caso dos alunos de nível B1, B2 e C1, têm uma formação em língua de 45 horas, à qual pode ser adicionada uma oferta máxima de 58 horas correspondente aos cursos temáticos.

As oficinas de Gastronomia e de Música foram gravadas ao vivo, em Macau, para este Curso de Verão. Elas prometem promover “a aprendizagem do Português através da gastronomia e da música de vários territórios de Língua Portuguesa”. Além disso, “os estudantes são convidados a realizar várias tarefas de prática da língua antes, durante e depois das oficinas”.

No final do curso, os participantes podem receber um certificado de participação com a descrição do seu perfil linguístico e com a lista de cursos frequentados ou um certificado de aproveitamento. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Macau – Cerimónia de encerramento de mais um Curso de Verão de Língua Portuguesa

«Apaixonei-me pela língua portuguesa e pela sua cultura» sintetizou o jovem Benjamim no decurso da cerimónia de encerramento do 33º Curso de Verão de Língua Portuguesa que se realizou na sexta-feira no grande auditório da Universidade de Macau



“Aprender a falar bem o português é obrigatório para se viver e trabalhar em Portugal ou outro país europeu e se quisermos ser bons professores da língua em Macau ou na China”, contou ao JTM a jovem Song, de 18 anos, que veio de Guangdong para aperfeiçoar o português». Contou-nos ainda que sentiu logo «uma paixão pela língua portuguesa desde o início, sobretudo quando o meu professor me aconselhou a desistir do espanhol porque eu não dava uma para a caixa! Ele disse-me que eu tinha mais jeito para o sotaque português. E de facto assim foi».

Song partilhou o apartamento na Universidade com Jiang, de 19 anos, que veio de Hangzhou para melhorar o português que aliás também estuda na sua universidade. Diz que as três semanas do curso «foram óptimas porque esteve em contacto com falantes da língua e isso é essencial na aprendizagem de uma língua», e a prová-lo está o facto de já conseguir dizer algumas frases em português no meio da conversa em inglês. Jiang disse que o calor de Macau e o tufão não lhe deixaram muito tempo para conhecer melhor Macau. Song sorriu e concordou com o factor calor mas acrescentou que Jiang passava as tardes a dormir quando não tinha aulas. A amizades nasceu entre as duas room mates por causa da partilha de quarto na UM. Jiang vai prosseguir os estudos de português na China mas quer voltar a Macau sempre que possível para estudar e aperfeiçoar a língua com a professora Ana Nunes, que considera uma boa mentora da língua.

Este ano o programa do curso oferecia cinco níveis de ensino do Português (iniciação, básico, intermédio, avançado e superior) e todos os que o concluíram estavam aptos a compreender e entabular um pequeno diálogo ou conversação em português e assim o demonstraram nas divertidas encenações que apresentaram em pequenos trechos ensaiados.

Duas filas atrás, no auditório da sessão que contou com a presença de alunos, professores e ainda do Cônsul-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, falámos com Vivian e Isabel que vieram de Tian Jin para melhorar os conhecimentos de língua portuguesa que também estudam na sua universidade natal. Ambas vão prosseguir o estudo do Português e do Inglês para terem hipóteses de um futuro melhor. Tal como as anteriores colegas também partilharam a residência universitária e dizem que o tempo foi pouco para passear devido ao horário intensivo de aulas.

No entanto, todos tiveram tempo para aprender pequenos trechos em português e encenar diálogos divertidos que lançaram a boa disposição no auditório quando um deles terminou a apresentação com a clássica expressão «que chatice!»

O riso foi geral.

Para terminar falámos com Sabina, de Macau, que veio aperfeiçoar o português e está de partida para Portugal onde vai ficar um ano a estudar. Sabina diz que o futuro é falar bem português e chinês. É decidida, macaense, adepta da cultura e da língua portuguesa e desta maneira de ser macaense que aprendeu com a sua família que é internacional porque também tem família em Portugal, para onde segue muito breve. Viver o futuro que a chama.

E ouvimos Benjamim, também de Macau, que fez uma apresentação que se pautou por um brilharete muito aplaudido. O jovem Benjamim acha que «os cursos deverão oferecer oportunidades para nos aproximarmos mais da cultura viva. E tenho de dizer que me apaixonei completamente pela língua portuguesa e pela sua cultura.»

Nesta altura acenderam-se as luzes todas do COTAI. E foi mesmo um brilharete. Anabela M Cruz – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Macau - Curso de Verão de Língua Portuguesa na Universidade de Macau junta centenas de jovens

Voltam a juntar-se no Curso de Verão de Língua Portuguesa na Universidade de Macau centenas de jovens, que têm como elemento comum a vontade de aprofundar conhecimentos desta língua. Entre os participantes encontram-se também alunos brasileiros, que procuram investir na escrita e conhecer a instituição de ensino



A vida é breve, mas cabe nela muito mais do que somos capazes de viver”, era uma das frases estampadas nas costas das t-shirts dos alunos do 33º Curso de Verão de Língua Portuguesa da Universidade de Macau (UM). Saramago não foi o único em destaque na cerimónia de abertura que decorreu ontem. Também Camões e Mia Couto se podiam ler, entre outros autores. O curso decorre até 2 de Agosto, sendo que os cerca de 500 alunos contam com quatro horas lectivas por dia, de segunda a sexta, tendo ainda a possibilidade de participar noutras actividades, como danças folclóricas, desporto ou escrita criativa.

A multiculturalidade é visível através das diferentes nacionalidades dos participantes, passando do Japão à Coreia do Sul, Filipinas, Itália ou mesmo os EUA. Neymar, de 19 anos, é um dos participantes desta edição. Vindo da China Continental, estuda Português há um ano. “Cinco alunos da Universidade de Macau fizeram intercâmbio na minha universidade e disseram que o ensino aqui é bom. E os meus professores sugeriram também”, apontou.

A sua vinda tem um duplo objectivo. Por um lado, aprender mais usos da língua. Por outro, ganhar mais informações para decisões futuras. “Não conheço muito bem Macau, e no terceiro ano vou decidir qual o lugar onde vou estudar, entre Portugal, o Brasil ou Macau. E vim para Macau para experimentar”, explicou.

“O curso de verão, nos seus 33 anos de existência, continua a ser fiel aos seus princípios de criação, dotar os que nele participam de um conhecimento mais aprofundado da língua portuguesa, de uma consciência da sua variedade, riqueza e complexidade culturais e do seu crescente e inestimável valor em todo o mundo”, discursou Ana Nunes na cerimónia de abertura. A coordenadora do curso notou que a UM responde ao interesse do Governo na formação de bilingues, e que tenta também dar resposta às exigências crescentes do mercado de trabalho.

A docente explicou ainda que no curso recorrem a estratégias dinâmicas de ensino e aprendizagem. Depois da China, a Coreia do Sul é dos países com maior representatividade. Kim Miri, de 20 anos, está a estudar Português no ensino superior. “Queria estudar Espanhol, mas como na Coreia exigia notas mais altas do que as minhas, acabei por ir para Português”, reconheceu. O desvio de percurso não comprometeu o empenho da jovem, que quis participar neste curso de verão para aprofundar os conhecimentos de Português.

Curso atrai alunos brasileiros

A novidade deste ano é a presença de dois alunos brasileiros, que vivem actualmente na China. “Como o que estudam verdadeiramente na escola é o Inglês e o Chinês, eles falam Português mas começam a ter algumas dificuldades na expressão escrita e vêm para aqui precisamente para aprimorar a escrita”, explicou Ana Nunes. Para além disso, querem conhecer Macau e há quem esteja interessado em estudar na UM.

Luca Martins é um desses casos. O jovem de 19 anos quis aproveitar a oportunidade de conhecer a universidade e de se focar na escrita. Os seus pais moram na China há já cinco anos. Ele chegou há ano meio e meio e está a estudar Chinês. Mas considera “uma possibilidade” um dia frequentar a UM. Entre as suas áreas de eleição encontram-se as letras, línguas e literatura. “Com sorte [poderei] fazer alguma coisa envolvendo isso, numa especialidade aqui. E instrumentalizar isso para usar lá no Brasil”, equacionou.

Para além disso, uma universidade do Continente que não tem curso de Português voltou este ano a enviar um grupo de estudantes. O número subiu de 25 para 43.

O curso conta com bastantes alunos no nível básico. “Talvez também porque muitas universidades começaram agora na China Continental a oferecer cursos de Português e provavelmente os alunos vieram agora fazer o curso de verão no nível básico porque acabaram de começar e o curso de verão é uma forma de estarem em contacto com a língua”. Salomé Fernandes – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Macau - Academia Sénior poderá ter curso de Verão em Português

Apesar de ainda não ter condições para reabrir o curso de Português, devido à falta de procura, a Academia do Cidadão Sénior avalia a possibilidade de lançar um programa de Verão naquela língua no próximo ano. Através deste curso, os alunos poderão aprender comunicação básica de apoio em viagens, nos hospitais e bancos

A Academia do Cidadão Sénior do Instituto Politécnico de Macau pondera reabrir o curso de Língua Portuguesa, mas o plano ainda não poderá ser concretizado devido à falta de procura, o mesmo motivo que levou à sua suspensão pouco tempo depois da criação da instituição. “Para abrir este curso, precisamos de pelo menos 12 alunos, mas segundo os dois inquéritos que fazemos anualmente, ainda não há tanta procura”, explicou a directora da Academia.

Apesar disto, poderá abrir um curso de Verão de Português no próximo ano, com capacidade para 12 alunos. A instituição espera que as aulas venham a ser leccionadas por um professor, antigo funcionário público que trabalhava em assuntos ligados à língua, adiantou Lam Wan Mei à Tribuna de Macau.

Segundo a directora, a Academia está a cooperar com o Instituto de Acção Social na formação de orientadores para idosos, um dos quais poderá ser o referido docente. “Estamos a encorajá-lo para sair dos bairros, ensinando a língua aos idosos. Depois de abrir o curso, vamos avaliar as reacções dos alunos. Se forem boas, não afastamos a possibilidade de dar continuidade a este curso”, explicou.

O curso de Verão poderá ter uma duração de 20 horas, destinadas à aprendizagem de técnicas básicas que permitam comunicar no dia-a-dia, incluindo nos bancos, hospitais ou quando viajam para países lusófonos, num programa semelhante aos cursos de Inglês e Mandarim da Academia.

Por outro lado, a Academia do Cidadão Sénior vai ter um campus novo na Taipa. A obra ainda não começou, mas a directora prevê que o novo espaço poderá acolher cursos a curto prazo ainda este ano. Localizado perto de Chun Su Mei, o campus poderá começar a funcionar em Junho ou Julho de 2020.

Lam Wan Mei apontou que no primeiro ano de operação do campus poderão não abrir tantos cursos como na Península, mas haverá 20 turmas. Segundo a responsável, o campus na Taipa permitirá novas funções em relação ao actual, com uma sala de caligrafia e pintura.

“Agora, estão a partilhar as salas de aula com alunos jovens. Mas para os que aprendem caligrafia e pintura, as mesas são demasiado pequenas”, referiu.

Recorde-se que o espaço na Taipa poderá ter 520 vagas, que serão preenchidas gradualmente, devendo ser admitidos 170 alunos no ano inicial. Este ano, graduaram-se da Academia 95 alunos. No novo ano lectivo, serão acrescentados novos cursos, incluindo sobre técnicas de uso de telemóveis. Rima Cui – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Macau – Língua portuguesa uniu 460 jovens de todo o mundo

Terminou no fim de semana mais um Curso de Verão da Universidade de Macau. Um curso intensivo de língua portuguesa que reuniu durante três semanas, 460 jovens de todo o mundo, que no final revelaram à Lusa terminarem a missão com o “coração apertado” e a certeza que esta língua “une pessoas”



Segundo a agência de notícias portuguesa, Park Sung-Hyun, da Coreia do Sul, aventurou-se na língua portuguesa há pouco mais de cinco meses, mas nem por isso se viu tentado a olhar para o papel no seu discurso, feito inteiramente em português, na cerimónia de encerramento do curso de verão da UM.

À Lusa, o jovem de 19 anos descreveu o “desafio” de aterrar, pela primeira vez, na “vibrante cidade dos casinos”, onde, para seu espanto, “lê-se português em todo o lado, mas já quase ninguém fala a língua”.

Começou por estudar espanhol, motivado pela ‘La Liga’ (liga espanhola de futebol), mas o sonho de um dia entrevistar o seu ídolo – Cristiano Ronaldo – fê-lo optar antes pela língua portuguesa na Universidade, onde, conta-nos, apenas ensinam o português que se fala no Brasil.

“Sabia que neste curso, em Macau, ensinavam português europeu e não hesitei. Acho mais atractivo, mais clássico, enfim, mais bonito”, diz, acrescentando que quer ser jornalista desportivo e um dia entrevistar os seus ídolos na sua própria língua.

Chegar do aeroporto à Universidade não foi fácil, sentiu-se perdido várias vezes e “não sabia em que língua comunicar”. É, no entanto, a memória dessa resiliência que leva consigo de volta para casa, já hoje.

Ao contrário do jovem sul-coreano, a norte-americana Jessica Xavier já conhece os cantos a Macau, onde já esteve “sete ou oito vezes”.

“A minha família é de Macau e em São Francisco, onde nasci e cresci, estou muito envolvida com a comunidade macaense”, disse à Lusa. Os pais falam português, mas nunca lhe ensinaram.

A vontade de aprender a língua, no entanto, sempre esteve lá. Assim que ouviu falar do Curso de Verão, decidiu arriscar. Não partiu do zero, admite, devido às aulas obrigatórias de espanhol na escola. Ainda assim, confessa ter aprendido mais nas últimas três semanas do “que em todas as visitas anteriores a Macau”.

“É muito intensivo. São quatro horas [de aulas] todos os dias, de segunda a sexta-feira, aprendemos muito, aprendi mesmo muito”, reiterou.

É esta intensidade, referenciada por todos os alunos nos discursos de encerramento, que motiva a coordenadora Ana Nunes a prosseguir e a reinventar esta iniciativa.

“São três semanas intensivas, estamos todos os dias juntos. Tal como vários alunos disseram, apesar de irem agora embora, o coração fica cá, vão guardar saudades. Quando chegamos ao fim, apercebemo-nos porque fazemos isto todos os anos”, frisou no rescaldo da 32ª edição, a quarta consecutiva que organiza.

Dos 460 alunos que participaram este ano, muitos nunca tinham tido qualquer contacto com a língua portuguesa, afirmou. “Este ano recebemos um grupo de 30 alunos de uma universidade onde nem sequer ensinam português, mas onde estão a pensar abrir o curso”, disse, referindo que integrá-los em Macau é, na sua opinião, uma “forma interessante” de perceber se há receptividade.

Às aulas propriamente ditas, da parte da manhã, seguiram-se várias atividades extracurriculares durante a tarde e como novidade da 32.ª edição houve a introdução à escrita criativa, em linha com o objetivo de trazer “algo diferente” todos os anos.

“Nunca tínhamos oferecido porque exige que os alunos já dominem minimamente o português, mas resultou muito bem. A professora encarregada mostrou-nos os textos e eles conseguiram ser muito criativos”, disse. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Macau - Curso de Verão de Português volta a ter adesão elevada na UM

A 32ª edição do Curso de Verão de Língua e Cultura Portuguesa da Universidade de Macau (UM) arranca oficialmente a 16 de Julho, estando prevista a participação de pelo menos 450 alunos locais e estrangeiros, semelhante ao grau de adesão da edição anterior



O Departamento de Português da Faculdade de Artes e Humanidades da Universidade de Macau (UM) prevê que o Curso de Verão de Língua e Cultura Portuguesa registe uma adesão semelhante à da última edição. As inscrições para alunos locais e estrangeiros já terminaram esperando-se uma participação superior a quatro centenas de estudantes. “Estamos à espera de ter à volta do mesmo número do ano passado, isto é, 450 participantes. Este ano vamos para o mesmo número, ligeiramente mais”, disse Ana Nunes, coordenadora do curso, em declarações à Tribuna de Macau.

A organização ainda está a formalizar as inscrições mas, de um modo geral, fica a garantia de que há candidaturas suficientes para abrir turmas de todos os níveis de Português. “Temos alunos suficientes para abrir todos os níveis, o que é muito bom”, afirmou Ana Nunes. Durante três semanas, alunos dos graus de iniciação absoluta, básico, intermédio, avançado e superior irão participar numa imersão cultural e, claro, linguística. A estes juntam-se também os estudantes que irão formar a turma de tradução, garante a docente.

Em termos de locais de origem, o Curso de Verão da UM continua a receber, maioritariamente, alunos da China Continental. E, para a docente, este interesse tenderá a aumentar enquanto o ensino do Português da China continuar a crescer. “Continuamos a ter a esmagadora maioria da China e quanto mais universidades vão abrindo lá que ensinem Português notamos cada vez mais alunos do Continente a virem fazer o Curso de Verão. Depois temos alunos do Japão, Coreia, Tailândia, Filipinas, Estados Unidos, Canadá, França, Timor, Hong Kong, entre outros”, explicou.

Programa integra escrita criativa

Em termos de carga horária, os alunos terão quatro horas lectivas diárias (das 08:30 às 13:00) além das actividades livres que, nesta 32ª edição, contam com novidades. “Este ano vamos ter escrita criativa como uma actividade livre para os alunos que já têm algum entendimento de Português, isto é, com pelo menos B1+ ou B2”, adiantou Ana Nunes.

Os alunos poderão também reforçar os conhecimentos da Língua Portuguesa e da sua cultura mediante a participação em actividades como o folclore, canto, dança e ginástica. Este ano, voltam a fazer parte do programa as tradicionais visitas aos museus de Macau e ao Centro Histórico. Segundo Ana Nunes, a organização está a ponderar incluir também uma sessão de cinema ao ar livre mas que dependerá do estado do tempo por essa altura.

No que diz respeito à componente docente, o Curso de Verão vai contar com o contributo de 19 professores e, segundo a coordenadora, será suficiente para garantir o normal funcionamento deste programa. “É lógico que, de repente, são mesmo muitos alunos mas não sentimos problemas de pressão. Claro que em termos de logística implica muito mais coisas mas correu tudo bem [no ano passado]”, apontou. Catarina Almeida – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Macau - Curso de Verão de Língua e Cultura Portuguesa da Universidade de Macau

O Curso de Verão de Língua e Cultura Portuguesa da Universidade de Macau celebra nesta edição 30 anos e entre os cerca de 380 participantes confirmados contam-se quatro vindos dos Estados Unidos. Tal é visto como um reflexo do “crescente interesse” no programa. As novidades deste ano incluem uma turma de tradução de Português-Chinês e outra de nível superior


Entre 18 de Julho e 5 de Agosto de 2016 a Universidade de Macau (UM) volta a destacar-se como pólo de ensino de Português com a realização da 30ª edição do Curso de Verão de Língua e Cultura Portuguesa. Este ano inscreveram-se mais 100 estudantes do que em 2015.

Segundo informações facultadas por Fernanda Gil Costa, directora do Departamento de Estudos Portugueses, chegarão à UM cerca de 380 alunos. “Estavam inscritos mais, mas como é habitual alguns não conseguem obter os vistos necessários para virem da China para Macau. É uma pena”, lamentou ao Jornal Tribuna de Macau.

Ana Nunes, docente a cargoda organização do curso, explicou que a instituição recebeu perto de 500 inscrições, “contudo, há sempre alguns atrasos, em termos burocráticos, o que, por sua vez, dificulta a obtenção de vistos”. Para além disso, a responsável notou que “há ainda algumas regiões da China que não passam os vistos apenas com as informações dadas pelo Departamento de Português/Universidade de Macau. O que vem, obviamente, diminuir o número de inscrições efectivas”.

Antes da mudança para o campus da Ilha da Montanha, o processo de selecção tinha em conta o contingente de professores, a capacidade de alojamento e alimentação, factores que limitavam a admissão de participantes.

Apesar disso, Ana Nunes,considera que o número de inscritos “revela o crescente interesse no programa e a forma como consegue chegar um pouco a toda a China e ao Mundo”.

Este ano, o programa irá receber novamente alunos dos Estados Unidos, concretamente quatro, mais três do que em 2015. “A divulgação do curso, que sempre fazemos, é boa”, salientou.

A maioria dos inscritos vem da China, Coreia do Sul, Vietname, mas contam-se ainda estudantes de Timor-Leste (dois apoiados pela Fundação Oriente), Reino Unido, Singapura, sem esquecer os locais.

Por outro lado, assegurou que todos os anos é feito algo para melhorar o curso de Verão. “Seria muito mau sinal se não fossemos aprendendo a reinventarmo-nos. Acredito que o sucesso dos 30 anos que o Curso de Verão completa este ano, numa Universidade que comemora 35 anos também este ano, se deve a essa constante preocupação, dos professores que, ao longo dos anos estiveram na organização, fazer sempre mais e melhor”, afirmou a professora.

Na edição número 30, a instituição vai abrir pela primeira vez uma turma de nível superior, acrescentando um patamar ao já existente do avançado, e uma turma de tradução Português/Chinês. Por outro lado, os participantes terão acesso a todas as actividades que os alunos da UM realizam durante o ano lectivo no campus.

De acordo com a docente de linguística, não foram recrutados professores no estrangeiro, sendo as aulas administradas por docentes da instituição, que abdicam de parte do seu tempo de descanso e férias.

“Normalmente, o ambiente que se vive durante o Curso de Verão entre professores, funcionários administrativos e alunos é muito bom e isso faz esquecer o cansaço que um curso destes implica, pelo seu ritmo acelerado”, confessou, salientando que existe um sentimento de “dever cumprido” na equipa docente e satisfação por ver os alunos satisfeitos.

Desde o início do Curso de Verão foram formados cerca de 6.000 estudantes, dos quais um terço oriundos de Macau. Liane Ferreira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”