Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Aprender. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Aprender. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Timor-Leste - Ministra da Educação afirma que ensinar e aprender português é um acto de memória

A ministra da Educação timorense considera que ensinar e aprender português em Timor-Leste é um acto de memória e que a língua portuguesa não foi imposta, mas escolhida. Dulce Soares disse também que o Ministério da Educação timorense tem desenvolvido um conjunto de iniciativas para promover o ensino e o uso da língua portuguesa, incluindo a distribuição de materiais pedagógicos


A ministra da Educação timorense, Dulce Soares, afirmou que ensinar e aprender português em Timor-Leste é um ato de memória e que a língua portuguesa não foi imposta, mas escolhida. “Ensinar e aprender português em Timor-Leste é um ato de memória, pois esta língua acompanhou a nossa resistência e afirmação enquanto povo, mas é também um ato de responsabilidade, porque aquilo que ensinamos hoje moldará o país que seremos amanhã”, disse Dulce Soares.

A ministra da Educação falava no Centro de Aprendizagem e Formação Escolar de Díli (escola CAFE), onde, com o secretário de Estado da Cultura de Portugal, Alberto Santos, celebrou o Dia Mundial da Língua Portuguesa, que foi também assinalado na maioria das escolas públicas timorenses.

Na intervenção, Dulce Soares disse também que o Ministério da Educação timorense tem desenvolvido um conjunto de iniciativas para promover o ensino e o uso da língua portuguesa, incluindo a distribuição de materiais pedagógicos.

A ministra agradeceu também aos professores timorenses e portugueses pelo “trabalho dedicado, muitas vezes desenvolvido em contextos exigentes”.

Os Centro de Aprendizagem e Formação Escolar ou as escolas CAFE é um projeto conjunto de Portugal e Timor-Leste, teve início em 2014, e já está presente em todos os municípios timorenses.

Aquelas escolas, onde as aulas são dadas por professores portugueses e timorenses, são, atualmente, frequentadas por mais de 11.100 alunos timorenses.

O CAFE tem dois grandes pilares, nomeadamente o ensino de qualidade na sala de aula e a formação complementar dos professores timorenses. Naquelas escolas, as aulas são dadas em português, mas os alunos têm também aulas de tétum, a outra língua oficial de Timor-Leste.

Em declarações aos jornalistas, à margem de uma visita que fez à Comissão da Função Pública, o Presidente timorense, José Ramos-Horta, afirmou que hoje cerca de 30% dos timorenses já falam português e que a tendência é para aumentar. “A língua portuguesa está a avançar. Se olharmos para o passado, em 2000 quase ninguém falava português, não chegava a 1%. Agora há muitos jovens, milhares e milhares, que já falam e continuará a evoluir gradualmente”, afirmou Ramos-Horta. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


terça-feira, 12 de setembro de 2023

Portugal - Seminário discutiu como brasileiros e portugueses podem “aprender a viver juntos” para integrar e investir

“Embora possamos ser países amigos ou países irmãos, ainda assim, continuamos a ser dois países distintos… e não nos conhecemos tão bem quanto julgamos”, afirmou João Morgado, presidente da Casa do Brasil – Terras de Cabral, durante o encerramento do seminário “Brasil em Portugal – Integrar, Investir e Aprender”, que decorreu no dia 7 de setembro, nas instalações da Escola Profissional do Fundão, região Centro de Portugal.


O objetivo desta iniciativa foi discutir a crescente chegada da comunidade brasileira à região e os desafios e oportunidades do novo perfil de migrantes que hoje vivem, estudam e investem em Portugal. Um evento que contou com realização da Casa do Brasil – Terras de Cabral e da Câmara Municipal do Fundão, com chancela da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas. Ao todo, quatro painéis reuniram especialistas, autoridades, empresários e membros da comunidade brasileira e luso-brasileira.

“Habituado a viver a globalidade para fora, os portugueses devem compreender que a globalização trouxe agora o mundo para dentro de suas fronteiras. Portugal já não é exclusivamente dos portugueses, e, portanto, exige-se deles tolerância, entendimento, cooperação e respeito por quem chega”, comentou Morgado, que destacou, porém, que “por outro lado, os brasileiros também precisam perceber algo muito claro, Portugal não é o Brasil. Portugal possui uma cultura e história diferentes, exigindo uma mente aberta e forte adaptação. Aos brasileiros, exige-se o mesmo que aos portugueses: tolerância, entendimento, cooperação e respeito por quem está”.

“É isso que estamos a aprender, e é um processo essencial para o sucesso da luso-brasilidade em Portugal. (…) Pedagogia é o caminho. Esta aprendizagem de parte a parte é crucial para a verdadeira integração e o sucesso do investimento mútuo”, defendeu o presidente da Casa do Brasil – Terras de Cabral.

Paulo Fernandes, presidente da Câmara do Fundão, acredita que existam mais de seis mil cidadãos brasileiros a residir no concelho. Durante a sessão de abertura do seminário, o autarca destacou que houve “mudança no perfil do migrante brasileiro” que decide se instalar na região, com empresários com capacidade de “investimento mais produtivo” e profissionais com uma grande diversidade de formação e competências nas áreas, por exemplo, da informática, agricultura, agronegócio, agrotech, biotecnologia, entre outros.

Por seu turno, João Moura, deputado à Assembleia da República e presidente do grupo parlamentar de amizade entre Brasil e Portugal, sublinhou que o acordo de cooperação político que foi assinado este ano entre os dois países pode abrir novas portas de ligação entre os dois lados do Atlântico.

Temas centrais discutidos por oradores e o público presente

O programa do evento teve a presença de autoridades, empresários e nomes de destaque da comunidade brasileira e luso-brasileira instalada na região e no país.

A cerimônia de abertura contou com a participação de João Moura, presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Brasil-Portugal na Assembleia da República portuguesa, de Fernando Ruas, presidente da Câmara Municipal de Viseu, além de Paulo Fernandes, presidente da Câmara Municipal do Fundão, Carlos São Martinho, Presidente da Direção da Escola Profissional do Fundão, Lídia Monteiro, pelo Turismo de Portugal, Heitor Romana, adjunto do Gabinete do Ministro da Administração Interna, e João Morgado. Houve espaço também para um vídeo do embaixador do Brasil em Portugal, Raimundo Carreiro, que frisou as ações da diplomacia brasileira em solo luso.

O primeiro painel do dia, “Brasil Imigrante – O Olhar das Instituições”, teve a participação de Mário Ribeiro, do Alto-Comissariado para as Migrações, José Albano, Diretor Executivo do “Programa Regressar”, Acácio Pereira, ex-presidente do Sindicato da Carreira de Fiscalização e Investigação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), e Amélia Augusto, vice-reitora da Universidade da Beira Interior (UBI). O painel foi moderado por Ígor Lopes, jornalista e CEO da Agência Incomparáveis, que conecta Brasil e Portugal.

Após o almoço, o painel “Experiências Reais de Migração” centrou-se na opinião de quem atua no térreo, com a participação de Juliana de Paula, do Centro para as migrações do Fundão, e de um conjunto de empresários brasileiros que atuam na região em diversos ramos de atividade. Este painel teve moderação de Paulo Pinheiro, jornalista da Rádio Cova da Beira.

O terceiro e último painel focou a atenção na questão dos “Investimentos & Empregabilidade”, com moderação do diretor do jornal Gazeta Lusófona, da Suíça, e presidente da BiblioRuralis, Adélio Amaro. Em destaque estiveram Fernando Quintas, em representação da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), além de Higor Ferro Esteves, diretor geral da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex Europa), José Andrade, diretor regional das Comunidades do governo dos Açores, bem como empresários ligados à comunidade brasileira e luso-brasileira. Usou da palavra também Jorge Saraiva, delegado para a região da Beira do Imperial Instituto São Pedro de Alcântara, nomeado pelo Príncipe Dom Pedro Bourbon de Orleans e Bragança.

A sessão de encerramento foi liderada por Alcides Martins, subprocurador-geral da República Federativa do Brasil, que é natural de Vale de Cambra. No seu vídeo, Martins comentou a sua experiência como emigrante do outro lado do Atlântico.

“A abertura mental, o bom senso, o respeito cívico e a pedagogia de parte a parte, é o caminho para a verdadeira integração e investimento mútuo. Aprendendo juntos, superando barreiras e construindo novos paradigmas, estamos a trilhar o caminho para uma convivência harmoniosa e enriquecedora. Este é o caminho que devemos seguir para um futuro melhor, onde a luso-brasilidade em Portugal seja verdadeiramente exemplar”, finalizou João Morgado.

A Casa do Brasil – Terras de Cabral atua na defesa e como facilitadora das relações entre Brasil e Portugal e auxilia na integração dos brasileiros e luso-brasileiros radicados em Portugal. Ígor Lopes – Brasil in Mundo Lusíada”


quarta-feira, 27 de abril de 2022

Nova Zelândia – Disponibiliza material didático a 504 escolas do ensino pré-escolar de Timor-Leste

Díli – O governo da Nova Zelândia, através do Programa Brincar. Descobrir e Aprender com Sucesso (Hands, em inglês), disponibilizou material didático a 504 estabelecimentos do ensino pré-escolar.

O Secretário da Embaixada da Nova Zelândia, Nick Borthawick, destacou a importância das crianças iniciarem os estudos no ensino pré-escolar para terem o sucesso académico.

“Este material escolar destina-se a 28857 alunos, de 504 escolas do pré-escolar”, afirmou Nick Borthawick, na cerimónia de entregado material escolar ao MEJD, em Vila Verde, Díli.

Segundo o dirigente, o Executivo neozelandês alocou cerca de 240 mil dólares americanos para financiar o Programa Hands nos próximos cinco anos.

Já o Diretor-Geral da Política, Plano e Inclusão do MEJD, Raimundo José Neto, mostrou-se satisfeito com o apoio do Executivo da Nova Zelândia.

“Peço aos beneficiários e aos dirigentes das 504 escolas do ensino pré-escolar que aproveitem este material para melhorar o processo de ensino-aprendizagem”, concluiu.

Recorde-se, o Programa Hands iniciou-se em 2015. Isaura de Deus – Timor-Leste in “Tatoli”

 

sábado, 22 de junho de 2019

Portugal – Aprender português na Faculdade de Letras da Universidade do Porto



Apesar de o número de cursos da U.Porto lecionados em inglês ter vindo a aumentar de ano para ano, os nossos membros internacionais devem procurar, após chegarem ao Porto, ou mesmo antes de partirem, obter conhecimentos de língua portuguesa. Isto é especialmente importante para os estudantes em mobilidade, não só porque a maioria das disciplinas dos nossos cursos é lecionada em português, mas também porque essa aprendizagem é uma das maiores vantagens de estar na Universidade: a possibilidade de aprender a terceira língua europeia mais falada no mundo, com cerca de 250 milhões de falantes.

A U.Porto promove, através da sua Faculdade de Letras, diversos cursos de português, em diferentes modalidades. Os estudantes estrangeiros da U.Porto podem acompanhar, por exemplo, um dos cursos intensivos de iniciação à língua portuguesa, que funcionam em setembro e em fevereiro. A carga horária total é de 60 horas, sendo emitido um certificado no final para os estudantes aprovados.

Durante o mês de julho é organizado, também na Faculdade de Letras, um Curso de Verão de Cultura e Língua Portuguesa para Estrangeiros. O curso, lecionado em quatro níveis (iniciação, elementar, intermédio e avançado), inclui algumas visitas guiadas.

Todos os anos, a FLUP organiza ainda um Curso de Língua e Cultura Portuguesas para Estrangeiros. Este curso, que decorre entre outubro e junho, encontra-se estruturado em cinco níveis (iniciação, elementar, intermédio, avançado e superior), sendo complementado por visitas de estudo que visam proporcionar aos estudantes um contacto com aspetos socioculturais.

A inscrição no Curso Intensivo de Português e no Curso de Língua e Cultura Portuguesas para Estrangeiros prevê descontos especiais para os estudantes que estejam na U.Porto ao abrigo do Programa Erasmus +. A Faculdade de Letras leciona ainda outros cursos de línguas, vários deles intensivos, no âmbito da formação contínua. Universidade do Porto “Faculdade de Letras” – Portugal

Contactos:

Gabinete de Português para Estrangeiros

Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Via Panorâmica, s/n, 4150-564 Porto
Piso 0, sala 074
Telefone: (+351) 22 607 7165
Email: ple@letras.up.pt

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Espanha - Extremadura fala Português: uma moda que abre mentes e destrói estereótipos

Durante muito tempo, portugueses e espanhóis viveram de costas, apesar de compartilhar uma fronteira e cultura similar. Os tempos mudaram e, nesse processo, a aprendizagem da língua teve muito que dizer.

Aprender uma língua abre mentes e destrói estereótipos. A Extremadura “fala português, está na vanguarda da aprendizagem da língua e cultura lusa. Três em cada quatro pessoas que estudam em Espanha o fazem na Comunidade. Na última década, houve um crescimento exponencial de pessoas interessadas, o último curso ultrapassou os 19000 alunos.

A Junta da Extremadura e o Instituto Camões assinaram há alguns meses atrás um memorando que consolida o português como segunda língua estrangeira no sistema de ensino não universitário. A Associação de Professores de Português na Extremadura aplaude os avanços, também com a possibilidade da criação de centros bilingues, embora ainda não seja claro como será articulada a medida para que seja uma realidade.

A decisão de incorporá-la no centro educativo como segunda língua será da direcção e do instituto em questão. É voluntário. "Se nenhum centro escolher, ninguém vai ensiná-la. Tem que ficar claro como isso será feito".

Caso contrário, tudo pode ser deixado em “papel molhado”, explica Jacques Songy, representante da associação de professores. É verdade que há muitas ideias, muito entusiasmo das instituições, mas são necessários fundamentos que mostrem que isso será colocado em prática.

Existem centros que não querem e outros em que pode gerar-se uma rivalidade com o francês. "Consideramos que é compatível uma oferta de ambas as línguas (francês e português) na região. Devemos apostar no ensino de idiomas."

Mais lugares de professores

Os professores de português destacam outros avanços, sendo o mais importante o aumento de vagas nos exames secundários recentes, com a convocação de mais 13 professores. Ao qual são adicionados outros 10 através da Escola Oficial de Idiomas. Além disso, foi recuperado no teste da EBAU o português como segunda língua.

Nos exames anteriores, a oferta tinha sido muito limitada, sem dar muitas opções aos recém-formados em Filologia Portuguesa para se integrarem no ensino. Também tem sido frequente a presença de professores de outras especialidades que ensinaram esta matéria com o certificado B2.

Acordo transfronteiriço

A Junta explica que nos últimos cinco anos quase que duplicou o número de alunos que estudam esta língua como segunda e terceira língua estrangeira, passando de 5056 no ano lectivo de 2013-2014 para 9076 alunos na actualidade.

Outras actividades de formação e programas de ensino e aprendizagem da língua e cultura portuguesas são acrescentadas, por exemplo, na Escola de Línguas ou na plataforma online da Librarium, que tem livros em Português. Jesús Conde - Espanha In “El Diario”

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Senegal – 44 mil aprendem português

É a primeira língua de dezenas de milhões de alunos mas só 11 países a têm nos currículos oficiais como segunda ou terceira, abrangendo 80 mil estudantes

Milhões de alunos aprendem em português nos seus países. Desde logo, naqueles onde o idioma é falado ou existe uma forte comunidade de imigrantes e lusodescendentes. Mas, entre os que têm outras línguas oficiais, apenas 11 (ver caixa) oferecem a Língua Portuguesa como oferta curricular, acessível à generalidade dos estudantes do ensino secundário. No total, contam com mais de 80 mil alunos. E um deles responde por mais de metade: 44 mil. Não é a Espanha - essa surge em segundo lugar, com 23 mil estudantes. É o Senegal.

"Esta é uma relação que tem muitos antecedentes", diz ao DN Ana Paula Laborinho, presidente do Instituto Camões. O português, lembra, está nos currículos desde 1960, ano em que o país ganhou a independência e passou a ser liderado pelo político e escritor Léopold Sedar Senghor, cujo apelido paterno deriva da palavra portuguesa: "Senhor". "Durante muito tempo, a figura de Senghor foi protetora e tutelar da luta contra o domínio colonial, a par do [angolano] Agostinho Neto. Essas duas figuras contribuíam para essa presença, ainda hoje, de uma massa tão grande de interessados no Português, que depois tem também uma expressão na universidade, onde se formam os professores que nas 14 regiões ensinam a língua.

Há outros antecedentes históricos. Os portugueses foram os primeiros estrangeiros a chegar ao local, em meados do século XV. A Sul, junto à fronteira com a Guiné-Bissau, existe o enclave de Casamansa - assim batizada pelo navegador Dinis Dias, que a descobriu em 1455 -, que chegou a estar integrada em território nacional e onde ainda é falado um dialeto com origem no Português.

Curiosamente, conta Ana Paula Laborinho, "nem sequer é aí que está a maioria" dos alunos que aprendem a língua. Ainda que seja aí que a cooperação portuguesa "está a apostar", nomeadamente através da abertura, em 2015, de um Centro de Língua Portuguesa na Universidade de Ziguinchor.

Quanto ao resto do país, embora a cooperação nacional esteja presente, a oferta do Português já está autonomizada há muito tempo, existindo um programa nacional para a disciplina. "Os professores que saem das universidades do Senegal já estão bem preparados", diz. "O trabalho que fazemos com m eles é diferente do que acontece com outros países".

Um mapa-mundo da língua

A oferta do ensino da Língua Portuguesa não se esgota, naturalmente, nestes países que a decidiram englobar nos seus currículos, e aos quais se deverão juntar em breve a Alemanha e a França.

Só na rede em que o Instituto Camões tem alguma participação existem perto de 160 mil estudantes, a maioria dos quais no ensino superior. E diversas países têm ofertas autonomizadas da língua, quer no básico e secundário quer no superior. Apenas a China - revela o Atlas da Língua Portuguesa, que será publicado na próxima semana (ver caixa), tem cerca de 30 universidades que oferecem a língua aos seus alunos.

O ensino do Português está também disponível na generalidade dos países europeus, através de ofertas públicas e privadas dirigidas à comunidade lusófona - só em França há mais de 10 mil alunos - e das secções portuguesas das Escolas Europeias (da Comissão Europeia), com 600 alunos. A Rede de escolas do Ministério da Educação no estrangeiro ensina o currículo português em todos os países da CPLP, à exceção do Brasil - está prevista a abertura de uma escola em São Paulo - e da Guiné Equatorial, abrangendo 6500 alunos. Em Timor, 7000 aprendem ainda nos centros de aprendizagem e formação escolar.

Onde se aprende como segunda língua

Existe ensino do Português em praticamente todo o mundo. Mas há apenas 11 países (nos Estados Unidos apenas nos estados do Massachusettse de Rhode Island) em que todos os alunos do secundário podem optar pela disciplina.

Senegal 44 000
Espanha 23 018
EUA 10 074
Namíbia 1 919
Bulgária 805
Polónia 150
Roménia 167
Hungria 90
República Checa 45
Croácia 30
Noruega Sem informação. Pedro Tavares – Portugal in “Diário de Notícias”

terça-feira, 18 de outubro de 2016

França - Aprender português a brincar

A associação "Graines de Luso" ensina crianças dos quatro aos onze anos a brincar em português na cidade de Taverny, nos arredores de Paris.


























Seja com fantoches, jogos de tabuleiro ou outras animações, o objetivo é ensinar às crianças a língua portuguesa através do jogo, disse à Lusa uma das fundadoras do projeto, Isabel Carvalho.

"O projeto nasceu com a ideia que queríamos fazer uma proposta diferente para divulgar a língua portuguesa e a cultura lusófona às crianças. Achámos que o lúdico ainda não era uma área explorada pelas outras associações", explicou a lusodescendente.

Isabel de Carvalho, licenciada em Informação e Comunicação, juntou-se à melhor amiga, Sónia Bonis, formada em Contabilidade, para criar a associação que nasceu no ano passado, havendo ateliês às segundas, quartas e quintas, nos quais "90 por cento das crianças têm um pai francês e o outro português".

Este ano letivo, os jogos abordam o tema dos castelos, reis e rainhas, depois de um ano em que o desporto foi o "rei" dos ateliês.

As duas amigas, de 42 anos, são filhas de portugueses da Guarda e da Madeira, nasceram em França e mantiveram uma ligação com a língua portuguesa que agora querem transmitir aos próprios filhos e a outras crianças.

"A gente conhece-se desde o liceu Molière [em Paris], estudámos as duas Português, somos as melhores amigas do mundo. Este projeto é mesmo um projeto de coração e a gente fazê-lo juntas é uma aventura que continuamos a viver juntas", continuou Isabel de Carvalho.

Este ano, a associação fez um jantar de gala no qual subiram ao palco os músicos são-tomenses Calema, a quem foi entregue um cheque de mil euros para comprar material para as escolas de São Tomé e Príncipe e ajudar crianças em dificuldade.

"O objetivo da associação é, não só iniciar as crianças à língua, mas também fazer viver momentos de partilha, partilhar com outras crianças, outras famílias e aí chegámos a ações de solidariedade para [com] outras crianças lusófonas", concluiu.

No fim de semana passado, na Noite de Gala oferecida pela autarquia parisiense à comunidade portuguesa, na Câmara Municipal de Paris, a associação "Graines de Luso" venceu o "Prémio Cap Magellan - Caixa Geral de Depósitos da melhor iniciativa cidadã". In “Sapo 24” - Portugal