Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 26 de novembro de 2024

Brasil – Polícia Federal e Polícia Judiciária da Guiné-Bissau assinam acordo de parceria no domínio da luta contra o crime organizado

Bissau – A Polícia Judiciária (PJ) da Guiné-Bissau e a Polícia Federal do Brasil assinaram recentemente um acordo de parceria no domínio da luta contra o crime organizado.



A informação consta no sítio da PJ guineense consultada pela ANG, segundo as quais o referido acordo foi  rubricado nas instalações da Polícia Federal do Brasil, entre os diretores da PJ da Guiné-Bissau Domingos Monteiro Correia e Andrei Rodrigues director da Polícia Federal do Brasil.

Informa que, o acordo marca um passo significativo no fortalecimento das capacidades de combate ao crime organizado em ambos os países. 

“Este acordo estabelece um quadro abrangente de colaboração, que inclui intercâmbio de informações, formação de agentes e a realização de operações conjuntas”, lê-se na mesma publicação.

Acrescenta que, a iniciativa tem como objectivo não apenas intensificar a luta contra o crime organizado, mas também potenciar as capacidades operacionais das duas instituições. 

A cerimónia de assinatura foi testemunhada pelos representantes da diplomacia da Guiné-Bissau em Brasília e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Bissau, que reconheceram a importância desta colaboração para o combate eficaz ao crime organizado.

Após a assinatura do acordo, o Diretor da Polícia Federal do Brasil, Andrei Rodrigues, enalteceu a importância da cooperação internacional.

Afirmou que “o combate ao crime organizado exige uma abordagem integrada e colaborativa, onde as fronteiras se tornam oportunidade para trabalhar em conjunto”.

O Diretor Nacional da PJ da Guiné-Bissau, Domingos Monteiro Correia, acompanhado pela Diretora Nacional Adjunta, Cornélia Vieira Té, e pela Inspectora Geral do Ministério da Justiça, Ussainatu Djaló, enfatizou que o acordo ora rubricado representa um marco na construção de uma parceria sólida, que permitirá enfrentar, de forma eficaz, as ameaças à segurança pública. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau


sábado, 7 de setembro de 2024

Cabo Verde - Katy Dias lança "Luta", uma dedicação à perseverança e ao legado de seu avô

A jovem artista Katy Dias, natural da ilha do Sal, acaba de lançar o seu primeiro single, intitulado "Luta", que já está disponível no youtube com um videoclipe tocante. A música, que marca o início da sua carreira profissional, é uma poderosa dedicação ao seu avô, que sempre acreditou no seu talento e a incentivou a lutar pelos seus sonhos.


Uma conexão com a música desde a infância

Desde a infância, Katy Dias sempre teve uma ligação especial com a música. Participava em eventos na escola primária, onde encantava todos com a sua voz. No liceu, frequentava a sala de música nos recreios e estava sempre a cantar, refinando o seu talento natural. O seu avô foi uma figura crucial na sua vida, sempre a incentivar a seguir os seus sonhos. Ele dizia: "Só talento não basta, é preciso fincar os pés no chão e lutar." Essas palavras de sabedoria tornaram-se a base sobre a qual Katy construiu a sua trajetória musical.

Luta, uma canção de perseverança

"Luta", composta por Katy Dias, é uma música que captura a sua jornada de perseverança e determinação. Com produção, mixagem e masterização de Bouzin Beatz, a canção traz uma batida envolvente que complementa perfeitamente a letra sincera e carregada de emoção.

A música é uma dedicação ao seu avô, que sempre a apoiou e acreditou no seu potencial, mesmo quando os desafios pareciam insuperáveis. "Se hoje estou a realizar os meus sonhos, é porque sempre lutei por eles. Este é o meu sonho e o amor da minha vida. Sei onde estou e sei que meu avô teria orgulho de mim", compartilha Katy, emocionada.

Videoclipe que toca o coração

O videoclipe de "Luta", dirigido pela própria Katy Dias e filmado e editado pelo Palmart Studio, é uma obra visual que traduz a mensagem de perseverança da música. Com cenas que retratam a jornada de Katy e de pessoas que estão na luta, o vídeo é uma poderosa representação da luta interna e externa que muitos enfrentam na procura pelos seus sonhos.

De Sal a Santiago: A continuação de um sonho

Atualmente, Katy Dias reside na cidade da Praia, na ilha de Santiago, onde continua a sua luta para conquistar um espaço no mundo da música. Ela apresenta-se em locais noturnos, sempre à procura de novas oportunidades para se aperfeiçoar e alcançar um público mais amplo. O seu grande sonho é apresentar-se em palcos internacionais, um objetivo que ela persegue com determinação e foco.

"Sei que a música pode ser uma carreira incerta, e a minha família sempre reforça isso, mas eu acredito no meu talento e continuo lutando", afirma Katy, mostrando que está pronta para superar qualquer obstáculo que apareça no seu caminho.

Repercussão positiva e apoio dos fãs

Desde o lançamento, "Luta" tem sido calorosamente recebida pelo público, com elogios à qualidade da produção e à profundidade da mensagem da música. "A dedicação da Katy é realmente inspiradora. Ver alguém tão jovem seguir o seu sonho com tanta paixão é um exemplo para todos", comentou um fã no youtube.

O Futuro promissor de Katy Dias

"Luta" é apenas o primeiro passo de muitos que Katy Dias pretende dar na sua carreira musical. Com uma visão clara de onde quer chegar, ela segue determinada, inspirando outros com a sua música e a sua história de perseverança.

O videoclipe de "Luta" já está disponível no youtube e é uma prova do potencial de Katy Dias como uma das novas vozes promissoras de Cabo Verde. Para os seus fãs e para aqueles que acreditam no poder dos sonhos, "Luta" é uma obra que ressoa profundamente, mostrando que com esforço e determinação, tudo é possível. In “Dexam Sabi” – Cabo Verde


sábado, 2 de maio de 2020

África do Sul – Faleceu Denis Goldberg, o companheiro branco de Mandela

Por ser branco, Denis Goldberg, passou 22 anos preso numa cadeia para brancos, sendo, assim, obrigado a ficar longe dos seus companheiros de combate contra o regime racista sul-africano que estavam, com Nelson Mandela, detidos pelas mesmas razões na famosa prisão de Robben Island, destinada aos combatentes negros. Morreu na noite de quarta-feira, pouco antes da meia-noite, aos 87 anos



Foi em 1964, dois anos depois de Nelson Mandela ter sido detido, que Denis Goldberg foi condenado por traição e enjaulado por 22 anos pela sua actividade anti-apartheid, tendo mantido até ao seu desaparecimento físico a mesma convicção sobre a importância da luta travada até 1994, quando Mandela foi eleito o primeiro Presidente de uma África do Sul libertada.

Sendo judeu, filho de imigrantes vindos em família do Reino Unido, nasceu em 1933 na Cidade do Cabo, e, como o próprio descreveu num dos seus muitos registos, compreendeu que o que se passava na África do Sul sob o domínio do regime racista era "muito semelhante ao que ocorrera com a Alemanha Nazi", que perseguiu e matou mais de 6 milhões de judeus, para além de ciganos, negros, deficientes...

Antes da sua condenação a 22 anos de cadeia em 1964, quatro anos antes, em 1960, já tinha passado quatro meses preso por participar numa manifestação contra o regime após a polícia ter matado a tiro 69 pessoas durante o famoso massacre de Sharpeville, tendo entrado oficialmente nesse momento para o braço armado do Congresso Nacional Africano (ANC).

Seria detido em Rivonia, próximo de Joanesburgo, durante um raide policial, em 1963, quando preparava mais uma acção com outros combatentes do ANC, o que lhe valeu 22 anos de cárcere.

Mandela sempre elogiou Goldberg a quem não se cansava de reconhecer um sentido de humor excepcional, especialmente durante o julgamento que ficou para a história como Julgamento de Rivonia, onde foram ambos condenados, entre outros.

O duplo castigo do regime foi enviá-lo para uma prisão destinada a brancos, em Pretória, quando os seus companheiros acabaram na distante prisão de Robben Island. In “Novo Jornal” - Angola

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Timor-Leste – Max Stahl condecorado com o grau Colar da Ordem de Timor-Leste

DÍLI – Max Stahl foi condecorado com o grau Colar da Ordem de Timor-Leste pelo Chefe de Estado, Francisco Guterres Lú Olo, conforme previsto no Decreto do Presidente da República n.º 50/2019, de 21 de novembro.

Segundo a página oficial da Presidência da República, a que a Tatoli teve acesso, esta condecoração tem por objetivo reconhecer o seu contributo para o país na sua luta pela autodeterminação, levando Timor-Leste ao mundo.

Christopher Wenner, mais conhecido por Max Stahl, é um jornalista e realizador de filmes documentais. Nasceu na Inglaterra, no dia 6 de dezembro de 1954.

Max Stahl é descendente de uma família de diplomatas. O avô materno era diplomata sueco, que teve o privilégio de ser o Diretor da Instituição do Nobel durante mais de vinte anos. Cresceu com três irmãos. O pai, Christopher Max Stahl Wenner, é um diplomata suíço e a mãe francesa.

Além de virem de uma família de diplomatas, Stahl e os seus irmãos tomaram contacto com os problemas internacionais e mudavam-se de um país para outro – Bolívia, El Salvador, Áustria e Inglaterra.

Max estudou Literatura na Universidade de Oxford, no Reino Unido. Fala fluentemente inglês, francês, alemão, espanhol, italiano e português. Sabe também russo e um pouco de árabe.

Max começou a sua carreira como autor de teatro e em programas de televisão dedicados às crianças, na Inglaterra.

A sua vocação de repórter de guerra surgiu quando vivia com a sua família no El Salvador, onde o pai exerceu as funções de embaixador. Começou por elaborar reportagens sobre a guerra civil de 1979 a 1992.  Foi depois para a Chechénia, Geórgia, Jugoslávia e Timor-Leste.

Sofreu inúmeras experiências amargas durante as suas funções – foi preso, assistiu à morte dos colegas, passou miséria junto dos guerrilheiros no mato e foi testemunha de genocídio, como no Massacre no Cemitério de Santa Cruz, em 1991. Foram-lhe atribuídos vários prémios, nomeadamente o Rory Peck Award, concedido a operadores de câmara que colocam a vida em risco em reportagem.

Em resposta ao convite de quadros da resistência timorense, Max Stahl chegou pela primeira vez a Timor-Leste, no dia 30 de agosto de 1991, como turista. Ao longo da sua estadia, entrevistou vários líderes da Frente Clandestina e guerrilheiros, nomeadamente o Comandante David Alex “Daitula”, Nino Konis Santana, entre outros.

O documentário de Max Stahl intitulado “In Cold Blood: The Massacre of East Timor” divulgou o Massacre de Santa Cruz. Max assistiu diretamente à brutalidade dos militares indonésios que tiraram a vida dos jovens timorenses. As imagens espalharam-se por todo o mundo, abrindo os olhos a diversos Estados para a luta pela independência. A filmagem de Santa Cruz foi levada para o estrangeiro graças a uma ativista holandesa, Saskia Kouwenberg.

O referendo de 1999 levou Max Stahl a regressar novamente a Timor-Leste, onde registou os sacrifícios e resiliência dos timorenses para ultrapassarem inúmeros desafios e criarem a República Democrática de Timor-Leste, que se tornou oficial a 20 de maio de 2002.

Na preservação da história da luta dos timorenses, Max Stahl criou e gere de forma independente o Centro Audiovisual Max Stahl em Timor-Leste (CAMSTL), onde regista vários acontecimentos históricos recolhidos ao longo dos últimos 25 anos. Todos estes arquivos foram considerados pela Organização da Nações Unidas para Educação, Ciências e Cultura (UNESCO, sigla em inglês) “Registo da Memória do Mundo”.

Para fins educativos e de investigação, o CAMSTL tem cooperado com a Universidade de Coimbra, em Portugal, de modo a arquivar os documentos históricos de Timor em formato digital.

O Estado timorense reconhece assim, através do grau Colar da Ordem de Timor-Leste, o empenho e a dedicação de Max Stahl. Xisto Freitas – Timor-Leste in “Tatoli”