Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 7 de setembro de 2025

China – Projeto imobiliário em Hengqin coloca à venda praça construída ao estilo manuelino

O operador de casinos Macau Legend lançou um concurso público para a venda de um projeto imobiliário em Hengqin, que inclui uma praça ao 'estilo manuelino'


De acordo com um comunicado enviado pela empresa à bolsa de valores de Hong Kong, os eventuais interessados na compra do projeto Ponto Legend podem apresentar propostas até 30 de outubro.

Na nota, divulgada na semana passada, sublinha-se que “não há preço inicial definido para o concurso público” e que o lucro para a Macau Legend “dependerá do preço final oferecido pelo licitante vencedor”.

Os interessados terão de apresentar, no entanto, uma garantia bancária no valor de 15 milhões de yuan à Zhuhai Lai Ieng, empresa que detém o Ponto Legend.

A Macau Legend detém uma participação de 21,5% na Zhuhai Lei Ieng e a operadora não revelou a identidade dos restantes acionistas.

O Ponto Legend, situado junto à fronteira que separa a zona económica especial de Hengqin e Macau, tem atualmente 109 espaços comerciais e 862 lugares de estacionamento, referiu a empresa.

O projeto, com uma área de cerca de 130 mil metros quadrados, foi lançado em 2014. Na altura o líder da Macau Legend, David Chow, disse que poderia servir como “porta de entrada” dos turistas chineses para a cultura portuguesa.

Em março de 2019, a operadora disse num comunicado que o Ponto Legend estaria pronto até ao final do ano, incluindo uma praça ‘manuelina’ com capacidade para acolher dez mil pessoas.

O edifício principal do projeto seria um centro de exposições, que poderia “promover os produtos de qualidade”, nomeadamente os vindos dos países lusófonos.

Na semana passada, a Macau Legend admitiu ter “dúvidas significativas sobre a capacidade do grupo de continuar em atividade” devido a dívidas totais de 2,4 mil milhões de dólares de Hong Kong. In “Plataforma” – Macau com “Lusa”


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Envergonhados!

Todos os que estamos em condições de minimamente discernir sobre as coisas essenciais, sabemos que vivemos uma situação grave no país.

Alguns dos que combateram contra o colonialismo, com a sua Pide, com a sua repressão que os obrigou, a alguns, como o actual Presidente da República, a sair de Angola para o exterior, são dignitários deste Estado, que reprime da mesma ou da pior maneira angolanos, mesmo perante um evento internacional. Como acreditar que depois do Dr. Filomeno Lopes, figura respeitada no país e não só, hoje chega a vez de jornalistas conhecidos, como o Rafael Marques, o Alexandre Solombe e o Coque Mukuta que são “pisados e torturados” por polícias orientados por aqueles que se julgam legitimados para fazer isso?

É confrangedor. Todos estamos impotentes, fingindo que tudo está normal. Hoje ouvi um padre a pregar que não critiquemos os “nossos dirigentes”. “Rezemos para que Deus os proteja e os encaminhe para o bem”. E perante tudo isso, o assunto mais importante para a mídia e os comentadores de serviço são os depósitos na conta Mfuca Muzemba, militante de um partido político. O país vai enterrando de vez o conceito dignidade humana e de que a lei vale para todos. Os juízes e juízas libertam sob caução jovens que não cometeram crime nenhum. Ajudemos pelo menos, os que podemos, a pagar. Que país é este? Que justiça amordaçada?!

Estes jovens são os únicos que estão a cumprir, quase isolados, o seu dever de cidadãos, perante a indiferença de quem podia fazer alguma coisa, mesmo com um simples gesto de desaprovação. Estamos vendidos ao preço do petróleo. Todos nós estamos envergonhados. Eu pelo menos estou envergonhado. Não estava preparado para ver isso no século XXI, depois de proclamada a Paz, no meu país. Marcolino Moco – Angola in “Moco Produções”