Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Estados Unidos da América - Juiz português nomeado para o Supremo Tribunal de Rhode Island

O governador de Rhode Island, Dan McKee, nomeou, a 12 de agosto, o juiz Luís Matos para integrar o Supremo Tribunal do estado norte-americano. Nascido na Batalha, no distrito de Leiria, o português mudou-se para Providence com a família quando tinha apenas cinco anos, em 1969

De acordo com a LusoPress, de origens humildes, o pai, Arménio Matos, chegou aos Estados Unidos (EUA) com apenas a escolaridade básica e foi operário fabril. Já a mãe, Maria Fernanda Matos, trabalhou no serviço de limpeza no hospital de Rhode Island.

Na escola primária de Fox Point, Luís Matos aprendeu inglês através de um programa bilingue. Depois de concluir os estudos na LaSalle Academy, em Providence, tornou-se o primeiro membro da família a frequentar a universidade. Licenciou-se pela Brown University e concluiu o curso de Direito na University of Connecticut.

“Sinto-me profundamente honrado e humilde perante a oportunidade de continuar a servir o povo e o estado de Rhode Island”, afirmou o juiz português. “Estou grato ao governador McKee pela confiança que depositou em mim e aguardo com expectativa o trabalho que temos pela frente”, acrescentou.

“O juiz Matos é um caso de sucesso de Rhode Island, que serviu o seu país e o seu estado de residência com distinção, e sinto-me honrado por nomeá-lo para o Supremo Tribunal de Rhode Island”, afirmou o governador McKee.

De acordo com a informação do sítio do estado de Rhode Island, Luís Matos iniciou a carreira no Departamento de Justiça, em Washington, D.C., onde trabalhou como advogado em processos em primeira instância e em recurso, representando os interesses dos Estados Unidos perante o Tribunal Federal de Reclamações.

Mais tarde, passou para o Ministério Público no Distrito de Delaware, onde exerceu funções como procurador-adjunto, concentrando-se em processos criminais e civis relacionados com fraude no setor da saúde. Acabaria por assumir o cargo de Coordenador Nacional de Combate à Fraude na Saúde, tendo recebido o prestigiado Prémio do Diretor pelo seu desempenho.

Regresso a Rhode Island

Em 2001, regressou a Rhode Island para trabalhar como procurador-adjunto. Nessa função, representou o estado e o país em processos relacionados com fraude no setor da saúde, criminalidade económica e corrupção no setor público.

Durante este período, desempenhou várias funções de chefia, entre as quais as de diretor da Divisão Civil, diretor da Divisão Criminal, primeiro procurador-adjunto dos Estados Unidos e procurador interino dos Estados Unidos.

Foi também distinguido com o prémio de Advogado do Ano do Rhode Island Lawyers Weekly e com o Prémio de Integridade do Gabinete do Inspetor-Geral do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos.

Desde 2012, Luís Matos exerce como juiz associado do Tribunal Superior de Rhode Island, onde tratou de processos civis e criminais e passou por todas as áreas de competência do tribunal.

O presidente do Supremo Tribunal, Paul Suttell, nomeou-o ainda para o Comité para a Justiça Racial e Étnica nos Tribunais de Rhode Island (CREF). No âmbito deste trabalho, o juiz envolveu-se num programa destinado a isentar, reduzir ou perdoar custas judiciais a arguidos sem capacidade financeira para as suportar. Até ao momento, analisou pedidos de mais de 650 pessoas e determinou a anulação de mais de 1,2 milhões de dólares em custas judiciais.

Nomeação aguarda confirmação

A nomeação para integrar o Supremo Tribunal do estado norte-americano terá agora de passar pela Câmara dos Representantes e pelo Senado de Rhode Island, que terão de dar o seu parecer e aprovação antes de Luís Matos poder assumir funções no Supremo Tribunal do Estado. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Macau - Juiz português “sobe” à Segunda Instância

O juiz português Jerónimo Alberto Gonçalves Santos foi nomeado para o Tribunal de Segunda Instância (TSI) da RAEM pelo período de dois anos. De acordo com uma ordem executiva publicada no Boletim Oficial, a nomeação de Jerónimo Santos, actualmente presidente de tribunal colectivo no Tribunal Judicial de Base (TJB), produz efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2026.


A nomeação foi decidida pelo líder do Governo, Sam Hou Fai – que até Agosto de 2024 era o presidente do Tribunal de Última Instância (TUI) -, sob proposta da Comissão Independente para a Indigitação dos Juízes.

Noutra ordem executiva, o juiz Choi Mou Pan foi nomeado para o cargo de presidente do TSI, por um período de três anos, renovável, igualmente a partir de 1 de Janeiro de 2026. Actualmente, Choi Mou Pan já exerce essas funções, mas como substituto.

Além de José Maria Dias Azedo, juiz do TUI que é do quadro local e membro da Comissão Independente responsável pela indigitação dos candidatos ao cargo de juiz, Jerónimo Santos é o único magistrado português que resta nos tribunais locais, depois de Rui Ribeiro ter antecipado para o final de Outubro o fim da comissão especial, que terminava em Maio de 2026.

Em 18 de Outubro, Rui Ribeiro disse à Lusa, à margem de um evento público, que as autoridades judiciais de Macau “fizeram tudo” para que mudasse de ideias, mas explicou que preferiu regressar já a Portugal face à incerteza sobre uma eventual renovação da licença especial por parte do Conselho Superior de Magistratura (CSM).

No mesmo evento, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), João Cura Mariano, que por inerência preside também ao CSM, disse que Portugal está disponível para enviar novos juízes para Macau, caso a Região demonstre interesse. “Vamos tentar ver o que é que realmente eles ainda conseguem transmitir de útil e se são necessários, porque se forem necessários, virão novos juízes”, garantiu aos jornalistas.

Não obstante, o presidente do STJ sublinhou que a justiça portuguesa está com “alguma dificuldade em contribuir com juízes”, devido à falta de recursos humanos qualificados e com experiência. “Ainda agora retirámos um juiz que já cá estava há muitos anos e nós necessitávamos dele”, sublinhou João Cura Mariano.

Em 2024, o CSM rejeitou a permanência do juiz português do TJB Carlos Carvalho, que estava em Macau há 16 anos e tinha sido convidado pela Comissão Independente para a Indigitação dos Juízes do território a continuar por mais dois. O conselho não autorizou a renovação da licença especial de Carlos Carvalho e promoveu-o a juiz desembargador, com colocação no Tribunal da Relação.

Ainda assim, João Cura Mariano garantiu estar disposto a ajudar, “apesar das dificuldades que actualmente existem em Portugal no recrutamento de juízes”.

O presidente do STJ sublinhou o exemplo de Timor-Leste, onde existem actualmente “muitos juízes portugueses a colaborar no sistema judiciário timorense”, porque “são muito necessários”.

Ho Wai Neng nomeado para o TUI

O líder da RAEM nomeou ainda, definitivamente, ainda mais quatro juízes do quadro local, incluindo Ho Wai Neng, do TSI para o TUI, onde, aliás, já trabalha a título de destacado.

Por sua vez, Lou Ieng Ha, juíza presidente de colectivo dos Tribunais de Primeira Instância, passará a exercer funções no TSI. Io Weng San, presidente dos Tribunais de Primeira Instância, assumirá o cargo de juíza presidente de colectivo dos Tribunais de Primeira Instância, tal como Rong Qi, magistrado da mesma instância. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


quarta-feira, 26 de março de 2025

Europa - Astrofísica portuguesa nomeada para comité científico e técnico de observatório europeu

Sónia Antón, professora do Departamento de Física da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e investigadora do Centro de Física de Coimbra (CFisUC), foi nomeada membro do Science and Technical Committee (STC) do European Southern Observatory (ESO), representando Portugal neste comité consultivo. A nomeação, que vigorará do próximo dia 1 de abril a dezembro de 2027, foi aprovada por unanimidade pelo Conselho do ESO. 

O STC tem um papel essencial na assessoria ao Conselho do ESO e ao Diretor-Geral em matéria de estratégia e operacionalidade da instituição. Entre as suas principais responsabilidades, incluem-se a definição de prioridades científicas para projetos e programas, bem como recomendações sobre a construção e modernização de instrumentação e telescópios. O comité também atua como elo entre o ESO e a comunidade científica dos seus Estados Membros, promovendo informação sobre os objetivos estratégicos da organização.

A seleção da professora Sónia Antón surge na sequência de um processo rigoroso. Cada Estado Membro do ESO propõe três candidatos, escolhidos através de um pedido nacional de manifestação de interesse e validação pelos seus delegados nacionais.  «Embora a razão exata da escolha não tenha sido comunicada, acredito que a expertise em astrofísica extragalática, a experiência na utilização de diversos tipos de telescópios e a participação no desenvolvimento de instrumentação para o espaço tenham sido fatores determinantes.  Esta nomeação representa um reconhecimento do meu percurso e contributo para a comunidade académica e científica», considera Sónia Antón. 

O STC integra um representante de cada Estado Membro do ESO, um representante do Chile e até seis membros independentes, incluindo especialistas de países não-membros. Conta ainda com subcomités especializados, compostos por peritos em áreas específicas, que fornecem recomendações técnicas sobre as infraestruturas do ESO, como La Silla-Paranal, ALMA e o futuro E-ELT. 

Esta nomeação também poderá trazer benefícios para a Universidade de Coimbra, especialmente para o Departamento de Física da FCTUC, onde se leciona o Mestrado em Astrofísica e Instrumentação para o Espaço. «Esta participação no STC fomenta a identificação de oportunidades para a Universidade, seja no âmbito de projetos científicos internacionais e estágios para estudantes, como também no desenvolvimento de novos instrumentos, na modernização de tecnologia existente e, em suma, na inovação em instrumentação para o espaço», acredita a docente. 

Para a cientista, a motivação para integrar o STC prende-se com a oportunidade de contribuir para a visão estratégica do ESO e antecipar os desafios da astronomia nas próximas décadas. «É absolutamente aliciante estar na linha da frente das decisões que orientam a construção e evolução dos observatórios mais avançados do mundo», afirma.

A nomeação da professora Sónia Antón reforça, assim, a presença e influência da Astrofísica portuguesa nos grandes projetos internacionais e evidencia o contributo de Portugal para a investigação científica no âmbito do ESO. Universidade de Coimbra - Portugal


sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Irlanda - Dulce Maria Cardoso nomeada para Prémio Literário de Dublin com romance "Eliete"

A escritora portuguesa Dulce Maria Cardoso está nomeada para o Prémio Literário de Dublin com o seu romance "Eliete - A vida normal", o único candidato lusófono entre os 71 livros escolhidos para a 'longlist' do galardão, anunciou a organização



Dulce Maria Cardoso é nomeada com a tradução de Ángel Gurría-Quintana para inglês de "Eliete", o último romance da autora, publicado em 2018 pela Tinta-da-China, que venceu o Prémio Oceanos em 2019 e foi finalista do Prémio Femina em 2020.

“Eliete – A vida normal” centra-se numa mulher de meia idade, caracterizada pela mediania em tudo, casada e mãe de duas filhas, agente imobiliária, que se sente insatisfeita com a vida e com o casamento, e que, na procura de mudança – vontade desencadeada na sequência da hospitalização da avó, com sinais de Alzheimer – vira-se para as conquistas através da Internet e das redes sociais, que no romance têm um papel central.

A obra foi indicada ao prémio de Dublin pelas Bibliotecas de Lisboa, de acordo com o comunicado da organização, a cargo do município de Dublin.

Este prémio literário tem um valor monetário de 100 mil euros, que é classificado como o maior montante atribuído a um livro de ficção publicado em inglês num dado ano. Se o livro for traduzido, o autor recebe 75 mil euros e o tradutor os restantes 25 mil.

A lista dos 71 nomeados por bibliotecas de 34 países inclui 26 obras traduzidas e 16 romances de estreia, indica a organização.

O júri é presidido pelo professor universitário Chris Morash e composto por Gerbrand Bakker, Martina Devlin, Fiona Sze-Lorrain, Leonard Cassuto e Nidhi Zak/Aria Eipe.

O próximo passo será a escolha dos finalistas, cujos nomes serão conhecidos no dia 25 de março, e, finalmente, o livro vencedor será anunciado pela presidente da Câmara Municipal de Dublin, Emma Blain, no dia 22 de maio de 2025, no âmbito do Festival Internacional de Literatura da cidade. In “Sapo Mag” – Portugal com “Lusa”


terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Irlanda - Mia Couto nomeado para prémio de Dublin

O escritor moçambicano Mia Couto está entre os 70 nomeados para o Prémio Literário de Dublin, na Irlanda, um galardão internacional que anualmente distingue uma novela escrita em inglês ou traduzida para aquele idioma.

No certame, que visa promover a excelência na literatura mundial e patrocinado unicamente pela cidade de Dublin, Mia Couto entra na lista com a tradução de David Brookshaw para inglês de “O Bebedor de Horizontes”, terceiro livro da trilogia “As Areias do Imperador”, escreve o “Notícias”.

A versão inglesa de “O Bebedor de Horizontes” foi publicada em Fevereiro do ano passado pela editora norte-americana Farrar Strauss and Giroux. A obra de Mia Couto foi indicada pela Biblioteca Nacional de Moçambique.

O livro foi classificado entre os romances africanos mais notáveis publicados em língua inglesa durante 2023, pela “Brittle Paper”, uma revista “on-line” especializada na divulgação da literatura africana. Isto acontece depois de, em 2022, a mesma obra ter conquistado o prémio internacional Jan Michalski, refere a mesma fonte.

Na obra, o autor retrata a saga final do imperador Gungunhana, o derradeiro grande governante de um império na África no século XIX. Aqui, os prisioneiros do oficial Mouzinho de Albuquerque embarcam no cais de Zimakaze num barco que parte em direcção ao posto de Languene. De lá, seguem para o estuário do Limpopo e então iniciam a viagem marítima que conduz os africanos capturados para um distante e eterno exílio, numa das ilhas dos Açores, em Portugal. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 8 de agosto de 2023

Guiné-Bissau - Geraldo Martins nomeado primeiro-ministro

Bissau – O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, nomeou Geraldo Martins primeiro-ministro do país, após audiências com os partidos com assento parlamentar, depois das legislativas de 04 de junho.

“É o senhor Geraldo João Martins nomeado primeiro-ministro”, refere o decreto presidencial divulgado à comunicação social.

Num decreto divulgado anteriormente, o chefe de Estado demitiu o Governo liderado por Nuno Gomes Nabiam, que afirmou aos jornalistas que tinha apresentado a sua demissão a Umaro Sissoco Embaló.

Antigo ministro da Economia e Finanças da Guiné-Bissau, Geraldo Martins assumiu a vice-presidência do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), no anterior congresso do partido.

Político do círculo restrito de amizade do líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, Geraldo Martins licenciou-se em química e física, na Moldávia, e mais tarde, já em Bissau, em direito pela Faculdade de Direito, tendo ainda concluído um mestrado em Gestão e Políticas Públicas numa universidade de Londres, Inglaterra.

Embora tenha sido ministro da Economia e Finanças da Guiné-Bissau, por diversas vezes, a grande paixão de Geraldo Martins, como o próprio o admite, é a condução de políticas no setor da Educação, pasta que também liderou no Governo guineense.

Também foi ministro da Ciência e Tecnologias da Guiné-Bissau.

Entre 2005 até entrar para o Governo do PAIGC, em 2014, Geraldo Martins foi quadro sénior do Banco Mundial, responsável pelos dossiês de desenvolvimento humano de 25 países subsarianos, entre os quais Cabo Verde, Guiné-Bissau e Senegal.

Recentemente, Martins lançou-se na escrita, tendo publicado já dois romances: “Mil pedaços de amor”, em 2017, e a “Desilusão – Governação e exercício político durante a IX legislatura na Guiné-Bissau”, em 2019.

Antigo militante do Partido da Convergência Democrática (PCD), Geraldo Martins aderiu ao PAIGC em 2018, e foi eleito deputado nas legislativas de 04 de junho passado. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”


terça-feira, 25 de julho de 2023

Guiné-Bissau - Domingos Simões Pereira diz estar preparado para novo desafio na sua carreira política

Bissau – O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e da Coligação Pai Terra Ranka, disse estar preparado para um novo desafio na sua carreira política.

Domingos Simões Pereira fez estas declarações à DW-África, na qual considerou ainda de uma grande responsabilidade e também de privilégio, acrescentando que, porque quem é militante e dirigente de um partido, sobretudo na condição de Presidente, tem de estar preparado para missões.

“E eu estou preparado para isso. Espero ter capacidade e competência necessária para poder traduzir isso em sucesso", acrescentou Simões Pereira.

Para o sociólogo Diamantino Lopes ao falar à DW-África, a nomeação de Domingos Simões Pereira para a mesa da Assembleia Nacional Popular "faz todo o sentido, à luz do passado", justificando que é uma tentativa de garantir a estabilidade governativa via Parlamento.

"Uma figura como Domingos Simões Pereira que lidera uma coligação com 54 mandatos no Parlamento, pode fazer alguma diferença", destacou.

De acordo com o mesmo órgão, o jornalista Armando Lona vê outros motivos por trás da decisão da Plataforma da Aliança Inclusiva, afirmando que com esta decisão, Simões Pereira acabará por beneficiar de "mais uma proteção política", sustentando que o líder do PAIGC enquanto Presidente da ANP terá outro tipo de tratamento.

"Domingos Simões Pereira não conseguia deslocar-se ao estrangeiro, era sistematicamente impedido. Portanto, enquanto Presidente da Assembleia Nacional Popular, ele teria outro tipo de tratamento", frisou o jornalista Armando Lona.

No que tange aos desentendimentos passados entre Domingos Simões Pereira e o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló o sociólogo Diamantino Lopes não considera que a população tenha razões para ficar dececionada, sustentando que estando o Simões Pereira no parlamento está a responder à expetativa do povo e aos seus anseios.

O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, que durante a campanha eleitoral disse que não nomearia Domingos Simões Pereira para o cargo de primeiro-ministro, voltou atrás na decisão e já disse em várias ocasiões que, caso o líder partidário fosse proposto para o cargo, dar-lhe-ia posse para trabalharem juntos.

Segundo o jornalista Armando Lona, agora que Simões Pereira foi indicado para a presidência do Parlamento, o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló não sai bem do "episódio".

"Há uma contradição e, politicamente, o Presidente da República terá de pagar a fatura", sublinha o Lona.

A investidura dos 102 novos deputados da nação está marcada para quinta-feira, dia 27 do mês em curso. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau com “DW”


quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Europa – Casa Fernando Pessoa e Museu de Lagos nomeados para melhor museu europeu do ano

A Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, e o Museu de Lagos – Dr. José Formosinho estão entre os nomeados para o prémio Museu Europeu do Ano 2023, anunciou hoje o Fórum Europeu dos Museus


A lista de 33 nomeados, que inclui os dois museus portugueses, foi divulgada no ‘sítio’ oficial do Fórum Europeu dos Museus.

Os vencedores serão anunciados no último dia da conferência anual do prémio Museu Europeu do Ano, que decorre em Barcelona entre 03 e 06 de maio de 2023.

O Prémio Museu Europeu do Ano (‘European Museum of the Year Award’ ou EMYA, na sigla inglesa) é o principal e o mais antigo dos galardões atribuídos pelo Fórum Europeu de Museus e também o mais prestigiado na Europa.

Criado para reconhecer a excelência no setor museológico europeu e promover processos inovadores e de excelência, o prémio é atribuído desde 1977, data da fundação do Fórum Europeu dos Museus, criado pelo Conselho da Europa.

O Prémio Museu Europeu do Ano distingue anualmente várias áreas do trabalho do setor museológico, desde a inclusão, relação com a comunidade e ambiente.

Além do galardão principal, são também atribuídos os prémios “Museu Portimão de Acolhimento, Inclusão e Pertença”, “Museu Meyvaert de Sustentabilidade Ambiental”, “Silletto de Participação e Empenhamento Comunitário” e “Kenneth Hudson”, este último criado pelo fundador dos EMYA, para distinguir a coragem institucional e a integridade profissional.

O Prémio Museu Europeu do Ano foi este ano atribuído ao Museu da Mente, nos Países Baixos, numa cerimónia que decorreu em maio, em Tartu, na Estónia.

Podem concorrer museus europeus que tenham aberto nos últimos três anos ou museus com mais anos, que tenham sido alvo de obras de modernização ou ampliação das instalações.

A Casa Fernando Pessoa, museu gerido pela Empresa municipal de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC) de Lisboa, é dedicada à vida e obra do poeta e, além de uma exposição permanente, tem uma biblioteca especializada em poesia mundial.

Este museu está instalado na casa onde o escritor morou durante os últimos 15 anos de vida, situada no bairro de Campo de Ourique.

A Casa Fernando Pessoa abriu ao público em 30 de novembro de 1993, o mesmo dia em que, 58 anos antes (em 1935), o escritor morrera. Em março de 2019, encerrou para obras de remodelação, tendo reaberto em agosto de 2020.

O Museu Municipal de Lagos, fundado em 1932 por José Formosinho, encerrou em setembro de 2017 para obras de remodelação que se prolongaram por quatro anos, permitindo renovar o edifício e restaurar o acervo.

O museu reabriu em 27 de outubro de 2021, tendo a autarquia na altura anunciado que “em breve” seriam realizadas “obras de ampliação do Museu de Lagos – Dr. José Formosinho para o edifício fronteiro, onde funcionou a antiga esquadra da PSP, para ali instalar as coleções correspondentes ao período que vai até 1460, de caráter predominantemente arqueológico”.

Em 2024, Portimão vai acolher a cerimónia do Prémio Museu Europeu do Ano, depois de a cidade ter visto o evento cancelado em 2021 devido à pandemia da covid-19. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

segunda-feira, 30 de maio de 2022

Timor-Leste – Dom Virgílio do Carmo vai ser o primeiro cardeal do país


Díli – O Papa Francisco vai convocar um consistório para a nomeação de 21 cardeais, dos quais se inclui o Arcebispo da Arquidiocese Metropolitana de Díli, Dom Virgílio do Carmo, SDB.

Com esta nomeação, o Arcebispo de Díli vai ser o primeiro cardeal timorense.

O consistório para a nomeação dos cardeais tem lugar no próximo dia 27 de agosto.

“No sábado, 27 de agosto, vou convocar o consistório para a nomeação de novos cardeais. Rezemos para que eles me ajudem na minha missão como Bispo de Roma para o bem de todo o povo de Deus”, afirmou o Santo Padre no final da oração do Angelus, na Praça de São Pedro, no Vaticano.

Biografia de Dom Virgílio do Carmo, SDB

Dom Virgílio nasceu em Venilale, a 27 de novembro de 1967. Após ter estudado nas escolas primária e secundária dos Salesianos de Fatumaca, ingressou na Sociedade  Salesiana de Dom Bosco. Mais tarde, foi enviado para estudar Filosofia e Teologia em Manila, Filipinas.

Fez a primeira profissão com os Salesianos a 31 de março de 1990 e a profissão perpétua a 19 de março de 1997. Foi ordenado sacerdote a 18 de dezembro de 1998.

Após a ordenação sacerdotal exerceu os seguintes cargos: entre 1999 e 2004, foi formador de noviços; entre 2004 e 2005 foi ecónomo (administrador dos bens) da Casa de Formação de Venilale e vigário paroquial; em 2007 licenciou-se em Espiritualidade na Pontifícia Universidade Salesiana, em Roma; de 2007 a 2014 foi Mestre Iniciante; entre 2009 e 2014 foi Diretor da Casa Salesiana e do Liceu Técnico de Dom Bosco de Fatumaca. Em 2015, foi eleito Provincial dos Salesianos.

O futuro cardeal foi nomeado Bispo de Díli a 30 de janeiro de 2016, pelo Papa Francisco, e participou, em 2018, no Sínodo dos Bispos dedicado aos jovens.

Em setembro de 2019, o Papa decidiu criara Província Eclesiástica de Díli, nomeando Dom Virgílio do Carmo como primeiro Arcebispo metropolitano do território. Afonso do Rosário – Timor-Leste in “Tatoli”


 

terça-feira, 5 de abril de 2022

Portugal - Especialista da Universidade de Coimbra nomeado para cargo europeu na área da supercomputação

O diretor do Laboratório de Computação Avançada da Universidade de Coimbra (UC), Pedro Vieira Alberto, acaba de ser nomeado membro do Infrastructure Advisory Group (INFRAG) do EuroHPC.

Composto por 12 membros, ao grupo INFRAG compete prestar assessoria ao Conselho de Administração do EuroHPC para a aquisição e operacionalização de supercomputadores em toda a Europa, elaborando e atualizando regularmente a proposta de agenda estratégica plurianual para tal aquisição.

Criado em 2018 e sediado no Luxemburgo, o EuroHPC visa que a União Europeia e os países participantes (Estados-Membros da União Europeia e países associados, como a Macedónia do Norte e Islândia) coordenem esforços e juntem recursos para tornar a Europa líder mundial em supercomputação.

Pedro Vieira Alberto, também professor no Departamento de Física da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), considera que esta nomeação é o reconhecimento do trabalho desenvolvido na UC na área da supercomputação e realça a importância de «poder estar perto dos centros de decisão europeus e contribuir para o desenvolvimento e aplicações da computação de alto desempenho, ou HPC, do inglês High-Performance Computing, na Europa».

«A computação de alto desempenho (supercomputação) é um dos pilares da estratégia digital da Comissão Europeia, apresentando grandes oportunidades de desenvolvimento, não só para a comunidade científica, como também para a sociedade, em áreas tão diversas como energia, saúde, incêndios florestais e indústria, entre muitas outras», nota o cientista da FCTUC. Universidade de Coimbra - Portugal

 

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Cabo Verde - Jovem nomeado Embaixador da Paz promete trabalhar na construção de um “mundo unido”

Cidade da Praia – O estudante universitário Alector Timas mostrou-se feliz com a nomeação como Jovem Embaixador da Paz e prometeu trabalhar na construção de um “mundo unido”, através das boas práticas dos Líderes e Embaixadores da Paz.

Segundo informou, recentemente participou no primeiro congresso internacional de formação para jovens líderes embaixadores de paz, que decorreu em Madrid, Espanha, tendo realçado que a sua nomeação foi feita no último dia do congresso, pelo Círculo Internacional de Embaixadores da Paz, da Suíça e França.

Durante o evento, conforme avançou, foram abordadas várias temáticas, como “A paz dentro de mim”, a “paz com quem vivo”, a “paz com o mundo”; participei em diversas oficinas com jovens de todo o mundo onde experimentei como é possível viver a Paz com os outros, começando por mim.

Uma oportunidade, prosseguiu, que lhe permitiu aprender diversas metodologias para dialogar, conhecer outras culturas e outras formas de agir/actuar, sempre em prol da Paz, ajuntando que os diferentes testemunhos dos líderes presentes no congresso foram muito importantes.

“Foi um momento muito importante para mim, não pelo título em si, mas pela oportunidade que tenho de poder mudar o mundo, um desejo que sinto desde pequeno. Pode parecer uma utopia, mas sei que só com o amor, raiz da Paz, é possível”, declarou, realçando que após esta nomeação será capaz de continuar a trabalhar na certeza de que o mundo unido será uma realidade.

Uma realidade, conforme revelou Alector Timas, será conseguida colocando na prática as dez boas práticas dos Líderes e Embaixadores da Paz.

As referidas boas práticas sugerem que os líderes devem ver todos como candidatos à paz, acolher a diversidade, estar pronto para gestos de reconciliação, estar ao serviço dos outros, acolher e trabalhar para aqueles que ninguém considera, os marginalizados, os chamados “mais pobres” da sociedade.

Sugere ainda que os mesmos devem acompanhar aqueles que têm dificuldades, empenhar-me em fazer uma pausa diária, viver e partilhar estratégias, apoiar acções e projectos de paz e juntar-se à rede dos construtores de paz.

Para além de honrar e promover o trabalho de homens e mulheres em prol da paz, quer a nível global, nacional e individual, os embaixadores podem participar, criar ou ajudar na criação de acções que conduzem ao caminho da paz.

Criam ainda uma ligação entre todas as associações e organizações que trabalham pela paz a nível nacional e internacional.

O Círculo Universal dos Embaixadores da Paz nasceu em 3 de Agosto de 2004 em Ambilly (França) e tem como objectivo “honrar e promover” o trabalho de homens e mulheres de todos os países que trabalham pela paz, no global, nacional e individual.

Em 2015 criou-se esta categoria de Jovens Embaixadores da Paz, mas é a primeira vez que Cabo Verde é distinguido. In “Inforpress” – Cabo Verde

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Nomeação



            Acaba de ser nomeado pelo Presidente norte-americano Barack Obama para seu assessor e conselheiro na área da comunicação e estratégia, o luso-descendente David Simas de 42 anos. Filho de António Simas natural de Faial da Terra, ilha de São Miguel nos Açores e de Deolinda Matos Simas, uma alentejana natural de Abela, Santiago do Cacém, os pais conheceram-se na antiga colónia portuguesa de Moçambique e emigraram para Taunton nos Estados Unidos da América.

           David aprendeu português na Coyle e Cassidy High School, em Taunton, sendo seu professor Anthony Nunes, Director do Departamento de línguas na escola. Licenciou-se em Ciências Políticas no Stonehill College, em 1992, e três anos depois em Direito no Boston College. Foi eleito vereador e presidiu ao Conselho Municipal de Taunton.  

          Iniciou  a sua actividade  profissional ainda  estudante no escritório do senador Edward Kennedy em Boston. Foi conselheiro do presidente da autarquia de Taunton, e foi chefe de gabinete-adjunto do governador de Massachussets, Deval Patrick, o primeiro governador afro-americano daquele Estado e o segundo na história dos Estados Unidos. Neste cargo empenhou-se na candidatura do então senador Barack Obama na corrida à presidência dos Estados Unidos, sendo um dos organizadores da campanha em três estados da costa Leste, Massachussets, New Hampshire e Maine.

         David Simas foi director de sondagens dos democratas durante a última campanha presidencial. Nessa altura, a equipa de pesquisa de opinião pública que liderou foi considerada pioneira, tendo sido elogiada por democratas e republicanos. Durante parte do primeiro mandato do Presidente Obama foi assistente do vice-presidente Joe Biden e assessor dos conselheiros presidenciais David Axelrod e Davis Plouffe. Baía da Lusofonia