Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 10 de novembro de 2018

Moçambique – A ponte Maputo-Katembe, um pólo de desenvolvimento, foi inaugurada

O Presidente da República, Filipe Nyusi, inaugurou hoje, 10 de Novembro de 2018, a maior ponte suspensa de África, a ponte Maputo-Katembe



O maior investimento após a independência de Moçambique, a ponte Maputo-Katembe é constituída por um vão de 700 metros e duas rampas com cerca mais de dois quilómetros cada e vai permitir a ligação entre as duas margens da baía da capital moçambicana.

A infraestrutura foi complementada com a construção de 180 quilómetros de rodovia que a liga à Ponta do Ouro, aproximadamente a 100 quilómetros da fronteira sul-africana.

Com a abertura ao tráfego da ponte Maputo-Katembe abrem-se novos horizontes na parte sul da baía de Maputo, havendo já projectos para o desenvolvimento de novas áreas habitacionais, a criação de modernos pólos turísticos, o crescimento de novas regiões agrícolas e a preservação ambiental com aumento de zonas de protecção e conservação da natureza.

Esta obra foi construída, com investimento chinês de 785 milhões de dólares (cerca de 687 milhões de euros), pelo grupo China Road and Bridge Corporation (CRBC) tendo o financiamento sido concedido pelo Banco de Exportações e Importações da China.

A concessão da gestão deste empreendimento foi entregue à empresa Maputo Sul, que já veio a público afirmar, não ser possível com as receitas arrecadadas pelas portagens da ponte, fazer face a um custo de manutenção da ponte no valor previsto de 1200 milhões de dólares anuais. Baía da Lusofonia

terça-feira, 24 de outubro de 2017

China – Ultima a conclusão da maior ponte do mundo


A maior parte da ponte foi construída em julho deste ano. Agora a China toma os últimos passos para concluir a construção da ponte que será a mais longa do mundo.

A construção ligará as cidades de Hong Kong, Macau e Zhuhai. Além disso, como anteriormente informado, esse projeto inclui também duas ilhas artificiais e um túnel submarino.

Em 13 de outubro, os engenheiros iniciaram a pavimentação da superfície do túnel submarino, que conta com 6,7 km e se situa 40 metros abaixo do nível de mar. Espera-se que os trabalhos ligados com o túnel terminarão em novembro, informou o jornal The Daily Mail. In “Sputnik” - Brasil


O majestoso vídeo desta obra ambiciosa e extremamente cara:


terça-feira, 8 de agosto de 2017

Suíça – Inaugurada maior ponte pedestre do mundo

A mais longa ponte suspensa para pedestres no mundo foi inaugurada no cantão do Valais. Ela tem quase meio km de comprimento e fica a 85 metros de altura.



É emoção na certa! A ponte tem exatamente 494 metros de comprimento por 65 cm de largura e a 85 metros do solo. Ela fica na região de Zermatt, a mesma do Cervino, a montanha mais conhecida da Suíça. A única interdição da ponte é em caso de temporal porque ela pode atrair raios. In “Swissinfo” - Suíça

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Macau – um pequeno território capaz de construir Pontes.

Macau é a ponte entre a China e o mundo lusófono e por consequência a CPLP. A China tem demonstrado muita simpatia por este conjunto de países da mesma forma que tem demonstrado interesse em fortalecer as relações comerciais entre os dois. São levadas a cabo Cimeiras, Conferências Ministeriais e contactos diplomáticos de vária natureza. Falamos de um território com uma extensão de apenas 30km2 mas com uma influência e uma visibilidade que correspondem a muito mais do que isso


Ao analisar com mais rigor a questão da Lusofonia, podemos verificar que o Brasil mais do que qualquer outro é o protagonista por excelência da CPLP. As suas fragilidades e os seus interesses são sempre tidos em linha de conta, mais do que os de qualquer outro dos membros, na tomada de decisões - o Acordo Ortográfico teve uma grande influência sua - e é tido como o grande bastião da Comunidade Lusófona.

No entanto, o Brasil é um país com imensas idiossincrasias de difícil resolução e vê em todas as alternativas comerciais ou económicas um escape para os seus problemas e não uma forma de resolução dos mesmos.

E isto leva-nos a que nos questionemos, apesar de sabermos que a maioria da população falante de Português se encontra em território brasileiro e que este foi um dia considerado como uma “extensão de Portugal”, sobre o porquê deste protagonismo dado ao Brasil que não se reflecte em melhores condições para toda a CPLP? Tivesse o Brasil um papel de destaque e uma imagem de maior credibilidade na sua gestão interna, e talvez isso fosse possível.

Assim, ao olharmos para o mapa-múndi e no que à CPLP diz respeito, podemos perceber que começam a aparecer muitos países que pedem o estatuto de observadores e embora nos seus estatutos, a CPLP não admita territórios como seus membros, há territórios que não só mantêm uma ligação forte à Lusofonia, como aos usos e costumes que herdaram aquando da passagem dos portugueses, como inclusivamente mantêm o uso da Língua embora neste momento estejam agregados politicamente a outros países.

A questão galaico-portuguesa, no entanto, assume outros contornos. Há uma grande identificação cultural e linguística entre a Galiza e Portugal, são muitas até as plataformas educativas e comerciais que unem os galegos e os nortenhos. As semelhanças linguísticas contribuem sobremaneira para o fortalecimento destes laços mas é necessário não cair no erro da padronização. No caso da Língua, a corrente reintegracionista deixou cair o debate sobre o galego vivo nos anos 80 ao mesmo tempo que apadrinhava uma identificação com a norma portuguesa. O Acordo de 1990 leva a que se dê mais um passo em direcção à aproximação de ambos os espaços mas este desrespeita a tradição ortográfica do galego pois propõe que se fale galego mas se escreva português o que vai de encontro ao principal objectivo do Acordo Ortográfico e que o torna virtualmente impraticável.

Quanto aos estatutos, sob pena de a CPLP ficar presa em si própria, eles podem ser alterados desde que tal signifique um benefício claro para o mundo da Lusofonia independentemente da vertente em que se manifeste. Não que se devam alterar por qualquer coisa de somenos importância mas que não estejam desenhados para proteger os interesses de poucos.

A CPLP tem crescido de importância e os mercados têm estado atentos até porque é preciso diversificar as economias e estes podem crescer se houver desenvolvimento de países que estavam manietados por regimes castradores da sua liberdade de crescimento empresarial e económico.

Normalmente, esses territórios estão agregados a grandes gigantes económicos que não estão interessados em deles abrir mão ou em colocá-los numa posição de maior protagonismo mas isso não significa que não se coloquem hipóteses e não se pense sobre elas.

Olhando para o mapa da Lusofonia – e não o da CPLP visto este (ainda) não admitir territórios – observemos a questão de Macau.

Macau é a ponte entre a China e o mundo lusófono e por consequência a CPLP. A China tem demonstrado muita simpatia por este conjunto de países da mesma forma que tem demonstrado interesse em fortalecer as relações comerciais entre os dois. São levadas a cabo Cimeiras, Conferências Ministeriais e contactos diplomáticos de vária natureza. Falamos de um território com uma extensão de apenas 30km2 mas com uma influência e uma visibilidade que correspondem a muito mais do que isso.

Ora se a ligação a Portugal e à Lusofonia é de tal ordem, o que impede os responsáveis pela CPLP de proporem que o pólo de liderança passasse do Brasil para Macau?

A China cria o Fórum de Cooperação Económica e Comercial como instrumento diplomático para melhorar as relações sino-lusófonas colocando-o em Macau. Este Fórum organiza Seminários sobre temas fulcrais para a Comunidade Lusófona e sobre o papel e relações que este bloco mantém com a China. Há outros dois organismos criados por Pequim e que pretendem prosseguir os mesmos fins ainda que com outros meios. São eles, o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) que tem como missão o aprofundamento das relações com os países de língua portuguesa e a Comissão para o Desenvolvimento da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os países de língua portuguesa que é presidida pelo chefe de Governo de Macau.

A Comissão tem como missão intensificar a formação e as trocas comerciais e culturais entre a China e os países lusófonos além de disponibilizar assistência e serviços de consultadoria nas áreas de tradução/interpretação ou outras matérias como sejam: língua, finanças, gestão e assuntos legais. Esta Comissão tem o objectivo de munir Macau com a capacidade de utilizar plenamente as suas vantagens especiais, impulsionando o seu papel como plataforma capaz de desenvolver uma forte colaboração entre o bloco sino-lusófono.

No entanto e apesar da criação e implementação de todos estes mecanismos, há muito mais tendência para conversações bilaterais do que necessariamente em grupo como o G7 ou outras organizações multilaterais. Por outro lado e apesar de nenhum País “dirigir” a CPLP, seria difícil vermos o Brasil ir a Macau debater problemas de construção aeronáutica espacial ou Angola deslocar-se a Macau para debater a exportação de petróleo. Assim, o problema coloca-se não ao nível de uma liderança do Brasil mas da falta de liderança.

Falamos de um território que se encontra sob a batuta da China mas ao mesmo tempo de um território organizado política e administrativamente, que defende os Valores da Lusofonia na sua plenitude e que poderia ser uma mais-valia no comércio luso-asiático mais do que o Brasil que não tem com este bloco relações tão privilegiadas quanto Macau seja pela questão da proximidade geográfica ou mesmo pela cultural.

É claro que isto não passa de uma sugestão mas quem sabe se com o tempo não ganha forma? A repolarização da CPLP e o abandono dos métodos tradicionais e fechados que tem aplicado, abrindo-se apenas naquilo que são, para si, vantagens imediatas, pode vir a revelar-se no futuro como algo bastante positivo, o tempo dirá. Luísa Vaz - Portugal

(A autora não usa o Acordo Ortográfico)


Luísa Maria Teixeira Vaz - Natural da cidade do Porto, licenciada em Estudos Europeus pela Universidade Aberta com formação em Relações Internacionais pela Universidade do Minho. Fundadora e escritora num blog de opinião chamado "As Opiniões da Lu" onde são expostos pontos de vista sobre temas da actualidade de forma livre e sem amarras. Participa na coluna Ágora Lusitana do blog Rua da Constituição com uma opinião mensal e tem uma participação quinzenal no blog BIRD Magazine. É também fundadora e blogger no Insónias.

Está neste momento a preparar compilações dos seus artigos em formato e-book. O primeiro prevê-se que seja lançado ainda este ano. Profissionalmente esteve ligada à revisão e publicação de obras numa Editora bem como realiza trabalhos de tradução e retroversão em várias áreas de conhecimento. Colabora no blogue “Baía da Lusofonia”. 
Correio electrónico: luisateixeiravaz@gmail.com  

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Moçambique – Inauguração da nova ponte ferroviária sobre o rio Umbelúzi

O Presidente da República, Filipe Nyusi, inaugurou na passada quarta-feira, 28 de Setembro de 2016, a nova ponte ferroviária sobre o rio Umbelúzi, no distrito de Boane, província do Maputo, uma infra-estrutura que vai permitir o aumento da capacidade de carga para cinco milhões de toneladas por ano na Linha de Goba.

Trata-se da primeira maior infra-estrutura do género construída após a Independência nacional e que custou aos cofres da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) perto de 590 milhões de meticais.

A nova ponte, com 362 metros de extensão e que assenta em cinco pilares de betão com uma altura que varia entre os sete e 11,5 metros, poderá suportar 27 toneladas por eixo, contra os anteriores 18,5, o que irá permitir a circulação de locomotivas com maior capacidade e composições de acima de 100 vagões, contra 50 da antiga ponte.

No seu discurso, Filipe Nyusi realçou a importância da nova ponte no desenvolvimento da economia nacional e regional dado que “os diferentes agentes e operadores económicos passam a ter ao seu dispor uma obra moderna e de qualidade, que vai garantir o transporte de pessoas e bens em condições seguras e em maiores quantidades. Esta ponte vai ajudar no escoamento de mercadorias e cativar mais tráfego para a Linha de Goba”.

Mais adiante, o Presidente da República instou a empresa CFM a continuar a apostar no desenvolvimento de infra-estruturas capazes de fazer face à demanda. “Um sistema de transporte eficiente e competitivo só se desenvolve com infra-estruturas modernas”.

“Essa missão deve incidir, fundamentalmente, na construção de novas infra-estruturas ou na substituição, elevação, inovação, modernização e expansão das existentes”, disse Filipe Nyusi, que recomendou à empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique a ser proactiva na mobilização de tráfego com vista à rentabilização da nova ponte.

Por seu turno, o ministro dos Transportes e Comunicações referiu que a inauguração da nova ponte sobre o rio Umbelúzi acontece “num contexto em que o Sector dos Transportes e Comunicações é chamado a mobilizar a sua capacidade para a modernização e ampliação da sua rede ferroviária nacional, para responder ao novo quadro de aumento de carga ferroviária em quase todas as nossas linhas”.

Para responder a este novo quadro, segundo Carlos Mesquita, o sector dos Transportes e Comunicações está a implementar um vasto programa de ampliação das infra–estruturas ferroviárias noutras frentes, como os estudos para a ampliação da capacidade da linha de Ressano Garcia, obras de ampliação da linha-férrea de Sena, consolidação das operações no Porto de Nacala-a-Velha, reabilitação do Porto de Nacala, entre outras acções programadas.

Já o presidente do Conselho de Administração da empresa CFM, Victor Gomes, fez saber que, no âmbito deste projecto, está prevista a construção de um bloco de duas salas de aula, na Escola Primária Completa Antigos Combatentes, e uma maternidade e a respectiva vedação, ambos no bairro Paulo Samuel Kankhomba, no distrito de Boane. In “Olá Moçambique” - Moçambique

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Ponte


“A ponte, que se a­figura um grande perigo para as populações e o móbil da desgraça que paira no seio destas, foi construída sem os mínimos padrões de segurança e a sua vida foi abreviada pelos camiões de grande tonelagem e geralmente carregados que passavam por ali.
Não tem que se ser necessariamente um técnico de construção civil ou engenheiro para ver a péssima qualidade do material de construção usado para erguer a ponte de Boane-Massaca.
Porque parte desta já está despedaçada, vê-se que os varões usados são do tipo 12 e 16, o betão parece não ter sido feito para aquele propósito, talvez fosse para uso doméstico ou então muito cimento, varões, pedras foram desviados para ­fins ainda desconhecidos.
Apesar de todas as anomalias, a ponte não chegou a benefi­ciar de obras de manutenção. Desde que ela foi construída até desabar nunca havia sido feita uma intervenção técnica.
Quando a ponte de Boane-Massaca, como é conhecida, desabou, as autoridades da província de Maputo foram informadas do caso e enviaram para o local técnicos e engenheiros de construção civil para ver in loco as consequências de um trabalho mal feito.” Hermínio José – Moçambique           in “@ Verdade”