Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 10 de maio de 2024

Brasil - Inundações: evento inesperado ou crime ambiental?

As chuvas e inundações no Rio Grande do Sul permitem, com suas repercussões nas redes sociais, uma avaliação do nível de conscientização das mudanças climáticas em setores diversos da população face ao negacionismo de muitos influenciadores da opinião pública, alguns com função executiva.

Bem ilustrativo foi o debate proposto pelo canal Youtube Opera Mundi, sob o título Desastre ambiental ou catástrofe, reunindo especialistas, cujo ponto forte é o momento em que Valério Arcary, professor no Instituto Federal de Educação, Ciência e  Tecnologia de São Paulo, se refere às declarações do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, de que as atuais inundações no Rio Grande do Sul são consequência de um "evento inesperado".

Essas declarações, diz o professor, são de um grau de "irresponsabilidade imperdoável", citando o Primeiro relatório de avaliação nacional do painel brasileiro de mudanças climáticas de 2013, ou seja previsões feitas há onze anos, alertando para a incidência de um excesso de chuvas no sul do Brasil, em consequência das mudanças climáticas. Não se trata, portanto, de um evento inesperado ou imprevisível.

A irresponsabilidade do governador é também decorrente, segundo o professor, do fato de ignorar uma situação mundial e alertas constantes de estudos divulgados há mais de três décadas e constantes de uma conferência da ONU no Rio de Janeiro. Não se trata, portanto, de algo lamentável e imprevisível. O aquecimento global é uma tragédia provocada pela forma que assumiu o capitalismo contemporâneo.

O Brasil já vive, portanto, uma situação de transição climática responsável por secas na região amazônica e por chuvas torrenciais na região sul do Brasil, com consequências devastadoras que atingem a vida de milhões de pessoas. Impossível agora continuar com o discurso negacionista do governo anterior e atribuir ao acaso, uma situação para a qual países europeus já estão se prevenindo.

Não é mais o momento de tranquilizar a população, enfatiza o professor, mas de se alertar para o risco da vida civilizada ser ameaçada se continuar o mesmo sistema. A acusação é importante, muita gente talvez comece a pensar ter sido possível prevenir a atual catástrofe, porém é capaz de ser inócua a admoestação para se evitar que tudo se repita dentro de alguns meses ou a cada ano.

A prevenção não é o forte das administrações brasileiras, muito menos no que se refere às mudanças climáticas ignoradas ou negadas pela maioria dos dirigentes executivos desde o presidente Temer ao fim dos quatro anos bolsonaristas, interessados num aumento constante da produção e lucros, agredindo a natureza, sempre que fosse preciso. O exemplo maior tem sido o desflorestamento na Amazônia para a plantação de soja e criação de gado para exportações.

Ainda agora com a catástrofe sulina, capaz de tornar inviável a habitação, durante algumas semanas ou meses, em muitos municípios, é prematuro se imaginar os grupos agropecuaristas, petrolíferos, imobiliários, petroleiros, automobilísticos aceitarem diminuir sua expansão.

Ao contrário, as informações do prof. Valério Arcary são de que o governador Eduardo Leite reduziu para 10% o total das dotações antes destinadas à proteção do meio ambiente gaúcho, restringindo a apenas 16 funcionários o setor encarregado de garantir e supervisionar o equilíbrio ambiental e de planificar obras necessárias para se contrapor ao excesso de chuvas com temporais decorrentes da mudança climática.

A responsabilização do governador Eduardo Leite pela catástrofe no Rio Grande do Sul é corroborada pelo diretor da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural, Francisco Milanez - o governador destruiu o Código Ambiental, informou a Rede Brasil Atual. Já no primeiro ano como governador, segundo um levantamento feito pela Folha de São Paulo, Leite alterou cerca de 480 normas do Código Ambiental estadual em consonância com a política de afrouxamento da política ambiental brasileira incentivada pelo ex-ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro, Ricardo Salles, hoje deputado federal.

Leite autorizou também a construção de barragens e açudes em áreas antes protegidas para proporcionar alternativas de armazenamento de água destinada à agricultura e pecuária em períodos de estiagem, medidas que afetam o fluxo natural da água, segundo Francisco Milanez. Como se não bastasse, de acordo com Márcio Astrini, do Observatório do Clima, 22 deputados federais gaúchos votaram, em 2021 na Câmara Federal, por uma lei, no governo Bolsonaro, que flexibiliza normas e dispensa da obtenção de licenciamento ambiental para diversas atividades, aplicada, sem dúvida, no Rio Grande do Sul, em favor de certos grupos.

Houve um desmatamento intensivo da vegetação nativa do pampa gaúcho. De acordo com Mapbiomas, entre 1985 e 2022, as plantações de soja avançaram de 2,1 milhões de hectares e as de pinus e eucalipto tiveram um aumento de 720 mil hectares. Segundo Tales Tiecher, da UFRGS, o bioma gaúcho é o mais degradado do Brasil, mais que o da Amazônia e o do Cerrado. Isso está provocando uma arenização do pampa.

Ainda de acordo com Márcio Astrini, o governador Leite ignorou alertas de desastres." Além das inundações do ano passado, o Rio Grande Sul sofreu com secas severas entre 2021 e 2022. Se o governador não acreditar agora nessa questão de mudança climática, não sei quando acreditará". Rui Martins – Suíça

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Rui Martins é jornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura. Criador do primeiro movimento internacional dos emigrantes, Brasileirinhos Apátridas, que levou à recuperação da nacionalidade brasileira nata dos filhos dos emigrantes com a Emenda Constitucional 54/07. Escreveu Dinheiro sujo da corrupção, sobre as contas suíças de Maluf, e o primeiro livro sobre Roberto Carlos, A rebelião romântica da Jovem Guarda, em 1966. Foi colaborador do Pasquim. Estudou no IRFED, l’Institut International de Recherche et de Formation Éducation et Développement, fez mestrado no Institut Français de Presse, em Paris, e Direito na USP. Vive na Suíça, correspondente do Expresso de Lisboa, Correio do Brasil e RFI.

 

quarta-feira, 29 de junho de 2022

Brasil – No Rio Grande do Sul, Grupo Alma Lusitana e Orquestra Jovem comemoram Dia Estadual do Fado

A Orquestra Jovem do Rio Grande do Sul (OJRS), a Maria Lisboa Casa de Fado e o Grupo Alma Lusitana farão, no próximo dia 5 de julho, um tour pelos sons de Portugal. O concerto será a partir das 19h, no teatro do Centro Histórico-Cultural da Santa Casa, a entrada é gratuita mediante retirada de senha.

A apresentação homenageia o Dia Estadual do Fado, comemorado em 1ª de julho, que faz parte do calendário oficial de eventos do estado. A data escolhida refere-se ao nascimento de Amália Rodrigues, a maior cantora de Fado de todos os tempos, que propagou a cultura, o idioma e a música de Portugal ao longo de sua vida.

O repertório inclui músicas como “A Portuguesa”, um dos símbolos nacionais de Portugal, “Casa Portuguesa”, uma das canções mais conhecidas do país, “Júlia Florista”, fado que conta a história de uma mulher que vendia flores pelas ruas de Lisboa e cantava fados com sua voz melodiosa.

“Em seus quase 13 anos de história, a Orquestra Jovem vem firmando parcerias importantes, como essa com Maria Lisboa Casa de Fado e Alma Lusitana, que vai levar música de qualidade aos nossos espectadores, além de homenagear um país tão importante para a formação de Porto Alegre”, destaca a presidente da Fundação Orquestra Jovem do RS, Carla Zitto.

O evento, que tem apoio institucional do Vice-Consulado de Portugal, será transmitido ao vivo e ficará disponível no canal do youtube da orquestra:

https://www.youtube.com/orquestrajovemrs

A organização também divulga que receberá doações de fraldas geriátricas GG ou Mucilon que serão entregues à Casa do Excepcional Santa Rita de Cássia. In “Mundo Lusíada” - Brasil

 

domingo, 12 de junho de 2022

Brasil - Encontro de História e Genealogia reúne pesquisadores dos Açores e do Rio Grande do Sul


Dando sequencia ao I Encontro Internacional de História e Genealogia Açoriana de 2019, começou dia 10, e segue até hoje, 12 de junho, a segunda edição do encontro, aproveitando os 250 anos da fundação de Porto Alegre e os 270 anos da chegada dos açorianos no Rio Grande do Sul.

O programa do II Encontro traz uma robusta programação permitindo a retomada do diálogo entre agentes culturais e de educação para o passado, assim como pesquisadores dos Açores e do Rio Grande do Sul.

Tem como alvo a divulgação de pesquisas recentes sobre a açorianidade, associando os Açores e o Rio Grande do Sul, bem como a apropriação das fontes documentais mapeadas e publicadas no Guia Geral de Fontes Documentais relacionadas à açorianidade, a partir dos acervos dos Arquivos Municipais e Estaduais, públicos e privados existentes no estado do Rio Grande do Sul, em conexão com o mapeamento dos acervos arquivísticos existentes nos Açores, no tocante à diáspora dirigida ao Brasil Meridional, entre o século XVIII e o XX.

Nesta oportunidade, está sendo lançado o e-book intitulado “Guia de Fontes Documentais para a história e a genealogia açoriana: possibilidades de pesquisa nos Açores e no Rio Grande do Sul”, cumprindo, o Termo de Cooperação Técnica, aguardado pelos genealogistas e historiadores da temática em foco.

Promovido pelo Centro Histórico-Cultural Santa Casa de Porto Alegre, tem como instituições apoiadoras: a Casa dos Açores do Estado do Rio Grande do Sul (CAERGS), o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, o Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul, o Arquivo Histórico da Cúria Metropolitana de Porto Alegre e a Oficina das Origens.

Contou também com apoio da Direção Regional das Comunidades Açorianas e da Direção Regional da Cultura, do Governo da Região Autônoma dos Açores/Portugal.

O evento de abertura, no dia 10, trouxe participação da Vice-Cônsul de Portugal em Porto Alegre, Filipa Mendonça, do Diretor Regional das Comunidades, José Andrade (em representação do Presidente do Governo da Região Autônoma dos Açores, José Manuel Bolieiro), do Secretário Municipal da Cultura de Porto Alegre, do Conselheiro da Diáspora Açoriana do Governo da Região Autônoma dos Açores/Portugal no Rio Grande do Sul, Régis Albino Marques Gomes, da Presidente da Casa dos Açores do Estado do Rio Grande do Sul, Viviane Peixoto Hunter, do Provedor da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, Alfredo Guilherme Englert.

Homenagem nos Açores

Na última semana, a participante do encontro e professora Vera Maciel Barroso, responsável do arquivo histórico da CHC Santa Casa e diretora do Departamento de História da Casa dos Açores do Rio Grande do Sul, foi condecorada pela Assembleia Legislativa dos Açores, no Conselho da Lagoa, na Ilha de São Miguel, em Portugal.

A professora Vera estuda a cultura açoriana no Estado brasileiro e nos Açores há muitos anos, com diversas publicações sobre o tema. “Estou muito feliz com a distinção, mas acredito que o mais importante é cada um fazer a sua parte bem-feita, como um alicerce positivo para a construção de um mundo melhor”, salientou a homenageada.

As insígnias honoríficas açorianas foram criadas por Decreto Regional, em 2002, há precisamente 20 anos, para distinguir cidadãos e pessoas coletivas que se notabilizaram por méritos pessoais ou institucionais, atos e feitos cívicos, os serviços prestados à região, em diferentes áreas. Neste ano, as condecorações foram entregues durante as comemorações do Dia dos Açores, feriado que celebra a açorianidade e a autonomia do arquipélago. In “Mundo Lusíada” - Brasil


 

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Brasil – Vereador luso-brasileiro lança frente parlamentar Porto Alegre - Portugal para dinamizar negócios

A Câmara Municipal de Porto Alegre instalou na quarta-feira (7/7), em cerimônia realizada no Salão Adel Carvalho, a Frente Parlamentar Porto Alegre - Portugal. A Frente tem como presidente o vereador Mauro Pinheiro (PL) e, na vice-presidência, a vereadora Fernanda Barth (PRTB).

Participaram da solenidade o presidente da Casa, vereador Márcio Bins Ely (PDT), o embaixador de Portugal no Brasil, Luís Filipe Faro Ramos, a vice-cônsul de Portugal no Rio Grande do Sul, Maria Filipa Carvalho da Silva Mendonça, e o presidente da Casa de Portugal, José Manuel.

A Frente Parlamentar tem como objetivo estreitar relações entre Porto Alegre e Portugal, promovendo cooperação mútua em projetos de interesses comuns nas áreas cultural, científica, econômica e tecnológica.

O colegiado pretende ampliar intercâmbio de experiências, programas e políticas públicas com o governo Português e seus representantes, comunidades e lideranças no Brasil, que possam auxiliar no desenvolvimento da Capital.

Bins Ely disse que apoia a iniciativa e destacou a proximidade entre a Capital e o povo português, assim como os açorianos, que se estabeleceram na cidade. Pinheiro ressaltou que é descendente de portugueses e amante da cultura lusitana.

Também estiveram no ato: o secretário de Governança Local e Coordenação Política, Cassio Trogildo; o vice-presidente da Casa de Portugal, Manuel Thomaz; e o conselheiro das Comunidades Portuguesas, Antônio Davi Santos da Graça.

“Aqui, na Câmara de Vereadores de Porto Alegre [cidade do sul do Brasil], costumamos criar frentes parlamentares para discutir assuntos de interesse da cidade e eu, como tenho dupla cidadania, cada dia mais vejo uma aproximação das pessoas ligadas a Portugal, da comunidade portuguesa, não só em Porto Alegre, mas também no estado”, disse o vereador que presidirá a frente parlamentar Porto Alegre/Portugal, antes do lançamento oficial.

Com família natural da Póvoa do Varzim, Mauro Pinheiro, do Partido Liberal brasileiro, conseguiu que a frente parlamentar fosse aprovada por unanimidade, pelos 36 vereadores, para “aproximar ainda mais” Porto Alegre de Portugal e aproveitar as relações histórica já existentes para desenvolver projetos de cooperação econômica, cultural e tecnológica.

“Porto Alegre foi fundada por portugueses e, no próximo ano, completaremos 250 anos. (…) Então, já temos ligações e, através desta Frente Parlamentar, queremos aproximar as duas regiões ainda mais”, frisou.

Entre os planos do vereador está levar a Web Summit, considerada uma das maiores cimeiras tecnológicas do mundo, para Porto Alegre.

“A ideia é começar, a partir de agora, a ouvir iniciativas mais diversas dos dois lados como, por exemplo, a possibilidade de a Web Summit vir para o Brasil, que tem toda uma relação com Portugal. Essa é uma das questões que queremos discutir e aprimorar e, quem sabe, trazer o evento para Porto Alegre”, revelou o vereador, que admitiu participar com frequência em reuniões das comunidades portuguesas.

“Há também a parte econômica, de trazer produtos portugueses e de Porto Alegre para Portugal. (…) Hoje temos uma obra importante, que é a Orla do Guaíba, que foi vencida por uma empresa portuguesa. Então, queremos fazer essa interação entre os dois povos, porque sabemos que há facilidades, como ter a mesma língua, que facilita bastante a relação entre os dois países”, acrescentou.


Participando da iniciativa, o embaixador de Portugal em Brasília iniciou uma viagem ao estado do sul do Brasil.

“Estou em Porto Alegre e é um grato prazer ser testemunha do lançamento desta frente parlamentar. (…) Certamente contribuirá para o estreitamento das relações entre o Rio Grande do Sul e Portugal. Estamos no início do processo (…) mas, evidentemente, havendo um consenso a nível da Câmara dos Vereadores, estando representados vereadores das várias forças políticas, é um passo muito positivo e que não posso deixar de saudar”, avaliou o diplomata.

“É também uma satisfação começar esta visita de trabalho ao Rio Grande do Sul com este evento. É uma visita com um programa muito completo, com uma componente institucional importante, porque estou a apresentar-me às autoridades municipais e estaduais do Rio Grande do Sul”, acrescentou o embaixador.

À Lusa, Luís Faro Ramos disse ainda que a viagem terá uma forte componente consular, em que abordará questões relacionadas com as comunidades portuguesas naquela região do Sul do Brasil, assim como uma vertente econômica e cultural.

O embaixador ficará no Rio Grande do Sul até ao final da semana, tendo encontro marcado com o governador, Eduardo Leite, com o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, e com outras figuras políticas da região, assim como visitas ao Hospital Beneficência Portuguesa e à Pontifícia Universidade Católica. In “Mundo Lusíada” - Brasil



 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Brasil - A primeira casa de fado do Rio Grande do Sul abriu portas



A Casa de Fado Maria Lisboa abriu suas portas no último dia 19, no modelo soft opening, com uma programação muito especial.

O Alma Lusitana, grupo residente da casa, dividiu o palco com a fadista portuguesa Salomé Ferreira. A Maria Lisboa está localizada na Rua Olavo Bilac, 198, endereço que tradicionalmente recebe as edições do “Fado na Cidade Baixa” uma vez por mês, nas tardes de domingo.

“Esta é a primeira casa de fado do Rio Grande do Sul, e nosso objetivo é divulgar a cultura portuguesa”, afirma a produtora cultural Edna Souza, proprietária do espaço, juntamente com seu marido, o músico Jéferson Luz.

A Maria Lisboa, além das noites de fado, terá uma extensa programação cultural, com eventos ligados à literatura, à gastronomia e ao artesanato lusitano. A casa também terá uma cafeteria temática.

De acordo com Edna Souza e Jéferson Luz, durante os meses de janeiro e fevereiro, a Maria Lisboa funcionará no modelo soft opening para que os ajustes em toda a programação cultural e também na prestação de serviços sejam realizados. A inauguração oficial do espaço está programada para março.

O grupo Alma Lusitana, que lançou seu primeiro CD no segundo semestre deste ano, é formado pela cantora Alana Pereira e pelos músicos Jéferson Luz, na guitarra portuguesa, Diego Costa, no violão, e Maurício Montardo, no teclado.

Para acompanhar a programação da Maria Lisboa, acesse o Facebook @marialisboafados. In “Mundo Lusíada” - Brasil