Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Observador Associado. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Observador Associado. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Angola - Língua portuguesa ocupa uma posição privilegiada no curriculum académico do Uruguai

Mais de 200 mil uruguaios falam fluentemente o português, devido à presença da língua de Camões em todo o sistema de educação naquele país da América do Sul

Javier Geymonat


Segundo o especialista em ensino da Língua Portuguesa, Javier Geymonat, durante a palestra “Ensino de português no Uruguai: estado da arte”, realizada pela Embaixada da República Oriental do Uruguai na Universidade Gregório Semedo em Luanda, «a língua portuguesa ocupa uma posição privilegiada no curriculum académico, estando entre os três idiomas com maior presença no ensino público.»

O português está no mundo académico uruguaio desde o Tratado do Mercosul, em 1991. É lecionado de forma obrigatória em 93 escolas do ensino primário, no ensino médio em 22 centros escolares de línguas estrangeiras, onde é feita por opção, durante três horas por semana, e em cursos ligados à hotelaria, imobiliária, seguro, tecnologia, logística, secretariado e agricultura.

Em relação ao ensino universitário, disse o docente, frequentam anualmente as aulas de português mais de dois mil estudantes, através da Universidade Pública, de Conselhos de Formação e Educação e Centros de Línguas Estrangeiras.

Javier Geymonat, uruguaio, referiu que os professores de língua portuguesa fazem atualização regular em centros de formação públicos e privados.

De acordo com o especialista em ensino de língua portuguesa, a realidade torna o povo uruguaio mais próximo da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), organismo do qual é observador. In “Revista Port. Com” – Portugal com “Javier Geymonat”



sexta-feira, 20 de julho de 2018

CPLP – Novos países e organização com a categoria de Observador Associado



A XII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), decorrida nos dias 17 e 18 de julho de 2018, em Santa Maria, na ilha do Sal, em Cabo Verde, aprovou a concessão da categoria de Observador Associado da CPLP a Andorra, Argentina, Chile, França, Itália, Luxemburgo, Reino Unido, Sérvia e Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).

De acordo com a Declaração de Santa Maria, estas adesões à categoria de Observador Associado conferem à CPLP “maior projeção política internacional e potenciam o desenvolvimento de relações de cooperação em diversas áreas, apelando à difusão da Língua Portuguesa através da sua inclusão curricular nos respetivos sistemas de ensino”.

Nesta senda, os Chefes de Estado e de Governo manifestaram, ainda, a satisfação com a apresentação pela República do Peru do seu propósito de candidatar-se à categoria de Observador Associado da CPLP.

Nesta matéria, a cimeira da CPLP reunida em Santa Maria aplaudiu a “intensificação do envolvimento dos Observadores Associados na Organização, materializada pela realização da primeira reunião do Comité de Concertação Permanente da CPLP com os Embaixadores dos Observadores Associados, em março de 2018, bem como pelo incentivo à sua participação nas reuniões técnicas da organização, com vista ao desenvolvimento de projetos conjuntos, de iniciativas de divulgação cultural, do diálogo político e da concertação em fóruns internacionais”.

Atualmente, a CPLP atribuiu a categoria de Observador Associado à Geórgia, ao Grão-Ducado de Luxemburgo, à Hungria, ao Japão, ao Principado de Andorra, ao Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte, à República da Argentina, à República Checa, à República do Chile, à República Eslovaca, à República Francesa, à República da Ilha Maurícia, à República Italiana, à República da Namíbia, à República Oriental do Uruguai, à República do Senegal, à República da Sérvia, à República da Turquia e à OEI. CPLP

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Cabo Verde – Luxemburgo apresenta candidatura para ser observador associado da CPLP

O chefe de Estado cabo-verdiano disse ter recebido do Luxemburgo o pedido para ser observador associado da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), sublinhando o crescente número de países que procuram maior aproximação à organização

"É um ótimo sinal de vitalidade o número de países e instituições que querem o estatuto de observador associado [da CPLP]. Recebemos agora [o pedido] do Luxemburgo", disse Jorge Carlos Fonseca.

O Presidente da República de Cabo Verde falava, na cidade da Praia, numa conferência de imprensa para antecipar a viagem de dois dias que realiza a Portugal, após ter recebido em audiência o ministro dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo que está de visita a Cabo Verde.

Jorge Carlos Fonseca apontou também o interesse já manifestado pela França e por Israel para se tornarem observadores da comunidade lusófona.

Considerou, por outro lado, que a cimeira de chefes de Estado e de Governo da comunidade, que Cabo Verde recebe em julho, deve representar "um salto" na organização.

"Há grandes expectativas nas opiniões públicas e da parte dos estados de que a cimeira de Cabo Verde possa representar um catapultar da CPLP para uma maior intervenção no plano das relações internacionais, do reforço de credibilidade e do prestígio, mas também que se transforme numa comunidade de povos, de cidadãos", sustentou.

O chefe de Estado cabo-verdiano considerou, por isso, que tal "implica um salto relativamente à mobilidade e à circulação das pessoas no seio da comunidade".

"Estamos esperançado que poderemos sair do Sal com um avanço desse ponto de vista", acrescentou.

Jorge Carlos Fonseca disse ainda que está já confirmada a presença dos nove chefes de Estado dos países membros da CPLP na cimeira de 17 e 18 de julho no Sal, adiantando que o primeiro-ministro português António Costa também já confirmou a presença.

Relativamente à deslocação a Portugal, que decorre a 01 e 02 de junho, Jorge Carlos Fonseca explicou que irá participar, no Porto, na conferência que assinala os 130 anos da criação do Jornal de Notícias, cujo tema é "A língua portuguesa enquanto ativo estratégico".

Irá ainda deslocar-se a Bragança, onde estudam entre 600 e 800 alunos cabo-verdianos, para uma visita ao instituto politécnico daquela cidade.

Cabo Verde assume em julho e por dois anos a presidência rotativa da CPLP. In “Diário de Notícias” – Portugal com “Lusa”

quarta-feira, 9 de maio de 2018

França - Apresenta candidatura a Observador Associado da CPLP

A candidatura francesa a Observador Associado da CPLP é motivada pela presença de uma importante comunidade portuguesa e lusodescendente em França



A França apresentou oficialmente a sua candidatura ao estatuto de Observador Associado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O embaixador de França em Portugal, Jean-Michel Casa, entregou à Secretária Executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Maria do Carmo Silveira, uma carta do ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian, a formalizar a candidatura da França para aceder ao estatuto de Estado observador associado à CPLP, informa um comunicado divulgado pela Embaixada de França em Portugal.

Para além da carta, Maria do Carmo Silveira recebeu do embaixador Jean-Michel Casa o documento sobre o plano geral de atividades e o plano de ação para a promoção do ensino do português em França, “que servem de apoio a esta candidatura”, informa ainda o comunicado.

A 4 de janeiro deste ano, durante o seminário diplomático dos embaixadores portugueses, o ministro francês dos Negócios Estrangeiros assumiu o compromisso de avançar com a documentação relativa à candidatura, entregue no final de abril à Secretária Executiva da CPLP

De acordo com o comunicado divulgado pela Embaixada de França, a candidatura é motivada “pela presença de uma importante comunidade portuguesa e lusodescendente” naquele país, estimada em cerca de um milhão e meio de pessoas, e considerada a mais importante fora de Portugal.

A “partilha da mais longa fronteira terrestre francesa com o Brasil (região da Guiana Francesa)” e a importância das relações de França “com os países africanos membros da CPLP”, em matéria de formação e ajuda ao desenvolvimento, em Angola e Moçambique, ou de segurança regional especialmente no Golfo da Guiné, são outros dos motivos apresentados pelo governo francês.

Candidatura analisada em julho

A candidatura “foi recebida com entusiasmo” pela Secretária Executiva da CPLP que “agradeceu o interesse da França pela lusofonia e pelo mundo lusófono”, assinala o comunicado.

“O envolvimento desses países na nossa organização será um contributo valioso e poderá reforçar as relações que existem já entre os nossos países e esses Estados e abre a possibilidade de aprofundar a cooperação em várias outras áreas “, destacou a responsável da CPLP.

Além da candidatura francesa à CPLP, o encontro foi para o embaixador uma ocasião para abordar o projeto de adesão de Portugal à Organização Internacional da Francofonia.

A candidatura vai ser analisada durante a Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da CPLP, que acontece a 17 e 18 de julho, na Ilha do Sal, em Cabo Verde e na qual a França poderá ser convidada a participar.

As categorias de Observador Associado e de Observador Consultivo foram estabelecidas em 2005, em Luanda, no Conselho de Ministros da CPLP.

Atualmente, dez países têm o estatuto de observador associado da CPLP: Geórgia, Hungria, Japão, República Checa, Eslováquia, ilhas Maurícias, Namíbia, Senegal, Turquia e Uruguai. Itália e o principado de Andorra formalizaram igualmente propostas em janeiro.

Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. In “Mundo Português” - Portugal

sexta-feira, 30 de março de 2018

CPLP – O potencial económico para além da língua

Londres – A secretária-executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) considerou, que o crescente interesse de países como a Coreia do Sul no estatuto de observador mostra o potencial económico da organização sem o idioma como prioridade.

Trata-se do segundo país asiático a procurar aproximar-se de um mercado com 270 milhões de pessoas, depois do Japão, que já possui o estatuto de observador associado, juntamente com o Senegal, Namíbia, Turquia, República Checa, Uruguai, Geórgia, Eslováquia, Maurícia e Hungria.

Segundo Maria do Carmo Silveira, Itália, Costa do Marfim, Andorra, Argentina e Chile já têm os processos bastante avançados e espera-se que a aprovação seja abordada na cimeira do Sal, em Cabo Verde, agendada para 17 e 18 de Julho.

Outros países também já terão sondado ou manifestado interesse, incluindo França, em serem observadores da CPLP, o que dá acesso a participar nas Cimeiras de Chefes de Estado e de Governo, Conselhos de Ministros, ao acesso a documentação e a apresentar comunicações.

Num seminário no Instituto Real de Relações Internacionais, em Londres, a dirigente são-tomense, em funções há 15 meses, argumentou que a CPLP se deve adaptar às “profundas alterações na conjuntura política e económica interna dos Estados membros e significativas transformações no modo de funcionamento das economias mundiais”.

Perante os atuais desafios económicos e sociais, que são confrontados com a redução da ajuda ao desenvolvimento, os países africanos “querem ver na CPLP novas formas alternativas de relacionamento” que promovam maior contacto com o sector privado.

“Para os países africanos membros, a CPLP não deve continuar focalizada apenas na língua portuguesa como há 20 anos. O critério exclusivamente linguístico deixa de ser sentido. Outras organizações já existentes com base nesse critério adaptaram-se e alteraram a sua composição e os seus objetivos estratégicos”, vincou Silveira.

Sem esquecer o património linguístico e cultural, acrescentou, “estes países têm todo o interesse que a organização se adapte à nova realidade, resultante da conjuntura internacional, onde os pilares sociais económicos e sociais assuma maior importância no domínio da geopolítica e da geoeconomia”.

Para a secretária-executiva, o potencial da CPLP está sobretudo na cooperação económica e empresarial, mas lembrou que a decisão para reformular a organização criada em 1996 depende dos dirigentes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

“O que temos feito ao nível do secretariado executivo é lembrar os Estados membros o extraordinário instrumento de desenvolvimento interno e de projeção internacional que têm em mãos, sem nunca esquecer que caberá aos Estados decidir o que fazer com ele”, concluiu Maria do Carmo Silveira. In “Inforpress” – Cabo Verde

domingo, 26 de março de 2017

Uruguai - Registra aumento de 1,5% do PIB em 2016

Economia uruguaia, país Observador Associado da CPLP, acelerou no último ano, já que em 2015 a expansão do PIB foi de 1%; país se distancia de problemas econômicos enfrentados por vizinhos Brasil e Argentina

A economia uruguaia alcançou em 2016 seu 14º ano consecutivo de crescimento, com o aumento do PIB (Produto Interno Bruto) registrado no ano de 1,5%, chegando a US$ 55,266 bilhões, informou na quinta-feira (23/03) o Banco Central do Uruguai (BCU).

A cifra indica a aceleração da economia uruguaia no último ano, já que em 2015 a expansão do PIB foi de 1%, assim como o distanciamento do Uruguai dos problemas econômicos enfrentados por seus vizinhos – em 2016, o PIB do Brasil teve redução de 3,6%, enquanto o da Argentina caiu 2,3%.

Segundo a consultora econômica CPA Ferrere indicou ao jornal uruguaio El País, Montevidéu registrou crescimento médio de 1,7% nos últimos três anos, enquanto Buenos Aires e Brasília tiveram contração de -2,3% e -0,8%, respectivamente.

Danilo Astori, ministro de Economia e Finanças do Uruguai, declarou na última semana que o país “se sobrepôs a este impacto” regional e “agora esperamos começar lentamente a recuperar níveis de crescimento maiores do que os que temos tido nos últimos dois anos”.

Como indicou o BCU, “o incremento no nível de atividade em 2016 se explica pelas taxas positivas na maioria dos setores, destacando-se por sua incidência os aumentos em transporte, armazenamento e comunicações, como resultado do crescimento das telecomunicações e do fornecimento de eletricidade, gás e água (de 15,6%), devido à maior proporção de energia elétrica gerada a partir de fontes renováveis”.

A instituição afirmou também que o aumento nestes setores “foi parcialmente neutralizado por quedas na construção e em comércio, reparos, restaurantes e hotéis, explicado pela queda na atividade comercial”. As exportações tiveram queda de 1,4%, assim como as importações, de 2,9%, o que determinou “que o volume do saldo comercial com o exterior resultasse menos negativo do que o do ano anterior”, disse o BCU.

Consultoras financeiras ouvidas pelo El País expressaram seu otimismo e colocaram sua previsão de crescimento para a economia do Uruguai em 2017 entre 2% e 3%. In “Opera Mundi” - Brasil

domingo, 26 de junho de 2016

Costa do Marfim - Português entra no currículo escolar do próximo ano letivo

Foto: Clara Azevedo
O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Costa do Marfim, Abdallah Albert Toikeusse Mabri, presidiram à segunda sessão da comissão bilateral luso-marfinense, na qual foram abordadas preocupações bilaterais, regionais e internacionais de interesse comum.

Portugal e Costa do Marfim referiram o grande interesse em continuar a aprofundar a colaboração no domínio da língua e cultura do ensino superior, com destaque para a adoção do português como língua estrangeira de opção curricular no sistema educativo do país africano a partir do ano escolar 2016/17.

O projeto integra a oferta de cursos de nível universitário de língua portuguesa na Universidade de Cocody, em Abidjan, e conta com o apoio do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.

Além disso, concordaram sobre o interesse do projeto-piloto de oferta de cursos de aprendizagem de língua portuguesa nas escolas marfinenses de nível secundário.

O Ministro marfinense afirmou também a intenção de o seu país integrar a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na qualidade de observador associado.

Interesse mútuo

Os Ministros dos dois países abordaram também questões de interesse mútuo em temas como negócios estrangeiros, economia, indústria, transportes, promoção de investimentos e comércio e foi discutida a oportunidade de empresas portuguesas poderem aproveitar e otimizar o elevado potencial de criação de emprego que derivará do conjunto dos projetos estruturantes que a Costa do Marfim quer implementar.

O conhecimento das empresas portuguesas no domínio das obras públicas, gestão de água, energia, turismo, agroindústria, saúde e das tecnologias de informação é visto como útil à concretização dos objetivos de desenvolvimento e crescimento económico fixados no Plano Nacional de Desenvolvimento 2016-2020 da Costa do Marfim.

Os dois Ministros dos Negócios Estrangeiros saudaram a importância dos acordos assinados e das decisões tomadas no quadro do reforço da cooperação em diversos domínios.

A terceira comissão bilateral terá lugar na Costa do Marfim, dentro de dois anos, em data ainda a definir. Ministério de Negócios Estrangeiros - Portugal

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Uruguai – Próximo Observador Associado da CPLP

A secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação portuguesa afirmou hoje que o Uruguai vai ser observador associado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) no segundo semestre deste ano.

A decisão de se tornar observador associado da CPLP insere-se numa estratégia "de aproximação aos países de língua portuguesa" e na vontade de "aproximação do Uruguai a África".

"O Uruguai será membro associado da CPLP na próxima cimeira, no segundo semestre, em 2016".

A responsável acrescentou que vai ser também assinado, sem adiantar uma data, um memorando sobre cooperação triangular entre Portugal, Uruguai e países lusófonos africanos.

Para reforçar a aproximação a África e também ao Brasil, o Uruguai quer expandir a língua portuguesa, que já se fala nas zonas de fronteira, disse.

"Fala-se português nas zonas de fronteira, onde é a segunda língua", sublinhou, explicando que o reforço da língua passará pelo recurso a cursos 'online', devidamente certificados.

A secretária de Estado portuguesa referiu estar em análise com as autoridades uruguaias a realização de uma semana do Uruguai em Lisboa, no próximo ano, para reforçar o relacionamento bilateral e trocar experiências em diversas áreas.

A realização da semana de Portugal no Uruguai inseriu-se numa estratégia de diversificação de parceiros económicos, depois de identificadas como áreas preferenciais na relação económica bilateral turismo, água, resíduos, saneamento e infraestruturas, disse.

Várias empresas portuguesas participaram nesta semana, na sequência de um trabalho prévio de identificação das áreas de intervenção, "havendo ecos extraordinariamente positivos" em relação a este evento, sublinhou Teresa Ribeiro, destacando a participação da comunidade portuguesa no país sul-americano "muito ativa e empenhada".

"Há convergências históricas, culturais e linguísticas que o Uruguai valoriza muito", o que facilita o relacionamento político e empresarial, afirmou.

Atualmente são observadores associados da CPLP a Geórgia, Maurícia, Japão, Namíbia, Senegal e Turquia.

A CPLP integra Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Cabe ao Brasil, que ocupa a presidência 'pro tempore' da organização lusófona, indicar a data e o local da próxima cimeira de chefes de Estado e de governo. UE-CPLP

domingo, 3 de abril de 2016

República Checa – Solicita estatuto de observador associado na CPLP

A República Checa oficializou o pedido para o estatuto de observador associado junto do Secretariado Executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, justificado pelo “interesse que o mundo lusófono” desperta no país.

“O pedido de atribuição do estatuto de observador vem confirmar o interesse pelo mundo lusófono manifestado pela República Checa na prossecução das actividades desenvolvidas nos tempos da Checoslováquia”, refere uma nota do governo de Praga enviada à Lusa através da sua representação diplomática em Lisboa.

A iniciativa do executivo checo também é justificada pela presença da língua portuguesa em diversas instituições de ensino neste país da Europa Central.

“O português é ensinado em cursos de licenciatura e mestrado em três universidades checas e estamos muito satisfeitos pela presença de centenas de estudantes portugueses na República Checa e pela posição cada vez mais activa dos nossos empresários no Brasil ou nos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa). É para nós uma honra estar ao lado do mundo lusófono e temos a consciência da sua crescente importância”, conclui a nota.

O Secretariado Executivo da CPLP deverá entretanto remeter o pedido para apreciação do Comité de Concertação Permanente, encaminhando-o de seguida para o Conselho de Ministros, que recomendará a decisão final a ser tomada pela próxima cimeira de chefes de Estado e de governo da organização, prevista para Julho em Brasília.

De acordo com os estatutos da organização, os observadores associados beneficiarão dessa qualidade “a título permanente e poderão participar, sem direito a voto, nas cimeiras de chefes de Estado e de governo, bem como no Conselho de Ministros, sendo-lhes facultado o acesso à correspondente documentação não confidencial, podendo ainda apresentar comunicações desde que devidamente autorizados”.

São países observadores associados o Senegal, Ilha Maurícia, Geórgia, Namíbia, Turquia e Japão. Lusa

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Geórgia – Investimento Directo Estrangeiro

O Investimento Directo Estrangeiro (IDE) na Geórgia, país Observador Associado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) ascendeu em 2014 a $1758 milhões de dólares (dados ajustados) um acréscimo de 87% face ao ano de 2013.

O Gráfico 1 apresenta os resultados de IDE no período 2009 – 2014



O Gráfico 2 apresenta os valores reinvestidos no total do IDE no período 2009 – 2014



A Tabela 1 mostra a dinâmica dos fluxos de IDE de 2009 – 2014. O total de entradas ascendeu a $2873 milhões de dólares em 2014.


A Tabela 2 apresenta os países mais investidores em 2014



O País Baixo foi o principal investidor com 21% do total, seguido do Azerbaijão, (19%) e China (12%).

A Tabela 3 expõe a composição do IDE por sectores económicos



Transportes e Comunicações correspondeu a 25% do total, Construção (18%) e Indústria Transformadora (12%). Baía da Lusofonia com base nos dados da “GEOSTAT” da Geórgia

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Geórgia – Novo Observador Associado da CPLP

Para a maioria dos cidadãos lusófonos houve uma reacção de estranheza quando se aperceberam que a República da Geórgia, um país que fica na fronteira da Europa com a Ásia, tinha solicitado e passado a ser Observador Associado da CPLP.

Quem olha para o mapa a única semelhança que encontra entre este país e os países lusófonos, é ele ser também banhado por um mar, neste caso o Mar Negro.

Na realidade os argumentos apresentados pela Geórgia para a sua aproximação ao mundo lusófono têm sustentação e demonstram um conhecimento histórico tanto do ocidente como do oriente.

Como Portugal é conhecido como “os lusitanos” porque anteriormente o território português foi ocupado por este povo que pertencia à Lusitânia, os antepassados dos georgianos foram os “iberos” povo do Reino da Ibéria que ocupou também a mesma região da actual Geórgia.

Sustenta a República da Geórgia e o seu povo, com alguma razão, que os seus antepassados navegaram para ocidente, pelas águas calmas dos mares Negro e Mediterrâneo e aportaram à região oriental da actual península ibérica, nome originário precisamente deste povo e a partir da foz do rio Ebro, começaram a dispersar-se por toda a península.

Quando digo com alguma razão, embora não haja documentação para avaliar a proximidade entre estes dois povos, principalmente depois da destruição da Biblioteca e Arquivo Real, consumidos pelo fogo, durante o terramoto de 1755, há factos que são provas evidentes e realçam que embora distantes fisicamente, os hábitos, os costumes em alguns casos tão semelhantes, preservados ao longo dos séculos, evidenciam uma mesma origem e um factor de unidade entre os dois povos.

Rainha Ketevan refém dos persas - painel de Lisboa
Mais tarde outro acontecimento leva a República da Geórgia a fundamentar a aproximação entre portugueses e georgianos, quando Luís de Camões na sua obra poética “Os Lusíadas” refere-se aos georgianos, um pequeno povo situado entre dois impérios. Que razões terão levado Camões a enumerar este povo no seu relato?

Martírio da Rainha Ketevan - Convento da Graça - Lisboa
Nem um século depois da referência de Camões, outro facto histórico une portugueses e georgianos para além de terem o mesmo santo padroeiro, S. Jorge. A 23 de Setembro de 1624 dois missionários agostinhos portugueses, Ambrósio dos Anjos e Pedro dos Santos assistiram ao martírio da Rainha da Geórgia Ketevan, mandada assassinar pelo Xá da Pérsia Abbas I. Posteriormente os dois missionários recuperaram o corpo da rainha e levaram-no para Goa onde uma parte do corpo foi sepultada na igreja de Santo Agostinho, sendo a outra parte entregue ao filho da rainha Teimuraz I.

Estes missionários tiveram a preocupação de documentar todos estes acontecimentos havendo em Lisboa dois painéis alusivos ao acontecimento. A Igreja Ortodoxa da Geórgia canonizou Ketevan, sendo a festa da santa realizada a 26 de Setembro.

A República da Geórgia tem actualmente uma população aproximada de 4,5 milhões de habitantes, uma área ligeiramente inferior a Portugal de 69,7 mil quilómetros quadrados e tem como capital a cidade de Tbilisi. É banhada pelo mar Negro e faz fronteira com a Rússia, Azerbaijão, Arménia e Turquia. Baía da Lusofonia


segunda-feira, 19 de maio de 2014

O Japão e a CPLP

O Secretariado Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa recebeu informações do Governo Japonês relativas ao interesse de uma candidatura do mesmo ao Estatuto de Observador Associado da CPLP, no dia 14 de Maio, na sede da organização.

O Estatuto de Observador foi criado na IIª Cimeira de Chefes de Estado e do Governo, na Cidade da Praia, em Julho de 1998. Em 2005, no Conselho de Ministros da CPLP, reunido em Luanda, foram estabelecidas as categorias de Observador Associado e de Observador Consultivo.

Secretário Executivo da CPLP recebe Embaixada do Japão


Os Estados que pretendam adquirir o Estatuto de Observador Associado, terão de partilhar os respectivos princípios orientadores, designadamente no que se refere à promoção das práticas democráticas, à boa governação e ao respeito dos direitos humanos, e prossigam através dos seus programas de governo objectivos idênticos aos da Organização.

Os Observadores Associados beneficiarão dessa qualidade a título permanente e poderão participar, sem direito a voto, nas Cimeiras de Chefes de Estado e de Governo, bem como no Conselho de Ministros. Comunidade dos Países de Língua Portuguesa