Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 6 de abril de 2019

China - Conselho Regional da Ásia e da Oceânia das comunidades portuguesas reúne-se em Pequim

O ensino da língua portuguesa ou o pagamento de pensões aos portugueses na Austrália, China, Hong Kong e Macau são temas da reunião do Conselho Regional da Ásia e da Oceânia, que arranca segunda-feira em Pequim



Segundo um comunicado da presidente daquele conselho regional, Rita Santos, a colaboração dos conselheiros com as embaixadas e consulados de Portugal para resolução dos problemas das comunidades, as questões relacionadas com as pensões de aposentação e de sobrevivência dos portugueses residentes nos países de acolhimento, o ensino e a divulgação da língua portuguesa, sobretudo aos jovens, vão ser alguns dos temas em foco na reunião, que vai decorrer na capital chinesa de 8 a 10 de Abril.

Na reunião, presidida por Rita Santos, vai ser ainda discutida a proposta do estatuto dos conselheiros, a eleição anual dos cargos do Conselho Regional da Ásia e da Oceânia, bem como o programa do encontro do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas, marcado para 28 e 29 de Maio próximo, em Lisboa.

Os conselheiros da Austrália, Sílvia Renda e Melissa da Silva, e do círculo da China, Macau e Hong Kong, José Pereira Coutinho e Armando de Jesus, vão estar também reunidos com o embaixador português em Pequim, José Augusto Duarte, indicou a mesma nota.

O Conselho das Comunidades Portuguesas tem actualmente 65 membros. O Brasil é o país que elegeu mais conselheiros, 13 no total, seguindo-se França, com dez conselheiros, Estados Unidos (sete), Venezuela (seis) e Alemanha, África do Sul e Suíça, com quatro cada.

Aquele conselho reúne-se anualmente em Lisboa e é o órgão consultivo do Governo para as políticas relativas às comunidades portuguesas, competindo-lhe, em geral, emitir pareceres, produzir informações e formular propostas e recomendações sobre as matérias que respeitem aos portugueses residentes no estrangeiro e ao desenvolvimento da presença portuguesa no mundo. In “Hoje Macau” - Macau

sexta-feira, 29 de março de 2019

Venezuela - Mais meio milhar de crianças de 4 a 12 anos aprendem português em escola pública


A Escola Estadual Pedro António Medina de Clarines fica na localidade situada no Estado venezuelano de Anzoátegui, 250 quilómetros a leste de Caracas



Com 27 anos a dar aulas e quase a reformar-se, Maria Manuela Geriante, foi convidada em novembro do ano passado para dar as aulas de português.

Desde então, diz-se «feliz e agradecida pela oportunidade» de dar aulas no seu idioma materno.

«Estou a dar português a crianças de vários níveis, desde a educação inicial até ao 6.º grau, com idades compreendidas entre 4 e 12 anos», disse a professora à agência Lusa.

Maria Manuela Geriante frisou ainda estar «muito contente» porque as crianças «gostam muito de aprender português, estão muito motivadas».

«E, estamos muito agradecidos, por terem escolhido a nossa escola para este projeto», frisou a docente, salientando que tem «510 crianças» a aprender a Língua de Camões, entre eles «apenas um filho de portugueses».

«Os outros nasceram na Venezuela, vivem na Venezuela, nunca saíram daqui (de Clarines) e estão muito contentes por aprender a falar português», sublinhou.

Maria Manuela Geriante insiste que o projeto de ensino da língua portuguesa deve expandir-se «a outras escolas de Clarines e de toda da Venezuela» e explica que «os idiomas ajudam muito as pessoas» e inclusive quem tem facilidades para aprender outras línguas também tem para matemáticas.

«Eu tenho três amores aqui, Portugal, de onde sou, a Venezuela onde vivo desde 1979 e esta escola que é a minha outra casa e a minha família também», concluiu, agradecendo ao Instituto Camões, à Fundação Luso-venezuelana de Clarines e aos cônsules portugueses de Caracas e Anzoátegui, por materializarem este projeto. In “Bom Dia” – Luxemburgo com “Lusa”

quinta-feira, 28 de março de 2019

Quénia – Quem é o professor eleito “o melhor do mundo”

Um professor de ciências da zona rural do Quénia, que doa a maior parte de seu salário para apoiar os alunos mais pobres, ganhou um prémio de US$ 1 milhão ao ser eleito o melhor professor do mundo



Peter Tabichi, membro da ordem religiosa franciscana, ganhou o “Global Teacher Prize de 2019”, conferido pela Fundação Varkey, organização de caridade dedicada à melhoria da educação para crianças carentes.

Tabichi foi elogiado pelas suas realizações numa escola sem infraestrutura, no meio de classes lotadas e poucos livros didáticos.

Ele quer que os alunos vejam que "a ciência é o caminho certo" para ter sucesso no futuro.

O prémio, anunciado numa cerimónia no Dubai, reconhece o compromisso "excepcional" do professor com os alunos numa parte remota do Vale do Rift, no Quénia.

Ele doa 80% do seu salário para apoiar os estudos dos seus alunos, na Escola Secundária Keriko Mixed Day, na aldeia de Pwani. Se não fosse a ajuda do professor, as crianças não conseguiriam pagar pelos seus uniformes ou material escolar.

Melhorando a ciência

"Nem tudo é sobre dinheiro", diz Tabichi, cujos alunos são quase todos de famílias bem pobres. Muitos são órfãos ou perderam um dos pais.

O seu objetivo é que os estudantes tenham grandes ambições, além de promover a ciência, não apenas no Quénia, mas em toda a África, afirma.

Ele venceu entre outros dez mil indicados de 179 países, entre eles a professora Debora Garofalo, ficou entre os 10 finalistas, que ensina matérias de tecnologia numa área carenciada de São Paulo, no Brasil, ou José Jorge Teixeira, professor de Física e Química da escola secundária Dr. Júlio Martins em Chaves, Portugal, que abandonou uma carreira de sucesso na Universidade de Trás-os-Montes como professor de Física, ficando entre os 50 finalistas.



Mas Tabichi diz que enfrenta "desafios com as instalações precárias" da sua escola, inclusive com a falta de livros ou professores.

"A escola fica numa área muito remota. A maioria dos estudantes vêm de famílias muito pobres. Até chegar o pequeno almoço da manhã é difícil. Eles não conseguem concentrar-se, porque não se alimentaram o suficiente em casa", contou em entrevista publicada no sítio do prémio.

As classes deveriam ter entre os 35 e 40 alunos, mas ele acaba ensinando grupos de 70 ou 80 estudantes, o que, segundo o professor, deixa as salas superlotadas.

A falta de uma boa conexão de internet faz com que ele vá até um café para reproduzir os materiais necessários para as suas aulas de ciências. E muitos dos seus alunos andam mais de 6km em estradas ruins para chegar à escola.

No entanto, Tabichi diz que está determinado a dar aos alunos uma oportunidade de aprenderem sobre ciência e ampliarem os seus horizontes.

Os seus estudantes foram bem sucedidos em competições científicas nacionais e internacionais, incluindo um prémio da Real Sociedade de Química do Reino Unido.

Fora da sala de aula

Tabichi diz que parte do desafio tem sido persuadir a comunidade local a reconhecer o valor da educação, o que o leva a visitar famílias cujos filhos correm o risco de abandonar a escola.

Ele tenta mudar a mentalidade dos pais que esperam que as suas filhas se casem cedo - encorajando-os a deixar as meninas a continuarem os seus estudos.

O professor também ensina técnicas de cultivo mais resistentes aos moradores dos arredores, já que a fome é uma realidade frequente na região.

"Insegurança alimentar é um grande problema, então, ensinar novas maneiras de plantar é uma questão de vida ou morte", disse em entrevista à Fundação Varkey.

Além do contato com as famílias, a atuação de Tabichi estende-se aos "clubes da paz" que ele organiza na escola, para representar e unir as sete tribos ali presentes. A violência tribal explodiu no Vale do Rift depois da eleição presidencial de 2007 e houve muitas mortes em Nakuru.

"Para ser um grande professor tem que ser criativo e abraçar a tecnologia. Realmente tem que abraçar essas formas modernas de ensino. Tem que fazer mais e falar menos", disse ele à fundação.

O prémio

O prémio que lhe foi conferido procura elevar o estatuto da profissão de docente. O vencedor do ano passado foi um professor de arte do norte de Londres, Andria Zafirakou.

O fundador do prémio, Sunny Varkey, diz esperar que a história de Tabichi "inspire os que procuram entrar na profissão e seja um poderoso holofote sobre o incrível trabalho que os professores fazem no Quénia e em todo o mundo, diariamente".

"As milhares de indicações e inscrições que recebemos de todos os cantos do planeta são testemunho das conquistas dos professores e do enorme impacto que eles têm em as nossas vidas", concluiu. Sean Coughlan – Reino Unido in “BBC News”

terça-feira, 26 de março de 2019

Timor-Leste - Setor educativo continua a dominar programa de cooperação de Portugal

Díli - O setor educativo é um dos pilares dominantes do "Programa Estratégico de Cooperação Portugal-Timor-Leste 2018-2022" (PEC), aprovado na semana passada em Conselho de Ministros, em Díli, e que prevê a continuidade das principais iniciativas em curso.

Os documentos do PEC, a que a Lusa teve acesso, referem que neste setor o apoio de Portugal "deverá ser especialmente orientado para a formação contínua de professores, formação de formadores e ensino superior numa perspetiva de contribuir para a sustentabilidade das intervenções".

Em concreto, o documento prevê programas como bolsas de ensino ou formação, bolsas de estudo e vagas para estudantes timorenses ao abrigo do Regime Especial de Acesso em Universidades Públicas e Institutos Politécnicos Portugueses.

O reforço das estruturas de Ensino Superior em Timor-Leste, "através de ações de cooperação institucional" e o apoio à formação avançada em áreas científicas e tecnológicas) fazem igualmente parte dos programas.

Continuará a decorrer o apoio ao "desenvolvimento do sistema educativo de Timor-Leste, designadamente ao nível da educação pré-escolar, básica e secundária, através do Projeto Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE)" e a promoção "do ensino em português, difusão da língua e cultura portuguesas" e na formação contínua de docentes.

Setores como o apoio na produção legislativa e regulamentar, no âmbito do Direito da Educação, e o reforço da capacitação institucional do Ministério da Educação de Timor-Leste "para o apoio na gestão e avaliação dos recursos humanos, incluindo no domínio da administração e gestão escolar", fazem ainda parte.

Estão ainda previstos programas para a "capacitação dos Profissionais de Comunicação Social em Língua Portuguesa", colaboração na "salvaguarda e divulgação do Património Arquivístico Comum e revitalização da cultura nacional".

Outro dos setores de intervenção, à semelhança do que tem ocorrido até aqui, continuará a ser a "consolidação do Estado de direito e a boa governação", em particular no reforço da "capacitação institucional dos agentes da Justiça de modo a contribuir para uma maior eficiência e eficácia dos sistemas jurídico e judiciário timorense".

Em concreto, refere o documento, a cooperação no setor da justiça abrangerá a Magistratura, Polícia Judiciária, Registos e Notariado, Serviços Prisionais e de Reinserção Social e Medicina Legal, com "ações de formação e capacitação institucional, assessorias, assistências técnicas e introdução às novas tecnologias e apoio a reformas legislativas".

No setor da Defesa, Segurança e Desenvolvimento, Portugal continuará a apoiar as Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), especialmente no apoio institucional e na capacitação de recursos humanos, nomeadamente por via da formação em Timor-Leste e em Portugal, "neste último caso ao abrigo do Programa de Ensino Militar em Portugal (PEMPOR) e do Programa de Formação em Portugal (PFORPOR)".

Estão igualmente previstos apoios à língua portuguesa em contexto militar, assistência à Estrutura Superior da Defesa e das F-FDTL, ações de capacitação do Instituto de Defesa Nacional de Timor-Leste e capacitação operacional das Componente Naval e Terrestre das F-FDTL.

No domínio da Segurança e da Proteção Civil, Portugal vai apoiar as estruturas do setor com intervenção em áreas como o combate à criminalidade, a proteção civil e a sinistralidade rodoviária, "contribuindo para o consolidar de uma efetiva cultura de Segurança".

No âmbito do Programa Técnico-Policial, estão previstas assessorias e apoio técnico junto de forças de segurança e da proteção civil timorenses e bolsas de estudo, bem como apoios à reforma do setor, à capacitação e reforço institucional e à formação inicial e continua, entre outras.

Portugal vai igualmente continuar a apoiar a boa governação no setor das Finanças Públicas, com programas na reforma das finanças públicas, na melhoria das condições de prestação de serviços públicos, na assistência técnica entre Bancos Centrais, na assessoria e assistência técnica de descentralização administrativa e no apoio ao programa de conservação dos documentos históricos de Timor-Leste.

No âmbito do desenvolvimento socioeconómico inclusivo, o novo PEC prevê programas para a capacitação institucional e a formação no setor da saúde e o apoio a nível dos assuntos sociais,

"A intervenção nesta área concretiza-se no apoio à promoção e consolidação dos mecanismos de proteção social e do trabalho digno, através de apoio a projetos integrados de desenvolvimento e proteção social, e do reforço da formação e capacitação institucional no âmbito do Emprego e Formação Profissional, da Proteção Social e da Inclusão Social", explica.

Neste âmbito está prevista "assistência técnica e financeira à criação, consolidação e implementação do Sistema de Segurança Social" e à cooperação entre o Estado de Timor-Leste e as Instituições de Solidariedade Social, "incluindo designadamente apoio à criação e consolidação dos serviços públicos necessários, formação de quadros e conceção e implementação de um modelo de Carta Social".

O PEC prevê ainda apoio à formação especializada na área da agricultura e desenvolvimento rural e capacitação institucional na área da segurança alimentar e nutrição e "reforço das capacidades institucionais nas áreas ligadas às alterações climáticas, à energia sustentável, à gestão de zonas costeiras e gestão integrada de recursos hídricos, bem como na área dos transportes, pescas e turismo.

O documento deve ser assinado nos próximos meses. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”

segunda-feira, 25 de março de 2019

Estados Unidos as América - Há 2200 alunos de português no ensino básico e secundário da Califórnia

O presidente do Instituto Camões, Luís Faro Ramos, considerou que o número de alunos inscritos em aulas de português no ensino básico e secundário da Califórnia, Estados Unidos, 2200, “não tem correspondência” com a dimensão da comunidade. O responsável do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, que esta semana faz a sua primeira visita à Costa Oeste, referiu que se trata de um número “relativamente modesto” e que o objetivo do instituto é aumentá-lo “com a ajuda das comunidades e com as estruturas que já funcionam”



Luís Faro Ramos notou que “existe apetência” pelo ensino da língua e estabeleceu como desafio “aumentar o número de alunos lusodescendentes que estão nas aulas de português”, sublinhando que a Califórnia “tem uma comunidade lusodescendente muito importante”.

De acordo com o censo de 2010, é na Califórnia que se concentra a maior comunidade luso-americana dos Estados Unidos, mais de 346 mil pessoas.

O número de alunos de português no ensino básico e secundário em todo o país é superior a 18 mil, o que indica que a proporção de alunos na Califórnia não corresponde à dimensão da comunidade, apesar de haver um “movimento ascendente”.

Vamos fazer um trabalho no sentido de dinamizar essa vontade e ver se os números de alunos lusodescendentes inscritos nas aulas de português também podem crescer nos próximos tempos”, frisou Luís Faro Ramos.

Os indicadores que o presidente recebeu na sua primeira paragem, na escola secundária de Point Loma em San Diego, foram positivos.

A escola pública tem 103 alunos de português “na fase mais avançada” de aprendizagem, entre o 10º e o 12º ano, um número “muito bom” que inclui luso-americanos, alunos com origem em países latino-americanos e também norte-americanos.

As motivações para aprender português em Point Loma variam, referiu o presidente, explicando que vão desde o aspeto cultural e literário a negócios e comunicação inter-geracional.

A intenção do Camões é agora estabelecer um protocolo com a escola, à semelhança do que acontece com outras instituições de ensino no país, estando em cima da mesa a introdução da língua portuguesa nos níveis abaixo do secundário e do básico.

O instituto está também a trabalhar para o reforço da abertura de centros de exames NEWL – National Examinations in Work Languages, tendo sido aberto esta semana um centro na universidade estadual de San Diego.

O português foi classificado como língua crítica no ano passado, o que demonstra “uma vontade assumida por parte das autoridades dos Estados Unidos de que seja uma língua com mais valor, mais créditos e mais destaque”.

Luís Faro Ramos participou como orador na conferência da cátedra Ana Hatherly na universidade de Berkeley, intitulada “Entrelinhas: Tradição e Plasticidade em Ana Hatherly”, onde também falará a cônsul geral de Portugal em São Francisco, Maria João Lopes Cardoso. In “Mundo Português” - Portugal

quinta-feira, 14 de março de 2019

Lusofonia – Governo de Macau vai contratar mais professores de português

O Governo vai contratar mais professores de português e atribuir mais bolsas a alunos chineses que estudem português e a estudantes de países de língua portuguesa que queiram aprender chinês, afirmou esta segunda-feira, em Lisboa, o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam.

O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, que recebeu na segunda-feira o doutoramento ‘Honoris Causa’ na Universidade de Lisboa, salientou no seu discurso a importância de reforçar a cooperação entre os países lusófonos e a China, destacando áreas como o turismo e o comércio. “Iremos apostar ainda mais na promoção da cooperação nos domínios educativo e cultural, dando continuidade ao Festival de Artes de Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa e ao Fórum Cultural, contratando mais docentes de língua portuguesa, aumentando o número de bolsas para estudantes dos países de língua portuguesa que desejem aprender o chinês e para alunos chineses que estudem o português”, realçou o governante.

Além de ser uma das línguas oficiais de Macau, o português é uma das línguas estrangeiras mais procuradas pelos estudantes chineses e o Governo de Macau tem vindo a planear um sistema educativo bilingue para criar oportunidades para aprender o português e o chinês. “Estamos a implementar políticas para atrair os alunos não apenas portugueses, mas também de países de língua portuguesa para estudar em Macau”, declarou Alexis Tam aos jornalistas, lembrando que o português “é uma das línguas mais faladas do mundo”, despertando interesse não só em Macau, mas também na China “devido à amizade entre os dois países” e às ligações comerciais.

Durante o discurso, Alexis Tam adiantou que o título que lhe foi atribuído tem “um significado especial”, já que foi aluno da Universidade de Lisboa, onde além de abrir “horizontes” e estabelecer contactos com mundo ocidental, conheceu também a mulher. “Foi-me difícil não ficar apaixonado por este país e pelo seu povo”, confessou.

O secretário enalteceu o relacionamento de Portugal e da China ao longo de quatro séculos, do qual resultaram “laços de amizade e confiança mútuas” e sublinhou que ao regressar a Macau, “um território onde se cruzam e coexistem as civilizações ocidental e oriental”, trabalhou em prol da educação e do desenvolvimento de políticas de promoção da aprendizagem de línguas estrangeiras.

Na cerimónia de atribuição do título ‘Honoris Causa’, o ex-reitor da Universidade de Lisboa e padrinho do homenageado, António Sampaio da Nóvoa, elogiou o antigo aluno da Faculdade de Letras por ser um “homem que sempre cuidou da língua e cultura portuguesas”. Várias individualidades ligadas à educação e a Macau estiveram também presentes no tributo, desde diplomatas a ex-governadores, passando pelo presidente da Fundação Oriente, Carlos Monjardino, e o ex-ministro da Educação, Roberto Carneiro. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”

quarta-feira, 13 de março de 2019

Luxemburgo - Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas entrega diplomas em promoção do ensino de português

O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, marcou presença no dia 9 de março, em Ettelbruck, no Luxemburgo, numa cerimônia de entrega de diplomas a 180 alunos que realizaram, em 2018, exames de certificação de aprendizagem da língua portuguesa.

A cerimônia, organizada pela Coordenação do Ensino do Português no Luxemburgo, contou igualmente com a presença do Diretor-Geral do Ensino Superior de Portugal, João Queiroz e serviu para divulgar junto da comunidade portuguesa, residente no país, oportunidades de ingresso no Ensino Superior em Portugal.

Na sua intervenção, José Luís Carneiro apelou às famílias para que “falem português em casa” e aproveitem as várias modalidades de ensino de português no Luxemburgo, recordando que o Governo “tem feito um grande esforço para garantir a promoção do ensino e da cultura portuguesas no Luxemburgo”. Este investimento foi superior a 2 milhões de euros no ano letivo 2018/2019.

José Luís Carneiro aludiu, também, ao aumento do número de alunos que este ano obtiveram certificados de português no Luxemburgo. “É um crescimento de 37 por cento do número de alunos que quiseram realizar provas, permitindo-lhes obter um certificado que é válido em todo o espaço da União Europeia”.

Perante um auditório composto por cerca de 400 pais e alunos, o Diretor-Geral do Ensino Superior explicou que o evento marcou o arranque da iniciativa “Jornadas Estudar e Investigar em Portugal 2019”.

A iniciativa visa divulgar junto das comunidades portuguesas residentes no estrangeiro as oportunidades de ingresso e frequência no ensino superior português para emigrantes e luso-descendentes.

“Nós temos uma rede de ensino superior com qualidade, bem implementada, com bons professores, que pode ser aproveitada por estudantes internacionais mas também por luso-descendentes”, disse João Queiroz.

O ensino superior em Portugal tem um contingente reservado a filhos de emigrantes de 7% do total das vagas nacionais. Neste ano letivo foram colocados 347 alunos, o que correspondente ao preenchimento de 9 % da quota.

O evento realizado em Ettelbruck contou com a presença do Embaixador de Portugal no Luxemburgo, António Gamito, do vogal do Conselho Diretivo do Instituto Camões, João Neves, do Cônsul-Geral de Portugal no Luxemburgo, Manuel Gomes Samuel e do vereador da Câmara Municipal de Ettelbruck, Christian Steffen.

No seu discurso o Embaixador António Gamito referiu a importância de uma comunhão de vontades entre pais, alunos e professores, para que cada vez mais alunos possam aprender o português no Luxemburgo. “Estou muito orgulhoso com esta cerimônia e com os resultados alcançados e peço que continuem todos a prosseguir este caminho”, observou.

João Neves referiu que o Instituto Camões continuará a dedicar grande atenção à rede de ensino de português no estrangeiro, tanto nas dificuldades encontradas, como nos sucessos alcançados. Estimulou ainda os presentes a utilizarem as opções ao seu dispor para a aprendizagem do português no Luxemburgo e referiu que a língua portuguesa é cada vez mais valorizada internacionalmente como língua de cultura, de comunicação e de negócios.

A iniciativa foi organizada pelo coordenador do Ensino do Português no Luxemburgo, Joaquim Prazeres, que contou com o apoio dos professores de português no Grão-Ducado e da Associação de Pais de Ettelbruck, presidida por Fernando Vieira.

O evento contou com momentos musicais, a cargo de alunos de língua portuguesa no Luxemburgo, de músicos de nacionalidade portuguesa ali residentes e do Grupo Etnográfico do Alto Minho, entidade que promove as tradições folclóricas portuguesas no Luxemburgo. In “Mundo Lusíada” - Brasil

segunda-feira, 11 de março de 2019

Macau - Língua e herança portuguesas podem manter “papel importante” após 2049

Determinadas medidas do Governo da RAEM alimentam alguma “esperança” de que o português se tornará numa língua a ter em “maior consideração” no território, entende Giorgia Corro. A autora de uma tese sobre as perspectivas para a língua de Camões no próximo milénio alerta, porém, para o facto do português ainda não funcionar como língua de comunicação apesar dos esforços na promoção do ensino. Neste prima, acredita que os jovens poderão ser a “origem de uma mudança que pode acontecer”



Apurar como é que a língua portuguesa será considerada pelos jovens – se apenas como língua estrangeira ou afectiva – depois de 2049, ano que marcará o fim da vigência do Segundo Sistema – foi o objectivo a que se propôs Giorgia Corro, autora da tese “Perspectivas para o Português em Macau no novo milénio”.

Através deste trabalho, a que a Tribuna de Macau teve acesso, a mestranda da Universidade de Veneza, traçou o perfil e as expectativas dos estudantes chineses do ensino superior da Universidade de Macau (UM) que foram inquiridos em relação à presença da língua de Camões na linha curricular.

Apresentado como uma “primeira contribuição nesta área científica pouco explorada nas pesquisas linguísticas”, o documento destaca que, embora com “grande dificuldade, a língua portuguesa continua a ser ensinada em Macau”. “Tanto a língua como a cultura portuguesa são uma herança que uma parcela da população ali vive, preserva e transmite de geração em geração. Ainda hoje naquele território, as pessoas podem ver ruas e igrejas de nome e construção portuguesas, ou também falar português nas lojas e na cidade”, refere a autora.

Resta saber se acontecerá a Macau o mesmo que nas Filipinas – “onde o Português […] foi suplantado pelo Inglês e pela língua filipina; ou como os territórios da Índia, Goa, Damão e Diu, onde o Português foi suplantado pela língua hindu”. Seja como for, Giorgia Corro ressalva a “situação particular” que se vive na RAEM onde o português chegou a ser língua franca.

No entanto, “após a colonização (não uma verdadeira colonização, mas um território no qual prevaleciam os conjuntos nascidos pelos acordos económicos)” as condições entre Macau e Portugal “foram quase sempre de convivência pacífica entre a língua e a cultura portuguesas e as chinesas”.

Descrevendo a questão identitária de Macau como “muito complexa” e uma situação linguística “especial”, Giorgia Corro acrescenta que “a essência da identidade cultural macaense é, neste sentido, o facto de poder ter um património cultural partilhado com o povo português”, vinca.

A ameaça à identidade lusa

Actualmente, “o português macaense não é totalmente tido em consideração de acordo com a sua importância histórica, tal como acontece com o Patuá, e as respetivas culturas, portuguesas e macaenses, apesar de as duas comunidades terem coexistido, no passado, de maneira pacífica”, refere Giorgia Corro.

Pesa também o “problema dos investimentos públicos nas manifestações culturais de língua portuguesa”, já que “o Governo investe uma pequena parte do dinheiro para subsidiar demonstrações culturais destinadas a promover a cultura macaense relacionada à portuguesa”, sustenta. “Na verdade, o que falta nas políticas de Governo ligadas aos fundos culturais é o facto de não considerar a importância histórica que a comunidade portuguesa-macaense teve no que diz respeito aos macaenses, considerando-a, portanto, sob o ponto de vista histórico e não como segunda comunidade que tem de ser suportada economicamente”, fundamenta.

Neste contexto, “a Associação dos Macaenses e a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses são obrigadas a grandes esforços para serem consideradas”. Por arrasto, isso “influencia a quantidade de manifestações culturais que certas associações podem oferecer, e a percepção da cultura dominante em Macau. Isto é obviamente devido ao facto de que […] o desenvolvimento da comunidade actualmente dominante é promovido também porque a comunidade chinesa é importante sob o ponto de vista do trabalho e desenvolvimento tecnológico”.

Já a literatura, defende, é uma “representação optimista da cultura macaense” pois “representa a realidade de Macau e o facto que os seus cidadãos querem crescer e aprender de acordo com o pluralismo linguístico e cultural”.

Qual será, portanto, o futuro da comunidade portuguesa que vive em Macau? Para a académica, é importante reconhecer que “muitos mais portugueses escolhem Macau como território onde viver e onde se transferir, especialmente pelas vantagens económicas e pelas taxas reduzidas dos impostos públicos” – correspondendo a 1,7% da população. “São dados muito importantes que apresentam o facto da língua portuguesa e da herança portuguesa poderem manter um papel importante também nos anos sucessivos a 2049”, acentua.

Analisando do ponto de vista do ensino, impera o facto de que as “oportunidades para aprender português cresceram mais do que aconteceu nos últimos anos, apesar do crescimento não ser grande”. “Além disso, a oportunidade de falar português também preocupa economicamente a China, porque investir no ensino da língua portuguesa poderá significar investir em trocas culturais e económicas com países com um grão de crescimento económico importante, como o Brasil, acrescendo a riqueza da China”, demonstra.

No entanto, “a realidade de Macau não é tão boa quanto parece”, lamenta. “O português é aprendido nas escolas privadas e nas escolas públicas luso-chinesas, mas esta língua, na maior parte da população, na realidade, não funciona como língua de comunicação” apesar de ser necessário os jovens aprenderem a língua se quiserem “encontrar emprego em áreas administrativas, no ambiente das relações públicas, nas relações internacionais e no turismo”.

Relevância reconhecida

Com base no inquérito promovido a 32 intervenientes, entre os 20 e 30 anos, verificou-se que a maioria estuda português há três/ quatro anos, sendo falado por 23. As principais razões para estudar a língua envolvem motivos profissionais seguindo-se o gosto e interesse pela linguística e a curiosidade e interesse pelos estudos da mesma.

Por outro lado, do perfil linguístico da família depreende-se que todos os participantes são de origem chinesa ora tendo o cantonês (18) ora o chinês (10) ou o mandarim (3) indicado como língua de comunicação nas relações familiares. Assim, “o português foi relacionado com a aprendizagem de uma língua fácil, o que era de supor uma vez que os informantes são chineses. Mas estes estudam português porque gostam da sua musicalidade e do facto de esta língua ser falada no mundo”, realça.

“Eles gostam de estudar esta língua porque vêem, graças a este conhecimento, a possibilidade de ensinar, estudar e trabalhar nos países lusófonos. É de salientar que os informantes têm a noção da importância da língua portuguesa no mundo e também, do papel da lusofonia”, observa.

Além disso, “parecem ter bem presente o conceito de lusofonia e unidade do mundo português, quiçá também pelo facto de viverem num território onde o papel da língua portuguesa é oficializado e pela própria educação que eles têm. O facto de não falarem mais a língua portuguesa nas suas próprias famílias, mas de a observarem quando andam por Macau, significa que Portugal ainda está presente na geografia do lugar onde eles vivem, e a sua presença é sinónimo de conexão visual entre Macau e os Países lusófonos”, remata.

Os jovens são, por isso, “a origem de uma mudança que pode acontecer”. “Macau, fazendo parte desta comunidade, poderia realmente, para os jovens, ser um promotor de unidade e troca, mas também de garantias para o que os jovens pretendem obter da língua portuguesa”. E, acrescenta, “a universalidade da língua portuguesa e a sua importância histórica, da presença de elementos portugueses no seu próprio ambiente, poderão torná-la uma língua importante para ser estudada”.

De um modo geral, a académica acredita que “há esperança de que a língua portuguesa possa tornar-se realmente numa língua a ter em maior consideração no território de Macau” tendo em conta “as decisões tomadas pelo governo chinês”. Catarina Almeida – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

sexta-feira, 8 de março de 2019

China - Jornal do Partido Comunista Chinês publica reportagem sobre língua e literatura portuguesas

Um jornal oficial do Partido Comunista da China (PCC) publicou hoje uma reportagem sobre o ensino do português na China e literatura portuguesa traduzida para chinês, com destaque para Luís de Camões e Fernando Pessoa



"Embora não seja particularmente conhecida na China, não significa que não haja fãs chineses de literatura portuguesa", escreve o Global Times, jornal de língua inglesa do grupo do Diário do Povo, o órgão central do PCC.

O jornal compara o "profundo impacto" de “Os Lusíadas”, em Portugal e na literatura portuguesa, com a importância do autor William Shakespeare no universo anglo-saxónico.

E destaca a popularidade de Fernando Pessoa: "outro nome que não pode ser evitado".

"O grande autor é um dos escritores portugueses mais populares na China", refere.

Foi só em 1999 que uma obra de Pessoa foi pela primeira vez publicada na China continental, mas o português é apreciado por vários escritores e artistas do país.

"Os chineses que verdadeiramente amam a literatura, gostam muito de Pessoa", revelou Cheng Yisheng, doutorado em literatura e professor na Universidade de Henan, em entrevista à agência Lusa.

Cheng, que publicou já vários poemas de Alberto Caeiro traduzidos a partir do inglês, lembrou que a obra de Pessoa "une a poesia e a reflexão, algo raro na poesia chinesa, que tende a ser mais emotiva ou narrativa".

"Ele faz uma análise muito acertada sobre como se sentem as pessoas em ambientes urbanos. É um poeta profundo, muito à frente do seu tempo e que compreende o homem moderno", contou.

Com uma pontuação de 9 pontos, numa escala de 0 a 10, no Douban, um portal chinês de crítica literária e cinematográfica, a obra mais popular de Pessoa é "O Livro do Desassossego", assinada pelo heterónimo Bernardo Soares, revela o Global Times.

O jornal destaca ainda a crescente oferta de cursos de língua portuguesa no continente chinês, onde 25 universidades incluem hoje licenciaturas em português.

Também vários eventos com artistas portugueses vão realizar-se ao longo de 2019 na China, incluindo festivais de cinema, literatura, teatro ou música, em paralelo com o ano da China em Portugal, num programa pensado pelos dois governos.

"A cultura é um instrumento fundamental para aproximar os povos, dialogar e criar emoções conjuntas", frisou à Lusa o embaixador português em Pequim, José Augusto Duarte.

"Este será um ano que reforçará em muito a visibilidade do grande talento dos portugueses junto da opinião publica chinesa", disse.

Este ano celebra-se o 40.º aniversário desde que Portugal e a República Popular da China estabeleceram relações diplomáticas, em 08 de fevereiro de 1979. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”

quinta-feira, 7 de março de 2019

Timor-Leste - Alunos da Escola Portuguesa de Díli participam em concurso de talentos

Alunos da Escola Portuguesa de Díli (EPD), a maioria timorenses, participam a 22 de março na semifinal de um concurso de talentos que, segundo a organizadora, quer ajudar a potenciar méritos que muitas vezes são esquecidos nas escolas



"Ouvimos falar muitas vezes de alunos de mérito e quadros de honra académicos. Mas com 22 anos de ensino, penso que há outros méritos e competências, outros alunos que passam despercebidos e não chegam a aparecer porque o seu mérito não é académico", explicou à Lusa Cláudia de Sousa, professora na EPD.

"É importante valorizar cada vez mais essas outras valências, ver o aluno holisticamente como um todo. Está provado que um aluno motivado na escola está motivado para estudar e não abandona os estudos", sublinhou.

Por isso, explicou a coordenadora da primeira edição do "EPD Got Talent", surgiu a ideia de criar um concurso que acabou por ter uma "adesão extraordinária" com os alunos a mostrarem "muito empenho", ensaiando e apresentando-se, pela primeira vez, a público.

Um total de onze atuações -- de canto e música -, selecionadas de entre mais de duas dezenas que se apresentaram na seleção inicial a 02 de fevereiro, vão concorrer para um dos cinco lugares na final, que está prevista para 31 de maio.

A atuação vencedora terá "um prémio múltiplo" que inclui um jantar para cinco pessoas, a possibilidade de "projeção adicional" com a sua participação num evento musical no futuro e um prémio em dinheiro transformado no pagamento das propinas escolares de um ano.

"Foram dias e dias de e ensaios e isso é meritório", disse.

"Estes talentos têm que vir ao de cima no ensino e não apenas a parte académica. Os alunos não podem ser apenas peneirados pelas notas que obtém. E assim ajudamos também a potencializar a escola", referiu.

Parte da inspiração para o concurso e para a elevada participação foi, reconhece, a vitória da cantora timorense Marvi na última edição do programa televisivo português The Voice, no ano passado.

A cantora, que já tinha ficado entre os três primeiros num concurso de uma televisão indonésia, foi recebida como heroína em Timor-Leste e é agora uma das suas primeiras 'pop-stars', inspirando muitas participações em concursos idênticos no país. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Estados Unidos da América - Universidade Estadual da Califórnia vai lançar cursos de português

A Universidade Estadual da Califórnia, Fresno, vai lançar dois cursos em Língua Portuguesa e Estudos Portugueses no próximo ano letivo.

“Estamos à espera da aprovação das disciplinas novas”, disse à Lusa a professora Inês Lima, responsável pela criação dos novos cursos, que foi contratada em 2018 para lecionar Língua e Cultura Portuguesa no Departamento de Línguas e Literaturas Modernas e Clássicas da Faculdade de Artes e Humanidades.

A professora falava à margem da inauguração do novo Instituto Português Além-Fronteiras na Universidade Estadual da Califórnia, Fresno, que teve a presença de uma comitiva portuguesa liderada pelo presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro.

De acordo com Inês Lima, o objetivo é começar com quatro disciplinas e mais tarde, ainda sem horizonte temporal concreto, avançar para uma ‘Major’ em Português e Estudos Portugueses.

A ‘minor’ em Português irá focar-se na literatura e “num nível de língua portuguesa mais avançado”, enquanto a ‘minor’ em Estudos Portugueses “será mais abrangente” e terá opções letivas ensinadas em inglês, para que alunos de qualquer área de ensino possam “aprender sobre a cultura portuguesa e países lusófonos”.

“Há de facto muito interesse”, adiantou a professora, que neste momento tem 50 alunos nas cadeiras de língua e cultura portuguesa.

“Tenho alunos que estão sempre a perguntar se já vão poder escolher as novas disciplinas para setembro e quando é que temos disponíveis cursos de nível mais avançado de língua”, revela a professora.

Alunos de enfermagem e de segurança pública


Além dos estudantes com ascendência portuguesa, Inês Lima refere que muitos dos interessados pretendem estudar português “porque tem um ponto de contacto com as suas áreas”.

É o caso dos alunos de enfermagem e de segurança pública, que querem comunicar melhor com a população luso-americana da região do vale central da Califórnia, onde há elementos da comunidade que “não falam bem inglês”.

Há também alunos de Agricultura “que querem fazer um período de estudos ou mestrado em Portugal”.

Inês Lima leciona atualmente Língua Portuguesa e Culturas dos Países de Língua Portuguesa, que abrange Portugal, Brasil, Moçambique, Angola e Cabo Verde e se debruça sobre “aquilo que partilham em termos de história, em termos de património cultural, e aquilo que é específico”.

As disciplinas eram lecionadas por uma professora da área de espanhol. “Agora viram que havia potencial para avançar e desenvolver os estudos portugueses”, afirmou Inês Lima.

A professora, natural do Porto, estava a dar aulas na Universidade de Massachusetts, Darmouth, e trocou a Nova Inglaterra pela Califórnia devido à “possibilidade de criar os cursos” numa universidade com potencial de crescimento.

As ‘Minor’ serão lecionadas por Inês Lima e Diniz Borges, diretor do recém-criado Instituto Português Além-Fronteiras (Portuguese Beyond Borders Institute) na Universidade Estadual da Califórnia, Fresno, que vai iniciar um projeto de recolha das histórias orais da imigração portuguesa na região.

No futuro, Inês Lima considera que “serão precisos mais professores” de português. In “Mundo Português” – Portugal com “Lusa”

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Reino de Essuatíni - Língua portuguesa poderá ter presença reforçada

A língua portuguesa poderá vir a ter presença reforçada em Essuatíni (antiga Suazilândia), pequeno país da África Austral, encravado entre Moçambique e a África do Sul, disse o cônsul-geral Frederico Silva



Já houve «professores destacados para o ensino básico e secundário» naquele país, algo que as autoridades portuguesas pretendem «replicar em breve», referiu o diplomata residente em Maputo, Moçambique, após uma presença consular de dois dias em Essuatíni.

A ideia está em estudo e surge numa altura em que o ensino do português é feito a nível superior.

«Temos presença no sistema de ensino: encontra-se destacada na [antiga] Suazilândia uma leitora do Camões [Instituto da Cooperação e da Língua], que visa dar início às aulas na Universidade de Mbabane», sublinhou à agência Lusa.

A presença da língua reflete a dinâmica da comunidade portuguesa no país: são 1100 num país com pouco mais de um 1,3 milhões de habitantes, presentes em vários setores.

Grandes obras e minas nas décadas de 20 e 30 do século XX, no então protetorado britânico, atraíram emigrantes portugueses, que foram ficando, e aos quais se juntaram outros, mais tarde, quando a ex-colónia, Moçambique, ficou independente.

À medida que novas gerações foram nascendo, foram sendo naturalizadas.

Hoje, a comunidade portuguesa tem uma forte presença «no ramo automóvel, na construção civil e comércio, além de vários quadros» em atividade no país e, ao nível das principais marcas portuguesas, a Galp atua no retalho de combustíveis com 18 postos de abastecimento, descreveu.

«Há uma relação saudável» entre Portugal e Essuatíni, «com espaço para crescer, e a presença significativa da comunidade é um trunfo», acrescentou Frederico Silva.

As presenças consulares, como a realizada em Essuatíni, servem para prestar serviços descentralizados para matérias relacionadas com passaportes, cartões de cidadão, atos de registo civil e notariado, recenseamento eleitoral, inscrições consulares e ainda informação sobre programas de apoio social.

No caso, complementam o apoio prestado por um cônsul honorário, num país onde muitos portugueses ainda se reúnem em redor de coletividades como a Associação Portuguesa de Manzini ou o Grupo Desportivo Português de Mbabane, capital do país. In “Revista Port. Com” - Portugal

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Lusofonia - Plataforma “Português Mais Perto” chega a 31 países e aos cinco continentes



A plataforma "Português Mais Perto", ferramenta digital de ensino à distância, estendeu-se a 31 países no ano letivo de 2017/2018, repartidos pelos cinco continentes, com a frequência de 575 alunos portugueses ou lusodescendentes, segundo dados do instituto Camões.

O número de países do Português Mais Perto, plataforma desenvolvida pelo Camões – Instituto de Cooperação e da Língua e pela Porto Editora apresentada há dois anos, aumentou de 26 no ano letivo de 2017/18, também em todos os continentes, para mais de três dezenas em 2018/19.

Segundo o presidente do instituto Camões, “o projeto será aplicado em mais três países – a África do Sul, a Austrália e a Venezuela – num âmbito de estratégia de diversificação que está a ser colocada em prática, permitindo o acesso dos alunos a conteúdos de qualidade em áreas não abrangidas pela rede” de ensino de português.

No caso da Austrália, Luís Faro Ramos esclareceu que, “perante um número relativamente baixo de estudantes de português, o esforço é direcionado para estimular essa aprendizagem de forma gratuita, em estabelecimentos selecionados pela coordenação do ensino do português”.

A gratuitidade do ensino Português Mais Perto aplica-se igualmente na África do Sul e Venezuela neste ano letivo, ao contrário do Canadá (Otava, Montreal e Toronto) e dos Estados Unidos (Califórnia, Massachusetts, Connecticut, Nova Iorque e Nova Jérsia), onde “o nível de vida médio permite, em geral, que os utentes utilizem a plataforma pagando”.

O alargamento da rede do Instituto Camões na plataforma Português Mais Perto sucede-se ao projeto-piloto de utilização da ferramenta multimédia no Canadá e nos Estados Unidos, com 11 escolas, 33 professores e 486 alunos no ano letivo de 2017/18 com “o intuito de se familiarizar os possíveis utilizadores com a plataforma”.

“Um dos principais resultados deste projeto-piloto é a intenção já manifestada pelo Conselho Consultivo Consular do consulado-geral de Portugal em São Francisco de alargamento de utilização da plataforma a todas as escolas comunitárias e do ensino oficial onde se aprende português”, explicou Luís Faro Ramos.

Há 535 inscrições, individuais e institucionais

No ano letivo de 2017/18, com um universo de 33 professores, 575 alunos inscreveram-se na ferramenta Português Mais Perto, “de particular relevância nos países onde não há rede oficial do instituto Camões, uma vez que surge como recurso complementar de utilização em sala de aula, com tutores/professores locais”.

Em África, os alunos inscritos estavam radicados em Moçambique, Reunião (departamento ultramarino francês no Oceano Índico) e África do Sul.

Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Itália, Jérsia, Luxemburgo, Noruega, Holanda, Polónia, Reino Unido, Roménia, Rússia, Sérvia e Suíça, além de Portugal, foram os países europeus com inscritos na plataforma virtual, com oferta no 1.º ciclo (1.º ao 4.º ano), no 2.º ciclo (5.º e 6.º), no 3.º ciclo (7.º ao 9.º) e secundário (10.º ao 12.º).

O recurso multimédia teve em 2017/18 inscritos no Brunei, China, Emirados Árabes Unidos, Macau, Turquia e Vietname. No continente americano, além de alunos do Canadá e Estados Unidos, registaram-se também inscrições no Uruguai e Bermudas.

Neste ano letivo de 2018/19, “existem atualmente 535 inscrições, individuais e institucionais”, com “a maioria dos utilizadores a frequentar cursos de português língua de herança (523)”, destinado para alunos que sempre frequentaram a escola no estrangeiro, com um registo residual a pertencer ao português língua materna, para os que estiveram em escolas em Portugal e têm no horizonte voltar ao sistema de ensino português.

Venezuela (150 alunos), África do Sul e Estados Unidos (125) são os países que, até ao presente, têm mais alunos inscritos na plataforma virtual. Austrália (Camberra, Melbourne e Nova Gales do Sul) e Canadá (Edmonton e Montreal) apresentam 50 inscritos cada. Do total de inscrições neste ano letivo – 535 -, 35 referem-se a registos individuais de setembro a dezembro do ano passado, dos quais 30 sem tutor. In “Mundo Português” - Portugal