Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 30 de março de 2019

Macau - Fórum Macau coloca formação e cultura nas prioridades da relação com a CPLP



O Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum Macau) colocou ontem a formação de recursos humanos e o intercâmbio cultural entre as prioridades para 2019. Falando no final de uma reunião de ontem, a secretária-geral do secretariado permanente do Fórum Macau, Xu Yingzhen, explicou que o encontro visou realizar um balanço dos trabalhos efectuados em 2018 e aprovar o programa de actividades para este ano, tendo sido definidas cinco áreas prioritárias.

Em 2019, os principais objectivos do Fórum Macau vão centrar-se na promoção do comércio e do investimento, fomento da cooperação na capacidade produtiva, formação de recursos humanos, intercâmbio cultural entre a China e os países de língua portuguesa, bem como no apoio à construção de Macau enquanto plataforma entre a China e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O Fórum Macau anunciou igualmente ontem a realização de uma conferência empresarial em São Tomé e Príncipe, país que só retomou relações diplomáticas com Pequim em 2016. A conferência empresarial, vai realizar-se em Julho 2019, referiu Xu Yingzhen. São Tomé e Príncipe foi, durante anos, um dos poucos países com relações diplomáticas com Taiwan durante ano, o que invalidava laços com a República Popular da China, devido à política externa de Pequim. Com este anúncio, o Fórum Macau cumpre essa nova orientação estratégica de Pequim, que visa fomentar parcerias económicas com países que renunciaram a relações diplomáticas com Taiwan. No quadro dessa estratégia de aproximação de São Tomé e Príncipe a Pequim, o primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus, está esta semana na China para uma série de encontros, que incluem Presidente chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro Li Keqiang. In “Ponto Final” - Macau

terça-feira, 26 de março de 2019

Timor-Leste - Setor educativo continua a dominar programa de cooperação de Portugal

Díli - O setor educativo é um dos pilares dominantes do "Programa Estratégico de Cooperação Portugal-Timor-Leste 2018-2022" (PEC), aprovado na semana passada em Conselho de Ministros, em Díli, e que prevê a continuidade das principais iniciativas em curso.

Os documentos do PEC, a que a Lusa teve acesso, referem que neste setor o apoio de Portugal "deverá ser especialmente orientado para a formação contínua de professores, formação de formadores e ensino superior numa perspetiva de contribuir para a sustentabilidade das intervenções".

Em concreto, o documento prevê programas como bolsas de ensino ou formação, bolsas de estudo e vagas para estudantes timorenses ao abrigo do Regime Especial de Acesso em Universidades Públicas e Institutos Politécnicos Portugueses.

O reforço das estruturas de Ensino Superior em Timor-Leste, "através de ações de cooperação institucional" e o apoio à formação avançada em áreas científicas e tecnológicas) fazem igualmente parte dos programas.

Continuará a decorrer o apoio ao "desenvolvimento do sistema educativo de Timor-Leste, designadamente ao nível da educação pré-escolar, básica e secundária, através do Projeto Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE)" e a promoção "do ensino em português, difusão da língua e cultura portuguesas" e na formação contínua de docentes.

Setores como o apoio na produção legislativa e regulamentar, no âmbito do Direito da Educação, e o reforço da capacitação institucional do Ministério da Educação de Timor-Leste "para o apoio na gestão e avaliação dos recursos humanos, incluindo no domínio da administração e gestão escolar", fazem ainda parte.

Estão ainda previstos programas para a "capacitação dos Profissionais de Comunicação Social em Língua Portuguesa", colaboração na "salvaguarda e divulgação do Património Arquivístico Comum e revitalização da cultura nacional".

Outro dos setores de intervenção, à semelhança do que tem ocorrido até aqui, continuará a ser a "consolidação do Estado de direito e a boa governação", em particular no reforço da "capacitação institucional dos agentes da Justiça de modo a contribuir para uma maior eficiência e eficácia dos sistemas jurídico e judiciário timorense".

Em concreto, refere o documento, a cooperação no setor da justiça abrangerá a Magistratura, Polícia Judiciária, Registos e Notariado, Serviços Prisionais e de Reinserção Social e Medicina Legal, com "ações de formação e capacitação institucional, assessorias, assistências técnicas e introdução às novas tecnologias e apoio a reformas legislativas".

No setor da Defesa, Segurança e Desenvolvimento, Portugal continuará a apoiar as Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), especialmente no apoio institucional e na capacitação de recursos humanos, nomeadamente por via da formação em Timor-Leste e em Portugal, "neste último caso ao abrigo do Programa de Ensino Militar em Portugal (PEMPOR) e do Programa de Formação em Portugal (PFORPOR)".

Estão igualmente previstos apoios à língua portuguesa em contexto militar, assistência à Estrutura Superior da Defesa e das F-FDTL, ações de capacitação do Instituto de Defesa Nacional de Timor-Leste e capacitação operacional das Componente Naval e Terrestre das F-FDTL.

No domínio da Segurança e da Proteção Civil, Portugal vai apoiar as estruturas do setor com intervenção em áreas como o combate à criminalidade, a proteção civil e a sinistralidade rodoviária, "contribuindo para o consolidar de uma efetiva cultura de Segurança".

No âmbito do Programa Técnico-Policial, estão previstas assessorias e apoio técnico junto de forças de segurança e da proteção civil timorenses e bolsas de estudo, bem como apoios à reforma do setor, à capacitação e reforço institucional e à formação inicial e continua, entre outras.

Portugal vai igualmente continuar a apoiar a boa governação no setor das Finanças Públicas, com programas na reforma das finanças públicas, na melhoria das condições de prestação de serviços públicos, na assistência técnica entre Bancos Centrais, na assessoria e assistência técnica de descentralização administrativa e no apoio ao programa de conservação dos documentos históricos de Timor-Leste.

No âmbito do desenvolvimento socioeconómico inclusivo, o novo PEC prevê programas para a capacitação institucional e a formação no setor da saúde e o apoio a nível dos assuntos sociais,

"A intervenção nesta área concretiza-se no apoio à promoção e consolidação dos mecanismos de proteção social e do trabalho digno, através de apoio a projetos integrados de desenvolvimento e proteção social, e do reforço da formação e capacitação institucional no âmbito do Emprego e Formação Profissional, da Proteção Social e da Inclusão Social", explica.

Neste âmbito está prevista "assistência técnica e financeira à criação, consolidação e implementação do Sistema de Segurança Social" e à cooperação entre o Estado de Timor-Leste e as Instituições de Solidariedade Social, "incluindo designadamente apoio à criação e consolidação dos serviços públicos necessários, formação de quadros e conceção e implementação de um modelo de Carta Social".

O PEC prevê ainda apoio à formação especializada na área da agricultura e desenvolvimento rural e capacitação institucional na área da segurança alimentar e nutrição e "reforço das capacidades institucionais nas áreas ligadas às alterações climáticas, à energia sustentável, à gestão de zonas costeiras e gestão integrada de recursos hídricos, bem como na área dos transportes, pescas e turismo.

O documento deve ser assinado nos próximos meses. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”

sábado, 2 de março de 2019

Timor-Leste - Cooperação de Portugal vai manter-se na área de solidariedade social

A cooperação de Portugal com Timor-Leste na área da solidariedade social deverá manter-se nos próximos anos, com a integração adicional de projetos na área de proteção de pessoas com deficiência, disse à Lusa uma responsável portuguesa.

“Uma das áreas especificas novas que tem ganho relevância tem a ver com a proteção das pessoas com deficiência. É uma das áreas que pode vir a ganhar relevo”, disse à Lusa Rute Guerra, subdiretora geral do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho e Solidariedade Social (MTSS) português, estrutura que coordena toda a cooperação portuguesa nestes setores.

Rute Guerra disse à Lusa que os níveis atuais de cooperação se devem manter no próximo Programa Estratégico de Cooperação (PEC), que está a ser finalizado.

Ainda assim, explicou, “na parte dos projetos de luta contra a pobreza” tem havido desde 2016 “uma redução da parte de financiamento português e um aumento por parte de Timor-Leste”.

“O interesse é reorientar para outros projetos ou, quando Timor-Leste tiver essa capacidade de cooperar no terreno com as instituições, Portugal pode recuar e centrar-se mais na área da capacitação institucional”, disse.

São projetos, disse, que têm grande impacto nas comunidades onde intervém.

“Neste momento temos 12 projetos, dos quais três cofinanciados com Timor-Leste e nove financiados por Portugal”, explicou.
   
A responsável falava à Lusa em Díli, no final de uma visita de uma equipa do GEP que está a analisar vários projetos em curso, com destaque, entre outros, para assistência técnica no setor da segurança social.

A cooperação com Timor-Leste assenta em duas grandes áreas de intervenção, “a componente de apoio a projetos de luta contra a pobreza, e que promovam a igualdade a inclusão e a coesão social”, e a componente de “capacitação institucional”.

Em termos da cooperação técnica, explicou que o apoio abrange a componente normativa – no caso do sistema de segurança social – com técnicos a visitar regularmente Timor-Leste e técnicos timorenses a deslocarem-se a Lisboa, nas várias fases dos processos.

“Damos formação a quem em Timor-Leste tem que implementar, neste caso, a segurança social. Temos também uma componente na área do trabalho e da formação profissional”, explicou.

Um dos motivos de orgulho tem sido o apoio que Portugal tem dado a Timor-Leste no processo de criação do seu sistema de segurança social.

“É um motivo de orgulho Portugal poder estar associado a esse feito”, disse. “Agência Lusa” – Timor-Leste

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Lusofonia – As cidades do Porto e de Macau juntas para “aprofundar relações”



O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, reuniu-se na segunda-feira com o presidente da Câmara do Porto e “amigo de Macau”, Rui Moreira, com o autarca a admitir querer “aprofundar as relações” entre as duas cidades, geminadas desde 1991.

A visita de Alexis Tam ao Porto surgiu no âmbito das celebrações dos 40 anos do retomar das relações diplomáticas entre Portugal e a China e, após a reunião bilateral, seguiu-se uma actuação cultural desempenhada pela delegação de Macau, composta por alunos de 16 escolas, desde um grupo de artes marciais até um grupo de ópera chinesa de Cantão, com o objectivo de fazer “actuações no Porto”, algo que Alexis Tam considerou ser “uma grande honra”.

“Este ano é importante para a China e Portugal, porque se celebram 40 anos do estabelecimento da boa relação diplomática entre a China e Portugal. Para nós, a amizade já existe há muitos anos. Por exemplo, Macau e o Porto têm uma amizade, é uma cidade geminada desde 1991 e, para nós, esta amizade é preciosa. Utilizando a expressão portuguesa de quanto mais velho é o vinho, melhor é. Com a amizade é igual”, afirmou à Lusa.

O responsável revelou ainda que os temas abordados na reunião com Rui Moreira foram “a cooperação e o futuro na área do turismo, porque Macau e Porto são cidades turísticas, também Património Mundial da Unesco”, admitindo que ainda se podem “desenvolver as áreas do turismo, atividades culturais, assim como a educação, saúde e desporto”.

Já o autarca portuense indicou que “a visita ainda está a decorrer” e que haverá uma nova conversa, mas sublinhou a utilidade da reunião que serviu para “discutir agendas comuns” que existem há muitos anos, “nomeadamente na área do turismo e cultura”. “A visita do Presidente chinês, Xi Jinping, a Portugal foi um momento único que vai ser replicado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na visita à China [em Abril] e que irá passar por Macau. Tudo isto tem contribuído para esta afirmação que existe de Portugal na China, em Macau, em particular”, revelou Rui Moreira.

Considerou ainda que, a “velha aliança com Macau”, tem aberto as portas do Porto para a China, com “protocolos importantes de colaboração com Shenzhen que só foram possíveis através da mediação de Macau” e que são “importantes para a região”, porque se abrem “novas perspectivas” às universidades e trabalhadores portuenses. “Gostava que esta relação pudesse ser mais aprofundada na parte da cultura. Hoje tivemos uma actividade cultural interessante. Na parte da educação, gostava que fossem feitas mais coisas, espero que haja essa abertura e é isso que vamos falar logo à noite”, admitiu o presidente da câmara.

Para o autarca, os benefícios que o Porto colhe da relação com Macau têm a ver com o turismo, visto que o território chinês “é um ponto de promoção do Porto como cidade geminada”, explicando que essa presença portuense se transmite, “não só no mercado macaense, mas também para os mercados limítrofes, numa zona da China que é a mais rica do país”.

“Aproveitando também a presença do Presidente da República de Portugal em Macau, gostaria que levássemos alguma coisa no plano cultural. Estivemos em Pequim, no dia 10 Junho, com a Orquestra Barroca da Casa da Música, foi um extraordinário sucesso, teve um impacto incrível e gostava que alguma coisa fosse feita mais no âmbito dos jovens, gostava de levar lá a Orquestra Juvenil da Bonjóia para retribuir esta visita aqui”, finalizou o autarca, referindo-se à comitiva macaense. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

China – Relações bilaterais com Portugal “vão de vento em popa”

O principal jornal oficial chinês de língua inglesa assinala na primeira página o 40.º aniversário das relações diplomáticas Portugal-China, citando a vontade expressa pelos chefes de Estado dos dois países em impulsionar os laços bilaterais



Na edição de fim-de-semana, o China Daily destacou o compromisso do Presidente chinês, Xi Jinping, e do homólogo português, Marcelo Rebelo de Sousa, em "fazerem esforços concertados para impulsionar as relações bilaterais, visando beneficiar os dois países e os dois povos".

Portugal e a República Popular da China estabeleceram relações diplomáticas a 08 de fevereiro de 1979.

As relações bilaterais ficaram marcadas, nas primeiras duas décadas, pelo processo de transição de Macau para a soberania chinesa, mas, nos últimos anos, voltaram-se a intensificar, à medida que o país asiático se tornou num dos principais investidores em Portugal.

Na mensagem congratulatória enviada ao homólogo português, e citada pelo China Daily, Xi Jinping referiu que, nos últimos 40 anos, os dois países "têm promovido o desenvolvimento saudável dos laços bilaterais, no espírito do respeito mútuo".

Portugal e China "tratam-se com igualdade e beneficiam de uma cooperação assente em benefícios para ambos", afirmou o chefe de Estado chinês.

Xi destacou ainda o processo de transição de Macau para a soberania chinesa.

"Os dois lados estabeleceram um bom exemplo sobre como resolver questões herdadas da História através de consultas amigáveis", realçou.

O líder chinês destacou ainda o aumento das visitas de alto nível, desde que, em 2005, Lisboa e Pequim estabeleceram uma Parceria Estratégica Global, visando reforçar a cooperação nos domínios político, economia, língua, cultura e educação, ciência e tecnologia, justiça e saúde.

"A confiança política mútua foi aprofundada e resultados foram alcançados em várias áreas", escreveu.

Xi, que realizou, em dezembro passado, uma visita de Estado a Portugal, afirmou estar pronto para trabalhar com Marcelo Rebelo de Sousa para que o 40.º aniversário sirva como um "novo ponto de partida" para "elevar as relações bilaterais para um novo nível".

Segundo o China Daily, também o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, trocou mensagens congratulatórias com o homólogo António Costa.

Fundado no início da década de 1980, depois de o Partido Comunista Chinês ter adotado a política de "Reforma Económica e Abertura ao Exterior", o China Daily é o mais antigo jornal oficial chinês de língua inglesa, com edições diárias no continente, em Hong Kong e nos Estados Unidos, e edições semanais para a Europa e África. João Pimenta – Portugal in “Lusa Macau 20 anos”

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Lusofonia - Escolas portuguesas e macaenses geminam-se para reforçar troca de experiências



Dez escolas de Portugal e Macau, onde se ensina português e mandarim, vão passar a realizar projectos conjuntos, intercâmbios e partilha de experiências entre alunos e docentes ao abrigo de protocolos de geminação assinados na passada sexta-feira, em Lisboa.

A assinatura dos acordos, em que participaram representantes de todas as escolas, foi presidida pelo secretário dos Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, e pela secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão.

A iniciativa envolve cinco duplas de escolas – uma de Portugal e outra de Macau -, incluindo, da parte portuguesa, escolas de Almada, Marinha Grande, Loulé, Coimbra e Braga.

O protocolo pretende que as escolas possam estabelecer entre si “actividades de cooperação” baseadas na partilha entre alunos, docentes e órgãos de gestão “através de contactos regulares” que permitam “aumentar a compreensão e a amizade mútuas”.

O documento estipula como prioritários os domínios das Artes, Humanidades, Ciência, Tecnologia e Desporto, nos projectos e actividades de cooperação, bem como a utilização do português, mandarim e inglês.

“A assinatura dos protocolos, que hoje testemunhamos, pode servir como uma importante plataforma para a promoção de mais intercâmbio educativo entre as escolas”, disse Alexis Tam na sua intervenção na cerimónia.

Vistas largas

O governante apontou igualmente “as oportunidades únicas de intercâmbio” que a geminação oferece aos estudantes, sublinhando o contributo para o “alargar da visão dos alunos durante as visitas e actividades de cooperação, enriquecendo as suas experiências de estudo”.

“O facto desta geminação ocorrer entre escolas de Portugal, onde é ensinado o mandarim, com escolas de Macau, onde é ensinado o português, torna ainda mais aliciante todo este projecto”, acrescentou.

Por seu lado, a governante portuguesa reafirmou o apoio do Ministério da Educação “às actividades que promovam o desejável intercâmbio” entre escolas, docentes e alunos “ancorados em protocolos já celebrados ou a celebrar”.

Para Alexandra Leitão, estes acordos revelam-se da “maior relevância e significado” porque se traduzem em “intercâmbios cultural e de língua”.

A responsável sugeriu, por outro lado, o aproveitamento das novas tecnologias para fomentar ainda mais esta partilha e permitir “que os 11 mil quilómetros [de distância entre Portugal e Macau] sejam encurtados para um mero ‘click'”.

Os protocolos de geminação foram assinados entre as escolas no âmbito do Acordo de Cooperação na área da Educação e Cultura rubricado entre Portugal e Macau e elevam para sete o número total de acordos desta natureza. In “Hoje Macau” - Macau

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

São Tomé e Príncipe – Cooperação chinesa na área da saúde

A China doou ao principal hospital de São Tomé e Príncipe equipamentos, medicamentos e consumíveis, avaliados em mais de 130 mil euros (cerca de 1,2 milhões de patacas), disse o embaixador deste país na capital são-tomense, Wang Wei

“O Governo da China fez uma doação de equipamentos e medicamentos para os hospitais deste país irmão”, disse o diplomata, sublinhando que o apoio surge após as autoridades chinesas terem notado que “nos últimos tempos tem havido uma falta de medicamentos e equipamentos”.

“Gostaríamos, com a nossa doação modesta, contribuir um pouco para ajudar este país amigo a superar essa dificuldade”, acrescentou Wang Wei, recordando que esta é a terceira entrega de medicamentos que o seu país faz a São Tomé e Príncipe nos últimos dois anos.

O ministro da Saúde são-tomense, Edgar Neves, manifestou “os maiores agradecimentos” ao Governo da República Popular da China “cuja história de apoio e de cooperação com São Tomé e Príncipe data de muitos anos”.

Edgar Neves classificou esta oferta em medicamentos como a “manifestação clara da longa amizade do povo chinês para com o povo de São Tomé e Príncipe ao nível dos diferentes governos”, sublinhando que o donativo “vai ajudar” o Serviço Nacional de Saúde são-tomense, “cujas carências são grandes”. In “Hoje Macau” - Macau

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Cabo Verde – Cooperação portuguesa na área da saúde

Mindelo – A secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal é esperada quarta-feira, 16, em São Vicente, e deve visitar, no Hospital Baptista de Sousa, o espaço para a construção do centro de hemodiálise.

Amanhã, terça-feira 15, na cidade da Praia, Teresa Ribeiro e o ministro da Saúde, Arlindo do Rosário, irão homologar o protocolo tripartido de cooperação para a “Execução do Centro de Hemodiálise no Hospital Dr. Baptista de Sousa em São Vicente”.

A construção do segundo centro de diálise do arquipélago – o primeiro situa-se no hospital Agostinho Neto, na cidade da Praia –, de acordo com a administração do hospital de São Vicente, visa “melhorar a capacidade de resposta” no Serviço Nacional de Saúde (SNS) em Cabo Verde, assegurar a descontinuidade das evacuações dos doentes para tratamento renal e mitigar os custos sociais resultantes das evacuações, entre outros.

“Assim, a construção do centro de diálise passará a melhorar a capacidade de resposta do hospital Baptista de Sousa na área de cuidados nefrológicos”, pontuou a mesma fonte.

Para esta construção do centro de hemodiálise de São Vicente, a Cooperação Portuguesa disponibiliza um montante de 480 mil euros, cerca de 50 mil contos.

Durante a sua estada em São Vicente, a governante portuguesa visitará a Escola Portuguesa do Mindelo e à Academia Livre de Artes Integradas do Mindelo (ALAIM), a qual beneficia do apoio da Cooperação Portuguesa, através do programa “Fundo de Pequenos Projetos”, e a Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), cujas instalações do emblemático edifício do antigo Liceu Gil Eanes foram recentemente reabilitadas com o apoio da Cooperação Portuguesa. In “Inforpress” – Cabo Verde

sábado, 12 de janeiro de 2019

São Tomé e Príncipe – Pretende reactivar a cooperação na área do empreendedorismo juvenil com o Brasil

São Tomé – Brasil pode vir a médio prazo reactivar a cooperação com São Tomé e Príncipe na área de empreendedorismo jovem, – admitiu, na capital são-tomense, o Embaixador deste país sul-americano em São Tomé e Príncipe.

Vilmar Júnior fez essas declarações no termo de uma audiência de mais de meia hora que manteve, com o ministro são-tomense da Juventude, Desporto e Empreendedorismo, Vinícios de Pina, no seu gabinete, localizado na Av. Marginal 12 de Julho, na cidade de São Tomé.

O novo ministro são-tomense da Juventude e líder da juventude do MLSTP-PSD (partido no Poder), por sinal, fez seus estudos superiores no Brasil na área de Administração de Empresas.

Segundo o diplomata brasileiro, as partes discutiram as três áreas sociais de acção do ministro, mas realçou que à partida, o sector do empreendedorismo que pode a médio prazo evoluir, tendo em conta o interesse de ambas partes.

Instado a comentar a eventualidade de assessoria brasileira na área do desporto, nomeadamente na área de futebol, voleibol e basquetebol, sustentou que “essa hipótese não está posta de parte, mas hoje é preciso entendermos os condicionalismos financeiros internos do Brasil”.

Reiterou, igualmente, que Brasil e São Tomé e Príncipe poderão desenvolver alguns projectos na área de empreendedorismo jovem, ao qual, sustentou, “trata-se de um domínio onde percebo que as coisas poderão a breve trecho evoluir e como tal, reafirmei ao Sr. Ministro que transmitirei imediatamente essa preocupação aos governantes do meu país para a devida atenção”.

Vilmar Júnior referiu também que o seu país está aberto para reactivar a cooperação na área da alfabetização, para a qual num passado recente o Brasil ajudou São Tomé e Príncipe a ultrapassar a alta taxa de iliteracia que existia neste arquipélago.

Ainda neste domínio, com apoio brasileiro, as autoridades são-tomenses baixaram consideravelmente, nos últimos 20 anos, os índices de analfabetismo no arquipélago, devendo a taxa de analfabetismo situar-se hoje na ordem dos 5%, segundo indicadores da Direcção de Educação de Adultos de São Tomé e Príncipe.

Convém também recordar, que o país ascendeu à sua Independência de Portugal em 1975 com uma taxa de analfabetismo na ordem de 90% da população.

Trata-se do primeiro encontro de género havido a pedido do governante são-tomense com o diplomata brasileiro, que aproveitou para se apresentar ao novo ministro da Juventude, Desporto e Empreendedorismo de São Tomé e Príncipe.

Além destas duas personalidades, tomaram igualmente parte na audiência alguns assessores do ministro, dos quais Nelson Mendes. Manuel Dendê – São Tomé e Príncipe in “STP – Press”

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Portugal - Deve ter parcerias com Brasil e Espanha para promover o ensino da língua



O presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua defendeu uma parceria entre Portugal e Espanha para a promoção da língua portuguesa, não só nas zonas fronteiriças, mas também nos países da América Latina.

“Portugal deve ter parcerias com dois países, o Brasil e Espanha, para promover o ensino da língua portuguesa”, afirmou o embaixador Luís Faro Ramos, realçando que com o Brasil trata-se de “dar continuidade a uma parceria já existente”, que já levou ao ensino conjunto do português nas Nações Unidas.

Já no caso de Espanha, o objetivo “é promover o ensino do português nas zonas fronteiriças entre os dois países, mas também nos países da América Latina”, revelou.

O diplomata defendeu as duas parcerias na sua intervenção na sessão de abertura do Seminário sobre Cooperação, Cultura e Língua, organizado pelo Camões.

Em declarações à Lusa, o Presidente do Camões disse que no próximo dia 21 receberá em Lisboa o novo Diretor do Instituto Cervantes e “o assunto será abordado”.

O seminário que O Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. realizou nos dias 7 e 8 de janeiro de 2019, em Lisboa sobre Cooperação, Cultura e Língua, destinava-se a adidos, conselheiros e técnicos setoriais de cooperação para o desenvolvimento, coordenadores de projetos de cooperação bilateral e delegada, adidos e conselheiros culturais, responsáveis de cátedras, leitores e coordenadores de ensino de português no estrangeiro e adjuntos. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Macau - Instituto Politécnico assina acordo com associação para reforçar laços com Lusofonia

O Instituto Politécnico de Macau (IPM) e a Associação Comercial Internacional de Empresários Lusófonos assinaram esta semana um acordo de cooperação para reforçar os laços comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Segundo um comunicado do IPM, o acordo, que se concentra nas áreas da cultura e educação, foi assinado pelo Presidente do IPM, Marcus Im Sio Kei, e por Eduardo Ambrósio, Presidente da associação sediada em Macau.

O líder do IPM disse esperar que as duas instituições possam criar sinergias através deste acordo, tendo ainda sublinhado que o Politécnico procura de forma activa cooperar com outras partes para reforçar a qualidade da sua educação e assim treinar mais talentos bilingues Chinês-Português.

O acordo refere que as duas instituições vão co-organizar diferentes tipos de formação sobre língua, cultura, arte, negócios e comércio, assim como visitas e outras actividades, para reforçar o conhecimento dos alunos do IPM sobre os Países de Língua Portuguesa. In “Fórum Macau” - Macau

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Guiné Equatorial – Instituto Camões e a Universidade Nacional vão criar Centro de Língua Portuguesa

Portugal cumpre, assim, o seu compromisso de apoiar a Guiné Equatorial na promoção do uso sistemático do português

O Instituto Camões – Instituto da Cooperação e da Língua I.P., representado pelo encarregado de Negócios de Portugal em Malabo, Manuel Grainha do Vale, e a Universidade Nacional da Guiné Equatorial (UNGE), representada pelo seu reitor, Filiberto Ntutumu Nguema Nchama, assinaram em Malabo, um protocolo que marca o início da cooperação em matéria de promoção da Língua Portuguesa por parte de entidades portuguesas naquele país da CPLP.

O protocolo consigna a criação de um Leitorado de Português e de um Centro de Língua Portuguesa / Camões, I.P., na UNGE, tendo já sido selecionada a docente que irá assegurar o desenvolvimento de um major e de um minor em Estudos Portugueses, bem como de projetos no domínio da formação de docentes de Português como língua estrangeira. In “Revista Port. Com” - Portugal

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Guiné-Bissau – Cooperação com a Guiné Equatorial

Bissau – As autoridades de Bissau e da Guiné-Equatorial assinaram recentemente sete acordos de cooperação no âmbito da visita de 2 dias que o presidente guineense, José Mário Vaz efectuou àquele país da CPLP.

O anúncio foi feito pelo chefe de Estado guineense a sua chegada ao aeroporto de Bissau.

"Celebrámos sete acordos importantes para o futuro da relação entre os dois países", afirmou José Mário Vaz, em declarações aos jornalistas no aeroporto internacional Osvaldo Vieira, sem precisar os sectores.

Na declaração, sem direito a perguntas, o Presidente guineense disse ter saído da Guiné Equatorial encorajado, porque ambos os países têm "inimigos comuns", nomeadamente a pobreza, a má nutrição e o subdesenvolvimento.

"No encontro que tivemos, os dois chefes de Estados decidiram trabalhar juntos para combater esse inimigo comum", afirmou.

Na declaração aos jornalistas, o Presidente guineense não falou sobre a suspensão, decidida pelo Ministério Público, do recenseamento eleitoral em curso no país, que o Governo já considerou ilegal.

O chefe de Estado guineense viajou acompanhado do ministro dos Negócios Estrangeiros, João Ribeiro Có, e do ministro da Defesa, Eduardo Costa Sanhá, e membros da Presidência guineense.

As relações diplomáticas entre os dois países são recentes e foram reforçadas com a entrada da Guiné Equatorial na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), durante a cimeira de Díli, em 2014.

O primeiro embaixador da Guiné Equatorial para a Guiné-Bissau, Tito Mba Ada, baseado em Lisboa, entregou em novembro as cartas credenciais ao Presidente guineense. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

sábado, 8 de dezembro de 2018

Nações Unidas - Português passou a ser ensinado na Escola Internacional

A língua portuguesa é, assim, a 10ª língua a ser ensinada na Escola Internacional das Nações Unidas, em Nova Iorque, fruto de um memorando de entendimento assinado na sede da ONU



A língua portuguesa começou a ser ensinada na semana passada na Escola Internacional das Nações Unidas (UNIS, na sigla em inglês), em Nova Iorque (EUA), sendo ministrada em regime extra curricular a 20 alunos naquela instituição de ensino da ONU. Este projeto piloto estende-se durante um ano letivo completo, com o objetivo de que passe depois a integrar o currículo da escola.

As aulas são dadas por dois docentes, uma professora brasileira e um professor português, com métodos de ensino diversificados e abrangendo as diversas variantes da língua e a cooperação estabelecida no protocolo será acompanhada pelo Coordenador do Ensino de Português nos EUA, João Caixinha.

O memorando de entendimento foi assinado no dia 5 de dezembro, já depois do início das aulas, pelos representantes permanentes de Portugal e do Brasil junto das Nações Unidas, embaixadores Francisco Duarte Lopes e Mauro Vieira, respetivamente, e pelo diretor executivo da UNIS, Dan Brenner.

Resultado do empenho do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (Camões, I.P.), I.P., do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal e do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, esta parceria entre os dois países, realizada pela primeira vez no ensino do português, “tem em vista a integração futura no currículo da Escola (Internacional das Nações Unidas), juntamente com outras nove línguas, incluindo as seis línguas oficiais das Nações Unidas”, refere uma nota divulgada pelo Camões, I.P.

Ensino com diversidade

A cerimónia de assinatura do memorando realizou-se no gabinete do Secretário-Geral das Nações Unidas, que testemunhou o momento.

António Guterres desejou felicidades e que “o acordo fosse aplicado, que o ensino do português na Escola (Internacional das Nações Unidas) tivesse sequência e que fosse mais um passo no sentido de aumentar a utilização do português no sistema das Nações Unidas”, revelou aos jornalistas, no final da cerimónia, o Representante Permanente de Portugal junto da ONU.

Francisco Duarte Lopes referiu o facto das aulas de português serem ministradas como uma atividade extra curricular, mas sublinhou a vontade de Portugal e do Brasil de que “com a sustentabilidade que a cooperação entre os dois países dá a este projeto”, possa futuramente “haver uma hipótese do português ser também oferecido curricularmente na escola”.

Segundo o embaixador português há, no âmbito das Nações Unidas, muitos falantes de português e as atividades das Nações Unidas “também se vão desenrolando há muitos anos em países de língua portuguesa”. “Com este projeto queremos também dar a esta geração mais jovem a possibilidade de conhecer melhor uma língua, mas dar-lhes também a conhecer as culturas dos países de língua portuguesa”, sublinhou o diplomata.

Para o embaixador brasileiro Mauro Vieira, o facto das aulas serem dinamizadas por uma docente brasileira e um docente português valoriza a “diversidade da língua e da forma de se expressarem em cada um dos dois países, mas também da cultura, do turismo, enfim, de tudo o que envolve a expressão em língua portuguesa”.

“Acho que vai ser uma excelente plataforma de introdução do idioma português”, defendeu o Representante Permanente do Brasil junto da ONU, assumindo ainda não ter dúvidas de que a língua portuguesa “gera também negócios importantes”.

Os custos da manutenção do curso e dos professores são suportados pelas missões permanentes de Portugal e do Brasil junto da ONU.

Alunos dos oito aos 18 anos



O atual adjunto de Coordenação do Ensino Português nos EUA é o professor português responsável pelas aulas na Escola das Nações Unidas.

José Carlos Adão explicou que o português está a ser lecionado na UNIS nos níveis primário, básico e secundário, com aulas três vezes por semana a alunos com idades entre os oito e os 18 anos.

“Trata-se de um projeto que começou na semana passada com aulas a vários níveis de proficiência, com alunos que já falam português em casa, que têm pais que falam português. A maioria dos alunos, até ao momento, é de origem brasileira, mas temos outros alunos de outras nacionalidades”, revelou José Carlos Adão. “A língua portuguesa tem um valor económico que tem dado cartas”, destacou ainda.

Uma notícia publicada pela agência Lusa adianta que a ideia deste projeto piloto foi apresenta aquando da ida do presidente do Camões, I.P., Luís Faro Ramos, a Nova Iorque, a 5 de maio, para o evento Dia da Língua Portuguesa nas Nações Unidas.

De recordar que este ano, as comemorações do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa repartiram-se por 180 ações, em 57 países, mas o grande destaque foi para as celebrações que decorreram durante todo o dia, e pela primeira vez, nos jardins das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Na altura, o ministro dos Negócios Estrangeiros, afirmava que a celebração nos jardins das Nações Unidas, dava “uma nova expressão simbólica e institucional a estas iniciativas”. Augusto Santos Silva destacava ainda que as atividades culturais iriam decorrer junto de uma organização na qual “todos os países da CPLP investem muito” e junto de um sistema “no qual nós pensamos que a língua portuguesa a médio prazo se tornará, com toda a justificação e mérito, também uma língua oficial”.

A confirmação oficial da introdução do português na Escola Internacional das Nações Unidas foi dada a 10 de outubro, em Lisboa, pelos ministros dos Negócios Estrangeiros português e brasileiro, mas tinha já sido avançada a 21 de setembro pelo presidente do Camões, I.P., Luís Faro Ramos, durante a apresentação em Lisboa da Rede de Ensino Português no Estrangeiro (EPE) para 2018/2019, numa sessão presidida pelo ministro Augusto Santos Silva.

Entre as novidades da rede projetada para 2018-2019 estava a informação de que já em 2018 iriam iniciar-se o ensino da língua portuguesa extracurricular na UNIS, com um docente português e outro brasileiro. Esta parceria surge no âmbito de dinâmicas de cooperação entre Portugal e o Brasil, entre as quais está ainda a possibilidade dos dois países realizarem um projeto conjunto de ensino no Casaquistão.

Uma escola com 1600 alunos

A Escola Internacional das Nações Unidas foi criada em 1947 em Nova Iorque por um grupo de pais funcionários da ONU para implementar um sistema de ensino internacional preservando as diferentes culturas dos filhos de funcionários dos diversos países, a trabalhar nas Nações Unidas.

Atualmente, a UNIS tem 1600 alunos de mais de 50 nacionalidades nos dois edifícios da escola, um situado em Jamaica, bairro de Queens, e outro em Manhattan. Cobre todos os níveis de ensino, exceto o universitário. De acordo com a escola, os seus “padrões acadêmicos reconhecidos internacionalmente capacitam os alunos a estudar nas melhores faculdades e universidades dos Estados Unidos e do mundo.”

A principal língua de ensino é o inglês e todos os alunos estudam francês ou espanhol. Podem também aprender árabe, chinês, alemão, italiano, japonês e russo. A partir de agora, também o português.

A Rede de Ensino Português no Estrangeiro (EPE) é coordenada pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e chega nesta ano letivo a 80 países, mais cinco do que em 2017-2018: Azerbaijão, Casaquistão, Camarões, Gana e Panamá.

Nos Estados Unidos da América, o universo de estudantes cobertos pelo EPE cresceu dos 13 556 em 2007 para os 28 469 em 2017. Este ano, a língua portuguesa foi introduzida no programa americano de educação, tendo sido considerada “idioma relevante para a segurança nacional e a prosperidade da economia do país”. Ana Grácio – Portugal in “Mundo Português”

sábado, 24 de novembro de 2018

Macau – Governo quer selar acordo judiciário com Portugal

O Governo da RAEM quer chegar a um consenso com Portugal relativamente ao “Acordo sobre a Entrega de Infractores em Fuga e ao Acordo de Cooperação Judiciária em Matéria Penal”. O objectivo foi apresentado pela Secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, na apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG) da sua tutela para o ano financeiro de 2019.

A par deste processo, o Governo vai acompanhar as negociações com Timor-Leste, Cabo Verde e Angola sobre os três acordos de cooperação judiciária em material penal. Além disso, mostrou vontade de negociar com o Brasil em matérias judiciárias e penais.

Na agenda da tutela da Secretária para 2019 encontra-se também abrangida a continuidade dos trabalhos para a assinatura do acordo de cooperação judiciária em material civil e comercial com a Mongólia. Na mesma linha, o Governo da RAEM “procurará iniciar negociações com a Malásia, a Indonésia e a Tailândia sobre a assinatura do acordo da cooperação judiciária em matéria penal”. Vão ainda ser desenvolvidos trabalhos de prevenção e combate à criminalidade transfronteiriça.

Ao longo do corrente ano, a RAEM assinou com a República Federal da Nigéria o Acordo de Transferência de Pessoas Condenadas, tendo procedido também a negociações de cooperação judiciária com a Mongólia, Filipinas, Vietname, Coreia do Sul, Portugal, Brasil, Timor-Leste, Cabo Verde e Angola.

Num âmbito diferente, o Governo definiu como prioridade a negociação com “países americanos”, não especificados, para a isenção recíproca de vistos de entrada para efeitos de turismo.

Cooperação regional na arbitragem

No âmbito do aprofundamento da cooperação jurídica inter-regional, “será fortalecida a coordenação da cooperação entre as suas instituições de arbitragem e promovida activamente a formação de árbitros locais”. A nível jurídico local, o sistema de arbitragem tem sido promovido em Macau como uma alternativa aos tribunais, para diminuir a pressão sob estes organismos. Apesar da proposta de lei sobre mediação em análise na 1ª Comissão da Assembleia Legislativa ser a nível comercial e civil, o Governo mostrou abertura durante o debate de ontem para fazer alterações que permitam aos contratos administrativos usarem este método de resolução de disputas.

Na dimensão regional, vai ainda ser realizado um estudo em 2019 sobre a implementação de um mecanismo de troca de informações jurídicas. Esta medida visa permitir a partilha de informações jurídicas de Guangdong, Hong Kong e Macau, respeitantes nomeadamente a diplomas legais e sentenças dos tribunais. Paralelamente, será estudada a criação de um mecanismo de divulgação jurídica mútua para a divulgação jurídica mútua das três regiões desenhada para investidores.

Durante o debate, a deputada Wong Kit Cheng mostrou-se preocupada com a cooperação a nível judiciário na Grande Baía, indicando esperar “que a Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça possa dialogar com as entidades congéneres”. Salomé Fernandes – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Cabo Verde - São Vicente: Investigadores brasileiros querem “estreitar ainda mais” as parcerias com a Uni-CV

Mindelo – Um grupo de investigadores da Universidade Federal do Ceará (UFC), Brasil, está de visita ao Campus da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) em São Vicente, para reforçar as parcerias e alargar “ainda mais” a colaboração institucional.

Esta vinda ao arquipélago, conforme informações avançadas à Inforpress pelo coordenador do programa de pós-graduação em ciências marinhas tropicais da UFC, Marcelo Soares, surge no sentido de se “consolidar” o que se começou em semestres anteriores, em que leccionaram disciplinas através de vídeo-conferência, e para dar continuidade a alguns projectos de pesquisa já em curso.

“Nós vamos também entrar em contacto com os grupos de pesquisa daqui para prospectar e entender melhor as linhas que a Uni-CV está desenvolvendo e passar isso para os nossos colegas, que ficaram lá em Fortaleza”, explicou o responsável, que espera a partir disso “elaborar melhor” essa forma de parceria para pesquisas e aulas.

Conforme realçou, em seguida irão ver um mecanismo para tornar essa colaboração permanente, em que todos anos possam vir com grupos de professores a Cabo Verde.

Assim, com esta visita que acontece em São Vicente de hoje a 15, e depois na Cidade da Praia, pretendem, segundo o investigador, colaborar com as áreas ligadas ao mar, mas também, “servir de ponte” para outros campos e áreas de ensino, ministradas na UFC.

“A UFC tem muito interesse em geral de colaborar com Cabo Verde”, assegurou.

Esta disponibilidade, que “agrada muito” ao vice-reitor da Uni-CV, António Varela, que recebeu a equipa na reitoria no Mindelo, nesta manhã, garantiu que a universidade “procura sempre” parceiros, que “contribuam para o seu desenvolvimento”.

“A ideia é que estando eles aqui poderão então ver quais as áreas em específico para termos melhor colaboração futuramente”, lançou, adiantando que isto tem vindo a acontecer com outras universidades brasileiras.

Mas no caso da UFC, mostra ser de “muito interesse”, ajuntou, tendo em conta a experiência desta na área da oceanografia e das ciências marinhas, mas, também em relação às questões ambientais, devido à própria localização desta região brasileira, que também vive situações de escassez de chuva.

Os três investigadores, Marcelo Soares, Carlos Teixeira e Rodrigo Maggioni, deslocaram-se depois à Faculdade de Engenharia e Ciências da Mar da Uni-CV para encontro com o grupo disciplinar de ciências biológicas e logo à tarde proferem também palestras nesta mesma temática.

Na estadia em São Vicente, que se prolonga até quarta-feira, a equipa brasileira visitará ainda o Centro Oceanográfico do Mindelo e a fazenda de camarões e na quinta-feira deslocam-se à Cidade da Praia para encontros e palestras no Campus do Palmarejo. In “Inforpress” – Cabo Verde

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Moçambique - Semana Cultural Moçambique - Portugal

Arranca esta terça-feira, 6 de Novembro, em Maputo, a semana Cultural Moçambique-Portugal, uma iniciativa de promoção da cooperação cultural, musical, entre outras áreas de interesse, no âmbito universitário, entre a Escola de Comunicação e Artes (ECA), da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a Universidade Pedagógica (UP) e a Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Porto (ESMAE). A mesma conta com o patrocínio do BCI e da ARTEMEDA, e como apoio da Órbita e da ESMAE.

Em Maputo, encontram-se já o guitarrista e docente português, Artur Caldeira, licenciado em Guitarra Clássica e Mestre em Interpretação Artística pela ESMAE e na classe de José Pina. E o também guitarrista português, Daniel Paredes, licenciado em Guitarra Clássica pela ESMAE, frequentando actualmente o Mestrado em Interpretação Artística naquela prestigiada instituição.

A semana vai proporcionar sessões de formação a docentes e discentes, workshop sobre didáctica de ensino de instrumento, troca de experiência curricular e pedagógica, com vista a potenciar as universidades moçambicanas no ensino da música, na investigação musical e na interacção com o público.

Pretende-se igualmente com o projecto conceber uma plataforma comum de trabalho para o futuro, com ênfase para a investigação científica, explorando o potencial do espólio musical moçambicano, através da variada gama de instrumentos tradicionais existentes, passíveis de configurar novos pensamentos musicais, contribuindo para o enriquecimento e valorização da cultura moçambicana no país e no mundo.

Refira-se que a cerimónia de abertura da Semana Cultural terá lugar hoje, dia 6, às 15 horas, no Centro Cultural Universitário da UEM, e contará com a presença da Embaixadora de Portugal; dos Reitores da UEM, e da UP; do representante da Universidade do Porto, entre outras personalidades públicas, membros dos corpos docente e discente destas instituições de ensino, músicos e convidados. A cerimónia terá momentos de poesia, teatro e música. In “Olá Moçambique” - Moçambique