Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 31 de março de 2020

Timor-Leste – Escola em casa

Díli - O Ministério da Educação, Juventude e Desporto (MEJD) quer realizar um programa de televisão e rádio, o “Escola em Casa”, para fazer chegar os conteúdos ministrados nas escolas aos alunos timorenses durante o estado de emergência.

“O Ministério da Educação, Juventude e Desporto está a preparar um programa com o título ‘Escola em Casa’ para levar o processo de aprendizagem aos estudantes. Contudo, peço desculpa por nem toda a população ter acesso a televisão. O ministério manterá, porém, os esforços para encontrar recursos de modo a que os alunos possam acompanhar [os conteúdos] durante o período de emergência através da televisão”, disse a Ministra da Educação, Juventude e Desporto, Dulce de Jesus Soares, este passado sábado (28/03), no Centro de Convenções de Díli.

Segundo a governante, o programa será transmitido, dentro de dois ou três dias, na Rádio de Televisão de Timor-Leste (RTTL) e nas rádios comunitárias, mas também em linha, no Facebook e Youtube.

No caso dos alunos das áreas remotas que não tenham televisão, poderão ser distribuídos manuais.

“Ainda estamos numa fase de discussão para estudar a possibilidade de, nas escolas das áreas remotas que não tenham um número muito elevado de estudantes, os professores poderem distribuir os livros aos alunos para que estudem em casa, pois não têm acesso a televisão”, disse.

“O Ministério da Educação, Juventude e Desporto apoiará, de acordo com as listas das escolas nas áreas remotas e muitas remotas, a entrega de livros aos estudantes com páginas marcadas do que têm para estudar durante um mês”, acrescentou.

Uma das preocupações do ministério, segundo Dulce de Jesus Soares, é o ensino técnico-vocacional.

“Estamos a preparar-nos, do pré-escolar ao ensino secundário e técnico-vocacional. No entanto, para o técnico vocacional, é um pouco difícil, pois, de acordo com o seu currículo, estes estudantes têm aulas muito práticas. Ainda assim, têm algumas disciplinas em que podem apenas ler e estudar em casa”, afirmou.

A ministra pediu ainda aos encarregados e a toda a comunidade educativa que acompanhassem os alunos, pois, apesar de não terem aulas, “não podem apenas ficar a brincar em casa” e lembrou também que estes deviam cumprir as medidas de prevenção do coronavírus. In “Timor Post” – Timor-Leste

domingo, 29 de dezembro de 2019

França - Comunidade lusófona tenta salvar a língua portuguesa na rádio

A redação em português da Radio France Internationale (RFI), que emite para países africanos de expressão portuguesa, vai sofrer cortes, segundo um novo plano estratégico e uma petição já com mais de 200 assinaturas da comunidade lusófona em França.

“O medo é a redução da redação em português, que, a pouco e pouco, vai desaparecendo. Esta redação emite para os países lusófonos em África e parece que eles querem reduzir ao máximo a redação de português, até que um dia haja só Internet, sem emissões, e depois acabe”, afirmou Luísa Semedo, conselheira das comunidades portuguesas em França, em declarações à Lusa.

Luísa Semedo foi a autora da petição online “Não à Morte da RFI em português”, lançada em 24 de dezembro, depois de o consórcio público que detém a rádio, a France Medias Monde, ter anunciado no início da semana a intenção de cortar pelo menos 30 jornalistas nas redações da RFI em árabe, português e inglês, através de um plano de despedimentos voluntários.

“O plano de despedimentos voluntários ao qual a empresa não pode fugir tendo em conta a sua estrutura orçamental, e que será ainda negociado com os representantes do pessoal, vai ter impacto em 30 jornalistas e não haverá qualquer despedimento compulsório”, respondeu fonte oficial da France Medias Monde às questões da Lusa.

A mesma fonte acrescentou que “o projeto prevê a supressão de cerca de 20 postos de trabalho de jornalistas em árabe, sete ou oito em inglês e dois ou três jornalistas em português”.

A France Medias Monde agrega a RFI, que difunde rádio em diversas línguas para diferentes pontos do globo sempre com atualidade ligada à francofonia, a estação de televisão France 24, também difundida em várias línguas, e a rádio Monte Carlo Doualiya, em árabe, ouvida em várias regiões do Médio Oriente e do Norte de África.

Também os trabalhadores se questionam se este é o fim da redação em português para África da RFI.

Esta redação conta atualmente apenas com oito jornalistas fixos e quatro em regime de trabalho independente, tendo chegado a ter 15 jornalistas fixos.

A produção e emissão da rádio em português acontece diariamente e é ouvida desde São Tomé e Príncipe até Maputo, em Moçambique.

“Os efetivos são já muito limitados e é a condenação a curto prazo da redação. O projeto visa passar para uma redação de Internet, mas nem todas as partes do Mundo estão suficientemente desenvolvidas para cortar a difusão por onda curta e o FM”, afirmou Elisa Drago, representante do sindicato Force Ouvriére na Comissão de Trabalhadores da empresa e jornalista há mais de 30 anos na rádio francesa.

A petição recebeu até agora mais de 200 assinaturas, tendo entre os primeiros subscritores algumas das principais figuras das comunidades lusófonas em França, mas, segundo lembra Luísa Semedo, a responsabilidade de lutar pela manutenção do número de jornalistas em português na RFI não pode ficar apenas a cargo da sociedade civil.

“Se a France Medias Monde sentir que há do outro lado uma procura e que as pessoas se preocupam com isto e não é uma questão acessória, eles podem abrir os olhos. Isto pode vir da sociedade civil, mas também tem de vir da parte da diplomacia”, indicou a autora da petição. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”